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Vettel conseguiu uma incrível vitória, num chuvoso GP de Monza, em que vários favoritos ficaram para trás na qualificação, e com a chuva na corrida, foi absoluto, e ainda conquistando a proeza de ser o piloto mais novo a vencer um GP de F1.


Dados:
Equipe: Scuderia Toro Rosso
Designer: Adrian Newey
Chassis: Feito de fibra de carbono, monocoque
Suspensão: Feita de fibra carbono e alumínio, sistema pushrod, independente nas quatro rodas (Suspensões dianteira e traseira)
Motor: Ferrari 056, 2.4 litros, V8, limitado a 19.000 RPM, aspirado naturalmente
Transmissão: 7 velocidades, e uma reversa (marcha ré). Câmbio sequencial, semi automática
Pneus: Bridgstone, rodas AVUS Racing
14 Sébastien Bourdais
15 Sebastian Vettel
Corridas: 13
Poles: 1
Voltas mais rápidas: 0
Posição no Campeonato de Construtores: 6

Está faltando pouco menos de 1 mês para o ronco dos motores em Melbourne, na Austrália. Tenho pouco tempo para apresentar todos as 12 equipes de 2012. Então vamos começar com a Red Bull, de Adrian Newey e Seb Vettel.
A Red Bull Racing teve seus primórdios em 1997, quando Jackie Stewart seguiu Alain Prost e criou sua equipe própria, a Stewart Grand Prix. A Stewart começou mal sua campanha, mas seu auge veio no seu último ano, 1999. Chegando a vitória com Johnny Herbert.
A Stewart foi comprada pela Ford e foi renomeada com Jaguar Racing. A Jaguar nunca foi grande coisa, mas sabia como fazer um carro bonito usando apenas a cor verde, o patrocínio da HSBC, a cerveja Beck’s e a marca de um jaguar no santantonio. No final de 2004, a Red Bull viu que era bom negócio ver carrinhos azuis com touros vermelhos desenhados no carro correndo por aquelas pistinhas de asfalto e resolveu comprar a Jaguar e formar, finalmente a equipe que conhecemos hoje como Red Bull Racing.
De lá pra cá foram 27 vitórias, 38 poles, 22 voltas mais rápidas, 2 títulos de pilotos e 2 títulos de construtores. Mas a pergunta que não quer calar é: a Red Bull vai continuar com sua supremacia em 2012.
Red Bull RB8

O RB8 precisava de alguma inovação, isso todo mundo pedia. Depois de 3 anos de equipes copiando as inovações que deram certo na Red Bull. Adrian Newey tinha que fazer alguma coisa de novo. E ele fez.
O RB8 seguiu a tendência criada pela Caterham do chamado: degrau no também chamado: bico de ornitorrinco. Mas tem uma diferença: o degrau tem uma pequena passagem de ar. A explicação mais aceita para o uso do buraco até o momento é que serve para melhorar o fluxo de ar, evitando a turbulência causada pelo degrau.
Continuando o carro, os sidepods parecem uma evolução do RB7: contam com uma aerodinâmica limpa e são realmente bastante curtos, terminando bem antes da asa traseira.
Não sabemos o que esperar desse carro. Também não sabemos se vai continuar a brigar por vitórias. Isso a gente só vai saber em Sepang.
Sebastian Vettel

O heppenheiniano tem uma carreira de dar inveja para gente como Rubens Barrichello. Em 2004, aos 17 anos, ganhou 18 das 20 corridas do campeonato alemão de Fórmula BMW. Dois anos depois, foi vice-campeão da Fórmula 3 europeia, mesmo quase perdendo o dedo (acho que era o indicador direito) em um acidente em Spa-Francorchamps quando fazia uma corrida à parte pela World Series. No ano seguinte, começou o ano pela mesma World Series, mas substituiu Robert Kubica na BMW em uma corrida e também arranjou um bico na Toro Rosso. Ficou na equipe italiana em 2008 e conseguiu o milagre de vencer o GP da Itália. Em 2009, já pela Red Bull, foi vice-campeão. Em 2010, o suado título. E em 2011, um título com uma soberania incrível.
Sua carreira é tão brilhante que já virou filme (já foi até transmitido no SporTV) . Tal filme, assim como os filmes de Alain Prost ( “Prost” ) e Ayrton Senna ( “Senna” ), teve como nome do filme seu sobrenome ( “Vettel” ) . O cara não tá para brincadeira mesmo.
O que esperar de Sebastian Vettel em 2012: Em 2012, Vettel deverá continuar um piloto talentoso e conseguir vitórias. Só não se sabe se vai ser absoluto como foi em 2011.
Mark Webber

Mark Alan Webber tem vida difícil na F1. Pagou seus pecados na Minardi e desorganizada Jaguar. Migrou para a Williams em 2005 e 2006, esperando se consagrar, mas ele pegou uma Williams em ritimo de decadência. Voltou para a Jaguar, já renomeada e mais organizada, Red Bull Racing. Passou 2 anos difíceis, mas finalmente Adrian Newey acertou a mão e Webber chegou a sua primeira vitória na Alemanha/2009. Batalhou pelo título em 2009, mas passou 5 corridas sem pontuar e acabou ficando em quarto, atrás de seus adversários diretos, Barrichello, Vettel e Button.
Em 2010, chegou mais perto ainda do título, mas encontrou uma barreira russa e amarelada chamada Vitaly Petrov. Ficou em terceiro no campeonato. Em 2011, Vettel dominou e Webber acumulou vários terceiros e quartos e acabou vendo seu companheiro ser campeão, ainda em Cingapura.
Vamos esperar para ver como Webber vai se comportar em 2012.
O que esperar de Mark Webber em 2012: Webber está em ritmo de aposentadoria, mas demonstra ainda querer continuar na F1. Terá de mostrar quem é que manda para Vettel senão já pode chamar o Vergne e o Ricciardo para seu lugar.
Piloto de teste: Sebastien Buemi
O Buemão foi chutado da Toro Rosso no final de 2011 e foi substituído por Jean-Eric Vergne. Parecia que ele teria de buscar abrigo no Mundial de Endurance ou na Indy, sei lá. Mas a Red Bull lhe deu uma colher de chá e foi chamado para ser piloto de teste da Red Bull. Emprego inútil. A Red Bull não tiraria ótimos pilotos como Mark Webber e Seb Vettel para colocar um suíço que não fez nada na equipe B em 3 anos. Buemi teria de torcer para que algum desses dois batesse violentamente em um dos guard-rails de Montecarlo ou num dos retões de Monza, algo que nunca iria acontecer.
E também, a Red Bull não iria querer saber de Buemi pilotando RBR quando se tem futuros sucessores como Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne. Resumo: acabou a carreira de Buemi na F1.

Em 2011, tivemos corridas memoráveis. Vou recordar as vitórias de pilotos nas principais corridas de 2011.
GP de Mônaco de F1. Vencedor: Sebastian Vettel

Em Mônaco, todos sabiam que Seb Vettel era favorito para levar mais um troféu para casa. Largou na pole e esteve na liderança na maior parte do tempo. Mas os seus compostos da Pirelli já não estavam mais aguentando e Alonso e Button estavam na pressão sobre Vettel. Até que veio a bandeira vermelha causada por Vitaly Petrov. A FIA então resolveu deixar os pilotos trocarem seus pneus e isso facilitou bastante para que Vettel conseguisse segurar Alonso e Button e vencesse a prova mais importante do calendário de F1.
500 Milhas de Indianápolis ou Indy 500. Vencedor: Dan Wheldon
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No centenário do Indianapolis Motor Speedway, Alex Tagliani largou na pole. Mas nunca esteve com sorte e acabou batendo e abandonando. Nas últimas 10 voltas, a tensão era geral. Danica liderava, mas não quis arriscar e parou nos boxes. Betrand Baguette assumiu a ponta, mas também não arriscou e teve de parar nos boxes. JR Hildebrand assumiu a ponta faltando 4 voltas para o final. Hildebrand entra na Last Lap. A torcida delira. Na última curva, o diabético Charlie Kimball aparece no meio e Hildebrand acaba batendo. Hildebrand continua acelerando, mas não dá e Dan Wheldon faz a ultrapassagem e acaba vencendo a Indy 500 2011.
24 Horas de Le Mans. Vencedores: Bénoit Tréluyer, André Lotterer e Marcel Fässler

O trio Teluyer, Lotterer e Fässler pilotavam o Audi começaram liderando as primeiras 12 horas. E continuaram liderando as 12 horas restantes. Não foi fácil pois tiveram que segurar Sebastien Bourdais, Mike Rockenfeller e Simon Pagenaud. Mas a última parada nos boxes e uma garoinha no final da corrida fizeram com que o trio da Audi vencesse com 13 segundos de vantagem.
NASCAR Budweiser Shootout. Vencedor: Kurt Busch

O Budweiser Shootout é uma corrida realizada em Daytona que reúne os melhores da NASCAR Sprinte Cup Series da temporada anterior. Dale Eanhardt Jr. conseguiu a pole. O que levou os fãs de Dale Sir. e Dale Jr. ao delírio. Mas após 50 voltas no superoval de Daytona, Kurt Busch pilotando o Dodge amarelo patrocinado pela Shell Pennzoil venceu. Kurt teve de segurar a forte pressão que levou de Kevin Harvick, mas venceu.
Daytona 500. Vencedor: Trevor Bayne

Na Daytona 500 de 2011, tivemos o prazer de ver uma corrida muito louca. Novamente, Dale Earnhardt Jr. conseguiu a pole nos Gatorade Duels. Nas últimas voltas, vários pilotos que brigavam pela ponta como David Ragan, Regan Smith e Dale Earnhardt Jr. (de novo) foram abandonando a prova. Como gosto de ver azarões ganhando corridas, só restava torcer para um piloto, Trevor Bayne. Bayne estava surpreendendo e sobrevivendo a Big Ones e acidentes. Na última volta, Bayne liderava sob forte pressão de David Gilliland, Bobby Labonte e Carl Edwards. Edwards tenta um último ataque, mas Bayne espertamente o fecha e vence a Daytona 500. Sendo a primeira vitória da equipe Wood Brothers (a equipe de Bayne na NASCAR) em dezenas de anos.
GP do Macau de F-3. Vencedor: Daniel Juncadella

Daniel Juncadella estava quase no ostracismo da F-3 Euroseries. Então, precisava da vitória no Macau para poder ser visto com bons olhos de novo. Até que Juncadella não estava fazendo uma má corrida. Veio a entrada do safety-car. Daniel estava em segundo, atrás de Marco Wittmann. Juncadella consegue fazer a ultrapassagem sob Wittmann. Wittmann que foi ultrapassado por Felipe Nasr, momentos depois. Daniel só tinha que segurar Nasr para se sagrar vencedor. E foi isso que aconteceu, Juncadella venceu com 3 décimos de vantagem para Nasr.
Corrida do Milhão. Vencedor: Thiago Camilo

A Corrida do Milhão tinha duas novidades. Novidade 1- A curva do Café tinha se transformado em Chicane do Café. Novidade 2- Jacques Villeneuve aceitou participar da corrida do Milhão. Marcos Gomes largou na pole. Gomes não conseguiu segurar a pressão de Thiago Camilo após a sua parada nos boxes. Gomes segurou D.Serra o suficiente para que Camilo abrisse 8 segundos para Daniel. Depois disso, só precisou segurar o carro na pista e correr pro abraço. E foi assim que Thiago Camilo ficou milionário. E Villeneuve terminou em décimo oitavo.
Continuando com a Retrospectiva 2011 e terminando o três posts do dia.
Ultrapassagem 3- Vettel e Alonso na Curva di Lesmo

Vettel tentando passar Alonso na Variante della Roggia para em seguida fazer a ultrapassagem
Vettel fez uma linda ultrapassagem na segunda curva mais técnica de Monza, por fora e encima de Alonso não é para qualquer um não.
Ultrapassagem 2- Alonso sobre Button no Laranjinha

É que não temos fotos, entre em contato se tiver alguma foto, seja da ultrapassagem 3 ou a 2
Alonso fazendo um belíssima ultrapassagem sobre Button numa curva como a do Laranjinha e ainda por fora merece o segundo lugar.
Ultrapassagem 1- Webber sobre Alonso na Eau Rouge


Essa foi a melhor ultrapassagem de 2011 sem dúvidas. Só corajosos ultrapassam na Eau Rouge.
Amanhã continua a Retrospectiva 2011.
O F1.07 foi um dos destaques da temporada de 2007, e marcava uma grande evolução da equipe BMW Sauber, logo em seu segundo ano. O carro foi apontado como surpresa da temporada nos testes da pré-temporada, e de fato que ele foi, batalhando com os carros das equipes grandes, Ferrari e McLaren.
O carro apresentava linhas fortes e agressivas, e era uma visível evolução de seu antecessor, o F1.06. Foi o primeiro carro totalmente construído pela BMW, que comprara a Sauber um ano antes. O carro se mostrou constante nas primeiras posições, incomodando as Ferrari e as McLaren, com Robert Kubica, que fazia seu primeiro ano completo de F1, e o experiente Nick Heidfeld.
Um fato interessante sobre este carro, foi o forte acidente de Kubica no GP do Canadá. O polonês destruiu totalmente o carro, em um dos acidentes mais graves daquela década. Porém, tudo acabou bem com Kubica saindo sem lesões, ainda que sendo substituído por Sebastian Vettel no próximo GP.
Por fim, o carro arrebatou bons 101 pontos, suficientes para levar a BMW Sauber ao 2° lugar dos Construtores, lembrando que a McLaren foi excluída do mesmo.
Asa traseira utilizada em Monza
Dados:
Equipe: BMW Sauber
Designers: Jorg Zander
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Dados técnicos:
Chassis: Moldado em fibra de carbono, monocoque
Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, sistema pushrod ativado, independente (Suspensões dianteira e traseira)
Distância entre-eixos: 3,110 mm
Motor: BMW P86/7 2.4 litros, 90°, V8. Aspirado naturalmente, montado logitudinalmente
Transmissão: BMW Sauber, 7 velocidades e uma reversa (marcha ré), sistema “Quick Shift Gearbox (QSG)”. Sequencial, semi automática
Peso: 605 kg
Combustível: Petronas
Pneus: Bridgstone
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Pilotos:
Nick Heidfeld
Robert Kubica
Sebastian Vettel
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Pontos: 101
Corridas: 17
Vitórias: 0
Poles: 0
Voltas mais rápidas: 0
Posição no Mundial de Construtores: 2°
Sebastian Vettel igualou ao recorde de pole positions que eram de Nigel Mansell em 1992. Tudo isso é graças ao ótimo Red Bull RB7 que anda dominando a temporada de 2011. Veja outros carros que eram dominadores de sua respectiva temporada.
5-Mercedes-Benz W196 (1954 e 1955)

Esse carro é bem antigo. O primeiro da Mercedes. Deu 8 vitórias e 2 títulos para Juan Manuel Fangio. A pintura era prateada com o número e o logo da Mercedes. Não tenho muita coisa a falar desse carro já que ainda não existia o campeonato de construtores, mas você já sabe que esse carro foi o dominador de 1954 e 1955 nas mãos de Fangio e Moss.
4-Ferrari F2004 (2004 e parte de 2005)

Carro foi criado pelo gênio Rory Byrne. O carro deu 15 vitórias a Ferrari, sendo que 13 foram de M.Schumacher e 2 foram de Barrichello. A superioridade era tão grande que Schumacher conseguiu o título com 4 GPs de antecedência. Com o título garantido, só faltava o vice de Rubinho, e ele veio na China com 2 GPs de antecedência. No ano de 2005, o Ferrari F2005 ainda não tava pronto e o F2004 foi utillizado, mas numa versão M. Barrichello conseguiu um segundo na Austrália e Schumacher conseguiu um sétimo na Malásia. No total, foram 262 pontos em 2004 e 10 pontos em 2005. Mais uma obra-prima de Rory Byrne.
3-Lotus 79 (1978 e 1979)

Já andei falando de Colin Chapman a algum tempo. E ele foi realmente o maior gênio que a F1 já teve. Ele criou o conseito do carro-asa. E também foi ele que criou o Lotus 79, um dos melhores carros que a F1 já teve. O modelo rendeu em 78: 8 vitórias (seis com Mario Andretti e duas com Ronnie Peterson) , um título para Mario Andretti, o vice-campeonato para Ronnie Peterson,12 poles positions (8 com Andretti,3 com Peterson e 1 com Jean-Pierre Jarier) , 14 pódios e o campeonato de construtores. Em 79, o carro foi muito ruim em comparação com 78.
2-Williams FW14B

Vocês devem estar pensando que esse carro merecia estar na liderança desse Five Top, mas não, outro carro é melhor do que ele. Esse carro deu ao Nigel Mansell seu primeiro e último título em 1992. O Williams FW14B foi projetado por Adrian Newey e foi dominante em todo o ano de 1992. Foram 10 vitórias (nove de Mansell e uma de Patrese) , 15 pole-positions (14 de Mansell e 1 de Patrese) , 11 voltas mais rápidas, o título de Mansell, o vice de Patrese, 21 pódios e 164 pontos no campeonato de construtores. Ufa… E ainda pra terminar, a pintura amarela, azul e branca é muito linda!
1-McLaren MP4/4 (1988)

Esse sim, merecia o prêmio de “o melhor carro da F1″ . Veja as estatísticas e tente achar um outro carro melhor:
- Vitórias: 15 (Senna 8 e Prost 7) em 16 GP’s (93,75%)
- Pole-positions: 15 (Senna 13 e Prost 2) em 16 GP’s (93,75%)
- Senna e Prost ocuparam juntos a primeira fila do Grid de largada em 12 ocasiões (75%)
- Melhores voltas: 10 (Prost 8 e Senna 2) em 16 GP’s (62,5%)
- Das 32 provas que o MP4-4 fez, terminou 28 (87,5%)
- A McLaren conseguiu 199 pontos dos 240 possíveis (82,92%); todos os pontos das equipes restantes (201) superavam os da McLaren por apenas 2 pontos.
- Conseguiu 10 dobradinhas no pódio em 16 possíveis (62,5%)
- O McLaren MP4-4 liderou 97,28% (1003 voltas) das voltas do somatório de todos os GP’s (1031 voltas)
Conseguiu pensar em algum carro melhor do que este, é impossível. O carro era tão bom, que Prost ficou fora do primeiro ou segundo colocado na temporada de 88 apenas quando abandonou em Silverstone e em Monza. Mas Senna foi o campeão de 88 por causa dos descartes. O carro era tão bom, que para acabar com a superioridade da McLaren, a FIA baniu os motores-turbo, mas nem adiantou. O McLaren MP4/5 venceu 10 dos 15 GPs disputados em 89 e sem motor-turbo. Sem sombra de súvida, o McLaren MP4/4 foi o melhor carro que a F1 já teve.

Calma Vettel, perder é normal
Vettel. Tão acostumado a ganhar. No segundo treino livre do GP de Abu Dhabi, Vettel bateu sozinho na curva uno e saiu emburrado :[ do carro. Não é a primeira vez que ele fica assim. No GP do Japão desse ano, ele bateu sozinho e saiu com a cara de como tivesse sido corneado pela namorada. Na foto, ele tá olhando os fiscais tirando o carro dele.Quando Vettel ganha, ele fica todo feliz, mas quando perde… Calma Vettel, perder é normal.
Eu tenho dois grandes amigos, chamados Whinkelman (a gente diz UIUQUEMAN) e Tiago. Os dois são primos (a familia todinha veio morar no meu bairro, são eles dois e mais dois outros primos, todos no meu bairro) . Toda quarta e sexta depois da aula, vamos para minha casa e jogamos PlayStation. Normalmente jogamos futebol, mas também gostamos de jogar F1 2006.
Tiago costuma perder numa boa, claro, ele é gente boa, é o mais bagunceiro de nós três, flamenguista (putz…), sorridente, alto, cheio de irmãos e irmãs e sempre disposto a fazer uma piada ou dar uma risada. Aí Tiago, mesmo perdendo ele continua com um sorriso no rosto. Esse é um amigo de verdade.
Já Whinkelman, não costuma aceitar perder. Whinkelman é flamenguista (putz…) , branquelo, pouco inteligente, gosta de F1, vai mudar de nome para Pedro Henrique e é filho de um pai que ele nunca conheceu. Ele começou a gostar de F1 esse ano. Quarta-feira fomos jogar PS em casa. Whinkelman perdeu todas as partidas que jogou, seja futebol e F1 2006. Quando ganha, ele fica todo feliz e bossal, e vive curtindo comigo e com Tiago porque ganhou. Mas quando ele perde como foi o caso de quarta, ele fica emburrado e chateado. E é uma ótima chance para eu curtir com a cara dele. “Whinkelman, tá perdendo Whinkelman” . Apesar de ficar emburrado, sabemos que ele é um bom amigo e sempre disposto a se divertir. Calma Whinkelman, perder é normal.
Quarta, ele ainda falou assim:
Tiago – Whinkelman, tu não ganhou nada hoje.
Whinkelman – E tu também.
Tiago – Eu não, eu ganhei de ti kkkkkkk perdi o resto pro Marcelo (tava num dia inspirado com o Corinthians de Adriano, mas deixo claro que sou Colorado de coração)
Eu também não gosto de perder. Quando perco de LAVADA, eu faço é chorar e resmungar. Mas eu sei que perder é normal. Eu tento me conter, mas a raiva é tanta, mas tanta que eu …
Esse post é pra mostrar que perder é normal.
Perder é normal.
Hoje temos o feriado do dia das crianças.Eu vou mostrar os cinco pilotos mais jovens a pilotar um F1.
5-FERNANDO ALONSO (18 anos, 4 meses, 14 dias)
Dezembro de 1999. Como de costume, as equipes se reuniam para os últimos testes da temporada, já objetivando a próxima temporada. A Minardi, a equipe mais pobre da F1 na época sempre utilizou estes testes de final de ano para testar possíveis pilotos titulares para a temporada seguinte ou mesmo para dar oportunidades a novos talentos. E um destes talentos que testaria um Fórmula 1 em Jerez de La Frontera era um espanhol de 18 anos, baixinho e com cara de marrento. Seu nome era Fernando Alonso.
O teste de Alonso foi agendado por Adrian Campos, ex-piloto da F1 e empresário do jovem piloto, que havia sido campeão da Fórmula Nissan com 6 vitórias, 9 poles e 8 voltas mais rápidas. Uma das partes responsáveis pelo teste foi a Telefonica, patrocinadora de Alonso e da Minardi. Todos queriam saber como se portaria o piloto, uma das esperanças de um país que só possuía títulos no motociclismo. Um fator indicava que não daria para fazer muito: a chuva torrencial que caía sobre Jerez. Dificilmente Alonso impressionaria nessas condições, em um carro tão ruim.
O espanhol, no entanto, surpreendeu a todos. Dentre os seis novatos na pista, Alonso foi o mais rápido de todos, andando 3,5 segundos mais rápido que o segundo mais rápido entre os outros novatos. O ex-chefe da Minardi Cesare Fiorio deu o testemunho mais surpreendente: “Na primeira volta, no asfalto encharcado, ele freou no mesmo lugar que Barrichello, que andava com a Ferrari. Tive de chamá-lo imediatamente para os boxes”, contou Fiorio. Alonso perguntou qual era o problema. ”Nenhum, mas se você continuar assim, vai arrumar um grande acidente. Eu mandei você ir devagar!” respondeu Fiorio. E Alonso rebateu: “Mas eu estou devagar…”
4-SEBASTIAN VETTEL (18 anos, 2 meses, 24 dias)
Em setembro de 2005, a Williams anunciou que daria um teste ao campeão da Fórmula BMW ADAC do ano anterior, um moleque cabeçudo e com cara de tonto chamado Sebastian Vettel. Apesar da aparência estranha, Vettel era considerado alguém que chegaria à Fórmula 1 em questão de alguns poucos anos. Sua performance na Fórmula BMW havia sido avassaladora: 18 vitórias, 14 poles-positions e 20 pódios em 20 corridas. Na Fórmula 3, vinha liderando o campeonato de estreantes e estava entre os seis primeiros no campeonato. Como ignorar um cara assim?
Vettel ganhou o teste por intermédio da BMW, fornecedora de motores da equipe de Frank Williams e promotora do campeonato vencido por ele em 2004. E assim o teste aconteceu. Ele foi a Jerez para testar o Williams FW27 no dia 27 de setembro de 2005. O tempo estava bom e o alemão conseguiu dar 25 voltas. A melhor foi 1m21s364, 3s4 mais lenta que a do titular Mark Webber e 2s1 mais lenta que a do test-driver Nico Rosberg. Para alguém que estava no comecinho da carreira ainda, nada mal.
3-ALEXANDER ROSSI (18 anos, 2 meses, 6 dias)
A BMW é mesmo muito generosa. Antes de largar todo mundo na mão no final do ano passado, a montadora de Bayern mantinha um polpudo programa de incentivo e patrocínio a pilotos germânicos e não-germânicos com algum futuro. Os melhores eram chamados para fazer uns dias de testes com sua equipe na Fórmula 1, projeto existente desde os tempos da Williams. É evidente que os alemães receberam uma atenção bem maior, mas um entre os que não nasceram na terra de Schumacher se destacou exatamente pela pouca idade. Este é o americano Alexander Rossi.
Rossi não é o primeiro moleque a testar um carro da BMW. Na verdade, vários dos que testaram poderiam estar aqui nesse ranking perfeitamente: Christian Vietoris, Marco Holzer, Esteban Gutierrez, Phillip Eng e por aí vai. Mas Alexander é o mais novo deles. E um dos mais espetaculares. Ele chamou a atenção da BMW após vencer, com extrema folga, a Fórmula BMW das Américas em 2008. Foram 10 vitórias, 9 poles-positions e 12 pódios em 17 etapas. Não foi tão espetacular como Vettel, mas ainda assim impressionou muito.
No momento em que a BMW Sauber anunciou o teste com Rossi e com o mexicano Gutierrez, já se sabia que a montadora não permaneceria na Fórmula 1 em 2010. O teste foi dado como parte do protocolo a ser cumprido: se ganhou a Fórmula BMW, merece o teste. Os dois jovens pilotos da América do Norte foram a Jerez para participar da sessão de testes entre os dias 1 e 3 de dezembro de 2009. Alexander Rossi andou apenas no primeiro dia, deu 82 voltas e ficou com o sétimo melhor tempo, 1m20s227. Vale notar que todos os 12 pilotos que estavam na pista nunca haviam feito uma corrida de Fórmula 1. Porém, Rossi era um dos mais inexperientes. Um desempenho razoável de um cara que pretende erguer o nome dos EUA nos pódios da Fórmula 1 do futuro.
2-NICO ROSBERG (17 anos, 5 meses, 6 dias)
Antes de Nabil Jeffri, Nico Rosberg havia sido o único piloto da história a andar em um carro de Fórmula 1 com menos de 18 anos de idade. No Brasil, Nico não poderia abrir uma empresa, se candidatar a vereador, dirigir ou ir preso e também não seria obrigado a votar. No entanto, poderia esfregar na cara dos colegas de escola que já havia andado em um carro de Fórmula 1. Frank Williams, que gosta de encontrar pilotos jovens e talentosos para contratá-los sem ter de pagar muito, deu uma oportunidade ao filho de Keke Rosberg, campeão de 1982 pela mesma equipe, para andar em seu FW24.
O teste foi realizado no dia 3 de dezembro de 2002 no circuito de Barcelona. Rosberg, com 17 anos e cara de menininha, participaria do teste junto com outros 11 pilotos. Um deles,o francês Olivier Panis, era quase 19 anos mais velho do que ele. Assim como Vettel e Rossi, Nico Rosberg ganhou o teste por intermédio da BMW. Vale lembrar que ele havia sido campeão da Fórmula BMW ADAC naquele mesmo ano. O que mais chamava a atenção, no entanto, era o sobrenome. Ser filho do Keke é algo a ser sempre relevado.
Rosberg fez 38 voltas e conseguiu agradar a muitos. Seu tempo de 1m21s069 era 2s8 mais lento do que o de Juan Pablo Montoya e apenas 1s6 pior que o do test-driver Marc Gené. O alemãozinho podia até se dar ao luxo de dizer que havia superado um outro piloto com o mesmo carro. Dirk Müller, piloto da BMW no ETCC, também havia sido convidado para testar e foi seis décimos mais lento do que Rosberg. Por mais que eu não goste do atual companheiro de Schumacher na Mercedes, reconheço que a genética funcionou.
1-NABIL JEFFRI(por volta de 16 anos e 10 meses)

Em 2010,a Lotus convidou o malaio Nabil Jeffri para entrar na história.Jeffri pilotou um Lotus T127 no aeroporto de Duxford.O teste era apenas para fazer testes aerodinâmicos,mas para Jeffri foi talvez como realizar um sonho.Jeffri era uma sensação malaia nos karts,mas a ida para os monopostos ano passado foi bastante díficil para o pequeno prodígio.
A história é bem pouco conhecida,mas já está marcado para sempre na lista de recordes na F1.Tomara que ele não tenha sido ruim como o outro malaio chamado Mohamed Fairuz Fauzy.
Feliz dia das crianças!































