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E não é que o GP Brasil de F1 foi o melhor em alguma coisa. Em 2007, o GP Brasil foi o evento mais assistido no mundo. Bom, na verdade foi o segundo, mas como o SuperBowl tem 90% de sua audiência vindo praticamente da terra de Uncle Sam, não é considerado.

2007 era um ano bem amalucado na F1. Na verdade, 2007 e 2008 foram os melhores campeonatos de F1 que já vi (já que na prática, eu comecei a ver F1 em 2005) . Continuando, 2007 era um ano bem amalucado na F1. Teve Markus Winkelhock liderando corrida (eu cheguei a rezar para uma bolinha para que Winkelhock vencesse a corrida) com um Spyker. Teve um monte de japinhas correndo em 2007. Teve Suzuka se mandando da F1 para a entrada de Fuji (gosto mais de Fuji, detesto Suzuka). Teve Sebastian Vettel aparecendo ao mundo graças ao azarado do Robert Kubica. Teve escandalos de espionagem de Agente oo7 sobre os tiffosi. Teve brigas no mesmo teto. E o Q3 era chamado popularmente de Superpole.

Depois de tudo isso, a F1 chegava a Interlagos. Tinha 3 pilotos brigando pelo título: Hamilton era o favorito, Alonso era o azarão e Raikkonen éééé… Na prática, Raikkonen estava fora da briga pelo título. Precisava vencer a corrida e torcer para que Hamilton não passasse de sexto e Alonso não passasse de terceiro. Ou seja, precisava de um milagre.

Tudo isso foi possível graças a erros de Alonso no Monte Fuji e de Hamilton em Chinatown. Antes da corrida, eu e papai apostamos quem vai ser o campeão. Eu aposto em Hamilton e papai aposta em Alonso. Com Hamilton largando em segundo e Alonso largando em quarto, era impossível querer torcer para um cara que precisava invocar o espírito de Ayrton Senna para que ele possuísse o corpo do IceMan e ganhar o título, ou ao menos de sorte.

Na largada, Massa assume a liderança com Raikkonen em segundo seguido de Hamilton, Alonso e Webber. Como papai estava fazendo churrasco de almoço, eu ficava lhe dizendo como estava a corrida e quem era o campeão naquele momento.  Até aí nada demais, estava tranquilo porque estava ganhando a aposta.

 

De repente, na TV aparece escrito “Drive trough penalty for 8” . Punição para o Barrichello, nada demais. Mas de repente, na TV aparece a McLaren de Lewis Hamilton lenta, muito lenta. Imediatamente eu falo “não, não, não, NÃO!” . Papai ri dizendo que já ganhou a aposta. Tudo tinha começado após a largada, Hamilton, ao tentar ultrapassar Alonso, erra a curva e sai momentaneamente da pista, indo a oitavo lugar. Pouco depois, seu câmbio de marchas fica com mal contato, e, por quase um minuto, Hamilton não consegue passar a marcha e termina na 18ª colocação.

Na TV, aparece Lewis Hamilton desolado dentro do carro e fazendo sinal com a cabeça parecendo dizer “pega filha da mãe! vamos! anda!” . Milagrosamente, o carro volta ao normal. Logo depois, Galvão Bueno solta outra de sua pérolas ao confudir o replay do incidente de Hamilton e seu câmbio, pensando que Hamilton estava lento de novo.

 

Parecia ter perdido a aposta. Se quisesse não perder a aposta. Tinha que torcer para Raikkonen. Depois de um bocado de blábláblá da corrida. Vou direto para a metade da corrida. Massa liderava a corrida confortavelmente, mas em tom de camaradagem, ele deixa Kimi Raikkonen passar e assumir a liderança com Massa em segundo, Alonso em terceiro e Hamilton quem sabe onde. Nesse momento, Kimi Raikkonen iria ser campeão (!).

Eu digo: “ele ainda vai ser campeão!” . Massa deixar Raikkonen passar era uma estratégia muito boa. Hamilton estava lá trás e Alonso estava em terceiro. Só faltava Raikkonen vencer a corrida. Massa deixa Raikkonen passar e ser campeão, enquanto o brasileiro defendia a segunda posição para que Alonso não fosse para segundo e ser campeão. Faz sentido. É difícil de entender, mas faz sentido.

Só precisava que Hamilton não chegasse em sexto. Hamilton naquele momento estava escalando o pelotão. E para piorar a equipe de Hamilton faz uma estratégia errada e Hamilton termina apenas em sétimo quando precisava chegar ao menos em quinto. Raikkonen venceu a corrida seguido de Massa, Alonso, Rosberg, Kubica, Heidfeld, Hamilton e Trulli. Barrichello abandonou na volta 40 com problemas no motor.

 

O GP Brasil de 2007 mostrou o incrível trabalho de equipe da Ferrari em 2007. A prova foi perfeita para a Ferrari, nada de ruim aconteceu para a equipe do cavalo. Massa e Raikkonen ficaram perto um do outro o tempo todo na corrida, seja Massa na liderança ou Raikkonen na liderança. Tanto que Alonso chegou a 60 segundos da dupla ferrarista.

E quanto a aposta. Nem eu e nem papai ganharam a aposta. Terminou empatado. Nem lembro o que nós apostamos. E como desculpa, papai falou que ia apostar em Raikkonen, mas preferiu apostar em Alonso.

E esse foi o evento mais assisitido do mundo em 2007.

Na primeira parte dessa história, vimos que a equipe conseguiu superar grandes dificuldades e acabou terminando de forma animadora a temporada de estréia. Para 2007, a Super Aguri contou com uma “ajudinha” da FIA, que permitiu que a jovem equipe utilizasse os chassis da Honda do ano anterior, o RA106, que teve ótimos resultados durante a 2ª metade da temporada passada. Enquanto isso, Anthony Davidson (ex-Minardi e BAR) foi contratado para fazer companhia ao talentoso Sato.

Embora a FIA tenha permitido que a Aguri utilizasse os chassis da Honda, o novo SA07 foi reprovado durante os teste de impacto realizados pela FIA, pois o mesmo apresentou falhas na traseira. Por causa disso, houve um atraso na apresentação do carro, que acabou ocorrendo apenas 48 horas antes dos primeiros treinos livres para o GP da Austrália, GP abriria a temporada de 2007.

Durante o primeiro final de semana, a Williams e a Spyker entraram com um protesto junto a FIA para que ela olhasse o caso com mais carinho. Mas de nada adiantou. E talvez o desempenho da Aguri durante os treinos classificatórios serviriam de respaldo para tanta chiadeira, já que Sato e Davidson realizaram um trabalho surpreendente durante os treinos e classificaram os seus carros em 10º e 11º lugares no grid de largada, superando as Williams, um Renault, a Toro Rosso, a Spyker e a própria Honda. Até Felipe Massa, na Ferrari, foi superado pelos carros japoneses.

Davidson em ação durante o GP da Austrália

Já durante a corrida, os carros não foram tão surpreendentes assim. Takuma Sato acabou terminando a corrida em 12º, enquanto Davidson foi acertado por Adrian Sutil (Spyker) durante a corrida e terminou apenas da 16ª posição. Mesmo assim, o início de temporada foi bastante promissor.

Se o resultado dentro da pista foi considerado bom, fora dela as negociações davam sinais de que iam bem. Antes mesmo da corrida, a equipe havia anunciado a SS United Group Oil & Gas Company como o novo patrocinador da equipe.

Três corridas depois, no GP da Espanha, a equipe consegue o seu primeiro ponto na temporada, com Takuma Sato terminando a corrida em oitavo lugar. É claro que Sato se aproveitou dos vários abandonos que aconteceram durante a corrida, mas a introdução de um único fornecedor de pneus e o uso dos chassis da Honda fizeram muito bem a equipe.

A equipe comemora o primeiro pont conquistado na F1.

O ponto alto da equipe foi mesmo o GP do Canadá daquele ano. É bem verdade que a corrida (uma corrida pra lá de maluca!) teve vários incidentes ao longo das 70 voltas, com diversos pilotos cometendo erros infantis e Kubica sofrendo um espetacular acidente. Além disso, o safety car esteve na pista por 4 ocasiões. Mesmo assim, os pilotos da Super Aguri mostraram grande desenvoltura, com os dois pilotos chegando a andar entre os quatro primeiros lugares.

Davidson vinha muito bem em terceiro, com um forte ritmo de corrida. Mas teve que fazer uma parada nos boxes depois que atropelou uma marmota (!) e acabou terminando a corrida fora da zona de pontos.  Sato também apresentou um excelente desempenho ao longo da corrida e chegou a realizar uma ultrapassagem em cima de Alonso, que sofria com problema nos freios de sua McLaren. Entretanto, o piloto japonês teve que fazer um pit stop quando ocupava a quinta colocação e terminou a corrida em sexto. Alguns comentaristas falaram na época que o pit foi um equívoco da equipe e que o japa poderia ter terminado a corrida em quarto.  Mesmo com todos os acontecimentos, foi um grande final de semana da Super Aguri.

Takuma Sato fez grande corrida no Canadá

Na verdade, o desempenho dos seus pilotos era um reflexo do que acontecia com a equipe, que estava mais bem organizada e constantemente apresentava evoluções para o carro. Tanto que a Super Aguri já havia somado mais pontos que a equipe mãe, a Honda, naquele momento. Só que a equipe vinha enfrentando diversos problemas, o que impedia maior crescimento. O mais grave era financeiro, já que a petrolífera SS United Group, principal patrocinadora da equipe, não vinha honrando seus compromissos firmados com Aguri Suzuki.

Além dos problemas financeiros, a própria equipe Honda vinha sabotando o desenvolvimento da sua filial. A denúncia mais grave aconteceu durante do GP da Bélgica. Antes da prova em Spa, a Super Aguri havia testado uma asa dianteira que elevou o rendimento dos carros. Porém, a matriz simplesmente proibiu que a nova asa fosse utilizada pela equipe. Com a proibição, ambos os pilotos disseram que o SA07 ficou sem condições de ser guiado.

Mesmo com todos os problemas, a equipe comandada por Aguri Suzuki não fez feio durante 2007. O SA 07 se mostrou bem mais competitivo que o horroroso carro produzido pela Honda durante toda a temporada. O vexame só não foi maior porque Jenson Button conquistou um quinto lugar no penúltimo GP do ano, realizado na China.

Embora Takuma Sato tenha marcado todos os 4 pontos da equipe,  Anthony Davidson apresentou melhor desempenho nas classificações: 10×7. O problema do inglês foi mesmo o azar que, às vezes, o perseguia.

Amanhã a terceira e última parte das aventuras da Super Aguri na F1.

E acabou a série sobre os carros de 2007. Semana que vem, eu começo a série sobre os carros de 2008.

Junto ao McLaren MP4-22, o F2007 foi absoluto, dominante em toda a temporada de 2007. Uma boa evolução de seu antecessor, o F2007 tinha um entre eixos maior em cerca de 85 mm para maximizar a aerodinâmica do carro.
A aerodinâmica era bastante semelhante a do modelo anterior, com leves mudanças nas laterais do carro, assim como na asa dianteira do modelo. O F2007 sempre estava na liderança, ou brigando por ela.
 
 

Por fim, a famosa equipe vermelha arrebatou nada mais que 9 vitórias, e garantiu o primeiro título de Kimi Raikkonen, estreante na Ferrari, substituindo Michael Schumacher. O finlandês venceu o campeonato na última corrida, após seus concorrentes Lewis Hamilton e Fernando Alonso ficaram sem chances para arrebatar o caneco.

 
Dados:
Equipe: Scuderia Ferrari
Designers: Aldo Costa
Nicholas Tombazi
——————————
Dados técnicos:
Chassis: Feito de fibra de carbono, monocoque
Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, sistema pushrod com molas ativadas, independente (suspensões dianteira e traseira)
Motor: Ferrari 056, 2.4 litros, V8 com inclinação de 90°, aspirado naturalmente, montado longitudinalmente
Transmissão: Ferrari, 7 velocidades, e uma reversa (marcha ré), semi automática, sequencial, feita de fibra de carbono
Combustível: Shell
Pneus: Bridgstone
Peso: 605 kg
————–
Pilotos:
5 Felipe Massa
6 Kimi Raikkonen
——————
Pontos: 204
Corridas: 17
 
Vitórias: 9
Poles: 9
Voltas mais rápidas: 12
Posição no Campeonato de Construtores: 1°

O MP4-22 junto ao Ferrari F2007, foi o carro dominante da temporada de 2007. O carro, uma boa evolução de seu antecessor, o mal sucedido MP4-21, apresentava diversas mudanças aerodinâmicas, como nas asas dianteiras que mostravam um inovador “arco”, e que virou uma certa tendência nos anos seguintes.

 

 

O carro se mostrou bastante consistente nos pontos, assim como um carro um tanto confiável, sem quebras mecânicas nas suas primeiras 15 corridas, um ótimo número. Guiado pelo estreante Lewis Hamilton, e o atual bi campeão Fernando Alonso, o carro nunca saía da zona de pontuação, e com tal constância, a McLaren brigava pelo título com a Ferrari.

 

No entanto, a McLaren foi pega num grande escândalo de espionagem envolvendo a Ferrari. Um funcionário do time de Woking havia comprado dados secretos sobre o modelo da Ferrari, e com resultado deste trama, a equipe se viu prejudicada, e além de pagar uma bagatela em dinheiro, foi desclassificada do Mundial de Construtores.
Porém, Lewis Hamilton vinha fazendo de sua temporada de estreia, uma das melhores já vistas por muitos, chegando líder nas corridas finais, quando seu reinado começou a cair. O inglês perderia seu título no GP do Brasil, quando só dependia de seu resultado para ser campeão, e logo nas primeiras voltas, ficava para trás, com problemas na largada. Fernando Alonso não conseguiu muito, e o vencedor do campeonato foi uma grande zebra, Kimi Raikkonen, o menos cotado para o título.

 

Dados:

 

Equipe: McLaren

 

Designers: Pat Fry (Chefe de engenharia)
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Dados técnicos:

 

Chassis: Moldado em fibra de carbono e alumínio, monocoque

 

Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, sistema push rod, independente (suspensões dianteira e traseira)

 

Motor: Mercedes Benz FO 108T 2.4 litros, V8, aspirado naturalmente, montado longitudinalmente

 

Transmissão: McLaren, 7 velocidades e uma reversa (marcha ré), semi automática, sequencial

 

Combustível: Mobil

 

Pneus: Bridgstone
——————-
Pilotos:

 

1 Fernando Alonso

 

2 Lewis Hamilton
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Pontos: Desqualificada

 

Corridas: 17

 

Vitórias: 8

 

Poles: 8

 

Voltas mais rápidas: 5

 

Posição no Mundial de Construtores: Desqualificada

O F1.07 foi um dos destaques da temporada de 2007, e marcava uma grande evolução da equipe BMW Sauber, logo em seu segundo ano. O carro foi apontado como surpresa da temporada nos testes da pré-temporada, e de fato que ele foi, batalhando com os carros das equipes grandes, Ferrari e McLaren.

O carro apresentava linhas fortes e agressivas, e era uma visível evolução de seu antecessor, o F1.06. Foi o primeiro carro totalmente construído pela BMW, que comprara a Sauber um ano antes. O carro se mostrou constante nas primeiras posições, incomodando as Ferrari e as McLaren, com Robert Kubica, que fazia seu primeiro ano completo de F1, e o experiente Nick Heidfeld.

Um fato interessante sobre este carro, foi o forte acidente de Kubica no GP do Canadá. O polonês destruiu totalmente o carro, em um dos acidentes mais graves daquela década. Porém, tudo acabou bem com Kubica saindo sem lesões, ainda que sendo substituído por Sebastian Vettel no próximo GP.

Acima a asa traseira usada no Canadá.

Por fim, o carro arrebatou bons 101 pontos, suficientes para levar a BMW Sauber ao 2° lugar dos Construtores, lembrando que a McLaren foi excluída do mesmo.

                                                           Asa traseira utilizada em Monza

Dados:

Equipe: BMW Sauber

Designers: Jorg Zander
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Dados técnicos:

Chassis: Moldado em fibra de carbono, monocoque

Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, sistema pushrod ativado, independente (Suspensões dianteira e traseira)

Distância entre-eixos: 3,110 mm

Motor: BMW P86/7 2.4 litros, 90°, V8. Aspirado naturalmente, montado logitudinalmente

Transmissão: BMW Sauber, 7 velocidades e uma reversa (marcha ré), sistema “Quick Shift Gearbox (QSG)”. Sequencial, semi automática

Peso: 605 kg

Combustível: Petronas

Pneus: Bridgstone
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Pilotos:

Nick Heidfeld

Robert Kubica

Sebastian Vettel
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Pontos: 101

Corridas: 17

Vitórias: 0

Poles: 0

Voltas mais rápidas: 0

Posição no Mundial de Construtores: 2°

Nesse final de semana, teremos o GP do Brasil de 2011. Há grande expectativa de conhecermos que será o mais novo VICE-campeão de 2011 e de rolar o primeiro pódio de um brasileiro em 2011. Veja os cinco melhores GPs do Brasil da história da F1.

5- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2006

A primeira vitória de um brasileiro em Interlagos depois de Ayrton Senna em 1993 foi de Felipe Massa em 2006. Massa usava um macacão em homenagem ao Brasil. Liderou a corrida de ponta a ponta e venceu de forma magistral para todo mundo ficar feliz. A carreira de Massa alavancou depois dessa vitória. Massa só venceu outra vez em Interlagos só em 2008. Ah, e esse GP marcou a aposentadoria de Michael Schumacher que deu um show indo para último (por causa de um pneu furado) e extraindo o máximo de seu Ferrari e completando em quarto, mas depois você sabe o que aconteceu depois com o Schummy.

Veja frases do GP do Brasil de 2006:

  • “Nunca vou esquecer esse dia. O dia que sempre sonhei e esperei. Acho que sou iluminado” Felipe Massa
  • “Tem sido um fim de semana fantástico e eu preciso de algum tempo para acreditar que sou campeão novamente” Fernando Alonso
  • “Provavelmente foi a corrida mais fácil da minha carreira.” Felipe Massa
  • “Nós tínhamos um carro insanamente rápido hoje. Provavelmente tínhamos velocidade possível para superar todos, pra ser honesto. Nós fizemos isso, de certa maneira.” Michael Schumacher
  • “Não era para ser hoje, pra mim” Michael Schumacher
  • “Estou realmente feliz por Felipe por ter sido o primeiro brasileiro a vencer aqui após Senna” Michael Schumacher
  • “Eu fui extremamente sortudo em vencer um campeonato com Schumacher ainda correndo, foi um prazer correr com ele” Fernando Alonso
  • “Acho que temos que demonstrar grande respeito por Schumacher, porque o que ele fez ficará para a história da F-1” Flavio Briatore

4- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 1991

Na largada, Senna e Mansell sumiram na liderança. Senna e Mansell fazem paradas perfeitas, mas Mansell fica com um pneu furado e Senna fica sozinho na pista. Mas os problemas mecânicos aparecem. A quarta marcha foi pro saco. Tendo que passar da terceira para a quinta direto. Depois nenhuma marcha funcionava e Senna tinha que ficar segurando a alavanca para continuar. Devido a esse problema, Patrese que era segundo, chegava mais perto a cada volta. O brasileiro, terminou a corrida só com a sexta marcha funcionando normalmente. Faltando duas voltas para o final, começou a chover em Interlagos, o que acabou decidindo a corrida. Após cruzar a linha final, Senna permaneceu no carro, sem forças para sair. Depois, auxiliado, entrou em um carro da organização e foi para os boxes. No pódio ficou evidente seu esforço para obter a vitória. Ele mal conseguiu levantar a taça, precisando de ajuda para fazê-lo. Uma das melhores atuações de Senna na F1 e a primeira vitória de Senna em Interlagos. Senna só venceu em Interlagos de novo em 1993.

3- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2003

Essa corrida foi maluquinha. Chovia canivetes naquele dia. Rubinho largou na pole e depois abandonou a corrida. A chuva continuava forte e na volta 54, Fisichella passa Raikkonen que deu uma escapada. Segundos depois, Mark Webber bate na Curva do Café e em seguida, Fernando Alonso também bate por causa dos destroços do carro de Webber. Como havia muitos destroços e pneus espalhados pela pista, a organização preferiu encerrar a corrida daquele jeito.

Só que a organização declarou também que Kimi Räikkönen havia sido o vencedor. Ao invés de considerar a volta 54, a última que havia sido completada antes da interrupção, os organizadores preferiram considerar a volta 53, liderada pelo finlandês. Revoltada, a Jordan recorreu, alegando que o resultado a ser considerado é sempre o da volta anterior à da interrupção.

A FIA demorou cerca de duas semanas para chegar a um veredicto, mas chegou. E devolveu a vitória a Fisichella, dizendo serem procedentes as reclamações da Jordan. Para não deixar o italiano tristonho, foi realizada até mesmo uma pequena cerimônia em Imola, com o próprio Räikkönen entregando o troféu ao piloto da Jordan. Quem disse que alegria de pobre dura pouco?

2- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2007

Três brigando pelo título. Hamilton com uns 75% de chances de ser campeão. Alonso com uns 35% de chances. E Raikkonen tinha uns 3% de chances. Eu apostei com papai quem iria ser campeão. Eu apostei em Hamilton e papai apostou em Alonso. Hamilton erra já no começo da corrida. Alonso continuava ali no meio. Massa liderava com Raikkonen em segundo. Hamilton fazia uma corrida de recuperação e Alonso continuava ali no meio. Já na metade da corrida, Massa deixa Raikkonen passar para Raikkonen ser o campeão de 2007. Eu e o papai perdemos a aposta.

O campeonato de Raikkonen foi o mais inesperado que eu já vi. Aposto que todos que assistiram a corrida ficaram bastante surpresos com o campeonato de Raikkonen. Não adianta negar que eu sei onde você mora. Eu sei sim.

1- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2008

Desse GP eu lembro muito bem. Massa largaria na pole e precisava vencer e torcer para Hamilton ficar em sexto para poder ser campeão. Liderou toda a prova e Hamilton estava em quinto. A chuva chega em Interlagos e todos param para botar os compostos intermediários. Apenas Glock não para e fica na frente de Hamilton que estava em quinto e com Vettel pressionando com sua Toro Rosso.

Vettel bota de lado e passa Hamilton que fica no desespero atrás do alemão. Hamilton tenta, mas não consegue chegar em Vettel. Ele precisava de um milagre para ser campeão. Massa cruza a linha de chegada e ouvimos o “FELIPE, FELIPE, FELIPE, FELIPE MASSA DO BRASIL!!!!!! , AGORA É SÓ TORCER PARA QUE HAMILTON FIQUE EM SEXTO PARA VERMOS FELIPE MASSA CAMPEÃO” . De repente todas as câmeras estão na briga entre Vettel e Hamilton. Hamilton reza para Deus, Buda, Elvis, Senna, Virgem Maria e todos os outros santos e orixás para ver se acontecia o tão sonhado milagre.

Eles fazem o Bico do Pato colados. Tudo estava caminhando para que Massa fosse campeão. Mas Glock que não tinha parado, estava lento na pista e é facilmente ultrapassado por Vettel e Hamilton. Hamilton consegue o seu milagre e cruza a linha de chegada em quinto que era o preciso para ser o primeiro campeão de F1 negro da história. Massa saiu chorando do carro e continuou chorando no pódio batendo no seu peito e olhando Hamilton sendo campeão.

Massa merecia aquele campeonato, mas tudo pro causa da Ferrari, isso não aconteceu. E essa foi a última vitória de Massa até hoje.

O texto sobre a pista de Le Mans Bugatti vai ser adiado para amanhã,ou quem sabe para depois de amanhã se eu arrumar tempo.Hoje veja como era o Williams FW29.

O primeiro carro equipado com motores japoneses desde o período no qual usara os Honda, na década de 80, foi um bom carro. A Williams trocara os relativamente fracos Cosworth para os Toyota, com apoio de Kazuki Nakajima, piloto de testes nipônico que trouxe a montadora para fornecer os motores.

 

 

O carro apresentava diversas mudanças, a começar por uma nova asa dianteira , que chamou a atenção na época. A Williams tentava apagar o péssimo campeonato de 2006, e com este carro conseguiu. Guiado por Nico Rosberg, em seu segundo ano de F1,e o veterano Alex Wurz, o carro mostrou mais desempenho que seu antecessor e também uma maior confiabilidade, com melhorias no motor e no escapamento para consertar os erros de 2006.

 

 

O carro no final das contas brigava geralmente para ficar nas posições intermediárias, frequentando o Top 10 com alguma frequência, e marcando pontos mais no para o final do ano, conseguindo 33 pontos, e a quarta posição no Campeonato de Construtores.

 

 

 

Dados:

 

Equipe: Williams F1

 

Designers: Sam Michaels (diretor técnico)
Loic Bigois (Chefe de aerodinâmica)
———————————————–

 

Dados técnicos:

 

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono e alumínio

 

Suspensão: Sistema push rod, molas de torção, independente nas quatro rodas (suspensões dianteira e traseira)

 

Motor: Toyota RVX-07, 2.4 litros, V8 90°. Aspirado naturalmente, montado logitudinalmente

 

Transmissão: Williams/Xtrac, 7 velocidades e uma marcha reversa (marcha ré). Semi automática, sequencial
 

 

Combustível: Petrobras

 

Pneus: Bridgstone
——————
Pilotos:

 

16 Nico Rosberg

 

17 Alexander Wurz

 

17 Kazuki Nakajima (substituindo Wurz na última etapa)
———————————————————
Pontos: 33

 

Corridas: 17

 

Vitórias: 0

 

Poles: 0

 

Voltas mais rápidas: 0

 

Posição no Campeonato de Construtores: 4° (A McLaren foi excluída deste campeonato)

 

 

 
 


 


O carrou causou muitas discussões no circo da F1, pois o carro utilizado pela “equipe irmã” da Red Bull, a Toro Rosso, era idêntico ao RB3. Mesmo com tantas similaridades, a Red Bull conseguiu correr com os dois carros. Olhando a parte aerodinâmica, o desenho mudara um bocado em comparação ao seu antecessor, e assumindo ares de McLaren, isso sendo explicado mais uma vez pelo projetista do carro, Adrian Newey, que por muito tempo integrou o time de Woking.

O RB3 conseguiu bons resultados, com Coulthard chegando a liderar sessões de testes na pré-temporada, e com sucessivas participações no Q3 pelas mãos de Mark Webber. O carro, assim como outros, sempre estava frequentando posições intermediárias, ainda que marcando bons pontos algumas vezes, com um terceiro lugar de Webber como o melhor resultado. Ao final da temporada, o time austríaco melhorou seu desempenho em relação ao ano de 2006, e marcando 24 pontos, conquistando a 5° posição no Mundial de Construtores.

O primeiro carro inteiramente projetado por Adrian Newey na Red Bull, conseguiu bons resultados na temporada na qual participou. O carro, além de ser marcado como projeto do renomado Newey, andava agora com motores Renault, substituindo os Ferrari utilizados em 2006, estes que agora equipavam a Toro Rosso.

Dados:

Equipe: Red Bull Racing

Designers: Adrian Newey
————————-
Dados técnicos:

Chassis: Moldado em fibra de carbono, monocoque

Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, sistema push rod, independente (suspensões dianteira e traseira)

Motor: Renault RS27, 2.4 litros, V8, aspirado naturalmente, montado longitudinalmente

Transmissão: 7 velocidades e uma marcha reversa (marcha ré), câmbio sequencial, semi automática

Combustível: Elf

Pneus: Bridgstone
——————
Pilotos:

14 David Coulthard

15 Mark Webber
—————–
Pontos: 24

Corridas: 17

Vitórias: 0

Poles: 0

Voltas mais rápidas: 0

Posição no Mundial de Construtores: 5°

O TF107 proporcionou um péssimo ano para a equipe Toyota. O carro, mais parecia uma evolução de seu antecessor, e não fez tão bonito como o mesmo. As mudanças visíveis, eram sutis, para optimizar algumas áreas, e assim aumentar a aerodinâmica do carro, como exemplo as asas dianteira e traseira.

 

O posicionamento do motor estava 100 milímetros à frente, e isto foi conseguido pelo novo desenho do monocoque. A Toyota em 2007 começou a fornecer motores para a Williams, sendo que o time inglês fornecia ao japonês sua caixa de marchas, desenvolvida em uma parceria entre ambas, ainda que não fossem completamente iguais.
 
Entretanto, todas as mudanças acima não repercutiram em resultados, e isto sendo provado pelas posições de chegada, e as frequentes posições intermediárias ocupadas pelo time.

 O TF107 guiado por Ralf Schumacher, que se despedia das pistas, e por Jarno Trulli, terminou o ano com magérrimos 13 pontos, uma verdadeira decepção, se tratando de uma equipe com certa experiência e um bocado de dinheiro para investir.

 

 
Dados:
Equipe: Toyota F1

 

Designers: Pascal Vasselon
Luca Mamorini
—————————
Dados técnicos:

 

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono

 

Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, sistema push rod ativado, independente (suspensões dianteira e traseira)

 

Motor: Toyota RVX-07, 2.4 litros, V8, aspirado naturalmente e montado logitudinalmente

 

Transmissão: Toyota/Williams F1, 7 velocidades, e uma marcha reversa (marcha ré), sequencial, semi automática

 

Combustível: Esso

 

Pneus: Bridgstone
——————

 

Pilotos:

 

11 Ralf Schumacher

 

12 Jarno Trulli
——————-
Pontos: 13

 

Corridas: 17

 

Vitórias: 0

 

Poles: 0

 

Voltas mais rápidas: 0

 

Posição no Mundial de Construtores: 6°

 

Assunto nulo outra vez,mas tenho outros posts na minha caixola mirabolante.Envolvem a França e a Apple.

O segundo carro da Toro Rosso na F1 pode ser chamado no mínimo de polêmico. Este carro, possuía a mesma base do Red Bull RB3, o carro da equipe irmã” da STR. Algumas equipes se manifsteram contra isto, como a Williams e a Spyker, mas mesmo assim, ficou provado que eram carros diferentes, e o STR2 correu do mesmo jeito.

 

 

 

Apesar das semelhanças, os upgrades para os dois carro foram diferentes, assim como o desempenho. A STR agora corria com os motores fornecidos pela Ferrari, substituindo os Cosworth anteriores. Desenvolvido pelo famoso Adrian Newey, o carro não conseguiu tudo que era esperado, com várias quebras relacionadas ao câmbio. Para a segunda metade do campeonato o carro adquiriu uma maior confiabilidade, chegando ao melhor resultado do time, e também os únicos pontos: um 4° lugar de Vettel e um 6° de Liuzzi.

 

Temporada de 2008:

 

 

A STR ainda usou o STR2 para o início da temporada de 2008, enquanto terminava de desenvolver seu novo bólido. Porém este STR2 era chamado de STR2B, pois apresentava mudanças para optimizar o desempenho, ainda que com a mesma base do carro de 2007.
Dados:

 

Equipe: Scuderia Toro Rosso

 

Designers: Adrian Newey
————————–
Dados técnicos:

 

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono

 

Suspensão: Feita de alumínio, titânio, e fibra de carbono, sistema pushrod, independente (suspensões dianteira e traseira)

 

Motor: Ferrari 056, 2.4 litros, V8, limitado a 19.000 RPM, aspirado naturalmente, montado logitudinalmente

 

Transmissão: 7 velocidades, e uma marcha reversa (marcha ré), sequencial, semi automática, montada longitudinalmente
 

Pneus: Bridgstone

Rodas: AVUS Racing
———————
Pilotos:

2007

18 Vitantonio Liuzzi

19 Scott Speed

19 Sebastian Vettel (substituiu Speed no 11° GP)
——

2008

14 Sébastien Bourdais

15 Sebastian Vettel
——————–
Pontos: 2007 – 8 pontos

2008 – 2 pontos

Corridas: 18 GPs em 2007

4 GPs em 2008

Vitórias: 0

Poles: 0

Voltas mais rápidas: 0

Posição no Mundial de Construtores: 7°(2007)

Tuíter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

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