Lembra daquele jogo que falei um dia desses aqui no blog e no GP Expert. O GP3 (veja o vídeo abaixo se ainda não sabe o que é o GP3) . No meu computador, tem baixado o Grand Prix 3 1998. No começo, eu só sabia pilotar em Hockenheim. Hoje eu já sei pilotar em quase todas as pistas. Quase porque ainda não sei pilotar em pistas como Interlagos e Catalunya. Resolvi aprender a correr em Interlagos. Aprendi a pilotar facinho, mas ainda tinha um problema. Na curva do Bico do Pato, eu sempre passava reto

O Bico do Pato é uma curva cega e muito difícil de se realizar no GP3. É difícil contorná-la sem dar uma saída de traseira. Mas depois eu consegui contorná-la beleza, eu travava o pneu e saía de traseira, mas contornava. Até aí tudo bem. Escolhi como piloto, Rubens Barrichello e a dificuldade como Semiprofissional.

Esperava que conseguisse um bom resultado com o Rubens. Larguei na posição 14 e já na saída do “S” do Senna, já estava em quinto. Mas depois veio o tão temido Bico do Pato. Tento contorná-la, mas acabo passando reto. Reinicio o jogo com o mesmo Barrichello e sua Stewart. Mas acabo sendo tocado na largada e bato na Curva do Sol. Mais uma vez. Escapada na Descida do Lago. Tentei de novo, mas acabei me envolvendo num acidente na entrada do “S” do Senna.

No começo, pensava que era só um começo e que ainda não conheço bem a pista. No dia seguinte após aquele, tentei de novo. Escolhi Ricardo Rosset (ele é da sorte) e nível Semipro. Na largada, consego pular para quarto. Estava recebendo forte pressão de meio mundo de gente atrás de mim. Tentava chegar perto de Giancarlo Fisichella e Jacques Villeneuve que estavam na minha frente.

O problema é que estava recebendo muita pressão de Michal Schumacher e Heinz-Harald Frentzen e se fosse partir pra cima eu colocaria em risco a minha quarta posição. Então, não pude fazer nada e tive que segurar Schumacher e Frentzen. Estava nervoso e estava freando muito cedo. Com isso perdia 3 segundos por volta para Fisichella (o terceiro) . Schumacher tenta uma investida por dentro na Ferradura. Tento fechar. Não consigo. Schumacher passa, mas ele escapa e se encontra com o muro da Ferradura.

Frentzen tenta fazer a ultrapassagem, mas felizmente o consigo segurar até a bandeirada final. Terminei a corrida 9 segundos atrás de Fisichella, que foi o terceiro. Mal sabia eu que aquele quarto seria melhor posição em Interlagos que eu consegui até hoje.

Então pensei que se eu consegui um quarto, eu podia chegar a vencer em Interlagos.  No dia seguinte, voltei a escolher Rubens Barrichello. Estava em segundo, quando na segunda volta, eu acabei perdendo o controle na Curva do Sol e batendo. Fiquei chateado e comecei a pensar que eu tinha o mesmo mal do verdadeiro Rubens Barrichello em Interlagos. Assim como Barrichello, nunca tinha me dado bem em Interlagos.

Então e pensei: “Não, eu não posso ter ficado igual ao Rubens Barrichello” . No dia seguinte, eu escolhi o Olivier Panis. Larguei bem e cheguei a ficar em segundo. Estava brigando com o primeiro colocado, Mika Hakkinen. Estava colado. Peguei o vácuo. Botei de lado. O problema é que eu parti para a ultrapassagem na entrada da Curva do “S” , e não numa reta como é normal. Alguma zebra ia acontecer, e ela aconteceu. Não consegui botar de lado a tempo de não bater em Hakkinen.

Nos tocamos. Passamos reto, mas Hakkinen teve mais sorte e conseguiu continuar a corrida numa boa. Enquanto eu acabei batendo e quebrando a suspensão e a asa dianteira. Reiniciei novamente. Eu consegui assumir a liderança com Michael Schumacher seguindo de perto. Qualquer erro custaria a vitória. E o tal erro veio. Eu escapei na Junção e perdi a liderança. Tentei ao menos conseguir uma pódio. Mas fiquei irritado com a escapada na Junção e acabei batendo na Curva do Sol.

No dia seguinte, escolhi novamente o Olivier Panis e sua Prost GP. Assumi a liderança na Junção. Liderei. Estava calmo, mas sempre atento no retrovisor olhando quem estava atrás de mim. Nada podia tirar essa vitória de mim. Nada. Mas o carro não pensou a mesma coisa. Na terceira volta (eram apenas 4 voltas de corridas) , após a Descida do Lago. No volante aparece uma coisa escrita (é o volante que nos avisa de problemas no carro) . O carro estava com um problema elétrico. Não acreditei. Dentro de mim, eu gritei.

Restava ao menos tentar completar a corrida. Mesmo com o carro com problemas elétricos e saindo de traseira a cada curva, não entrei nos boxes. Ia completar a corrida daquele jeito mesmo. Com problemas elétricos, saindo de traseira a cada curva e a 75 mp/h. Mas o carro não gostava de mim mesmo. Ele morreu de vez na entrada da Curva do Café. E depois o carro foi andando para trás por causa da leve subida que existe da Junção até a Curva do Café. E depois apareceu aquele fiscal que retira os carros acidentados ou problemáticos da corrida.

Depois desse balde de água fria que tomei. Eu percebi que tinha o mesmo mal de Rubens Barrichello. Não tinha a mesma sorte que tinha em pistas como Monza (palco da minha melhor corrida de videogame da minha vida) , Magny-Cours e Hungaroring. E esse é o meu retrospecto em Interlagos. Parei de tentar fazer uma corrida que preste em Interlagos. Prometo tentar mais e quando conseguir vencer em Interlagos, eu irei fazer um post dedicado a essa vitória. Promessa feita.

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