Penúltima parte do Especial tragédias de Imola 1994. Mas confesso gostaria que não tivesse que estar terminando desse jeito, apesar de nunca ter visto Ayrton Senna correr. Não era para estar terminando desse jeito. Vamos logo ao que interessa antes que eu comece a ficar triste.

Na sétima volta, a direção do Williams não obedece ao seu comando e vai direto contra o muro da curva Tamburello a 210 km/h (130 mph),a mesma que Nelson Piquet sofreu um acidente nos treinamentos de 1987 pela Williams e Gerhard Berger no ínício da corrida em 1989 pela Ferrari.

Às 14h17min (hora local de Imola), uma bandeira vermelha foi mostrada para indicar que a corrida foi interrompida e Sid Watkins chegou ao local para tratar de Senna. Quando uma corrida é parada sob bandeira vermelha, os carros têm que reduzir a velocidade e retornar aos boxes ou ao grid de largada até notificação posterior. Isto protege os fiscais de corrida e o corpo médico no local da batida, e permite acesso mais fácil de carros médicos até o incidente. Aproximadamente dez minutos depois da batida de Senna, a equipe Larrousse misteriosamente permitiu que um de seus pilotos, o francês Érik Comas (campeão da Fórmula 3000 em 1990), deixasse o pit, apesar do circuito estar fechado sob bandeiras vermelhas. Freneticamente, os fiscais de corrida acenaram-o quando ele chegou a cena do acidente a quase velocidade máxima. Durante alguns minutos as comunicações no circuito haviam entrado em colapso permitindo que o piloto deixasse o pit-stop e retornasse à corrida. Comas evitou bater em quaisquer das pessoas ou carros que estavam no circuito, mas, diante da cena do acidente de Ayrton, ficou tão aflito (Comas era amigão de Senna e foi até salvo por Senna, após um acidente grave em Spa em 1992) com o que viu que se retirou da prova. As imagens de Senna sendo tratado em cobertura mundial (fornecido pela emissora italiana RAI) foram muito gráficas, e da BBC ligada à sua própria câmera estava focada no pitlane. Senna foi erguido da Williams destruída e levado de helicóptero para o Hospital Maggiore, perto de Bolonha. Equipes médicas continuaram o tratando durante o voo. Trinta e sete minutos depois do acidente, às 14h55min da hora local, foi reiniciada a corrida.

Duas horas e 20 minutos depois que Schumacher cruzou a linha de chegada, às 18h40min, hora local, a Dra. Maria Teresa Fiandri anunciou que Ayrton Senna tinha morrido. O horário oficial da morte foi dado, no entanto, como 14h17min da hora local, significando que Senna tinha morrido instantaneamente. A causa de morte estabelecida por uma autópsia é que um pedaço da suspensão do carro perfurou o capacete dele e o crânio.

Amanhã, a última parte do Especial tragédias de Imola 1994.

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