Já existe tudo quanto é corrida nesse mundo. Corrida de burro, drift, lesmas e etc. Faltava só de carros elétricos. Carros elétricos já existem no mundo. Um deles já apareceu no filme dos Transformers. O Volt da Chevrolet. Carros elétricos são aqueles que não precisam de combustível e funcionam à pilha ou a bateria. Não tem escapamento e não fazem a barulheira de carros normais. Foram criados apenas para deixar o mundo mais verde, fazer com que o passarinho cante mais alegremente, diminuir o buraco da camada de ozônio, essas frescuradas todas.

Quando se menos esperava, o inocente pessoal da FIA anuncia que estava criada a Fórmula E (esse nome é uma droga). Uma categoria que contaria com carros elétricos para correrem em circuitos de rua nos lugares mais badalados do mundo como Rio de Janeiro, Miami, Mumbai, Hong Kong, Pequim, Sydney, Cidade do Cabo, Cidade do México, Moscow e Los Angeles. Uma verdadeira Fórmula Mundial. Convenhamos, esse nome seria melhor que F-E, e não combinava nada com a CART.

Eles esperam que a categoria conte com 10 equipes e 20 pilotos logo na temporada de estréia, 2014. O carrinho de autorama seria o Formulec EF01. Pode ir à razoáveis 240 km/h. O carro pode durar 20 minutos em uma corrida de uma hora. Ou seja, terá de fazer duas paradas nos boxes só para trocar de carro.

Há gente que acha que a Fórmula E conseguirá fazer sucesso. Acho pouco provável. Uma categoria com caros elétricos que não fazem a barulheira que é uma das coisas mais legais das corridas de fórmula, onde os pilotos terão trocar de carro a cada vinte minutos e só em circuitos de rua não pode dar tão certo assim. Seria como a World Series by Renault correndo nos circuitos de rua da Indy. Não tem como dar certo.

Talvez uma das coisas que estejam do lado da Fórmula E seja o fato das corridas serem realizadas em circuitos onde nenhuma outra categoria corra, o dinheiro que Ecclestone pode ganhar e o fato de poder reciclar pilotos que foram abandonados por Superleagues da vida como Yelmer Buurman ou até mesmo Lucas di Grassi que já andou no EF01.

Outra coisa que também poderá ajudar a Fórmula E é a publicidade que ela trará pelo fato de ser uma categoria que corresponda as regras básicas dos ecologistas e candidatos do Partido Verde. Mas é claro que carros correndo por aí em vielas pelas cidades de Mumbai e de Hong Kong não vai ajudar a nenhum urso polar a sobreviver nos pólos norte ou sul (eu sei lá). Essa categoria serve apenas para dar um perdido em pessoas como Lisa Simpson ou até mesmo um hippie.

Não se sabe nem se a Fórmula E existirá. Se tivermos outra crise econômica que provavelmente poderá existirá, algo como aconteceu com a Superleague Formula. As equipes não irão ter dinheiro o suficiente para participar da nova categoria, poucas irão participar e isso não poderá corresponder aos planos da FIA de ter 10 equipes e 20 pilotos logo na primeira temporada em 2014. Algo propenso ao desastre a ponto de ser como a GP3, tendo de ter 3 carros para as poucas equipes que correm na categoria de acesso à GP2 ou à World Series by Renault.

Se a categoria der certo ou não, nínguem sabe. Não confio nessa categoria. Dinheiro ela vai dar de sobra a Bernie Ecclestone e a Flavio Briatore. Sim, eu falei Flavio Briatore. Dizem as más línguas que Flavio Briatore foi um dos pivôs da criação da nova categoria de carros movidos à pilha.

Mas já digo oficialmente que não vou estar do lado dessa categoria. Já digo que ela vai durar mais do que 5 anos se depender de não acontecer alguma crise econômica mundial ou do desgosto popular.

 

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