Giovanna Amati, um nome bem famoso para quem conhece bem a F1. Amati foi a última mulher na F1. Vamos a história dessa mocinha. Amati nasceu em 1959 numa cidadezinha de Roma, chamada Lácio. De família rica, Amati era filha de um cara de uma indústria de cinemas.

Riquinha e metida, ela arranjou aos 15 anos, uma moto Honda 500cc que usava todo o dia nos arredores de Roma, e sem licença de pilotagem. Seus pais nem sabiam da existência da tal moto, e só foram descobrir ela dois anos depois. Numa tardezinha de fevereiro em 1978, Amati foi abordada por 3 homens mascarados e sequestraram a patricinha. Amati viveu por 74 dias numa caixa de madeira. Amati custou 800 mil libras para poder respirar o ar livre de novo.

Após o seqüestro, Giovanna e um dos seqüestradores, o francês Daniel Nieto, mantiveram contato e se encontraram várias vezes. Depois desse caso, Giovanna ingressou numa escola de pilotagem ao lado de um amigo de infância, o gentleman Elio de Angelis. Foi aprovada e estreou na Formula Abarth em 1981. Nesta categoria e na Fórmula 3 italiana, ela chegou a vencer algumas corridas, mas nunca foi considerada uma futura campeã. Na Fórmula 3000, disputou corridas entre 1987 e 1991 e obteve um sétimo lugar como melhor resultado.

Amati na F3000 em Enna Pergusa

É óbvio que ela só estreou na Fórmula 1 em 1992, pela Brabham, por ser mulher, por ser bonitona e pela possibilidade de atrair alguns patrocinadores para a combalida equipe. Dizem até que teve casos com Niki Lauda e Flavio Briatore, e isso lhe ajudou a correr na F1. Ela também já tinha alguma experiencia com um F1 após ter feito um teste pela Benetton em 1991 graças a seu namorado na época, Flavio Briatore.

Sua estreia aconteceu em Kyalami na Africa do Sul.

 

Amati em Kyalami, com combustível da Lotus

Ela ganhou um certo marketing por ser a primeira mulher na F1 em anos. Mas a sua estréia não foi coisa que diga que foi boa porque não foi. Amati marcou o último tempo e não se classificou, além de seu carro ter tido vários problemas durante o treino, chegando ao ponto da equipe pedir emprestado um pouco de combustível da Lotus. 

Então vamos para o ensolarado México ver Amati correr de novo.

Amati no México, novo fracasso

Circuito de Hermanos Rodriguez, Cidade do México, México, América do Norte, Planeta Terra, Sistema Solar, Via Láctea, Universo. Amati novamente tenta se classificar para um GP. Resultado: outra não-qualificação. Além de Amati não ser uma pilota muito boa, o carro era um dos piores daquele ano.

Agora vamos para Interlagos.

Amati acelerando em Interlagos

Amati novamente tenta se classificar, mas novamente não consegue. Para relaxar um pouco, porque patricinha nenhuma é de ferro, Amati deu um pulo no Shopping Morumbi, comprou algumas roupas e duas fitas de sambas-enredo do carnaval paulista. Após três fracassos seguidos, Amati foi sacada e Damon Hill entrou no seu lugar e teve  infelicidade de correr num carro caquético e ainda por cima ROSA! D. Hill também não classificou para nenhuma das provas restantes do campeonato.

Veja três frases, a primeira de Giovanna Amati falando do preconceito sofrido na época de F3000. A segunda é de Christian Danner falando a respeito de Amati dentro das pistas e a última é de Eric Van De Poele, seu companheiro de equipe naquela época.

“Com frequência eu tive que mudar as cores do meu carro para que os outros pilotos não conseguissem me identificar de uma corrida para a próxima. Para alguns deles, era francamente intolerável ser ultrapassado por uma mulher e muitas vezes, deliberadamente, eles preferiam bater em vez de perder uma posição.”  revelou Amati na época de F3000.

 “É uma das mulheres mais malucas que eu conheci. Ele tinha a pegada necessária para se manter no circo, era mentalmente forte. Mas teve de sair da F-1 por motivos financeiros.” cornetou Danner sobre Amati.

“Além de não andar nada, Giovanna ainda enche o saco.” reclamou Van De Poele.

E fora das pistas, Amati também não era agradável. Os jornalistas a detestavam, pois ela era insuportável e se recusava a dar entrevistas. Um deles chegou ao ponto de xingá-la de dondoca!

Atualmente a dondoca é jornalista de imprensa de um TV italiana.

 

 

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