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Continuando com a Retrospectiva 2011, agora com a segunda parte dos pilotos de 2011.

Carro 9- Nick Heidfeld

Andrea de Cesaris, não deu de novo. Desiste. No começo do ano, quando foi anunciado na Lotus Renault, ele falou que agora ia vencer, mas não deu de novo. Até começou bem o ano com um pódio na Malásia, mas só conseguiu isso. Conseguiu andar bem depois, mas foi sacado da equipe em casa após dois abandonos seguidos. Alemanha/2011, essa pode ter sido sua última corrida.

Carro 16- Kamui Kobayashi

O kamikaze da Sauber em 2010 não conseguiu repetir seus feitos de 2010. Não conseguiu repetir as ultrapassagens impossíveis e as disputas incansáveis que nos empolgavam bastante. Teve como melhor resultado em Mônaco ao concluir em quinto. Ficou frequentemente atrás de seu companheiro mexicano Sergio Perez. Fechou o ano em baixa.

Carro 15- Paul di Resta

 

Paul di Resta começou o ano com o pé direito. Surrando Sutil, mas levou a virada alemã. Teve como melhor resultado um sexto na etapa de Cingapura como melhor resultado. E de quebre garantiu o prêmio de melhor rookie do ano ao derrotar de lavada o seu principal adversário, Sergio Perez. Nada mal para um estreante.

Carro 19- Jaime Alguersuari

O DJ Squire que tinha terminado 2010 em baixa, até que não fez um mal ano. Teve como melhor resultado dois sétimos lugares em Monza e em Yeongam. E sempre se aproveitou da incrível velocidade de seu STR em retas e só se deu bem em pistas de uma velocidade notável, exemplos: Canadá, Itália, Coreia e Índia. Nada mal para o DJ Squire, pena que está desempregado atualmente.

Carro 18- Sebastien Buemi

E não é que o Buemi também não terminou o ano mal. Mas a sorte também nunca esteve ao seu lado. Quando estava em uma boa posição, o seu carro lhe matava como na Índia e nos Emirados Arabes. Ficou um pouco mais famoso ao levar uma linda ultrassagem de Bruno Senna na Itália. Está desempregado e provavelmente continuará sem emprego em 2012.

Carro 17- Sergio Perez

Sergio Perez reviveu Robert Kubica e marcou pontos na primeira corrida. Mas ele reviveu Robert Kubica até demais e ele foi desclassificado igualzinho ao Kubica na sua primeira corrida. E acabou revivendo tanto Robert Kubica que sofreu um acidente grave e não correu no GP seguinte assim como Kubica. Direto ao ponto, Perez acabou perdendo o prêmio de melhor rookie para Di Resta, mas marcou ótimos 14 pontos com um carro não tão bom assim. Bom começo para o mexicano.

Carro 11- Rubens Barrichello

Barrichello continua tentando resistir, mas a coisa está bastante difícil para o brasileiro. Com um carro que simplesmente não anda, não pode fazer muita coisa. Conseguiu marcar 4 pontos com dois nonos lugares no Canadá e em Mônaco. Rubens Barrichello até tentou e teve um tempo incrível na Q2 no Brasil, mas uma largada péssima estragou tudo. Que 2012 seja melhor para ele, isso se ele conseguir uma vaga.

Carro 9- Bruno Senna

O sobrinho de Ayrton Senna, entrou o ano como piloto reserva. Até teve uma chance de começar a temporada como titular, mas não conseguiu bater Heidfeld e teve de contentar em ser reserva. Mas Heidfeld decepcionou e Bruno voltou. Bruno Senna começou bem passando para a Q3 na Bélgica e em Monza. Mas decaiu junto com a equipe e agora corre o risco de estar fora da F1 em 2012. Boa sorte para o Bruninho.

Carro 12- Pastor Maldonado

Pastor Maldonado esteve longe de fazer um bom ano. Marcou um ponto na Bélgica, mas só conseguiu isso. Teve também a ótimaa corrida que ele fez em Mônaco, mas Hamilton lhe jogou para fora da corrida quando estava em sexto. Maldonado só continuou na Williams por causa dos petrodólares da venezuelana PDVSA. Não confio muito nele. Acho que ele não deve fazer um bom 2012.

Carro 17- Pedro de la Rosa

Pedro de la Rosa correu apenas uma vez este ano substituindo o enjoado Sergio Perez. Já era esperado de que De La Rosa só fizesse o que ele sabe fazer de melhor. Apenas, completar a corrida e nada mais. E foi o que ele fez. Em 2012, ele está de volta pela HRT, e deve continuar fazendo o que sabe fazer de melhor: o que acabei de falar.

Carro 21- Jarno Trulli

O velhaco Trulli continua na F1. Ao contrário do ano passado, não sofreu com os problemas hidraulicos e terminou o ano na frente de Kovalainen graças a um décimo terceiro a mais que Kova. Foram na Austrália e em Mônaco. Ele também não correu na Alemanha ao ser substituido por Karun Chandhok por problemas na sua renovação de contrato. Nada mal para o pescarense que estava desacreditado esse ano.

Carro 20- Heikki Kovalainen

Kovalainen foi um dos melhores pilotos da temporada sem sombra de dúvidas. Só não conseguiu ficar na frente de Trulli no campeonato por ter um décimo terceiro lugar a menos que Trulli. Ele conseguiu o décimo terceiro na casa de Trulli. Apesar de ficar atrás de Trulli, ele já se garantiu seu emprego na Caterham para 2012. Que 2012 ele continue andando bem assim como em 2010 e em 2011.

Carro 23- Vitantonio Liuzzi

Vitantonio Liuzzi começou o ano mal ao não se classificar para o GP da Austrália, mas deu uma melhorada. E ficou na frente das duas Marussias Virgin por causa de um décimo terceiro no Canadá. Também ficou conhecido pela seu strike na largada de Monza. E não tinha um bom carro. Tá, ele tinha talvez o pior carro do grid. Liuzzi está desempregado atualmente e deve continuar assim ano que vem.

Carro 25- Jérôme d’Ambrosio

D’Ambrosio começou subestimado pelos russos. Começou bem, mas fez uma série de maus resultados. E ainda conseguiu a proeza de rodar de forma ridícula nos boxes do GP da Hungria. Mas conseguiu terminar o campeonato na frente de seu companheiro por conseguir dois décimos quarto na Austrália e no Canadá. Mas D’Ambrosio fez uma péssima temporada e não deve continuar na F1 em 2012.

Carro 24- Timo Glock

O cara mais azarado da F1 atualmente não teve sorte esse ano. Terminou o ano atrás de D’Ambrosio por não conseguir um décimo quarto, e sim um décimo quinto na Itália. Glock vai continuar na Marussia porque a equipe confia nele, mas ele parece estar bastante deprimido por estar no pior carro do grid atualmente. Provavelmente ele não deverá fazer uma boa temporada 2012 na F1.

Carro 22/23 na Índia- Narain Karthikeyan

Karthikeyan foi resgatado das catacumbas da NASCAR Truck Series pela HRT e entrou para história. Não por um grande feito, e sim por ter sido o primeiro vigésimo quarto numa corrida de F1. Foi sacado da HRT no mesmo onde terminou em vigésimo quarto, mas por contrato ele correu no lugar de Vitantonio Liuzzi e não fez mal. Ele não deve continuar em 2012.

Carro 22- Daniel Ricciardo

Daniel Ricciardo entrou na F1 no lugar de Narain Karthikeyan a partir de Silverstone. Ricciardo não fez mal, mas só conseguiu dois décimos oitavo na Hungria e na Índia como melhores resultados. Mas isso lhe garantiu uma vaga de primeiro piloto na Toro Rosso em 2012. Boa sorte para ele e quem sabe ele pode ser um futuro Vettel ou um futuro Webber, já que ele é australiano.

Carro 21- Karun Chandhok

Não, você não está doido. Chandhok não venceu uma corrida pela Caterham, ele só recebeu a bandeirada após dar umas voltinhas nas ruas de Moscou. Chandhok correu apenas uma vez no lugar de Jarno Trulli. Karun reviveu Yuji Ide e teve uma série de rodadas ridículas e chegou a levar uma volta das duas HRT. Não deve correr ano que vem. Talvez ele até vá para o Mundial de Endurance.

Continuando com a Retrospectiva 2011, com os pilotos. Por ordem de classificação do campeonato.

Carro 1- Sebastian Vettel

Só uma palavra descreveu Vettel esse ano: dominador. Vettel dominou o ano todinho. Conseguiu 15 pole-positions só nesse ano e venceu em 11 dessas corridas. Além disso ficou conhecido por a cada GP, ele trocar a pintura de capacete. Estamos vendo um novo Schumacher de atualmente.

Carro 4- Jenson Button

Jenson Button foi o segundo melhor piloto de 2011 com sobras. Sempre esteve ali em segundo ou em terceiro. Mas estava ali. Button foi esse ano o mago na chuva. Em Hungaroring com chuva, ele se aproveitou de erros de adversários como fez em 2006 e ganhou de forma magnifica. Segundo lugar merecido para Button.

Carro 2- Mark Webber

Se por um lado, Vettel foi o astro. Webber apenas foi um patinho feio da Red Bull. Fazia a pole, largava mal, ia para trás, fazia uma estratégia diferente e ainda fazia a melhor volta, como foi o caso de Mônaco. Mas esperou o ano todo para vencer na última corrrida do ano, por causa de um “problema” no carro de Vettel. Pelo menos conseguiu encerrar o ano em grande estilo.

Carro 5- Fernando Alonso

Fernando Alonso nunca tinha sofrido com seu carro desde os tempos de Minardi. Mas esse ano ele sofreu muito com um Ferrari tão ruim quanto o de 2009. Chegou a vencer na Inglaterra quando se aproveitou de erros da Red Bull nos boxes. No final, perdeu a terceira posição para Webber por um mísero ponto. Para um piloto que não tinha um carro bom, nada mal.

Carro 3- Lewis Hamilton

Hamilton não teve um bom ano. Seu pai deixou de agencia-lo para agenciar Paul di Resta. Seu novo agente não lhe ajudou muito e fez pensar que era um popstar e que tudo girava em torno dele. Se envolveu em várias desventuras com Felipe Massa. E sua namorada, Nicole Schezinger lhe abandonou. Mas mesmo assim conseguiu vencer em três casos. Mas mesmo assim, fechou o ano em baixa.

Carro 6- Felipe Massa

Massa viveu talvez o seu ano mais difícil na F1. Não conseguiu sequer uma posição melhor que o quinto posto. Está sob forte pressão do público brasileiro e sofreu com os novos compostos na Pirelli. Se envolveu em várias desventuras com Lewis Hamilton, e fechou o ano em baixa com a torcida brasileira. Que 2012 deja bem melhor para ele.

Carro 8- Nico Rosberg

Rosberg novamente deu surra em seu companheiro heptacampeão, Michael Schumacher. Nico Rosberg tinha um carro rápido nas retas e sempre dava trabalho em pilotos como Felipe Massa, Lewis Hamilton e Adrian Sutil. Mas o problema maior da Mercedes era o alto desgaste dos pneus traseiros e isso atrapalhava nas corridas do alemão com cara de Britney Spears. E assim com Massa, teve como melhor resultado um quinto posto.

Carro 7- Michael Schumacher

Schumacher novamente não páreo para seu companheiro Rosberg. Apesar disso teve corridas memoráveis como na Bélgica e na Itália. Ao lado se Rosberg, sempre esteve dando trabalho para Hamilton, Massa e Sutil. Teve disputas acirrantes com Rosberg na Bélgica com Hamilton na Itália. Mas para não deixar o heptacampeão tristinho, um título para ele: Schumacher foi o piloto que mais realizou ultrapassagens em 2011. Que 2012 também seja um bom ano para ele.

Carro 14- Adrian Sutil

  

Sutil começou o ano levando surra de Di Resta, mas deu um revira-volta e conseguiu nocautear Di Resta. Teve corridas muito boas como na Alemanha e no Brasil. Quando um piloto das equipes de ponta abandonava, ele virava um candidato a ser o sexto colocado. Brigava com Rosberg e Schumacher toda hora e na maioria das vezes vencia. Se ele ficar de fora da temporada de 2012, vai ser a maior injustiça de 2012.

Carro 10- Vitaly Petrov

Petrov foi outro que teve um ano bastante difícil. Vitaly Petrov começou o ano em alta com um pódio na Austrália. Mas a equipe decaiu depois da Alemanha e Petrov marcou só 5 pontos em nove GPs. E agora Petrov está sem equipe e tem grandes chances de ficar sem equipe ou voltar a ser piloto de testes assim como o também russo Sergey Zlobin. Péssimo destino para o primeiro russo a correr na F1.

Amanhã a segunda parte.

 

Normalmente eu não faria uma retrospectiva. Não sou dessas coisas. Apesar de adorar ver uma retrospectiva na TV Globo ou blog do Bandeira Verde. Vou dizer porque não gosto de fazer uma retrospectiva. Dá muito trabalho e eu teria de fazer um texto longuíssimo. Então vou aproveitar que essa é a última semana de 2011, para usar esses últimos 5 dias para fazer uma retrospectiva que usará esses cinco dias inteiros. Hoje falaremos das 12 equipes que se aventuraram durante essas 19 etapas de 2011.

Para melhorar mais, vou dar saldos para cada equipe. Veja os saldos que vou dar:

  • Saldo bastante positivo
  • Saldo positivo
  • Saldo mais ou menos
  • Saldo negativo
  • Saldo bastante negativo

Red Bull Racing

Mark Webber Sebastian Vettel of Germany and Red Bull Racing leads team mate Mark Webber of Australia and Red Bull Racing early in the Brazilian Formula One Grand Prix at the Autodromo Jose Carlos Pace on November 27, 2011 in Sao Paulo, Brazil.

A Red Bull realmente me surpreendeu em 2011. Esperava um campeonato disputado, mas apenas vi o domínio espetacular do pequeno alemão de Heppenheim. O carro não era lá essas coisas em retas, mas era o melhor nas curvas. Isso ficou bem claro na Índia com Vettel e Webber andando mal no primeiro setor, mas o mais rápido num segundo e terceiro setor dominado por curvas.

Vettel dominou, isso ficou bem claro. Quanto ao Webber, apenas foi um coadjuvante. No final, um saldo bastante positivo para a equipe das latinhas.

Vodafone McLaren Mercedes

 

Em 2011, a McLaren claramente foi a segunda melhor equipe de 2011. Apesar da equipe ser a segunda melhor, sempre quis dar uma beliscadinha ali na supremacia da Red Bull. Apesar de vários achaream que a dupla Hamilton-Button era a melhor da F1 atual. Essa dupla foi a mais diferente dessa temporada.

Hamilton era agressivo (até demais) e impulsivo. Já Button é um Elio de Angelis da atualidade, gentleman, estratégico e agressivo na hora certa. A única coisa igual nessa dupla foi que eles venceram 3 corridas cada. Saldo positivo e segunda melhor equipe com sobras em 2011 para a equipe de Woking.

Scuderia Ferrari

A equipe que deu inspiração ao nome desse blog não foi páreo para a McLaren e para a Red Bull. O carro foi pior do que o de 2010 e o de 2009 juntos. Pelo menos levaram uma vitória para casa em Silverstone após a McLaren e a Red Bull fazerem suas trapalhadas nos boxes. Na foto, a cena mais comum de 2011: Alonso na frente de Massa.

Massa sofreu com vários problemas e com a pressão imposta por idiotas que acham que brasileiro tem ganhar em todas. Alonso foi melhor, mas não foi o suficiente para parar a McLaren e Red Bull. Saldo negativo para a equipe de Maranello.

Mercedes GP Petronas F1 Team

A Mercedes novamente não surpreendeu como dizia em meados do início de 2010. Esse ano ficou ficou disputando posições com Forces India e Saubers. Mas esse ano foi pior do que de 2010. Schumacher não pode fazer muita coisa, apesar de fazer belas corridas de recuperação como na Bélgica. Rosberg novamente foi rápido, mas não o suficiente. Rosberg sempre esteve dando trabalho principalmente para Massa (na Alemanha, Massa demorou mais de 20 voltas para fazer a ultrapassar) .

Quarto lugar no campeonato com sobras. Mas mesmo assim, saldo negativo para a equipe que usa pasta de dente na lateral do carro.

Lotus Renault GP

A Lotus Renault tinha tudo para ser a quarta melhor equipe de 2011, mas declinou do segundo semestre pra cá. E ainda por cima, quase perdeu o posto de quinta melhor equipe para a Force India. A Lotus preta escapou por 3 pontos da Force India de Lego. A equipe começou 2011 com a dupla Kubica-Petrov, mas o acidente de Kubica fez com que a dupla mudasse para Heidfeld-Petrov. Mas Heidfeld andou mal e a dupla mudou-se para B.Senna-Petrov.

Bruno não andou mal no começo, mas declinou da Itália pra cá. Das duplas da Lotus Renault em 2011, apenas Petrov conseguiu de manter em todas as duplas em 2011. Saldo mais ou menos para a Lotus preta e dourada.

AT&T Williams

A Williams foi a maior decepção de 2011. Barrichello não conseguiu fazer milagre com a sua Williams e Maldonado tampouco. Barrichello salvou a equipe ao marcar 4 pontos (2 em Montecarlo e 2 em Montreal) . Maldonado conseguiu marcar 1 ponto em Spa, mas foi o segundo pior estreante com sobras.

No final, a Williams foi melhor só que as equipes nanicas que chamamos de Caterham, Marussia e HRT. Saldo bastante negativo para a equipe de Sir Frank.

Force India Formula One Team

A Force India conseguiu de vez ser a sexta melhor equipe da F1. E não conseguiu ser mehor por 3 pontos. Após não conseguir a sexta posição ano passado por 1 ponto, será que ano que vem a equipe não vai conseguir a quarta posição por 2 pontos e por aí vai. De olho na Force India ano que vem digo eu. Sutil começou o ano levando surra de Di Resta, mas depois mostrou quem é que manda naquela equipe. Quanto ao Di Resta, brigou o ano todo com Sergio Perez como o melhor rookie do ano e se saiu melhor.

Saldo bastante positivo para a equipe do Rio Ganges.

Sauber F1 Team

A Sauber tinha tudo para brigar duro com a Williams e Force India pelo sexto posto no campeonato. Comuçou o ano da melhor forma possível, mas viu a Force India evoluir e fazer uma ultrapassagem facílima. Restou a equipe de Peter Sauber brigar com a Toro Rosso pela sétima posição e usou a falta de retas longas de Interlagos para garantir a sétima posição sobre a rival taurina e paupérrima. Kobayashi não surpreendeu muito esse ano. Perez deu um susto ao bater de lado na Chicane do Porto. Voltou para o Canadá, mas não se sentiu bem e deu lugar a Pedro de la Rosa fazer o se sempre. Um café com leite normal do espanhol.

Eu não sei qual saldo eu dou, então eu vou dar um saldo mais ou menos para a equipe de Peter Sauber.

Scuderia Toro Rosso

A Toro Rosso evoluiu de 2010 para cá. A prima paupérrima da Red Bull era ao contrário da Red Bull, a mais rápida nas retas e não ser muito rápido nas curvas. Alguersuari foi um piloto bastante consistente durante o campeonato e Buemi sempre teve o azar do seu lado. Sempre esteve brigando com Force India e Sauber e perdeu para as duas, sendo que perdeu para a Sauber por 3 pontos.

Saldo mais ou menos para equipe prima da Red Bull, só que a Toro Rosso tem menos dinheiro.

Team Lotus

A Lotus esverdeada foi junto com a Force India, a que mais evoluiu de 2010 para 2011. Sempre esteve alcançando grandes feitos como ir a Q2 em algumas corridas com Kovalainen que foi um sinal de superação em 2011. Trulli superou seus problemas com os problemas hidraulicos em seu carro, mas a sorte não sorriu para o pescarense. E Trulli não correu em Nurburgring por problemas no seu contrato e foi substituido por Karun Chandhok. Chandhok reviveu Yuji Ide e não fez nada de relevante a não ser ficar rodando na pista e levar uma volta das duas HRT.

Saldo positivo para a Lotus esverdeada.

Hispania Racing Team F1 Team

Enfim, a HRT. É talvez a equipe mais simpática do fundão. Fez o de sempre que é ficar brigando com a Marussia pelo posto de décima primeira melhor equipe. A HRT começou com a dupla Liuzzi-Karthikeyan. Com um carro ruim, a dupla não se classificou para o GP da Austrália. Mas depois melhorou e nunca mais não se classificou. Karthikeyan foi sacado da equipe em Valência e Daniel Ricciardo entrou em seu lugar. Ricciardo andou muito bem durante o tempo em que andou pela HRT. Na Índia, Liuzzi foi trocado por Karthikeyan apenas por causa do marketing que conseguiria com um indiano no primeiro GP da Índia da F1.

Saldo mais ou menos para equipe mais adorada desse humilde blog.

Marussia Virgin Racing

A pior equipe da F1. A equipe tinha esperança de ter um carro bom com seu carro feito no computador, mas as esperanças foram aniquiladas com o pior carro de 2011. Glock parecia estar deprimido pro estar num carro tão ruim e não conseguiu fazer milagre com o MVR02. D’Ambrosio começou bem o ano, mas declinou desde quando eu falei que ele era um piloto que tinha futuro. D’Ambrosio recebeu o prêmio de pior rookie de 2011.

Saldo bastante negativo para a equipe da aeromoça Richard Branson.

Veja o ranking de saldos:

Saldo bastante positivo: Red Bull e Force India.

Saldo positivo: McLaren e Team Lotus.

Saldo mais ou menos: Lotus Renault, Toro Rosso, HRT e Sauber.

Saldo negativo: Ferrari e Mercedes.

Saldo bastante negativo: Williams e Marussia Virgin.

Uma coisa eu percebi nesse post: Toro Rosso significa Red Bull em italiano e Red Bull significa Touro Vermelho em inglês (dessa última eu já sabia) .

Giovanna Amati, um nome bem famoso para quem conhece bem a F1. Amati foi a última mulher na F1. Vamos a história dessa mocinha. Amati nasceu em 1959 numa cidadezinha de Roma, chamada Lácio. De família rica, Amati era filha de um cara de uma indústria de cinemas.

Riquinha e metida, ela arranjou aos 15 anos, uma moto Honda 500cc que usava todo o dia nos arredores de Roma, e sem licença de pilotagem. Seus pais nem sabiam da existência da tal moto, e só foram descobrir ela dois anos depois. Numa tardezinha de fevereiro em 1978, Amati foi abordada por 3 homens mascarados e sequestraram a patricinha. Amati viveu por 74 dias numa caixa de madeira. Amati custou 800 mil libras para poder respirar o ar livre de novo.

Após o seqüestro, Giovanna e um dos seqüestradores, o francês Daniel Nieto, mantiveram contato e se encontraram várias vezes. Depois desse caso, Giovanna ingressou numa escola de pilotagem ao lado de um amigo de infância, o gentleman Elio de Angelis. Foi aprovada e estreou na Formula Abarth em 1981. Nesta categoria e na Fórmula 3 italiana, ela chegou a vencer algumas corridas, mas nunca foi considerada uma futura campeã. Na Fórmula 3000, disputou corridas entre 1987 e 1991 e obteve um sétimo lugar como melhor resultado.

Amati na F3000 em Enna Pergusa

É óbvio que ela só estreou na Fórmula 1 em 1992, pela Brabham, por ser mulher, por ser bonitona e pela possibilidade de atrair alguns patrocinadores para a combalida equipe. Dizem até que teve casos com Niki Lauda e Flavio Briatore, e isso lhe ajudou a correr na F1. Ela também já tinha alguma experiencia com um F1 após ter feito um teste pela Benetton em 1991 graças a seu namorado na época, Flavio Briatore.

Sua estreia aconteceu em Kyalami na Africa do Sul.

 

Amati em Kyalami, com combustível da Lotus

Ela ganhou um certo marketing por ser a primeira mulher na F1 em anos. Mas a sua estréia não foi coisa que diga que foi boa porque não foi. Amati marcou o último tempo e não se classificou, além de seu carro ter tido vários problemas durante o treino, chegando ao ponto da equipe pedir emprestado um pouco de combustível da Lotus. 

Então vamos para o ensolarado México ver Amati correr de novo.

Amati no México, novo fracasso

Circuito de Hermanos Rodriguez, Cidade do México, México, América do Norte, Planeta Terra, Sistema Solar, Via Láctea, Universo. Amati novamente tenta se classificar para um GP. Resultado: outra não-qualificação. Além de Amati não ser uma pilota muito boa, o carro era um dos piores daquele ano.

Agora vamos para Interlagos.

Amati acelerando em Interlagos

Amati novamente tenta se classificar, mas novamente não consegue. Para relaxar um pouco, porque patricinha nenhuma é de ferro, Amati deu um pulo no Shopping Morumbi, comprou algumas roupas e duas fitas de sambas-enredo do carnaval paulista. Após três fracassos seguidos, Amati foi sacada e Damon Hill entrou no seu lugar e teve  infelicidade de correr num carro caquético e ainda por cima ROSA! D. Hill também não classificou para nenhuma das provas restantes do campeonato.

Veja três frases, a primeira de Giovanna Amati falando do preconceito sofrido na época de F3000. A segunda é de Christian Danner falando a respeito de Amati dentro das pistas e a última é de Eric Van De Poele, seu companheiro de equipe naquela época.

“Com frequência eu tive que mudar as cores do meu carro para que os outros pilotos não conseguissem me identificar de uma corrida para a próxima. Para alguns deles, era francamente intolerável ser ultrapassado por uma mulher e muitas vezes, deliberadamente, eles preferiam bater em vez de perder uma posição.”  revelou Amati na época de F3000.

 “É uma das mulheres mais malucas que eu conheci. Ele tinha a pegada necessária para se manter no circo, era mentalmente forte. Mas teve de sair da F-1 por motivos financeiros.” cornetou Danner sobre Amati.

“Além de não andar nada, Giovanna ainda enche o saco.” reclamou Van De Poele.

E fora das pistas, Amati também não era agradável. Os jornalistas a detestavam, pois ela era insuportável e se recusava a dar entrevistas. Um deles chegou ao ponto de xingá-la de dondoca!

Atualmente a dondoca é jornalista de imprensa de um TV italiana.

 

 

Hoje é dia 24 de dezembro, véspera de Natal. Ah, o Natal. Época de dingle bells, perus Chester, pisca-piscas, pinheiros de natal, Papai Noel, dias de folga e praia e quando as pessoas ficam mais sentimentais. O Natal é a época mais esperada do ano, principalmente pelos Ned Flanders de plantão.

Provavelmente (como em todos os anos) não ganharei nenhum presente, já que meu aniversário é no início de dezembro e o papai me um presente valendo pelo aniversário e pelo Natal. Vamos direto ao assunto. Hoje é véspera de Natal e eu desejo um Feliz Natal para todos.

Agradecimentos. Mas é claro que eu tenho agradecimentos. Agradeço à meu pai e minha mãe por cuidarem de mim. Agradeço aos meus leitores (apesar de meu blog estar numa época de vacas magras) . Agradeço ao Jean Corauci do GP Expert por me “contratar” como escritor em alguns textos do GP Expert, foi uma grande opurtunidade que ele me deu.

Fiquem com este cartão de Natal da Red Bull.

E por fim, Feliz Natal para todos, HOHOHOHOHOHOHO!

Ontem foi anunciado o calendário oficial da F-Indy em 2012. Serão 15 etapas e somente 4 ovais. Só 4. Serão Indianapolis, Texas, Fontana e Iowa. Os circuitos de rua dominam o calendário. Serão São Petersburgo, Long Beach, São Paulo, Detroit, Toronto, Edmonton, Qingdao na China e Baltimore. As outras 3 etapas vão ser realizadas nos circuitos mistos permanentes de Barber, de Mid-Ohio e de Infineon.

Isso era o que eu mais temia. Ainda lembro do calendário de 2003 onde só eram realizadas etapas em ovais.

Veja a comparação entre esses calendário:

Calendário da Indy em 2o12

Prova Nome da corrida Circuito Local Data Horário
1 Estados Unidos Honda Grand Prix of St. Petersburg Ruas de São Petersburgo (Circuito de rua) São Petersburgo, Flórida 25 de março a anunciar
2 Estados Unidos Honda Indy Grand Prix of Alabama Barber Motorsports Park (Circuito misto permanente) Birmingham, Alabama 1 de abril a anunciar
3 Estados Unidos Toyota Grand Prix of Long Beach Ruas de Long Beach (Circuito de rua) Long Beach, Califórnia 15 de abril a anunciar
4 Brasil São Paulo Indy 300 Circuito Anhembi (Circuito de rua) São Paulo, Brasil 29 de abril a anunciar
5 Estados Unidos 95th Indianapolis 500 Indianapolis Motor Speedway (Super-Oval) Speedway, Indiana 27 de maio a anunciar
6 Estados Unidos United States Chevrolet Detroit Belle Isle Grand Prix Corrida no Belle Isle Park (Circuito de rua) Detroit, Michigan 3 de junho a anunciar
7 Estados Unidos Firestone Twin 275s Texas Motor Speedway (Oval) Fort Worth, Texas 9 de junho a anunciar
8 Estados Unidos Etapa de Iowa Iowa Speedway (Oval) Newton, Iowa 23 de junho a anunciar
9 Canadá Honda Indy Toronto Ruas de Toronto (Circuito de rua Toronto, Ontário 8 de julho a anunciar
10 Canadá Edmonton Indy Edmonton City Centre Airport (Circuito de rua) Edmonton, Alberta 22 de julho a anunciar
11 Estados Unidos Etapa de Mid-Ohio Mid-Ohio Sports Car Course (Circuito misto permanente)  Condado de Morrow, Ohio  5 de agosto a anunciar
12 República Popular da China Etapa de Qingdao Ruas de Qingdao (Circuito de rua) Qingdao, China 19 de agosto a anunciar
13 Estados Unidos Indy Grand Prix of Sonoma Infineon Raceway (Circuito misto permanente) Sonoma, Califórnia 26 de agosto a anunciar
14 Estados Unidos Etapa de Baltimore Ruas de Baltimore (Circuito de rua) Baltimore, Maryland 2 de setembro a anunciar

 

      15    Estados Unidos Etapa de Fontana                    Auto Club Speedway (Oval)                     Fontana, Califórnia                   15 de setembro a anunciar

Calendário da Indy em 2003

 

Prova Título Oficial do GP
da IndyCar Series
Circuito Local Data
1 Estados Unidos Toyota Indy 300 Homestead-Miami Speedway (Oval) Homestead 2 de março
2 Estados Unidos Purex Dial Indy 200 Phoenix International Raceway (Oval) Phoenix 23 de março
3 Japão Indy Japan 300 Twin Ring Motegi (Oval) Motegi 13 de abril
4 Estados Unidos 87th Indianapolis 500 Indianapolis Motor Speedway (Super-Oval) Speedway 25 de maio
5 Estados Unidos Bombardier 500 Texas Motor Speedway (Oval) Fort Worth 7 de junho
6 Estados Unidos Honda Indy 225 Pikes Peak International Raceway (Oval) Fountain 15 de junho
7 Estados Unidos SunTrust Indy Challenge Richmond International Raceway (Oval) Richmond 28 de junho
8 Estados Unidos Kansas Indy 300 Kansas Speedway (Oval) Kansas 6 de julho
9 Estados Unidos Firestone Indy 200 Nashville Superspeedway (Oval) Lebanon 19 de julho
10 Estados Unidos Firestone Indy 400 Michigan International Speedway (Oval) Brooklyn 27 de julho
11 Estados Unidos Emerson Indy 250 Gateway International Raceway (Oval) Madison 10 de agosto
12 Estados Unidos Belterra Casino Indy 300 Kentucky Speedway (Oval) Sparta 17 de agosto
13 Estados Unidos Firestone Indy 225 Nazareth Speedway (Oval) Nazareth 24 de agosto
14 Estados Unidos Delphi Indy 300 Chicagoland Speedway (Oval) Joliet 7 de setembro
15 Estados Unidos Toyota Indy 400 California Speedway (Oval) Fontana 21 de setembro
16 Estados Unidos Chevy 500 Texas Motor Speedway (Oval) Fort Worth 12 de outubro

Uma grande diferença. E tinha ovais legais como Nashville e Motegi. A Indy está querendo virar uma F1 de hoje. E veja o que aconteceu com a F1, corridas chatas e sem graça (Valência foi o cúmulo da chatice) . Nesse ano, a Indy só teve uma etapa legal em Indiana, e a F1 só teve uma corrida bacana em Montreal. Circuitos de rua são insignificantes. Servem apenas para gastar dinheiro (Valência) e perturbar a população (Anhembi) .

E são os circuitos de rua que estão causando o desinteresse dos americanos e outros que estão tendo de se contentar em assistir corridas da NASCAR que contém todo o tipo de oval. A F1 também está perdendo o interesse por causa de circuitos de rua.

F1 em Valência, completamente inútil

Espero que a Indy não siga os mesmos caminhos da F1 e volte com os ovais, porque as corridas serão com certeza a mais chatas da história dos EUA. E nem os circuitos mistos vão adiantar, porque Sonoma e Motegi foram corridas chatas em 2011 e Mid-Ohio parece ser um circuito bastante travado.

F-Indy em Baltimore, seguindo os passos da F1

A F1 sempre teve as suas equipe nanica. Veja pelo retrospecto:

2006: Toro Rosso, MidLand e Super Aguri.

2007: Honda, Toro Rosso, Super Aguri e Spyker.

2008: Honda, Super Aguri e Force India.

2009: Force India e Toro Rosso.

2010: Lotus, Virgin e Hispania.

2011: Lotus, Marussia Virgin e Hispania.

Mas essas que eu acabei de citar não chegam nem perto (algumas chegam) das piores equipes da F1 segundo este que vos fala.

Life Racing Engines

Michael Schumacher pilotando uma Ferrari sem capô

Detentora do pior carro da história da Fórmula 1, em minha humilde opinião, fez muito feio na temporada de 1990. Mas tão feio que sequer é lembrada por muitos, pois nunca teve um carro rápido o suficiente para conseguir ficar dentre os 26 bólidos da faixa de largada.

Andou bisonhamente com Gary Brabham ao volante nas duas primeiras provas do ano – Phoenix e Interlagos – mas o herdeiro de Sir Jack logo abandonou o barco, vendo a tremenda furada que se meteu. Em seu lugar veio o gordinho Bruno Giacomelli, que em outros tempos havia feito certo sucesso na categoria.

Mas o problema todo era o carro, que nascera muito errado desde o início. Seu chassi era péssimo, refugado, e mais se parecia com um de F-3000. Seu motor era ousado – W12 – mas fraco como palha e quase se dissolvia em poucas voltas na pista.

Seus tempos de volta eram, pasmem, em média quase 30 segundos mais lentos que os pole positions (!!!). Também, com o número de voltas que o carro dava nas pré-qualificações de sexta-feira, nada podia ser atualizado no bólido.

Estima-se que, em todos os 14 GP’s que esteve presente, andou cerca de 30 voltas no total do campeonato, o que dá algo em torno de 2 voltas por fim de semana. Absurdo, absurdo, absurdo…

O ponto alto da Life Racing Engines: Conseguir dar 10 voltas em Montecarlo. Um recorde da equipe. Não, eu não considerei o treino em Monza, onde Gary Brabham conseguiu dar 20 voltas na pista.

Andrea Moda Formula

Roberto Pupo Moreno se arrastando com sua Andrea Moda

Se a Life era detentora do pior carro que a Fórmula 1 já presenciou em seus mais de 60 anos, a Andrea Moda Formula, time do canastrão Andrea Sasseti, deve ter sido a pior equipe de todos os tempos.

Improvisação, amadorismo e erros primários foram cometidos por essa fraquíssima equipe durante a temporada de 1992. As histórias vão de esquecimento de aparafusamento da manopla de câmbio (Roberto Moreno durante o classificatório para o GP Brasil), até o rodar com pneus de chuva no mais alto calor (Perry McCarthy em Silverstone).

Era uma bizarrice atrás da outra, mas em um GP, e apenas nesse, os deuses do automobilismo deram uma olhadinha para baixo e decidiram ajudar a Moda. Durante o Grande Prêmio de Mônaco, o mito Roberto Pupo Moreno conseguiu alinhar o carro para a corrida pela primeira e única vez na história.

Claro, o carro não era feito para suportar uma prova inteira e sucumbiu após poucas voltas. Depois disso, os fiascos voltaram a acontecer e só terminaram após a FISA acabar com a brincadeira suspendendo indefinidamente a escuderia por manchar o nome da categoria. Veja este relato de McCarthy após o último GP da equipe:

“Eu cheguei desesperadamente na Eau Rouge tentando fazê-la ‘flat’, e o braço de direção teve uma (espécie de) flexão. Continuo não acreditando como eu consegui passar por aquela curva, mas quando relatei o caso aos mecânicos, minha surpresa foi maior: ‘Sim, nos sabemos que isso aconteceria, retiramos essas peças usadas do carro do Moreno lá da Hungria’”. Caras de pau.

Ponto alto da Andrea Moda Formula: Ter conseguido se classificar para uma corrida. Um verdadeiro show de Moreno em Mônaco.

MasterCard Lola

Não é o carro da Lola, mas a pintura é parecida

Com um patrocínio de peso como este, uma equipe que não se desse bem seria fadada ao rápido insucesso. Ainda mais se tivesse por trás a parceria da sempre isenta Lola. Mas não é que deu errado? Muito errado.

Pressionada por patrocinadores, leia-se Mastercard, a Lola adiantou muito seu projeto para estrear na categoria ainda na temporada de 1997, uma vez que o plano inicial era só efetuar a entrada em 1998.

Com isso, o carro foi terminado nas coxas, o motor não ficou pronto e os pilotos foram escolhidos de supetão e sequer testaram antes do GP da Austrália, o primeiro do ano. Testes em túnel de vento? Pfff, não me venha com essa… passou longe disso. O T97/30, como era tecnicamente chamado, foi todo virgem para Melbourne.

E o resultado não poderia ser outro. A equipe se arrastou pelo circuito citadino, ficando a quase 15 segundos do tempo do líder, fora da margem de 107% que a categoria exige. E como a outra estreante (Stewart) teve um rendimento razoável, não havia por que liberar a Lola para largar.

Na corrida seguinte, quando todos os mecânicos e equipe técnica já estavam no Brasil, a Lola, numa quinta-feira, anunciou que não iria disputar a corrida. Com isso, todos os funcionários voltaram para a Europa.

A equipe, após o duplo fiasco, chegou a testar em Silverstone, mas como seus tempos continuaram péssimos e estava afundanda em dívidas, pediu as contas e se retirou de todo o campeonato.

Ponto alto da MasterCard Lola: Conseguir pelo menos correr na pista de Albert Park. Um grande feito com um carro péssimo.

EuroBrun

Carrinho prateado mais lindo que já vi. CHUPA McLaren, CHUPA Mercedes

Diferentemente das companheiras acima citadas, a EuroBrun foi dura na queda. Demorou três temporadas para largar de vez a Fórmula 1. Com isso, acumulou a incrível marca de 53 GP’s onde não conseguiu a qualificação para a corrida com seus pilotos, além de 3 desqualificações por problemas técnicos. Um mar de problemas, para não dizer outra coisa.

A equipe começou até que certinha, se classificando para os grids e mantendo um ritmo (lento, é verdade) que a permitia ver um possível futuro pela frente. Contudo, no final de sua primeira temporada, a verdade veio à tona.

Como um enfermo que melhora antes de morrer, Stefano Modena cravou a melhor posição de chegada da equipe em Hungaroring 1988 (11ª posição). Depois disso a equipe tentou por mais dois anos se manter na Fórmula 1, mas em apenas quatro GP’s conseguiu classificação. Em dois anos! Feio demais!

Em 1989, com somente um carro, não largou em nenhuma corrida e só passou para o treino classificatório de sábado somente uma vez, ou seja: todo o time de mecânicos e pilotos estava acostumado a ir embora do autódromo na sexta-feira à tarde, após o pré-qualificatório.

No ano seguinte, Walter Brun arriscou. Voltou a utilizar dois pilotos, mas havia uma discrepância enorme de talento entre eles. De um lado tínhamos Roberto Moreno, piloto que era capaz até de pilotar uma máquina de lavar com rodas. Do outro, um dos piores que a Fórmula 1 já viu: Cláudio Langes, o “motorista” que nunca passou dos treinos pré-classificatórios da Fórmula 1. Uma incrível marca de 14 DNPQ (Did not pre qualify) seguidos.

A equipe fecharia as portas finalmente após a temporada de 1990 e sequer viajava para a Ásia e Oceania para disputar as corridas do Japão e da Austrália.

Ponto alto da EuroBrun: Fazer com que Stefano Modena se classifica-se em 10 GPs e Oscar Larrauri se classificar em 8 GPs.

Enzo Coloni Racing Car Systems

A Coloni é talvez a equipe nanica mais conhecida da história da F1. A equipe foi fundada pelo italiano (esses italianos só sabem fazer equipes de merda) Enzo Coloni e estreou em 1987 com apenas um piloto que era Nicola Larini. Larini não pode fazer nada com um carro péssimo.

Em 88, Gabriele Tarquini é contratado. Tarquini também não consegue fazer muita coisa e tem um oitavo no Canadá como melhor posição. Mas esse oitavo faz com que a Coloni fique na frente de Ligier, Osella, EuroBrun e Zakspeed.

Em 89, Enzo Coloni toma jeito e contrata Roberto Pupo Moreno e Pierre-Henri Raphanel. Enrico Bertaggia corre pela Coloni na última etapa. Moreno, Raphanel e Bertaggia colecionam várias não classificações. Mesmo assim, a Coloni completa o ano na frente da Zakspeed e EuroBrun.

Em 1990,  Bertrand Gachot é contratado por Enzo Coloni. Gachot não classifica para nenhuma corrida o ano todo. O verdadeiro mico da temporada. Gachot e Cia ficam na frente apenas da horrenda Life Racing.

Em 91, o português Pedro Matos Chaves é contratado pela Coloni. Em casa, foi sua última corrida (ele tinha um contrato com a March para 92, segundo o meu chefinho Jean Corauci do GP Expert, mas algo deu errado e ele não correu mais) . Para seu lugar, o folclórico Naoki Hattori corre, mas depois é esquecido. E acabou a historinha da Coloni.

Ponto alto da Enzo Coloni Racing Car Systems: A oitava colocação conseguida por Gabriele Tarquini na etapa do Canadá de 1988.

ZakSpeed

Originalmenta, a ZakSpeed ia ser apenas uma equipe de DTM, mas Erich Zakowski queria mais. Então migrou para os monopostos em 1985. Na sua primeira temporada, Jonathan Palmer e Christian Danner conseguem se classificar para 10 das 16 etapas, mas abandona em 9 dessas 10 etapas. Fiasco puro.

Em 86, Palmer continua e Huub Rothengarter entra no lugar de Danner. Palmer consegue um oitavo no GP dos EUA-Leste e Rothengarter consegue um oitavo no GP da Áustria. Um ligeira melhora da equipe de Zakowski.

Em 87, Martin Brundle entra no lugar de Jonathan Palmer e Christian Danner volta para a equipe alemã. Brundle consegue marcar os primeiros pontos da equipe em Ímola com uma quinta colocação.

Em 88, Bernd Scheneider e Piercarlo Ghinzani são contratados. A dupla consegue como melhor resultado um décimo segundo de Scheneider na Alemanha.

Depois disso, a ZakSpeed nunca mais voltou para a F1.

Ponto alto da ZakSpeed: A quinta colocação de Martin Brundle em San Marino, marcando os primeiros pontos da ZakSpeed.

Pacific Racing

A Pacific é considerada uma das piores equipes da história da F-1, pois na maioria das vezes não se classificava. Em 1994, com o Pacific PR01, equipado com o fraco motor Ilmor, e praticamente sem patrocinadores até a chegada da fábrica de vodca Ursus, Paul Belmondo e Bertrand Gachot não passavam dos últimos lugares e ficava na espera pela sua oportunidade.

No começo de 1995, a Pacific se funde com a equipe Lotus e ganha uma nova chance. Com o Pacific PR02, movido por motores Ford, e pintados de azul, Andrea Montermini, Jean-Denis Délétraz, Giovanni Lavaggi e Bertrand Gachot passavam até com facilidade. Mas no fim da temporada, a Pacific, que tinha planos de competir em 1996, deu adeus à F-1.

Ponto alto da Pacifica Racing: Um oitavo conseguido por Andrea Montermini na Alemanha em 1995.

Modena Team SpA

Na única temporada em que participou, não conseguiu conquistar pontos, tendo como melhor resultado o sétimo lugar no GP dos EUA. Foi equipada com motores V12 da Lamborghini.

Nicola Larini e Eric van de Poele andaram no carro da equipe. Van de Poele se classificou apenas uma vez, em San Marino. Larini teve mais sorte e conseguiu a sétima colocação no GP dos EUA.

Ponto alto da Modena Team SpA- Lambo: O sétimo lugar de Nicola Larini no GP dos EUA de 1991.

A melhor das piores, a Minardi Team

A mítica Minardi. Sempre esteve no fundão, mas isso não impediu de que a equipe conseguisse vários fãs pelo mundo. Ele tiveram até um livro. Bom se quiser ler a história completa da Minardi, é só clicar no nome da Minardi nessa parte escrita.

Espero que tenham gostado.

Acredito que muitas pessoas nunca ouviram falar do oval de Monza. O oval foi construído em 1955 em uma reforma no autódromo de Monza, que por sua vez foi construído 1922. Essa reforma foi necessária pois o autódromo foi muito danificado na II Guerra Mundial.

Esse oval de Monza foi utilizado pela última vez em 1969 em uma corrida de protótipos. Já na Formula 1 esse circuito foi usado em 55, 56, 60 e 61. No dia da inauguração do oval, 11 de Setembro de 1955, foi constatado que as curvas, com incríveis 45º de inclinação, eram muito irregulares para as velocidades dos carros, que atingiam mais que 280 KM/h.

Essas irregularidades forçavam demais as suspensões dos carros e houve muita reclamação por parte dos pilotos. As curvas inclinadas de Monza foram retratadas no filme Grand Prix, de 1966. Hoje o circuito oval ainda existe porém está praticamente esquecido como pode se ver nessas fotos:

Construindo uma das curvas inclinadas do Oval de Monza

O primeiro GP de F1 no traçado de Monza que incluía a parte oval

O acidente fatal de Wolfgang von Trips

E o oval de Monza hoje

Uma pena

45 graus de inclinação. E AVUS só tinha 43 graus

Acho que só os corajosos iam se aventurar naquele oval

Uma pista tão legal e abandonada

Imagine se o Nurburgring Nordschleife fosse abandonado como o oval de Monza. Não posso sequer imaginar isso acontecendo. Uma pena.

Enzo Osella, o dono da Osella Squadra Corse (ou se preferir, Osella Corse) , testando o Osella FA1E de 1983.

E Enzo Coloni, o dono da Enzo Coloni Racing Car System (ou Coloni para os íntimos) , testando sua criação, o Coloni FC-187.

O SA08 foi o carro que marcou a saída da equipe nipônica das pistas. Baseado no Honda RA107, de 2007, um carro com um péssimo desempenho, o SA08 também não conseguiu muito, e podemos comprovar isto somente pelo fato dos carros largarem em último nos três primeiros GPs.

 

A equipe que vinha de um animador campeonato de 2007, onde superou a sua equipe “mãe”, teve dificuldades financeiras para o ano de 2008, mas mesmo assim continuava correndo. Os problemas financeiros eram grandes, a Honda já não apoiava mais sua “equipe B”, e sem nenhum tostão furado para investir, a Aguri deixava a F1, como melhor resultado naquele ano, um 13° ano no último GP por ela disputado, o da Espanha.

 

 Dados:
Equipe: Super Aguri F1
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Dados técnicos:

Chassis: Moldado em fibra de carbono, monocoque

Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, sistema push rod, molas de torção ativadas, independente (suspensões dianteira e traseira)

Motor: Honda RA808E 2.4 litros, 90°, V8, aspirado naturalmente, montado logitudinalmente, limitado a 19.000 RPM

Transmissão: 7 marchas, e uma reversa (marcha ré), sequencial, semi automática

Pneus: Bridgstone

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Pilotos:

Takuma Sato

Anthony Davidson

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Pontos: 0

Corridas: 4

Vitórias: 0

 Poles: 0

Voltas mais rápidas: 0

Posição no Campeonato de Construtores: 11°

 

Tuíter

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