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Bernd Schneider no Japão em 89. A ZakSpeed foi a mais prejudicada por causa da pré-classificação

Se a proibição de texturas distintas veio como o número um no ranking de regras bobas em 2000, outra nova regra – manter uma tampa apertada sobre o número de novos participantes F1, que restringe a um máximo de 24 carros ou até 26 carros nas temporadas de F1 – deve ter sido candidato à vice-campeão local, em termos de tolice.

Em termos modernos de gestão – Bernie pode dizer qualquer coisa – isso provavelmente seria chamado de maximização do orçamento disponível para os mais altos objetivos comerciais ou criando a atmosfera ideal para construtores profissionais e seus patrocinadores para prosperar. Em todo o caso, em 2000, parte dos regulamentos da FIA foram efetivamente arrancadas do livro de regras. Como as páginas sobre os meandros da pre-classificação em 1993.

A história da pré-classificação é bem legal. Em 1989, o ano no topo das paradas de todos os tempos de entrada com 39 carros inscritos de cada corrida em uma base regular, não houve tais regras que proíbem os gostos de Rial, AGS, Onyx, Coloni ou EuroBrun. Para os pequenos, isso significava sair da cama pela manhã de sexta-feira com a perspectiva de 30 minutos para os pilotos tirarem o máximo de suas carroças para correr na corrida. Tais eram os dias de pre-classificação.

Largada para o GP México de 1989. Quem das equipes pequenas conseguisse sobreviver a pré-classificação ia direto para aí

Srs. Nicola Larini e Gregor Foitek não poderam evitar a agitada meia hora (eles eram contra a pre-classificação) como suas equipes pertenciam ao grupo dos construtores que havia sido seriamente de fraco desempenho na metade final da temporada anterior, 1988 (Osella, EuroBrun, Zakspeed, Coloni), ou simplesmente não eram lá essas coisas (Rial, a Dallara e segundo carro AGS, a Brabham, Onyx) . Então, às 9 horas, quinta-feira, esta é Monaco, lembre-se, o italiano e o suíço ganharam uma competição sobre doze outros pilotos de equipes pequenas: Martin Brundle, Stefano Modena, Piercarlo Ghinzani, Alex Caffi, Roberto Pupo Moreno, Pierre-Henri Raphanel, Bernd Schneider, Aguri Suzuki, Stefan Johansson, Bertrand Gachot, Volker Weidler e Joachim Winkelhock. Invariavelmente, três nomes, Winkelhock, Weidler e Suzuki nunca sobreviveram aos impiedosos 30 minutos da pré-classificação. Na ocasião, foram vítimas de surpresa, como Martin Brundle não fez seu trabalho Brabham no Canadá e na França. Foitek encontrou-se no lado errado da equação na maioria das vezes. Só no primeiro GP do Brasil conseguiu passar pelo obstáculo da pré-classificação, mas não conseguiu fazer o corte no sábado de qualquer maneira. Ele estava fora depois de Spa, e nem mesmo o influxo de dinheiro da Jägermeister pode ajudar a prevenir isso. Especialmente o desempenho dos Brabham, da Dallara de Caffi e da Osella de Larini, os suspeitos habituais para não se pré-classificar.

Sempre que há problemas incorridos durante a sessão matinal que seria encontrada no alto da grade de domingo, superando os esforços das equipas que foram salvas de pre-classificação. Por exemplo, Larini conseguiu pré-qualificar em sete ocasiões e se pré-classificou facilmente em todas as ocasiões. Mas com os Brabham, tendo duas das quatro faixas disponíveis de qualificação nas primeiras oito corridas da temporada 1989, muitos dos outros contendores não podia fazer nada senão esperar até a segunda metade da temporada, quando as nomeações para pre-classificação foram agora, decididos sobre a temporada de resultados do primeiro semestre. Vinha o final da temporada, Larini era um dos pilotos que conseguiam passar da pré-classificação regularmente e terminando entre os dez primeiros no sábado.

 1990 viu a continuação da saga da pré-classificação, desta vez com a equipe italiana Life Racing fornecendo muitas manchetes que a criticavam, enquanto Pedro Chaves e sua Coloni foram motivo de chacota de 1991 por causa da pré-classificação. A incrível (no sentido negativo) Andrea Moda foi a piada da sessão da manhã sexta-feira em 1992, após o qual a regra do 107% ser introduzida em 1993, o número de participantes rapidamente encolheu a 22 actuais. A nova regra colocada em 2000 impediu o crescente número superior a 24. Então 1989 permanece no topo das paradas de entrada e será para sempre fazê-lo.

HRT: a atual possível vítima da atual pré-classificação, o 107%

E hoje, o 107% amedronta tanto as equipes pequenas como a Marussia e a HRT hoje quanto a pré-classificação aterrorizava as equipes menores nos anos de 89, 90, 91 e 92.

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Beba Tinnea! a melhor água mineral desse lado do oceano!

E agora Sassetti? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, Sass… – Epa, epa, a festa não acabou não – diria ele. Não é que ele queria voltar para a F1 em 93! Depois de todo pastelão, o pior da história, diga-se de passagem, ele ainda queria voltar.

Andrea ficou entusiasmado porque Nick Wirth, dono da Simtek design company, empresa que projetou o carro, tinha um bólido animal (sei…) para 93, o S931. Mas como é sabido, Sassetti não entrou na conversa de Wirth, mas, Jean-Pierre Mosnier aceitou a idéia.

Monsnier estava criando a Bravo Grand Prix, time espanhol que iria disputar a temporada de 93. Os prováveis pilotos seriam Jordi Gene e Nicola Larini (Pedro de la Rosa e Ivan Arias também foram mencionados), mas o projeto foi a fundo quando o principal investidor do time morreu de forma repentina.

Davy correu em 93 patrocinado pela Andrea Moda.

É verdade que a Andrea Moda se desligou da F-1, mas ela não abandonou as corridas, eis que a empresa de Sassetti aparece na principal corrida americana, as 500 milhas de Indianápolis! Pilotando um carro negro com o número 50, Davy Jones competiu com o patrocínio da Andrea Moda em 1993.

Na prova vencida por Emerson Fittipaldi, Jones chegou a completar a corrida, mas chegou 3 voltas atrás, numa colocação para lá de razoável para um carro com o patrocínio da empresa de Sassetti. Jones, que corria pela Euromotorsports, cruzou em 15º. Na F1, esse resultado seria um sonho.

McCarthy em Mônaco. Só 3 voltas.

E Sassetti, por onde anda? A revista italiana Autosprint o encontrou e o entrevistou no início de 2007 . Ele disse que ainda guarda os dois chassis da Moda S921, e que pretende um dia colocá-los no Goodwood festival. Já imaginou, Moreno e McCarthy disputando uma corridinha com os Moda em Goodwood?

No Twitter, @Original_Stig

E os pilotos da Moda? Moreno, por ser brasileiro, aparece muito mais na mídia do que McCarthy. Roberto ainda correu pela Forti na F-1 (1995) e diversos anos na Cart, onde chegou até a vencer corridas.

McCarthy, que antes da Moda, já tinha feito testes com a Footwork, teve mais dois breves contatos com a categoria. Fez isolados testes pela Benetton e pela Williams. McCarthy era o foi o famoso ‘the stig’ no programa inglês da BBC ‘Top Gear’.

Também escreveu um famoso livro (Flat out, flat broke) onde conta todas as peripécias suas a bordo de carros de corrida (dizem que é imperdível, mas ainda não li). Fora isso, sua vida automotiva não teve nada de mais.

Sir Jack, David Brabham e Nick Wirth na apresentação do Simtek S941.

Wirth, consegue finalmente voltar para a F-1. Desta vez com uma equipe própria, a Simtek (Simulation Technology). A equipe estreou em 94 e teve fatos bem bizarros também, mas o que marcou a equipe foram dois terríveis acidentes: O de Roland Ratzenberger e o de Andrea Montermini.

Num carro que já vinha de inúmeros agouros em épocas passadas foi ainda mais ‘macumbado’ com a “ilustre” presença de Zé do caixão nos boxes da equipe no GP Brasil de 94. Brasileiros…

Zé do Caixão amaldiçoando Roland Ratzenberger.

Tenho 3 vídeos da Andrea Moda. Um da etapa de Spa, a outra é de Moreno se preparando para Mônaco e a última é de Moreno rodando em Hungaroring.

Moreno em Spa.

McCarthy e Moreno se preparando para Mônaco

Moreno rodando em Hungaroring

Termina aqui a novela da Andrea Moda pela passarela da Formula 1. Fiquem a vontade para indicar novas séries como esta. Ah, e apesar das duas primeiras terem sido com equipes, ela extensível para pilotos também. Dê sua sugestão usando a caixa de comentários abaixo. Feliz 20 anos de Andrea Moda.

Moreno com seu pretinho básico na Alemanha.

Chegamos hoje ao temido fim da Andrea Moda Formula na F-1. A equipe que fez de tudo na categoria, TUDO, menos competir. Hoje iremos da Alemanha até a Bélgica. Da falta de presença de McCarthy, passando pela birra de Sassetti, indo até a “Eau Rouge da Morte” para o inglês.

Na Alemanha, outro fato impensável da Andrea (bizarro, como diria eu). Perry McCarthy de novo ficou jogando Super Nintendo nos boxes da Moda (ou seria Atari ainda?). Novamente não participou do GP, pois foi desclassificado! Ele incrivelmente perdeu a pesagem oficial e ficou de fora da lista de entrada (!!). Chegou a dar umas voltas, mas não valeram.

Moreno, por mais que cravasse o pé nas retas do circuito, não conseguia passar Chiesa. Desta vez foi quase, pois ele ficou a somente alguns décimos atrás, demonstrando mais uma vez como Moreno extraia tudo do carro.

Regione Marche foi a única coisa que apareceu estampado nos carros sem contar esse ANDREA MODA na lateral do carro.

Na Hungria, a Moda tinha de volta um patrocínio. Qualquer “tia” que lhes oferecesse um prato de comida tinha seu nome estampado em letras garrafais na cobertura do motor. O patrocínio da vez era das indústrias da Regione Marche, uma junção de empresas italianas tentando salvar a Moda, ou não.

Mas o que mais animava a equipe era a falta de um piloto no grid. Andrea Chiesa saía da Fondmetal, e van de Poele, oriundo da Brabham o substitui. Só que na Brabham, ninguém tomou o lugar do belga. Ou seja, com um carro a menos no grid, ao menos um carro da Moda iria para a classificação no sábado, alguém tem dúvidas de quem?

McCarthy acelerando na Bélgica. Já não era sem tempo!

Sassetti ainda estava muito aborrecido com a FISA, que não lhe autorizou a trocar Bertaggia por McCarthy, e com isso perdera um bom dinheiro. Em forma de represália, sempre atrapalhava a vida de McCarthy. Na Hungria, chegou a fazer algo de extrema maldade com ele.

Moreno, como já tinha sido dito, é quem iria para a classificação no sábado, mas nem por isso deixaram o inglês treinar. De maldade, só liberou McCarthy para andar faltando 45 segundos para o treino terminar! Claro que ‘Péurrri’ só conseguiu dar a volta de aquecimento, e foi obrigado a voltar para os boxes.

Sassetti desolado e Moreno dando tudo de si.

Tirando leite de pedra, Moreno “voa” no travado circuito de Hungaroring. O traçado que mais parecia um circuito de rua, favorecia carros mais lentos, como o da Moda. Pupo ficou a pouco mais de 6 segundos do pole Patrese.

Por causa de sucessíveis “malcriações” com McCarthy, a FISA deu um ultimato à Andrea Moda, ou vocês dão um tratamento igual à McCarthy, ou tiramos vocês do campeonato.

Em Spa, a Moda fez o que não tinha feito durante todo o ano: Participou com ambos os carros do treino oficial de sábado. Não, não foi porque McCarthy virou uma volta ‘a lá’ Senna, que ele foi parar ali. Foi por causa da Brabham, que, depois da corrida da Hungria, abandonava de vez a F-1.

McCarthy andando em Spa batendo na porta de Dona Morte.

Felizmente ela estava ocupada demais tratando de sua ressaca e acabou não atendendo a porta. Ainda bem.

Claro que Moreno e McCarthy ficaram lá atrás, e claro que McCarthy ficou a 10 segundos de Moreno. A Moda fez o que a FISA pediu, deu um carro bom para McCarthy, só não avisaram a ele, que o bom da Andrea Moda, é um carro cheio de remendos e peças do carro que Moreno usou na Hungria. McCarthy escapou de uma tragédia por pouco:

“Eu cheguei desesperadamente na Eau Rouge tentando fazê-la ‘flat’, e o braço de direção teve uma (espécie de) flexão. Eu continuo não acreditando como eu consegui passar por aquela curva” Disse McCarthy. Quando ele chegou para falar com os mecânicos, eles disseram: “Sim, nos sabemos, retiramos essas peças usadas do carro do Moreno lá da Hungria”.

Sassetti foi para a cadeia por emitir notas falsas.

Enquanto na pista as coisas iam de mal a pior, fora dela não era diferente. Depois de escapar de tiros enquanto sua boate era incendiada, Sassetti foi preso pela polícia Belga por emitir notas fiscais frias.

A FISA suspende indefinidamente a equipe, e alega que ela mancha a seriedade da categoria e para evitar que o esporte caia em descrédito. Na Bélgica terminava a mais conturbada passagem de uma equipe pela Formula 1. Só um detalhe, a novela Andrea Moda ainda não acabou…

Os 18 metros da “grande” estréia de McCarthy.

McCarthy, que teve sua superlicença cassada, finalmente teria condições de estrear na Formula 1. Depois de um consenso entre os dirigentes das equipes, que aprovavam a entrada de Perry no campeonato, ele estava pronto para correr. Mas e a equipe, estava?

Enrico Bertaggia chegou a cogitar uma volta ao assento da Moda. Ele ofereceu à Sassetti 1 milhão de dólares em patrocínios. Valor bem razoável para uma equipe que já nasceu falida. Andrea ficou inclinado a aceitar a proposta “milionária”, mas a FISA foi quem não permitiu desta vez, ela disse que a equipe já tinha feito mudanças demais e que não poderia trocar McCarthy agora.

Andrea Sassetti estava bem desapontado com o fato, ele estava precisando e muito deste dinheiro. Com os atuais recursos ele não poderia dar uma igualdade de equipamentos para ambos os pilotos. O carro de McCarthy era constantemente modificado, cedendo peças para o carro de Moreno.

O motor Judd de Moreno não dura nem uma volta.

Na sexta-feira de manhã, os primeiros carros iriam para a pista de Catalunya em Montmeló, cidade ao norte de Barcelona. Os gladiadores da vez, na pré-qualificação do GP da Espanha, eram os mesmos do Brasil (Gachot, Chiesa, Alboreto, Katayama e Moreno) mas com a adição de ‘Péurrri’ McCarthy.

Os carros da Larrousse Venturi, da Footwork e da Fondmetal andavam “bem” outra vez, já os da Moda… Roberto Moreno foi o 1º piloto da equipe a sair para a pista, Pupo só consegue fazer algumas sequências de curvas antes do seu motor estourar. As coisas não andavam nada bem na Andrea Moda, mas momentos piores ainda estavam por vir.

Já o Judd de McCarthy não durou tempo sequer para McCarthy sai dos boxes.

A história da estréia de Perry McCarthy no GP espanhol foi a mais engraçada, se é que se pode dizer isto. Depois de conseguir sua superlicença no inicio da semana, ele teria a oportunidade de finalmente pilotar um carro de Formula 1, mas nada conspirava a favor do inglês.

A Moda se enrola muito para entregar o carro para Perry, o S921 nº 35 só ficou pronto na metade final da pré-qualificação, aumentando ainda mais a ansiedade de McCarthy.

Os comissários espanhóis rindo de McCarthy enquanto empurram o seu Moda.

Quando finalmente o carro estava pronto e com ele já dentro do cockpit, os mecânicos finalmente deram a partida no V10 Judd. Junto com o rugido inicial, uma grande labareda de fogo saia dos escapes do carro, algo não parecia bem.

McCarthy engatou a 1ª marcha e se dirigiu rumo ao pit lane, mas logo na saída de seu box, o carro dá uma nervosa ‘rabeada’ que foi corrigido com um contra-esterço.

O ‘pipocar’ do motor estava muito estranho, com o passar dos metros os barulho só ia ficando pior, até que, aproximadamente 18 metros após a saída do box da Moda, seu carro pára, inerte, sem apresentar qualquer barulho.

A face de desolação de McCarthy.

Perry comentou:

Claro que estou muito decepcionado, mas não vou desistir. Eu sei que a Formula 1 é um trabalho duro, e eu aceito isso (…) Eu tenho agora que buscar minha chance eu quero fazer isto já na próxima corrida, fala McCarthy.

“Péurrri” tentou voltar para os pits empurrando o carro, mas foi barrado.

A Moda ainda conseguiu alinhar o carro de Moreno para dar algumas voltas. Eles retiraram algumas peças do carro de McCarthy e o brasileiro finalmente conseguiu completar algumas voltas pelo circuito, mas o tempo não escondia a inferioridade do carro. Moreno viraria cerca de 10 segundos mais lento que Chiesa, o último colocado.

A Simtek apresentou um novo carro em 14 dias! Eis o Moda S921

A Simtek construiu o carro em tempo recorde, o Andrea Moda S921, mas o bólido tinha alguns probleminhas básicos de fixação de peças, mas nada que um pouco de fibra de carbono e adesivos não resolvessem. O carro estava até apto para correr no México, mas numa decisão sensata, Sassetti preferiu pular a etapa mexicana e desembarcar aqui no Brasil.

Caffi e Bertaggia (este último sequer andou no carro) foram despedidos, em seus lugares vieram o melhor quebra galho da época, Roberto Moreno, e um eterno backmaker, com um capacete ‘a lá’ Gilles Villeneuve, oriundo da F3000 e da IMSA, Perry McCarthy.

Moreno saindo dos boxes de Interlagos.

Qualquer esperança que os mecânicos, pilotos e a equipe tinham com a estréia do novo carro começou a ir abaixo logo quando pisaram em Interlagos. Na quinta-feira, ou seja, antes mesmo da pré-qualificação, Perry McCarthy teve sua super licença cassada e foi excluído da corrida. Restava somente Moreno fazer as honras da casa.

A equipe até “agradeceu” por McCarthy não participar do GP, pois as peças de reposição e os equipamentos básicos não davam nem para um carro. Segundo Flávio Gomes, que cobria o GP na época: “O carro era uma temeridade. Os mecas da Andrea entravam e saíam do autódromo numa Kombi, atrás de oficinas que pudessem tornear uma peça, ou que dispusessem de um cabo, uma válvula, uma mola.”

A cambio saiu em sua mão logo na 1ª saída do carro para a pista

Na manhã de sexta acontecia a pré-qualificação da F1, Moreno iria se digladiar contra: Bertrand Gachot Ukyo Katayama (Catagrama para os íntimos) da Larrousse, Michele Alboreto da Footwork, Andrea Chiesa da Fondmetal e com sua manopla de câmbio que escapou na sua mão logo na 1ª saída do carro para a pista.

Claro que a Moda levou um ‘vareio’ feio dessas equipes. Gachot que foi o 1º e Katayama que foi o 4º, andaram bem colados, com uma diferença de apenas 1 segundo, já a Andrea Moda de Roberto Moreno vinha a 15 segundos do último colocado (!!), um verdadeiro fiasco!

De longe a Andrea Moda era a equipe mais confusa da F1

Sem dinheiro para nada, Sassetti descolou um bom escambo. Em troca de divulgação da churrascaria fogo de chão no macacão de seus pilotos, toda a equipe tinha almoço de graça durante toda a estadia no Brasil. Bizarrices que só a Andrea Moda podia nos proporcionar.

Giovanna Amati, um nome bem famoso para quem conhece bem a F1. Amati foi a última mulher na F1. Vamos a história dessa mocinha. Amati nasceu em 1959 numa cidadezinha de Roma, chamada Lácio. De família rica, Amati era filha de um cara de uma indústria de cinemas.

Riquinha e metida, ela arranjou aos 15 anos, uma moto Honda 500cc que usava todo o dia nos arredores de Roma, e sem licença de pilotagem. Seus pais nem sabiam da existência da tal moto, e só foram descobrir ela dois anos depois. Numa tardezinha de fevereiro em 1978, Amati foi abordada por 3 homens mascarados e sequestraram a patricinha. Amati viveu por 74 dias numa caixa de madeira. Amati custou 800 mil libras para poder respirar o ar livre de novo.

Após o seqüestro, Giovanna e um dos seqüestradores, o francês Daniel Nieto, mantiveram contato e se encontraram várias vezes. Depois desse caso, Giovanna ingressou numa escola de pilotagem ao lado de um amigo de infância, o gentleman Elio de Angelis. Foi aprovada e estreou na Formula Abarth em 1981. Nesta categoria e na Fórmula 3 italiana, ela chegou a vencer algumas corridas, mas nunca foi considerada uma futura campeã. Na Fórmula 3000, disputou corridas entre 1987 e 1991 e obteve um sétimo lugar como melhor resultado.

Amati na F3000 em Enna Pergusa

É óbvio que ela só estreou na Fórmula 1 em 1992, pela Brabham, por ser mulher, por ser bonitona e pela possibilidade de atrair alguns patrocinadores para a combalida equipe. Dizem até que teve casos com Niki Lauda e Flavio Briatore, e isso lhe ajudou a correr na F1. Ela também já tinha alguma experiencia com um F1 após ter feito um teste pela Benetton em 1991 graças a seu namorado na época, Flavio Briatore.

Sua estreia aconteceu em Kyalami na Africa do Sul.

 

Amati em Kyalami, com combustível da Lotus

Ela ganhou um certo marketing por ser a primeira mulher na F1 em anos. Mas a sua estréia não foi coisa que diga que foi boa porque não foi. Amati marcou o último tempo e não se classificou, além de seu carro ter tido vários problemas durante o treino, chegando ao ponto da equipe pedir emprestado um pouco de combustível da Lotus. 

Então vamos para o ensolarado México ver Amati correr de novo.

Amati no México, novo fracasso

Circuito de Hermanos Rodriguez, Cidade do México, México, América do Norte, Planeta Terra, Sistema Solar, Via Láctea, Universo. Amati novamente tenta se classificar para um GP. Resultado: outra não-qualificação. Além de Amati não ser uma pilota muito boa, o carro era um dos piores daquele ano.

Agora vamos para Interlagos.

Amati acelerando em Interlagos

Amati novamente tenta se classificar, mas novamente não consegue. Para relaxar um pouco, porque patricinha nenhuma é de ferro, Amati deu um pulo no Shopping Morumbi, comprou algumas roupas e duas fitas de sambas-enredo do carnaval paulista. Após três fracassos seguidos, Amati foi sacada e Damon Hill entrou no seu lugar e teve  infelicidade de correr num carro caquético e ainda por cima ROSA! D. Hill também não classificou para nenhuma das provas restantes do campeonato.

Veja três frases, a primeira de Giovanna Amati falando do preconceito sofrido na época de F3000. A segunda é de Christian Danner falando a respeito de Amati dentro das pistas e a última é de Eric Van De Poele, seu companheiro de equipe naquela época.

“Com frequência eu tive que mudar as cores do meu carro para que os outros pilotos não conseguissem me identificar de uma corrida para a próxima. Para alguns deles, era francamente intolerável ser ultrapassado por uma mulher e muitas vezes, deliberadamente, eles preferiam bater em vez de perder uma posição.”  revelou Amati na época de F3000.

 “É uma das mulheres mais malucas que eu conheci. Ele tinha a pegada necessária para se manter no circo, era mentalmente forte. Mas teve de sair da F-1 por motivos financeiros.” cornetou Danner sobre Amati.

“Além de não andar nada, Giovanna ainda enche o saco.” reclamou Van De Poele.

E fora das pistas, Amati também não era agradável. Os jornalistas a detestavam, pois ela era insuportável e se recusava a dar entrevistas. Um deles chegou ao ponto de xingá-la de dondoca!

Atualmente a dondoca é jornalista de imprensa de um TV italiana.

 

 

Como vimos no último post desta seção, a equipe Coloni sempre falida e no mês de setembro de 91 a história não era diferente. Seu dono, Enzo Coloni, acabou vendendo o que sobrou da sua equipe para o também italiano Andrea Sassetti, por 8 milhões de Libras. Sassetti era um playboy milionário que atuava na indústria de sapados de moda. O time recebeu o nome de uma de suas empresas, a Andrea Moda, e partiu para a temporada de 1992, usando o terrível carro da Coloni, equipado com “poderosos” motores Judd V10.

Para pilotar os seus bólidos, Sassetti contratou ninguém menos que Alex Caffi, que havia sido mandado embora da Footwork por causa da sua má forma e de suas seguidas lesões. O outro braço duro contratado foi Enrico Bertaggia, que havia tentado passar da pré-qualificação com a ex-Coloni em diversas corridas em 1989 e nunca obteve sucesso.

Caffi em Kayalami: O primeiro mico.

Logo na primeira corrida, na África do Sul, o primeiro vexame. Para que a equipe pudesse participar da temporada, a FIA exigiu que Sassetti pagasse as garantias que as equipes novas precisavam pagar para poder estrear no certame, cerca de US$ 100 mil, na época. Sassetti não quis pagar a quantia, alegando que a equipe era a Coloni rebatizada. Além disso, outras equipes também mudaram de nome e não pagaram a garantia.

De certo modo, Sassetti estava certo, e a equipe chegou a participar dos treinos de reconhecimento do circuito de Kyalami, na quinta. Porém, a FIA decidiu que a equipe era nova e a excluiu da primeira etapa do mundial.

Com esse pequeno problema, a equipe decide dar uma reformada nos carros da Coloni, renomeados de Moda S921. Os desenhos ficaram a cargo de Nick Wirth (fundador da Simtek) e de mecânicos de outros times. Mesmo com o carro pronto às pressas, a equipe desistiu de participar da 2ª etapa, no México, e os profissionais contratados, incluindo Bertaggia (este nem andou nos carros) e Caffi, acabaram demitidos. E eles nem haviam estreado!

E chegamos na terceira etapa, o GP do Brasil. A equipe estava esperançosa para a tão sonhada estréia e os lugares de Caffi e Bertaggia forma preenchidos pelo super herói das equipes bizarras, Roberto Moreno. Para o segundo carro, o italiano contava com o inglês Perry McCarthy. Só que a super licença do inglês foi cassada, o que foi até bom para a equipe, pois as peças de reposição e os equipamentos básicos não davam nem para um carro.

Segundo Flávio Gomes, que cobria o GP na época: “O carro era uma temeridade. Os mecânicos da Andrea entravam e saíam do autódromo numa Kombi (eram João, Cláudio e Walter) , atrás de oficinas que pudessem tornear uma peça, ou que dispusessem de um cabo, uma válvula, uma mola.”

A miséria era tanta que, em troca de divulgação da churrascaria Fogo de Chão no macacão de seus pilotos, toda a equipe tinha almoço de graça durante toda a estadia no Brasil.

Portanto, a honra da estréia ficou a cargo de Moreno, que na pré-qualificação travaria uma batalha épica contra Bertrand Gachot e Ukyo Katayama da Larrousse, Michele Alboreto da Footwork, Andrea Chiesa da Fondmetal.

Logo na sua 1ª saída para a pista, a manopla de câmbio escapa da mão de Moreno. Depois do problema resolvido, Moreno volta à pista e toma um baile das outras equipes, ficando cerca de 15 segundos atrás do último colocado. Uma verdadeira vergonha.

Depois da brilhante estréia aqui no Brasil, o circo parte para a Espanha, aonde aconteceria a 4ª etapa do mundial daquele ano. Depois de resolvido seu problema com a super licença, finalmente Perry McCarthy poderia fazer a sua estréia. Só restava uma dúvida: ele teria um carro?

Na pré-qualificação, Roberto Moreno foi o 1º piloto da equipe a sair para a pista. Depois de algumas seqüências de curvas, o motor de Moreno estoura. Além disso, a equipe se enrolou toda e só conseguiu preparar o carro do McCarthy para a segunda metade da pré-qualificação. Se é que conseguiram preparar alguma coisa, pois o carro de Perry quebra antes mesmo de ele entrar na pista. O carro dele parou depois de andar apenas 18 metros.

O carro não andou nem 18 metros e quebrou. Um recorde!

Usando as peças do carro de Perry, a equipe ainda coloca Moreno de volta na pista, mas o brasileiro não é Jesus e milagres não aconteceram. O carro era 10 segundos mais lento que o último colocado.

Na etapa seguinte, em Ímola, a equipe finalmente consegue colocar seus dois carros na pista. Por incrível que pareça, a equipe consegue uma excelente melhora e Moreno fica apenas 7 segundos atrás do pole, Nigel Mansell. McCarthy até conseguiu estrear, ficando 8,5 segundos atrás de Moreno. Faltou pouco para colocarem um carro no grid de largada.

E o milagre veio em Mônaco. Numa atuação digna de campeão mundial, Roberto Moreno consegue se classifica para o treino de classificação no sábado. Não satisfeito, na metade do treino de sábado, o brasileiro tem uma das atuações mais sobrenaturais da F1 e coloca seu carro na metade do grid. O feito foi tão grande que quando Moreno retornou para os boxes, todos os engenheiros, mecânicos e chefes de todas as equipes da F1 estavam de pé, aplaudindo Moreno.

Moreno deu um show em Mônaco

Porém, estamos falando da Andrea Moda e suas trapalhadas. Depois da volta mágica de Moreno, ele volta para os boxes arrastando seu carro pela pista, com a intenção de voltar para os treinos. Claro que eles não conseguem arrumar o carro a tempo, mas mesmo assim, o brasileiro conseguiu se classificar em último.

McCarthy também andou em Mônaco. Deu três voltas e depois teve que ceder todas as peças do seu carro para Moreno poder correr. Mesmo assim, eles teriam um problema (novidade) para a corrida. Moreno havia dado muitas voltas com seu motor e eles não sabiam até quando o carro iria agüentar. Moreno viu seu motor Judd abrir o bico depois de 11 voltas completadas (na verdade, foram as únicas voltas que a Andrea Moda conseguiu dar em uma corrida). Mesmo assim, o “impressionante” desempenho em Mônaco fez com que os patrocinadores dessem a cara novamente nos carros da equipe.

Moreno conseguiu dar 11 voltas na corrida. Foram as únicas da equipe na F1.

Depois de Mônaco, a F1 foi para o Canadá e mais uma das bizarrices acontece. A equipe e os pilotos estavam presentes, mas por falta de pagamento, a Judd não enviou os motores para o time. O jeito foi arrumar um motor emprestado com outra equipe, a Brabham, que também andava com os sofríveis motores Judd. Com apenas um motor, só Moreno foi para a pista, mas não por muito tempo. O brasileiro conseguiu dar apenas 4 voltas com o tal motor emprestado, que explodiu.

De volta para Europa, a equipe se aprontava para participar do GP da França. Porém, uma greve de caminhoneiros fechou as principais rodovias da França. Todas as outras equipes pegaram um atalho até Magny-Cours, menos o caminhão da Moda, que ficou preso num gigantesco engarrafamento. Novamente a equipe não participa de um GP e acaba perdendo seus valiosos patrocinadores adquiridos depois da façanha de Moreno em Mônaco.

Como toda desgraça é pouca para a equipe, para a etapa seguinte, em Silverstone, acontece mais uma atrapalhada. No treino de sexta acontece a mesma história de sempre e McCarthy teve que ceder algumas peças de seu carro para Moreno andar. Além disso, teve que esperar o seu companheiro marcar um tempo para poder tentar alguma coisa.

Mas quando o brasileiro foi para a pista ele estava usando pneus de chuva, pois havia chovido durante a madrugada e a pista estava um pouco úmida no início dos treinos. Com esse probleminha de dividir o carro com Moreno, o inglês saiu muito atrasado para o treino e nem trocou os pneus. Só que quando ele saiu para tentar andar com o carro a pista já estava bem seca e mais uma fez a equipe vira motivos de piada. Lá estava o cara tentando dar voltas rápidas com pneus de chuva em pista seca. Era uma atrapalhada atrás da outra.

Moreno foi razoavelmente bem, ficando 2 segundos atrás do último colocado e McCarthy, com pneus de chuva, foi 30 segundos mais lento que o pole do dia, Mansell. Foi mais um mico para entrar para a história da F1.

Uma das suas trapalhadas: pneus de chuva em pista seca

Na Alemanha, mais um fato insólito acontece com a equipe. McCarthy simplesmente perde a pesagem oficial porque estava jogando Super Nintendo na garagem da equipe. Dessa forma, o inglês acaba sendo desqualificado. Já Moreno, mesmo tirando o máximo do carro, não conseguiu classificá-lo para o treino de sábado, ficando alguns décimos atrás do último colocado.

Na Hungria um fato animava toda a equipe. Van de Poele saiu da Brabham e foi para a Fondmetal, no lugar de Chiesa, que havia sido demitido. Com isso faltava um carro no grid e as chances de um carro da Moda participar da corrida eram grandes, pois pelo menos um carro da equipe iria participar dos treinos de sábado. Claro que com Moreno. Moreno dá um show em Hungaroring, ficando apenas 6 segundos atrás do pole, Ricardo Patresse. Mesmo assim, ele foi o carro mais lerdo de todos e não se classificou para a corrida. Neste momento, as coisas começam a ficar ruins para a Sassetti. A FIA deu um ultimato: ou davam um carro descente para McCarthy ou o registro da Moda seria impugnado.

Mas com o fim das atividades da Brabham, em Spa a pré-classificação tornou-se desnecessária, “promovendo” os carros da Andrea Moda à qualificação propriamente dita. Mesmo com o francês Erik Comas, da Ligier, sem marcar tempo, os carros da Moda só conseguiram os últimos tempos do treino. E McCarthy foi 10 segundos mais lento que Moreno.

Para completar a história, Sassetti acabou preso pela polícia belga por emitir notas fiscais falsas. Sem alternativas, a FIA anula o registro da Andrea Moda e a exclui do campeonato por “trazer má-reputação ao esporte”. Foi o fim para a equipe mais atrapalha de todos os tempos.

A falta é justificada pelo desempenho da equipe.

O carro da Andrea Moda, o S921, ainda foi comprado para a obscura equipe Bravo GP. Mas seria feito as devidas modificações. O novo carro seria chamado de Bravo S931 (por isso que o carro da Simtek de 94 era chamado de S941) . O chefe de equipe seria um certo Adrian Campos. Os pilotos seriam Jordi Gene (o irmão do Marc e não se sabe se ele é melhor) e Nicola Larini. Pilotos de teste: Ivan Arias e Pedro de la Rosa.

O projeto começou a morrer quando Mosnier morreu, de câncer fulminante, apenas dias depois da apresentação do projeto. A equipe ainda se inscreveu para 1993, mas o carro acabou não sendo colocado sequer pra testes e sumiu, oficialmente, dias antes do GP da África do Sul.

Sebastian Vettel igualou ao recorde de pole positions que eram de Nigel Mansell em 1992. Tudo isso é graças ao ótimo Red Bull RB7 que anda dominando a temporada de 2011. Veja outros carros que eram dominadores de sua respectiva temporada.

5-Mercedes-Benz W196 (1954 e 1955)

Esse carro é bem antigo. O primeiro da Mercedes. Deu 8 vitórias e 2 títulos para Juan Manuel Fangio. A pintura era prateada com o número e o logo da Mercedes. Não tenho muita coisa a falar desse carro já que ainda não existia o campeonato de construtores, mas você já sabe que esse carro foi o dominador de 1954 e 1955 nas mãos de Fangio e Moss.

4-Ferrari F2004 (2004 e parte de 2005)

Carro foi criado pelo gênio Rory Byrne. O carro deu 15 vitórias a Ferrari, sendo que 13 foram de M.Schumacher e 2 foram de Barrichello. A superioridade era tão grande que Schumacher conseguiu o título com 4 GPs de antecedência. Com o título garantido, só faltava o vice de Rubinho, e ele veio na China com 2 GPs de antecedência. No ano de 2005, o Ferrari F2005 ainda não tava pronto e o F2004 foi utillizado, mas numa versão M. Barrichello conseguiu um segundo na Austrália e Schumacher conseguiu um sétimo na Malásia. No total, foram 262 pontos em 2004 e 10 pontos em 2005. Mais uma obra-prima de Rory Byrne.

3-Lotus 79 (1978 e 1979)

Já andei falando de  Colin Chapman a algum tempo. E ele foi realmente o maior gênio que a F1 já teve. Ele criou o conseito do carro-asa. E também foi ele que criou o Lotus 79, um dos melhores carros que a F1 já teve. O modelo rendeu em 78: 8 vitórias (seis com Mario Andretti e duas com Ronnie Peterson) , um título para Mario Andretti, o vice-campeonato para Ronnie Peterson,12 poles positions (8 com Andretti,3 com Peterson e 1 com Jean-Pierre Jarier) , 14 pódios e o campeonato de construtores. Em 79, o carro foi muito ruim em comparação com 78.

2-Williams FW14B

Vocês devem estar pensando que esse carro merecia estar na liderança desse Five Top, mas não, outro carro é melhor do que ele. Esse carro deu ao Nigel Mansell seu primeiro e último título em 1992. O Williams FW14B foi projetado por Adrian Newey e foi dominante em todo o ano de 1992. Foram 10 vitórias (nove de Mansell e uma de Patrese) , 15 pole-positions (14 de Mansell e 1 de Patrese) , 11 voltas mais rápidas, o título de Mansell, o vice de Patrese, 21 pódios e 164 pontos no campeonato de construtores. Ufa… E ainda pra terminar, a pintura amarela, azul e branca é muito linda!

1-McLaren MP4/4 (1988)

Esse sim, merecia o prêmio de “o melhor carro da F1” . Veja as estatísticas e tente achar um outro carro melhor:

  • Vitórias: 15 (Senna 8 e Prost 7) em 16 GP’s (93,75%)
  • Pole-positions: 15 (Senna 13 e Prost 2) em 16 GP’s (93,75%)
  • Senna e Prost ocuparam juntos a primeira fila do Grid de largada em 12 ocasiões (75%)
  • Melhores voltas: 10 (Prost 8 e Senna 2) em 16 GP’s (62,5%)
  • Das 32 provas que o MP4-4 fez, terminou 28 (87,5%)
  • A McLaren conseguiu 199 pontos dos 240 possíveis (82,92%); todos os pontos das equipes restantes (201) superavam os da McLaren por apenas 2 pontos.
  • Conseguiu 10 dobradinhas no pódio em 16 possíveis (62,5%)
  • O McLaren MP4-4 liderou 97,28% (1003 voltas) das voltas do somatório de todos os GP’s (1031 voltas)

Conseguiu pensar em algum carro melhor do que este, é impossível. O carro era tão bom, que Prost ficou fora do primeiro ou segundo colocado na temporada de 88 apenas quando abandonou em Silverstone e em Monza. Mas Senna foi o campeão de 88 por causa dos descartes. O carro era tão bom, que para acabar com a superioridade da McLaren, a FIA baniu os motores-turbo, mas nem adiantou. O McLaren MP4/5 venceu 10 dos 15 GPs disputados em 89 e sem motor-turbo. Sem sombra de súvida, o McLaren MP4/4 foi o melhor carro que a F1 já teve.

Essa é uma das disputas mais incríveis da história da F1. Senna largaria na posição 3 atrás de Patrese e Mansell que tinham como principal arma, o Williams FW14B. Na primeira curva, Senna passa Patrese, enquanto Mansell sumia na frente. Senna continuava segurando Patrese até que o italiano começou a ter problemas com seu Williams e acabou ficando para trás.

Na segunda metade da corrida, Mansell já tinha abrido golianos (desculpem esse termo sem graça) 30 segundos para Senna. Senna precisava rezar para Buda, Deus, Elvis e Zoroastro para conseguir vencer tal corrida. Mas alguém lá no céu gostava de Senna (quem também tinha tido suas preces atendidas foi Roberto Pupo Moreno com seu Andrea Moda) e na volta 70, a roda traseira canhota se esvazia e Mansell segue lentamente rumo aos boxes. Senna fica na liderança com Mansel 5 segundos atrás.

Mansell se aproxima de maneira que beira ao ridículo. Mansell chega a fazer a volta mais rápida da corrida (1.21.598) na volta 74. Senna estava sem pneus e nenhum tipo de tração. Mansell tentava botar de lado em todas as curvas para ver se conseguia a ultrapassagem, mas estava MUITO díficil.

Mansell tentava a ultrapassagem em todas as 18 curvas do principado por 5 vezes (é só fazer a conta 18 x 5) . A batalha Senna-Mansell continuou pelas últimas 5 voltas, mas não deu. Senna venceu a corrida de maneira mágica. Uma das melhores atuações de Senna na F1.

Mansell – Foi o melhor segundo colocado da minha vida

Tuíter

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