A estréia da Rial no Brasil em 1988. Reparem que a parte de trás do ARC-01 está remendada com um fita adesiva azul

A pedido de Paulo Alexandre “Speeder_76” Teixeira. O novo alvo das zombarias da Novela das 7 é a Rial Racing.

Gunther Schmid já tinha carreira na F1 como dono de equipe da alemã . E não é que ele quis voltar para a F1. Depois da fracassada ATS, ele comprou a Rial que já existia desde 1970 como fabricante de aros de pneus. Com a já experiência como dono de equipe da ATS, ele só teria que habituar aos novos tempos.

Largada do GP Brasil de 1988, essa a F1 daqueles tempos. E De Crasheris está lá no final, em último

Mas faltava muita coisa para que o projeto da Rial fosse para as pistas. Com base na amizade, Schmid conseguiu Gustav Brunner como projetista do ARC-01. Brunner foi projetista da ATS nos tempos em que ela existia. Mas ainda faltava mais algumas coisinhas básicas para que uma equipe de F1 existisse.

Schmid ainda consegue alguns mecânicos ex-ATS e arranja um contrato para ter os motores Ford Cosworth nos carros azulados da Rial. Parecia que tudo estava pronto. Só faltava um mané com dinheiro o bastante para que a Rial corresse. Schmid resolveu contratar Andrea de Cesaris (ou De Crasheris para os íntimos) como o único piloto do ARC-01. Por três motivos: De Cesaris tinha o gordo e forte patrocínio da Marlboro, ele estava desempregado após ter sido chutado da Brabham após ter abandonado 14 de 16 GPs em 1987 e Andrea de Cesaris aceitava correr em qualquer lugar, e isso era bom.

Com muito dinheiro, piloto “experiente” , equipe experiente, projetista ex-Ferrari e carro a caminho, tudo rumava para que a Rial fosse uma das sensações para 1988. Rumava.

O Ferrari F1/87 projetado pelo Brunner para a Ferrari em 87. Parece um pouco com a Rial de 88

O ARC-01, projetado pelo Gustav Brunner era bem parecido com o Ferrari F1/87, carro também projetado pelo Gustav Brunner. Por esse motivo, o ARC-01 era apelidade de “Ferrari azul” . O ARC-01 apresentava uma dupla suspensão com inovadores amortecedores colocados horizontalmente contra o chassis.

A inovadora “Ferrari azul”

Depois de alguns testes, o Rial ARC-01 pilotado pelo De Cesaris se mostrou muito bom por conta do pequeno tanque de combustível implantado no ARC-01. E assim, a equipe foi para Jacarepaguá, onde seria realizada a primeira etapa da temporada de 1988 de F1.

No treino de classificação, De Cesaris não teve problemas para emplacar o décimo quarto tempo no grid. Parecia que o carro era bom mesmo. Tão bom quanto o March 881 projetado por um tal de Adrian Newey. Parecia que poderia haver uma grande batalha entre March e Rial no campeonato. Já que nos testes, parecia que a March e a Rial iriam ser as surpresas do campeonato. Mas tudo isso era apenas uma miragem. O pior estava por vir.

Andrea de Cesaris estava em sexto e marcando o primeiro ponto da Rial na primeira corrida da história da Rial. Ia ser um herói alemão para Gunther Schmid. Tudo parecia azul para a Rial. Quando a 7 voltas do final, o motor Ford morreu. Para desespero de Gunther Schmid e Andrea de Cesaris. E lá se foram os primeiros pontos da equipe em Jacarepaguá. E essa foi a participação da Rial em Jacarepaguá. Créditos finais. E fim do primeiro ato.

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