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O que dizer dele?

O que dizer de um cara que não participou de 1/4 de um campeonato e mesmo assim brigou pelo título até a penúltima rodada dupla da World Series by Renault, e ainda conseguiu brigar pelo título de outro campeonato de acesso da F1, a GP3, até a penúltima rodada dupla em Spa?. O que dizer de Antonio Felix da Costa?

Antonio Felix da Costa é mais um daqueles pilotos vindos daquela península de Cristiano Ronaldo e Adrian Campos. Apenas nasceu do lado, digamos, menos famoso. Nasceu em Lisboa, 1991. Deixou os karts a menos de 5 anos e debutou pela World Series por esse meio tempo. Na GP3 deste ano, conseguiu este ano três segundos lugares em Mônaco e nas duas corridas de Spa e três vitórias em Silverstone e nas duas corridas de Hungaroring, e terminou a temporada em terceiro com 132 pontos.

Graças às péssimas corridas de Lewis Williamson na World Series by Renault neste ano, a Red Bull o descartou e Felix da Costa entrou no seu lugar pelo resto da temporada. Não decepcionou e conseguiu quatro vitórias nas etapas de Hungaroring, Paul Ricard e nas duas corridas de Barcelona, e terminou na quarta posição na temporada com 166 pontos.

Felix da Costa tem muito talento e é jovem, o que chama muito a atenção. O que lhe rendeu um teste de jovens pilotos pela poderosa Red Bull em Abu Dhabi, algo bastante relevante.

Os portugueses não alguém relevante para torcer faz algum tempo. Tipo, quais foram os últimos talentos portugueses? Tivemos Alvaro Parente que fez algumas boas corridas na GP2 há uns 2 anos e Tiago Vagaroso Monteiro.

Quando Alvaro Parente ainda era desejado pela F1

Alvaro Parente foi um piloto que não teve tanto talento quanto Felix da Costa, mas tem mais talento que Pedro Matos Chaves. E teve dois títulos bastante relevantes na carreira, a World Series by Renault em 2008 e a F3 Inglesa em 2005. Correu na GP2 e teve algumas vitórias e recebeu grande ajuda de Tiago Monteiro pela Ocean Racing.

Em 2010, chegou mais perto de chegar na F1. Chegou a ser um dos mais cotados pra ser o segundo piloto na Campos Meta junto com pilotos como Vitaly Petrov e Pastor Maldonado. Mas acabou sendo anunciado no final de 2009, como o piloto reserva da Virgin Racing. O que não se concretizou pois o seu patrocinador, o Instituto de Turismo de Portugal, retirou o seu patrocínio que praticamente lhe segurava no time virgem.

Como forma de protesto, 2000 fãs portugueses de Parente assinaram uma petição protestando contra a decisão do patrocinador. O protesto não resultou em nada e Andy Soucek tomou o posto de piloto de testes da equipe inglesa. Parente voltou para a GP2 onde nunca mais reprisou sua boas atuações de antigamente. Hoje participa da FIA GT1 pela Hexis Racing, pilotando uma McLaren ao lado de Grégoire Demoustier. Conseguiu dois segundos lugares na qualificação de Navarra e na corrida de Moscow Raceway, e conseguiu dois terceiros lugares na qualificação e corrida de Donington Park.

Talvez, o momento mais feliz de Tiago Monteiro

Tiago Monteiro foi um dos pilotos mais legais e simpáticos da história da F1. Antes de chegar a F1, teve uma carreira de várias vitórias e quase títulos, como vices na F3 Francesa (duas vezes), F3 Européia, Korea Superprix e a World Series. Conseguiu a vaga de piloto de testes na Minardi em 2004. Logo depois, conseguiu a vaga de piloto titular na Jordan, onde conseguiu o primeiro pódio português na F1 no conturbado GP dos EUA de 2005. Em 2006, conseguiu uma vaga na desarrumada Midland e não conseguiu nada além de nenhum ponto marcado naquele ano.

No ano seguinte, migrou para o WTCC aonde está até hoje. Em vários anos, já conseguiu 2 vitórias na etapa do México e de Portugal em 2008, e duas na etapa de Portugal e da Espanha. Mas não estava satisfeito. Com a BCN Competicion à venda na GP2, Tiago Monteiro e José Guedes, compraram juntos a BCN e mudaram o nome para Ocean Racing Technology. Em toda a sua história, a Ocean conseguiu duas vitórias com Alvaro Parente (2009) e Fabio Leimer (2010), uma pole com Alvaro Parente em 2009 e duas voltas mais rápidas com Parente e Leimer. Hoje, a Ocean corre simultaneamente na GP2 e na GP3.

Um dia desses, conversei com a pessoa mais portuguesa que conheço, Paulo Alexandre Teixeira e toquei no assunto do pódio de Monteiro naquele ano. Paulo me disse que não gostou daquele pódio e me disse que se comemorou muito o pódio de Monteiro em Portugal.

Felix da Costa tem talento e tem forte apoio da Red Bull

Também perguntei a ele o que ele achava da maioria dos pilotos portugueses fazerem carreira nos mundiais de Endurance em vez de tentarem uma carreira na F1. Paulo me disse o que já sabia e que é muito preciso na F1 de hoje: dinheiro. Felix da Costa tem forte apoio  da Red Bull e por isso não migrou para Le Mans Series, FIA GT ou WEC. Ao contrário de Alvaro Parente e Tiago Monteiro (não acreditam na desculpa de ir atrás de um campeonato competitivo) que não tiveram dinheiro para prosseguirem a sua carreira nos monopostos.

Hoje em dia, vários pilotos talentosos não conseguem vaga na F1 de hoje, porque simplesmente não tem dinheiro suficiente para conseguir uma vaga numa das HRTs da vida. Felix da Costa já é outro caso porque tem o milionário apoio da Red Bull e tem um talento incrível. Algo só comparado a Robin Frijns e Carlos Sainz Jr. que também tem o apoio da Red Bull e acho que são igualmente talentosos.

Se Felix da Costa chegar na F1, provavelmente conseguirá muito sucesso por ter talento e pelo apoio da Red Bull, não será mais um dos Alvaros Parentes ou Tiagos Monteiros da vida.

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