Ontem foi anunciado que a piloto de testes, Maria de Villota, ia fazer um teste em linha reta no Aeroporto de Duxford. Marcado para hoje de manhã. Mas no final da primeira volta. Quando De Villota (não é De Vitóla, como disse Luciano Burti) ia entrar numa espécie de box. Segundo testemunhas, o carro simplesmente acelerou e De Villota acabou batendo forte num caminhão que estava parado ali perto da pista.

Como não sou de ferro, não acordo cedo e sempre sou o último a saber das coisas. Só soube do acidente quase 6 (!) horas depois do ocorrido via Facebook. Era para eu ver mais cedo, mas estava com preguiça, dormindo acordado e com o cabelo bagunçado (sim, o meu cabelo quase passa do meu pescoço). Como um bom homem faria, eu simplesmente pensei: “Bem que eu postei no blog dizendo que ela era ruim” . E de fato, achava que ela era ruim (ela é), mas aprendi a ter uma simpatia com ela desde que a Susie Wolff também entrou na F1 via Williams. Algo que normalmente um machista iria pronunciar, devo dizer.

Logo descobri que foi por causa do péssimo MR-01. O que aconteceu com ela? Ela ficou 15 minutos dentro do cockpit imóvel enquanto o parco atendimento médico estava em algum lugar por aí. Chegaram a pensar que ela tivesse morrido por ter ficado tanto tempo imóvel. Depois dos 15 minutos, De Villota mexeu as mãos e eles perceberam que ela, de fato,, não havia morrido. Ainda bem.

E ela foi para o hospital. Foi constatado de que De Villota sofreu alguns arranhões na cabeça. Nada que um Band-Aid e uns dias de descansando não resolvam. Por incrível que pareça, o capacete pode ter salvado a vida dela. Já que ele sofreu mais danos que a própria De Villota. No hospital, o pai de Maria, Emilio, falou com a filha. Agora ela está em estado estável no hospital de AddenBrooke.

No Twitter, como seria de costume. Vários homens machistas falaram mal dela. Ignorantes devo dizer. O acidente foi de fato feio. Tanto que os personagens da F1 e do resto prestaram seu apoio pelo Twitter, Facebook, Blogger, WordPress, MSN, jornal municipal, carta a namorada ou conversa de bêbados.

De resto, torço para que ela se recupere, ganhe a super-licença, corra num GP de F1, seja a primeira mulher a vencer na F1 e seja a primeira mulher a ser campeã de F1. É sério. Forza De Villota!

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