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Ele fazia a mesma coisa quase todo domingo. Ele havia nascido para fazer aquilo. Desde criança, ele amava corridas. Amava a velocidade. Vendo isso, seu pai, que era dono de fábrica de peças de automóveis, fez um kart com um motor de cortador de grama de número “007” . À época, ele tinha apenas 6 anos.

Ele amou aquele “brinquedo” que seu pai havia lhe dado. Quando andou com aquele “brinquedo”, ficou fascinado quase que instantâneamente. Durante anos, ele levava seu “brinquedo” para a garagem de sua casa, onde vivia o desmontando e montando em busca da perfeição. Ele consertava alguma coisa no freio para fazer a curva de maneira melhor. Ele vivia fazendo coisas naquele “brinquedo” para torná-lo melhor e mais rápido.

Ironicamente, em sua primeira corrida de kart, ele conseguiu a pole-position. De forma aleatória que era decidida o grid de largada da corrida, ele tirou justamente o número 1, o da pole-position. Na corrida, ele venceu sem problemas. Anos mais tarde, foi pole-position e venceu várias e dezenas de vezes sem problema algum. Foi ali que surgia um grande trabalhador e ídolo.

A primeira vez que ele correu na chuva, ainda estava no kart. Já era um adolescente. Quando correu pela primeira na chuva, rodou várias vezes. Terminou nas últimas colocações da corrida.

Decidido a nunca mais passar por tal humilhação, ele passou a treinar várias vezes na chuva. Quando chovia, ele pegava o capacete e ia pra pista molhada  de Interlagos em busca de aprender a dominar aquele fenômeno da natureza. Foi assim durante meses e meses e sempre retornava para casa completamente encharcado. Anos mais tarde, venceu várias corridas na chuva. Foi ali que surgiu o apelido “o rei da chuva” para ele.

Com seus pais permitindo, ele viajou para a Europa para correr na Fórmula Ford 1600. Afinal, era apenas um hobby, não um trabalho ou profissão. Na Inglaterra, ganhou 12 campeonatos e foi saudado como um prodígio pelos ingleses. Mesmo assim, seu pai pediu para ele pensar seriamente sobre o seu futuro, afinal, as corridas eram apenas um hobby.

Ele foi matriculado num curso universitário de Administração de Empresas de São Paulo. Ao perceber que ele não era feliz ali, seu pai autorizou que ele volta-se a Inglaterra para ser um campeão. Na F-2000, conseguiu vencer corridas, voltas mais rápidas, poles-position logo nas primeiras seis corridas do campeonato. Ele ganhou 20 das 28 corridas da temporada. Feito ainda inigualável nos tempos de hoje da F-2000. O seu desempenho em Silverstone era tão excepcional que a pista chegava a se chamada de “Silvastone” por tantas vitórias e poles-position na pista.

Na F-3000, venceu 12 de 20 corridas na temporada. Ele venceu na chuva, sem freios literalmente, faturou várias poles-position e voltas mais rápidas. Harry, como era chamado pela imprensa britânica, pois seu nome verdadeiro era impronunciável para os ingleses, era imparável nas pistas. Anos mais tarde, faturou várias vitórias, títulos, voltas mais rápidas, poles-position e vários outros marcos na carreira. Foi ali que surgia um grande campeão.

Ele era um grande trabalhador. Um trabalhador que conseguiu animar o Brasil nos domingos mesmo quando o país parecia voltar para trás no tempo com tantos problemas financeiros e políticos e até mesmo quando não tinha o melhor carro.

Um trabalhador que gostava e amava o que fazia. Um trabalhador que morreu fazendo o que amava justamente no Dia do Trabalho. Um trabalhador que fez um país inteiro ficar de luto por semanas e anos. Um trabalhador que mesmo após de morrido, ainda atrair uma legião de fãs pelo mundo. Fãs que fazem o que fazem hoje, ou seja correr, justamente por querer ser como o ídolo trabalhador.

Um trabalhador que fez milhões de pessoas acordar cedo apenas para vê-lo dar seu show na pista. Um trabalhador chamado Ayrton Senna. Que já se foi há 19 anos. Descanse em paz, Ayrton Senna. Onde quer que você esteja.

*1960 +1994

E a temporada 2012 de F1 já terminou. Agora só teremos os monopostos mais rápidos do mundo no dia 17 de março. Quase todas as vagas nas equipes estão completas. Tem uma vaga na Lotus, uma na Force India, uma na Caterham, uma na Marussia e outras duas na HRT, que nínguem sabe se vai continuar na F1. Os pilotos que estão na briga são muitos. Vou apresentar quais são os pilotos que ainda brigam pelas vagas de 2013.

Romain Grosjean

Romain Grosjean foi, ao lado de Maldonado, um dos grandes barbeiros desse ano na F1. Começou bem o ano, mas depois começou a fazer uma das suas. Destaque para o strike dele em Spa levando junto Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Sergio Perez. Ainda não foi confirmado na Lotus, mas tem grandes chances de ficar na equipe. Mas ele não tem muito dinheiro e isso pode lhe tirar a vaga na F1 em 2013.

Heikki Kovalainen

Heikki Kovalainen não mostrou o mesmo brilhantismo que o marcou em 2011 esse ano. Fez boas corridas como em Monte Carlo. Mas ele leva muito dinheiro e mesmo assim, já está praticamente fora da Caterham. Ele está de olho na vaga na Lotus. Tem mais dinheiro que Grosjean e isso pode lhe garantir uma vaga em 2013. Como está apostando todas as suas fichas na Lotus, se ele não conseguir essa vaga, ele está praticamente fora da F1 em 2013.

Bruno Senna

Bruno Senna, mais uma vez não conseguiu mostrar todos o seu talento esse ano. Foi constantemente superado por Pastor Maldonado, apesar de ter ido mais vezes ao Top 10. Apesar de ter muito dinheiro, não conseguiu ficar na Williams pois Valtteri Bottas é apadrinhado por um dos donos da Williams, Toto Wolff. Está lutando pela vaga na Force India, e se não der certo ele também está conversando com a Caterham pela vaga de segundo piloto da equipe malaia.

Adrian Sutil

O piloto alemão pode estar voltando. Depois de uma temporada nos tribunais. Ele é um dos favoritos à vaga na Force India por já conhecer o pessoal de lá desde os tempos da MidLand, e os engenheiros já conhecem o seu estilo de pilotagem e sua maneira de trabalhar. Não creio que ele voltará a F1 em 2013. Apesar de ser um do melhores pilotos da F1, acho que ele não terá uma vaga no ano que vem na F1.

Jaime Alguersuari

O DJ galã da F1 passou um ano fora da F1 e atuando como comentarista da F1 no Sky Sports depois de ter sido chutado da Toro Rosso. Mas ele pode estar voltando. De uns meses pra cá, vários sites e jornais vem dando como certa a contratação de Jaime Alguersuari pela Force India. Mas nem Jaime, nem a Force India confirmaram a contratação. Seria um nome bom para o ano que vem, mas a concorrência é forte.

Kamui Kobayashi

Kamui Kobayashi foi dispensado da Sauber por simplesmente não ter nenhum patrocinador relevante. Depois de ser trocado pelo rico Esteban Gutiérrez, Kamui criou um site (www.kamui-support.com) para arrecadar dinheiro para poder continuar na F1 em 2013. Vai ter de conseguir bastante dinheiro para tentar ao menos a vaga na Force India ou na Caterham. Tem bastante talento e se conseguir dinheiro, é um nome certo para o grid ano que vem.

Jules Bianchi

Jules Bianchi está brigando de novo pela vaga na Force India. Fez boa temporada na World Series by Renault, onde não foi campeão por pouco. Foi piloto de teste pela mesma Force India esse ano. Tem o forte apoio da Ferrari que também tem estreitas relações com a Force India. Se não conseguir essa vaga, vai ter de amargar as categorias de base de novo.

Luiz Razia

Depois de vários anos, finalmente Luiz Razia desencantou na GP2. Não foi campeão por azar em Monza. Mas provou que tem talento e está fazendo de tudo para ir para a F1 ano que vem pela Force India. Tem dinheiro e já fez testes pela equipe indiana e andou bem. Se não der certo na Force India, ele tem ótimos contatos na Caterham e na Marussia e pode se dar bem com isso. Torço para que ele consiga uma vaga ano que vem.

Vitaly Petrov

Vitaly Petrov começou o ano ofuscado por um companheiro de equipe que vinha de um ótimo ano de 2011. Mas Petrov conseguiu ser melhor que Kovalainen na maioria das corridas. Tanto que foi ele que salvou a Caterham de ficar atrás da Marussia no campeonato. Ainda não foi confirmado na Caterham para o ano que vem, mas é favorito por ter muito dinheiro e isso pode lhe garantir na equipe malaia ano que vem.

Giedo van der Garde

Novamente, Giedo van der Garde está na briga por uma vaga na F1. Fez mais do mesmo na GP2. Apesar disso está na luta pela vaga na Caterham. Correu na mesma Caterham na GP2 e superou de forma até fácil o seu companheiro de equipe, Rodolfo González, e tem muito dinheiro da McGregor. E a Caterham está precisando de dinheiro ultimamente. E isso pode lhe garantir finalmente uma vaga na F1.

Davide Valsecchi

Davide Valsecchi teve o ano dos sonhos em 2012. Conseguiu ser campeão da GP2 pela primeira vez em anos na mesma categoria. E ser campeão da GP2 é o mesmo que correr na F1 no ano seguinte. Para falar a verdade, Valsecchi até está conversando com a Caterham e a Marussia, mas está difícil. Valsecchi não tem um patrocinador forte e com muito dinheiro e pode repetir o feito de Giorgio Pantano que  foi campeão da GP2, mas não conseguiu uma vaga na F1 no ano seguinte.

Rubens Barrichello

Barrichello fez um bom ano na F-Indy onde foi o melhor rookie. Mas na última semana, surgiram rumores de que Rubens Barrichello estaria negociando com a Caterham pela vaga de segundo piloto. Barrichello negou. Mas lembrando que ele já tinha o interesse na F1 quando se interessou em substituir Romain Grosjean na Lotus em Monza, o que não se realizou. Não acho que Barrichello vá conseguir uma vaga para a F1 ano que vem. Se conseguir, vai ser uma grande surpresa.

Max Chilton

Max Chilton é um dos mais favoritos na vaga na Marussia. Chilton fez uma boa temporada pela Marussia Carlin na GP2 com vitórias, inclusive. Tem o gordo patrocínio da AON e deve ser anunciado na equipe russa em questão de tempo. Além do mais, não é muito grande o número de interessados na vaga de segundo piloto de Timo Glock na Marussia.

Pedro de la Rosa

Pedro de la Rosa tem contrato com a HRT para o ano que vem. Mas depois do anúncio da Thesan Capital que vai vender o time, a HRT pode ou não mudar de mãos, o que pode tirar Pedro de la Rosa da F1 em 2013. Mas ele tem experiência e pode comandar o novo time da HRT ano que vem, apesar de não ter dinheiro algum para ajudar o time.

Narain Karthikeyan

Narain Karthikeyan fez um péssimo ano de 2012. Constantemente na última posição, só correu esta temporada por causa do patrocínio da Tata Motors. Com a venda da HRT, Karthikeyan pode usar o patrocínio da Tata para garantir sua vaga na nova HRT com ajuda financeira ao novo time. Mas Karthikeyan, já falou que está estudando se mudar para a F-Indy.

Ma QingHua

Ma QingHua foi piloto de testes da equipe espanhola e não foi muito bem, andando sempre à dois segundos atrás de Pedro de la Rosa. Mas QingHua tem muito dinheiro. E com a venda da HRT, um grupo chinês se interessou em comprar a HRT. O que pode beneficiar o piloto chinês. E Bernie Ecclestone pode ajudar também, pois a China é um mercado importante para F1 por motivos comerciais.

Dani Clos

Dani Clos é outro que está correndo por fora pela vaga na nova HRT. Esteve por toda a temporada sendo cotado como substituto de Narain Karthikeyan no final do ano. Com a HRT à venda, a vaga ficou difícil. Mas ele tem dinheiro e pode comprar a vaga de piloto da nova HRT. Mas lembrando que HRT está à venda até o dia 2 dezembro. Se nínguem a comprar, a HRT dará adeus a F1.

Após o GP da Austrália de 1993, ocorre uma coletiva de imprensa. Ayrton Senna entra pela porta na sala e senta na cadeira onde tem seu nome numa plaquinha. De repente, um cara lhe pergunta quem foi seu maior adversário em toda a sua carreira. Alain Prost logo pensa que Senna vai falar que foi ele.

Mas ao invés de dizer “Alain Prost” , Senna recorda de seus tempos de kart e fala o nome “Terry Fullerton” . Aí o pessoal começa a se perguntar “Quem é esse tal de Terry Fullerton?” . Embora o nome “Terry Fullerton” lembre fuleiragens do tipo, ele era mais o menos conhecido por outra coisa. Ele detonava nas pistas de kart.

Fullerton nunca chegou à F1. Ele abandonou o sonho de ir a F1 depois que seu irmão, Alec Fullerton, foi morto num acidente em Mallory Park.  Depois disso, ele optou por ficar apenas nos karts. Queria ganhar a F1 dos karts, o Campeonato Mundial de Kart. Não conseguiu entrar para a equipe britânica, então, correu sob licença irlandesa.

E assim correu, como um irlandês, por mais dois anos. Até que em 71, ele pode finalmente correr como um inglês. E dois anos depois veio o tão sonhado título da F1Kart (o nome verdadeiro é grande demais) . 

Mas seu maior desafio, veio em 1978. Quando se tornou companheiro de equipe de um tal de Ayrton Senna. Até aí nada demais. Não rolou muita coisa nesse tempo até a corrida derradeira em 1980. Senna estava se despedindo do mundo dos karts. Era a etapa tripla de Nivelles-Baulers. Na primeira corrida, deu Fullerton no lugar mais alto do pódio. Na segunda corrida, Fullerton abandonou com uma falha no pequeno motor de kart daquela época.

Na última corrida, Senna terminou em segundo e Fullerton chegou em terceiro. Senna e Fullerton fazem a festa no pódio. Antes da última corrida, Fullerton chega perto de Senna, lhe abraça e diz “Boa sorte na F1” . Senna faz cara de não entender muito aquilo que ele disse, mas mesmo assim o agradece. Fullerton sabia o que estava dizendo e sabia que aquele garoto com que formou umas das melhores duplas de todos os tempos, ia ter um grande futuro pela frente. E ele estava certo.

Ayrton Senna foi tricampeão da F1 em 1988, 1990 e 1991. E pela TV, onde Fullerton assistia as corridas de Senna, fazia cara de felicidade, por ter corrido ao lado de um tricampeão mundial.

Feliz 52 anos, Ayrton Senna. Onde quer que você esteja.

Mario Haberfeld guiando pela Paul Stewart Racing

O grande Mario Haberfeld, está hoje aposentado. Tudo bem. Aposentar, todo mundo se aposenta. Mas Haberfeld se aposentou aos 34 anos (ou era 33) . É uma pena. Para homenageá-lo, vou fazer um breve resumo de sua carreira porque tempo me falta.

No Brasil, depois de correr no Brasil de kart e na Fórmula Ford, em ambas as ocasiões na equipe dirigida pelo jornalista e chefe de equipe João Alberto Otazú, Mario passou a correr na Europa, onde se constituiu em um dos grandes nomes brasileiros na década de 90. Os títulos no Britânico de Fórmula Ford (1995) e no Europeu de Fórmula Renault (1996), os dois pela Manor Motorsport, pavimentaram a carreira para a sua maior conquista, que foi o título no Britânico de Fórmula 3, em 1998, pela equipe Stewart. Seu principal rival naquele ano foi justamente o brasileiro Enrique Bernoldi, que mais tarde seria piloto titular da equipe Arrows de Fórmula 1.

Chegou a guiar pela Stewart e pela Williams, mas só achei essa foto de seu teste pela Stewart

Equipes nem sempre competitivas e alguns acidentes não permitiram que ele repetisse a mesma performance vitoriosa nos quatro anos seguintes na Fórmula 3000, então último degrau rumo ao objetivo máximo, a Fórmula 1.

Na F3000 em 2002, foi companheiro de Rob Nguyen, ídolo do Leandro “Verde” Kojima

A opção pelos Estados Unidos o conduziu para a Champ Car entre 2003 (Conquest) e 2004 (Walker). Seguiram-se participações na Grand Am e na Mil Milhas de 2007 com o LMP2 da Embassy Racing.

Após seguidas decepções na GP2 da época, ele resolveu migrar para a América, onde também não se deu bem

Depois migrou para os protótipos da Grand Am

Em paralelo ao seu desempenho nas pistas, Mario sempre se destacou pela forma discreta de se portar, decisões ponderadas, educação e camaradagem. João Alberto Otazú, o cara que participou do começo da carreira de Haberfeld, disse certa vez: “A família Haberfeld é extremamente discreta, educada, e sempre primou por decisões sábias.
Tive uma das grandes oportunidades na vida ao trabalhar com o Mário em minha equipe de kart e Fórmula Ford. E acabei de ganhar um capacete dele (em 2009) , em comemoração aos meu 30 anos como profissional do automobilismo (em 2009) , da ocasião em que ganhamos muitas corridas e títulos no kart.”

Hoje, Mario Haberfeld está infelizmente aposentado. Uma pena, um grande piloto que ganhou a F3 inglesa em 1998. foi para F3000, o último estágio naquela época para chegar na F1, falhou seguidas vezes. Tentou a sorte nos EUA, não deu certo novamente. E acabou tendo de se aposentar cedo.

Termino esse post com uma declaração de Haberfeld em 2009 antes das 500 Milhas de Granja Viana de 2009: “Acho que essa página do automobilismo já virou na minha vida. Agora, só mesmo as 500 Milhas de Granja Viana”

Continuando com a Retrospectiva 2011, agora com a segunda parte dos pilotos de 2011.

Carro 9- Nick Heidfeld

Andrea de Cesaris, não deu de novo. Desiste. No começo do ano, quando foi anunciado na Lotus Renault, ele falou que agora ia vencer, mas não deu de novo. Até começou bem o ano com um pódio na Malásia, mas só conseguiu isso. Conseguiu andar bem depois, mas foi sacado da equipe em casa após dois abandonos seguidos. Alemanha/2011, essa pode ter sido sua última corrida.

Carro 16- Kamui Kobayashi

O kamikaze da Sauber em 2010 não conseguiu repetir seus feitos de 2010. Não conseguiu repetir as ultrapassagens impossíveis e as disputas incansáveis que nos empolgavam bastante. Teve como melhor resultado em Mônaco ao concluir em quinto. Ficou frequentemente atrás de seu companheiro mexicano Sergio Perez. Fechou o ano em baixa.

Carro 15- Paul di Resta

 

Paul di Resta começou o ano com o pé direito. Surrando Sutil, mas levou a virada alemã. Teve como melhor resultado um sexto na etapa de Cingapura como melhor resultado. E de quebre garantiu o prêmio de melhor rookie do ano ao derrotar de lavada o seu principal adversário, Sergio Perez. Nada mal para um estreante.

Carro 19- Jaime Alguersuari

O DJ Squire que tinha terminado 2010 em baixa, até que não fez um mal ano. Teve como melhor resultado dois sétimos lugares em Monza e em Yeongam. E sempre se aproveitou da incrível velocidade de seu STR em retas e só se deu bem em pistas de uma velocidade notável, exemplos: Canadá, Itália, Coreia e Índia. Nada mal para o DJ Squire, pena que está desempregado atualmente.

Carro 18- Sebastien Buemi

E não é que o Buemi também não terminou o ano mal. Mas a sorte também nunca esteve ao seu lado. Quando estava em uma boa posição, o seu carro lhe matava como na Índia e nos Emirados Arabes. Ficou um pouco mais famoso ao levar uma linda ultrassagem de Bruno Senna na Itália. Está desempregado e provavelmente continuará sem emprego em 2012.

Carro 17- Sergio Perez

Sergio Perez reviveu Robert Kubica e marcou pontos na primeira corrida. Mas ele reviveu Robert Kubica até demais e ele foi desclassificado igualzinho ao Kubica na sua primeira corrida. E acabou revivendo tanto Robert Kubica que sofreu um acidente grave e não correu no GP seguinte assim como Kubica. Direto ao ponto, Perez acabou perdendo o prêmio de melhor rookie para Di Resta, mas marcou ótimos 14 pontos com um carro não tão bom assim. Bom começo para o mexicano.

Carro 11- Rubens Barrichello

Barrichello continua tentando resistir, mas a coisa está bastante difícil para o brasileiro. Com um carro que simplesmente não anda, não pode fazer muita coisa. Conseguiu marcar 4 pontos com dois nonos lugares no Canadá e em Mônaco. Rubens Barrichello até tentou e teve um tempo incrível na Q2 no Brasil, mas uma largada péssima estragou tudo. Que 2012 seja melhor para ele, isso se ele conseguir uma vaga.

Carro 9- Bruno Senna

O sobrinho de Ayrton Senna, entrou o ano como piloto reserva. Até teve uma chance de começar a temporada como titular, mas não conseguiu bater Heidfeld e teve de contentar em ser reserva. Mas Heidfeld decepcionou e Bruno voltou. Bruno Senna começou bem passando para a Q3 na Bélgica e em Monza. Mas decaiu junto com a equipe e agora corre o risco de estar fora da F1 em 2012. Boa sorte para o Bruninho.

Carro 12- Pastor Maldonado

Pastor Maldonado esteve longe de fazer um bom ano. Marcou um ponto na Bélgica, mas só conseguiu isso. Teve também a ótimaa corrida que ele fez em Mônaco, mas Hamilton lhe jogou para fora da corrida quando estava em sexto. Maldonado só continuou na Williams por causa dos petrodólares da venezuelana PDVSA. Não confio muito nele. Acho que ele não deve fazer um bom 2012.

Carro 17- Pedro de la Rosa

Pedro de la Rosa correu apenas uma vez este ano substituindo o enjoado Sergio Perez. Já era esperado de que De La Rosa só fizesse o que ele sabe fazer de melhor. Apenas, completar a corrida e nada mais. E foi o que ele fez. Em 2012, ele está de volta pela HRT, e deve continuar fazendo o que sabe fazer de melhor: o que acabei de falar.

Carro 21- Jarno Trulli

O velhaco Trulli continua na F1. Ao contrário do ano passado, não sofreu com os problemas hidraulicos e terminou o ano na frente de Kovalainen graças a um décimo terceiro a mais que Kova. Foram na Austrália e em Mônaco. Ele também não correu na Alemanha ao ser substituido por Karun Chandhok por problemas na sua renovação de contrato. Nada mal para o pescarense que estava desacreditado esse ano.

Carro 20- Heikki Kovalainen

Kovalainen foi um dos melhores pilotos da temporada sem sombra de dúvidas. Só não conseguiu ficar na frente de Trulli no campeonato por ter um décimo terceiro lugar a menos que Trulli. Ele conseguiu o décimo terceiro na casa de Trulli. Apesar de ficar atrás de Trulli, ele já se garantiu seu emprego na Caterham para 2012. Que 2012 ele continue andando bem assim como em 2010 e em 2011.

Carro 23- Vitantonio Liuzzi

Vitantonio Liuzzi começou o ano mal ao não se classificar para o GP da Austrália, mas deu uma melhorada. E ficou na frente das duas Marussias Virgin por causa de um décimo terceiro no Canadá. Também ficou conhecido pela seu strike na largada de Monza. E não tinha um bom carro. Tá, ele tinha talvez o pior carro do grid. Liuzzi está desempregado atualmente e deve continuar assim ano que vem.

Carro 25- Jérôme d’Ambrosio

D’Ambrosio começou subestimado pelos russos. Começou bem, mas fez uma série de maus resultados. E ainda conseguiu a proeza de rodar de forma ridícula nos boxes do GP da Hungria. Mas conseguiu terminar o campeonato na frente de seu companheiro por conseguir dois décimos quarto na Austrália e no Canadá. Mas D’Ambrosio fez uma péssima temporada e não deve continuar na F1 em 2012.

Carro 24- Timo Glock

O cara mais azarado da F1 atualmente não teve sorte esse ano. Terminou o ano atrás de D’Ambrosio por não conseguir um décimo quarto, e sim um décimo quinto na Itália. Glock vai continuar na Marussia porque a equipe confia nele, mas ele parece estar bastante deprimido por estar no pior carro do grid atualmente. Provavelmente ele não deverá fazer uma boa temporada 2012 na F1.

Carro 22/23 na Índia- Narain Karthikeyan

Karthikeyan foi resgatado das catacumbas da NASCAR Truck Series pela HRT e entrou para história. Não por um grande feito, e sim por ter sido o primeiro vigésimo quarto numa corrida de F1. Foi sacado da HRT no mesmo onde terminou em vigésimo quarto, mas por contrato ele correu no lugar de Vitantonio Liuzzi e não fez mal. Ele não deve continuar em 2012.

Carro 22- Daniel Ricciardo

Daniel Ricciardo entrou na F1 no lugar de Narain Karthikeyan a partir de Silverstone. Ricciardo não fez mal, mas só conseguiu dois décimos oitavo na Hungria e na Índia como melhores resultados. Mas isso lhe garantiu uma vaga de primeiro piloto na Toro Rosso em 2012. Boa sorte para ele e quem sabe ele pode ser um futuro Vettel ou um futuro Webber, já que ele é australiano.

Carro 21- Karun Chandhok

Não, você não está doido. Chandhok não venceu uma corrida pela Caterham, ele só recebeu a bandeirada após dar umas voltinhas nas ruas de Moscou. Chandhok correu apenas uma vez no lugar de Jarno Trulli. Karun reviveu Yuji Ide e teve uma série de rodadas ridículas e chegou a levar uma volta das duas HRT. Não deve correr ano que vem. Talvez ele até vá para o Mundial de Endurance.

Continuando com a Retrospectiva 2011, com os pilotos. Por ordem de classificação do campeonato.

Carro 1- Sebastian Vettel

Só uma palavra descreveu Vettel esse ano: dominador. Vettel dominou o ano todinho. Conseguiu 15 pole-positions só nesse ano e venceu em 11 dessas corridas. Além disso ficou conhecido por a cada GP, ele trocar a pintura de capacete. Estamos vendo um novo Schumacher de atualmente.

Carro 4- Jenson Button

Jenson Button foi o segundo melhor piloto de 2011 com sobras. Sempre esteve ali em segundo ou em terceiro. Mas estava ali. Button foi esse ano o mago na chuva. Em Hungaroring com chuva, ele se aproveitou de erros de adversários como fez em 2006 e ganhou de forma magnifica. Segundo lugar merecido para Button.

Carro 2- Mark Webber

Se por um lado, Vettel foi o astro. Webber apenas foi um patinho feio da Red Bull. Fazia a pole, largava mal, ia para trás, fazia uma estratégia diferente e ainda fazia a melhor volta, como foi o caso de Mônaco. Mas esperou o ano todo para vencer na última corrrida do ano, por causa de um “problema” no carro de Vettel. Pelo menos conseguiu encerrar o ano em grande estilo.

Carro 5- Fernando Alonso

Fernando Alonso nunca tinha sofrido com seu carro desde os tempos de Minardi. Mas esse ano ele sofreu muito com um Ferrari tão ruim quanto o de 2009. Chegou a vencer na Inglaterra quando se aproveitou de erros da Red Bull nos boxes. No final, perdeu a terceira posição para Webber por um mísero ponto. Para um piloto que não tinha um carro bom, nada mal.

Carro 3- Lewis Hamilton

Hamilton não teve um bom ano. Seu pai deixou de agencia-lo para agenciar Paul di Resta. Seu novo agente não lhe ajudou muito e fez pensar que era um popstar e que tudo girava em torno dele. Se envolveu em várias desventuras com Felipe Massa. E sua namorada, Nicole Schezinger lhe abandonou. Mas mesmo assim conseguiu vencer em três casos. Mas mesmo assim, fechou o ano em baixa.

Carro 6- Felipe Massa

Massa viveu talvez o seu ano mais difícil na F1. Não conseguiu sequer uma posição melhor que o quinto posto. Está sob forte pressão do público brasileiro e sofreu com os novos compostos na Pirelli. Se envolveu em várias desventuras com Lewis Hamilton, e fechou o ano em baixa com a torcida brasileira. Que 2012 deja bem melhor para ele.

Carro 8- Nico Rosberg

Rosberg novamente deu surra em seu companheiro heptacampeão, Michael Schumacher. Nico Rosberg tinha um carro rápido nas retas e sempre dava trabalho em pilotos como Felipe Massa, Lewis Hamilton e Adrian Sutil. Mas o problema maior da Mercedes era o alto desgaste dos pneus traseiros e isso atrapalhava nas corridas do alemão com cara de Britney Spears. E assim com Massa, teve como melhor resultado um quinto posto.

Carro 7- Michael Schumacher

Schumacher novamente não páreo para seu companheiro Rosberg. Apesar disso teve corridas memoráveis como na Bélgica e na Itália. Ao lado se Rosberg, sempre esteve dando trabalho para Hamilton, Massa e Sutil. Teve disputas acirrantes com Rosberg na Bélgica com Hamilton na Itália. Mas para não deixar o heptacampeão tristinho, um título para ele: Schumacher foi o piloto que mais realizou ultrapassagens em 2011. Que 2012 também seja um bom ano para ele.

Carro 14- Adrian Sutil

  

Sutil começou o ano levando surra de Di Resta, mas deu um revira-volta e conseguiu nocautear Di Resta. Teve corridas muito boas como na Alemanha e no Brasil. Quando um piloto das equipes de ponta abandonava, ele virava um candidato a ser o sexto colocado. Brigava com Rosberg e Schumacher toda hora e na maioria das vezes vencia. Se ele ficar de fora da temporada de 2012, vai ser a maior injustiça de 2012.

Carro 10- Vitaly Petrov

Petrov foi outro que teve um ano bastante difícil. Vitaly Petrov começou o ano em alta com um pódio na Austrália. Mas a equipe decaiu depois da Alemanha e Petrov marcou só 5 pontos em nove GPs. E agora Petrov está sem equipe e tem grandes chances de ficar sem equipe ou voltar a ser piloto de testes assim como o também russo Sergey Zlobin. Péssimo destino para o primeiro russo a correr na F1.

Amanhã a segunda parte.

 

Giovanna Amati, um nome bem famoso para quem conhece bem a F1. Amati foi a última mulher na F1. Vamos a história dessa mocinha. Amati nasceu em 1959 numa cidadezinha de Roma, chamada Lácio. De família rica, Amati era filha de um cara de uma indústria de cinemas.

Riquinha e metida, ela arranjou aos 15 anos, uma moto Honda 500cc que usava todo o dia nos arredores de Roma, e sem licença de pilotagem. Seus pais nem sabiam da existência da tal moto, e só foram descobrir ela dois anos depois. Numa tardezinha de fevereiro em 1978, Amati foi abordada por 3 homens mascarados e sequestraram a patricinha. Amati viveu por 74 dias numa caixa de madeira. Amati custou 800 mil libras para poder respirar o ar livre de novo.

Após o seqüestro, Giovanna e um dos seqüestradores, o francês Daniel Nieto, mantiveram contato e se encontraram várias vezes. Depois desse caso, Giovanna ingressou numa escola de pilotagem ao lado de um amigo de infância, o gentleman Elio de Angelis. Foi aprovada e estreou na Formula Abarth em 1981. Nesta categoria e na Fórmula 3 italiana, ela chegou a vencer algumas corridas, mas nunca foi considerada uma futura campeã. Na Fórmula 3000, disputou corridas entre 1987 e 1991 e obteve um sétimo lugar como melhor resultado.

Amati na F3000 em Enna Pergusa

É óbvio que ela só estreou na Fórmula 1 em 1992, pela Brabham, por ser mulher, por ser bonitona e pela possibilidade de atrair alguns patrocinadores para a combalida equipe. Dizem até que teve casos com Niki Lauda e Flavio Briatore, e isso lhe ajudou a correr na F1. Ela também já tinha alguma experiencia com um F1 após ter feito um teste pela Benetton em 1991 graças a seu namorado na época, Flavio Briatore.

Sua estreia aconteceu em Kyalami na Africa do Sul.

 

Amati em Kyalami, com combustível da Lotus

Ela ganhou um certo marketing por ser a primeira mulher na F1 em anos. Mas a sua estréia não foi coisa que diga que foi boa porque não foi. Amati marcou o último tempo e não se classificou, além de seu carro ter tido vários problemas durante o treino, chegando ao ponto da equipe pedir emprestado um pouco de combustível da Lotus. 

Então vamos para o ensolarado México ver Amati correr de novo.

Amati no México, novo fracasso

Circuito de Hermanos Rodriguez, Cidade do México, México, América do Norte, Planeta Terra, Sistema Solar, Via Láctea, Universo. Amati novamente tenta se classificar para um GP. Resultado: outra não-qualificação. Além de Amati não ser uma pilota muito boa, o carro era um dos piores daquele ano.

Agora vamos para Interlagos.

Amati acelerando em Interlagos

Amati novamente tenta se classificar, mas novamente não consegue. Para relaxar um pouco, porque patricinha nenhuma é de ferro, Amati deu um pulo no Shopping Morumbi, comprou algumas roupas e duas fitas de sambas-enredo do carnaval paulista. Após três fracassos seguidos, Amati foi sacada e Damon Hill entrou no seu lugar e teve  infelicidade de correr num carro caquético e ainda por cima ROSA! D. Hill também não classificou para nenhuma das provas restantes do campeonato.

Veja três frases, a primeira de Giovanna Amati falando do preconceito sofrido na época de F3000. A segunda é de Christian Danner falando a respeito de Amati dentro das pistas e a última é de Eric Van De Poele, seu companheiro de equipe naquela época.

“Com frequência eu tive que mudar as cores do meu carro para que os outros pilotos não conseguissem me identificar de uma corrida para a próxima. Para alguns deles, era francamente intolerável ser ultrapassado por uma mulher e muitas vezes, deliberadamente, eles preferiam bater em vez de perder uma posição.”  revelou Amati na época de F3000.

 “É uma das mulheres mais malucas que eu conheci. Ele tinha a pegada necessária para se manter no circo, era mentalmente forte. Mas teve de sair da F-1 por motivos financeiros.” cornetou Danner sobre Amati.

“Além de não andar nada, Giovanna ainda enche o saco.” reclamou Van De Poele.

E fora das pistas, Amati também não era agradável. Os jornalistas a detestavam, pois ela era insuportável e se recusava a dar entrevistas. Um deles chegou ao ponto de xingá-la de dondoca!

Atualmente a dondoca é jornalista de imprensa de um TV italiana.

 

 

Victor Pease, ou Al Pease nasceu em Darlington na Inglaterra, mas sempre correu pelo Canadá. Agora vamos direto para a história.

Pease famoso, mas não por ser rápido

Pease em Mosport Park em 1967

Piloto de relativo sucesso no automobilismo canadense, Pease fechou uma parceria com a fabricante de lubrificantes Castrol e, com o apoio desta, alugou um carro Eagle para o GP do Canadá de 1967. Pease, um dos diversos desconhecidos que se aventuravam na F-1, tenha sido o mais desastrado de todos.

Já nos treinos, Pease mostrou que não iria longe: seu tempo foi sete segundos mais lento do que o pole Jim Clark, da Lotus. Apesar de tudo, o canadense alinhou para a largada em 15º em um grid de 18 carros. No dia da corrida, um temporal atinge o circuito de Mosport Park e as coisas começam a dar errado para Pease antes mesmo da prova começar: Com problemas na bateria, ele perde a largada e só consegue sair para a pista quando os pilotos já estão na sexta volta.

Correndo em último, Pease não demora a rodar e ir para a grama. Seu motor fica tão cheio d’água que a bateria descarrega novamente. Mesmo parado no ponto da pista mais longe dos boxes, Pease não desistiu. O canadense volta a pé, pega outra bateria com seus mecânicos e ele próprio instala o instrumento no carro, que continuava estacionado à margem da pista. Perde muito tempo e retorna para o circuito, quando já era o lanterna.

Quando a corrida termina, o resultado é impressionante: Pease, que chegou em último, acabou terminando a prova incríveis 43 voltas atrás do vencedor, Jack Brabham. Sua média de velocidade é ridícula: 69,4 km/h, menor do que um carro de passeio. Para comparação, Brabham completa 90 voltas e Pease, apesar de ter chegado ao fim, não é classificado porque não completara a distância mínima necessária. A estreia mais desastrosa de todos os tempos.

Al Pease, o retorno em 1968

Apesar do início desastroso, o piloto estaria de volta para a corrida de 1968. Novamente pilotando um Eagle, Pease é 15 segundos mais lento do que o pole-position Jochen Rindt e fica 8 segundos atrás do penúltimo colocado. O canadense não se classifica para a corrida.

Pease, desclassificado por estar muito lento em 1969

Aos 48 anos de idade, Pease tem desempenho sofrível nos treinos e termina a 11 segundos do pole Jacky Ickx. Depois de ter perdido o patrocínio da Castrol, o canadense corre com um carro Lola, equipado com motor Chevrolet, claramente mais fraco do que o restante do grid. Não poderia dar outro resultado: na corrida, Pease é tão lento que acaba excluído pela direção da prova.

Já nas primeiras voltas, o piloto freia cedo demais para uma curva e o suíço Silvio Moser é obrigado a desviar para não bater. Moser sai da pista e acerta a barreira de proteção, tornando-se a primeira vítima de Pease. Logo depois, o francês Jean-Pierre Beltoise recebe uma vigorosa fechada e entorta a suspensão. A errática pilotagem de Pease acaba com uma disputa emocionante pelo quinto lugar e começa a irritar os chefes de equipe.

Quando Pease passa muito perto de jogar Jackie Stewart para fora da pista, Ken Tyrrell vai à direção de prova e pede a imediata desclassificação do canadense. O pedido é aceito e Pease se torna o primeiro – e até hoje – único piloto da história a ser excluído da prova por ser excessivamente lento. No total, ele completa apenas 22 voltas na corrida – na altura em que foi tirado da prova, os líderes já tinham mais do que o dobro disso.

Após o GP de 1969, Pease nunca mais retorna à Fórmula 1. Compete apenas em provas no automobilismo local até se aposentar. Foi incluído no Canadian Motorsport Hall of Fame (Hall da Fama do automobilismo canadense) em 1998.

Nem se dessem um McLaren MP4/4, o carro considerado por esse blog como o melhor carro de F1 que já existiu, ele ia deixar de ser

Sutil não vai correr a próxima temporada pela Force India e pode ir para a Williams

– Vai embora Sutil. Ah, a Williams é o logo ali do lado

A Force India anunciou hoje que Nico Hulkenberg e Paul di Resta serão os pilotos titulares ano que vem. Adrian Sutil se mandou e tem fortes chances de ir para a Williams. O que complicaria a vida de Bruno Senna e Rubens Barrichello. Bruno Senna poderia voltar a ser piloto reserva da Lotus e Rubinho teria de namorar a HRT (!) .

O alemão já tem conversado bastante com a Williams. Mas Rubinho tem sérios problemas pela frente. Jaime Alguersuari (cujo piloto que esqueci de botar no post de ontem) poderia ir para a HRT, já que a HRT quer se tornar a equipe mais espanhola que esse mundo já viu (já tenho até uma idéia de como seria o carro da HRT em 2012, vermelho e amarelo) . E Rubinho teria de se contentar em ser um piloto de testes ou migrar para a Stock Car ou um Trofeu Linea.

Esse poderia ser o futuro carro de Alguersuari, e o Rubinho se mandava da F1

E  Sutil poderia pilotar um desses carros

Então a disputa fica pela vaga na Williams ficaria Sutil, Barrichello e Bruno Senna, este último é o que tem menos chances. E correndo por fora, Van Der Garde, Petrov e Bianchi. E pela vaga na HRT, Alguersuari, Karthikeyan, Di Grassi, Liuzzi, Van Der Garde, D’ Ambrosio e Juncadella (ainda acho que Juncadella pode ser ao menos piloto de testes) . E se o Trulli vacilar, o Rubinho e o Bruno podem namorar a Caterham.

É bom o Barrichello e o Bruno Senna tratarem de fazer alguma coisa porque o Sutil é o grande favorito pela vaga na Williams e a vaga na simpática HRT não está tão fácil quanto eu imaginava.

E pra finalizar, Good bye, Sutil diz a FI. Welcome, Sutil diz o FW.

Largada do GP da Itália de 2011

Com o anúncio um pouco que surpreendente da dupla Ricciardo-Vergne na Toro Rosso, sobraram apenas quatro vagas para a temporada de 2012 de F1. São exatamente duas vagas em aberto na Force India, uma vaga na Williams e uma vaga na HRT. Vários pilotos estão disputando a tapa essa vagas. Veja os cambatentes no ring pelas quatros vagas restantes para 2012.

Paul di Resta

Paul di Resta está na briga pelas duas vagas na Force India. Foi o melhor novato nessa temporada e isso pode lhe garantir na equipe em 2012. Di Resta também conta um forte apoio da Mercedes e isso pode ajudá-lo a ficar na Force India em 2012. Tem fortes chances de permanecer na Force India ano que vem. A disputa maior na equipe indiana fica pela segunda vaga com Nico Hulkenberg e Adrian Sutil na disputa.

Nico Hulkenberg

Nico Hulkenberg está na briga pela vaga na Force India em 2012 e é um grande favorito na disputa contra Adrian Sutil. Hulkenberg disputou a temporada de 2010 pela Williams e não fez feio, e chegou a fazer a pole position botando 1 segundo em Sebastian Vettel em Interlagos. Hulkenberg já disse que se a Force India não lhe der uma chance em 2012, ele vai deixar a F1 para sempre.

Adrian Sutil

Adrian Sutil deve estar de saída da Force India, mas não é descartado a opção de continuar na equipe indiana. Ele conversa com a Williams pelo carro azul 18. Sutil fez um mal começo em 2011, mas começou a melhorar ao longo da temporada. Se o alemão ficar fora de 2012, vai ser a maior injustiça que a F1 já teve.

Bruno Senna

Bruno Senna estava na briga pela vaga na Lotus em 2012. Chegou a se reunir com a Lotus no domingo do Desafio das Estrelas de kart na República Tcheca (e não na Tchecoslováquia, segundo Reginaldo Leme) . Mas foi deixado de lado e perdeu sua vaga para Romain Grosjean. Ele conversa com a Williams, já que ele já falou que para a HRT, ele não volta. Se não der, ele já falou que aceitaria voltar a ser piloto de testes na Lotus.

Rubens Barrichello

Barrichello conversava com Lotus, mas também se deu mal. Barrichello está lutando para se manter na F1 em 2012. Nunca ele esteve em uma situação tão ruim. Os vários fãs de Rubinho continuam torcendo para que ele continue. Até os humoristas lançaram uma campanha para que Rubinho continue na F1. Espero que ele consiga uma vaga na F1  em 2012.

Vitaly Petrov

O primeiro russo na F1 também está na pindaíba. Foi deixado de lado pela Lotus pelos resultados ruins depois de um começo ótimo. Petrov chegou a conseguir um pódio na Austrália. Agora luta por uma vaga na Williams. E um detalhe: é incrível como uma equipe que está passando por maus bocados como a Williams está tão valorizada nesse final de ano.

Vitantonio Liuzzi

Vitantonio Liuzzi não é mais aquele cara que ganhou sete de dez etapas na F-3000. Foi abandonado pela Red Bull e foi resgatado pela Force India. Mas também foi abandonado pela equipe indiana e por incrível que pareça, ainda conseguiu ser regastado pela HRT. Teve como melhor atuação no Canadá ao conseguir um décimo terceiro posto na corrida e garantir a décima primeira posição para a HRT. Agora tenta renovar seu contrato com a HRT. O italiano também flerta com a Caterham para conseguir a vaga de Jarno Trulli, mas essa possibiliadade é remota.

Jerome d’Ambrosio

D’ Ambrosio foi sacado a pontapés da Marussia em 2011. Mas o belga ainda não desistiu. Ele está na briga pela vaga restante na HRT. Mas a coisa está muito difícil. D’ Ambrosio foi talvez o pior piloto de 2011. D’ Ambrosio conta com o apoio de patrocínios belgas que possui, mais a coisa está difícil para o Jeronimo.

Giedo van der Garde

Giedo van der Garde sempre chegou perto da F1, mas sempre morria na praia. Chegou a estar quase que certo na Marussia Virgin este ano. Van der Garde é um bom piloto e tem muita grana. O que pode lhe ajudar a conseguir uma vaga na Williams ou na HRT. No geral, tem alguma chance de estar na F1 em 2012.

Jules Bianchi

Jules Bianchi não fez nada na GP2 e só foi brilhar no Desafio das Estrelas de kart. Foi uma das maioreis decepções da GP2 este ano. Mas ele tem forte apoio da Ferrari e não fez feio no teste de jovens pilotos em Abu Dhabi. Ter talento e apoio é uma coisa rara no automobilismo atual.

Narain Karthikeyan

Karthikeyan foi talvez o pior piloto da temporada 2011 de F1. Perdeu sua vaga na HRT para Daniel Ricciardo, mas voltou na Índia e não fez feio. Tem apoio da Tata Motors e isso pode lhe ajudar a conseguir pelo menos uma vaga de piloto de testes, o que já seria uma vitória para Karthikeyan.

Karun Chandhok

Karun Chandhok é outro que vai fazer festa se conseguir ser ao menos ser piloto reserva. Chandhok foi piloto reserva na Caterham este ano e correu apenas na Alemanha no lugar de Jarno Trulli e decepcionou com escapadas e rodadas. Karun está correndo por fora e deve continuar sendo o que foi este ano. Um simples piloto reserva.

Lucas di Grassi

Di Grassi ficou testando os compostos da Pirelli o ano todo. Chegou a flertar com a Caterham para correr no GP Brasil este ano, mas não arranjou o patrocínio necessário para isso. Di Grassi tem alguma chance, mas deve continuar fazendo testes de pneus ano que vem.

Daniel Juncadella

Daniel Juncadella não tem nenhuma chance, você, leitor, diria. Juncadella é sobrinho do atual chefe de equipe da HRT, Luis Peres-Sala (o nome do Juncadella é, Daniel Juncadella Perez-Sala) e tem alguma chance. Foi vencedor do GP do Macau de F-3 este ano e isso pode lhe ajudar.

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