O MP4-21 com certeza não trouxe tantas felicidades a equipe de Woking como seu antecessor, o MP4-20. Após um forte ano em 2005, conseguindo várias vitórias, o ano de 2006 foi realmente um fracasso para a equipe McLaren. Para a temporada de 2006, os motores deixavam de ser os V10, para os novos V8, e isto influenciou no desenvolvimento dos novos carros.

A começar pela entrada de ar para refrigerar o motor, estas que foram reduzidas, já que os V8 eram mais fracos e esquentavam menos que os V10. O MP4-21 parecia a primeira vista muito parecido com seu antecessor, mas na verdade contava com diversas mudanças na estrutura do carro, na geometria e na aerodinâmica, consequência de 16 meses de desenvolvimento. As mudanças mais visíveis, eram a asa dianteira, com desenho mais arredondado, e o bico do bólido, agora mais fino e mais perto da asa. A traseira do carro também mudara em aspectos aerodinâmicos, assim como as laterais, e a asa traseira.

Porém com todas as mudanças, o carro não impressionou tanto nos testes, e o desempenho abaixo da média foi comprovado nas corridas, pois o MP4-21 era somente o terceiro carro mais rápido, atrás das rivais Renault e Ferrari. Com novos updates ao longo da temporada, o carro melhorou um pouco, mas não o suficiente para conseguir sequer uma vitória, um resultado realmente decepcionante para uma equipe como a McLaren, sendo o melhor resultado, os segundos lugares conquistados pelos pilotos Kimi Raikkonen, Juan Pablo Montoya, e Pedro de la Rosa.

O carro marcava a saída de Raikkonen do time inglês, após 5 temporadas contando com 2006, e de Juan Montoya, que após os pífios resultados, e o fraco desempenho do bólido, resolvera abandonar a F1, e migrar para os EUA, para assim correr na NASCAR. De la Rosa fora promovido no lugar do colombiano, e conseguiu bons resultados. O carro contava também com uma pintura nova, onde o prata era o destaque, substituindo o layout preto e branco usado por tantos anos na McLaren. Ao fim da temporada, a McLaren mesmo com todas as mudanças amargou um terceiro lugar no Mundial de Construtores, provando que nem sempre todas as mudanças podem de fato funcionar.

Dados:
Equipe: McLaren

Designers: Adrian Newey (projetista)
                Tim Goss (chefe dos engenheiros)
                 Peter Prodomou (chefe de aerodinâmica)

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Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono e alumínio

Suspensão: Suspensão independente, sistema pushrod ativado, feita de alumínio e fibra de carbono, barra de torção (suspensões dianteira e traseira)

Motor: Mercedes-Benz FO108S, 2.4 litros, V8, montado longitudinalmente, aspirado naturalmente, 4 válvulas por cilindro, 90° de inclinação, 18.500 RPM de máxima

Transmissão: McLaren, 7 velocidades e uma marcha reversa (marcha ré), sequencial, semi automática, feita de fibra de carbono

Combustível: Mobil 1

Pneus: Michelin, com rodas Enkei

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Pilotos:
3 Kimi Raikkonen

4 Juan Pablo Montoya

4 Pedro de la Rosa (substituindo Montoya após o GP dos EUA)

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Pontos: 110

Corridas: 18

Vitórias: 0

Poles: 3

Voltas mais rápidas: 3

Posição no Mundial de Construtores: 3° lugar

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