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Mario Haberfeld guiando pela Paul Stewart Racing

O grande Mario Haberfeld, está hoje aposentado. Tudo bem. Aposentar, todo mundo se aposenta. Mas Haberfeld se aposentou aos 34 anos (ou era 33) . É uma pena. Para homenageá-lo, vou fazer um breve resumo de sua carreira porque tempo me falta.

No Brasil, depois de correr no Brasil de kart e na Fórmula Ford, em ambas as ocasiões na equipe dirigida pelo jornalista e chefe de equipe João Alberto Otazú, Mario passou a correr na Europa, onde se constituiu em um dos grandes nomes brasileiros na década de 90. Os títulos no Britânico de Fórmula Ford (1995) e no Europeu de Fórmula Renault (1996), os dois pela Manor Motorsport, pavimentaram a carreira para a sua maior conquista, que foi o título no Britânico de Fórmula 3, em 1998, pela equipe Stewart. Seu principal rival naquele ano foi justamente o brasileiro Enrique Bernoldi, que mais tarde seria piloto titular da equipe Arrows de Fórmula 1.

Chegou a guiar pela Stewart e pela Williams, mas só achei essa foto de seu teste pela Stewart

Equipes nem sempre competitivas e alguns acidentes não permitiram que ele repetisse a mesma performance vitoriosa nos quatro anos seguintes na Fórmula 3000, então último degrau rumo ao objetivo máximo, a Fórmula 1.

Na F3000 em 2002, foi companheiro de Rob Nguyen, ídolo do Leandro “Verde” Kojima

A opção pelos Estados Unidos o conduziu para a Champ Car entre 2003 (Conquest) e 2004 (Walker). Seguiram-se participações na Grand Am e na Mil Milhas de 2007 com o LMP2 da Embassy Racing.

Após seguidas decepções na GP2 da época, ele resolveu migrar para a América, onde também não se deu bem

Depois migrou para os protótipos da Grand Am

Em paralelo ao seu desempenho nas pistas, Mario sempre se destacou pela forma discreta de se portar, decisões ponderadas, educação e camaradagem. João Alberto Otazú, o cara que participou do começo da carreira de Haberfeld, disse certa vez: “A família Haberfeld é extremamente discreta, educada, e sempre primou por decisões sábias.
Tive uma das grandes oportunidades na vida ao trabalhar com o Mário em minha equipe de kart e Fórmula Ford. E acabei de ganhar um capacete dele (em 2009) , em comemoração aos meu 30 anos como profissional do automobilismo (em 2009) , da ocasião em que ganhamos muitas corridas e títulos no kart.”

Hoje, Mario Haberfeld está infelizmente aposentado. Uma pena, um grande piloto que ganhou a F3 inglesa em 1998. foi para F3000, o último estágio naquela época para chegar na F1, falhou seguidas vezes. Tentou a sorte nos EUA, não deu certo novamente. E acabou tendo de se aposentar cedo.

Termino esse post com uma declaração de Haberfeld em 2009 antes das 500 Milhas de Granja Viana de 2009: “Acho que essa página do automobilismo já virou na minha vida. Agora, só mesmo as 500 Milhas de Granja Viana”

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Rubens Barrichello está quase confirmado para correr na KV Racing na Indy 2012. Com vários percusos mistos e circuitos de rua no calendário de 2012, Barrichello vai adequar muito bem a categoria americana. Relembre outros pilotos (brasileiros) que trocaram o vinho tinto pela cerveja da Budweiser.

Emerson Fittipaldi

Com uma carreira irretocável na Fórmula 1, sagrando-se bicampeão com os títulos de 72 e 74, fez seu primeiro contato com os carros norte-americanos da Indy quando visitava o país no ano de seu bi. Lá Emerson testou um McLaren adaptado para voar nos ovais, mas foi somente dez anos depois que ele de fato veio correr na terra do Tio Sam.

Após aposentar-se da F-1 em 80 com o fim da aventura da equipe própria, tirou quatros anos sabáticos de grandes campeonatos. Em 84, Emerson competiu por dois times diferentes da Cart antes de se juntar à Patrick, time que defendeu por cinco anos, conquistando onze vitórias e seu primeiro título da Cart e das 500 Milhas de Indianápolis, em 1989. Após ter se solidificado de vez na categoria, o nosso “Rato” virou “Emmo”.

Em 1990 Emerson transferiu-se para a Penske, a equipe mais tradicional da categoria, pela qual venceu novamente as 500 Milhas de Indianápolis e que lhe fez lutar diretamente por mais dois campeonatos da Cart (93 e 94).

No final da carreira, foi piloto da Hogan em 96 sem muito destaque. Após um grave acidente no oval de Michigan, resolveu aposentar-se, dando fim a uma carreira “pra-lá” de respeitável. Emmo faz parte de um seletíssimo grupo de pilotos que foram campeões tanto na Fórmula 1 quanto na Cart. Foram eles: Mario Andretti, Nigel Mansell e Jacques Villeneuve.

Chico Serra

Piloto brazuca da Fittipaldi em sua fase terminal, marcou um ponto na Fórmula 1 (Zolder, Bélgica, 1982) antes de se mudar para a Arrows, onde fez boas atuações, mas sem nunca chegar a pontuar. Após poucas corridas foi dispensado e não mais voltaria a sentar em um carro da categoria. Em 1985, dois anos após sua aposentadoria da F-1, foi convidado por Emerson para tentar a vida na Cart.

Por lá, a bordo de um Ensign com chassi da Theodore, disputou o GP de Portland, mas após 29 voltas seu motor abriu o bico. Foi sua única e desconhecida chance. Depois disso, concentrou seu foco nos carros de Stock no Brasil e fez sucesso, sagrando-se tricampeão da categoria.

Raul Boesel

Piloto multicategoria, teve seu nome levado ao topo depois de sua saída da Fórmula 1. Mas não na Cart. Foi nos Esporte-Protótipos que Boesel se deu bem. Ele, juntamente com Martin Brundle e John Nielsen e a bordo de um Jaguar XJR-9, foi campeão da temporada de 1987 do WSC.

Na Indy, disputou corridas de 85 até 2002 passeando por diversas equipes, mas foi pela Dick Simon que obteve seus melhores resultados. Lá chegou em quarto na temporada de 93, obtendo três segundos lugares (Phoenix, Milwalkee e Detroit).

Sua última temporada competitiva foi pela Patrick em 97, quando chegou em terceiro na corrida de Portland. De volta ao Brasil, competiu algumas provas da Stock, mas preferiu dedicar seu tempo à outra atividade, que acabou tornando-se uma profissão de fato: virou DJ (igual ao DJ Squire) .

Roberto Pupo Moreno

Foi mal Pupo, mas só achei essa. Moreno na Indy 500 2007.

Após uma frustrada tentativa de iniciar-se na Fórmula 1 em 1982 pela Lotus, Moreno, junto com Emerson Fittipaldi, quis tentar carreira na América. Roberto disputou duas temporadas pela Galles, conquistando, inclusive, um honroso quinto lugar em sua quinta corrida na categoria.

 

Após 86, retornou à Fórmula 1 para ficar perambulando por equipes do fundo do grid. Em 94 tentou classificação para as 500 Milhas de Indianápolis, mas não conseguiu. Porém, foi em 1996 que sua carreira na Cart engrenou.

 

Contratado pela Payton/Coyne, chegou em terceiro na Indy 500, prova que o projetou para a categoria. Lá ficou até 2003 disputando temporadas inteiras. Depois disso, correu em provas esporádicas até 2007, sempre no estilo que lhe fez fama e apelido: substituindo pilotos e tirando leite de pedra. Até sua última corrida na Indy 500 2007, ao substituir Stéphan Gregoire e ainda se classificar no terrível Bump Day (em algum dia eu falarei dessa corrida, já está anotado a promessa) para a corrida (!) . Moreno bateu na volta 36 e se aposentou de vez.

 

Mas o momento mais especial para Moreno na Cart foi em 2000, pela Patrick, quando conquistou sua primeira vitória desde os tempos da F-3000 e arrancou uma disparada rumo à disputa do título – acabou terminando a temporada em terceiro, atrás de Gil de Ferran e Adrián Fernandez. O Super-Sub venceria mais uma na Cart em Vancouver 2001.

Maurício Gugelmin

Simpático piloto catarinense, começou sua carreira na Fórmula 1 pela March Leyton House. Foi por lá que conquistou seu maior feito na categoria, quando chegou em uma heroica terceira colocação no Grande Prêmio do Brasil de 89 em Jacarepaguá. Na March, Gugelmin ficou até 91, quando se mudou para a Jordan em 92.

Em 93, sem sua vaga garantida, mudou-se para a Cart competindo pela equipe de Dick Simon. Em 94 transferiu-se para a Chip Ganassi e começou a pegar mão da categoria, mas foi pela PacWest que deslanchou de vez. A partir de 1995, conquistou uma vitória, vários pódios e chegou em 4º no campeonato de 97.

Em 95 começou e terminou as 500 Milhas de Indianápolis em sexto, porém liderou a prova durante 59 voltas. Por determinada época também obteve o recorde de maior velocidade dentro de um circuito fechado de um carro de corrida. Em Fontana 97, cravou a velocidade máxima de 387.759 km/h!

Na derradeira temporada na Cart, Gugelmin sofreu uma tremenda pancada durante treinos para a corrida do Texas, depois de uma escapada na curva dois do oval. Com a morte de seu filho que sofria de paralisia cerebral, em 2001, Maurício decidiu-se afastar de vez das corridas.

Christian Fittipaldi

Filho de Wilson e sobrinho de Emerson Fittipaldi, teve boas atuações na Fórmula 1 mesmo correndo por equipes nanicas, como ter quase beliscado pódios com uma Minardi e uma Footwork, mas seu fato mais marcante durante os três anos que andou com um Fórmula 1 foi um mortal que deu em Monza/93, onde cruzou a linha de chegada em frangalhos após dar um loop de 360º a quase 300 km/h.

Após sua carreira na Fórmula 1 encerrar-se ao final de 1994, já começou negociações para correr na Cart junto com o tio. Em 95 estreou na Walker, e quase venceu as 500 Milhas de Indianápolis logo em sua primeira temporada.

De 96 a 2002 disputou o campeonato pela poderosa Newman/Haas. Por lá nunca teve a chance real de lutar pelo campeonato, mas pegou muitos pódios e angariou duas vitórias (Road Atlanta 99 e Fontana 2000). Após a Cart competiu na A1GP, Le Mans Series e na Stock Car brasileira.

Nelson Piquet (o pai)

Foi mal, Nelsão, mas senti que devia botar essa foto.

Após ter uma carreira mais do que vitoriosa e sem contestação na Fórmula 1, Nelson Piquet quis experimentar o automobilismo americano, mais especificamente as 500 Milhas de Indianápolis, a principal prova do calendário da Indy.

Só que em um de seus primeiros contatos com a categoria, a física mostrou que se acidentar por lá não é a mesma coisa que bater em um muro ou guard rail da F-1. Piquet bateu nos treinos para a Indy 500 de 1992 e sofreu ferimentos muito graves nas pernas, deixando-o acamado por um bom tempo.

No ano seguinte estava lá novamente para tentar vencer sua batalha pessoal contra Indianápolis. Sem acidentes, mas também sem brilho, estourou seu motor Buick na 38ª volta dando adeus a prova em 32º. O ciclo estava fechado, e Piquet não mais se arriscaria nas corridas americanas.

Tarso Marques

Piloto mais jovem a conquistar vitórias na F-Chevrolet e F-3, foi direto para a F-300o Internacional e, com apenas 20 anos, já estreava na Fórmula 1 pela Minardi, disputando as corridas da Argentina e do Brasil na F-1 em 96. No ano seguinte conquistou o assento para a metade da temporada, mas seus resultados não empolgaram.

Em 99 tentou a vida nos Estados Unidos correndo pela Penske no lugar do machucado Al Unser Jr. Infelizmente, aquela foi talvez a pior temporada da história da equipe de Roger Penske, culminando com a morte do uruguaio Gonzalo Rodrigues em Laguna Seca. Sua melhor posição de chegada foi uma nona colocação.

Voltou para a Minardi em 2001, quando assumiu o papel de escudeiro (e quase professor) de um jovem espanhol chamado Fernando Alonso. Os dois são amigos até hoje.  Em 2000, 2004 e 2005, pilotou esporadicamente na Indy pela Dayle Coyne, onde seu melhor resultado foi uma 11ª colocação.

De volta ao Brasil para disputar a Stock Car, virou notícia no ano passado, suspenso por exames que detectaram substâncias proibidas em uma corrida realizada em 2009.

Enrique Bernoldi

Piloto sem muito destaque na Fórmula 1 durante as duas temporadas que passou por lá a serviço da Arrows, como companheiro do doidão e experiente Jos Verstappen, teve seu ponto alto quando, com um carro muito mais lento (de Arrows) , segurou bravamente David Coulthard (de McLaren) por várias voltas, nas apertadas ruas no principado de Mônaco em 2001.

Após se ver sem assento na F-1, fez duas temporadas na World Series para retornar como piloto de testes da BAR. Por lá ficou por mais duas temporadas antes de vir para o Brasil disputar um ano de Stock Car.

Em 2008, foi atrás de uma carreira nos EUA e assinou com a Rocketsports na ChampCar. Todavia, com a unificação da categoria com a IRL, sua equipe não iria competir na Indy. Mas mais tarde a Conquest o anunciava como piloto ao lado do brasileiro Jaime Câmara.  Um toque entre os dois brasileiros em Watkins Glen e posteriores reclamações de Bernoldi deixaram o clima ruim na equipe.

Logo depois, ele machucou a mão em um acidente e acabaria substituído por Alex Tagliani. No ano seguinte, rumou para o FIA GT, onde começou a correr de Maserati. Hoje é piloto do time da Nissan, a bordo dos GT-R Sumo Power.

Antonio Pizzonia

Apesar da grande expectativa, Pizzonia não conseguiu uma carreira de destaque na Fórmula 1 – e nos Estados Unidos. O Jungle Boy (natural daqui de Manaus) entrou para a F1 com um currículo de respeito nas categorias de base, incluindo títulos na F-Renault e F-3 inglesa, mais o apoio da Petrobras, empresa que mantinha uma equipe na extinta F-3000.

Em 2003, foi contratado pela Jaguar e formou dupla com Mark Webber, mas sem ambiente na equipe, sequer terminou a temporada e já foi substituído por Justin Wilson (outro piloto que migrou para as corridas estadunidenses). No ano seguinte foi contratado pela BMW-Williams como piloto reserva. Participou das provas finais e pontuou em três delas, Mesmo assim, teve de dar lugar ao alemão Nick Heidfeld no início da temporada de 2005.

Em sua última temporada na Fórmula 1, juntou-se ao antigo companheiro de equipe Mark Webber na Williams – novamente no fim da temporada, mas sem sucesso. No ano seguinte, conseguiu uma vaga para ser piloto pagante na Rocketsports da Champ Car, mas sem um patrocínio forte, só correu a primeira etapa e mais três no fim da temporada. Depois de ficar zanzando na GP2 e Fórmula Superleague, voltou para a Rocketsports em 2008 para correr a derradeira corrida da Champ Car antes da reunificação. E foi só.

Pelo menos ele teve uma carreira melhor do que a do irmão, Adriano Pizzonia. Adriano corre atualmente, no Desafio Amazonense de SuperKart. Viu a diferença.

EXTRA: Ayrton Senna

A convite de Emerson Fittipaldi, o então infeliz piloto da McLaren quis fazer uma pressão na cúpula da time ao aceitar um teste pela Penske em 1993. Ele sabia muito bem que aquele não era o seu lugar, mas queria se divertir pilotando um bólido turbo novamente.

No quase kartódromo de Firebird mostrou todo seu talento frente à Cart, que sem dúvidas ganharia mais um campeão se Senna se mudasse para lá. No fim, continuou na McLaren, e faria daquela temporada uma das mais inesquecíveis de sua carreira, mesmo perdendo a disputa do título para Alain Prost e sua Williams sobrenatural.

Tuíter

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