Beba Tinnea! a melhor água mineral desse lado do oceano!

E agora Sassetti? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, Sass… – Epa, epa, a festa não acabou não – diria ele. Não é que ele queria voltar para a F1 em 93! Depois de todo pastelão, o pior da história, diga-se de passagem, ele ainda queria voltar.

Andrea ficou entusiasmado porque Nick Wirth, dono da Simtek design company, empresa que projetou o carro, tinha um bólido animal (sei…) para 93, o S931. Mas como é sabido, Sassetti não entrou na conversa de Wirth, mas, Jean-Pierre Mosnier aceitou a idéia.

Monsnier estava criando a Bravo Grand Prix, time espanhol que iria disputar a temporada de 93. Os prováveis pilotos seriam Jordi Gene e Nicola Larini (Pedro de la Rosa e Ivan Arias também foram mencionados), mas o projeto foi a fundo quando o principal investidor do time morreu de forma repentina.

Davy correu em 93 patrocinado pela Andrea Moda.

É verdade que a Andrea Moda se desligou da F-1, mas ela não abandonou as corridas, eis que a empresa de Sassetti aparece na principal corrida americana, as 500 milhas de Indianápolis! Pilotando um carro negro com o número 50, Davy Jones competiu com o patrocínio da Andrea Moda em 1993.

Na prova vencida por Emerson Fittipaldi, Jones chegou a completar a corrida, mas chegou 3 voltas atrás, numa colocação para lá de razoável para um carro com o patrocínio da empresa de Sassetti. Jones, que corria pela Euromotorsports, cruzou em 15º. Na F1, esse resultado seria um sonho.

McCarthy em Mônaco. Só 3 voltas.

E Sassetti, por onde anda? A revista italiana Autosprint o encontrou e o entrevistou no início de 2007 . Ele disse que ainda guarda os dois chassis da Moda S921, e que pretende um dia colocá-los no Goodwood festival. Já imaginou, Moreno e McCarthy disputando uma corridinha com os Moda em Goodwood?

No Twitter, @Original_Stig

E os pilotos da Moda? Moreno, por ser brasileiro, aparece muito mais na mídia do que McCarthy. Roberto ainda correu pela Forti na F-1 (1995) e diversos anos na Cart, onde chegou até a vencer corridas.

McCarthy, que antes da Moda, já tinha feito testes com a Footwork, teve mais dois breves contatos com a categoria. Fez isolados testes pela Benetton e pela Williams. McCarthy era o foi o famoso ‘the stig’ no programa inglês da BBC ‘Top Gear’.

Também escreveu um famoso livro (Flat out, flat broke) onde conta todas as peripécias suas a bordo de carros de corrida (dizem que é imperdível, mas ainda não li). Fora isso, sua vida automotiva não teve nada de mais.

Sir Jack, David Brabham e Nick Wirth na apresentação do Simtek S941.

Wirth, consegue finalmente voltar para a F-1. Desta vez com uma equipe própria, a Simtek (Simulation Technology). A equipe estreou em 94 e teve fatos bem bizarros também, mas o que marcou a equipe foram dois terríveis acidentes: O de Roland Ratzenberger e o de Andrea Montermini.

Num carro que já vinha de inúmeros agouros em épocas passadas foi ainda mais ‘macumbado’ com a “ilustre” presença de Zé do caixão nos boxes da equipe no GP Brasil de 94. Brasileiros…

Zé do Caixão amaldiçoando Roland Ratzenberger.

Tenho 3 vídeos da Andrea Moda. Um da etapa de Spa, a outra é de Moreno se preparando para Mônaco e a última é de Moreno rodando em Hungaroring.

Moreno em Spa.

McCarthy e Moreno se preparando para Mônaco

Moreno rodando em Hungaroring

Termina aqui a novela da Andrea Moda pela passarela da Formula 1. Fiquem a vontade para indicar novas séries como esta. Ah, e apesar das duas primeiras terem sido com equipes, ela extensível para pilotos também. Dê sua sugestão usando a caixa de comentários abaixo. Feliz 20 anos de Andrea Moda.

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