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Estou terminando de falar dos carros de 2006,mas não esquentem.Ainda vou falar dos carros de 2007 na próxima.

Com as mudanças do regulamento para a temporada de 2006, a Renault mais uma vez conseguiu montar um carro vencedor, o R26. A primeira vista, quem compara os modelos de 2005 e 2006 da Renault, pode dizer que são pequenas as diferenças, mas a verdade, é que as mudanças foram boas o suficiente para garantir o segundo campeonato de Fernando Alonso.

Os motores deixavam de ser os potentes V10, para os V8. A Renault conseguiu utilizar esta modificação, para melhorar o desempenho do carro. Um exemplo, é que o V8 precisa de menos ventilação para se manter em uma temperatura boa, e sendo assim, as entradas de ar diminuíram, assim como os radiadores. A caixa de câmbio agora era feita de titânio, e tinha 7 velocidades. Porém algumas coisas foram mantidas, como a suspensão, que possuía um bom desempenho mecânico, tanto como aerodinâmico.

O R26 mostrou-se muito confiável durante toda a temporada, terminando todas as corridas com Alonso na temporada. Disputando com seu maior rival, a Ferrari 248 F1, o bólido sempre frequentava as primeiras posições, e sempre era cotado como o favorito para as corridas do campeonato. Ao final do ano, a Renault somava mais um título de Contrutores, e mais um Mundial de Pilotos, pelas mãos do espanhol Alonso.

Dados:

Equipe: Renault F1

Designers: Bob Bell
                Tim Densham
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Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono

Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, sistema pushrod ativado, independente (suspensões dianteira e traseira)

Motor: Renault RS26, 2.4 litros, montado longitudinalmente, aspirado naturalmente, 90° de inclinação. 95 kg de peso.

Transmissão: Caixa de marchas feita de titânio, montado logitudinalmente, 7 velocidades e uma marcha reversa. Sequencial, semi automática

Combustível: Elf

Pneus: Michelin
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Pilotos:
1 Fernando Alonso

2 Giancarlo Fisichella
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Pontos: 206

Corridas: 18

Vitórias: 8

Poles: 7

Voltas mais rápidas: 5

Posição no Mundial de Construtores: 1° lugar

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Após o decepcionante campeonato de 2005, tendo um carro fraco o suficiente para conseguir apenas uma vitória e tendo a Renault e a McLaren como meta, a Ferrari construiu o 248 F1 para retomar o lugar mais alto da F1. O nome 248, vem pela nova motorização, 24, da capacidade do motor, e 8, o número de cilindros. A FIA mudara o regulamento, e os motores agora eram os V8.

O 248 vinha recheado de mudanças para levar os italianos ao topo novamente, por exemplo, além do novo motor, o chassis era mais leve que o de seu antecessor, e o seu desenho fora modificado, com mudanças também nos defletores. O sistema de refrigeração fora revisado para atender as necessidades do novo motor V8. Outras mudanças significativas incluem o a entrada de ar para o motor, o tamanho do tanque de combustível, e os elementos das laterais do carro, assim como o desenho do escapamento. A mudança mais interessante foi a colocação dos vidros retrovisores nas laterais do carro, servindo mais de elemento aerodinâmico do que para a visão dos pilotos.

A caixa de marchas de sete velocidades mostrava uma evolução da caixa feita de carbono introduzida no F2005, e também montada logitudinalmente. Já suspensão traseira foi desenhada para aumentar o coeficiente aerodinâmico na traseira do carro, e também melhorar a parte mecânica, como os pneus da marca Bridgestone.

 Com todas as mudanças, a Ferrari conseguiu voltar ao topo com boas vitórias, ainda que não conseguisse superar seu maior rival, o Renault R26, que foi o carro mais rápido durante a primeira metade da temporada. Com outras mudanças aerodinâmicas ao longo da temporada, a 248 melhorou seu desempenho, assim como mudanças no motor, que no começo da temporada gerava algo em torno dos 730 hp, e com mudanças chegava aos 780 hp de potência ao final da temporada.

A Ferrari não conquistou o título de Construtores nem o Mundial de Pilotos, mas melhorara muito seu desempenho em relação ao sombrio ano de 2005. Era também um carro muito importante para a Ferrari, pois marcava a aposentadoria de Michael Schumacher das pistas, e da equipe do carro vermelho, na qual conquistara nada mais que 5 títulos.

Dados:

Equipe: Scuderia Ferrari

Designers: Aldo Costa
                Rory Byrne
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Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono

Suspensão: Suspensão independente, feita de fibra de carbono e alumínio, sistema push rod ativado com molas de torsão (suspensões dianteira e traseira).

Motor: Ferrari 056, 2.4 litros, V8, 90° de inclinação, 32V, montado logitudinalmente, 95 kg,

Transmissão: Ferrari, feita de titânio, montada logitudinalmente, 7 velocidades e uma marcha reversa (marcha ré), semi automática, sequencial.

Combustível: Shell

Pneus: Bridgestone
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Pilotos:
5 Michael Schumacher

6 Felipe Massa
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Pontos: 201

Corridas: 18

Vitórias: 9

Poles: 7

Voltas mais rápidas: 9

Posição no Mundial de Construtores: 2° lugar

O MP4-21 com certeza não trouxe tantas felicidades a equipe de Woking como seu antecessor, o MP4-20. Após um forte ano em 2005, conseguindo várias vitórias, o ano de 2006 foi realmente um fracasso para a equipe McLaren. Para a temporada de 2006, os motores deixavam de ser os V10, para os novos V8, e isto influenciou no desenvolvimento dos novos carros.

A começar pela entrada de ar para refrigerar o motor, estas que foram reduzidas, já que os V8 eram mais fracos e esquentavam menos que os V10. O MP4-21 parecia a primeira vista muito parecido com seu antecessor, mas na verdade contava com diversas mudanças na estrutura do carro, na geometria e na aerodinâmica, consequência de 16 meses de desenvolvimento. As mudanças mais visíveis, eram a asa dianteira, com desenho mais arredondado, e o bico do bólido, agora mais fino e mais perto da asa. A traseira do carro também mudara em aspectos aerodinâmicos, assim como as laterais, e a asa traseira.

Porém com todas as mudanças, o carro não impressionou tanto nos testes, e o desempenho abaixo da média foi comprovado nas corridas, pois o MP4-21 era somente o terceiro carro mais rápido, atrás das rivais Renault e Ferrari. Com novos updates ao longo da temporada, o carro melhorou um pouco, mas não o suficiente para conseguir sequer uma vitória, um resultado realmente decepcionante para uma equipe como a McLaren, sendo o melhor resultado, os segundos lugares conquistados pelos pilotos Kimi Raikkonen, Juan Pablo Montoya, e Pedro de la Rosa.

O carro marcava a saída de Raikkonen do time inglês, após 5 temporadas contando com 2006, e de Juan Montoya, que após os pífios resultados, e o fraco desempenho do bólido, resolvera abandonar a F1, e migrar para os EUA, para assim correr na NASCAR. De la Rosa fora promovido no lugar do colombiano, e conseguiu bons resultados. O carro contava também com uma pintura nova, onde o prata era o destaque, substituindo o layout preto e branco usado por tantos anos na McLaren. Ao fim da temporada, a McLaren mesmo com todas as mudanças amargou um terceiro lugar no Mundial de Construtores, provando que nem sempre todas as mudanças podem de fato funcionar.

Dados:
Equipe: McLaren

Designers: Adrian Newey (projetista)
                Tim Goss (chefe dos engenheiros)
                 Peter Prodomou (chefe de aerodinâmica)

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Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono e alumínio

Suspensão: Suspensão independente, sistema pushrod ativado, feita de alumínio e fibra de carbono, barra de torção (suspensões dianteira e traseira)

Motor: Mercedes-Benz FO108S, 2.4 litros, V8, montado longitudinalmente, aspirado naturalmente, 4 válvulas por cilindro, 90° de inclinação, 18.500 RPM de máxima

Transmissão: McLaren, 7 velocidades e uma marcha reversa (marcha ré), sequencial, semi automática, feita de fibra de carbono

Combustível: Mobil 1

Pneus: Michelin, com rodas Enkei

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Pilotos:
3 Kimi Raikkonen

4 Juan Pablo Montoya

4 Pedro de la Rosa (substituindo Montoya após o GP dos EUA)

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Pontos: 110

Corridas: 18

Vitórias: 0

Poles: 3

Voltas mais rápidas: 3

Posição no Mundial de Construtores: 3° lugar

Após a compra da equipe britânica BAR, a qual era fornecedora de motores, a Honda ingressou como mais uma equipe para a temporada de 2006, mais uma grande montadora que assumia o papel de equipe nas corridas. Desde 1964 a Honda não participava das corridas como equipe. O carro tinha a missão de substituir a decadente BAR, que na temporada anterior só marcara o 6° lugar na posição de construtores.

As maiores mudanças, assim como na maioria dos carros, estavam na traseira do carro, devido aos novos motores V8, e suas necessidades, e uma das grandes mudanças eram os escapamentos, estes colocados mais ao centro do carro. Com bons testes na pré-temporada, a Honda prometia com seu novo bólido, e muitos cotavam o RA106 como surpresa. O carro ao longo da temporada, se mostrou rápido em qualificações, mais um tanto lento nas corridas.

Entretanto as coisas começaram a melhorar no GP da Alemanha, e culminando na primeira vitória de Button na F1, no dramático GP da Hungria, com muita chuva e confusão, o que não tira de fato os méritos de Button. O RA106 se mostrou um bom carro, estando constante com os dois pilotos nos pontos, mostrando a força do time da Honda, que terminou a temporada em plena ascensão, marcando mais pontos.

Os diversos updates aplicados no modelo funcionaram bem, e aliado a um bom projeto, como no caso, a Honda em sua volta a F1 como equipe, marcou generosos 86 pontos, conseguindo chegar em 4° lugar no Mundial de Construtores, e ficando de certa forma, como uma das surpresas da temporada.

Dados:

Equipe: Honda Racing F1 Team

Designers: Geoff Willis
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Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono

Suspensão: Independente, sistema pushrod ativado, molas de torção, feita de alumínio, fibra de carbono, e outros componentes (suspensões dianteira e traseira)

Motor: Honda RA806E, V8, 90° de inclinação, 2.4 litros, aspirado naturalmente, montado longitudinalmente, 4 válvulas por cilindro, máxima de 18.500 RPM

Transmissão: Honda, sete velocidades e uma marcha reversa (marcha ré), feita de fibra de carbono, sequencial, semi automática

Combustível: Eneos

Pneus: Michelin, com rodas BBS, forjadas em magnésio
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Pilotos:
11 Rubens Barrichello

12 Jenson Button
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Pontos: 86

Corridas: 18

Vitórias: 1

Pole Positions: 1

Voltas mais rápidas: 0

Colocação no Mundial de Construtores: 4° lugar

Continuando com a série sobre os carros da temporada 2006 de Fórmula 1,agora com o BMW Sauber F1.06.

A BMW deixava de ser apenas fornecedora de motores para ter sua equipe oficial no ano de 2006, comprando a tradicional equipe suíça Sauber. O carro não foi construído inteiramente pelos alemães, uma vez que a Sauber já vinha desenvolvendo o bólido desde o ano anterior. A equipe construiu seu novo carro em torno das novas regras de motores para aquela temporada, e daí é vieram as mudanças no carro.

O F1.06 era consideravelmente diferente do seu antecessor. As mudanças mais visíveis, eram o bico do carro, mais curvado e perto do chão, e a nova asa dianteira, com um desenho não completamente novo, mas seguindo um padrão bem aceito nas temporadas anteriores. Como na maioria dos carros, por causa dos novos motores V8, as entradas de ar diminuíram, e isso beneficiava a aerodinâmica do modelo no geral. A parte traseira do carro também sofrera algumas mudanças, assim como as laterais, mais uma vez, como causa da troca dos motores. Outro aparato aerodinâmico que chamava atenção era o par de chifres como mostrado ao acima, introduzido originalmente pela McLaren na temporada de 2005, e também utilizada pela BMW em seu bólido.

As suspensões dianteira e traseira também mudaram bastante, e as mudanças eram basicamente para melhorar o fluxo aerodinâmico na dianteira, e para garantir também o melhor desempenho possível com os pneus Michelin na traseira.

Outro destaque do F1.06 era seu novo motor BMW. O V8 começara a ser desenvolvido em novembro de 2004, para que ele estivesse pronto a tempo para ser testado e melhorado antes da temporada de 2006 se iniciar.O motor obteve um bom desempenho, mas como todos os novos V8, atingia um alto nível de vibração em altas rotações.

O F1.06 surpreendeu a muitos, mostrando ter um bom desempenho, superior ao seu antecessor, e assim conseguindo marcar pontos com alguma frequência, e tendo seu ápice no final da temporada, quando os melhores resultados apareceram, com os terceiros lugares de Heidfeld e Kubica. Brigava constantemente no chamado Top 10, e ao final das contas, somou bons 36 pontos a nova equipe, ou seja, nada mal para uma nova equipe, sendo que eles também terminaram na 5° posição nos Construtores em seu primeiro ano. Foi um carro também de fato importante, pois foi o primeiro F1 que o polonês Robert Kubica guiou, chamando atenção pelos seus resultados bastante satisfatórios.

Dados:

Equipe: BMW Sauber F1

Designers: Willy Rampf
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Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono e alumínio

Suspensão: Feita de fibra de carbono, alumínio e outros componentes, independente, molas de torção, sistema pushrod ativado (suspensões dianteira e traseira)

Motor: BMW P86, V8, 2.4 litros, aspirado naturalmente, montado longitudinalmente, 90° de inclinação, 95 kg de peso

Transmissão: BMW Sauber, 7 velocidades e uma marcha reversa (marcha ré), montado longitudinalmente, feita de fibra de carbono

Peso: 600 kg incluindo piloto e fluídos

Combustível: Petronas, e lubrificantes Petronas Syntium

Pneus: Michelin, com rodas OZ

Comprimento: 4610 mm

Altura: 1000 mm

Largura: 1800 mm
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Pilotos:
16 Nick Heidfeld

17 Jacques Villeneuve

17 Robert Kubica (substituindo Villeneuve a partir do GP da Hungria)
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Pontos: 36

Corridas: 18

Vitórias: 0

Poles: 0

Voltas mais rápidas: 0

Posição no Mundial de Construtores: 5° lugar

O bólido da temporada de 2006 da Toyota não alcançou todo o sucesso esperado pelo time nipônico. Isto porque no ano anterior, na temporada de 2005, o time fizera uma de suas melhores campanhas,e a expectativa para 2006 era grande. Porém tal desempenho não se repetiu, e a Toyota realmente era vista como uma decepção.

O TF106, foi construído inteiramente em cima do novo regulamento, que previa a mudança dos motores, e isto de fato afetava todo o design e construção do bólido. Dentre as mudanças, a frente do carro continuou parecida com a de seu antecessor, enquanto a traseira, como na maioria dos carros, passou por severas mudanças. Outros destaques aerodinâmicos eram as entradas de ar, visivelmente menores em relação ao passado, mais uma vez por causa dos novos motores V8, que necessitavam de menos refrigeração, e assim sendo, os radiadores também eram menores.

Com o novo motor sendo 10 centímetros mais curto que o V10, a Toyota chegou a decisão de não modificar a estrutura na qual ele ficava, assim como o tanque de combustível. O novo motor mostrava um nível maior de vibração, e a maior diferença em relação aos V10, além da potência, era a curva de torque gerada pelo propulsor. Já na caixa de marchas era basicamente a mesma do ano anterior, porém com melhorias o time conseguiu diminuir o peso geral do componente. O monocoque fora aumentado, e os canos de descarga forma modificados também.

Vale lembrar que a Toyota acabara um longo acordo com a francesa Michelin,e agora corria com os pneus da Bridgstone, e isto de fato muda todo o comportamento do carro, e a forma como se ajusta o setup, uma vez que a Toyota estava “acostumada” com as configurações e reações dos pneus Michelin. Os nipônicos tiveram de aprender a lidar com os novos pneus, e como isso influencia o desempenho geral do carro. Porém  o time contou com diversos dados fornecidos pela Bridgestone, e conseguiram fazer um bom trabalho em termos de pneus.

TF106B

Após as seis primeiras corridas do campeonato, e sem conseguir resultados expressivos com o novo TF106, a Toyota preparou updates para o modelo, com a intenção de recuperar pontos, e sua reputação. As mudanças incluíam o tanque de combustível, e um novo pacote aerodinâmico, além de uma suspensão dianteira revisada, mas o TF106B continha diversas características de seu antecessor. A nova suspensão dianteira possuía uma nova geometria, e um ângulo diferente do sistema push rod, o que na teoria melhorava o desempenho do modelo.

Entretanto, a Toyota encontrou o caminho dos pontos novamente, ainda que com um carro bem mais fraco em desempenho que seu antecessor. O TF106 estava frequentemente nos pontos, mas a equipe não conseguiu uma grande regularidade com o modelo. O carro batalhava constantemente com o BMW Sauber e outros carros das chamadas “equipes medianas”, e terminou a temporada como um fracasso se comparado ao ano de 2005, com magros 35, conseguindo somente a 6° posição nos Construtores.

 

Dados:

Equipe: Toyota

Designers: Mike Gascoyne
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Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono

Suspensão: Independente, sistemas push rod e trackrod, barra de torção, amortecedores, feita de fibra de carbono e outros componentes (suspensões dianteira e traseira)

Motor: Toyota RVX-06, V8, 2.4 litros, montado longitudinalmente, aspirado naturalmente, 90° de inclinação, aproximadamente 740 hp, e com 19.000 RPM de máxima aproximadamente

Transmissão: Toyota/Xtrac de 7 velocidades e uma marcha reversa (marcha ré), sequencial, semi automática

Combustível: Esso, lubrificantes Esso

Pneus: Bridgestone, com rodas BBS forjadas em magnésio

Distância entre-eixos: 3.090 mm

Comprimento total: 4.530 mm

Altura total: 950 mm

Largura total: 1.800 mm

Peso total: 600 kg, incluindo piloto e fluídos
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Pilotos:
7 Ralf Schumacher

8 Jarno Trulli
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Pontos: 36

Corridas: 18

Vitórias: 0

Poles: 0

Voltas mais rápidas: 0

Posição no Mundial de Construtores: 6° lugar

Um post rapidinho,estava sem internet.Não sei se amanhã vai ter post.E se tiver,vai ser um Altos e Baixos.

O segundo carro da Red Bull na F1 não foi tão bem sucedido como seu antecessor. A equipe novata embarcava em seu segundo ano na F1, e prometia com os resultados de seu primeiro ano de competição.
O RB2 era uma visível evolução de seu antecessor, e isto é provado pelas linhas do modelo. É bem possível ver as mudanças neste carro, como as asas, e principalmente as entradas de ar, e a parte traseira, como as áreas que sofreram mais mudanças, consequências dos novos motores e do avanço da aerodinâmica.

A Red Bull também introduziu uma nova suspensão em seu  novo carro, inspirada na suspensão do carro vencedor do ano anterior, o Renault R25. Porém a temporada começou um tanto difícil para o time dos energéticos, com problemas de superaquecimento, o que não é nada bom quando se estreia um novo carro. Estes problemas por exemplo, acabaram por dificultar o desenvolvimento do carro em relação com outras equipes.

Felizmente, os problemas foram logo sanados, e o RB2 conseguiu correr as primeiras corridas. Este segundo ano de F1 era muito importante para a Red Bull, pois serveria como consolidação do time na categoria. A equipe trocou os motores Cosworth pelos Ferrari, e esperava assim conseguir um desempenho melhor em termos de potência.

Ao longo da temporada, o projeto do RB2 não vingou como esperado, e o desempenho estava abaixo do ano anterior. O carro conseguiu também o primeiro pódio da Red Bull na F1, pelas mãos do experiente Coulthard, nas ruas de Mônaco. E com o desempenho abaixo da média, e também com a grande concorrência das outras equipes rivais, a Red Bull acabou por abandonar o projeto RB2 para se focar na próxima temporada.

O carro firmou a Red Bull como uma equipe média, e batalhava para estar entre os dez primeiros, as vezes beliscando alguns pontos. Vale ressaltar que a equipe contratara o renomado Adrian Newey, o que contribuiu o desenvolvimento do carro, ainda que ele não tenha participado completamente do projeto do RB2. A equipe marcou razoáveis 16 pontos em sua segunda temporada, e terminou na mesma posição do ano anterior, no 7° lugar.

Dados:

Equipe: Red Bull Racing

Designers: Adrian Newey
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Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono

Suspensão: Independente, feita de fibra de carbono e outros componentes, molas de torção, barra estabilizadora, sistema push rod

Motor: Ferrari 056, V8 com 32 válvulas,2.4 litros, 90° de inclinação, montado longitudinalmente, aspirado naturalmente, peso de 95 kg, bloco do motor feito de alumínio

Transmissão: Red Bull, 7 velocidades, e uma marcha reversa (marcha ré), montada longitudinalmente, sequencial, semi automática

Combustível: Shell

Pneus: Michelin, com rodas AVUS Racing
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Pilotos:
14 David Coulthard

15 Christian Klien

15 Robert Doornbos (substituindo Klien após o GP da Itália)
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Pontos: 16

Corridas: 18

Vitórias: 0

Pole Positions: 0

Voltas mais rápidas: 0

Posição no Mundial de Construtores: 7° lugar

 

Seguindo com os carros da temporada 2006 de Fórmula 1,agora com o Williams FW28

As novas regras para a temporada de 2006 não favoreceram a Williams, que teve uma temporada muito ruim, a qual não se via há muito tempo. O novo carro, o FW28, vinha recheado de mudanças, entre elas, o novo motor Cosworth V8, e mudanças dos pneus para os japoneses da Bridgestone.

O novo carro teve de ser projetado em torno dessas mudanças e novas regras, para que assim o time conseguisse os melhores resultados possíveis. As mudanças em termos de design foram várias, uma vez que os departamentos de aerodinâmica das equipes tiveram de trabalhar bastante, para compensar a troca dos motores. As mudanças na traseira foram as maiores, como exemplo a nova asa traseira, que buscava conciliar um bom desempenho aerodinâmico, assim como um bom desempenho em altas velocidades.

As laterais do modelo adotaram um conceito mais alto, buscando melhorar, e direcionar o fluxo de ar para a traseira do carro. Já na frente do modelo, a Williams adotou o estilo de suspensão zero-keel, e esta mudança era fundamental, pois esta solução proporcionava a melhor opção em termos aerodinâmicos também. A asa dianteira também mudara, com um desenho agora mais suave, e arredondado

E se as novas regras já mudaram bastante a filosofia aerodinâmica do bólido, o setor de mecânica teve de trabalhar duro igualmente, em grande parte pelos novos pneus Bridgestone e os novos motores V8. Os novos pneus demandaram uma completa revisão da distribuição de peso do carro, assim como a geometria das suspensões, para que assim houvesse uma certa harmonia entre o design e os novos pneus.

Já o novo motor CA2006, foi testado primeiramente na Williams em novembro de 2005, para que os técnicos do time obtivessem dados fundamentais para o desenvolvimento do carro. Os Cosworth se mostraram confiáveis, porém nem sempre potentes, o que prejudicava um tanto o time de Frank Williams.

Entretanto, as mudanças do novo FW28 não surtiram em bons resultados, e se a temporada de 2005 fora amarga, a de 2006 seria pior ainda. O bólido apresentava um problema na dirigibilidade que afetava o desempenho na entrada das curvas, e isto atrapalhou um bocado o time, além de problemas com relação a confiança do carro uma verdadeira decepção para uma equipe tradicional nas corridas, e que sempre primou pela excelência na engenharia.

A temporada começou um tanto promissora para o time, com Webber e Rosberg terminando nos pontos, além da volta mais rápida estabelecida pelo estreante Rosberg. Porém, após este bom início, a equipe só afundou, não conseguindo estabelecer um bom ritmo, e terminando a temporada de 2006 com magérrimos 11 pontos, e com a 8° posição nos Construtores.

Dados:

Equipe: Williams F1

Designers: Sam Michael (Diretor técnico)

                 Jörg Zander (Chefe de design)

                 Loic Bigois (Chefe de aerodinâmica)

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Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono

Suspensão: Independente, feita de fibra de carbono e outros materiais, sistema push rod com molas de torção (suspensões dianteira e traseira)

Motor: Cosworth CA2006, V8, 90° de inclinação, montado longitudinalmente, aspirado naturalmente,2.4 litros, 95 kg de peso, 4 válvulas por cilindro, bloco do motor feito de alumínio

Transmissão: Williams/Xtrac, 7 velocidades e uma marcha reversa (marcha ré), sequencial, semi automática

Combustível: Petrobras

Pneus: Bridgstone, com rodas OZ
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Pilotos:
9 Mark Webber

10 Nico Rosberg

Pilotos de teste:

Alexander Wurz

Narain Karthikeyan
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Pontos: 11

Corridas: 18

Vitórias: 0

Poles: 0

Voltas mais rápidas: 1

Posição no Mundial de Construtores: 8° lugar

WILLIAMS FW28 ONBOARD

Só achei esse vídeo de um jogo de videogame 🙂

Poxa,to muito sem tempo ultimamente.Mas consegui fazer um post.

Após iniciar como equipe e não mais como somente patrocinadora na F1 em 2005, a Red Bull, que fez um bom campeonato inicial, decidiu que para 2006 iria ter uma nova equipe. A tradicional Minardi, que já não andava bem financeiramente há muito tempo, fora vendida para a Red Bull, e a fabricante de energéticos fez deste seu novo e pequeno time, um time B, para revelar novos talentos na F1.

A nova equipe sediada em Faenza, antiga sede da Minardi, levava o nome da empresa em italiano, mas o que chamou a atenção de muitos, além da proposta de time B, foi que a Toro Rosso iria correr com o mesmo carro usado por sua equipe “mãe” no ano anterior. Surgia ali o Toro Rosso STR1, que na verdade era o mesmo RB1 da temporada de 2005.

Bom, quando citei o mesmo carro, era realmente o mesmo carro, pois até os motores foram os mesmos. A FIA mudara as regras para motores em 2006, e todos passaram a correr com os V8 de 2.4 litros, mas a Toro Rosso iria correr com um motor V10 3.0, porém com limtações impostas para que o desempenho fosse igualado as outras equipes.

O carro se mostrou defasado com as evoluções das outras equipes, e a Toro Rosso frequentava os últimos lugares junto as outras equipes pequenas. A respeito da aerodinâmica, os sinais de defasagem eram grandes, apesar do RB1 ter sido um bom projeto no ano anterior. A asa dianteira por exemplo, apresentava apenas duas lâminas, a asa traseira tinha um desenho um tanto simples, assim como as laterais e entradas de ar, além da parte traseira do carro, que na maioria dos outros modelos fora a parte onde ocorreram as maiores mudanças.

Mas o STR1 não era de todo ruim, tanto que geralmente era o melhor carro entre as equipes da sua faixa de desempenho, a Super Aguri e a Midland. O bólido contou ainda com alguns updates para uma melhora de desempenho ao longo da temporada, como uma asa traseira específica para as altas velocidades de Monza.

O auge do primeiro ano do time com o STR1 foi no GP de Indianápolis, nos EUA, uma pista de altíssima velocidade nas retas, onde o STR1 alcançou seu primeiro e único ponto nas mãos de Vitantonio Liuzzi. Do mais, o carro costumava estar entre as posições intermediárias, mal chegando ao top 10. Os dois pilotos, Scott Speed e Vitantonio Liuzzi, eram praticamente estreantes na F1, e por muitas vezes estiveram envolvidos em acidentes pela sua falta de experiência. E por fim, ao longo da primeira temporada do novo time, com um carro antigo e defasado, a Toro Rosso terminou na 9° posição nos Construtores, com apenas 1 ponto.

Dados:

Equipe: Scuderia Toro Rosso

Designers: Mark Smith (Red Bull RB1)
                Gabriele Tredozi
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Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono

Suspensão: Independente, feita de fibra de carbono e outros materiais, operada por sistema push rod, molas de torção e barra anti rolagem (suspensões dianteira e traseira)

Motor: Cosworth Racing TJ 2005, V10, 3.0 litros, 90° de inclinação, aspirado naturalmente, montado longitudinalmente, bloco e cabeçote em alumínio fundido, pistões de liga de alumínio, virabrequim, limitado a 17.700/ 18.00 RPM

Transmissão: Red Bull, sete velocidades e uma marcha reversa (marcha ré), montada longitudinalmente, sequencial, semi automatica             

Peso: 600 kg, incluindo piloto e fluídos

Combustível: Castrol

Pneus: Michelin, com rodas OZ Racing
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Pilotos:
20 Vitantonio Liuzzi

21 Scott Speed
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Pontos: 1

Corridas: 18

Vitórias: 0

Poles: 0

Voltas mais rápidas: 0

Posição no Mundial de Construtores: 9° lugar

Continuando com os carros da temporada de 2006,vamos agora com o Midland/Spyker M16.

Após a venda da tradicional equipe Jordan, em meados de 2005, um grupo chamado Midland agora comandava a equipe sob o novo nome de MF1 Racing. Para 2006, muitas coisas mudaram além dos novos donos do time, como exemplo as novas regras para motores, e tudo isto acaba por influenciar toda a concepção dos novos bólidos.

O M16, era o carro do time para a temporada, e muitos suspeitaram ser apenas uma mera evolução de seu antecessor, o Jordan EJ15B. Porém James Key, o diretor técnico do time, afirmava que o projeto era inteiramente novo. As novas regras acabaram por influenciar a construção dos novos carros, e com o M16 não foi diferente, por exemplo, neste modelo, podiam ser encontradas uma nova caixa de marchas, e uma suspensão traseira modificada.

A aerodinâmica também mudara em consequência das novas regras, e isto podia ser notado pela ênfase em downforce que a parte traseira do carro mostrava, além da tentativa das equipes em recuperar a velocidade que fora perdida em linha reta com os novos motores V8. O nariz do carro, o bico, fora a área onde era mais possível ver mudanças em termos de design no carro, o que mostra que o M16 foi realmente construído com a base de seu antecessor, apesar de ser na teoria um carro novo, e com certas mudanças. Um certo cuidado também fora depositado na questão da refrigeração do bólido, mais uma vez, por conta dos novos V8.

O novo carro também ganhou alguns updates ao longo da temporada, para assim melhorar e desenvolver mais o desempenho do M16, e um exemplo disto foi uma nova asa dianteira, que apresentava um design mais agressivo, e um tanto similar com a asa da BMW. As laterais também sofreram mudanças, pois a nova asa não possuía o mesmo apêndice aerodinâmico como na versão antiga.

Entretanto o carro, mesmo com estas mudanças e avanços não conseguiu ir muito além do que seu antecessor conseguiu. O M16 frequentava as últimas posições, e em termos de desempenho era fraco, somente capaz de superar a Super Aguri, e de talvez brigar com o Toro Rosso. E com este desempenho fraco, o time foi vendido e passou para outros donos ainda antes do final da temporada.

A MF1 agora era chamada de Spyker, ainda que tudo continuasse a mesma coisa, incluindo o desempenho, a pintura fora modificada. E assim terminava a jornada do M16 na F1, com um desempenho fraco e garantindo o status de equipe pequena para sua equipe, que agora estava focada na próxima temporada, e no desenvolvimento de um novo carro.

Dados:

Equipe: MF1 Racing

Designers: James Key
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Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono

Suspensão: Independente, operada por sistema push rod, molas de torção e amortecedores, barra estabilizadora, barra de torção(suspensões dianteira e traseira)

Motor: Toyota RVX-06, V8, 2.4 litros, 90° de inclinação, 95 kg de peso, aspirado naturalmente, montado longitudinalmente

Transmissão: Midland, 7 velocidades e uma marcha reversa, montado longitudinalmente, semi automática, sequencial

Combustível: Esso

Pneus: Bridgestone, com rodas BBS

Comrpimento total: 4610 mm

Altura total: 1000 mm

Largura total: 1800 mm

Distância entre eixos: 3000 mm
——————————-
Pilotos:
18 Tiago Monteiro

19 Christijan Albers
———————
Pontos: 0

Corridas: 18

Vitórias: 0

Poles: 0

Voltas mais rápidas: 0

Classificação no Mundial de Construtores: 10° lugar

MIDLAND M16 ONBOARD

SPYKER M16 ONBOARD

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