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E não é que o GP Brasil de F1 foi o melhor em alguma coisa. Em 2007, o GP Brasil foi o evento mais assistido no mundo. Bom, na verdade foi o segundo, mas como o SuperBowl tem 90% de sua audiência vindo praticamente da terra de Uncle Sam, não é considerado.

2007 era um ano bem amalucado na F1. Na verdade, 2007 e 2008 foram os melhores campeonatos de F1 que já vi (já que na prática, eu comecei a ver F1 em 2005) . Continuando, 2007 era um ano bem amalucado na F1. Teve Markus Winkelhock liderando corrida (eu cheguei a rezar para uma bolinha para que Winkelhock vencesse a corrida) com um Spyker. Teve um monte de japinhas correndo em 2007. Teve Suzuka se mandando da F1 para a entrada de Fuji (gosto mais de Fuji, detesto Suzuka). Teve Sebastian Vettel aparecendo ao mundo graças ao azarado do Robert Kubica. Teve escandalos de espionagem de Agente oo7 sobre os tiffosi. Teve brigas no mesmo teto. E o Q3 era chamado popularmente de Superpole.

Depois de tudo isso, a F1 chegava a Interlagos. Tinha 3 pilotos brigando pelo título: Hamilton era o favorito, Alonso era o azarão e Raikkonen éééé… Na prática, Raikkonen estava fora da briga pelo título. Precisava vencer a corrida e torcer para que Hamilton não passasse de sexto e Alonso não passasse de terceiro. Ou seja, precisava de um milagre.

Tudo isso foi possível graças a erros de Alonso no Monte Fuji e de Hamilton em Chinatown. Antes da corrida, eu e papai apostamos quem vai ser o campeão. Eu aposto em Hamilton e papai aposta em Alonso. Com Hamilton largando em segundo e Alonso largando em quarto, era impossível querer torcer para um cara que precisava invocar o espírito de Ayrton Senna para que ele possuísse o corpo do IceMan e ganhar o título, ou ao menos de sorte.

Na largada, Massa assume a liderança com Raikkonen em segundo seguido de Hamilton, Alonso e Webber. Como papai estava fazendo churrasco de almoço, eu ficava lhe dizendo como estava a corrida e quem era o campeão naquele momento.  Até aí nada demais, estava tranquilo porque estava ganhando a aposta.

 

De repente, na TV aparece escrito “Drive trough penalty for 8” . Punição para o Barrichello, nada demais. Mas de repente, na TV aparece a McLaren de Lewis Hamilton lenta, muito lenta. Imediatamente eu falo “não, não, não, NÃO!” . Papai ri dizendo que já ganhou a aposta. Tudo tinha começado após a largada, Hamilton, ao tentar ultrapassar Alonso, erra a curva e sai momentaneamente da pista, indo a oitavo lugar. Pouco depois, seu câmbio de marchas fica com mal contato, e, por quase um minuto, Hamilton não consegue passar a marcha e termina na 18ª colocação.

Na TV, aparece Lewis Hamilton desolado dentro do carro e fazendo sinal com a cabeça parecendo dizer “pega filha da mãe! vamos! anda!” . Milagrosamente, o carro volta ao normal. Logo depois, Galvão Bueno solta outra de sua pérolas ao confudir o replay do incidente de Hamilton e seu câmbio, pensando que Hamilton estava lento de novo.

 

Parecia ter perdido a aposta. Se quisesse não perder a aposta. Tinha que torcer para Raikkonen. Depois de um bocado de blábláblá da corrida. Vou direto para a metade da corrida. Massa liderava a corrida confortavelmente, mas em tom de camaradagem, ele deixa Kimi Raikkonen passar e assumir a liderança com Massa em segundo, Alonso em terceiro e Hamilton quem sabe onde. Nesse momento, Kimi Raikkonen iria ser campeão (!).

Eu digo: “ele ainda vai ser campeão!” . Massa deixar Raikkonen passar era uma estratégia muito boa. Hamilton estava lá trás e Alonso estava em terceiro. Só faltava Raikkonen vencer a corrida. Massa deixa Raikkonen passar e ser campeão, enquanto o brasileiro defendia a segunda posição para que Alonso não fosse para segundo e ser campeão. Faz sentido. É difícil de entender, mas faz sentido.

Só precisava que Hamilton não chegasse em sexto. Hamilton naquele momento estava escalando o pelotão. E para piorar a equipe de Hamilton faz uma estratégia errada e Hamilton termina apenas em sétimo quando precisava chegar ao menos em quinto. Raikkonen venceu a corrida seguido de Massa, Alonso, Rosberg, Kubica, Heidfeld, Hamilton e Trulli. Barrichello abandonou na volta 40 com problemas no motor.

 

O GP Brasil de 2007 mostrou o incrível trabalho de equipe da Ferrari em 2007. A prova foi perfeita para a Ferrari, nada de ruim aconteceu para a equipe do cavalo. Massa e Raikkonen ficaram perto um do outro o tempo todo na corrida, seja Massa na liderança ou Raikkonen na liderança. Tanto que Alonso chegou a 60 segundos da dupla ferrarista.

E quanto a aposta. Nem eu e nem papai ganharam a aposta. Terminou empatado. Nem lembro o que nós apostamos. E como desculpa, papai falou que ia apostar em Raikkonen, mas preferiu apostar em Alonso.

E esse foi o evento mais assisitido do mundo em 2007.

O GP da França está voltando a F1. Mas tomara que não volte em Magny-Cours

Já estavam falando e cochichando desde o ano passado. Que o GP da França poderia estar voltando a F1 em 2013. Hoje foi confirmado que o GP da França iria voltar ano que vem. Só não se onde o GP da França vai voltar. O chato disso é que o GP da França poderá revezar ano por ano com o GP belga de Spa. E lá se ia uma das poucas pistas legais que permanecem no calendário de F1. Voltando ao assunto do GP da França, como a única pista legal da França que era Rouen-Les-Essarts já nem existe mais. Que pista iria receber a F1 de Vettel, Alonso, Bernie, Newey, Kimi, Pirelli, picolés, dinheiro e coisa e tal?

O circuito de Nevers Magny-Cours. Qualquer um menos ela

Na prática, a FIA tem 3 opções. A primeira delas é Magny-Cours. Magny-Cours recebeu a F1 de 1991 até 2008. Magny-Cours é uma pista que conta com retas de tamanho considerável, mas todas as suas curvas são lentas e travadas e geralmente as corridas por lá eram chatas.

Ironicamente, os franceses e brasileiros nunca se davam bem em Magny-Cours. O único francês a ganhar uma corrida em Nevers foi Alain Prost em 1993 com a Williams. E o Brasil só levou uma corrida em Nevers com Felipe Massa após vencer magistralmente com a Ferrari em 2008. Nínguem gosta de Magny-Cours. Por ser travada e não proporcionar uma corrida que preste. Por conta disso e da Crise Econômica de 2008, o GP da França em Magny-Cours foi cancelado, apesar de já estar inserido no calendáro da F1 em 2009.

E Nevers Magny-Cours voltou a receber corridas de categorias menores como a fracassada Superleague Formula. O problema de Magny-Cours receber a F1 de novo é que nós, os telespectadores, veriam corridas com poucas ultrapassagens e a corrida seria chata e previsível. Ou seja, o problema é no marketing e da pista receber corridas tão legais quanto as de Barcelona.

O retão de Paul Ricard. Desfigurado com um monte de chicanes

A segunda opção é Paul Ricard. Paul Ricard recebeu a F1 em 1971, 1973, 1975, 1976, 1978, 1980, 1982, 1983, 1985 até 1990. É um dos circuitos mais tradicionais da França. Recebia corridas bem legais nos tempos em que recebeu a F1. Mas o circuito era bem conhecido pela grande retão que media incríveis 1,8 kms e que era chamado de Mistral.

Mas o circuito era mal conhecido pela falta de treinamento dos “laranjinhas” que agiam na pista. Elio de Angelis morreu num teste pela Brabham após os laranjinhas despreparados não o ajudarem a tempo de savá-lo. Por esse motivo, Magny-Cours entrou no lugar da pista de Le Castellet.

Hoje a pista é bem diferente da antiga que recebeu a F1. Praticamente, não existem mais aquelas áreas de escape feitas de brita. As áreas de escape são de asfalto pintado de azul, amarelo e vermelho. O circuito também recebeu bastantes modificações no traçado. Vários traçados alternativos foram colocados ao longo da pista. A mudança de traçado que mais me chateou foi a implantação de um monte de chicanes no meio do retão Mistral.

E essas chicanes seriam provavelmente colocados no traçado de Paul Ricard se o circuito recebesse a F1. Sem a Mistral, parte da graça ia embora. Que bom que não botaram chicanes no retão de Fuji.

Sochi e New Jersey, os próximos circuitos tilkeanos na F1. Os circuitos tilkeanos podem ser uma opção para o GP da França de 2013

A terceira e última opção seria criar um novo circuito tilkeano. Sochi na Rússia e New Jersey nos EUA serão os próximos circuitos tilkeanos da F1. Criar um circuito concebido de um projeto de Hermann Tilke poderia ser uma opção. Seria só escolher um terreno grande o suficiente para abrigar um circuito de 4 a 5 km e chique. O problema dessa opção é que poderia não haver tempo para construir o circuito até a parte européia do calendário de F1.

Uma maneira para reverter o problema do tempo seria Tilke criar um circuito nas ruas de algum lugar legal da França como Lyon ou Paris. Seria uma maneira de conseguir mais fãs franceses de F1 e seria bom para o marketing e para os bolsos de Bernie Ecclestone. O problema poderia ser se o circuito não puder favorecer muito as ultrapassagens (como em Marina Bay) e receber corridas chatas e monótonas (como em Valência) .

Bom, seja a corrida sendo realizada em Magny-Cours, Paul Ricard ou em um novo circuito tilkeano permanente ou de rua. Tomara que não haja esse revezamento com Spa. Tirem Valência ao invés de Spa e eu me animarei.

O segundo carro projetado por Adrian Newey na Red Bull, apesar de conquistar bons pontos, para uma equipe mediana, não foi, o realmente esperado para o terceiro ano da Red Bull. Contando com um constante Webber, e um já veterano David Coulthard, a equipe marcou 29 pontos ao longo de 2008, 10 a menos que sua equipe irmã, a STR.

O carro era uma visível evolução de seu antecessor, com melhorias para que este conseguisse arrebatar pontos, e firmasse a RBR como uma equipe com bom desempenho entre as equipes médias. Apresentava uma solução inventada pela McLaren, o arco por cima do bico, e da asa dianteira.

Foi o último carro que David Coulthard guiou na F1, conquistando naquele mesmo ano, um bom terceiro lugar no GP do Canadá, mesmo ficando atrás do australiano Webber no Campeonato de Pilotos. Ironicamente, ele saiu quando a equipe finalmente construiu um carro bom.

 

Dados:

Equipe: Red Bull Racing

Designers: Adrian Newey (Projetista, chefe técnico)

Geoff Willis (Diretor técnico)

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Dados técnicos:

Chassis: Feito de fibra de carbono, monocoque

Suspensão: Feita de alumínio, e fibra de carbono, sistema pushrod. Independente nas quatro rodas (Suspensões dianteira e traseira)

Motor: Renault RS27-2008, 2.4 litros, V8, naturalmente aspirado, limitado a 19.000 RPM, montado logitudinalmente

Transmissão: 7 velocidades, e uma reversa (marcha ré), câmbio sequencial, semi automática

Combustível: Elf

Pneus: Bridgstone, rodas OZ Racing

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Pilotos:

9 David Coulthard

10 Mark Webber

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Pontos: 29

Corridas: 18

Poles: 0

Voltas mais rápidas: 0

Classificação no Campeonato de Construtores: 7° lugar

MDMalaysian

Poder Latino!

CORRIDA: Na largada, todos com os pneus intermediários, apenas a HRT apostou em pneus de chuva forte. Na largada, Grosjean largou muito bem aparecendo em primeiro após 2 curvas. Mas bota tudo a perder ao bater em Schumacher. Grosjean e Schumacher sobrevivem. Ao final da primeira volta, Sergio Perez e Bruno Senna entram no box.

A chuva começa a apertar na segunda volta. As câmera onboard dos carros mostravam que o negócio estava feio mesmo. Massa aparece em sexto ao final da terceira volta. Felipe Massa vai para o box porque os compostos intermediários já não aguentam mais. Alonso e Button também vão para o box. Romain Grosjean escapa sozinho e fica prso na brita. Pede para os “laranjinhas” o empurrarem para a pista, mas assim como no caso Alonso na Austrália, o pedido foi negado.

Lewis Hamilton e Mark Webber param na volta seguinte. A essa altura, já não dava para ver mais nada no circuito de Sepang. E vejam só, Narain Karthikeyan está em oitavo (!) . Felipe Massa e Nico Rosberg fazem a ultrapassagem sobre Karthikeyan uma volta depois e Karthikeyan cai para décimo (!) . Sergio Perez escapa para fora da pista. Vettel, Rosberg e Senna são outros que escapam da pista. Coincidentemente. Perez, Vettel, Rosberg e Senna escaparam todos na mesma curva. Como estava chovendo canivetes em Sepang, o safety-car entra na pista.

Os comissários dizem que não vai haver bandeira vermelha. Bruno Senna entra novamente nos boxes e cai para último, mas não perde muita coisa pois estava a frente apenas de Charles Pic na corrida. A essa altura, já se formam laguinho na maioria das curvas, principalmente as do setor 3 de Sepang.

E finalmente, após 3 voltas lentíssimas atrás do safety-car, os comissários decidem ativar a bandeira vermelha. Naquela altura, o tupiniquim brasileiro que acordou às 5 da madrugada solta um “POOOORRA!” . Ainda bem que eu vi a corrida no VT no SporTV hehe. Foram 51 minutos de bandeira vermelha. Foram 51 minutos que o tupiniquim brasileiro ficou vagando pelo quarto ou a sala feito um zumbi, esperando a corrida começar de novo, e como sempre bocejando e se aguentando para ficar acordado.

E o Lito Cavalcanti revelou seu lado torcedor e torcia a cada volta para a corrida ser cancelada para Narain Karthikeyan marcasse o primeiro ponto da história da HRT. Não seria tecnicamente um ponto, já que só valeriam a metade dos pontos. Ou seja, Karthikeyan ia marcar 0,5 ponto. Mas ponto é ponto.

Depois de algumas volta com safety-car, ele finalmente entra nos boxes. E Pedro de la Rosa é punido com um drive-trough porque os “inteligentes” dos mecânicos da HRT demoraram para sair da área de largada após a bandeira vermelha.

Na relargada, vários pilotos vão para os boxes. Apenas o pelotão da frente continua na pista. Mais alguns pilotos trocam os compostos de chuva forte pelos intermediários. Perez assume a liderança (!) . E incrivelmente, Charles Pic assume a quinta posição (!!!!) e Karthikeyan já é o sexto (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) .

Numa tentativa de ultrapassagem, Jenson Button toca Karthikeyan e perde parte da asa dianteira. Incrivelmente, a batida não foi cupla de Narain. Button saiu de traseira e acabou tocando em Narain. Hamilton aproveita e passa Karthikeyan e Button. Button cai para vigésimo e Karthikeyan faz sua parada e cai para penúltimo, a frente apenas de seu companheiro, De La Rosa.

Alonso marca a melhor volta da prova. Bruno Senna que era um dos últimos, usa sua habilidade em pistas molhadas e começa a ganhar posições. Nesse momento da prova, a reta principal mais parecia uma piscina. Bruno Senna continua um foquete na pista e faz sua “revanche” de Brasil/2011 e faz linda ultrapassagem sobre Michael Schumacher. Felipe Massa escapa da pista e perde posição para Paul di Resta. Bruno Senna continua voando baixo em Sepang e já aparece em décimo depois de ficar em último em certo momento da prova.

Alonso continua na liderança com Sergio Perez em segundo (!) e Hamilton em terceiro. Senna parte para cima de Massa. Senna passa Felipe porque Massa foi trocar os pneus. Senna já aparece em nono.

A pista começa a secar, mas o rádio de Kobayashi diz que mais chuva está por vir. Depois de algumas disputas envolvendo pilotos fazendo ultrapassagens sobre Massa, Daniel Ricciardo resolve arriscar e calça os compostos médios.

Sergio Perez começa a se aproximar incrivelmente de Alonso, a diferença que chegou a ser de 7 segundos, já era de 1,5 segundos, e baixando, volta após volta. Felipe Massa também resolve arriscar nos pneus médios e acaba por perder uma volta de Alonso e Perez. Sergio Perez continua com sua aproximação sobre Alonso. Ele fazia volta mais rápida atrás de volta mais rápida. A diferença já erra de 0,7 segundos. Mark Webber, Jenson Button, Michael Schumacher e Bruno Senna colocam os compostos médios. Alonso também para nos boxes para colocar os pneus médios.

Sergio Perez assume a ponta outra vez (!) . Vários pilotos vão para os boxes calçar os pneus médios que eram os mais rápidos naquele momento. Sergio Perez vai para os boxes. E com isso, Alonso reassume a ponta. E a diferença entre Perez e Alonso volta a ser de 7 segundos. Senna põe pressão sobre Di Resta e Raikkonen. Não demora muito e Senna passa Di Resta. E Perez chega a tirar 2 segundos por volta (!) .

E Sebastian Vettel tocou em Narain Karthikeyan e teve o pneu traseiro estourado. E a culpa novamente não foi de Karthikeyan. Vettel fechou perigosamente Karthikeyan e os dois se tocaram. A diferença entre Alonso e Perez já era de 0,5 segundos. Lá vem Perez! Perez tenta usar a asa móvel e o KERS para tentar passar Alonso, mas o esforço é em vão. O rádio de Perez diz que eles precisam daquela posição. Um balde de água fria no mexicano.

Para felicidade de Alonso, Perez escapa em uma curva do terceiro setor e perde o ritmo que vinha antes. Maldonado e Vettel abandonam a corrida. Alonso vence a prova, com Sergio Perez em um fantástico (tão fantástico que o Peter Sauber soutou umas lágrimas logo após Perez receber a bandeirada) segunda posição. Lewis Hamilton foi o terceiro. Mark Webber ficou num discreto quarto lugar. Kimi Raikkonen terminou em quinto seguido de Bruno Senna, Paul di Resta, Jean-Éric Vergne, Nico Hulkenberg e Michael Schumacher. Felipe Massa terminou em décimo quinto.

DESTAQUES POSITIVOS DA CORRIDA:

Sergio Perez: Nem o mais otimista imaginava que esse pequeno mariachi ia chegar em segundo e ainda querer brigar pela vitória numa aproximação incrível sobre Alonso. Recebeu uma mesnsagem da equipe que lhe deu um balde de águar fria e logo depois escapou da pista e perdeu as chances de vitória. Mesmo assim, fez uma corrida fantástica.

Bruno Senna: Começou mal a corrida ao ser tocado por alguém e rodar. Parou cedo. Na mesma volta que Sergio Perez. Deu sorte de rolar a bandeira vermelha. Relargou em último, mas utilizou suas habilidades na chuva para passar todo mundo e chegar num brilhante sexto lugar. Ganha moral na equipe com isso.

Narain Karthikeyan: A equipe HRT acertou na estratégia em largar com os pneus de chuva forte com seus dois pilotos. Com isso, Narain Karthikeyan apareceu por boa parte da primeira metade da prova nos pontos. Chegou a estar em sexto (!) . Mas sua equipe lhe botou lá trás de novo ao fazer uma péssima troca de pneus e Karthikeyan voltou a frente apenas de Pedro de la Rosa. E ainda acabou com as corridas de Seb Vettel e Jenson Button! Uma de suas melhores corridas. Talvez até a melhor.

DESTAQUES NEGATIVOS DA CORRIDA:

Sebastian Vettel: Nunca esteve em uma posição melhor que o quarto lugar. Nunca esteve em batalha nenhuma. Não fez nada na corrida. Bateu em Karthikeyan e choramingou botando a culpa no coitado que não teve culpa nenhuma daquilo. E ainda deu o azar de abandonar a corrida na última volta. Nesse ritmo não vai ser tri.

Romain Grosjean: Provou ser um azarento, após fazer bela largada e acabar por bater em Schumacher. Tentou fazer corrida de recuperação, mas foi em vão. Porque ele rodou sozinho na curva 3. Até tentou voltar para a corrida, mas seu pedido foi negado. Tem que levar quatro trevos de quatro folhas e uma dúzia de moedas de um centavo se quiser ter sorte e melhorar nas corridas.

Felipe Massa: Ele foi o décimo quinto. Não preciso falar mais do que isso.

RESULTADO FINAL DA CORRIDA:

Posição Piloto Pais Equipe Pontos
Fernando Alonso Espanha Ferrari 25
Sergio Pérez México Sauber 18
Lewis Hamilton Inglaterra McLaren 15
Mark Webber Austrália Red Bull Racing 12
Kimi Raikkonen Finlândia Lotus 10
Bruno Senna Brasil Williams 8
Paul di Resta Escócia Force India 6
Jean-Éric Vergne França Toro Rosso 4
Nico Hulkenberg Alemanha Force India 2
10º Michael Schumacher Alemanha Mercedes 1
11º Sebastian Vettel Alemanha Red Bull Racing 0
12º Daniel Ricciardo Austrália Toro Rosso 0
13º Nico Rosberg Alemanha Mercedes 0
14º Jenson Button Inglaterra McLaren 0
15º Felipe Massa Brasil Ferrari 0
16º Vitaly Petrov Rússia Caterham 0
17º Timo Glock Alemanha Marussia 0
18º Heikki Kovalainen Finlândia Caterham 0
19º Pastor Maldonado Venezuela Williams 0
20º Charles Pic França Marussia 0
21º Narain Karthikeyan Índia HRT 0
22º Pedro de la Rosa Espanha HRT 0
RET Romain Grosjean França Lotus 0
RET Kamui Kobayashi Japão Sauber 0

CLASSIFICAÇÃO DO CAMPEONATO:

PILOTOS:

País Piloto Pos. Pontos
Espanha Fernando Alonso 35
Inglaterra Lewis Hamilton 30
Inglaterra Jenson Button 25
Austrália Mark Webber 24
México Sergio Pérez 22
Alemanha Sebastian Vettel 18
Finlândia Kimi Raikkonen 16
Japão Kamui Kobayashi 8
Brasil Bruno Senna 8
Escócia Paul di Resta 10º 7
França Jean-Éric Vergne 11º 4
Alemanha Nico Hulkenberg 12º 2
Austrália Daniel Ricciardo 13º 2
Alemanha Michael Schumacher 14º 1
Finlândia Heikki Kovalainen 15º 0
Alemanha Timo Glock 16º 0
Alemanha Nico Rosberg 17º 0
Índia Narain Karthikeyan 18º 0
Venezuela Pastor Maldonado 19º 0
França Romain Grosjean 20º 0
Brasil Felipe Massa 21º 0
Rússia Vitaly Petrov 22º 0
França Charles Pic 23º 0
Espanha Pedro de la Rosa 24º 0

EQUIPES:

País Equipe Pos. Pontos
Inglaterra McLaren 55
Áustria Red Bull Racing 42
Itália Ferrari 35
Suíça Sauber 30
Inglaterra Lotus 16
Índia Force India 9
Inglaterra Williams 8
Itália Toro Rosso 6
Alemanha Mercedes 1
Rússia Marussia           10º   0           
Malásia Caterham         11º   0           
Espanha HRT                 12º   0           

 

 Na largada, Hamilton se manteve na pole
A coisa ficou feia depois da largada
E o safety-car entrou na pista
E acabou por rolar uma bandeira vermelha
E Narain Karthikeyan levou seu HRT para um impensável décimo posto
Mas depois da relargada, o tempo melhorou
E Jenson Button errou e acabou batendo em Karthikeyan em disputa por posições (isso mesmo, disputa por posições, nada de bandeira azul)
E Sebastian Vettel mostrando o dedo do meio para Karthikeyan após um toque entre eles. E a culpa não foi do indiano
Fernando Alonso recebendo a bandeirada. Detalhe: Felipe Massa estava no final da reta dos boxes nesse momento, será que o cara da quadriculada confundiu Alonso e deu a bandeirada para Massa? Não, acho que não
Sergio Perez comemorando o pódio dedicado a sua falecida cachorra Frida
Sergio Perez, Fernando Alonso e Lewis Hamilton no pódio. Detalhe: Hamilton não me parece feliz

Já falei bastante de jogos como o Grand Prix 3. Mas faz alguns dias que me lembrei de um jogo de PlayStation 2 chamado IndyCar Series 2003. Era um jogo baseado na temporada de 2003 da Indy. Incrivelmente, esse jogo era bem mais difícil que o Grand Prix 3. Para se ter uma idéia da dificuldade. Eu demorei semanas, quem sabe até meses, para ganhar minha primeira corrida nesse jogo.

Vou lembrá-los de como foi essa louca corrida.

Escolhi como piloto, o americano Eddie Cheever Jr. da Red Bull Cheever. Estava voltando a jogar IndyCar Series depois que eu perdi ele na mesa do escritório de meu pai. Não tinha muita esperança de vencer, sempre alguma coisa acontecia e aquela corrida no Texas ia ser muito louca por rolar sempre big ones no meio da corrida.

Largaria em oitavo. Coincidentemente, a ordem de largada era a mesma da classificação final do campeonato da Indy de 2003. Ou seja, a ordem de largada seria Scott Dixon, Gil de Ferran, Helio Castroneves, Tony Kanaan, Sam Hornish Jr. e Al Unser Jr. largando na minha frente. Eram 10 voltas de corrida naquele oval de 1,5 milha no Texas.

Como sempre, eu queimo a largada, passo Unser Jr. e sigo em frente. E ainda bato em Sam Hornish Jr. que acaba por ficar no fim do pelotão. Incrivelmente, não causei um acidente costumeiro na largada. Os pilotos que largaram na minha frente, somem na frente. A corrida no IndyCar Series 2003 é muito díficil. Graças a incrível inclinação no Texas, o meu carro ficava raspando na parte interior das curvas.

Como sempre, uma fila se forma atrás de mim. São vários pilotos me pressionando, e eu já estava na sexta posição. São exatamente, Scott Sharp, Kenny Brack, Tora Takagi, Dan Wheldon, Roger Yasukawa, Bryan Herta e Robbie Buhl. É sério. Esse pessoal todo me pressionava. A cada curva e reta, alguém tentava botar de lado e fazer a ultrapassagem. Eles chegavam a fazer a ultrapassagem no final da reta, mas fazia a ultrapassagem no meio da curva. E depois, o bendito que tentou me passar perdia ao menos 3 ou 2 posições e assim ia.

A corrida já tinha passado da metade. A diferença para De Ferran que era o quinto, era de mais de um segundo. Só um milagre poderia me fazer ganhar aquela corrida e o milagre veio. Uma disputa no fundão acaba em um toque e os dois rodam. E os líderes que estavam a minha frente acabam por bater na minha frente. Uma confusão.

Mas alguns dos líderes escapam, mas diminuem drasticamente a velocidade. Perigo a frente, pois apenas eu estava indo a toda velocidade. Todos estavam lento na parte de dentro da pista. Consigo de forma mágica ir para a parte de cima e desviar de todo mundo. Estava em primeiro, faltando 3 voltas. Que felicidade!

A diferença era de 3 segundos para Scott Sharp e Tomas Scheckter que eram o segundo e terceiro respectivamente. Mas tinha de tomar cuidado, pois tinha vários carros mais lentos na minha frente. Nada de mais, desviei de todo mundo e venci a corrida. Que felicidade!

Comemorei bastante, pulei no sofá e gritei comemorando. Já que eu nunca tinha ganhado uma corrida naquele jogo e nunca tinha passado de um quarto lugar na mesma pista um tempo atrás.

O que acontecei com o jogo IndyCar Series 2003 hoje? Eu “acidentalmente” arranhei o CD e até hoje estou procurando nos camelôs de Manaus para comprar um. Só preciso de 3 reais e de um pouco de paciência para isso.

Você ganhou outra vez no jogo IndyCar Series 2003? Sim, eu ganhei outras duas vezes com Jaques Lazier e Greg Ray.

Como perceberam, eu citei em certa parte deste texto, Dan Wheldon. Para Dan Wheldon eu faço minha singela e humilde homenagem.

RIP Dan Wheldon *1978 +2011

Após o GP da Austrália de 1993, ocorre uma coletiva de imprensa. Ayrton Senna entra pela porta na sala e senta na cadeira onde tem seu nome numa plaquinha. De repente, um cara lhe pergunta quem foi seu maior adversário em toda a sua carreira. Alain Prost logo pensa que Senna vai falar que foi ele.

Mas ao invés de dizer “Alain Prost” , Senna recorda de seus tempos de kart e fala o nome “Terry Fullerton” . Aí o pessoal começa a se perguntar “Quem é esse tal de Terry Fullerton?” . Embora o nome “Terry Fullerton” lembre fuleiragens do tipo, ele era mais o menos conhecido por outra coisa. Ele detonava nas pistas de kart.

Fullerton nunca chegou à F1. Ele abandonou o sonho de ir a F1 depois que seu irmão, Alec Fullerton, foi morto num acidente em Mallory Park.  Depois disso, ele optou por ficar apenas nos karts. Queria ganhar a F1 dos karts, o Campeonato Mundial de Kart. Não conseguiu entrar para a equipe britânica, então, correu sob licença irlandesa.

E assim correu, como um irlandês, por mais dois anos. Até que em 71, ele pode finalmente correr como um inglês. E dois anos depois veio o tão sonhado título da F1Kart (o nome verdadeiro é grande demais) . 

Mas seu maior desafio, veio em 1978. Quando se tornou companheiro de equipe de um tal de Ayrton Senna. Até aí nada demais. Não rolou muita coisa nesse tempo até a corrida derradeira em 1980. Senna estava se despedindo do mundo dos karts. Era a etapa tripla de Nivelles-Baulers. Na primeira corrida, deu Fullerton no lugar mais alto do pódio. Na segunda corrida, Fullerton abandonou com uma falha no pequeno motor de kart daquela época.

Na última corrida, Senna terminou em segundo e Fullerton chegou em terceiro. Senna e Fullerton fazem a festa no pódio. Antes da última corrida, Fullerton chega perto de Senna, lhe abraça e diz “Boa sorte na F1” . Senna faz cara de não entender muito aquilo que ele disse, mas mesmo assim o agradece. Fullerton sabia o que estava dizendo e sabia que aquele garoto com que formou umas das melhores duplas de todos os tempos, ia ter um grande futuro pela frente. E ele estava certo.

Ayrton Senna foi tricampeão da F1 em 1988, 1990 e 1991. E pela TV, onde Fullerton assistia as corridas de Senna, fazia cara de felicidade, por ter corrido ao lado de um tricampeão mundial.

Feliz 52 anos, Ayrton Senna. Onde quer que você esteja.

El Mini nos mostra como foi a corrida em Melbourne de forma bem engraçada com os seus MiniDrivers. E Camberra é a capital da Austrália, não Sydney, não esqueçam.

 

Mario Haberfeld guiando pela Paul Stewart Racing

O grande Mario Haberfeld, está hoje aposentado. Tudo bem. Aposentar, todo mundo se aposenta. Mas Haberfeld se aposentou aos 34 anos (ou era 33) . É uma pena. Para homenageá-lo, vou fazer um breve resumo de sua carreira porque tempo me falta.

No Brasil, depois de correr no Brasil de kart e na Fórmula Ford, em ambas as ocasiões na equipe dirigida pelo jornalista e chefe de equipe João Alberto Otazú, Mario passou a correr na Europa, onde se constituiu em um dos grandes nomes brasileiros na década de 90. Os títulos no Britânico de Fórmula Ford (1995) e no Europeu de Fórmula Renault (1996), os dois pela Manor Motorsport, pavimentaram a carreira para a sua maior conquista, que foi o título no Britânico de Fórmula 3, em 1998, pela equipe Stewart. Seu principal rival naquele ano foi justamente o brasileiro Enrique Bernoldi, que mais tarde seria piloto titular da equipe Arrows de Fórmula 1.

Chegou a guiar pela Stewart e pela Williams, mas só achei essa foto de seu teste pela Stewart

Equipes nem sempre competitivas e alguns acidentes não permitiram que ele repetisse a mesma performance vitoriosa nos quatro anos seguintes na Fórmula 3000, então último degrau rumo ao objetivo máximo, a Fórmula 1.

Na F3000 em 2002, foi companheiro de Rob Nguyen, ídolo do Leandro “Verde” Kojima

A opção pelos Estados Unidos o conduziu para a Champ Car entre 2003 (Conquest) e 2004 (Walker). Seguiram-se participações na Grand Am e na Mil Milhas de 2007 com o LMP2 da Embassy Racing.

Após seguidas decepções na GP2 da época, ele resolveu migrar para a América, onde também não se deu bem

Depois migrou para os protótipos da Grand Am

Em paralelo ao seu desempenho nas pistas, Mario sempre se destacou pela forma discreta de se portar, decisões ponderadas, educação e camaradagem. João Alberto Otazú, o cara que participou do começo da carreira de Haberfeld, disse certa vez: “A família Haberfeld é extremamente discreta, educada, e sempre primou por decisões sábias.
Tive uma das grandes oportunidades na vida ao trabalhar com o Mário em minha equipe de kart e Fórmula Ford. E acabei de ganhar um capacete dele (em 2009) , em comemoração aos meu 30 anos como profissional do automobilismo (em 2009) , da ocasião em que ganhamos muitas corridas e títulos no kart.”

Hoje, Mario Haberfeld está infelizmente aposentado. Uma pena, um grande piloto que ganhou a F3 inglesa em 1998. foi para F3000, o último estágio naquela época para chegar na F1, falhou seguidas vezes. Tentou a sorte nos EUA, não deu certo novamente. E acabou tendo de se aposentar cedo.

Termino esse post com uma declaração de Haberfeld em 2009 antes das 500 Milhas de Granja Viana de 2009: “Acho que essa página do automobilismo já virou na minha vida. Agora, só mesmo as 500 Milhas de Granja Viana”

E se os Los MiniDrivers tivessem sido criados em 1950? El Mini nos explica como seria problemático.

MDGPAustralia

Os Los MiniDrivers representando o resultado do GP da Austrália

CORRIDA: Na largada, Hamilton vacila e Button aproveita para fazer a ultrapassagem e assumir a primeira posição. As Ferraris largam bem com Alonso aparecendo em oitavo e Massa em décimo ao final da primeira volta. Grosjean larga mal e cai para sexto. Bruno Senna é tocado por Daniel Ricciardo na curva 1 logo após a largada e fica com um pneu furado. Webber quase se dá mal ao ser tocado por Nico Hulkenberg na largada.

Grosjean que tinha largado mal, estava perdendo posições e após disputa com Maldonado, eles se tocam e Grosjean acaba com uma suspensão detonada e abandona. Vettel avançava. Ele passou Rosberg e disputou a terceira posição com Michael Schumacher. Ao invés de vermos uma disputa incrível entre o campeão do passado e atual campeão, Schumacher escapa na curva 1 e abandona por causa de quê… deixa eu procurar aqui… cadê? … achei! Schumacher abandonou com problemas no câmbio.

E Nicolas Hulkenberg abandonou aparentemente por causa do toque com Webber na largada. Felipe Massa havia largado bem, mas sofreu com os pneus traseiros e teve de parar cedo. Todos vão parar, menos Sérgio Perez que insistia em ficar ali na frente perturbando os líderes. Vettel tenta se aproximar de Hamilton que sofria com problemas nos pneus da Pirelli.

No meio da corrida, Raikkonen e Kobayashi tentavam fazer a ultrapassagem sobre Massa. O brasileiro foi ultrapassado facilmente. Button continuava na liderança sozinho e já abria 10 segundos para Hamilton. Na volta 39, Vitaly Petrov cruzava a reta principal, quando um problema mecânico atinge o nosso herói e ele fica no meio da pista. Safety-car na pista.

Melhor para Vettel que não havia feito sua segunda parada e ficou em segundo. Para prevenir tartarugas no meio das lebres, os comissários deixam Heikki “Angry Birds” Kovalainen, Charles Pic e Timo Glock recuperar uma volta e voltar lá pra trás.

Bandeira verde. Button some na frente novamente, Hamilton tenta fazer a ultrapassagem sobre Vettel que se defende bem. Logo depois da bandeira verde, Heikki “Angry Birds” Kovalainen abandona por motivos que desconheço. Hamilton continuava tentando chegar em Vettel. Hamilton estava sendo seguido de perto por Mark Webber que até então, não havia aparecido na corrida.

Daniel Ricciardo pressiona Felipe Massa que estava tentando fazer uma corrida de recuperação. Bruno Senna seguia os dois de perto. Ricciardo tenta a ultrapassagem na curva 3. Os dois se tocam. Senna tenta a ultrapassagem. Bruno passa Ricciardo. Fica lado a lado com Felipe Massa. E se tocam na curva 4. Andam juntinhos e grudadinhos por alguns metros. Massa abandona e uma volta depois, Bruno Senna abandona.

Mas o que empolgava a corrida era a disputa Maldonado-Alonso pela quinta posição. Ironicamente, os companheiros dos dois eram brasileiros, e numa disputa de posições, eles abandonaram ao se tocarem.

Maldonado deixa para dar sua investida na última volta. Ousado, esse Maldonado. Maldonado sai de traseira na curva 8 e bate no muro de porteção. Dá um leve vôo, mas tudo fica bem. Maldonado sai do carro com cara de poucos amigos. Ele devia ter feito a ultrapassagem antes.

Sem saber do que acontecia atrás, Jenson Button cruza em primeiro seguido por Seb Vettel, Lewis Hamilton, Mark Webber e Fernando Alonso.

Mas o destaque do final da prova ficou pela apertada chegada envolvendo Kamui Kobayashi, Sergio Perez, Daniel Ricciardo, Paul di Resta e Jean-Éric Vergne. Kobayashi conseguiu duas ultrapassagens na última volta e fugiu da disputa no meio da última volta. Rosberg acaba perdendo a chance de pontos ao ter um dos pneus estourados ao passar pelos detritos do acidente de Maldonado.

Vegne acaba perdendo duas posições para Ricciardo e di Resta. Ricciardo que estava em décimo segundo conseguiu se aproximar do pelotão e passou Vergne e di Resta na última volta. E deu a sorte de Rosberg ter o pneu estourado e perder várias posições. Sergio Perez segurou bravamente Ricciardo na última reta, assim como di Resta segurou de forma heróica a última investida de Jean-Éric Vergne.

Raikkonen chegou em sétimo, mas foi atrapalhado por um retardatário e perdeu a sexta posição para Kobayashi na última volta. Das nanicas, apenas a Marussia terminou a corrida e ainda com seus dois pilotos inteiros. A Caterham abandonou com seus dois pilotos, ambos com problemas mecânicos. E a HRT sequer se classificou para a corrida. De La Rosa e Karthikeyan tomaram dois segundos de Charles Pic, o último a se classificar.

Destaque positivo da corrida: Pastor Maldonado, por ter levado sua Williams paupérrima para a Q3 da classificação. E ter brigado com os pilotos das equipes maiores o tempo todo. Brigou com Fernando Alonso pelo final da corrida todo, mas botou tudo a perder após um erro na curva 8 e abandonar na última volta.

Destaque negativo da corrida: Felipe Massa e Bruno Senna, o primeiro começou bem a corrida, fazendo uma boa largada. Mas depois, perdeu todas as disputas por posições em que participou. Depois abandonou, num toque com o segundo.. O segundo foi tocado logo na largada por Daniel Ricciardo. Teve de fazer parada na primeira volta, e se deu mal por causa disso. Tentou se recuperar, mas se tocou com Massa, foi parar na caixa de brita, foi para os boxes, e na volta seguinte foi direto para os boxes abandonar.

CLASSIFICAÇÃO FINAL DA CORRIDA:

Posição Piloto Pais Equipe Pontos
Jenson Button Inglaterra McLaren 25
Sebastian Vettel Alemanha Red Bull Racing 18
Lewis Hamilton Inglaterra McLaren 15
Mark Webber Austrália Red Bull Racing 12
Fernando Alonso Espanha Ferrari 10
Kamui Kobayashi Japão Sauber 8
Kimi Raikkonen Finlândia Lotus 6
Sergio Pérez México Sauber 4
Daniel Ricciardo Austrália Toro Rosso 2
10º Paul di Resta Escócia Force India 1
11º Jean-Éric Vergne França Toro Rosso 0
12º Nico Rosberg Alemanha Mercedes 0
13º Pastor Maldonado Venezuela Williams 0
14º Timo Glock Alemanha Marussia 0
15º Charles Pic França Marussia 0
16º Bruno Senna Brasil Williams 0
RET Felipe Massa Brasil Ferrari 0
RET Heikki Kovalainen Finlândia Caterham 0
RET Vitaly Petrov Rússia Caterham 0
RET Michael Schumacher Alemanha Mercedes 0
RET Romain Grosjean França Lotus 0
RET Nico Hulkenberg Alemanha Force India 0
DNQ Narain Karthikeyan Índia HRT None
DNQ Pedro de la Rosa Espanha HRT None

CLASSIFICAÇÃO DO CAMPEONATO:

PILOTOS:

País Piloto Pos. Pontos
Inglaterra Jenson Button 25
Alemanha Sebastian Vettel 18
Inglaterra Lewis Hamilton 15
Austrália Mark Webber 12
Espanha Fernando Alonso 10
Japão Kamui Kobayashi 8
Finlândia Kimi Raikkonen 6
México Sergio Pérez 4
Austrália Daniel Ricciardo 2
Escócia Paul di Resta 10º 1
Alemanha Nico Hulkenberg 11º 0
Brasil Bruno Senna 12º 0
França Romain Grosjean 13º 0
Brasil Felipe Massa 14º 0
Alemanha Michael Schumacher 15º 0
Rússia Vitaly Petrov 16º 0
França Charles Pic 17º 0
Finlândia Heikki Kovalainen 18º 0
França Jean-Éric Vergne 19º 0
Alemanha Timo Glock 20º 0
Alemanha Nico Rosberg 21º 0
Venezuela Pastor Maldonado 22º 0
Espanha Pedro de la Rosa 23º None
Índia Narain Karthikeyan 24º None

EQUIPES:

País Equipe Pos. Pontos
Inglaterra McLaren 40
Áustria Red Bull Racing 30
Suíça Sauber 12
Itália Ferrari 10
Inglaterra Lotus 6
Itália Toro Rosso 2
Índia Force India 1
Inglaterra Williams 0
Alemanha Mercedes 0
Rússia Marussia 10º 0
Malásia Caterham 11º 0
Espanha HRT 12º None

 

Jenson Button assumiu a ponta logo na largada

 

Bruno Senna foi tocado na largada por Daniel Ricciardo

 

Michael Schumacher foi para grama e teve de abandonar logo no começo. Bom para o Vettel

Toque de Massa e B.Senna na curva 4. Ambos abandonaram. Bom para Ricciardo

Onboard de Maldonado logo após o acidente na última volta. Bom para Alonso

 

Jenson Button comemorando sua primeira vitória em 2012, diante dos ornitorrincos ali atrás

Depois da corrida, ele beijou sua namorada, Jessica Michibata 

Para finalizar, assim como ontem, uma foto engraçada, torcedores vestidos de Lego dançando no gramado de Albert Park.

Tuíter

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