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Ele fazia a mesma coisa quase todo domingo. Ele havia nascido para fazer aquilo. Desde criança, ele amava corridas. Amava a velocidade. Vendo isso, seu pai, que era dono de fábrica de peças de automóveis, fez um kart com um motor de cortador de grama de número “007” . À época, ele tinha apenas 6 anos.

Ele amou aquele “brinquedo” que seu pai havia lhe dado. Quando andou com aquele “brinquedo”, ficou fascinado quase que instantâneamente. Durante anos, ele levava seu “brinquedo” para a garagem de sua casa, onde vivia o desmontando e montando em busca da perfeição. Ele consertava alguma coisa no freio para fazer a curva de maneira melhor. Ele vivia fazendo coisas naquele “brinquedo” para torná-lo melhor e mais rápido.

Ironicamente, em sua primeira corrida de kart, ele conseguiu a pole-position. De forma aleatória que era decidida o grid de largada da corrida, ele tirou justamente o número 1, o da pole-position. Na corrida, ele venceu sem problemas. Anos mais tarde, foi pole-position e venceu várias e dezenas de vezes sem problema algum. Foi ali que surgia um grande trabalhador e ídolo.

A primeira vez que ele correu na chuva, ainda estava no kart. Já era um adolescente. Quando correu pela primeira na chuva, rodou várias vezes. Terminou nas últimas colocações da corrida.

Decidido a nunca mais passar por tal humilhação, ele passou a treinar várias vezes na chuva. Quando chovia, ele pegava o capacete e ia pra pista molhada  de Interlagos em busca de aprender a dominar aquele fenômeno da natureza. Foi assim durante meses e meses e sempre retornava para casa completamente encharcado. Anos mais tarde, venceu várias corridas na chuva. Foi ali que surgiu o apelido “o rei da chuva” para ele.

Com seus pais permitindo, ele viajou para a Europa para correr na Fórmula Ford 1600. Afinal, era apenas um hobby, não um trabalho ou profissão. Na Inglaterra, ganhou 12 campeonatos e foi saudado como um prodígio pelos ingleses. Mesmo assim, seu pai pediu para ele pensar seriamente sobre o seu futuro, afinal, as corridas eram apenas um hobby.

Ele foi matriculado num curso universitário de Administração de Empresas de São Paulo. Ao perceber que ele não era feliz ali, seu pai autorizou que ele volta-se a Inglaterra para ser um campeão. Na F-2000, conseguiu vencer corridas, voltas mais rápidas, poles-position logo nas primeiras seis corridas do campeonato. Ele ganhou 20 das 28 corridas da temporada. Feito ainda inigualável nos tempos de hoje da F-2000. O seu desempenho em Silverstone era tão excepcional que a pista chegava a se chamada de “Silvastone” por tantas vitórias e poles-position na pista.

Na F-3000, venceu 12 de 20 corridas na temporada. Ele venceu na chuva, sem freios literalmente, faturou várias poles-position e voltas mais rápidas. Harry, como era chamado pela imprensa britânica, pois seu nome verdadeiro era impronunciável para os ingleses, era imparável nas pistas. Anos mais tarde, faturou várias vitórias, títulos, voltas mais rápidas, poles-position e vários outros marcos na carreira. Foi ali que surgia um grande campeão.

Ele era um grande trabalhador. Um trabalhador que conseguiu animar o Brasil nos domingos mesmo quando o país parecia voltar para trás no tempo com tantos problemas financeiros e políticos e até mesmo quando não tinha o melhor carro.

Um trabalhador que gostava e amava o que fazia. Um trabalhador que morreu fazendo o que amava justamente no Dia do Trabalho. Um trabalhador que fez um país inteiro ficar de luto por semanas e anos. Um trabalhador que mesmo após de morrido, ainda atrair uma legião de fãs pelo mundo. Fãs que fazem o que fazem hoje, ou seja correr, justamente por querer ser como o ídolo trabalhador.

Um trabalhador que fez milhões de pessoas acordar cedo apenas para vê-lo dar seu show na pista. Um trabalhador chamado Ayrton Senna. Que já se foi há 19 anos. Descanse em paz, Ayrton Senna. Onde quer que você esteja.

*1960 +1994

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GP Brasil 1990: o primeiro GP no novo traçado de Interlagos

Quando o Interlagos ia ser reformado para assim voltar a F1, havia vários traçados propostos para o novo Interlagos que seria construído. Isso todo mundo já sabe, é claro.
De fato, havia propostas melhores para a reforma, e a melhor delas é essa da foto abaixo, de autoria de Chico Rosa, à época (e hoje de novo) administrador do autódromo. Foi na gestão Erundina que Interlagos foi estuprado, mas não se deve atribuir à prefeita nenhuma culpa. Seu papel foi salvar a F-1 no Brasil, e isso a Princesa fez direitinho.
O traçado proposto por Chico Rosa, E daríamos adeus a Curva do Sol e a Descida do Lago
O projeto da foto acima foi o primeiro a ser apresentado a Bernie Ecclestone, e é bem interessante. Primeiro, e principalmente, porque preservava o traçado original. Depois, eliminava os dois pontos críticos de uma reforma: área de escape na 3 (criava-se uma chicane) e no Sol (a curva saía do circuito).
Chico bolou uma ligação entre a retinha que levava à Ferradura e a então Subida do Lago, trecho que seria feito ao contrário para se juntar ao antigo Laranja, com aproveitamento integral do miolo (S, Pinheirinho e Bico de Pato). Era, certamente, uma proposta bem melhor do que a finalmente adotada. Segundo o Chico Lameirão, quem resolveu mudar tudo foi Ayrton Senna (o Chico não o perdoa por isso). Foi ele quem inventou o S que leva seu nome, e que vem a ser o ponto exato de destruição do velho traçado. Isso porque aquela curva inviabiliza uma saída de box na 1, como era antes.
A maior parte da pista original ainda está lá. Mas dá pra refazer
A partir do desenho de Senna, a pista encurtou demais e trechos antigos foram sendo dizimados. Dá pra refazer? Claro, hoje dá para fazer qualquer coisa. Basta vontade e dinheiro. A maior parte da pista velha está lá: 1, 2, Retão, 3, 4, Ferradura. O problema é do Sol até o Laranja. A curva do Sargento foi ocupada por uma quadra de esportes. Mas é simples: destrua-se a quadra e refaça-se a curva.
Dificuldade seria mesmo a saída de box, porque uma nova inviabilizaria o traçado atual. Há relevo ali, e só passando por cima do S do Senna para retornar ao leito da pista antiga.
Agora, se alguém quiser, faz.
A propósito, o estupro de Interlagos, na opinião mais do que sensata de Chiquinho Lameirão, tem a ver com a escassez de talentos brasileiros nos últimos anos.
O Chiquinho Lameirão disse certa vez:
“Antigamente os pilotos se formavam em Interlagos, uma pista que tinha todo tipo de curva. Aí o cara ia para a Inglaterra, entrava num circuito diferente, mas começava a identificar: êpa, essa curva aqui é igual ao Laranja; essa é como a Ferradura; essa aqui parece o Bico de Pato… E o sujeito se adaptava rápido a qualquer pista, porque Interlagos tinha um pouco de todas. Ou todas tinham um pouco de Interlagos. Hoje este traçado não ensina nada. Não tem uma curva de alta, é uma pista fácil e nada técnica.”
Cheio de razão, o Chiquinho.

Após o GP da Austrália de 1993, ocorre uma coletiva de imprensa. Ayrton Senna entra pela porta na sala e senta na cadeira onde tem seu nome numa plaquinha. De repente, um cara lhe pergunta quem foi seu maior adversário em toda a sua carreira. Alain Prost logo pensa que Senna vai falar que foi ele.

Mas ao invés de dizer “Alain Prost” , Senna recorda de seus tempos de kart e fala o nome “Terry Fullerton” . Aí o pessoal começa a se perguntar “Quem é esse tal de Terry Fullerton?” . Embora o nome “Terry Fullerton” lembre fuleiragens do tipo, ele era mais o menos conhecido por outra coisa. Ele detonava nas pistas de kart.

Fullerton nunca chegou à F1. Ele abandonou o sonho de ir a F1 depois que seu irmão, Alec Fullerton, foi morto num acidente em Mallory Park.  Depois disso, ele optou por ficar apenas nos karts. Queria ganhar a F1 dos karts, o Campeonato Mundial de Kart. Não conseguiu entrar para a equipe britânica, então, correu sob licença irlandesa.

E assim correu, como um irlandês, por mais dois anos. Até que em 71, ele pode finalmente correr como um inglês. E dois anos depois veio o tão sonhado título da F1Kart (o nome verdadeiro é grande demais) . 

Mas seu maior desafio, veio em 1978. Quando se tornou companheiro de equipe de um tal de Ayrton Senna. Até aí nada demais. Não rolou muita coisa nesse tempo até a corrida derradeira em 1980. Senna estava se despedindo do mundo dos karts. Era a etapa tripla de Nivelles-Baulers. Na primeira corrida, deu Fullerton no lugar mais alto do pódio. Na segunda corrida, Fullerton abandonou com uma falha no pequeno motor de kart daquela época.

Na última corrida, Senna terminou em segundo e Fullerton chegou em terceiro. Senna e Fullerton fazem a festa no pódio. Antes da última corrida, Fullerton chega perto de Senna, lhe abraça e diz “Boa sorte na F1” . Senna faz cara de não entender muito aquilo que ele disse, mas mesmo assim o agradece. Fullerton sabia o que estava dizendo e sabia que aquele garoto com que formou umas das melhores duplas de todos os tempos, ia ter um grande futuro pela frente. E ele estava certo.

Ayrton Senna foi tricampeão da F1 em 1988, 1990 e 1991. E pela TV, onde Fullerton assistia as corridas de Senna, fazia cara de felicidade, por ter corrido ao lado de um tricampeão mundial.

Feliz 52 anos, Ayrton Senna. Onde quer que você esteja.

Rubens Barrichello está quase confirmado para correr na KV Racing na Indy 2012. Com vários percusos mistos e circuitos de rua no calendário de 2012, Barrichello vai adequar muito bem a categoria americana. Relembre outros pilotos (brasileiros) que trocaram o vinho tinto pela cerveja da Budweiser.

Emerson Fittipaldi

Com uma carreira irretocável na Fórmula 1, sagrando-se bicampeão com os títulos de 72 e 74, fez seu primeiro contato com os carros norte-americanos da Indy quando visitava o país no ano de seu bi. Lá Emerson testou um McLaren adaptado para voar nos ovais, mas foi somente dez anos depois que ele de fato veio correr na terra do Tio Sam.

Após aposentar-se da F-1 em 80 com o fim da aventura da equipe própria, tirou quatros anos sabáticos de grandes campeonatos. Em 84, Emerson competiu por dois times diferentes da Cart antes de se juntar à Patrick, time que defendeu por cinco anos, conquistando onze vitórias e seu primeiro título da Cart e das 500 Milhas de Indianápolis, em 1989. Após ter se solidificado de vez na categoria, o nosso “Rato” virou “Emmo”.

Em 1990 Emerson transferiu-se para a Penske, a equipe mais tradicional da categoria, pela qual venceu novamente as 500 Milhas de Indianápolis e que lhe fez lutar diretamente por mais dois campeonatos da Cart (93 e 94).

No final da carreira, foi piloto da Hogan em 96 sem muito destaque. Após um grave acidente no oval de Michigan, resolveu aposentar-se, dando fim a uma carreira “pra-lá” de respeitável. Emmo faz parte de um seletíssimo grupo de pilotos que foram campeões tanto na Fórmula 1 quanto na Cart. Foram eles: Mario Andretti, Nigel Mansell e Jacques Villeneuve.

Chico Serra

Piloto brazuca da Fittipaldi em sua fase terminal, marcou um ponto na Fórmula 1 (Zolder, Bélgica, 1982) antes de se mudar para a Arrows, onde fez boas atuações, mas sem nunca chegar a pontuar. Após poucas corridas foi dispensado e não mais voltaria a sentar em um carro da categoria. Em 1985, dois anos após sua aposentadoria da F-1, foi convidado por Emerson para tentar a vida na Cart.

Por lá, a bordo de um Ensign com chassi da Theodore, disputou o GP de Portland, mas após 29 voltas seu motor abriu o bico. Foi sua única e desconhecida chance. Depois disso, concentrou seu foco nos carros de Stock no Brasil e fez sucesso, sagrando-se tricampeão da categoria.

Raul Boesel

Piloto multicategoria, teve seu nome levado ao topo depois de sua saída da Fórmula 1. Mas não na Cart. Foi nos Esporte-Protótipos que Boesel se deu bem. Ele, juntamente com Martin Brundle e John Nielsen e a bordo de um Jaguar XJR-9, foi campeão da temporada de 1987 do WSC.

Na Indy, disputou corridas de 85 até 2002 passeando por diversas equipes, mas foi pela Dick Simon que obteve seus melhores resultados. Lá chegou em quarto na temporada de 93, obtendo três segundos lugares (Phoenix, Milwalkee e Detroit).

Sua última temporada competitiva foi pela Patrick em 97, quando chegou em terceiro na corrida de Portland. De volta ao Brasil, competiu algumas provas da Stock, mas preferiu dedicar seu tempo à outra atividade, que acabou tornando-se uma profissão de fato: virou DJ (igual ao DJ Squire) .

Roberto Pupo Moreno

Foi mal Pupo, mas só achei essa. Moreno na Indy 500 2007.

Após uma frustrada tentativa de iniciar-se na Fórmula 1 em 1982 pela Lotus, Moreno, junto com Emerson Fittipaldi, quis tentar carreira na América. Roberto disputou duas temporadas pela Galles, conquistando, inclusive, um honroso quinto lugar em sua quinta corrida na categoria.

 

Após 86, retornou à Fórmula 1 para ficar perambulando por equipes do fundo do grid. Em 94 tentou classificação para as 500 Milhas de Indianápolis, mas não conseguiu. Porém, foi em 1996 que sua carreira na Cart engrenou.

 

Contratado pela Payton/Coyne, chegou em terceiro na Indy 500, prova que o projetou para a categoria. Lá ficou até 2003 disputando temporadas inteiras. Depois disso, correu em provas esporádicas até 2007, sempre no estilo que lhe fez fama e apelido: substituindo pilotos e tirando leite de pedra. Até sua última corrida na Indy 500 2007, ao substituir Stéphan Gregoire e ainda se classificar no terrível Bump Day (em algum dia eu falarei dessa corrida, já está anotado a promessa) para a corrida (!) . Moreno bateu na volta 36 e se aposentou de vez.

 

Mas o momento mais especial para Moreno na Cart foi em 2000, pela Patrick, quando conquistou sua primeira vitória desde os tempos da F-3000 e arrancou uma disparada rumo à disputa do título – acabou terminando a temporada em terceiro, atrás de Gil de Ferran e Adrián Fernandez. O Super-Sub venceria mais uma na Cart em Vancouver 2001.

Maurício Gugelmin

Simpático piloto catarinense, começou sua carreira na Fórmula 1 pela March Leyton House. Foi por lá que conquistou seu maior feito na categoria, quando chegou em uma heroica terceira colocação no Grande Prêmio do Brasil de 89 em Jacarepaguá. Na March, Gugelmin ficou até 91, quando se mudou para a Jordan em 92.

Em 93, sem sua vaga garantida, mudou-se para a Cart competindo pela equipe de Dick Simon. Em 94 transferiu-se para a Chip Ganassi e começou a pegar mão da categoria, mas foi pela PacWest que deslanchou de vez. A partir de 1995, conquistou uma vitória, vários pódios e chegou em 4º no campeonato de 97.

Em 95 começou e terminou as 500 Milhas de Indianápolis em sexto, porém liderou a prova durante 59 voltas. Por determinada época também obteve o recorde de maior velocidade dentro de um circuito fechado de um carro de corrida. Em Fontana 97, cravou a velocidade máxima de 387.759 km/h!

Na derradeira temporada na Cart, Gugelmin sofreu uma tremenda pancada durante treinos para a corrida do Texas, depois de uma escapada na curva dois do oval. Com a morte de seu filho que sofria de paralisia cerebral, em 2001, Maurício decidiu-se afastar de vez das corridas.

Christian Fittipaldi

Filho de Wilson e sobrinho de Emerson Fittipaldi, teve boas atuações na Fórmula 1 mesmo correndo por equipes nanicas, como ter quase beliscado pódios com uma Minardi e uma Footwork, mas seu fato mais marcante durante os três anos que andou com um Fórmula 1 foi um mortal que deu em Monza/93, onde cruzou a linha de chegada em frangalhos após dar um loop de 360º a quase 300 km/h.

Após sua carreira na Fórmula 1 encerrar-se ao final de 1994, já começou negociações para correr na Cart junto com o tio. Em 95 estreou na Walker, e quase venceu as 500 Milhas de Indianápolis logo em sua primeira temporada.

De 96 a 2002 disputou o campeonato pela poderosa Newman/Haas. Por lá nunca teve a chance real de lutar pelo campeonato, mas pegou muitos pódios e angariou duas vitórias (Road Atlanta 99 e Fontana 2000). Após a Cart competiu na A1GP, Le Mans Series e na Stock Car brasileira.

Nelson Piquet (o pai)

Foi mal, Nelsão, mas senti que devia botar essa foto.

Após ter uma carreira mais do que vitoriosa e sem contestação na Fórmula 1, Nelson Piquet quis experimentar o automobilismo americano, mais especificamente as 500 Milhas de Indianápolis, a principal prova do calendário da Indy.

Só que em um de seus primeiros contatos com a categoria, a física mostrou que se acidentar por lá não é a mesma coisa que bater em um muro ou guard rail da F-1. Piquet bateu nos treinos para a Indy 500 de 1992 e sofreu ferimentos muito graves nas pernas, deixando-o acamado por um bom tempo.

No ano seguinte estava lá novamente para tentar vencer sua batalha pessoal contra Indianápolis. Sem acidentes, mas também sem brilho, estourou seu motor Buick na 38ª volta dando adeus a prova em 32º. O ciclo estava fechado, e Piquet não mais se arriscaria nas corridas americanas.

Tarso Marques

Piloto mais jovem a conquistar vitórias na F-Chevrolet e F-3, foi direto para a F-300o Internacional e, com apenas 20 anos, já estreava na Fórmula 1 pela Minardi, disputando as corridas da Argentina e do Brasil na F-1 em 96. No ano seguinte conquistou o assento para a metade da temporada, mas seus resultados não empolgaram.

Em 99 tentou a vida nos Estados Unidos correndo pela Penske no lugar do machucado Al Unser Jr. Infelizmente, aquela foi talvez a pior temporada da história da equipe de Roger Penske, culminando com a morte do uruguaio Gonzalo Rodrigues em Laguna Seca. Sua melhor posição de chegada foi uma nona colocação.

Voltou para a Minardi em 2001, quando assumiu o papel de escudeiro (e quase professor) de um jovem espanhol chamado Fernando Alonso. Os dois são amigos até hoje.  Em 2000, 2004 e 2005, pilotou esporadicamente na Indy pela Dayle Coyne, onde seu melhor resultado foi uma 11ª colocação.

De volta ao Brasil para disputar a Stock Car, virou notícia no ano passado, suspenso por exames que detectaram substâncias proibidas em uma corrida realizada em 2009.

Enrique Bernoldi

Piloto sem muito destaque na Fórmula 1 durante as duas temporadas que passou por lá a serviço da Arrows, como companheiro do doidão e experiente Jos Verstappen, teve seu ponto alto quando, com um carro muito mais lento (de Arrows) , segurou bravamente David Coulthard (de McLaren) por várias voltas, nas apertadas ruas no principado de Mônaco em 2001.

Após se ver sem assento na F-1, fez duas temporadas na World Series para retornar como piloto de testes da BAR. Por lá ficou por mais duas temporadas antes de vir para o Brasil disputar um ano de Stock Car.

Em 2008, foi atrás de uma carreira nos EUA e assinou com a Rocketsports na ChampCar. Todavia, com a unificação da categoria com a IRL, sua equipe não iria competir na Indy. Mas mais tarde a Conquest o anunciava como piloto ao lado do brasileiro Jaime Câmara.  Um toque entre os dois brasileiros em Watkins Glen e posteriores reclamações de Bernoldi deixaram o clima ruim na equipe.

Logo depois, ele machucou a mão em um acidente e acabaria substituído por Alex Tagliani. No ano seguinte, rumou para o FIA GT, onde começou a correr de Maserati. Hoje é piloto do time da Nissan, a bordo dos GT-R Sumo Power.

Antonio Pizzonia

Apesar da grande expectativa, Pizzonia não conseguiu uma carreira de destaque na Fórmula 1 – e nos Estados Unidos. O Jungle Boy (natural daqui de Manaus) entrou para a F1 com um currículo de respeito nas categorias de base, incluindo títulos na F-Renault e F-3 inglesa, mais o apoio da Petrobras, empresa que mantinha uma equipe na extinta F-3000.

Em 2003, foi contratado pela Jaguar e formou dupla com Mark Webber, mas sem ambiente na equipe, sequer terminou a temporada e já foi substituído por Justin Wilson (outro piloto que migrou para as corridas estadunidenses). No ano seguinte foi contratado pela BMW-Williams como piloto reserva. Participou das provas finais e pontuou em três delas, Mesmo assim, teve de dar lugar ao alemão Nick Heidfeld no início da temporada de 2005.

Em sua última temporada na Fórmula 1, juntou-se ao antigo companheiro de equipe Mark Webber na Williams – novamente no fim da temporada, mas sem sucesso. No ano seguinte, conseguiu uma vaga para ser piloto pagante na Rocketsports da Champ Car, mas sem um patrocínio forte, só correu a primeira etapa e mais três no fim da temporada. Depois de ficar zanzando na GP2 e Fórmula Superleague, voltou para a Rocketsports em 2008 para correr a derradeira corrida da Champ Car antes da reunificação. E foi só.

Pelo menos ele teve uma carreira melhor do que a do irmão, Adriano Pizzonia. Adriano corre atualmente, no Desafio Amazonense de SuperKart. Viu a diferença.

EXTRA: Ayrton Senna

A convite de Emerson Fittipaldi, o então infeliz piloto da McLaren quis fazer uma pressão na cúpula da time ao aceitar um teste pela Penske em 1993. Ele sabia muito bem que aquele não era o seu lugar, mas queria se divertir pilotando um bólido turbo novamente.

No quase kartódromo de Firebird mostrou todo seu talento frente à Cart, que sem dúvidas ganharia mais um campeão se Senna se mudasse para lá. No fim, continuou na McLaren, e faria daquela temporada uma das mais inesquecíveis de sua carreira, mesmo perdendo a disputa do título para Alain Prost e sua Williams sobrenatural.

Sem assunto. Apresento um diálogo de uma discussão feia entre Ayrton Senna e Eddie Irvine. Aconteceu depois do GP do Japão de 1993, em 24 de Outubro em Suzuka. Prost já havia anunciado (depois de assegurar o título em Estoril) que ia se aposentar no fim da temporada, Senna já havia anunciado que ia para a Williams, para ser companheiro do Damon Hill. Um jovem Eddie Irvine fazia sua estréia de Jordan Hart 1035 V10 com Barrichello como companheiro de equipe, em uma pista que o irlandês conhecia muito bem, graças as suas duas temporadas anteriores, competindo no Campeonato Japonês de F3000 pela Cerumo-Cosmo Oil.

Irvine correndo pela F3000 Japonesa

Eddie havia classificado sua Jordan em oitavo, e pularia para quinto na largada, depois de colocar duas rodas na grama, por fora, para completar a manobra. Mesmo assim, ele foi rápidamente ultrapassado de volta por Schumi na Benetton (que teve uma largada ruim) e Damon Hill, na Williams. A briga na ponta era de Senna e Prost, continuando assim na primeira parada de box, e sob a chuva que começou a cair.

Ayrton Senna vencendo em Suzuka/1993

Basicamente, o “episódio” foi que Senna brigava com Prost pela ponta, e chegou para colocar uma volta em Irvine e Hill (que brigavam pela 5ª posição). Hill estava de slicks na pista razoávelmente molhada, e Senna com pneus de chuva. Senna passou Irvine, e estava sendo “cuidadoso” para passar Hill, pois este escorregava por todo lado.

Irvine, que agora estava uma volta atrás, resolveu “tirar a volta” passando Senna na entrada das curvas Degner, e o fez, irritando Senna. Mais tarde, Irvine diria que a culpa de tudo que aconteceu era de Damon Hill (??). Além disso, há três voltas do final, Irvine não hesitou em “empurrar” Derek Warwick na Footwork para a brita na chicane e lhe tomar o sexto lugar, tornando-se o primeiro estreante a marcar pontos em seu primeiro GP desde Jean Alesi. Senna venceu, seguido de Prost, Hakkinen, Hill, Rubinho e Irvine, os únicos seis na mesma volta, e os últimos dois registrando o melhor resultado da Jordan na temporada. Penúltima vitória de Senna, de número 40, e número 103 da McLaren, empatando-a com a Ferrari, significativo na época.

Eddie Irvine acelerando com seu Jordan na pista de Suzuka

O diálogo que se seguiu, segundo os vários rumores e sites na internet descrevendo o acontecido, foi gravado por um “figurante” que preferiu não se identificar. Dizem que o estreante Irvine estava sentado sozinho em uma mesa na área reservada da Jordan após a corrida, onde também se encontravam Rubinho Barrichello, o gerente comercial e outros membros da equipe, todos assistindo exatamente ao replay do “incidente”. De repente, a porta se abre e Senna entra, com Norman Howell (diretor de comunicações da McLaren) e Giorgio Ascanelli (engenheiro de Senna). Senna procura por Irvine, mas parece não encontrá-lo (ou não reconhecê-lo). O próprio Eddie levanta a mão, chamando a atenção de Senna, que se encaminha até ele.

O incidente: Senna e Irvine dividindo a Degnes Curve

Irvine: “ Hey.”
Senna: “Que m**** você acha está fazendo ?”
Irvine: “ Eu estava correndo .”
Senna: “ Você estava correndo ? Você conhece a regra que você tem que deixar os líderes passarem quando você é um retardatário ?”
Irvine: “Se você estivesse indo rápido o bastante, não haveria problema.”
Senna: “Eu te passei ! E você saiu da pista três vezes na minha frente, no mesmo lugar, como um fuc**** idiot (isso não tem tradução boa o bastante), onde havia óleo. E você estava jogando pedras e coisas na minha frente por três voltas. Quando te passei, você viu que eu estava na sua frente. E quando eu cheguei no Damon, ele estava de slicks e tendo dificuldades, e você deveria ter ficado atrás de mim. Você correu um risco muito grande, de me tirar da corrida.”
Irvine: “Eu te coloquei em algum perigo ?”
Senna: “Você não me colocou em perigo ?”
Irvine: “Eu encostei em você ? Eu encostei em você alguma vez ?”
Senna: “Não, mas você chegou à isso (gesticulando, polegar e indicador juntos) de encostar em mim, e eu era o fuc**** líder (berrando), eu era o fuc**** líder !”
Irvine: “Se não encostou, tanto faz estar à uma milha de distancia (“A miss is as good as a mile”).”
Senna: “Vou te dizer uma coisa. Se você não se comportar apropriadamente no próximo evento, é melhor você repensar o que faz. Eu te garanto isso.”

Irvine: “Os comissários disseram que não houve problema, não houve nada de errado.”
Senna: “Ah, é ? Espere até a Austrália. Espere até a Austrália, quando os comissários falarem com você. Aí você me diz se eles dizem isso.”
Irvine: “Hey, eu estou aí para fazer o melhor para mim.”
Senna: “Isso não é correto. Você quer ir bem. Eu entendo, pois já fui assim. Eu entendo. Mas é muito anti-profissional, se você é um retardatário, e está uma volta atrás…”
Irvine (interrompendo): “Mas eu teria te seguido se você passasse o Hill.”
Senna: “…você deveria deixar o líder passar…”
Irvine (interromendo novamente): “Eu entendo perfeitamente.”
Senna (ele agora interrompendo): “…e não voltar e fazer as coisas que você fez. Você quase bateu no Hill, na minha frente, três vezes, eu ví, e eu podia ter “coletado” você e ele como resultado, e essa não é a maneira de…”

Irvine (interrompendo e gritando agora): “Mas eu estou correndo ! Estou correndo ! Você só aconteceu de…”
Senna (interrompendo e berrando): “ Você não estava correndo ! Você estava guiando como um fuc****idiota. Você não é um piloto de corridas – você é um fuc**** idiota !”
Irvine: “ Você fala, você fala. Você estava no lugar errado, na hora errada.”
Senna: “ Eu estava no lugar errado, na hora errada ?”
Irvine: “Sim. Eu estava disputando com o Hill.”
Senna: “Sério ? Sério ? Me diz uma coisa. Quem deve julgar: você ou o líder da prova que vem vindo para te colocar uma volta ?”
Irvine: “ O líder da prova.”
Senna: “Então o que você fez ?”
Irvine: “ Você estava muito devagar, e eu tinha que passar você para tentar chegar no Hill.”
Senna: “Sério ? Como eu estava colocando uma volta em você se eu estava muito devagar ?”
Irvine: “Chuva. Porquê de slicks você estava mais rápido que eu, mas com pneus de chuva você não estava.”
Senna: “Sério ? Sério ? Como que eu te passei com pneus de chuva, então ?”
Irvine: “ Ahn ?”
Senna: “Como que eu te passei com pneus de chuva, então ?”
Irvine: “Eu não lembro disso. Na realidade, não lembro da corrida.”
Senna: “Exato, porque você não é competente o bastante para lembrar. Funciona assim, você sabe.”
Irvine: “Tudo bem, tudo bem, você pensa assim.”
Senna: “Tenha cuidado, cara.”
Irvine: “Vou ter, e vou ficar de olho em você.”
Senna: “Você vai ter problemas não só comigo, mas com várias outras pessoas, e também com a FIA.”
Irvine (sarcástico): “ É ?”
Senna: “Pode apostar.”
Irvine (rindo): “ É ? Bom.”
Senna: “ É ? Bom saber disso.”
Irvine: “Te vejo na pista.”
Senna (agressivo): “É ? Bom saber disso.”
Irvine: “Te vejo na pista.”
Senna faz uma meia volta, dá alguns passos e parece que vai embora quando solta um “aaahhh” alto e vira, anda de volta para o Irvine e lhe dá um soco, de esquerda, na parte direita da cabeça de Irvine – que se desequilibra e cai no chão.
Irvine (berrando): “Processo !”
Senna (berrando enquanto é colocado para fora): “Você precisa aprender a respeitar onde voce está indo errado.”

Com certeza, não é o melhor exemplo para os jovens pilotos, mas Senna deu mais exemplos ótimos que ruins, logo não deve ser julgado apenas por esse descontrole. Mas até que deu para extravasar a raiva legal.

A última parte do Especial tragédias de Imola 1994. A do funeral de Ayrton Senna no dia 5 de maio de 1994. São fotos comoventes de um grande piloto, talvez o mais completo de todos.

O funeral de Senna, em São Paulo, no dia 5 de maio, reuniu aproximadamente 500 mil pessoas que revestiram as ruas para assistir a passagem do caixão. O rival de Senna, Alain Prost, estava entre as pessoas que carregavam o caixão funerário. Além dele, ladearam o caixão do tricampeão: Emerson Fittipaldi, Damon Hill, Gerhard Berger, Christian Fittipaldi, Rubens Barrichello, Jackie Stewart, Raul Boesel, Roberto Pupo Moreno, Johnny Herbert, Derek Warwick, Pedro Lamy e Thierry Boutsen. A maior parte da comunidade da Fórmula 1 assistiu ao funeral de Senna; porém o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, assistiu ao funeral de Ratzenberger, que aconteceu no dia 7 de maio de 1994 em Salzburgo, na Áustria. Mosley disse depois em uma entrevista coletiva dez anos mais tarde, “Eu fui para o funeral dele porque todo o mundo foi no de Senna. Eu pensei que era importante que alguém fosse no dele“.

Termino esse especial com a célebre frase de Galvão Bueno quando Ayrton vencia:

“AYRTON, AYRTON, AYRTON, AYYYYYYYYYRTON…SENNA DO BRASIIIIIL!!!!!!”

Penúltima parte do Especial tragédias de Imola 1994. Mas confesso gostaria que não tivesse que estar terminando desse jeito, apesar de nunca ter visto Ayrton Senna correr. Não era para estar terminando desse jeito. Vamos logo ao que interessa antes que eu comece a ficar triste.

Na sétima volta, a direção do Williams não obedece ao seu comando e vai direto contra o muro da curva Tamburello a 210 km/h (130 mph),a mesma que Nelson Piquet sofreu um acidente nos treinamentos de 1987 pela Williams e Gerhard Berger no ínício da corrida em 1989 pela Ferrari.

Às 14h17min (hora local de Imola), uma bandeira vermelha foi mostrada para indicar que a corrida foi interrompida e Sid Watkins chegou ao local para tratar de Senna. Quando uma corrida é parada sob bandeira vermelha, os carros têm que reduzir a velocidade e retornar aos boxes ou ao grid de largada até notificação posterior. Isto protege os fiscais de corrida e o corpo médico no local da batida, e permite acesso mais fácil de carros médicos até o incidente. Aproximadamente dez minutos depois da batida de Senna, a equipe Larrousse misteriosamente permitiu que um de seus pilotos, o francês Érik Comas (campeão da Fórmula 3000 em 1990), deixasse o pit, apesar do circuito estar fechado sob bandeiras vermelhas. Freneticamente, os fiscais de corrida acenaram-o quando ele chegou a cena do acidente a quase velocidade máxima. Durante alguns minutos as comunicações no circuito haviam entrado em colapso permitindo que o piloto deixasse o pit-stop e retornasse à corrida. Comas evitou bater em quaisquer das pessoas ou carros que estavam no circuito, mas, diante da cena do acidente de Ayrton, ficou tão aflito (Comas era amigão de Senna e foi até salvo por Senna, após um acidente grave em Spa em 1992) com o que viu que se retirou da prova. As imagens de Senna sendo tratado em cobertura mundial (fornecido pela emissora italiana RAI) foram muito gráficas, e da BBC ligada à sua própria câmera estava focada no pitlane. Senna foi erguido da Williams destruída e levado de helicóptero para o Hospital Maggiore, perto de Bolonha. Equipes médicas continuaram o tratando durante o voo. Trinta e sete minutos depois do acidente, às 14h55min da hora local, foi reiniciada a corrida.

Duas horas e 20 minutos depois que Schumacher cruzou a linha de chegada, às 18h40min, hora local, a Dra. Maria Teresa Fiandri anunciou que Ayrton Senna tinha morrido. O horário oficial da morte foi dado, no entanto, como 14h17min da hora local, significando que Senna tinha morrido instantaneamente. A causa de morte estabelecida por uma autópsia é que um pedaço da suspensão do carro perfurou o capacete dele e o crânio.

Amanhã, a última parte do Especial tragédias de Imola 1994.

Sendo guinchados ao mesmo tempo

Bruno Giacomelli e Claudio Langes sendo guinchados ao mesmo tempo em Monza. São Ferraris e Mercedes numa versão bem ruim.

Ayrton e Emerson na mesma pista

A única vez em que Senna e Emmo ficaram juntos na mesma pista que era Jacarepaguá. Era apenas um teste de pneus, mas valia mesmo assim. Senna de Toleman preta e vermelha e Fittipaldi de Spirit branca e com desenhos do Mickey Mouse (ou Topolino) e o Pateta Esportista, ou simplesmente Pateta (ou se quiser, Sport Goofy) .

Emilio de Villota a bordo de um Fittipaldi/Copersucar

Rara essa foto. Emilio de Villota, o pai da Maria de Villota. A bordo de um Fittipaldi/Copersucar F5A.

Do WRC para a F1

Hannu Mikkola foi campeão em 83 pela Audi…

…e fez um teste em 84 pela Arrows em Donnington.

Colin McRae foi campeão em 95…

…e andou de Jordan 195.

Tommi Makinen foi dominador no final dos anos 90…

…e andou de Williams FW19.

Carlos Sainz foi campeão em 1990…

…e andou de Renault em 2005.

Sebastien Loeb é o Schumacher do WRC…

…e andou de Renault em Paul Ricard em 2007 ao lado de…

…seu companheiro de equipe…

…Dani Sordo.

Nesse final de semana, teremos o GP do Brasil de 2011. Há grande expectativa de conhecermos que será o mais novo VICE-campeão de 2011 e de rolar o primeiro pódio de um brasileiro em 2011. Veja os cinco melhores GPs do Brasil da história da F1.

5- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2006

A primeira vitória de um brasileiro em Interlagos depois de Ayrton Senna em 1993 foi de Felipe Massa em 2006. Massa usava um macacão em homenagem ao Brasil. Liderou a corrida de ponta a ponta e venceu de forma magistral para todo mundo ficar feliz. A carreira de Massa alavancou depois dessa vitória. Massa só venceu outra vez em Interlagos só em 2008. Ah, e esse GP marcou a aposentadoria de Michael Schumacher que deu um show indo para último (por causa de um pneu furado) e extraindo o máximo de seu Ferrari e completando em quarto, mas depois você sabe o que aconteceu depois com o Schummy.

Veja frases do GP do Brasil de 2006:

  • “Nunca vou esquecer esse dia. O dia que sempre sonhei e esperei. Acho que sou iluminado” Felipe Massa
  • “Tem sido um fim de semana fantástico e eu preciso de algum tempo para acreditar que sou campeão novamente” Fernando Alonso
  • “Provavelmente foi a corrida mais fácil da minha carreira.” Felipe Massa
  • “Nós tínhamos um carro insanamente rápido hoje. Provavelmente tínhamos velocidade possível para superar todos, pra ser honesto. Nós fizemos isso, de certa maneira.” Michael Schumacher
  • “Não era para ser hoje, pra mim” Michael Schumacher
  • “Estou realmente feliz por Felipe por ter sido o primeiro brasileiro a vencer aqui após Senna” Michael Schumacher
  • “Eu fui extremamente sortudo em vencer um campeonato com Schumacher ainda correndo, foi um prazer correr com ele” Fernando Alonso
  • “Acho que temos que demonstrar grande respeito por Schumacher, porque o que ele fez ficará para a história da F-1” Flavio Briatore

4- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 1991

Na largada, Senna e Mansell sumiram na liderança. Senna e Mansell fazem paradas perfeitas, mas Mansell fica com um pneu furado e Senna fica sozinho na pista. Mas os problemas mecânicos aparecem. A quarta marcha foi pro saco. Tendo que passar da terceira para a quinta direto. Depois nenhuma marcha funcionava e Senna tinha que ficar segurando a alavanca para continuar. Devido a esse problema, Patrese que era segundo, chegava mais perto a cada volta. O brasileiro, terminou a corrida só com a sexta marcha funcionando normalmente. Faltando duas voltas para o final, começou a chover em Interlagos, o que acabou decidindo a corrida. Após cruzar a linha final, Senna permaneceu no carro, sem forças para sair. Depois, auxiliado, entrou em um carro da organização e foi para os boxes. No pódio ficou evidente seu esforço para obter a vitória. Ele mal conseguiu levantar a taça, precisando de ajuda para fazê-lo. Uma das melhores atuações de Senna na F1 e a primeira vitória de Senna em Interlagos. Senna só venceu em Interlagos de novo em 1993.

3- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2003

Essa corrida foi maluquinha. Chovia canivetes naquele dia. Rubinho largou na pole e depois abandonou a corrida. A chuva continuava forte e na volta 54, Fisichella passa Raikkonen que deu uma escapada. Segundos depois, Mark Webber bate na Curva do Café e em seguida, Fernando Alonso também bate por causa dos destroços do carro de Webber. Como havia muitos destroços e pneus espalhados pela pista, a organização preferiu encerrar a corrida daquele jeito.

Só que a organização declarou também que Kimi Räikkönen havia sido o vencedor. Ao invés de considerar a volta 54, a última que havia sido completada antes da interrupção, os organizadores preferiram considerar a volta 53, liderada pelo finlandês. Revoltada, a Jordan recorreu, alegando que o resultado a ser considerado é sempre o da volta anterior à da interrupção.

A FIA demorou cerca de duas semanas para chegar a um veredicto, mas chegou. E devolveu a vitória a Fisichella, dizendo serem procedentes as reclamações da Jordan. Para não deixar o italiano tristonho, foi realizada até mesmo uma pequena cerimônia em Imola, com o próprio Räikkönen entregando o troféu ao piloto da Jordan. Quem disse que alegria de pobre dura pouco?

2- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2007

Três brigando pelo título. Hamilton com uns 75% de chances de ser campeão. Alonso com uns 35% de chances. E Raikkonen tinha uns 3% de chances. Eu apostei com papai quem iria ser campeão. Eu apostei em Hamilton e papai apostou em Alonso. Hamilton erra já no começo da corrida. Alonso continuava ali no meio. Massa liderava com Raikkonen em segundo. Hamilton fazia uma corrida de recuperação e Alonso continuava ali no meio. Já na metade da corrida, Massa deixa Raikkonen passar para Raikkonen ser o campeão de 2007. Eu e o papai perdemos a aposta.

O campeonato de Raikkonen foi o mais inesperado que eu já vi. Aposto que todos que assistiram a corrida ficaram bastante surpresos com o campeonato de Raikkonen. Não adianta negar que eu sei onde você mora. Eu sei sim.

1- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2008

Desse GP eu lembro muito bem. Massa largaria na pole e precisava vencer e torcer para Hamilton ficar em sexto para poder ser campeão. Liderou toda a prova e Hamilton estava em quinto. A chuva chega em Interlagos e todos param para botar os compostos intermediários. Apenas Glock não para e fica na frente de Hamilton que estava em quinto e com Vettel pressionando com sua Toro Rosso.

Vettel bota de lado e passa Hamilton que fica no desespero atrás do alemão. Hamilton tenta, mas não consegue chegar em Vettel. Ele precisava de um milagre para ser campeão. Massa cruza a linha de chegada e ouvimos o “FELIPE, FELIPE, FELIPE, FELIPE MASSA DO BRASIL!!!!!! , AGORA É SÓ TORCER PARA QUE HAMILTON FIQUE EM SEXTO PARA VERMOS FELIPE MASSA CAMPEÃO” . De repente todas as câmeras estão na briga entre Vettel e Hamilton. Hamilton reza para Deus, Buda, Elvis, Senna, Virgem Maria e todos os outros santos e orixás para ver se acontecia o tão sonhado milagre.

Eles fazem o Bico do Pato colados. Tudo estava caminhando para que Massa fosse campeão. Mas Glock que não tinha parado, estava lento na pista e é facilmente ultrapassado por Vettel e Hamilton. Hamilton consegue o seu milagre e cruza a linha de chegada em quinto que era o preciso para ser o primeiro campeão de F1 negro da história. Massa saiu chorando do carro e continuou chorando no pódio batendo no seu peito e olhando Hamilton sendo campeão.

Massa merecia aquele campeonato, mas tudo pro causa da Ferrari, isso não aconteceu. E essa foi a última vitória de Massa até hoje.

Essa é uma das disputas mais incríveis da história da F1. Senna largaria na posição 3 atrás de Patrese e Mansell que tinham como principal arma, o Williams FW14B. Na primeira curva, Senna passa Patrese, enquanto Mansell sumia na frente. Senna continuava segurando Patrese até que o italiano começou a ter problemas com seu Williams e acabou ficando para trás.

Na segunda metade da corrida, Mansell já tinha abrido golianos (desculpem esse termo sem graça) 30 segundos para Senna. Senna precisava rezar para Buda, Deus, Elvis e Zoroastro para conseguir vencer tal corrida. Mas alguém lá no céu gostava de Senna (quem também tinha tido suas preces atendidas foi Roberto Pupo Moreno com seu Andrea Moda) e na volta 70, a roda traseira canhota se esvazia e Mansell segue lentamente rumo aos boxes. Senna fica na liderança com Mansel 5 segundos atrás.

Mansell se aproxima de maneira que beira ao ridículo. Mansell chega a fazer a volta mais rápida da corrida (1.21.598) na volta 74. Senna estava sem pneus e nenhum tipo de tração. Mansell tentava botar de lado em todas as curvas para ver se conseguia a ultrapassagem, mas estava MUITO díficil.

Mansell tentava a ultrapassagem em todas as 18 curvas do principado por 5 vezes (é só fazer a conta 18 x 5) . A batalha Senna-Mansell continuou pelas últimas 5 voltas, mas não deu. Senna venceu a corrida de maneira mágica. Uma das melhores atuações de Senna na F1.

Mansell – Foi o melhor segundo colocado da minha vida

Tuíter

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