Volker Weidler no “novo” ARC-02

1988 era passado e 1989 apareceu. Andrea de Cesaris se mandou para a Dallara e a Rial resolveu colocar outro carro nas pistas. Isso mesmo. A Rial resolveu correr com dois carros. Algo perigoso naquela temporada. Como havia 39 carros no extendo grid de 89, os gênis da F1 criaram a pré-classificação para tirar os carros mais lentos da corrida. Ou seja, havia o perigo de um dos carros azulados da Rial não ir para a corrida no domingo.

O novo carro seria o Rial ARC-02. O carro não foi construído por Gustav Brunner, o cara que criou o ARC-01. O ARC-02 foi criado por Stefan Fober. O carro não passava de uma versão atualizada do ARC-01, com a aerodinâmica baseada no vitorioso McLaren de 1988. Mas havia uma notícia boa, eles haviam resolvido o negócio do pequeno tanque e aquilo não iria mais acontecer (eu acho). Faltava dois mortais para andar naquela bagaça.

Christian Danner pilotava o outro carro azulado

Como Gunther Schmid era um alemão dono de uma equipe alemã, nada faria mais sentido do que contratar dois pilotos alemães, pensou o azarado Gunther Schmid. E foi o que ele fez. Primeiro contratou o filho do famoso piloto de safety-car, Max Danner: Christian Danner. Danner estava sem emprego fazia 2 anos, quando a ZakSpeed o demitiu pela segunda vez seguida.

Faltava outro piloto alemon. Como vários pilotos alemães estavam com empregos garantidos naquela F1 de 39 carros, Schmid se viu em um beco sem saída. Tinha de escolher o alemão Volker Weidler ou um piloto de outro país. Escolher um piloto de outro país seria a escolha mais sensata a fazer naquela ocasião. Já que Weidler vinha de dois horríveis anos na F3000, onde seu melhor resultado doi um quarto posto no defasado circuito de rua de Birmingham.

Mas só o fato de Weidler ser alemão já bastava para Schmid que após algumas reuniões e cafezinhos, Gunther Schmid anunciou que o companheiro de Christian Danner seria Volker Weidler. Com pilotos, carros, motores e tudo mais, eles seguiram para Jacarepaguá no GP do Brasil de 1989. Onde haveria a estréia da temporada de 1989 e da pré-classificação.

Largada do GP Brasil de 1989. Largada para onde Volker Weidler não foi

Por algum motivo complicado demais para entender, Christian Danner se livrou da pré-classificação e Volker Weidler deu azar e teve de participar da maldosa pré-classificação. 13 mortais participariam da pré-classificação. Martin Brundle, Gregor Foitek, Bernd Schneider, Piercarlo Ghinzani, Pierre-Henri Raphanel, Aguri Suzuki, Bertrand Gachot, Stefano Modena, Nicola Larini, Alex Caffi, Volker Weidler, Joachim Winkelhock e Stefan Johansson. Apenas 5 desses caras iriam para a corrida. E Volker Weidler não foi um desses 5.

Volker Weidler marcou o oitavo tempo entre os treze. 1.31.964. Um tempo 4 segundos mais lento que o primeiro pré-classificado, Martin Brundle, e 1,5 mais lento que o último pré-classificado, Bernd Schneider. E esse só foi o primeiro fiasco de muitos que Weidler presenciou.

Como Christian Danner se livrou da pré-classificação, ele pode ir para o grid sem problema algum. Na classificação, ele foi o décimo sétimo. A corrida foi pior ainda. Terminou em décimo quarto, último, cinco voltas atrás, e uma volta atrás da Dallara do ex-piloto da Rial, Andrea de Cesaris. Ao menos, ele completaram a corrida. Coisa que não acontecia em 1988. Fim do quarto ato.

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