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Uma das maiores corridas de endurance do mundo vai acontecer daqui alguns dias, as 24 Horas de Daytona. As 24 Horas de Daytona perdem em importância para as 24 Horas de Nurburgring Nordschleife e para as 24 Horas de Le Mans. Com pc novo, nenhum assunto legal, pouco saco pra falar sobre o Bruno Senna, eu resolvo falar sobre as 24 Horas de Daytona.

Mas não vou falar sobre as 24 Horas, a Rolex, Osvaldo Negri ou esse traçado de viadinho que botam paras os rednecks correrem por 24 Horas. Também não vou falar do traçado oval que apesar de interessante, não é tão legal quanto o seu ancestral: Daytona Beach Road Course.

A foto acima é da antiga pista de Daytona Beach. Um circuito que misturava a Avenida A1A e a praia de Daytona Beach. Só vendo a foto, você já pode ter uma idéia de como era a pista.

A história da pista começa quando Henry Segrave, quebrou o recorde de velocidade em terra daquela época com seu Sunsbeam 1000 HP daquela época. Se quiser saber qual foi o recorde, foi 203.79 mph, algo em torno de 327.97 km/h.

Sir Henry Segrave com o Sunbeam 1000 HP

Depois disso, a história de Daytona começa a ganhar linhas e páginas. Principalmente quando William France Sr. se muda de Washington D.C. para Daytona Beach para escapar da Grande Depressão. Para quem não sabe o que foi a Grande Depressão, naquele ano de 1929 aconteceu a famosa crise na bolsa de Nova York que trouxe efeitos catástrofico-economicos para as cidades ricas e pobres dos Estados Unidos. Para fazer dinheiro, France criou uma oficina automotiva em Daytona Beach.

Depois disso, funcionários de Daytona Beach e o piloto local, Sig Haugdahl, resolveram criar uma corrida em Daytona. A ideia ganhou força e Haugdahl ficou com a responsabilidade de criar o traçado da pista.

A pista de Daytona Beach, consegue ver a curva 1?

O traçado juntava a atual avenida A1A e praia de Daytona Beach e media 5,1 km de extensão. A reta principal era na parte de areia do traçado e a reta oposta era no asfalto. Algo praticamente impossível de acontecer novamente nesses atuais anos de Abu Dhabi e Valência. Apesar de traçado simples e facilmente construído em uns poucos meses, a primeira corrida só foi acontecer em 1936. O vencedor da corrida ganharia 5.000 dólares vindos da prefeitura de Daytona Beach.

Milhares de ingressos foram vendidos para a primeira corrida realizada em Daytona Beach. Embora a parte de areia do traçado tenha tido várias controvérsias e até protestos por não ser muito seguro. Mas os organizadores mandaram eles se fuderem e os pilotos que se virem.

Mesmo assim, a corrida foi interrompida quando faltava apenas 3 voltas para o final. Milt Marion foi coroado o vencedor da corrida pela AAA, a organizadora e patrocinadora principal do evento. Os segundo e terceiro colocados da corrida, Ben Shaw e Tommy Elmore, respectivamente, prostetaram contra o resultado, mas tudo foi em vão.

Milt Marion com o carro que acho que ele usou para vencer a primeira corrida em Daytona Beach

Apesar de muita gente aparecer para ver a corrida, a cidade perdeu 20.000 dólares. Por conta disso, a prefeitura não quis mais mandar dinheiro para promover aquele evento.

É aí que William France entra. Haugdahl em busca de ajuda para promover o evento, consegue a ajuda de France numa espécie de aliança para organizar o evento em Daytona Beach. Com a aliança formada, Haugdahl e France foram atrás de dinheiro para promover o evento.

Eles conversaram com a Daytona Beach Elks Club, uma rede de móteis que ficava em Daytona Beach, aonde fica até hoje. A rede de móteis topou patrocinar a corrida para a felicidade de Haugdahl e France. Apesar do evento de 1937 ter sido mais bem sucecido do que o evento do ano anterior, houve outra perda em dinheiro como em 1936. Depois disso, Haugdahl desistiu de querer organizar eventos em Daytona Beach. William France teria de organizar os eventos em Daytona Beach ele mesmo.

Em 1938, France foi tentar organizar corridas em datas importantes para angariar dinheiro e publicidade fora de Daytona Beach. Ele consegue duas corridas naquele ano para Daytona Beach. Em julho e no fim de semana do Dia do Trabalho. Com toda a publicidade ganha no Dia do Trabalho, Daytona Beach ficou conhecido pelo país todo. Em 1939, foram 3 corridas em Daytona Beach e mais 3 no ano seguinte, em 1940.

Sucesso total. Várias corridas foram realizadas entre 1940 e 1941. Quando France estava planejando a corrida de 1942, Pearl Harbor foi bombardeada pelos japoneses. Era a Segunda Guerra Mundial. France passou a Segunda Guerra consertando barcos em Daytona Beach. Depois de anos parada, a pista de Daytona Beach voltou a receber corridas em 1946.

Alguns anos depois, France sabia que precisava de mais promotores para conseguir publicidade mundo afora. E promotores bons. Naquela época, os promotores de France eram inespruculosos, eles ficavam com o dinheiro que seria pago para os pilotos. Até que ele teve uma ideia.

Em 14 de dezembro de 1947, ele começou a realizar reuniões no Bar Ébany e no Hotel Streamline com amigos. Estava surgindo a NASCAR. A primeira corrida oficial da NASCAR foi realizada em Daytona Beach, em 1948, apenas para ser um evento de estreia. A corrida ficou marcada pelo acidente entre Red Byron e Marshall Teague.

No ano seguinte, Daytona Beach sediou a segunda corrida da NASCAR Strictly Stock, a atual Sprint Cup. 28 carros correram incluindo Buck Baker, Curtis Turner e Marshall Teague. Red Byron venceu aquela corrida e o campeonato também daquele ano.

Em 1950, a Strictly Stock é rebatizada para Grand National. A corrida de Daytona Beach foi transferida no calendário para fevereiro como nos dias atuais. Harold Kite venceu a corrida depois que Red Byron teve problemas na caixa de marchas na volta 25. Depois disso, Kite não saiu da liderança até a bandeirada final. Também teve outra corrida da NASCAR Modified Stock naquele fim de semana em Daytona. Gober Sobesee venceu.

Em 1951 e 1952, Marshall Teague e o lendário Fabulous Hudson Hornet venceram em Daytona seguidamente. Em 1953, o pole e segundo colocados, Bob Pronger e Fonty Flock fizeram uma aposta sobre quem ia liderar a primeira volta da corrida. Na largada, eles largaram veloz e nervosamente rumo a curva 1. Quando Pronger passou muito rápido na curva e destruiu o seu carro e perdendo a aposta. Mas Flock também não teve sorte naquela corrida. Flock tinha vantagem de 1 minuto para o segundo colocado, Bill Blair. Quando ele abriu a última volta, o carro ficou sem gasolina, o deixando a pé. Blair venceu a corrida.

Vale também destacar aquele fim de semana pelo fato da corrida da Modified Stock ter tido 136 (!!!) carros competindo em Daytona. Foi o maior grid em qualquer categoria da NASCAR em toda a história da NASCAR. Cotton Owens venceu essa corrida.

Em 1954, Tim Flock inovou sendo o primeiro piloto da história da NASCAR a usar o rádio para falar com a equipe. Flock também venceu a corrida, mas foi desclassificado por algum problema pequeno o bastante para ser classificado como impossível de descobrir. Lee Petty superou Buck Baker no final da corrida e terminou em segundo e consequentemente, em primeiro.

Em 1955, Fireball Roberts venceu a corrida, mas foi desclassificado por uma das válvulas do motor estarem 0,016 polegadas (!) acima do permitido. E no final,  Tim Flock venceu a corrida depois de perdido a corrida por desclassificação um ano atrás.

A largada de Daytona Beach em 1956

Em 1956, Tim Flock venceu novamente de ponta a ponta, liderando praticamente todas as voltas da corrida. Mas vale lembrar que ele correu com o carro que era um Chrysler de propriedade de Cark Kiekhaefer. Para quem não sabe, Kiekhaefer era dono de uma construtora de motores de popa, a Kiekhaefer Marine (mais tarde, Mercury Marine), que até forneceu motores de popa na Segunda Guerra Mundial. A corrida também marcou a entrada do primeiro afroamericano na NASCAR, Charlie Scott, que também competiu com um Chrysler de Carl Kiekhaefer.

Em 1957, Cotton Owens venceu pela primeira vez na NASCAR depois de brigar a corrida toda com Paul Goldsmith em Daytona Beach e levando a Pontiac a sua primeira vitória na categoria. A corrida de Daytona também marcou pela primeira uma média de velocidade numa corrida da NASCAR acima de 100 mph (101,5 mph).

Em 1958, Paul Goldsmith venceu em Daytona Beach com um Pontiac preparada por Smokey Yunick. Para quem não sabe, Yunick foi um grande e um dos melhores mecânicos da história da NASCAR, que inclusive está no Hall da Fama do Automobilismo.

Essa foi a última corrida realizada no circuito de Daytona Beach. William France tinha um projeto desde de 1953, de um circuito onde todas as pessoas ficassem num só lugar, em vez de espalhadas pela praia toda sem nem ao menos prestar atenção na corrida direito. Além disso, hotéis surgiam ao longo da praia de Daytona Beach. O projeto era de um SuperSpeedway de 2,5 milhas. stava surgindo o que nós chamamos hoje de Daytona International Speedway. Em 1959, foi realizada a primeira Daytona 500. E Daytona Beach não teve mais corridas até hoje.

A praia de Daytona Beach hoje em dia, destaque para as marcas de pneu na areia

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Sem assunto mais uma vez,vai as dez pistas mais perigosas do mundo.

10-AVUS

Numero de mortes:desconhecido.

Acidente famoso:O acidente de Richard von Frankenberg no famoso curvão de 43 graus de elevação.O carro dele voou e caiu lá pra fora da pista.Morte na hora.

Onde está o perigo:O curvão arredondado de 43 graus de elevação.

9-FUJI ANTIGO

TRAÇADO

Numero de mortes:desconhecido

Acidente famoso:Gilles Villeneuve e Ronnie Peterson acabaram se acidentando e causando duas mortes de dois espectadores.

Onde está o perigo:A curva Daiichi,uma curva enorme onde qualquer erro pode ser fatal.

8-SPA-FRANCORCHAMPS

 

 

Mortes: 23 (pilotos).

 

Acidente famoso: na vigésima volta do grande prêmio da Bélgica em 1960, Chris Bristow tentava manter seu Cooper à frente da Ferrari de Willy Mairesse. Ele capotou seu carro na curva Burnenville, morrendo decapitado. Stirling Moss fraturou ambas as pernas e diversas costelas no mesmo local um dia antes.

 

Onde está o perigo: a curva Eau Rouge de Spa é uma das mais amadas do automobilismo, mas também é parte de uma das pistas mais perigosas. Construída originalmente em 1924, a pista atual pouco se parece com o traçado original. Desde sua inauguração, 23 pilotos lá perderam suas vidas.

7-LE MANS

TRAÇADO

Mortes: 24 (pilotos).

Acidente famoso: Le Mans é o local do pior acidente automobilístico até hoje, ocorrido em 1955, matando entre 80 e 100 espectadores e ferindo outros 120, além do piloto Pierre Levegh. Como resultado, todas as formas de corridas foram banidas em vários países europeus até que as pistas ficassem mais seguras. Apesar da maioria dos países terem derrubado suas proibições, as corridas ainda estão banidas da Suíça (apesar de uma das câmaras do parlamento ter aprovado o fim da proibição).

Onde está o perigo: disputado desde 1923, as 24 Horas de Le Mans é um dos eventos automobilísticos mais glamourosos do mundo. O circuito tem uma reta de quase 6 km, na qual os carros atingiam velocidades de até 400 km/h – essa reta, a Mulsanne, foi dividida com duas chicanes a partir de 1990. Até hoje, o Circuit de La Sarthe foi o local da morte de 24 pilotos.

6-DAYTONA

TRAÇADO

Mortes: 28 (pilotos).

Acidente famoso: a morte de Dale Earnhardt na última volta das 500 milhas de Daytona em 2001 é uma das mais lendárias. Em busca de sua segunda vitória na prova, Earnhardt atingiu o muro a cerca de 250 km/h, morrendo na hora. O dia ficou conhecido como Domingo Negro pela imprensa esportiva, título que permanece até hoje.

Onde está o perigo: segundo o Orlando Sentinel, desde sua inauguração em 1959, 28 pilotos morreram no Daytona International Speedway. A inclinação da pista é de 31 graus nas curvas e 18 graus na reta principal.

5-MONZA

Monza

TRAÇADO

Mortes: 42.

Acidente famoso: o acidente fatal de Wolfgang Von Trips em 1961 em sua Ferrari 156 Sharknose pôs fim aos carros da F1 no setor do traçado oval da pista, e às esperanças de Von Trips vencer o mundial de pilotos, quando precisava apenas de um terceiro lugar em uma das duas provas finais.

Onde está o perigo: inaugurado em 1922, Monza é uma das pistas mais antigas desta lista. Em sua configuração original, além da parte oval, a pista se cruzava – com a parte inclinada do oval sobre um viaduto. Atualmente, algumas das velocidades mais altas da Fórmula 1 são atingidas em Monza.

4-INDIANAPOLIS

Indianápolis

TRAÇADO

Mortes: 42.

Acidente famoso:No dia 28 de maio de 1995,Stan Fox sofreu um dos acidentes mais violentos da história da Indy 500 e do automobilismo norte-americano, logo na primeira volta. Seu carro se envolveu em uma batida juntamente com Lyn St. James,Eric Bachelart,Gil de Ferran,Carlos Guerrero e Eddie Cheever,acertando com extrema violência o muro da curva 1. O impacto foi tão forte que os pés de Fox ficaram expostos na frente do carro. Apesar disso, ele sobreviveu, e preferiu não continuar correndo profissionalmente, aos 42 anos de idade.

Onde está o perigo: Mike Conway por pouco não entrou na lista de fatalidades de Indianápolis, durante as 500 milhas deste ano. Desde sua construção em 1909, levou a vida de 42 competidores, a mais recente em 2003, com a morte de Tony Renna durante uma sessão de testes de pneus.

3-O rali Paris-Dakar

Paris Dakar Crash Photo

TRAÇADO

Mortes: 45.

Acidente famoso: Pascal Terry morreu no percurso de 2009 na Argentina após ficar sem combustível. Um erro de comunicação dos organizadores o confundiu com seu irmão, assim as buscas começaram três dias depois, quando já era tarde demais.

Onde está o perigo: disputado entre Paris e Dakar no Senegal desde 1979, o Rali Dakar põe pilotos e navegadores nos terrenos mais inóspitos do planeta. Desde o ano passado, o rali passou a ser organizado aqui na América do Sul por questões de segurança. No total, 45 competidores perderam a vida na prova, sem contar os espectadores.

2-NURBURGRING NORDSCHLEIFE

TRAÇADO

Mortes: 52.

Acidente famoso: em 1976 Niki Lauda quase morreu após um acidente no traçado com sua Ferrari, recebeu a extrema unção, mas voltou às pistas duas corridas depois, na Itália.

Onde está o perigo: chamada de “The Green Hell” (o inferno verde) por Sir Jackie Stewart, desde sua construção na década de 1920, o Nordschleife (o anel norte) levou a vida de 52 pilotos, o último deles Leo Lowenstein em abril desse ano, com um Aston Martin V8 Vantage.

1-ISLE OF MAN TT

TRAÇADO

Mortes: 227.

Onde está o perigo um lugar onde motos alcançam os 290 km/h em estradinhas de pista simples, é até surpreendente que o número de mortes não seja maior em seus 103 anos de história. De longe, a campeã de nossa lista.

 

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