No GP da Itália de 2006, correndo em casa. A Ferrari e Michael Schumacher brigavam com facas e dentes contra a Renault e Fernando Alonso na disputa pelo título. Depois de 53 voltas na veloz Monza, Michael Schumacher se sagrou vencedor da corrida e diminuiu para dois pontos a diferença dele para o líder do campeonato, Fernando Alonso. Mas uma revelação incrível estava por vir depois da corrida.

Na tradicional coletiva de imprensa depois da corrida, Michael Schumacher anunciou sua primeira aposentadoria. “Houve muita discussão sobre meu futuro. Sinto muito por não ter dito antes, mas tem um momento certo. Este é o exato momento. Será meu último GP na Itália. E irei me aposentar do automobilismo. Foi um tempo realmente excepcional. Realmente amei todo momento, os bons e ruins”, disse Schumacher.

A reação foi imediata. Vários e vários sites de automobilismo noticiaram a aposentadoria de Schumacher. Todos ficaram tristes. Michael Schumacher tinha na época, 36 anos, e tinha 7 títulos, 91 vitórias, 154 pódios, 64 poles, 22 hat-tricks e tinha vários outros recordes na pista. Além de vários fãs ao redor do mundo. Depois do anúncio da aposentadoria, Michael Schumacher ainda venceu no GP da China e assumiu a liderança do campeonato no desempate.

Ma o título escapou de Schumacher no Japão, quando o motor Ferrari não resistiu e ele teve de abandonar a corrida. Alonso venceu e abriu 10 pontos na liderança faltando apenas uma corrida.

No Brasil, a última etapa. Várias homenagens para Schumacher na sua despedida da F1, como essa da foto com a BMW escrevendo “Danke Michael” e “Thanks Michael” no aerofólio traseiro de seus carros. Apesar da enorme diferença para Alonso no campeonato, todos queriam que ele fosse o campeão.

Na corrida, Schumacher largou em décimo e teve um pneu furado  no começo da prova caindo para último. Mas Schumacher provou quem ele era e fez uma corrida admirável, fazendo ultrapassagens lindas como a ultrapassagem linda sobre Kimi Raikkonen pela quarta posição.

Por mais que a corrida do alemão fosse fantástica, para ser campeão precisava que Alonso não marcasse pontos e Schumacher vencesse a corrida. O que não se realizou. Alonso foi o segundo e Schumacher, o quarto. Depois de várias homenagens, Schumacher se despedia da F1. Em 2010, ele voltou para a F1 pela Mercedes. Esperava-se que ele voltasse aos bons tempos. Mas em 3 anos na Mercedes, foram apenas um pódio em Valência e uma pole em Mônaco, que lhe foi tirada por causa do incidente com Bruno Senna na Catalunya.

Mais uma vez, Michael Schumacher se despede da F1. Diferente de 2006, quando se despediu com glória e vitórias, hoje ele se despede de forma melancólica. Mas mesmo assim, ainda é e sempre será, apesar de polêmicas, um grande e um dos melhores pilotos do mundo.

Obrigado Michael e vá descansar.

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Acho que foi no GP de Mônaco que a F1 começou a ganhar mais espaço, com os comentários “gloriosos” de Galvão Bueno e Reginaldo Leme com vinte minutos a mais para falarem de coisas sem importância como o novo carro de Reginaldo Leme, um puxa-saquismo ao Luciano Burti e a grama verdejante da curva 1 que tanto encantava Luís Roberto. Uma espécie de pré-GP e um pós-GP durante as corridas.

Claro que esse novo jeito de transmitir as corridas de F1 até que agradou a nós, amantes de F1. Mas de repente tudo mudou nessa última semana. Tivemos talvez, a corrida mais legal do ano num circuito meio chato de Abu Dhabi, a incrível disputa pelo campeonato entre Fernando Alonso e Sebastian Vettel e um leve aumento de boas atuações de Felipe Massa poderiam fazer com que a Globo olhasse com outros olhos para a F1. Mas tudo mudou nesse último domingo.

A disputa pelo Brasileirão poderia enfim terminar desde que o Fluminense vencesse o Palmeiras e o Atlético-MG não vencesse o Vasco. Com dois gols de Fred, um contra do Palmeiras e um gol de Alecsandro no outro jogo, o Flu conseguiu seu quarto título nacional e o Cuca novamente vai ser vice de alguma coisa.

Depois do jogo, dei uma passada no Twitter e vi um pessoal comentando que a Globo não ia transmitir a F1 em Austin. No início, achei que não haveria motivo para que a Globo não transmitisse a corrida. O Brasileirão acabou cedo, mas a F1 ainda estava em definição. Mas hoje veio a revelação.

O treino classificatório marcado para às 16h no horário de Brasília vai ser transmitido ao vivo no canal de tv a cabo, SporTV, e na tv aberta pela própria Rede Globo. Já a corrida, marcada para ter a largada às 17h no horário de Brasília, vai ser transmitida apenas para quem tem dinheiro o suficiente para ter tv a cabo que tenha o SporTV no pacote. E depois do Fantástico, quase na altas horas da noite, vai rolar um VT da corrida para não chatear os, digamos, “pobres”.

A Globo vai transmitir o jogo do Palmeiras e jogará para escanteio a corrida de Austin pela F1. Quanto a foto, eu lá vou botar foto de marmanjo brigando por uma bolinha no meu blog

Os motivos são bem claros. A largada vai ser bem na hora do começo do jogo que provavelmente vai ser exibido pela emissora global, Palmeiras vs. Flamengo, jogo que pode decidir o Palmeiras na Série B. E o fator da audiência também ajuda nisso. O futebol é o programa com mais audiência na Globo, talvez, perdendo para as novelas. Enquanto a F1 está em decadência desde os idos de 2008 e 2009.

Se a corrida fosse em outro horário tipo, umas duas horas antes do jogo, a emissora global até faria questão de cortar a primeira parte do Faustão para ver Grosjean e Maldonado fazendo bagunça na curva 1.

Não foi a primeira vez que a F1 é esquecida pela Globo. Em 2005, os GP dos EUA com seis carros foi exibido em flashes durante a partida de Brasil e México pela Copa das Confederações. Em 2007, o GP da Espanha vencido pelo Felipe Massa foi trocado pela Globo que preferiu mostrar a chegada de Papa Bento 16 ao Brasil (!). E num caso mais recente, o GP do Canadá que teve 4 horas de duração. A  Globo transmitiu o começo da corrida, mas o horário coincidiu com o jogo entre Corinthians e Flamengo, e o resto da corrida foi mostrado em flashes enquanto Petkovic se despedia dos gramados verdejantes que semprem encantam Luís Roberto.

O que dizer dele?

O que dizer de um cara que não participou de 1/4 de um campeonato e mesmo assim brigou pelo título até a penúltima rodada dupla da World Series by Renault, e ainda conseguiu brigar pelo título de outro campeonato de acesso da F1, a GP3, até a penúltima rodada dupla em Spa?. O que dizer de Antonio Felix da Costa?

Antonio Felix da Costa é mais um daqueles pilotos vindos daquela península de Cristiano Ronaldo e Adrian Campos. Apenas nasceu do lado, digamos, menos famoso. Nasceu em Lisboa, 1991. Deixou os karts a menos de 5 anos e debutou pela World Series por esse meio tempo. Na GP3 deste ano, conseguiu este ano três segundos lugares em Mônaco e nas duas corridas de Spa e três vitórias em Silverstone e nas duas corridas de Hungaroring, e terminou a temporada em terceiro com 132 pontos.

Graças às péssimas corridas de Lewis Williamson na World Series by Renault neste ano, a Red Bull o descartou e Felix da Costa entrou no seu lugar pelo resto da temporada. Não decepcionou e conseguiu quatro vitórias nas etapas de Hungaroring, Paul Ricard e nas duas corridas de Barcelona, e terminou na quarta posição na temporada com 166 pontos.

Felix da Costa tem muito talento e é jovem, o que chama muito a atenção. O que lhe rendeu um teste de jovens pilotos pela poderosa Red Bull em Abu Dhabi, algo bastante relevante.

Os portugueses não alguém relevante para torcer faz algum tempo. Tipo, quais foram os últimos talentos portugueses? Tivemos Alvaro Parente que fez algumas boas corridas na GP2 há uns 2 anos e Tiago Vagaroso Monteiro.

Quando Alvaro Parente ainda era desejado pela F1

Alvaro Parente foi um piloto que não teve tanto talento quanto Felix da Costa, mas tem mais talento que Pedro Matos Chaves. E teve dois títulos bastante relevantes na carreira, a World Series by Renault em 2008 e a F3 Inglesa em 2005. Correu na GP2 e teve algumas vitórias e recebeu grande ajuda de Tiago Monteiro pela Ocean Racing.

Em 2010, chegou mais perto de chegar na F1. Chegou a ser um dos mais cotados pra ser o segundo piloto na Campos Meta junto com pilotos como Vitaly Petrov e Pastor Maldonado. Mas acabou sendo anunciado no final de 2009, como o piloto reserva da Virgin Racing. O que não se concretizou pois o seu patrocinador, o Instituto de Turismo de Portugal, retirou o seu patrocínio que praticamente lhe segurava no time virgem.

Como forma de protesto, 2000 fãs portugueses de Parente assinaram uma petição protestando contra a decisão do patrocinador. O protesto não resultou em nada e Andy Soucek tomou o posto de piloto de testes da equipe inglesa. Parente voltou para a GP2 onde nunca mais reprisou sua boas atuações de antigamente. Hoje participa da FIA GT1 pela Hexis Racing, pilotando uma McLaren ao lado de Grégoire Demoustier. Conseguiu dois segundos lugares na qualificação de Navarra e na corrida de Moscow Raceway, e conseguiu dois terceiros lugares na qualificação e corrida de Donington Park.

Talvez, o momento mais feliz de Tiago Monteiro

Tiago Monteiro foi um dos pilotos mais legais e simpáticos da história da F1. Antes de chegar a F1, teve uma carreira de várias vitórias e quase títulos, como vices na F3 Francesa (duas vezes), F3 Européia, Korea Superprix e a World Series. Conseguiu a vaga de piloto de testes na Minardi em 2004. Logo depois, conseguiu a vaga de piloto titular na Jordan, onde conseguiu o primeiro pódio português na F1 no conturbado GP dos EUA de 2005. Em 2006, conseguiu uma vaga na desarrumada Midland e não conseguiu nada além de nenhum ponto marcado naquele ano.

No ano seguinte, migrou para o WTCC aonde está até hoje. Em vários anos, já conseguiu 2 vitórias na etapa do México e de Portugal em 2008, e duas na etapa de Portugal e da Espanha. Mas não estava satisfeito. Com a BCN Competicion à venda na GP2, Tiago Monteiro e José Guedes, compraram juntos a BCN e mudaram o nome para Ocean Racing Technology. Em toda a sua história, a Ocean conseguiu duas vitórias com Alvaro Parente (2009) e Fabio Leimer (2010), uma pole com Alvaro Parente em 2009 e duas voltas mais rápidas com Parente e Leimer. Hoje, a Ocean corre simultaneamente na GP2 e na GP3.

Um dia desses, conversei com a pessoa mais portuguesa que conheço, Paulo Alexandre Teixeira e toquei no assunto do pódio de Monteiro naquele ano. Paulo me disse que não gostou daquele pódio e me disse que se comemorou muito o pódio de Monteiro em Portugal.

Felix da Costa tem talento e tem forte apoio da Red Bull

Também perguntei a ele o que ele achava da maioria dos pilotos portugueses fazerem carreira nos mundiais de Endurance em vez de tentarem uma carreira na F1. Paulo me disse o que já sabia e que é muito preciso na F1 de hoje: dinheiro. Felix da Costa tem forte apoio  da Red Bull e por isso não migrou para Le Mans Series, FIA GT ou WEC. Ao contrário de Alvaro Parente e Tiago Monteiro (não acreditam na desculpa de ir atrás de um campeonato competitivo) que não tiveram dinheiro para prosseguirem a sua carreira nos monopostos.

Hoje em dia, vários pilotos talentosos não conseguem vaga na F1 de hoje, porque simplesmente não tem dinheiro suficiente para conseguir uma vaga numa das HRTs da vida. Felix da Costa já é outro caso porque tem o milionário apoio da Red Bull e tem um talento incrível. Algo só comparado a Robin Frijns e Carlos Sainz Jr. que também tem o apoio da Red Bull e acho que são igualmente talentosos.

Se Felix da Costa chegar na F1, provavelmente conseguirá muito sucesso por ter talento e pelo apoio da Red Bull, não será mais um dos Alvaros Parentes ou Tiagos Monteiros da vida.

Grande maioria das pessoas acham que a vida não é fácil. Metade dessas pessoas sofrem bulliyng ou vivem na seca. E eu digo, estão certas. Tenho apenas 13 anos. O que você pode dizer sobre o que passei na vida: jogar bola na rua, ralados no joelho, notas vermelhas na escola pública, cacetadas distribuídas pela mãe e uma possível ameaça de ser pai cedo. Apenas respondo: sim, sim, não, sim e não.

Vocês devem ter notado a incrível diminuição em posts neste blog. Não posto a quase um mês. Vou dizer o que aconteceu nesse um mês. Meus amigos vivem me azucrinando e se gabando de suas namoradas. Minhas notas na escola caíram incrivelmente de 9,5 para 5,5 ou 6. E minha criatividade está entre as mais baixas na história. Meus CDs para PS2 do F1 2006 e NASCAR’ 08 riscaram e não prestam mais, estou sendo obrigado a jogar Prototype GT-R 400, Nigel Mansell’s World Championship, Al Unser Jr.’s Road to the top e ESPN SpeedWorld. E por incrível que pareça, eu quase entrei em depressão. Cheguei a cogitar acabar com isso daqui de uma vez por todas.

Minha cabeça nunca está num lugar só. Coisas assim eu não conto nem para melhor amigo ou psicólogo. Gosto de pensar nos outros e isso me afeta um pouco, pois não faço o que gosto de fazer. Tanto que esqueci da minha paixão de criança, o automobilismo. Nunca mais publiquei meus VTs escritos das corridas de F1.

Decidi colocar minha vida pessoal no lugar do meu trabalho e vida (sou muito marketeiro), o meu blog. Minha média de visitas era de 200 visitas diárias, caiu para 150 e agora dificilmente eu passo de 100. Estou quase como se tivesse voltando às minhas primícias. Eu só queria que a média 200 voltasse. Para isso vou ter de misturar a vida pessoal e o trabalho no blog. Desafio aceito.

Estarei voltando com posts na terça e na sexta. Quem sabe eu poste no domingo também. Terminarei as séries sobre Raymond Sommer e a Rial Racing que prometi que ia terminar e não terminei. Se não tiver post eu aviso no Twitter. Talvez seja uma nova era no blog. Talvez.

Na foto, Tomas Enge. Que nunca teve uma vida fácil…

Já existe tudo quanto é corrida nesse mundo. Corrida de burro, drift, lesmas e etc. Faltava só de carros elétricos. Carros elétricos já existem no mundo. Um deles já apareceu no filme dos Transformers. O Volt da Chevrolet. Carros elétricos são aqueles que não precisam de combustível e funcionam à pilha ou a bateria. Não tem escapamento e não fazem a barulheira de carros normais. Foram criados apenas para deixar o mundo mais verde, fazer com que o passarinho cante mais alegremente, diminuir o buraco da camada de ozônio, essas frescuradas todas.

Quando se menos esperava, o inocente pessoal da FIA anuncia que estava criada a Fórmula E (esse nome é uma droga). Uma categoria que contaria com carros elétricos para correrem em circuitos de rua nos lugares mais badalados do mundo como Rio de Janeiro, Miami, Mumbai, Hong Kong, Pequim, Sydney, Cidade do Cabo, Cidade do México, Moscow e Los Angeles. Uma verdadeira Fórmula Mundial. Convenhamos, esse nome seria melhor que F-E, e não combinava nada com a CART.

Eles esperam que a categoria conte com 10 equipes e 20 pilotos logo na temporada de estréia, 2014. O carrinho de autorama seria o Formulec EF01. Pode ir à razoáveis 240 km/h. O carro pode durar 20 minutos em uma corrida de uma hora. Ou seja, terá de fazer duas paradas nos boxes só para trocar de carro.

Há gente que acha que a Fórmula E conseguirá fazer sucesso. Acho pouco provável. Uma categoria com caros elétricos que não fazem a barulheira que é uma das coisas mais legais das corridas de fórmula, onde os pilotos terão trocar de carro a cada vinte minutos e só em circuitos de rua não pode dar tão certo assim. Seria como a World Series by Renault correndo nos circuitos de rua da Indy. Não tem como dar certo.

Talvez uma das coisas que estejam do lado da Fórmula E seja o fato das corridas serem realizadas em circuitos onde nenhuma outra categoria corra, o dinheiro que Ecclestone pode ganhar e o fato de poder reciclar pilotos que foram abandonados por Superleagues da vida como Yelmer Buurman ou até mesmo Lucas di Grassi que já andou no EF01.

Outra coisa que também poderá ajudar a Fórmula E é a publicidade que ela trará pelo fato de ser uma categoria que corresponda as regras básicas dos ecologistas e candidatos do Partido Verde. Mas é claro que carros correndo por aí em vielas pelas cidades de Mumbai e de Hong Kong não vai ajudar a nenhum urso polar a sobreviver nos pólos norte ou sul (eu sei lá). Essa categoria serve apenas para dar um perdido em pessoas como Lisa Simpson ou até mesmo um hippie.

Não se sabe nem se a Fórmula E existirá. Se tivermos outra crise econômica que provavelmente poderá existirá, algo como aconteceu com a Superleague Formula. As equipes não irão ter dinheiro o suficiente para participar da nova categoria, poucas irão participar e isso não poderá corresponder aos planos da FIA de ter 10 equipes e 20 pilotos logo na primeira temporada em 2014. Algo propenso ao desastre a ponto de ser como a GP3, tendo de ter 3 carros para as poucas equipes que correm na categoria de acesso à GP2 ou à World Series by Renault.

Se a categoria der certo ou não, nínguem sabe. Não confio nessa categoria. Dinheiro ela vai dar de sobra a Bernie Ecclestone e a Flavio Briatore. Sim, eu falei Flavio Briatore. Dizem as más línguas que Flavio Briatore foi um dos pivôs da criação da nova categoria de carros movidos à pilha.

Mas já digo oficialmente que não vou estar do lado dessa categoria. Já digo que ela vai durar mais do que 5 anos se depender de não acontecer alguma crise econômica mundial ou do desgosto popular.

 

Às vésperas de Spa-Francorchamps, sem tv a cabo, vendo as propostas de Luiz Navarro para prefeito e voltando aos poucos à vida escrava interneteira. Uma notícia aparece na telinha (colaboração de Leandro Verde e de Américo Teixeira Junior) de 14 polegadas do meu notebook sem ponto de interrogação. Uma fonte com estreitas relações com a FIA e a Ferrari, surpreendeu ao dizer que Felipe Massa iria permanecer na Ferrari em 2013.

Buemba! como diria alguém. Por que motivos (ou diabos, escolham a expressão que combina mais) os ferraristas iriam querer que Felipe continuasse na Ferrari em 2013, mesmo com sua má fase, o infame décimo quarto no campeonato e a Autosprint pegando no pé colocando Sergio Perez e Heikki Kovalainen no emprego do são paulino?

Simples. A Ferrari sabe que o carro não é bom e que Fernando Alonso é mágico. Se conseguirem repetir um carro ao menos tão bom quanto o F10 de 2010, em 2013, Alonso poderá andar bem mais que esse ano, e Felipe também poderá voltar a brigar por pódios ou até mesmo por vitórias.

Além do mais, Felipe Massa e Fernando Alonso são grandes amigos. E Alonso tem grande influência na Ferrari. Uma frase basta. O presidente da Ferrari, Luca Di Montezemolo já declarou que quer que Massa permaneça na equipe.

Por que mostrei uma foto de dois anos atrás para ilustrar algo atual? Nada. Só queria lembrar da última vez em que Felipe liderou o campeonato. A propósito, foi em Sepang, 2010. Quando Alonso abandonou a duas voltas do final e deu a liderança para o brasileiro.

Mas como já disse, se não der para que Felipe continuar na Ferrari, temos bons substitutos. Bruno Senna está ganhando pontos com as equipes grandes. E Felipe Nasr e Luiz Razia tem grandes chances de irem para a F1 daqui a um ou dois anos. Nasr tem bastante telento e Razia tem grandes chances de ser campeão na GP2. Não esqueçamos do Victor Guerin que está fazendo boas provas na GP2, mas ainda é muito novo e precisa de experiência.

Luiz Razia e Felipe Nasr podem ser a esperança do Brasil na F1. Não liguem para o Davide Valsecchi

A propósito, me desculpem por quase um mês fora de contato. Problemas e problemas pessoais. E também estava com preguiça de postar alguma coisa aqui. Me desculpem. Não me abandonem.

Jovy Marcelo? Você pode perguntar. Quem é ele? você pode perguntar. Jovy Marcelo, apesar do que o nome pode dizer, ele é filipino. Mas por que você resolveu falar sobre ele? você pergunta novamente. Eu apenas digo que não foi por causa da incrível coincidência dele ter o nome “Marcelo” no seu nome assim como eu.
Jovy foi um piloto que praticamente tentou a sorte nas Américas. Mas não apareci depois de uma semana apenas para falar da carreira de um filipino com meu nome. Vim para falar de sua horrenda morte em Indianápolis.
Jovy Marcelo era piloto da Euromotorsport, a mesma equipe que correu com amaldiçoada insígnia da Andrea Moda nos seus carros no ano seguinte. Só tinha completado apenas uma prova, a de estreia, em Surfers Paradise, onde terminou em décimo quarto. Passaram-se Phoenix e Long Beach até que chegou a Indy 500. A prova mais importante do calendário do que é hoje a IndyCar Series. No traçado quadrático de Indianapolis, Jovy iria pilotar o Lola de número 50.
Jovy Marcelo no seu Lola
Jovy não participou da primeira semana de aquecimento. Iria participar apenas da segunda semana. Na segunda-feira, ele e Jeff Wood lideraram o dia em Indianapolis. Na terça-feira, a chuva caiu sobre Indianapolis fazendo com que o treino fosse atrasado. Quando a chuva parou e o treino terminou, Jovy havia terminado o dia em primeiro com a marca de 216.534 mph. Foi mais rápido que Jean Alesi com o motor Lotus na Indy 500 desse ano (!).
Na quarta-feira, os pilotos andaram mais na pista. O destaque desse dia foi Lyn St. James não passando de 212 mph. Na quinta-feira, Ted Prappas foi o mais rápido com 221.212 mph.
Chegou a sexta-feira. Dia que os estudantes veneram. Era o último dia de aquecimentos. Jovy Marcelo vinha rápido. Quando subitamente acabou indo para a parte interna da pista, erro primário em ovais. Acabou rodando na curva 3 e batendo forte no muro. À 172 mph. O carro se arrastou até a curva 4. A parte da frente do Lola ficou destroçada. A cabeça estava caída para o lado esquerdo. Jovy estava desacordado.
O resgate apareceu um tempinho depois. Ele foi encaminhado para o Hospital Metodista de Indianapolis. Depois 14 horas de pessoas curiosas e tensão. Às 16:35 no horário yankee, ele foi declarado morto. Já tinha 10 anos que nínguem havia morrido em Indianapolis, que era Gordon Smiley. Hoje ainda não se sabe a verdadeira causa da morte de Marcelo. Dizem que foi por causa de uma fratura no crânio basal. E é a explicação mais aceita até hoje.
Depois da morte de Jovy Marcelo, a Toyota Atlantic Championship criou o Prêmio esportivo Jovy Marcelo em homenagem ao filipino. Um prêmio concedido anualmente ao piloto que mais exemplifica o espírito esportivo de Jovy Marcelo. O primeiro ganhador foi Bert Hart. Hart batizou o seu primeiro filho como Jovy Kakoa Hart, em homenagem a Marcelo.
Jovy Marcelo morreu aos 26 anos. E deixou para trás sua esposa Irene, o seu filho Karsten e outro filho que ainda não tinha nascido na época de sua morte, batizado de Jovy Nicolai. Nunca te esqueceremos, xará!

Hoje, a Autosprint, uma revista italiana que adora colocar outras pesssoas no lugar de Felipe Massa em 2013, falou que a Ferrari havia deixado expirar na quinta-feira uma opção no atual contrato, que poderia fazer com que Felipe renovasse com os italianos por mais um ano.

E como fazem normalmente ao falar de Felipe, buscaram um possível substituto para Felipe. Falaram em Jenson Button, Nico Hulkenberg e até mesmo Heikki Kovalainen! Mas será mesmo? Felipe Massa vem de alguns resultados bons como em Silverstone onde quase conseguiu um pódio. Eu sei. Foi há umas duas ou três semanas. Em Hockenheim, vinha para outro bom resultado, mas o além não permitiu.

Ainda mais porque percebe-se que houve uma boa melhora desde o começo do ano. Dele e do carro. Hoje nos treinos de sexta em Hungaroring, Massa foi o sétimo, atrás 6 décimos de Alonso. No segundo treino livre, ele foi o quarto, logo a frente de Alonso. No começo do ano, era algo impensável Massa estar a menos de um segundo de Alonso.

Mas como os brasileiros são um povo que vive metendo pressão nos esportistas, isso não significa nada. Para a maioria, o que importa é que ele esteja brigando pelo topo. Onde você procurar sobre Felipe Massa, você vai ver algo como “Massa está pressionado” ou “Bruno está pressionado”. São uns idiotas.

Bruno Senna também andou bem hoje

O outro brasileiro na F1, Bruno Senna, também é apontado como fora da Williams em 2013. Com Valtteri Bottas andando bem nos treinos de sexta aonde atua, surgiram boatos de que Bottas fosse o segundo piloto da equipe de Grove em 2013. Tudo por causa que Christian “Toto” Wolff entrou na equipe como diretor-executivo da equipe. Toto teria uma simpatia por Bottas, e como o segundo mais poderoso na Williams, poderia muito bem mandar um dos pilotos atuais para a rua.

Pastor Maldonado tem MUITO dinheiro, anda rápido principalmente em circuitos de rua, mas bate muito. O venezuelano não chega nos dez primeiros na maioria das vezes, mas quando chega, ele sempre anda lá na frente. Bruno Senna tem dinheiro, é rápido principalmente na chuva, mas tem um pouco de azar. Chega na maioria das vezes entre os dez primeiros, mas sempre está brigando por um sétimo ou um oitavo.

Maldonado tem mais pontos, mas só pontuou em duas ocasiões e só tem mais pontos por causa de sua vitória em Barcelona. E Rafael já não marca pontos faz cinco finais de semana. Já Bruno Senna pontuou em cinco ocasiões, e poderia ter pontuado em mais corridas se não fosse o destino. Tem como melhor posição em Sepang na chuva, um sexto. E também tem um sétimo na China.

Se Felipe e Bruno não continuarem em 2013, alguém poderá representar o Brasil em 2013? Mas é claro que sim. Temos 3 brasileiros na GP2 em 2012.

Felipe Nasr tem talento. Tem três pódios esse ano em Sepang, Silverstone e Hockenheim. Mas ainda é um novato e inexperiente. Precisa de ao menos mais um ano na GP2 para sonhar com a F1. E precisará mostrar todo o seu talento o resto desse ano e ano que vem. Seria algo muito, muito surpreendente se alguma equipe da F1 o contratasse para ser um segundo piloto em 2013.

Victor Guerin saiu do kart faz uns 4 anos e é muito novo e ainda terá que fazer 1 ou 2 anos na GP2 para ter alguma chance de F1, apesar de estar mostrando boas passagens pela fraca Ocean Racing, demonstrando ser um bom piloto na chuva.

Mas o cara que tem mais chances de ir à F1 em 2013 é Luiz Razia. Razia já tem 4 vitórias na GP2 e nunca esteve em tão boa fase na GP2. É o líder do campeonato com 10 pontos de diferença para o segundo colocado, Davide Valsecchi. Se conseguir ser campeão da GP2, já tem 1 pé e meio na F1. Já que Bernie Ecclestone quase que obriga ter o campeão da GP2 na F1 no ano seguinte. Ele quase que obrigou a Toro Rosso ter uma vaga para Giorgio Pantano em 2009.

Mas se Razia for para uma equipe pequena, se não fizer milagre, praticamente tem sua carreira quase que acabada. Já que não poderá mostrar seu talento numa HRT ou numa Marussia. E poderá sofrer a mesma coisa que os brasileiros sofreram entre os anos de 1995 até 1999. Um desprezo por parte dos brasileiros que torcem para time que tá ganhando e mandam se lixar os times que vivem perdendo tanto quanto os New York Mets ou o Íbis de Pernambuco.

Se Massa e Senna continuam na F1, nínguem sabe. Se Razia poderá representar o Brasil em 2013, nínguem sabe também. O que podemos fazer é esperar o tempo passar e ver o que acontece.

Nunca a Espanha esteve tão bem na foto na F1. Com Fernando Alonso com uma sorte incrível e Pedro de la Rosa brigando com as Marussias todas as corridas, mas quem se importa com o ex-Sauber. Alonso é a bola da vez esse ano. Não adianta torcer contra ele. Ele sempre vai estar ali em primeiro ou no pódio.

Há uns 5 meses, seria loucura dizer algo assim. Na Austrália, o F2012 foi tachado e bastante criticado pelo péssima atuação na classificação e na corrida. Basicamente, foram quatros fins de semana de xingamentos e ofensas para a mãe de Nicolas Tombazis. Eu sei, teve o GP da Malásia onde Alonso venceu, mas aquela corrida foi tão amalucada que até Karthikeyan tinha chances de marcar os seus primeiros pontos limpos da história.

Mas alguma coisa aconteceu a partir da etapa da Catalunha. Algo como um pacto com o demônio ou sete trevos de quatro folhas. Basicamente, em todas as provas desde a etapa catalunhana o espanhol brigou pela vitória.

Na Espanha, não conseguiu a vitória porque Maldonado estava em um fim de semana inspirado. Em Mônaco, a impossibilidade de ultrapassagens foi um mal que não deixou nínguem, inclusive Alonso, fazer nada além de uma ameaçada ou um risco no guard-rail. No Canadá, a péssima estratégia de andar 60 voltas com os mesmos compostos lhe fez perder quatros posições em poucas voltas.

Na Europa, Alonso venceu de forma mágica e extraordinária por conta das quebras de Romain Grosjean e de Sebastian Vettel. Em Silverstone, novamente os pneus fizeram a diferença e Alonso acabou ficando em segundo. Em Hockenheim, outra vitória de ponta a ponta sem ser perturbado pelos adversários.

Essa vitória em Hockenheim foi a gota d’água para os céticos, anti-Alonsos e veneradores do Takuma Sato. Alonso abriu 24 pontos em relação ao segundo colocado, Mark Webber, no campeonato de pilotos. A imprevisibilidade do começo do campeonato praticamente se foi e Alonso ruma ao tri.

Mark Webber anda bem em um corrida e anda no meião em três, não confio nele na disputa pelo título. Sebastian Vettel já tem poucas balas no cartucho para ameaçar Alonso. Kimi tem consistência e sempre anda bem, mas a Lotus não tem pilha para brigar pelo título. Hamilton, Rosberg e Button não estão com a bola toda.

Por isso finalizo este post com a pergunta: quem é capaz de parar Alonso?

PS: Me desculpem pelos dias fora de combate. Netbook novo onde 5 botões não funcionam. Usando o antigo.

As aulas voltaram e estou na pior semana da minha vida. Mas as suas aulas já voltaram? você pode perguntar. Eu só posso dizer que aqui é Manaus. Pois é, tanto que não dei minha análise sobre o GP de Silverstone. Com as aulas voltando, o professor de Matemática me perturbando dizendo que a área da circunferência é pi-r ao quadrado e problemas pessoais me perseguindo, e como sei que este sítio vai ficar inativo por alguns dias, lanço essa pergunta: Qual foi o momento mais marcante da história da F1 que você presenciou?

Fale o momento que você viu pela TV, rádio ou ao vivo. Fale qual foi o momento em que você se emocionou, soltou aquele grito “VAI, VAI, VAI!!!”. Aquele momento em que você chorou. Aquele momento em que você não acreditou no que viu ou ouviu. Aquele momento em que você entrou em êxtase por causa de um final incrível ou uma ultrapassagem que só se vê uma vez na vida.

Só para engrenar um pouco, o momento mais marcante que eu presenciei na F1, foi o GP Brasil de 2008. Nada de mais.

Esse post é para descobrir quem é passa por aqui, os seus gostos, o número da senha do seu MSN ou do cartão de crédito e quem é que manda spams para este blog. Até algum dia!

Tuíter

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