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Grand Prix Challenge é um jogo de F1 da temporada de 2002. É um jogo não muito lembrado por aí, mas que pode ser achado facilmente em alguns camelôs por aí.

Como o único jogo de F1 que eu tinha era um F1 2006 que vivia travando e não era muito emocionante, resolvi comprá-lo. 2 reais por uma cópia pirata. Na minha primeira corrida, foi em Interlagos a bordo do mítico KL Minardi pilotado por Alex Yoong. Mas não é dessa partida de que vou falar. A propósito, eu terminei em sexto nessa corrida. Vou falar da minha pior corrida de videogame da minha vida curta de 14 anos.

Há eras eu já havia falado sobre a minha fantástica corrida no GP3 (se virem para procurar o post nos arquivos do blog) quando heroicamente eu levei Ricardo Rosset a segurar meio mundo na última volta da corrida em Monza. Mas eras depois, aconteceu um revés com o jogo homônimo que tinha falado no começo do post.

No começo, eu achei o jogo complicado. Além de ele estar em espanhol, a dirigibilidade era muito sensível. Uma viradinha de leve para a esquerda no analógico do controle poderia levar o carro lá para puta que pariu. Por isso, escapava muitas vezes e perdia posições.

Os gráficos do jogo não são realísticos como os atuais jogos da F1 da Codemasters. Mas tem várias coisas boas, como a suspensão, o movimento das mãos e cabeça do piloto, a torcida que fica falando “óóóóó” quando algo acontece como uma ultrapassagem, um toque ou um acidente. Os patrocínios tabagistas dos carros são trocados por outras coisas escritas como a Renault que troca o nome “Mild Seven” por um “Blue World”.

Uma parte ruim do jogo, é que a gente começa com apenas 6 pistas desbloqueadas de 17. O resto a gente tinha que ir desbloqueando com pódios e vitórias. Decidi tentar desbloquear todas as pistas. Uma por uma, pistas iam sendo desbloqueadas. Uma coisa engraçada do jogo, ele no vídeo de apresentação, mostra todas as pistas do jogo. Quando chega na pista de Hockenheim, ele mostra o traçado antigo de 7 quilometros, quando na hora de jogar, a gente jogava no traçado atual que é uma bosta em relação ao outro. Nurburgring também aparece com o traçado antigo, com a chicane na curva 1, mas na hora da corrida, aparece o traçado atual.

Vamos para a hora de eu me fuder. Depois de destravar todas as pistas. Eu resolvi começar a correr em pistas onde nunca tinha corrido naquele jogo. Como piloto, escolho Giancarlo Fisichella e seu Jordan amarelado. Pista, a malaia pista de Sepang. Nível: Moderado (se meu espanhol estiver certo, é o mesmo que “médio” para nós brasileiros).

Como participar do qualify de um jogo de corridas é uma chatice e uma perda de tempo, resolvo pular essa parte e ir direto para a corrida. Largaria em último. Como o clima do jogo é aleatório, ia chover canivetes na corrida. Seriam 28 voltas muito loucas.

Não chovia muito na largada, então eu e o resto do grid escolhemos os pneus macios de pista seca para largar. Péssima escolha. Na largada, largo muito mal. Logo depois do caracol da primeira curva, percebo que foi um erro primário largar com os macios. No final da primeira volta, eu já havia rodado duas vezes , era o último a uns 15 segundos atrás do carro mais próximo e lutava para permanecer na parte cinza da pista. Depois de mais duas voltas rodando e rodando, resolvo ir parar nos boxes para calçar os pneus de chuva forte. Como parei antes que todo mundo, fiquei a uns 50 segundos do P21. Mas eu havia feito a coisa certa.

Com uma volta muito mais rápida do que os outros, na volta seguinte, alguns pilotos iam fazer suas paradas. E com uma volta a mais com os pneus de chuva, girei mais rápido nessa volta e já começava a angariar posições. Depois de todos pararem nos boxes, já estava num bom P17. Mas conforme as voltas iam acontecendo, eu e meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva, ganhava posições a cada volta. Mas nem tudo ia bem.

A curva 14 normalmente é só mais uma curva que ninguem se importa, mesmo estando numa pista famosa. Mas no jogo, ela fazia diferença. Na chuva, ela fica encharcada e escorregadia e não é muito difícil rodar naquele ponto. Por esse motivo, a cada volta que ganhava 3 posições, eu perdia 2 naquela maldita curva.

Estava chovendo tipo assim no jogo

Eu até conseguia controlar um pouco o Jordan naquela curva, mas sempre o carro ficava de lado e eu perdia uns 2, 3 segundos preciosos naquela curva. Tanto que na volta 7, eu rodo de vez naquela curva e caio para a P19. Mas, mais uma vez meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva me fizeram ganhar 4 posições na curva 15. Depois disso, parei de ficar rodando e fui ganhando posições. Tanto que na volta 12,  já me encontrava na P6.

Depois disso, decidi ir atrás dos carros que estavam a minha frente. Kimi Raikkonen, Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya. Ralf e Montoya estavam brigando entre si pela P4. Quando cheguei neles, rapidamente fiz a ultrapassagem e logo depois, passei Kimi também. Mas aquela maldita curva 14 me fez rodar e perder as três posições que havia ganhado. Fiquei discutindo a terceira posição com eles até a volta 16, quando fui fazer a minha segunda parada. Naquela altura estava em quinto, pois o Montoya havia perdido terreno depois de eu ter dado uma fechada violenta nele.

Foi na hora da parada nos boxes que tudo começou a desmoronar para mim. Na volta 15 mesmo, a chuva já estava diminuindo. No final da volta 16, a chuva já estava bem fraca. Mas não queria arriscar botar os macios e começar a cair horrores do céu logo depois. Por isso, botei os intermediários. Péssima escolha novamente.

Depois de uma volta lenta, eu comecei a estranhar tudo. Na volta 18, a chuva já estava mais fraca do que um Sansão careca. Mas ainda caía uma gotinha de vez em quando. Para confirmar o meu erro, emparelhei com um Jaguar na curva 15 e olhar para os pneus que estavam sendo usados. Eram pneus macios. Numa virada rápida para a direita segui para os boxes lamentando. A corrida já era. Calcei os pneus macios e fui em frente. A uns 35 segundos do carro mais próximo, meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva não fariam o menor efeito numa pista seca.

Na chuva, conseguia ser uns 5 segundos mais rápido que qualquer um na pista, no seco era diferente. Eu girava ao mesmo tempo que o líder, Rubens Barrichello (!). Para piorar tudo, uma capotada prosaica na curva 1 (!) aconteceu. Perdi uns 10 segundos aí.

A essa altura já tinha jogado a tolha. Minha única chance ia ser se a chuva voltasse. Faltava 6 voltas para o final e a chuva volta a dar as caras na corrida. Era a minha chance. Se permanecesse na pista com os pneus macios eu poderia ganhar várias posições e me dar bem. Era só permanecer na parte cinza da pista e segurar os outros carros. É bem óbvio que essa estratégia não iria funcionar e resolvi não seguir essa estratégia.

Fui para os boxes na volta 23 e botei os pneus de chuva forte. Mas a chuva tinha voltado pior do que nunca. Passei duas voltas errando e escapando da pista, principalmente na maldita curva 14.

Estava a 18 segundos do carro mais próximo que era Allan McNish e seu Toyota, girava 5 segundos mais rápido do que os outros e faltavam 3 voltas para o final.

Graças aos meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva, começava a tirar a diferença para McNish e Salo que ficavam brigando pela P20 da corrida. Com isso, ia tirando a diferença de modo fácil e rápido. Chegou a última volta. Meu Jordan amarelado pilotado por Giancarlo Fisichella passou por tanta coisa na corrida e estava em último. A 3,5 segundos do carro mais próximo, Mika Salo.

Mas a chuva novamente dá o ar da graça e resolve querer se mandar na última volta. Mesmo assim, consegui fazer uma ultrapassagem linda na curva 7 sobre Allan McNish e consigo deixar a última posição da corrida. Logo depois, na curva 10, a ultrapassagem sobre Mika Salo. Depois de uma quase escapada na droga da curva 14, vinha a última curva da corrida. Depois de várias escapadas, rodadas, capotagens, meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva e erros de estratégia, a corrida estava acabando.

Cruzei a linha de chegada a 52 segundos do líder e vencedor da corrida, Rubens Barrichello (!). P20 a posição final na corrida. Já estava era aliviado por ter acabado a corrida depois de tanta coisa ruim acontecendo na corrida. Depois disso, o resultado e julgamento meu final, a minha pior corrida de videogame da história.

 

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Pode não parecer. Mas os yankees da NASCAR também tem jogos. E é uma lista imensa. Desde o excelente ESPN Speed World lançado somente para o Super Nintendo até o NASCAR SimRacing. Mas o que eu destaco nesse post é o NASCAR’ 08. Embora o nome do jogo possa dizer isso, o jogo não é da temporada de 2008. É de 2007, quando a Sprint Cup era a Nextel Cup. A Nationwide Series era a National Series e a Camping Truck Series era a Craftsman Series.

Mas uma boa vantangem do jogo, é poder usar o Car of Tomorrow. O Car of Tomorrow era um novo carro que seria utilizado no ano de 2008 na Sprint Cup Series. As principais mudanças que pude perceber de cara, foram uma engordada na frente do carro e um novo aerofólio que dava um estilo inconfundível ao carro.

O jogo também tinha pistas extras. Tinha um circuito que ficava no meio de um canyon estadunidense. Outro que era nas ruas de Nova York. E uma pista que era dentro de um estádio de futebol. E é dessa pista que irei falar.

Carro da categoria Whelen Modified no circuito fictício de Tiburon. Tá vendo aquele espacinho ali no muro. Ali é a saída dos pits stops

A pista se chamava Tiburon International Speedway. Ela estava no jogo por jogada de marketing, já que a empresa criadora do jogo era a EA Tiburon. Tiburon ficava dentro de um estádio de futebol. O circuito ficava na parte externa do campo, onde ficavam os caminhões que levavam os carros. Os boxes ficavam embaixo (literalmente) das arquibancadas do estádio.

O jogo tinha 5 categorias inclusas: a Whelen Modified, a Craftsman Series, a National Series, a Nextel Series e o Car of Tomorrow. Escolhi como categoria a National Series. Como piloto escolhi Kasey Kahne que usava um Dodge #9. Como pista, a própria Tiburon. Tiburon é uma pista que necessita muito dos freios dianteiros. Tanto que depois de umas 8 voltas naquele ovalzinho de 0.375 milhas, os pneus dianteiros já iam pro espaço. E eram 38 voltas de corrida.

Não fui pro Qualify. Já que ir pro Qualify de um jogo de corrida é uma coisa bem, bem chata. Por algum motivo que ainda desconheço, larguei na vigésima terceira posição. Larguei mal. Sou muito ruim em largada, seja re ou não. Perdi umas 3 posições. Depois de umas 2 voltas, consegui me recuperar. Na volta 7, já estava em décimo. Na volta 9, já estava em sexto. Mas no final dessa volta, aparece nos gráficos dois pneuzinhos amarelos. Ou seja, os dois pneus amarelos já começaram a se desgastar.

Começo a perder rendimento. Perco duas posições. Tento defende-las ao máximo, mas eu acabo raspando no muro e perco as posições. Estava em oitavo e levando pressão de uma enorme fila atrás de mim. Na volta 18, as coisas já estavam muito ruins pra mim. Os pneus dianteiros já estavam no laranja e os traseiros estavam no amarelo. Estava em décimo.

O combustível ia durar até a volta 23. E se quisesse vencer aquela corrida, eu tinha que ficar o máximo na pista, mesmo que se o pneu estivesse no vermelho. E fui. Na volta 21, os pilotos começaram a fazer suas paradas. Na volta 22, estava em primeiro. Veio a volta 23, mas permaneci na pista por mais uma volta, torcendo pro combustível aguentar. Ele suportou as curvas 1 e 2, mas quando chegou a curva 3. Acabou o combustível.

Procurei acelerar ao máximo pra tentar chegar nos pits. Não ia conseguir chegar nos pits, só se alguém me desse um empurrão até lá. E o empurrão veio. Paul Menard da Dale Earnhardt Inc. ia entrar nos boxes, assim como eu, ele também ia ficar sem combustível. Ele bateu na traseira do meu carro e eu fui pros pits, enquanto ele ficou ali parado. Graças a essa batida veio a bandeira amarela. Dei uma sorte danada dela ter vindo pois estava em primeiro e ia relargar em primeiro.

Troquei os quatro pneus, botei um pouco de fita adesiva no carro e enchi o tanque todo. Relarguei em primeiro na volta 29. Relarguei muito bem e em algumas voltas, eu abri 3,5 segundos para o segundo colocado, Jon Wood #47. Mas como já disse, os pneus dianteiros duram poucas voltas quando está em ótimo estado. Na volta 33, os pneus começaram a se degradar. Tanto que Greg Biffle #16 recuperou a volta que eu tinha acabado de colocar nele. Tentei recolocar ele na turma dos +1 Lap, mas não consegui.

Como os pneus estavam ruins, começava a perder rendimento. Tanto que na volta 36, Jon Wood já estava a menos de um segundo de diferença. Na volta 37, Jon tenta me passar na curva 1 e na 2. Eu consigo segurar. E fomos para a última volta. Wood bota por dentro na curva 1. Consigo segurar. Na saída da curva 2, estávamos praticamente lado a lado. Mas quando chegou a curva 3, não consegui segurar. Fiquei do lado de fora e perdi a posição. Até aí, tudo bem porque ia conseguir ao menos um segunda posição. Errado.

Como fiquei do lado de fora da pista, e com os pneus dianteiros totalmente desgastados, acabo raspando no muro e ainda perco mais duas posições sem mais nem menos. Pois é, eu terminei em quarto na corrida. Depois da corrida, falei um monte de palavrão. Mas foi divertido, mas falei comigo mesmo que nunca mais vou correr em Tiburon. Nunca.

Todas as pistas tem um reta dos boxes. Mas, um tal de Felipe Pires (filha da mãe tem 12 anos) do blog Cadernos de Velocidade criou um blog chamado Reta dos Boxes. Nome bem original devo dizer. E naquele Reta dos Boxes, também estavam o Ramon Mendes do blog Racing Team, o “Chili” Douglas Borges do blog Sexta Marcha e um nativo daqui de Manaus, Gabriel “Gábi” Santos do blog Formula 1 Racing Team Brasil.

Por algum motivo que desconheço, eu conhecia todos aqueles menores e pré-adolescentes. Aí no Facebook, o gaúcho Ramon Mendes me chamou para uma “reunião” do Reta no MSN. Entrei no MSN para participar da tal “reunião” . E por algum motivo que continuo a desconhecer, por voto democrático. Eles me indicaram pro pequenino Felipe me convidar pro Reta. E é essa a história de como o salgadinho de queijo foi inventado.

Aceitei o convite e agora estou postando lá também. Quer visitar o Reta e ver como é?

Aqui o link: http://retadosboxes.wordpress.com/.

Obrigado ao Felipe, ao Ramon, ao Chili Douglas e ao Gábi Santos por me abrigaram no Reta dos Boxes.

Os três principais logotipos do blog. Com as tradicionais cores do blog: Vermelho, preto e creme

O blog foi criado no dia 30 de abril. Mas foi no dia 1 de maio que o blog teve seu primeiro post publicado oficialmente. Foi um post sobre a MasterCard Lola. Por isso, dos 318 posts nesse blog, vou publicar os 15 posts mais vistos nesses 365 dias de blog Scuderia Ferreira BMF. Vamos a eles.

PS: Vocês podem se perguntar o porque de eu não falar do Ayrton Senna no dia de sua morte. Mas este post vai mostrar um link de um post meu sobre o acidente de Ayrton Senna.

PS2: Para visitar os 15 posts mais vistos do blog, clique no nome do post acima da foto relativa a ele.

15- Capacetes da F1– 122 visitas

Bruno Senna brinca com o capacete em apresentação da Campos Meta, em São Paulo

Post meu sobre a história dos capacetes da F1. Tem fotos comparando o capacete de Juan Manuel Fangio com o dos pilotos de hoje. Foi visitado 122 vezes.

14- F1 2006 Cars: Ferrari 248 F1– 132 visitas

Post mais ou menos detalhado sobre a Ferrari que Michael Schumacher e Felipe Massa usaram na temporada de 2006 de F1. Foi visitado 132 vezes.

13- Equipes parcas da F1: Life Racing Engines (Parte 1)– 134 visitas

A primeira parte da história da pior equipe da história da F1. A Life Racing. Foi visitado 134 vezes.

12- Retrô: Robert Kubica, Montreal, 2007– 137 visitas

FOTO ARQUIVO: Acidente Robert Kubica - Canadá 2007 - FOTO ARQUIVO: Acidente Robert Kubica - Canadá 2007

Post com fotos do acidente que revelou Sebastian Vettel para o mundo. Chegou a liderar a ranking de mais vistos nesse blog por boa parte do ano passado, mas decaiu desde de Dezembro. Foi visitado 138 vezes.

11- Especial tragédias de Imola 1994: J.J. Lehto e Pedro Lamy, Benetton e Lotus, Reta principal– 153 visitas

6 fotos (ou 5 devido aos direitos autorais) mostrando o acidente grave de Pedro Lamy e JJ Lehto na reta principal de Imola, em 1994. E esse acidente rolou hoje, a 18 anos. Foi visitado 152 vezes.

10- F1 2006 Cars: McLaren MP4-21– 166 visitas

Post mais ou menos detalhado sobre um dos carros mais belos da F1, o McLaren MP4-21. Incrivelmente, esse post foi visitado 166 vezes.

9- Especial tragédias de Imola 1994: Rubens Barrichello, Jordan, Variante Bassa– 167 visitas

O acidente grave de Rubens Barrichello na Variante Bassa, em Imola, 1994. Retratadoo por algumas fotos incríveis do acidente. Foram 167 visitas nesse post.

8- Equipes parcas da F1: Coloni (Parte 2)– 168 visitas

A segunda parte da colonial história da Coloni. O carro amarelo, Pedro Matos Chaves e o triste fim da equipe do fundão mais adorada do mundo. Arrecadou 168 visitas.

7- Equipes parcas da F1: Life-PIC Racing Engines (Parte 3)– 169 visitas

A terceira parte da história da pior equipe da história da F1. A Life-PIC. Giacomelli substitui G.Brabham, show em Mônaco e uns soviéticos safados. 169 mortais passaram por este post.

6- Equipes parcas da F1: Andrea Moda– 173 visitas

Empatada com a Life como a pior equipe da história da F1, a Andrea Moda alcançou o sexto posto neste ranking. Graças a 173 pessoas vivas ou mortas que passaram por este post.

5- Capacetes de todos os brasileiros na F1– 183 visitas

Post com fotos de todos os capacetes dos pilotos brasileiros na F1. Chegou a liderar este ranking lá pelos idos de Dezembro e Janeiro. Foram 183 visitas.

4- Especial tragédias de Imola 1994: O funeral de Ayrton Senna– 292 visitas

Post especial com várias fotos do funeral de um cara que morreu hoje, há 18 anos. Aposto que sabe quem é. Foi o único post a ficar na marca das 200 visitas. O resto tem mais ou menos do que isso.

3-  – 325 visitas

O acidente que matou Roland Ratzenberger retratado em várias fotos do acidente dele na curva Villeneuve em Imola/1994. Foram 325 visitas.

2- – 402 visitas

Esse post só está em segundo porque um zé-ruela pesquisou no Google “Honda RA108” e parou nesse post mais de 350 vezes num só dia (!) . Bom para mim que aumentou o número de pageviews do blog. Graças a esse cara, esse post soma 402 visitas.

1- – 1.958 visitas

Como eu me orgulho dessa foto. Para fechar esse ranking, Ayrton Senna. Senna no número 1 até aqui. Foram mais de 1000 visitas. Descanse em paz, Ayrton Senna.

Vinha fazendo a contagem regressiva faz 10 dias na minha conta no Twitter e na minha página no Facebook. Pouca gente sabia do que se tratava. Acho que só eu sabia qual era o grande evento que eu fazia tanto migué para que houvesse interesse nele. 30 de abril. Uma data que é lembrada por todos como o dia em que Roland Ratzenberger morreu.

Mas foi nesse dia em que este blog, foi criado. Era para este sítio ter sido criado na sexta-feira que antecederia o que era para ser o GP do Bahrein de 2011. Não rolou porque eu não entendia inglês e sabia muito pouco de computação. Desisti. Até que num sábado, 30 de abril. Eu criei coragem e criei o Blog Monumental Formula.

Eu lia muito o blog Bandeira Verde. Então resolvi noticiar através do Bandeira Verde que este blog havia sido criado. Nínguem se interessou. Pelo que me lembro foram 4 visitas através daquele post sobre circuito de rua brasileiros. Não desisti. Continuei acreditando que isso daria certo.

Foram 4 meses com uma média de 7 ou 10 visitas diárias. Até que uma pessoa em especial passou por esta bagaça. Nome. Ramon Mendes. Ele comentou num post sobre o Walt Disney World Speedway dizendo que gostou desse blog. Me surpreendi, porque pensava que pelo andar da carruagem, este blog não iria longe. Tinha até ameaçado me livrar disso. O que posso dizer para Ramon Mendes é: obrigado.

Incrivelmente, o blog começou a crescer. Mais gente começou a aparecer por aqui. Tanto que tive de mudar o nome do blog, por ele ser grande demais, o nome mudou para Scuderia BMF. O BMF são as iniciais do nome original dado ao blog. Mais tarde o nome se tornou mais agradável e virou o que é hoje e o que sempre será. Scuderia Ferreira BMF.

Em Novembro, Jean Corauci, do GP Expert, pediu que eu colaborasse para o GP Expert. E colaborei. Hoje continuo postando algumas coisas no blog dele.

Virei o ano com uma média de visitas bem melhor do que a de antes. 17 visitas era a média. Vi que o blog crescia a cada dia. Tanto que em fevereiro, alcançamos o recorde de visitas, 325. Mas não era o bastante. Então criei minha conta no Twitter, @MNecro, para trazer mais leitores para o blog. E consegui.

Hoje, o blog ainda continua a crescer. Até a este momento foram 18, 384 visitas. Não é um bom número se comparada com outros blogs como Continental Circus ou F1 Corradi, mas já me alegra. Amanhã, os posts mais vistos desse blog. E como eu não posso esquecer,

Descanse em paz, Roland Ratzenberger.

Já falei bastante de jogos como o Grand Prix 3. Mas faz alguns dias que me lembrei de um jogo de PlayStation 2 chamado IndyCar Series 2003. Era um jogo baseado na temporada de 2003 da Indy. Incrivelmente, esse jogo era bem mais difícil que o Grand Prix 3. Para se ter uma idéia da dificuldade. Eu demorei semanas, quem sabe até meses, para ganhar minha primeira corrida nesse jogo.

Vou lembrá-los de como foi essa louca corrida.

Escolhi como piloto, o americano Eddie Cheever Jr. da Red Bull Cheever. Estava voltando a jogar IndyCar Series depois que eu perdi ele na mesa do escritório de meu pai. Não tinha muita esperança de vencer, sempre alguma coisa acontecia e aquela corrida no Texas ia ser muito louca por rolar sempre big ones no meio da corrida.

Largaria em oitavo. Coincidentemente, a ordem de largada era a mesma da classificação final do campeonato da Indy de 2003. Ou seja, a ordem de largada seria Scott Dixon, Gil de Ferran, Helio Castroneves, Tony Kanaan, Sam Hornish Jr. e Al Unser Jr. largando na minha frente. Eram 10 voltas de corrida naquele oval de 1,5 milha no Texas.

Como sempre, eu queimo a largada, passo Unser Jr. e sigo em frente. E ainda bato em Sam Hornish Jr. que acaba por ficar no fim do pelotão. Incrivelmente, não causei um acidente costumeiro na largada. Os pilotos que largaram na minha frente, somem na frente. A corrida no IndyCar Series 2003 é muito díficil. Graças a incrível inclinação no Texas, o meu carro ficava raspando na parte interior das curvas.

Como sempre, uma fila se forma atrás de mim. São vários pilotos me pressionando, e eu já estava na sexta posição. São exatamente, Scott Sharp, Kenny Brack, Tora Takagi, Dan Wheldon, Roger Yasukawa, Bryan Herta e Robbie Buhl. É sério. Esse pessoal todo me pressionava. A cada curva e reta, alguém tentava botar de lado e fazer a ultrapassagem. Eles chegavam a fazer a ultrapassagem no final da reta, mas fazia a ultrapassagem no meio da curva. E depois, o bendito que tentou me passar perdia ao menos 3 ou 2 posições e assim ia.

A corrida já tinha passado da metade. A diferença para De Ferran que era o quinto, era de mais de um segundo. Só um milagre poderia me fazer ganhar aquela corrida e o milagre veio. Uma disputa no fundão acaba em um toque e os dois rodam. E os líderes que estavam a minha frente acabam por bater na minha frente. Uma confusão.

Mas alguns dos líderes escapam, mas diminuem drasticamente a velocidade. Perigo a frente, pois apenas eu estava indo a toda velocidade. Todos estavam lento na parte de dentro da pista. Consigo de forma mágica ir para a parte de cima e desviar de todo mundo. Estava em primeiro, faltando 3 voltas. Que felicidade!

A diferença era de 3 segundos para Scott Sharp e Tomas Scheckter que eram o segundo e terceiro respectivamente. Mas tinha de tomar cuidado, pois tinha vários carros mais lentos na minha frente. Nada de mais, desviei de todo mundo e venci a corrida. Que felicidade!

Comemorei bastante, pulei no sofá e gritei comemorando. Já que eu nunca tinha ganhado uma corrida naquele jogo e nunca tinha passado de um quarto lugar na mesma pista um tempo atrás.

O que acontecei com o jogo IndyCar Series 2003 hoje? Eu “acidentalmente” arranhei o CD e até hoje estou procurando nos camelôs de Manaus para comprar um. Só preciso de 3 reais e de um pouco de paciência para isso.

Você ganhou outra vez no jogo IndyCar Series 2003? Sim, eu ganhei outras duas vezes com Jaques Lazier e Greg Ray.

Como perceberam, eu citei em certa parte deste texto, Dan Wheldon. Para Dan Wheldon eu faço minha singela e humilde homenagem.

RIP Dan Wheldon *1978 +2011

 
Lembram do post de ontem. A de que eu sofria o Mal de Barrichello. Pois é, ele me deu sorte. Eu nunca tinha me dado bem em Interlagos. Estava bolado, mas disse que não ia desistir. Ontem a noite, resolvi correr em Interlagos. Escolhi como piloto Damon Hill e sua Jordan amarelada. Nível: Semiprofissional.

Larguei na posição 10. Acende a primeira luz. Ouço o ronco dos motores. Acende a segunda luz. Depois a terceira e a quarta. Finalmente a quinta luz se acende. Clima de nervosismo dentro de mim. As luzes se apagam. Os carros largam. Aí vem o “S” do Senna. Freio forte. Acabo acertando David Coulthard e Mika Hakkinen. Rapidamente, penso que o Mal de Barrichello não ia sair hoje.

– CARRO VAI RODAR!!!!!!!

Seguro o carro rapidamente e acelero para a segunda perna do “S” do Senna e para a Curva do Sol. Coulthard abandona e Hakkinen fica com a asa quebrada. Olho rapidamente no retrovisor e vejo duas Ferraris atrás de mim continuo acelerando. Mas não estou seguido pela ordem Schumacher-Irvine, é o contrário: Irvine-Schumacher. Vem a temida curva do Bico do Pato. Dou aquela básica saída de traseira. E acelero de novo.

Completo a primeira volta. Olho para o volante para ver a diferença entre mim e Eddie Irvine. A diferença é de 1 segundo. Continuo focado, mas sempre olhando no retrovisor para ver onde estava o Irvine. Quase saio na pista no Laranjinha, mas seguro o carro. Completo o Bico do Pato, mas com dificuldades. Enquanto isso, Mika Hakkinen que havia quebrado sua asa dianteira no começo do post, entra nos boxes. Mas consegue voltar a tempo de não sofrer uma volta. Completo a segunda volta e marco a melhor volta com 1.19.8 . Olho no volante para ver a diferença. A diferença é de 0,8 décimos de segundo. Uma diferença boa para uma corrida tão importante para mim.

Estava na terceira volta. Estava com medo de acontecer algo com o carro como aconteceu no post passado. Mika Hakkinen marca a melhor volta com 1.19.2 . Completo o Bico do Pato, sempre dando a saída de traseira. Enquanto isso, atrás de mim. Eddie Irvine deixa Michael Schumacher passar. É isso acontece também nos videogames. Brincadeira, só tô zoando. Michael Schumacher sequer ameaçava Eddie Irvine. Irvine sempre focado atrás de mim.

Olivier Panis abandona. Quero saber o que aconteceu com ele botando o replay para ver o que aconteceu. Mas quando vou apertar o “R” , percebo que o jogo pode trapacear e botar outro piloto sem ser eu na tela (perdi várias corridas por causa disso) . Resisto a tentação e continuo a corrida normalmente.

Abro a última volta. A diferença para Irvine é de 1,3 segundos. Não acredito que aquilo está acontecendo mesmo. Mas continuo focado em se manter na pista. Só duas coisas podiam me tirar a vitória. Uma: um problema qualquer no carro. Duas: eu dar uma escapada e perder a primeira posição.

Faltavam algumas curvas. Passo pelo Laranjinha. Passo pela Curva do “S” . Passei pelo Pinheirinho e acelero com tudo. Mas aí vem o Bico do Pato. Freio bruscamente, esterço para a direita, travo os pneus, saio de traseira, esterço rapidamente para a esquerda para corrigir o carro e acelero tudo de novo. Passo pelo Mergulho e vou adiante para a Junção. Junção já me custou uma corrida e ela não ia acabar com essa corrida. Freio, travo os pneus, esterço para a esquerda e acelero o mais rápido possível.

A partir daí é só acelerar com tudo. Imagino Galvão Bueno falando:

-Lá vem Marcelo de Souza Filho, vem para os últimos metros. E lá vem, MARCELO, MARCELO, MARCELO, MARCELO DE SOUZA FILHO DO BRASIL!!!!!!!!!!!!

Comemoro levantando o braço para o alto. Paro na saída dos boxes, para fazer uns zerinhos. Boto a marcha ré para fazer os zerinhos. Só que a marcha ré trava e o carro vai subindo de ré para os boxes. Consigo acelerar de novo. Vou para a saída dos boxes e boto na marcha ré de novo. Mas acabo sendo acertado pela Tyrrell de Ricardo Rosset. E a roda traseira direita vai para os ares. Lá se foi minha comemoração.

Mas e daí. Finalmente eu venci em Interlagos. Depois de todo o sofrimento.

Parece que acharam a cura para o Mal de Barrichello. Eu tomei esse remédio e estou curado. Yes!

Lembra daquele jogo que falei um dia desses aqui no blog e no GP Expert. O GP3 (veja o vídeo abaixo se ainda não sabe o que é o GP3) . No meu computador, tem baixado o Grand Prix 3 1998. No começo, eu só sabia pilotar em Hockenheim. Hoje eu já sei pilotar em quase todas as pistas. Quase porque ainda não sei pilotar em pistas como Interlagos e Catalunya. Resolvi aprender a correr em Interlagos. Aprendi a pilotar facinho, mas ainda tinha um problema. Na curva do Bico do Pato, eu sempre passava reto

O Bico do Pato é uma curva cega e muito difícil de se realizar no GP3. É difícil contorná-la sem dar uma saída de traseira. Mas depois eu consegui contorná-la beleza, eu travava o pneu e saía de traseira, mas contornava. Até aí tudo bem. Escolhi como piloto, Rubens Barrichello e a dificuldade como Semiprofissional.

Esperava que conseguisse um bom resultado com o Rubens. Larguei na posição 14 e já na saída do “S” do Senna, já estava em quinto. Mas depois veio o tão temido Bico do Pato. Tento contorná-la, mas acabo passando reto. Reinicio o jogo com o mesmo Barrichello e sua Stewart. Mas acabo sendo tocado na largada e bato na Curva do Sol. Mais uma vez. Escapada na Descida do Lago. Tentei de novo, mas acabei me envolvendo num acidente na entrada do “S” do Senna.

No começo, pensava que era só um começo e que ainda não conheço bem a pista. No dia seguinte após aquele, tentei de novo. Escolhi Ricardo Rosset (ele é da sorte) e nível Semipro. Na largada, consego pular para quarto. Estava recebendo forte pressão de meio mundo de gente atrás de mim. Tentava chegar perto de Giancarlo Fisichella e Jacques Villeneuve que estavam na minha frente.

O problema é que estava recebendo muita pressão de Michal Schumacher e Heinz-Harald Frentzen e se fosse partir pra cima eu colocaria em risco a minha quarta posição. Então, não pude fazer nada e tive que segurar Schumacher e Frentzen. Estava nervoso e estava freando muito cedo. Com isso perdia 3 segundos por volta para Fisichella (o terceiro) . Schumacher tenta uma investida por dentro na Ferradura. Tento fechar. Não consigo. Schumacher passa, mas ele escapa e se encontra com o muro da Ferradura.

Frentzen tenta fazer a ultrapassagem, mas felizmente o consigo segurar até a bandeirada final. Terminei a corrida 9 segundos atrás de Fisichella, que foi o terceiro. Mal sabia eu que aquele quarto seria melhor posição em Interlagos que eu consegui até hoje.

Então pensei que se eu consegui um quarto, eu podia chegar a vencer em Interlagos.  No dia seguinte, voltei a escolher Rubens Barrichello. Estava em segundo, quando na segunda volta, eu acabei perdendo o controle na Curva do Sol e batendo. Fiquei chateado e comecei a pensar que eu tinha o mesmo mal do verdadeiro Rubens Barrichello em Interlagos. Assim como Barrichello, nunca tinha me dado bem em Interlagos.

Então e pensei: “Não, eu não posso ter ficado igual ao Rubens Barrichello” . No dia seguinte, eu escolhi o Olivier Panis. Larguei bem e cheguei a ficar em segundo. Estava brigando com o primeiro colocado, Mika Hakkinen. Estava colado. Peguei o vácuo. Botei de lado. O problema é que eu parti para a ultrapassagem na entrada da Curva do “S” , e não numa reta como é normal. Alguma zebra ia acontecer, e ela aconteceu. Não consegui botar de lado a tempo de não bater em Hakkinen.

Nos tocamos. Passamos reto, mas Hakkinen teve mais sorte e conseguiu continuar a corrida numa boa. Enquanto eu acabei batendo e quebrando a suspensão e a asa dianteira. Reiniciei novamente. Eu consegui assumir a liderança com Michael Schumacher seguindo de perto. Qualquer erro custaria a vitória. E o tal erro veio. Eu escapei na Junção e perdi a liderança. Tentei ao menos conseguir uma pódio. Mas fiquei irritado com a escapada na Junção e acabei batendo na Curva do Sol.

No dia seguinte, escolhi novamente o Olivier Panis e sua Prost GP. Assumi a liderança na Junção. Liderei. Estava calmo, mas sempre atento no retrovisor olhando quem estava atrás de mim. Nada podia tirar essa vitória de mim. Nada. Mas o carro não pensou a mesma coisa. Na terceira volta (eram apenas 4 voltas de corridas) , após a Descida do Lago. No volante aparece uma coisa escrita (é o volante que nos avisa de problemas no carro) . O carro estava com um problema elétrico. Não acreditei. Dentro de mim, eu gritei.

Restava ao menos tentar completar a corrida. Mesmo com o carro com problemas elétricos e saindo de traseira a cada curva, não entrei nos boxes. Ia completar a corrida daquele jeito mesmo. Com problemas elétricos, saindo de traseira a cada curva e a 75 mp/h. Mas o carro não gostava de mim mesmo. Ele morreu de vez na entrada da Curva do Café. E depois o carro foi andando para trás por causa da leve subida que existe da Junção até a Curva do Café. E depois apareceu aquele fiscal que retira os carros acidentados ou problemáticos da corrida.

Depois desse balde de água fria que tomei. Eu percebi que tinha o mesmo mal de Rubens Barrichello. Não tinha a mesma sorte que tinha em pistas como Monza (palco da minha melhor corrida de videogame da minha vida) , Magny-Cours e Hungaroring. E esse é o meu retrospecto em Interlagos. Parei de tentar fazer uma corrida que preste em Interlagos. Prometo tentar mais e quando conseguir vencer em Interlagos, eu irei fazer um post dedicado a essa vitória. Promessa feita.

Sem assunto. Apresento um diálogo de uma discussão feia entre Ayrton Senna e Eddie Irvine. Aconteceu depois do GP do Japão de 1993, em 24 de Outubro em Suzuka. Prost já havia anunciado (depois de assegurar o título em Estoril) que ia se aposentar no fim da temporada, Senna já havia anunciado que ia para a Williams, para ser companheiro do Damon Hill. Um jovem Eddie Irvine fazia sua estréia de Jordan Hart 1035 V10 com Barrichello como companheiro de equipe, em uma pista que o irlandês conhecia muito bem, graças as suas duas temporadas anteriores, competindo no Campeonato Japonês de F3000 pela Cerumo-Cosmo Oil.

Irvine correndo pela F3000 Japonesa

Eddie havia classificado sua Jordan em oitavo, e pularia para quinto na largada, depois de colocar duas rodas na grama, por fora, para completar a manobra. Mesmo assim, ele foi rápidamente ultrapassado de volta por Schumi na Benetton (que teve uma largada ruim) e Damon Hill, na Williams. A briga na ponta era de Senna e Prost, continuando assim na primeira parada de box, e sob a chuva que começou a cair.

Ayrton Senna vencendo em Suzuka/1993

Basicamente, o “episódio” foi que Senna brigava com Prost pela ponta, e chegou para colocar uma volta em Irvine e Hill (que brigavam pela 5ª posição). Hill estava de slicks na pista razoávelmente molhada, e Senna com pneus de chuva. Senna passou Irvine, e estava sendo “cuidadoso” para passar Hill, pois este escorregava por todo lado.

Irvine, que agora estava uma volta atrás, resolveu “tirar a volta” passando Senna na entrada das curvas Degner, e o fez, irritando Senna. Mais tarde, Irvine diria que a culpa de tudo que aconteceu era de Damon Hill (??). Além disso, há três voltas do final, Irvine não hesitou em “empurrar” Derek Warwick na Footwork para a brita na chicane e lhe tomar o sexto lugar, tornando-se o primeiro estreante a marcar pontos em seu primeiro GP desde Jean Alesi. Senna venceu, seguido de Prost, Hakkinen, Hill, Rubinho e Irvine, os únicos seis na mesma volta, e os últimos dois registrando o melhor resultado da Jordan na temporada. Penúltima vitória de Senna, de número 40, e número 103 da McLaren, empatando-a com a Ferrari, significativo na época.

Eddie Irvine acelerando com seu Jordan na pista de Suzuka

O diálogo que se seguiu, segundo os vários rumores e sites na internet descrevendo o acontecido, foi gravado por um “figurante” que preferiu não se identificar. Dizem que o estreante Irvine estava sentado sozinho em uma mesa na área reservada da Jordan após a corrida, onde também se encontravam Rubinho Barrichello, o gerente comercial e outros membros da equipe, todos assistindo exatamente ao replay do “incidente”. De repente, a porta se abre e Senna entra, com Norman Howell (diretor de comunicações da McLaren) e Giorgio Ascanelli (engenheiro de Senna). Senna procura por Irvine, mas parece não encontrá-lo (ou não reconhecê-lo). O próprio Eddie levanta a mão, chamando a atenção de Senna, que se encaminha até ele.

O incidente: Senna e Irvine dividindo a Degnes Curve

Irvine: “ Hey.”
Senna: “Que m**** você acha está fazendo ?”
Irvine: “ Eu estava correndo .”
Senna: “ Você estava correndo ? Você conhece a regra que você tem que deixar os líderes passarem quando você é um retardatário ?”
Irvine: “Se você estivesse indo rápido o bastante, não haveria problema.”
Senna: “Eu te passei ! E você saiu da pista três vezes na minha frente, no mesmo lugar, como um fuc**** idiot (isso não tem tradução boa o bastante), onde havia óleo. E você estava jogando pedras e coisas na minha frente por três voltas. Quando te passei, você viu que eu estava na sua frente. E quando eu cheguei no Damon, ele estava de slicks e tendo dificuldades, e você deveria ter ficado atrás de mim. Você correu um risco muito grande, de me tirar da corrida.”
Irvine: “Eu te coloquei em algum perigo ?”
Senna: “Você não me colocou em perigo ?”
Irvine: “Eu encostei em você ? Eu encostei em você alguma vez ?”
Senna: “Não, mas você chegou à isso (gesticulando, polegar e indicador juntos) de encostar em mim, e eu era o fuc**** líder (berrando), eu era o fuc**** líder !”
Irvine: “Se não encostou, tanto faz estar à uma milha de distancia (“A miss is as good as a mile”).”
Senna: “Vou te dizer uma coisa. Se você não se comportar apropriadamente no próximo evento, é melhor você repensar o que faz. Eu te garanto isso.”

Irvine: “Os comissários disseram que não houve problema, não houve nada de errado.”
Senna: “Ah, é ? Espere até a Austrália. Espere até a Austrália, quando os comissários falarem com você. Aí você me diz se eles dizem isso.”
Irvine: “Hey, eu estou aí para fazer o melhor para mim.”
Senna: “Isso não é correto. Você quer ir bem. Eu entendo, pois já fui assim. Eu entendo. Mas é muito anti-profissional, se você é um retardatário, e está uma volta atrás…”
Irvine (interrompendo): “Mas eu teria te seguido se você passasse o Hill.”
Senna: “…você deveria deixar o líder passar…”
Irvine (interromendo novamente): “Eu entendo perfeitamente.”
Senna (ele agora interrompendo): “…e não voltar e fazer as coisas que você fez. Você quase bateu no Hill, na minha frente, três vezes, eu ví, e eu podia ter “coletado” você e ele como resultado, e essa não é a maneira de…”

Irvine (interrompendo e gritando agora): “Mas eu estou correndo ! Estou correndo ! Você só aconteceu de…”
Senna (interrompendo e berrando): “ Você não estava correndo ! Você estava guiando como um fuc****idiota. Você não é um piloto de corridas – você é um fuc**** idiota !”
Irvine: “ Você fala, você fala. Você estava no lugar errado, na hora errada.”
Senna: “ Eu estava no lugar errado, na hora errada ?”
Irvine: “Sim. Eu estava disputando com o Hill.”
Senna: “Sério ? Sério ? Me diz uma coisa. Quem deve julgar: você ou o líder da prova que vem vindo para te colocar uma volta ?”
Irvine: “ O líder da prova.”
Senna: “Então o que você fez ?”
Irvine: “ Você estava muito devagar, e eu tinha que passar você para tentar chegar no Hill.”
Senna: “Sério ? Como eu estava colocando uma volta em você se eu estava muito devagar ?”
Irvine: “Chuva. Porquê de slicks você estava mais rápido que eu, mas com pneus de chuva você não estava.”
Senna: “Sério ? Sério ? Como que eu te passei com pneus de chuva, então ?”
Irvine: “ Ahn ?”
Senna: “Como que eu te passei com pneus de chuva, então ?”
Irvine: “Eu não lembro disso. Na realidade, não lembro da corrida.”
Senna: “Exato, porque você não é competente o bastante para lembrar. Funciona assim, você sabe.”
Irvine: “Tudo bem, tudo bem, você pensa assim.”
Senna: “Tenha cuidado, cara.”
Irvine: “Vou ter, e vou ficar de olho em você.”
Senna: “Você vai ter problemas não só comigo, mas com várias outras pessoas, e também com a FIA.”
Irvine (sarcástico): “ É ?”
Senna: “Pode apostar.”
Irvine (rindo): “ É ? Bom.”
Senna: “ É ? Bom saber disso.”
Irvine: “Te vejo na pista.”
Senna (agressivo): “É ? Bom saber disso.”
Irvine: “Te vejo na pista.”
Senna faz uma meia volta, dá alguns passos e parece que vai embora quando solta um “aaahhh” alto e vira, anda de volta para o Irvine e lhe dá um soco, de esquerda, na parte direita da cabeça de Irvine – que se desequilibra e cai no chão.
Irvine (berrando): “Processo !”
Senna (berrando enquanto é colocado para fora): “Você precisa aprender a respeitar onde voce está indo errado.”

Com certeza, não é o melhor exemplo para os jovens pilotos, mas Senna deu mais exemplos ótimos que ruins, logo não deve ser julgado apenas por esse descontrole. Mas até que deu para extravasar a raiva legal.

  1. Rubens Barrichello  409 PTS
  2. Adrian Sutil                 380 PTS
  3. Heikki Kovalainen    375 PTS
  4. Jarno Trulli                 374 PTS
  5. Nelsinho Piquet         368 PTS
  6. Kimi Raikkonen         349 PTS
  7. Robert Kubica            337 PTS
  8. Kazuki Nakajima       336 PTS
  9. Mark Webber             333 PTS
  10. Fernando Alonso     327 PTS
  11. Sebastian Vettel       312 PTS
  12. Jenson Button           307 PTS
  13. Nick Heidfeld            287 PTS
  14. Giancarlo Fisichella 282.5 PTS
  15. David Coulthard      275 PTS
  16. Christian Klien          272.5 PTS
  17. Felipe Massa              271 PTS
  18. Lewis Hamilton        245 PTS
  19. Michael Schumacher 231 PTS
  20. Olivier Panis              215 PTS
  21. Sebastien Buemi       209 PTS
  22. Timo Glock                 207 PTS
  23. Jacques Villeneuve 205 PTS
  24. Heinz-Harald Frentzen 203 PTS
  25. Nico Rosberg             202 PTS
  26. Markus Winkelhock 201.5 PTS
  27. Alexander Wurz       195 PTS
  28. Anthony Davidson  192 PTS
  29. Sakon Yamamoto    179 PTS
  30. Ralf Schumacher      177 PTS
  31. Luca Badoer               176 PTS
  32. Takuma Sato              167 PTS
  33. Tiago Monteiro         166 PTS
  34. Juan Pablo Montoya 162 PTS
  35. Bruno Senna               153 PTS
  36. Patrick Friesacher   134 PTS
  37. Kamui Kobayashi     131 PTS
  38. Jaime Alguersuari    130 PTS
  39. Mika Salo                     116 PTS
  40. Romain Grosjean      112 PTS
  41. Marc Gené                   109 PTS
  42. Lucas di Grassi          96 PTS
  43. Jos Verstappen          89 PTS
  44. Vitantonio Liuzzi      88 PTS
  45. Neel Jani                      86 PTS
  46. Vitaly Petrov              77 PTS
  47. Helio Castroneves    69 PTS
  48. Narain Karthikeyan 65 PTS
  49. Jaques Lazier              65 PTS
  50. Ralph Firman              63 PTS
  51. Robert Doornbos      62 PTS
  52. Zsolt Baumgartner   57 PTS
  53. Alex Yoong                 55 PTS
  54. Gastón Mazzacane    55 PTS
  55. Tomas Scheckter       52 PTS
  56. Ernesto Viso                51 PTS
  57. Joey Logano                50 PTS
  58. Pedro de la Rosa        43 PTS
  59. Tony Kanaan               36 PTS
  60. Andreas Zuber           36 PTS
  61. Nico Hulkenberg       35 PTS
  62. Jimmie Johnson        34 PTS
  63. Franck Montagny      30 PTS
  64. Mark Martin                 29 PTS
  65. Denny Hamlin             27 PTS
  66. Pastor Maldonado     26 PTS
  67. Scott Dixon                  18 PTS
  68. Fairuz Fauzy                15 PTS
  69. Carl Edwards               10 PTS
  70. Marko Asmer              6 PTS
  71. Dale Earnhardt Jr.     5 PTS
  72. Brad Keselowsky        5 PTS
  73. Robby Gordon            4 PTS

 Aparentemente, você não sabe o que é esse ranking. Isso tem 100% de você não saber que ranking é esse. Vou explicar tudo. Ontem estava olhando no meu armário, onde eu guardo os meus documentos. E achei um papel onde continha esse ranking. Era um ranking de continha pilotos que participavam de campeonato imaginários que fazia quando criança.

Esse campeonato era o seguinte: eu pegava todos os meus carrinhos de brinquedo, botava numa caixinha e fazia um sorteio que definia o grid todinho. A pontuação era a mesma utilizada pela F1 entre 2003 e 2009. E era divertido de se fazer. Mas se você pensa que eu fazia uma corrida com mais de 70 carros, você pensou errado. Eu dividia esse ranking em três categorias.

  • F1- Reunia os 24 melhores do ranking.
  • GP2- Reunia os pilotos que estavam na posição 25 a 50 do ranking.
  • GT3 ou F3- Reunia os que estavam na posição 51 até 70 do ranking.

Era um ranking bem esquematizado. Tinha de tudo. Acidentes que faziam com que um piloto ficasse de fora do resto da temporada, corridas canceladas no meio da corrida por problemas (EX: Uma vez eu cancelei uma corrida porque foi embora a luz e dei metade dos pontos para os pilotos.

Era mais ou menos assim que eram os grids que fazia

Parei de fazer essas corridas de carrinhos quando comecei a perceber que fazer corrida de carrinhos era coisa de criançinha de 5 anos. O último campeonato que fiz foi um A1GP, e foi “cancelado” após 4 etapas. Lembro que quem era o líder naquela altura era o piloto da equipe da França, Charles Pic. Porém, perdi o papel que continha esse campeonato e Pic não foi incluído no ranking.

Mas achei um papel da categoria GP2, onde Bruno Senna foi campeão com 64 pontos com Romain Grosjean em segundo e Luca Badoer em terceiro. Nessa GP2, tinha corridas em Daytona, Indianapolis, Donington Park, Silverstone, Catalunya, Valência, Fuji, Suzuka, Nurburgring, Hockenheim, Le Mans Sarthe, Magny-Cours, Estoril, Algarve, Homestead-Miami, Texas, Macau, Shanghai, Jacarepaguá e Interlagos.

Bons tempos aqueles. Por isso é bom aproveitar a infância enquanto pode, senão o tempo acaba e você perde a vontade de brincar com carrinhos ou bonecas, como aconteceu comingo.

Tuíter

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