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Uma das maiores corridas de endurance do mundo vai acontecer daqui alguns dias, as 24 Horas de Daytona. As 24 Horas de Daytona perdem em importância para as 24 Horas de Nurburgring Nordschleife e para as 24 Horas de Le Mans. Com pc novo, nenhum assunto legal, pouco saco pra falar sobre o Bruno Senna, eu resolvo falar sobre as 24 Horas de Daytona.

Mas não vou falar sobre as 24 Horas, a Rolex, Osvaldo Negri ou esse traçado de viadinho que botam paras os rednecks correrem por 24 Horas. Também não vou falar do traçado oval que apesar de interessante, não é tão legal quanto o seu ancestral: Daytona Beach Road Course.

A foto acima é da antiga pista de Daytona Beach. Um circuito que misturava a Avenida A1A e a praia de Daytona Beach. Só vendo a foto, você já pode ter uma idéia de como era a pista.

A história da pista começa quando Henry Segrave, quebrou o recorde de velocidade em terra daquela época com seu Sunsbeam 1000 HP daquela época. Se quiser saber qual foi o recorde, foi 203.79 mph, algo em torno de 327.97 km/h.

Sir Henry Segrave com o Sunbeam 1000 HP

Depois disso, a história de Daytona começa a ganhar linhas e páginas. Principalmente quando William France Sr. se muda de Washington D.C. para Daytona Beach para escapar da Grande Depressão. Para quem não sabe o que foi a Grande Depressão, naquele ano de 1929 aconteceu a famosa crise na bolsa de Nova York que trouxe efeitos catástrofico-economicos para as cidades ricas e pobres dos Estados Unidos. Para fazer dinheiro, France criou uma oficina automotiva em Daytona Beach.

Depois disso, funcionários de Daytona Beach e o piloto local, Sig Haugdahl, resolveram criar uma corrida em Daytona. A ideia ganhou força e Haugdahl ficou com a responsabilidade de criar o traçado da pista.

A pista de Daytona Beach, consegue ver a curva 1?

O traçado juntava a atual avenida A1A e praia de Daytona Beach e media 5,1 km de extensão. A reta principal era na parte de areia do traçado e a reta oposta era no asfalto. Algo praticamente impossível de acontecer novamente nesses atuais anos de Abu Dhabi e Valência. Apesar de traçado simples e facilmente construído em uns poucos meses, a primeira corrida só foi acontecer em 1936. O vencedor da corrida ganharia 5.000 dólares vindos da prefeitura de Daytona Beach.

Milhares de ingressos foram vendidos para a primeira corrida realizada em Daytona Beach. Embora a parte de areia do traçado tenha tido várias controvérsias e até protestos por não ser muito seguro. Mas os organizadores mandaram eles se fuderem e os pilotos que se virem.

Mesmo assim, a corrida foi interrompida quando faltava apenas 3 voltas para o final. Milt Marion foi coroado o vencedor da corrida pela AAA, a organizadora e patrocinadora principal do evento. Os segundo e terceiro colocados da corrida, Ben Shaw e Tommy Elmore, respectivamente, prostetaram contra o resultado, mas tudo foi em vão.

Milt Marion com o carro que acho que ele usou para vencer a primeira corrida em Daytona Beach

Apesar de muita gente aparecer para ver a corrida, a cidade perdeu 20.000 dólares. Por conta disso, a prefeitura não quis mais mandar dinheiro para promover aquele evento.

É aí que William France entra. Haugdahl em busca de ajuda para promover o evento, consegue a ajuda de France numa espécie de aliança para organizar o evento em Daytona Beach. Com a aliança formada, Haugdahl e France foram atrás de dinheiro para promover o evento.

Eles conversaram com a Daytona Beach Elks Club, uma rede de móteis que ficava em Daytona Beach, aonde fica até hoje. A rede de móteis topou patrocinar a corrida para a felicidade de Haugdahl e France. Apesar do evento de 1937 ter sido mais bem sucecido do que o evento do ano anterior, houve outra perda em dinheiro como em 1936. Depois disso, Haugdahl desistiu de querer organizar eventos em Daytona Beach. William France teria de organizar os eventos em Daytona Beach ele mesmo.

Em 1938, France foi tentar organizar corridas em datas importantes para angariar dinheiro e publicidade fora de Daytona Beach. Ele consegue duas corridas naquele ano para Daytona Beach. Em julho e no fim de semana do Dia do Trabalho. Com toda a publicidade ganha no Dia do Trabalho, Daytona Beach ficou conhecido pelo país todo. Em 1939, foram 3 corridas em Daytona Beach e mais 3 no ano seguinte, em 1940.

Sucesso total. Várias corridas foram realizadas entre 1940 e 1941. Quando France estava planejando a corrida de 1942, Pearl Harbor foi bombardeada pelos japoneses. Era a Segunda Guerra Mundial. France passou a Segunda Guerra consertando barcos em Daytona Beach. Depois de anos parada, a pista de Daytona Beach voltou a receber corridas em 1946.

Alguns anos depois, France sabia que precisava de mais promotores para conseguir publicidade mundo afora. E promotores bons. Naquela época, os promotores de France eram inespruculosos, eles ficavam com o dinheiro que seria pago para os pilotos. Até que ele teve uma ideia.

Em 14 de dezembro de 1947, ele começou a realizar reuniões no Bar Ébany e no Hotel Streamline com amigos. Estava surgindo a NASCAR. A primeira corrida oficial da NASCAR foi realizada em Daytona Beach, em 1948, apenas para ser um evento de estreia. A corrida ficou marcada pelo acidente entre Red Byron e Marshall Teague.

No ano seguinte, Daytona Beach sediou a segunda corrida da NASCAR Strictly Stock, a atual Sprint Cup. 28 carros correram incluindo Buck Baker, Curtis Turner e Marshall Teague. Red Byron venceu aquela corrida e o campeonato também daquele ano.

Em 1950, a Strictly Stock é rebatizada para Grand National. A corrida de Daytona Beach foi transferida no calendário para fevereiro como nos dias atuais. Harold Kite venceu a corrida depois que Red Byron teve problemas na caixa de marchas na volta 25. Depois disso, Kite não saiu da liderança até a bandeirada final. Também teve outra corrida da NASCAR Modified Stock naquele fim de semana em Daytona. Gober Sobesee venceu.

Em 1951 e 1952, Marshall Teague e o lendário Fabulous Hudson Hornet venceram em Daytona seguidamente. Em 1953, o pole e segundo colocados, Bob Pronger e Fonty Flock fizeram uma aposta sobre quem ia liderar a primeira volta da corrida. Na largada, eles largaram veloz e nervosamente rumo a curva 1. Quando Pronger passou muito rápido na curva e destruiu o seu carro e perdendo a aposta. Mas Flock também não teve sorte naquela corrida. Flock tinha vantagem de 1 minuto para o segundo colocado, Bill Blair. Quando ele abriu a última volta, o carro ficou sem gasolina, o deixando a pé. Blair venceu a corrida.

Vale também destacar aquele fim de semana pelo fato da corrida da Modified Stock ter tido 136 (!!!) carros competindo em Daytona. Foi o maior grid em qualquer categoria da NASCAR em toda a história da NASCAR. Cotton Owens venceu essa corrida.

Em 1954, Tim Flock inovou sendo o primeiro piloto da história da NASCAR a usar o rádio para falar com a equipe. Flock também venceu a corrida, mas foi desclassificado por algum problema pequeno o bastante para ser classificado como impossível de descobrir. Lee Petty superou Buck Baker no final da corrida e terminou em segundo e consequentemente, em primeiro.

Em 1955, Fireball Roberts venceu a corrida, mas foi desclassificado por uma das válvulas do motor estarem 0,016 polegadas (!) acima do permitido. E no final,  Tim Flock venceu a corrida depois de perdido a corrida por desclassificação um ano atrás.

A largada de Daytona Beach em 1956

Em 1956, Tim Flock venceu novamente de ponta a ponta, liderando praticamente todas as voltas da corrida. Mas vale lembrar que ele correu com o carro que era um Chrysler de propriedade de Cark Kiekhaefer. Para quem não sabe, Kiekhaefer era dono de uma construtora de motores de popa, a Kiekhaefer Marine (mais tarde, Mercury Marine), que até forneceu motores de popa na Segunda Guerra Mundial. A corrida também marcou a entrada do primeiro afroamericano na NASCAR, Charlie Scott, que também competiu com um Chrysler de Carl Kiekhaefer.

Em 1957, Cotton Owens venceu pela primeira vez na NASCAR depois de brigar a corrida toda com Paul Goldsmith em Daytona Beach e levando a Pontiac a sua primeira vitória na categoria. A corrida de Daytona também marcou pela primeira uma média de velocidade numa corrida da NASCAR acima de 100 mph (101,5 mph).

Em 1958, Paul Goldsmith venceu em Daytona Beach com um Pontiac preparada por Smokey Yunick. Para quem não sabe, Yunick foi um grande e um dos melhores mecânicos da história da NASCAR, que inclusive está no Hall da Fama do Automobilismo.

Essa foi a última corrida realizada no circuito de Daytona Beach. William France tinha um projeto desde de 1953, de um circuito onde todas as pessoas ficassem num só lugar, em vez de espalhadas pela praia toda sem nem ao menos prestar atenção na corrida direito. Além disso, hotéis surgiam ao longo da praia de Daytona Beach. O projeto era de um SuperSpeedway de 2,5 milhas. stava surgindo o que nós chamamos hoje de Daytona International Speedway. Em 1959, foi realizada a primeira Daytona 500. E Daytona Beach não teve mais corridas até hoje.

A praia de Daytona Beach hoje em dia, destaque para as marcas de pneu na areia

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Ah, os autoramas. Todo mundo já teve. Eu mesmo já tive. Era simples. Um oval com dois carrinhos. No meio do caminho, os caminhos deles se cruzavam. Péssima escolha do designer. Se os dois carrinhos andassem na mesma velocidade, ele se bateriam no meio do caminho. E de fato, eles se batiam.

Mas esse meu autorama me lembrou outra pista. AVUS.. Vou falar um pouco sobre ela. Já fazia algum tempo de que não falava de pistas neste lugar onde você está perdendo seu tempo agora mesmo, e que nunca mais irá recuperar. Sei que o assunto é fora de época, mas e daí. Que se dane as leis.

Com vocês, AVUS!

Como já falei, os autoramas são brinquedos muito legais. Ela diverte a muito hoje em dia. , e, com as devidas proporções ao valor dos brinquedos e aos riscos envolvidos, era a mesma do então chanceler da Alemanha Adolf Hitler com a sua esdrúxula Avus no final da década de 30.

Em 1936 ele ordenou uma reestruturação no já existente “Automobil Verkehrs & Übungs-Straβe”, nome completo do circuito concebido em 1907 pelo Automóvel Clube da Alemanha. Essa estruturação tinha como objetivo transformar o antigo traçado de Avus na pista com maior média horária do mundo.

A pista ganhava então a versão mais cultuada atualmente. Ela consistia de dois trechos não perfeitamente retos de uma “Autobahn”, as conhecidas auto-estradas alemãs. Cada uma tinha largura de 8 m, separadas por um gramado de também 8 m. Essas retas gigantes provocaram um novo tipo de forma de carro de corrida, preocupada com a aerodinâmica e estimulada pelas disputas por quebras de velocidade máxima .

Os chamados Streamlineds cortavam os dois grandes trechos que eram ligados por um retorno chamado Sudkurve e por uma curva única no mundo. A Nordkurve era feita sobre uma bancada de concreto e pavimentada com tijolo vermelho, criando uma inclinação de 43 graus, sem nenhum tipo de proteção em caso de uma indesejada escapada de algum carro. Ela tinha 12 m de largura e 12,46 m de altura, sendo contornada de motor cheio o tempo todo, gerando uma enorme força G sobre o piloto e sobre o conjunto mecânico da época. Sob chuva ou mesmo garoa, a aderência do piso vermelho ficava temerária, exigindo muito cuidado por parte dos pilotos, a ponto de uma linha branca de segurança ser pintada para mostrar a área “segura”.

Esse conjunto de fatores deu a Nordkurve o merecido apelido de “o paredão da morte de Hitler”, que tinha a companhia da bela torre de cronometragem ornamentada com a estrela de três pontas da Mercedes-Benz.

Hitler utilizava de forma magistral a publicidade em prol do seu Reich. Os esportes eram o melhor meio de provar a superioridade alemã e no automobilismo a da engenharia germânica, logo, a inauguração da nova Avus em 1937 teve grande cobertura. Nela carros da Mercedes-Benz, Auto-Union, Alfa Romeo e Maserati conduzidos por lendas como Rudolf Caracciola, Bern Rosemeyer, Tazio Nuvolari e Giuseppe Farina disputaram uma prova aos olhos da Alemanha. E o líder alemão deve ter ficado especialmente contente, pois diante de 250 mil expectadores entregou pessoalmente o troféu a Hermann Lang, vencedor a bordo de sua Mercedes W25K-M125 Streamlined.

A melhor foto da história: Bernd Rosemeyer e Rudolf Caracciola na NordKurve de Avus em 1937. Tem foto melhor do que essa?

Após a segunda-guerra mundial, a derrotada Alemanha ficou por um tempo distante do automobilismo. Avus foi reconstruída junto das duas “Autobahns”, mas perdeu a sua curva sul, que deu lugar a um retorno. No filme “Bastardos Inglórios”, o diretor Quentin Tarantino passa a idéia de que devemos exorcizar os fantasmas do passado sem esquecer as marcas e lições que eles nos deixam. O mundo havia expurgado Hitler, cujas atrocidades ainda estavam chegando ao conhecimento público, e o mundo da velocidade havia evoluído e uma nova categoria, a Fórmula 1,que passara a realizar as suas corridas na não menos incrível Nurburgring. Uma prova extra-campeonato com domínio da equipe Mercedes abriu caminho em 1957 para que dois anos depois, através de manobras políticas nos bastidores, Avus voltasse a receber uma corrida de Fórmula 1.

Esse retorno gerou uma revolta por parte dos pilotos. Stirling Moss deu uma declaração forte antes do final de semana da corrida afirmando: “É inseguro, insatisfatório, desinteressante, não tem nada a provar para os pilotos e eu considero uma vergonha para a Alemanha que eles tendo um dos melhores circuitos do mundo (Nurburgring) escolham o pior.”

As críticas não impediram a realização da prova, que teve um acidente fatal durante a classificação para a corrida de carros de Turismo. O Porche RSK do Francês Jean Behra decolou para a morte durante o contorno da Nordkurve .

Na prova, o descontente Stirling Moss deu apenas uma volta e entrou para os boxes, Hans Hermann sofreu também um gravíssimo acidente, sobrevivendo ao ser ejetado do carro.

A vitória ficou com o piloto Tony Brooks a bordo de uma Ferrari, na corrida que voltou a ligar o nome de Hitler e sua curva feita para comprovar a superioridade alemã à morte sem sentido racional.

Avus perdeu a curva inclinada e viu Nurburgring retomar o posto de principal circuito alemão, deixando para ela corridas de categorias menores, sendo diminuída ao longo dos anos em busca de maior segurança. Terminou seus dias como palco da DTM em 1998.

O traçado das décadas de 30 e 40 com a sua curva inclinada sempre estará eternamente no imaginário dos entusiastas, junto da admiração pelos heróis que por ele voaram, mas a valorização da vida e a busca por segurança afastam Avus dos dias atuais.

Aqueles velhos tempos podem ser rememorados hoje em uma estada na torre de cronometragem, agora restaurada e convertida em hotel, ao se olhar fotos da época, procurar traços do que sobrou do “Paredão da morte de Hitler” em imagens de satélite ou mesmo em modernos simuladores de corrida. Porque os autoramas embaixo da cama, esses também não existem mais.

A melhor pista que esse mundo já teve, é um simples retorno que fica ao redor de um estacionamento.

Acredito que muitas pessoas nunca ouviram falar do oval de Monza. O oval foi construído em 1955 em uma reforma no autódromo de Monza, que por sua vez foi construído 1922. Essa reforma foi necessária pois o autódromo foi muito danificado na II Guerra Mundial.

Esse oval de Monza foi utilizado pela última vez em 1969 em uma corrida de protótipos. Já na Formula 1 esse circuito foi usado em 55, 56, 60 e 61. No dia da inauguração do oval, 11 de Setembro de 1955, foi constatado que as curvas, com incríveis 45º de inclinação, eram muito irregulares para as velocidades dos carros, que atingiam mais que 280 KM/h.

Essas irregularidades forçavam demais as suspensões dos carros e houve muita reclamação por parte dos pilotos. As curvas inclinadas de Monza foram retratadas no filme Grand Prix, de 1966. Hoje o circuito oval ainda existe porém está praticamente esquecido como pode se ver nessas fotos:

Construindo uma das curvas inclinadas do Oval de Monza

O primeiro GP de F1 no traçado de Monza que incluía a parte oval

O acidente fatal de Wolfgang von Trips

E o oval de Monza hoje

Uma pena

45 graus de inclinação. E AVUS só tinha 43 graus

Acho que só os corajosos iam se aventurar naquele oval

Uma pista tão legal e abandonada

Imagine se o Nurburgring Nordschleife fosse abandonado como o oval de Monza. Não posso sequer imaginar isso acontecendo. Uma pena.

Felipe Massa não empolgou o público presente em Interlagos durante desfile de pilotos antes da prova

Público ignorou o pobre do Felipe

Faltando exatos 20 minutos para a largada do GP do Brasil, o público presente ao circuito de Interlagos se manifestou com as atrações do “esquenta” para a prova. A reação, porém, não foi das melhores para Felipe Massa e Fiuk.

No tradicional desfile dos pilotos antes do início da prova, Felipe Massa foi praticamente ignorado pelos torcedores. O piloto da Ferrari não empolgou os torcedores em sua passagem pelo circuito.

Outro momento no qual o público mostrou impaciência foi quando o cantor Fiuk foi convidado a dar uma “palhinha” para a Rádio Bandeirantes, emissora oficial da prova. O filho de Fábio Júnior foi vaiado.

Por outro lado, os torcedores foram ao delírio com Nelson Piquet e o aplaudiu muito. O ex-piloto foi homenageado e pilotou a Brabham de 1981, carro no qual conquistou o primeiro de seus três títulos mundiais.

Já Piquetzão foi adorado pelo público presente em Interlagos

Torcedor lê jornal durante treino do GP do Brasil neste sábado, em Interlagos

A “empolgação” é tanta que o cara tava é lendo o jornal em vez de ver os carros na pista

Sábado, definição do grid de largada do GP Brasil de F-1. No autódromo de Interlagos, os sinais de desinteresse por um campeonato já decidido há 45 dias são evidentes. Com muitos vazios na arquibancada, a 15ª pole position obtida na temporada por Sebastian Vettel, nesta tarde, foi testemunhada em silêncio.

Nas ruas próximas ao autódromo, pela manhã, o movimento era pequeno. Por volta das 10h, faltando uma hora para o início da terceira sessão de treinos livres um pequeno grupo se concentra num trecho da arquibancada em frente à reta oposta. São os únicos animados na área.

Quando uma van entra na pista, eles comemoram como se fosse a passagem de um campeão. É o momento de maior entusiasmo visto durante o treino. Faltando dez minutos para o início da sessão, dois safety-cars entram na pista. É hora de sacar as câmeras de fotografia ou os celulares e colocar protetores auriculares.

O treino livre ocorre sem maiores emoções entre 11h e 12h. Do meu lado de um zé-ruela chamado Mauricio Stycer, um sujeito lê o jornal enquanto Vettel, mais uma vez, marca o melhor tempo.

No Globo Esporte, exibido em seguida, Thiago Leifert revela que a maior atração foi um pássaro, atropelado por um carro. Um repórter, ao vivo, entrevista dois jornalistas turcos que usam camisas do Corinthians.

Assistiam ao treino de um camarote ao final da reta oposta, com ótima visão da pista. O espaço tem capacidade para 1.500 pessoas. “É o lugar com mais homem por metro quadrado que já vi na vida”, reclama um convidado. “Nem no estádio de futebol é assim”, confirma seu amigo.

O camarote, montado pela Rede Globo, dona dos direitos de transmissão da F-1, é ocupado por convidados da emissora e de seus patrocinadores. As mordomias incluem hot-dog, empadinha, sorvete e cerveja.

Para entender o que ocorre no treino é preciso acompanhar a transmissão pela TV. Há cerca de 40 aparelhos espalhados pelo camarote. Durante o treino que vale a definição do grid, Galvão Bueno apresenta estatísticas da história do GP Brasil. Não tem nada melhor mesmo para dizer.

Às 14h45, 15 minutos antes do final do treino, já tem gente indo embora. Bruno Senna conquista o nono lugar, comemora Galvão. A má notícia é que não choveu. Se chovesse, podia-se esperar um Sutil ou um Senna na pole.

TRAÇADO ANTIGO (na foto, a parte cinza) : Um colossal circuito. Tinha nomes das curvas bastante originais, era veloz e bastante desafiador. Tinha retão, tinha curva que cegava o piloto por causa do Sol (na curva do Sol) e tinha uma curva onde um sargento imbecil dava escapadas para piloto de kart dar risada. Pena que o circuito era muito grande. Teriam que botar cem mil câmeras para transmitir as corridas nesse traçado. Mas o que veio depois ficou bom também.

TRAÇADO ATUAL (na foto, a parte azul escura) : Nove entre nove pilotos adoram este traçado. Para reformar Interlagos, se precisava de um traçado menor do que o antigo. Um tal de Chico Rosa fez um traçado bastante veloz para Interlagos, mas Bernie Ecclestone negou o tal traçado. Então envolveram Ayrton Senna na história. Senna sugeriu que seja feito um “esse” depois da reta dos boxes ligando com a Curva do Sol, criando um novo traçado de 4,3 km. Mas se comparada ao antigo traçado, esse traçado é só um autorama.

ANEL EXTERNO: Esse traçado foi mantido mesmo depois da reforma de Interlagos. Luis Pereira Bueno (o Peroba) quebrou o recorde do anel externo de Interlagos em 1972. Quem conta esse momento é Carlos Coutinho:

 “Houve um momento em que tudo parou para que o Luisinho Pereira Bueno desse uma volta pelo anel externo com seu March 711 alugado pela Equipe Hollywood. Ele passou pelo retão voando baixo, fez a curva 3 numa velocidade enorme, deu uma tiradinha de pé na junção, e bateu o recorde do anel externo.”

Que Deus esteja com você, Peroba.

Luiz Pereira Bueno

Luiz Pereira Bueno quebrando o recorde do anel externo de Interlagos

Ficheiro:Autodromo Jose Carlos Pace S do Senna.jpg

O “S” do Senna do atual Interlagos

O último GP no antigo traçado de Interlagos

Interlagos sendo reformado

O GP do Brasil de F1 está chegando. A prova vai ser realizada no tradicional circuito de Interlagos. No resto dessa semana, vou fazer um especial sobre Interlagos. O tema de hoje: As melhores voltas no atual circuito de Interlagos.

Categoria Tempo Piloto Equipe Data
Fórmula 1 1:11.473 Juan Pablo Montoya Williams-BMW GP Brasil de 2004
Le Mans Series-LMP1 1:18.787 Pedro Lamy/Stéphane Sarrazin Peugeot 908 HDi FAP Mil Milhas Brasil de 2007
Fórmula 3 1:28.970 Nelson Merlo Bassani Racing 9/12/2006
FIA GT1 1:32.060 Enrique Bernoldi/Xandinho Negrão Maserati MC12 Vitaphone 27/11/2010
Fórmula Renault 1:35.809 Nelson Merlo Bassani Racing 6/11/2005
Stock Car Brasil V8 1:37.672 Allam Khodair Blau Full Time 27/3/2010
Troféu Maserati 1:47.655 Guto Negrão Medley 25/3/2006
Fórmula Truck 2:04.616 Wellinton Cirinno ABF/Mercedes-Benz 5/10/2003

Estou falando do Fuji Speedway.Não,não estou falando da versão sanguinária.Estou falando da versão da tilkenizada.Em 2000,a Toyota resolveu comprar o até então esquecido Fuji Speedway para trazer a F1 de volta pro Monte Fuji.Para isso acontecer,eles resolveram fazer uma reforma completa no circuito que começou em 2003.Várias modificações foram feitas,talvez a mais significativa delas foi botar um complexo de 7 curvas no lugar da velocíssima Last Corner.Hermann Tilke fez um bom trabalho em Fuji.

O traçado usado pela F1 em 76 e 77…

…e a versão que estou falando

Em abril de 2005,a pista foi inaugurada e a Toyota consegue um acordo com a FIA para realizar corridas da categoria máxima do automobilismo no lugar de Suzuka,tal acordo acirra ainda mais a rivalidade da marcas japonesas Toyota e Honda,já que o circuito de Suzuka pertence a Honda.

A primeira corrida de F1 na nova versão de Fuji aconteceu em 2007.Choveu horrores naquele dia.Hamilton venceu,a Spyker marcou pontos e Massa e Kubica fizeram uma sensacional disputa por “um” sexto lugar que mais tarde iria virar “o” sexto lugar para Massa.Tais chuvas torrenciais em Fuji fizeram com que eu virasse um fã dessa pista.

Em 2008,a corrida também foi animada.Massa e Hamilton indo lá pra trás,Alonso dando show,Bourdais batendo em Massa e levando uma bela de uma punição.O problema é que a Toyota já estava torrando milhões com a F1,então alguma coisa teria de ser cortada.Ou ia a equipe ou a pista,e sobrou pra Fuji mesmo.A Toyota cancelou a etapa de Fuji e Suzuka voltou a sediar o GP do Japão.E Fuji agora sedia etapas de categorias japonesas como a F-Nippon.

Triste fim de uma pista que eu gostava tanto e várias pessoas odeiam Fuji por não sei qual motivo.

Traçado

1st-Um cotovelo de baixa velocidade.Como o próprio nome já diz,ela é a primeira curva do circuito.Perigo pra quem não tiver um bom freio.

Coca-Cola-Uma curva de média velocidade.Esterce o volante um pouco para a esquerda e aí poderá seguir caminho rumo ao 100R.

100R-Ela é como se fosse um calcanhar pelo formato.Fique o tempo todo virando para a direita e acelerando levemente.

Hairpin-Curva de baixa velocidade.Pouco foi modificado para esta versão tilkeana.

300R-A curva mais rápida do circuito.É como se fosse um 130R na versão tilkeana.Esterce de leve o volante para a direita.

Dunlop-Umas das curvas mais lentas do circuito.Freie bruscamente e esterce totalmente para a direita e depois esterce para a esquerda para continuar o caminho.

13th-Outro cotovelo do circuito.É o começo de um zigue-zague de curvas lentas.

Netz-Uma curva lenta onde o carro pode sair de traseira,mas isso é normal,a não ser que você não consiga segurar o carro.

Panasonic-Última curva do circuito.Uma das mais lentas.Esterce bastante para a direita e depois pode pisar fundo.

Reta dos boxes-Uma das maiores retas do mundo.Ela tem 1,4 quilometros,de longe a maior reta da história da F1.Imagine se usasse asa móvel em 2007 e 2008.Mais de 300 km/h na certa.

Nada como ver um piloto japinha numa pista japinha.Kazuki Nakajima pilotando um Williams FW30.A volta que vocês vão ver foi a mais rápida dele naquele final de semana.

Esse é o post de número 100 na história desse blog.VIVA!!!

Para ler a primeira parte,clique ali->O circuito que mais se parece um estádio de futebol-Parte 1

Recentemente,aconteceu uma reforma no asfalto(na verdade a pista é feita de concreto) do Bristol Motor Speedway.O motivo era simples:os carros só podiam fazer ultrapassagens por dentro.Com a nova reforma,agora um carro pode ultrapassar o outro por fora.

Atualmente,a pista é uma das mais recomendadas para ver uma corrida de carros.

CURIOSIDADES

O circuito possui uma grotesca inclinação nas curvas de 36 graus,mais 7 e fica igual a AVUS.

O complexo do circuito tem uma aparência idêntica à de um estádio de futebol com arquibancadas ao redor de todo o circuito.

O circuito possui duas pistas para fazer os pits stops.

É considerado o oval de meia milha mais rápido do mundo.

Atualmente a pista recebe corridas da NASCAR Sprint Cup Series,NASCAR Nationwide Series e da NASCAR Camping World Truck Series.

TRAÇADO

Reta principal:Reta pequena,tem que acelerar bastante pra pegar um vácuo e conseguir a ultrapassagem na Curva 1.

Curva 1:Curva de 36 graus de inclinação.Primeira tentativa de ultrapassagem na volta.Quem fizer essa curva por dentro,sairá em grande vantagem para conseguir a ultrapassagem.

Reta oposta:Reta do mesmo tamanho da primeira.Serve a lição da reta principal.Tente acelerar o máximo possível para pegar o vácuo e tentar a ultrapassagem.É nessa reta aonde o piloto sai dos boxes.

Curva 2:Curva de 36 graus de inclinação.Pode continuar tentando a ultrapassagem.Depois de curva,vem a entrada dos boxes.

Onboard do jogo Oval Pro Series no Bristol Motor Speedway.

Voltando a falar sobre pistas onde corram carros.Bristol Motor Speedway é um dos circuitos mais populares dos EUA.Ele fica localizado em Bluff City no estado do Tennessee.

Imagine se você entra num lugar com dezenas de milhares de pessoas nas arquibancadas,todas olhando para o centro do local aonde está acontecendo todo o entretenimento.Aí você vai pensar “Ah é um estádio de futebol” .Olhe de novo e você vai perceber que não é um estádio de futebol e sim um oval de meia milha.Um oval de meia milha chamado Bristol Motor Speedway.

O segundo menor circuito oval de toda a NASCAR(perdendo só para Martinsville) teve sua inauguração em 1961.O primeiro a andar na pista récem-nascida foi Tiny Lund com um Pontiac.Na primeira corrida na pista,quem saiu vitorioso foi Jack Smith.

De lá pra cá foram várias corridas ótimas com acidentes incríveis,hoje a pista é considerada uma ótima corrida de se ver,pois se ficar em apenas um ponto da arquibancada,já dá pra ver toda a extensão da pista.Como a pista é pequena,depois de apenas umas 10 voltas,o líder já vai dar de cara com pelo menos um retardatário.Ou seja é um espetáculo a parte.

É como se fosse entrar num estádio e ver uma corrida de carros

Amanhã a segunda parte.

Tuíter

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