You are currently browsing the tag archive for the ‘f1’ tag.

Luiz Razia guiando pela última vez pela Marussia na F1

Tudo começou em meados do começo do ano. Até ali, a Marussia já tinha fechado sua dupla de pilotos, Timo Glock e Max Chilton. Tudo ia bem quando começou a circular boatos de que Timo Glock estava querendo pular fora da equipe e também por estar sem dinheiro nenhum.

Os boatos começaram a ficar fortes até que no dia 20, Glock anunciou que deixaria a Marussia. No dia seguinte, a Marussia confirmou que Glock estava fora da equipe. No outro dia seguinte, a BMW anunciou que Glock era o novo piloto da equipe na DTM.

Foi então que um simples baiano chamado Luiz Razia, que até então estava sofrendo para achar um lugar ao sol na F1, apareceu na história. Ele já havia testado por Toro Rosso e Force India e era o atual vice-campeão da GP2, principal categoria de acesso da F1. Razia começou as negociações com a equipe russa.

Quando no dia 30 de janeiro, as preces de quase todos os brasileiros amantes de corridas foi atendida. Luiz Razia foi anunciado como o novo piloto da Marussia. Pilotar pela Marussia não era lá essas coisas, mas todos os pilotos bons começaram de baixo né?

Luiz Razia já havia sido piloto de testes pela Marussia em 2010, mas depois perdeu espaço na equipe que ainda se chamava Virgin. A princípio, tudo ia as mil maravilhas. Razia levou seus patrocinadores para a Rússia, guiou pela equipe em Jerez, tudo beleza.

Até que um anúncio inesperado. Razia não iria testar os carros rubronegros na primeira semana de testes em Barcelona. Muitos ficaram sem entender o porque de só Max Chilton ir pilotar em Barcelona. Começou a surgir boatos de que um obscuro patrocinador de Razia não estaria depositando dinheiro no cofres da equipe e que por isso, Razia não ia pilotar.

O piloto que chutou Razia da F1

A semana passou. Max Chilton testou e nada do Razia andar no carro. A situação estava ficando cada vez mais preocupante. O obscuro patrocinador de Razia ainda não tinha feito sua parte no acordo. Começaram a surgir boatos de que Razia estava fora da equipe.

Os boatos ficavam mais fortes, até que num dia lindo e ensolarado chamado hoje, um anúncio que muitos já esperavam. Razia estava fora da Marussia. O obscuro patrocinador de Razia não havia depositado dinheiro algum nos cofres da Marussia e quem se fudeu foi Razia.

Logo depois disso, começou a circular boatos de que a equipe teria ligado para Heikki Kovalainen. Mas logo depois, começou a surgir boatos de que Jules Bianchi seria o novo piloto da equipe. E foi o que aconteceu. O apadrinhado da Ferrari, Jules Bianchi, foi anunciado como o novo piloto da Marussia.

Logo os brasileiros começaram a comentar o assunto. Dizendo que o talento foi trocado por dinheiro mais uma vez na F1. Até foi isso. Bianchi era endinheirado e Razia também era talentoso, mas Bianchi também é talentoso. Mas Razia demorou eras para conseguir alguma coisa na GP2, e só conseguiu num ano onde a maioria dos pilotos eram ruins e pagantes. Bianchi apesar de não mostrar o esperado na GP2, foi bem mais consistente do que Razia somando todos os anos deles na GP2.

Bianchi também fez ótima temporada na World Series by Renault conseguindo 3 vitórias ao longo da temporada em Nurburgring, Silverstone e Paul Ricard pela equipe Tech 1 Racing. Brigou pelo título do campeonato até a última etapa quando ele abandonou a corrida e deu o título para Robin Frijns. Brigou até o final num ano que foi considerado como um dos melhores grids que já teve na World Series com Robin Frijns, Sam Bird, Nick Yelloly, Marco Sorensen, Kevin Magnussen, Arthur Pic, Alexander Rossi, Kevin Korjus e Mikhail Aleshin.

Bianchi na Marussia também é bom para a equipe russa. A Marussia é a única equipe que usa os Cosworth e com o apoio da Ferrari que apadrinha Bianchi, quem sabe em 2014, a Marussia consegue os V6 Turbo da Ferrari para serem usados pelos carros rubronegros. A Ferrari também anda atrás de equipes para fornecer motores, e a Marussia pode se dar bem. O que Razia traria?

Uma nova alternativa para Razia?

Apesar de ter sido um final cruel para o brasileiro, você não pode ficar choramingando por aí. É bem óbvio que essa era sua melhor chance de correr na F1. E  provavelmente foi a última chance dele. O que fazer da vida agora?

Voltar para a GP2 ou para qualquer outra categoria de base da F1 para mim,  seria uma completa perda de tempo. Razia comentou depois de ser despejado da Marussia que quer continuar tentando chegar na F1. Acho isso um grande erro. Ele já está a anos na GP2, e quer continuar mais anos ainda?

Acho que Razia deveria seguir o exemplo de Luca Filippi em 2011. Filippi já estava a anos sem vingar na GP2 quando finalmente conseguiu um vice-campeonato em 2011. Tentou usar isso para chegar na F1. O que não aconteceu. Como ficou tentando chegar na F1, as vagas na GP2 se esgotaram e Luca ficou sem categoria em 2012. Chegou até a voltar a correr na GP2 nas rodadas duplas de Monza e Singapura no lugar de Stefano Coletti. Venceu uma em Monza e só. Não teve mais chances na GP2. Ele desistiu do sonho de correr na F1.

Há várias alternativas por aí. DTM, WTCC, WEC, NASCAR, Indy, Stock Car e até mesmo AutoGP, Super GT e F-Nippon.

Apesar de existir muitas boas alternativas de novas categorias para mudar de carreira, ele provavelmente deve ir para a Stock Car. Assim como a esmagadora maioria dos brasileiros que desistem da F1, existem muitas chances de Razia vir pilotar os Stocks brasileiros e correr em pistas como Velopark e Tarumã.

Quase todos os anos pilotos brasileiros vindo de fora vem correr na Stock Car. Como ano passado onde pilotos como Rafa Matos, Rubens Barrichello, Vitor Meira vieram para a categoria tupiniquim. Razia poderia vir correr aqui para tentar se dar bem.

Razia teve um final na F1 bem triste. Como teve talvez sua última chance de correr pela F1, tem que decidir um destino para sua carreira. Seja voltar a correr nas categorias de base na tentativa de correr na F1 ou ir para outros ares como a Stock Car.

 

Acho que foi no GP de Mônaco que a F1 começou a ganhar mais espaço, com os comentários “gloriosos” de Galvão Bueno e Reginaldo Leme com vinte minutos a mais para falarem de coisas sem importância como o novo carro de Reginaldo Leme, um puxa-saquismo ao Luciano Burti e a grama verdejante da curva 1 que tanto encantava Luís Roberto. Uma espécie de pré-GP e um pós-GP durante as corridas.

Claro que esse novo jeito de transmitir as corridas de F1 até que agradou a nós, amantes de F1. Mas de repente tudo mudou nessa última semana. Tivemos talvez, a corrida mais legal do ano num circuito meio chato de Abu Dhabi, a incrível disputa pelo campeonato entre Fernando Alonso e Sebastian Vettel e um leve aumento de boas atuações de Felipe Massa poderiam fazer com que a Globo olhasse com outros olhos para a F1. Mas tudo mudou nesse último domingo.

A disputa pelo Brasileirão poderia enfim terminar desde que o Fluminense vencesse o Palmeiras e o Atlético-MG não vencesse o Vasco. Com dois gols de Fred, um contra do Palmeiras e um gol de Alecsandro no outro jogo, o Flu conseguiu seu quarto título nacional e o Cuca novamente vai ser vice de alguma coisa.

Depois do jogo, dei uma passada no Twitter e vi um pessoal comentando que a Globo não ia transmitir a F1 em Austin. No início, achei que não haveria motivo para que a Globo não transmitisse a corrida. O Brasileirão acabou cedo, mas a F1 ainda estava em definição. Mas hoje veio a revelação.

O treino classificatório marcado para às 16h no horário de Brasília vai ser transmitido ao vivo no canal de tv a cabo, SporTV, e na tv aberta pela própria Rede Globo. Já a corrida, marcada para ter a largada às 17h no horário de Brasília, vai ser transmitida apenas para quem tem dinheiro o suficiente para ter tv a cabo que tenha o SporTV no pacote. E depois do Fantástico, quase na altas horas da noite, vai rolar um VT da corrida para não chatear os, digamos, “pobres”.

A Globo vai transmitir o jogo do Palmeiras e jogará para escanteio a corrida de Austin pela F1. Quanto a foto, eu lá vou botar foto de marmanjo brigando por uma bolinha no meu blog

Os motivos são bem claros. A largada vai ser bem na hora do começo do jogo que provavelmente vai ser exibido pela emissora global, Palmeiras vs. Flamengo, jogo que pode decidir o Palmeiras na Série B. E o fator da audiência também ajuda nisso. O futebol é o programa com mais audiência na Globo, talvez, perdendo para as novelas. Enquanto a F1 está em decadência desde os idos de 2008 e 2009.

Se a corrida fosse em outro horário tipo, umas duas horas antes do jogo, a emissora global até faria questão de cortar a primeira parte do Faustão para ver Grosjean e Maldonado fazendo bagunça na curva 1.

Não foi a primeira vez que a F1 é esquecida pela Globo. Em 2005, os GP dos EUA com seis carros foi exibido em flashes durante a partida de Brasil e México pela Copa das Confederações. Em 2007, o GP da Espanha vencido pelo Felipe Massa foi trocado pela Globo que preferiu mostrar a chegada de Papa Bento 16 ao Brasil (!). E num caso mais recente, o GP do Canadá que teve 4 horas de duração. A  Globo transmitiu o começo da corrida, mas o horário coincidiu com o jogo entre Corinthians e Flamengo, e o resto da corrida foi mostrado em flashes enquanto Petkovic se despedia dos gramados verdejantes que semprem encantam Luís Roberto.

O que dizer dele?

O que dizer de um cara que não participou de 1/4 de um campeonato e mesmo assim brigou pelo título até a penúltima rodada dupla da World Series by Renault, e ainda conseguiu brigar pelo título de outro campeonato de acesso da F1, a GP3, até a penúltima rodada dupla em Spa?. O que dizer de Antonio Felix da Costa?

Antonio Felix da Costa é mais um daqueles pilotos vindos daquela península de Cristiano Ronaldo e Adrian Campos. Apenas nasceu do lado, digamos, menos famoso. Nasceu em Lisboa, 1991. Deixou os karts a menos de 5 anos e debutou pela World Series por esse meio tempo. Na GP3 deste ano, conseguiu este ano três segundos lugares em Mônaco e nas duas corridas de Spa e três vitórias em Silverstone e nas duas corridas de Hungaroring, e terminou a temporada em terceiro com 132 pontos.

Graças às péssimas corridas de Lewis Williamson na World Series by Renault neste ano, a Red Bull o descartou e Felix da Costa entrou no seu lugar pelo resto da temporada. Não decepcionou e conseguiu quatro vitórias nas etapas de Hungaroring, Paul Ricard e nas duas corridas de Barcelona, e terminou na quarta posição na temporada com 166 pontos.

Felix da Costa tem muito talento e é jovem, o que chama muito a atenção. O que lhe rendeu um teste de jovens pilotos pela poderosa Red Bull em Abu Dhabi, algo bastante relevante.

Os portugueses não alguém relevante para torcer faz algum tempo. Tipo, quais foram os últimos talentos portugueses? Tivemos Alvaro Parente que fez algumas boas corridas na GP2 há uns 2 anos e Tiago Vagaroso Monteiro.

Quando Alvaro Parente ainda era desejado pela F1

Alvaro Parente foi um piloto que não teve tanto talento quanto Felix da Costa, mas tem mais talento que Pedro Matos Chaves. E teve dois títulos bastante relevantes na carreira, a World Series by Renault em 2008 e a F3 Inglesa em 2005. Correu na GP2 e teve algumas vitórias e recebeu grande ajuda de Tiago Monteiro pela Ocean Racing.

Em 2010, chegou mais perto de chegar na F1. Chegou a ser um dos mais cotados pra ser o segundo piloto na Campos Meta junto com pilotos como Vitaly Petrov e Pastor Maldonado. Mas acabou sendo anunciado no final de 2009, como o piloto reserva da Virgin Racing. O que não se concretizou pois o seu patrocinador, o Instituto de Turismo de Portugal, retirou o seu patrocínio que praticamente lhe segurava no time virgem.

Como forma de protesto, 2000 fãs portugueses de Parente assinaram uma petição protestando contra a decisão do patrocinador. O protesto não resultou em nada e Andy Soucek tomou o posto de piloto de testes da equipe inglesa. Parente voltou para a GP2 onde nunca mais reprisou sua boas atuações de antigamente. Hoje participa da FIA GT1 pela Hexis Racing, pilotando uma McLaren ao lado de Grégoire Demoustier. Conseguiu dois segundos lugares na qualificação de Navarra e na corrida de Moscow Raceway, e conseguiu dois terceiros lugares na qualificação e corrida de Donington Park.

Talvez, o momento mais feliz de Tiago Monteiro

Tiago Monteiro foi um dos pilotos mais legais e simpáticos da história da F1. Antes de chegar a F1, teve uma carreira de várias vitórias e quase títulos, como vices na F3 Francesa (duas vezes), F3 Européia, Korea Superprix e a World Series. Conseguiu a vaga de piloto de testes na Minardi em 2004. Logo depois, conseguiu a vaga de piloto titular na Jordan, onde conseguiu o primeiro pódio português na F1 no conturbado GP dos EUA de 2005. Em 2006, conseguiu uma vaga na desarrumada Midland e não conseguiu nada além de nenhum ponto marcado naquele ano.

No ano seguinte, migrou para o WTCC aonde está até hoje. Em vários anos, já conseguiu 2 vitórias na etapa do México e de Portugal em 2008, e duas na etapa de Portugal e da Espanha. Mas não estava satisfeito. Com a BCN Competicion à venda na GP2, Tiago Monteiro e José Guedes, compraram juntos a BCN e mudaram o nome para Ocean Racing Technology. Em toda a sua história, a Ocean conseguiu duas vitórias com Alvaro Parente (2009) e Fabio Leimer (2010), uma pole com Alvaro Parente em 2009 e duas voltas mais rápidas com Parente e Leimer. Hoje, a Ocean corre simultaneamente na GP2 e na GP3.

Um dia desses, conversei com a pessoa mais portuguesa que conheço, Paulo Alexandre Teixeira e toquei no assunto do pódio de Monteiro naquele ano. Paulo me disse que não gostou daquele pódio e me disse que se comemorou muito o pódio de Monteiro em Portugal.

Felix da Costa tem talento e tem forte apoio da Red Bull

Também perguntei a ele o que ele achava da maioria dos pilotos portugueses fazerem carreira nos mundiais de Endurance em vez de tentarem uma carreira na F1. Paulo me disse o que já sabia e que é muito preciso na F1 de hoje: dinheiro. Felix da Costa tem forte apoio  da Red Bull e por isso não migrou para Le Mans Series, FIA GT ou WEC. Ao contrário de Alvaro Parente e Tiago Monteiro (não acreditam na desculpa de ir atrás de um campeonato competitivo) que não tiveram dinheiro para prosseguirem a sua carreira nos monopostos.

Hoje em dia, vários pilotos talentosos não conseguem vaga na F1 de hoje, porque simplesmente não tem dinheiro suficiente para conseguir uma vaga numa das HRTs da vida. Felix da Costa já é outro caso porque tem o milionário apoio da Red Bull e tem um talento incrível. Algo só comparado a Robin Frijns e Carlos Sainz Jr. que também tem o apoio da Red Bull e acho que são igualmente talentosos.

Se Felix da Costa chegar na F1, provavelmente conseguirá muito sucesso por ter talento e pelo apoio da Red Bull, não será mais um dos Alvaros Parentes ou Tiagos Monteiros da vida.

Grande maioria das pessoas acham que a vida não é fácil. Metade dessas pessoas sofrem bulliyng ou vivem na seca. E eu digo, estão certas. Tenho apenas 13 anos. O que você pode dizer sobre o que passei na vida: jogar bola na rua, ralados no joelho, notas vermelhas na escola pública, cacetadas distribuídas pela mãe e uma possível ameaça de ser pai cedo. Apenas respondo: sim, sim, não, sim e não.

Vocês devem ter notado a incrível diminuição em posts neste blog. Não posto a quase um mês. Vou dizer o que aconteceu nesse um mês. Meus amigos vivem me azucrinando e se gabando de suas namoradas. Minhas notas na escola caíram incrivelmente de 9,5 para 5,5 ou 6. E minha criatividade está entre as mais baixas na história. Meus CDs para PS2 do F1 2006 e NASCAR’ 08 riscaram e não prestam mais, estou sendo obrigado a jogar Prototype GT-R 400, Nigel Mansell’s World Championship, Al Unser Jr.’s Road to the top e ESPN SpeedWorld. E por incrível que pareça, eu quase entrei em depressão. Cheguei a cogitar acabar com isso daqui de uma vez por todas.

Minha cabeça nunca está num lugar só. Coisas assim eu não conto nem para melhor amigo ou psicólogo. Gosto de pensar nos outros e isso me afeta um pouco, pois não faço o que gosto de fazer. Tanto que esqueci da minha paixão de criança, o automobilismo. Nunca mais publiquei meus VTs escritos das corridas de F1.

Decidi colocar minha vida pessoal no lugar do meu trabalho e vida (sou muito marketeiro), o meu blog. Minha média de visitas era de 200 visitas diárias, caiu para 150 e agora dificilmente eu passo de 100. Estou quase como se tivesse voltando às minhas primícias. Eu só queria que a média 200 voltasse. Para isso vou ter de misturar a vida pessoal e o trabalho no blog. Desafio aceito.

Estarei voltando com posts na terça e na sexta. Quem sabe eu poste no domingo também. Terminarei as séries sobre Raymond Sommer e a Rial Racing que prometi que ia terminar e não terminei. Se não tiver post eu aviso no Twitter. Talvez seja uma nova era no blog. Talvez.

Na foto, Tomas Enge. Que nunca teve uma vida fácil…

As aulas voltaram e estou na pior semana da minha vida. Mas as suas aulas já voltaram? você pode perguntar. Eu só posso dizer que aqui é Manaus. Pois é, tanto que não dei minha análise sobre o GP de Silverstone. Com as aulas voltando, o professor de Matemática me perturbando dizendo que a área da circunferência é pi-r ao quadrado e problemas pessoais me perseguindo, e como sei que este sítio vai ficar inativo por alguns dias, lanço essa pergunta: Qual foi o momento mais marcante da história da F1 que você presenciou?

Fale o momento que você viu pela TV, rádio ou ao vivo. Fale qual foi o momento em que você se emocionou, soltou aquele grito “VAI, VAI, VAI!!!”. Aquele momento em que você chorou. Aquele momento em que você não acreditou no que viu ou ouviu. Aquele momento em que você entrou em êxtase por causa de um final incrível ou uma ultrapassagem que só se vê uma vez na vida.

Só para engrenar um pouco, o momento mais marcante que eu presenciei na F1, foi o GP Brasil de 2008. Nada de mais.

Esse post é para descobrir quem é passa por aqui, os seus gostos, o número da senha do seu MSN ou do cartão de crédito e quem é que manda spams para este blog. Até algum dia!

MDSpainR

Corrida legal num circuito de merda

CORRIDA: Na largada, Alonso levantou os torcedores espanhóis ao ultrapassar Maldonado antes da primeira curva. Massa largou bem como sempre nessa temporada. Sergio Perez acabou tendo um pneu furado num toque qualquer. Logo depois de sete voltas, já tinha pilotos fazendo paradas nos boxes.

Alonso para nos boxes e Maldonado lidera a corrida pela primeira vez na carreira, mas logo depois ele para nos boxes. Grande parte dos pilotos tentam durar na pista sem trocar pneus. Grosjean disputa posição com B.Senna. Bota por fora na curva 1 e faz a ultrapassagem na curva 2. Perde um pedaço da asa, mas seu desempenho não é afetado.

Michael Schumacher tenta passar Senna no retão. Mas comete uma idiotice e bate na traseira de Senna e os dois vão para a fora da pista. Schumacher xinga Senna de “Idiota” via rádio. Schumacher para na brita e Senna fica com um pneu traseiro furado. E acaba por abandonar.

Na segunda rodada de pit-stops, Maldonado para primeiro que Alonso. Alonso faz sua parada na volta seguinte e por algum motivo, volta atrás de Maldonado, que abre 7 segundos. Narain Karthikeyan abandona a corrida. Ali no meio, Felipe Massa disputa a nona posição com Lewis Hamilton. Hamilton tenta fazer a ultrapassagem sobre Massa no retão, mas Massa fecha. A disputa permanece por algumas voltas. Charles Pic é punido por ignorar as bandeiras azuis, foi ele quem atrapalhou Alonso e fez com que o espanhol voltasse atrás de Maldonado. Mesmo assim, Pic abandona. Uma volta depois, Sergio Perez abandona também depois de uma parada nos boxes problemática.

Vettel e Massa são punidos com um drive-trough por ignoraram uma bandeira amarela. Na terceira parada no pits, Maldonado enfrenta problemas e sua parada dura 6 segundos. Mas como tinha 5 segundos de vantagem para Alonso, Maldonado volta na frente de Alonso. Lewis Hamilton faz sua parada nos boxes. Mas acaba por passar por cima da pistola do mecânico. Isso prova que os mecânicos de Hamilton são piores que os do Massa em 2011.

Kimi Raikkonen para nos boxes, o Ice-Man estava na liderança. Alonso tenta esboçar uma tentativa de ultrapassagem sobre Maldonado, mas depois de algumas voltas, ele fica sem pneus e Maldonado abre diferença sobre ele. Kimi Raikkonen que estava a 12 segundos de Alonso e com pneus mais novos, começa a tirar um 1,5 por volta, chegando a tirar 2 segundos por volta.

Maldonado vence a corrida para a alegria de Sir Frank Williams e de Marcos Antônio Filho, do GP Séries. Logo ali atrás, Alonso consegue segurar a segunda posição de um amalucado Kimi Raikkonen. A diferença que era de 12 segundos entre os dois, se transformou em pouco mais de 10 voltas, em apenas 8 décimos.

Já foram 5 corridas, 5 vencedores diferentes em 5 equipes diferentes.

MDSpainR2

Depois da corrida, no box da Williams. Um problema no KERS do carro de Bruno Senna, fez com que o carro explodisse e causasse um grande incêndio. Foram 31 mecânicos atendidos e 7 hospitalizados.

Destaques positivos da corrida:

Pastor Maldonado: Fim de semana de ouro para o venezuelano. Provou que não é apenas um piloto pagante. Vitória merecida. E ainda salvou seu primo do incêndio. Foto do salvamento mais abaixo.

Kamui Kobayashi: Fez ultrapassagens ousadas durante boa parte da corrida que lhe premiou com um ótimo quinto lugar.

Destaques negativos da corrida:

Michael Schumacher: Batida ridícula com Bruno Senna e ainda xingou o brasileiro sem motivo algum. Está sentindo a pressão imposta por Nico Rosberg.

Nico Rosberg: Parece que sumiu da temporada depois da etapa da China. Perdeu todas as disputas por posições em que se intrometeu e não sei como terminou em sétimo.

Sérgio Perez: Sumiu depois da Malásia. Até conseguiu um quinto no grid, mas teve um pneu furado e não apareceu mais. Não parece mais o substituto de Massa em 2013.

Mark Webber: Nem apareceu de forma relevante na corrida.

CLASSIFICAÇÃO FINAL DA CORRIDA:

Pos No Piloto Equipe Tempo V VL Grid Pts
1 18 Venezuela Pastor Maldonado Reino Unido Williams 01:39:09.145 66 37 1 25
2 5 Espanha Fernando Alonso Itália Ferrari +3.195 66 27 2 18
3 9 Finlândia Kimi Raikkonen Reino Unido Lotus +3.884 66 2 4 15
4 10 França Romain Grosjean Reino Unido Lotus +14.799 66 0 3 12
5 14 Japão Kamui Kobayashi Suíça Sauber +1:04.641 66 0 9 10
6 1 Alemanha Sebastian Vettel Áustria Red Bull +1:07.576 66 0 7 8
7 8 Alemanha Nico Rosberg Alemanha Mercedes +1:17.919 66 0 6 6
8 4 Reino Unido Lewis Hamilton Reino Unido McLaren +1:18.140 66 0 24 4
9 3 Reino Unido Jenson Button Reino Unido McLaren +1:25.246 66 0 10 2
10 12 Alemanha Nico Hülkenberg Índia Force India +1 volta 65 0 13 1
11 2 Austrália Mark Webber Áustria Red Bull +1 volta 65 0 11 0
12 17 França Jean-Eric Vergne Itália Toro Rosso +1 volta 65 0 14 0
13 16 Austrália Daniel Ricciardo Itália Toro Rosso +1 volta 65 0 15 0
14 11 Reino Unido Paul di Resta Índia Force India +1 volta 65 0 12 0
15 6 Brasil Felipe Massa Itália Ferrari +1 volta 65 0 16 0
16 20 Finlândia Heikki Kovalainen Malásia Caterham +1 volta 65 0 19 0
17 21 Rússia Vitaly Petrov Malásia Caterham +1 volta 65 0 18 0
18 24 Alemanha Timo Glock Rússia Marussia +2 voltas 64 0 21 0
19 22 Espanha Pedro de la Rosa Espanha HRT +3 voltas 63 0 22 0
NC 15 México Sergio Pérez Suíça Sauber Abandono 37 0 5 0
NC 25 França Charles Pic Rússia Marussia Abandono 35 0 20 0
NC 23 Índia Narain Karthikeyan Espanha HRT Roda 22 0 23 0
NC 19 Brasil Bruno Senna Reino Unido Williams Batida 12 0 17 0
NC 7 Alemanha Michael Schumacher Alemanha Mercedes Batida 12 0 8 0

CLASSIFICAÇÃO DO CAMPEONATO:

PILOTOS:

 
Pos Piloto Equipe Pts
1 Alemanha Sebastian Vettel Red Bull 61
2 Espanha Fernando Alonso Ferrari 61
3 Reino Unido Lewis Hamilton McLaren 53
4 Finlândia Kimi Raikkonen Lotus 49
5 Austrália Mark Webber Red Bull 48
6 Reino Unido Jenson Button McLaren 45
7 Alemanha Nico Rosberg Mercedes 41
8 França Romain Grosjean Lotus 35
9 Venezuela Pastor Maldonado Williams 29
10 México Sergio Pérez Sauber 22
11 Japão Kamui Kobayashi Sauber 19
12 Reino Unido Paul di Resta Force India 15
13 Brasil Bruno Senna Williams 14
14 França Jean-Eric Vergne Toro Rosso 4
15 Alemanha Nico Hülkenberg Force India 3
16 Austrália Daniel Ricciardo Toro Rosso 2
17 Brasil Felipe Massa Ferrari 2
18 Alemanha Michael Schumacher Mercedes 2
19 Alemanha Timo Glock Marussia 0
20 França Charles Pic Marussia 0
21 Rússia Vitaly Petrov Caterham 0
22 Finlândia Heikki Kovalainen Caterham 0
23 Espanha Pedro de la Rosa HRT 0
24 Índia Narain Karthikeyan HRT 0

EQUIPES:

Pos Equipe Motor Pts
1 Áustria Red Bull Renault 109
2 Reino Unido McLaren Mercedes 98
3 Reino Unido Lotus Renault 84
4 Itália Ferrari Ferrari 63
5 Alemanha Mercedes Mercedes 43
6 Reino Unido Williams Renault 43
7 Suíça Sauber Ferrari 41
8 Índia Force India Mercedes 18
9 Itália Toro Rosso Ferrari 6
10 Rússia Marussia Cosworth 0
11 Malásia Caterham Renault 0
12 Espanha HRT Cosworth 0

FOTOS DA CORRIDA:

 

Na largada, Alonso passou Maldonado antes da primeira curva

2012 Spanish Formula 1 Grand Prix, Formula 1

Fiscal tirando um pedaço a asa dianteira da Lotus de Romain Grosjean na curva 1

Michael Schumacher e Bruno Senna se tocaram e os dois abandonaram

 Michael Schumacher, Mercedes Grand Prix, 2012 Spanish Formula 1 Grand Prix, Formula 1

O pessoal levando o carro do Schumacher

Bruno Senna, Williams, 2012 Spanish Formula 1 Grand Prix, Formula 1

Bruno Senna abandonou um pouco depois

2012 Espanhol Formula 1 Grand Prix

A equipe da casa, HRT, fez feio e De La Rosa terminou em último e uma volta atrás do carro mais próximo e o Karthikeyan abandonou

Pastor Maldonado, Williams, 2012 Spanish Formula 1 Grand Prix, Formula 1

Pastor MalDomado cruzando a quadriculada

Pastor Maldonado ganhou o GP da Espanha e virou o 1º venezuelano a vencer na F-1

Maldonado sendo erguido no pódio por Fernando Alonso e Kimi Raikkonen

2012 Espanhol Formula 1 Grand Prix

Fumaceira danada nos boxes. Interessante é o cara da Lotus com um saquinho de amendoins e com a boca cheia enquanto todos estão preocupados com a fumaça.

Eis o culpado do incidente

Dia de herói para Maldonado

Esse final de semana vai ter corrida da F1 no patético circuito de Barcelona. Iniciamos a temporada európéitica da temporada. Alguns sábios acreditam que não existe esta tal de temporada européia, pois eles acreditam que a Ásia e a Europa são um único grande continente, a Eurásia. Ou seja, uma temporada euroásiatica separada brevemente por corridas no Canadá, nos EUA e no Brasil.

E amanhã de manhã, vai ter o treino classificatório. Ah, o treino classificatório… As equipes pequenas fazendo dança da chuva para que seus carros consigam ir ao menos para a Q2, as equipes médias tentando surpreender as equipes grandes que fazem de tudo para conseguir uma pole position. E é a Globo que é responsável por mostrar tudo isso.

Mas já existiu uma época onde a Globo resolveu excluir os treinos classificatórios. O ano era 1999. O horrendo anúncio foi dado no Jornal da Tarde. Por causa dos baixos níveis do Ibope, ele resolveram arrancar os treinos da F1 da programação. O fato mais engraçado é que a própria Globo só foi querer transmitir os treinos da F1 na época em que Ayrton Senna já não fazia mais suas várias poles mágicas, que foi a época de 1991 até a morte de Ayrton.

Com a morte de Ayrton Senna, Rubens Barrichello recebeu a infeliz missão de sustentar o Ibope da F1 no Brasil. Até marcou uma pole position na Bélgica em 1994, mas não foi o suficiente. Felizmente, os caras da Globo voltaram atrás e transmitiram alguns treinos de 1999.

A Globo transmitindo o treino classificatório em 2008. Coisa que não aconteceu em 1999

Felizmente, Galvão Bueno conseguiu narrar a segunda pole position de Rubens Barrichello na França em 1999. O tema da foto. Quando chegou 2000, as transmissões da Globo ganharam mais um pouco de audiência depois que Rubens Barrichello foi para a Ferrari.

E a Globo resolveu mostrar todos os treinos de classificação até hoje. Boa corrida e boa sorte para os brasileiros.

Nova série no blog. F1 Horror Story (o nome não veio da série “America Horror Story” , nunca ouvi falar de “American Horror Story” ) . Uma série de terror que rola toda a terça-feira. Mas a série também tem a ver com a F1. Vamos para a história de hoje.

Vocês se lembram do jogo F1 2006. Isso. Aquele jogo de belos gráficos, disputas, fácil de achar nos pirateiros que vendem DVSs ilegais nas grandes cidades e onde podemos ver corridas virtuais. O problema desse jogo é que ele é muito fácil de se ganhar, acidentes não rolam muito e não existe nenhum tipo de defesa de posições por parte do videogame. Um jogo muito chato para falar a verdade, mas de vez em quando tem a sua parte maneira como aquela vez em que o meu colega bateu em mim na última reta de Interlagos, ficamos de ré e ganhei dele indo de ré. Esse jogo vai ser o tema de hoje.

Havia 3 grandes amigos. Eram Pedro, Rafael e Bruno. Pedro e Rafael eram primos e tinham 15 anos, e Bruno era apenas um amigo leal que tinha 14 anos. Bruno tinha um PlayStation 2. E Pedro e Rafael não. Então, todas as terças, sextas e sábados, eles iam a casa de Bruno para passar a tarde toda jogando F1 2006 no PS2. Eles curtiam bastante jogar na casa de Bruno.

Até que um dia, o CD riscou e ele não prestou mais. Bruno passou grande parte do tempo atrás do jogo, mas não achava. Pedro e Rafael não gostaram disso. Achavam que Bruno estava enrolando demais e que ele não queria comprar um jogo que era achado em qualquer lugar.

Eles discutem e Bruno resolve não ser mais amigo dos dois primos. Bruno sente falta de jogar F1 2006. Compra o jogo num amigo conhecido por todos como “Bode” . Bode vendia jogos pirateados perto da escola onde estudavam o 3 ex-amigos. Na saída, ele havia acabado de comprar o jogo. Pedro e Rafael olham ao longe, Bruno indo para casa como o jogo na mão.

Rafael: -Olha lá, o Bruno comprou o jogo só para querer jogar sozinho na casa dele.

Pedro: -Mas ele não vai jogar sozinho se não tiver o jogo para jogar.

Rafael: -E vamos dar um lição a mais para ele.

Pedro e Rafael o seguem pelo caminho até em casa. Eles chegam na Rua México. Uma rua onde as pessoas só saem para a rua nos feriados e no final de semana. E como aquele dia era 30 de fevereiro e não era feriado e sim, uma terça-feira. A rua estava vazia. Apenas os cachorros estavam lá.

Bruno percebe que está sendo seguido tenta correr, mas os primos são mais rápidos que ele. Ele pede socorro na casa de um colega chamado Frank. Grita desesperado, mas seu grito não é atendido. Pedro e Rafael o pegam e o levam para um matagal que havia ali. O espancam brutalmente e sem dó.

Era só para fazer Bruno sofrer, mas uma coisa dá errado e um dos vários golpes que acertaram Bruno, acaba acertando o pescoço de Bruno. O golpe rompe uma artéria ou uma veia do pescoço de Bruno. Bruno começa a sangrar.

Rafael: -Essa não, ele tá sangrando no pescoço.

Pedro: -Isso não é bom, cara. Vamo embora daqui!

Rafael e Pedro saem correndo dali com o jogo F1 2006. Bruno sai cambaleando do matagal e sangrando muito. Ele cai desacordado no meio da rua. Algumas pessoas que passavam pela Rua México (de fato, eles moravam na Rua Bonita) para ir a Avenida Uruguai (onde ficava a escola de Bruno, Rafael e Pedro) ainda tentam o socorrer, mas já era tarde demais. Bruno estava morto.

No enterro de Bruno, aparecem todos os familiares e amigos. Até Pedro e Rafael vão ao enterro para não levantar suspeitas. Depois do enterro, eles conversam e decidem que nunca mais vão tocar no assunto e nunca mais vão falar sobre ou de Bruno.

Depois de tudo isso, acontecem vários fatos à la Atividade Paranormal. Era o espírito de Bruno dando uma de demônio buscando sua vingaça. Rafael foi o primeiro a morrer com parte do pescoço sendo arrancado e com vários de seus ossos quebrados. O espírito de Bruno vai atrás de Pedro. Aquelas coisas de cadeira se mexendo sozinha, etc. Acontecem vários fenômenos paranormais e Pedro fica trancado sozinho no seu quarto.

O espírito de Bruno aparece na frente de Pedro. Pedro dá um grito de desespero e medo, não nessa ordem. E logo depois, dá um último grito de dor. E Pedro morre. Ele morre da mesma maneira que Rafael morreu. Com parte do pescoço arrancada e vários de seus ossos quebrados.

No quarto onde Pedro morreu, estava o CD do jogo F1 2006 com capa e tudo. O espírito de Bruno pega o CD e vai ao cemitério onde Bruno foi enterrado. Então ele coloca o CD dentro da capa sobre a lápide de Bruno. Até hoje, o CD ainda está lá na lápide de Bruno. Dizem que se você roubar o CD F1 2006 da lápide, o espírito de Bruno o persegue e o mata se não devolver o CD de novo. E foi assim que vários adolescentes morreram naquele bairro. E acabo de criar uma lenda urbana.

Para não deixar esse espaço às moscas, porque segunda também não haverá post. Coloco um desafio aqui no blog. Quem é o bendito que está pilotando este Cooper. Só uma dica: O piloto da foto é irmão de um dos melhores pilotos que a F1 já teve.

PS: No último desafio colocado no blog, o piloto é mesmo o Stirling Moss. Os 4 que tentaram acertar, acertaram. Foram Paulo Alexandre “Speeder_76” Teixeira, Paulinho Buffara Farah, Gabriel e Ramon Mendes. Parabéns a eles. Tentem esse desafio agora.

Feliz páscoa e até segunda-feira.

O GP da França está voltando a F1. Mas tomara que não volte em Magny-Cours

Já estavam falando e cochichando desde o ano passado. Que o GP da França poderia estar voltando a F1 em 2013. Hoje foi confirmado que o GP da França iria voltar ano que vem. Só não se onde o GP da França vai voltar. O chato disso é que o GP da França poderá revezar ano por ano com o GP belga de Spa. E lá se ia uma das poucas pistas legais que permanecem no calendário de F1. Voltando ao assunto do GP da França, como a única pista legal da França que era Rouen-Les-Essarts já nem existe mais. Que pista iria receber a F1 de Vettel, Alonso, Bernie, Newey, Kimi, Pirelli, picolés, dinheiro e coisa e tal?

O circuito de Nevers Magny-Cours. Qualquer um menos ela

Na prática, a FIA tem 3 opções. A primeira delas é Magny-Cours. Magny-Cours recebeu a F1 de 1991 até 2008. Magny-Cours é uma pista que conta com retas de tamanho considerável, mas todas as suas curvas são lentas e travadas e geralmente as corridas por lá eram chatas.

Ironicamente, os franceses e brasileiros nunca se davam bem em Magny-Cours. O único francês a ganhar uma corrida em Nevers foi Alain Prost em 1993 com a Williams. E o Brasil só levou uma corrida em Nevers com Felipe Massa após vencer magistralmente com a Ferrari em 2008. Nínguem gosta de Magny-Cours. Por ser travada e não proporcionar uma corrida que preste. Por conta disso e da Crise Econômica de 2008, o GP da França em Magny-Cours foi cancelado, apesar de já estar inserido no calendáro da F1 em 2009.

E Nevers Magny-Cours voltou a receber corridas de categorias menores como a fracassada Superleague Formula. O problema de Magny-Cours receber a F1 de novo é que nós, os telespectadores, veriam corridas com poucas ultrapassagens e a corrida seria chata e previsível. Ou seja, o problema é no marketing e da pista receber corridas tão legais quanto as de Barcelona.

O retão de Paul Ricard. Desfigurado com um monte de chicanes

A segunda opção é Paul Ricard. Paul Ricard recebeu a F1 em 1971, 1973, 1975, 1976, 1978, 1980, 1982, 1983, 1985 até 1990. É um dos circuitos mais tradicionais da França. Recebia corridas bem legais nos tempos em que recebeu a F1. Mas o circuito era bem conhecido pela grande retão que media incríveis 1,8 kms e que era chamado de Mistral.

Mas o circuito era mal conhecido pela falta de treinamento dos “laranjinhas” que agiam na pista. Elio de Angelis morreu num teste pela Brabham após os laranjinhas despreparados não o ajudarem a tempo de savá-lo. Por esse motivo, Magny-Cours entrou no lugar da pista de Le Castellet.

Hoje a pista é bem diferente da antiga que recebeu a F1. Praticamente, não existem mais aquelas áreas de escape feitas de brita. As áreas de escape são de asfalto pintado de azul, amarelo e vermelho. O circuito também recebeu bastantes modificações no traçado. Vários traçados alternativos foram colocados ao longo da pista. A mudança de traçado que mais me chateou foi a implantação de um monte de chicanes no meio do retão Mistral.

E essas chicanes seriam provavelmente colocados no traçado de Paul Ricard se o circuito recebesse a F1. Sem a Mistral, parte da graça ia embora. Que bom que não botaram chicanes no retão de Fuji.

Sochi e New Jersey, os próximos circuitos tilkeanos na F1. Os circuitos tilkeanos podem ser uma opção para o GP da França de 2013

A terceira e última opção seria criar um novo circuito tilkeano. Sochi na Rússia e New Jersey nos EUA serão os próximos circuitos tilkeanos da F1. Criar um circuito concebido de um projeto de Hermann Tilke poderia ser uma opção. Seria só escolher um terreno grande o suficiente para abrigar um circuito de 4 a 5 km e chique. O problema dessa opção é que poderia não haver tempo para construir o circuito até a parte européia do calendário de F1.

Uma maneira para reverter o problema do tempo seria Tilke criar um circuito nas ruas de algum lugar legal da França como Lyon ou Paris. Seria uma maneira de conseguir mais fãs franceses de F1 e seria bom para o marketing e para os bolsos de Bernie Ecclestone. O problema poderia ser se o circuito não puder favorecer muito as ultrapassagens (como em Marina Bay) e receber corridas chatas e monótonas (como em Valência) .

Bom, seja a corrida sendo realizada em Magny-Cours, Paul Ricard ou em um novo circuito tilkeano permanente ou de rua. Tomara que não haja esse revezamento com Spa. Tirem Valência ao invés de Spa e eu me animarei.

Calendário

julho 2017
D S T Q Q S S
« maio    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 18 outros seguidores