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Às vésperas de Spa-Francorchamps, sem tv a cabo, vendo as propostas de Luiz Navarro para prefeito e voltando aos poucos à vida escrava interneteira. Uma notícia aparece na telinha (colaboração de Leandro Verde e de Américo Teixeira Junior) de 14 polegadas do meu notebook sem ponto de interrogação. Uma fonte com estreitas relações com a FIA e a Ferrari, surpreendeu ao dizer que Felipe Massa iria permanecer na Ferrari em 2013.

Buemba! como diria alguém. Por que motivos (ou diabos, escolham a expressão que combina mais) os ferraristas iriam querer que Felipe continuasse na Ferrari em 2013, mesmo com sua má fase, o infame décimo quarto no campeonato e a Autosprint pegando no pé colocando Sergio Perez e Heikki Kovalainen no emprego do são paulino?

Simples. A Ferrari sabe que o carro não é bom e que Fernando Alonso é mágico. Se conseguirem repetir um carro ao menos tão bom quanto o F10 de 2010, em 2013, Alonso poderá andar bem mais que esse ano, e Felipe também poderá voltar a brigar por pódios ou até mesmo por vitórias.

Além do mais, Felipe Massa e Fernando Alonso são grandes amigos. E Alonso tem grande influência na Ferrari. Uma frase basta. O presidente da Ferrari, Luca Di Montezemolo já declarou que quer que Massa permaneça na equipe.

Por que mostrei uma foto de dois anos atrás para ilustrar algo atual? Nada. Só queria lembrar da última vez em que Felipe liderou o campeonato. A propósito, foi em Sepang, 2010. Quando Alonso abandonou a duas voltas do final e deu a liderança para o brasileiro.

Mas como já disse, se não der para que Felipe continuar na Ferrari, temos bons substitutos. Bruno Senna está ganhando pontos com as equipes grandes. E Felipe Nasr e Luiz Razia tem grandes chances de irem para a F1 daqui a um ou dois anos. Nasr tem bastante telento e Razia tem grandes chances de ser campeão na GP2. Não esqueçamos do Victor Guerin que está fazendo boas provas na GP2, mas ainda é muito novo e precisa de experiência.

Luiz Razia e Felipe Nasr podem ser a esperança do Brasil na F1. Não liguem para o Davide Valsecchi

A propósito, me desculpem por quase um mês fora de contato. Problemas e problemas pessoais. E também estava com preguiça de postar alguma coisa aqui. Me desculpem. Não me abandonem.

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Nunca a Espanha esteve tão bem na foto na F1. Com Fernando Alonso com uma sorte incrível e Pedro de la Rosa brigando com as Marussias todas as corridas, mas quem se importa com o ex-Sauber. Alonso é a bola da vez esse ano. Não adianta torcer contra ele. Ele sempre vai estar ali em primeiro ou no pódio.

Há uns 5 meses, seria loucura dizer algo assim. Na Austrália, o F2012 foi tachado e bastante criticado pelo péssima atuação na classificação e na corrida. Basicamente, foram quatros fins de semana de xingamentos e ofensas para a mãe de Nicolas Tombazis. Eu sei, teve o GP da Malásia onde Alonso venceu, mas aquela corrida foi tão amalucada que até Karthikeyan tinha chances de marcar os seus primeiros pontos limpos da história.

Mas alguma coisa aconteceu a partir da etapa da Catalunha. Algo como um pacto com o demônio ou sete trevos de quatro folhas. Basicamente, em todas as provas desde a etapa catalunhana o espanhol brigou pela vitória.

Na Espanha, não conseguiu a vitória porque Maldonado estava em um fim de semana inspirado. Em Mônaco, a impossibilidade de ultrapassagens foi um mal que não deixou nínguem, inclusive Alonso, fazer nada além de uma ameaçada ou um risco no guard-rail. No Canadá, a péssima estratégia de andar 60 voltas com os mesmos compostos lhe fez perder quatros posições em poucas voltas.

Na Europa, Alonso venceu de forma mágica e extraordinária por conta das quebras de Romain Grosjean e de Sebastian Vettel. Em Silverstone, novamente os pneus fizeram a diferença e Alonso acabou ficando em segundo. Em Hockenheim, outra vitória de ponta a ponta sem ser perturbado pelos adversários.

Essa vitória em Hockenheim foi a gota d’água para os céticos, anti-Alonsos e veneradores do Takuma Sato. Alonso abriu 24 pontos em relação ao segundo colocado, Mark Webber, no campeonato de pilotos. A imprevisibilidade do começo do campeonato praticamente se foi e Alonso ruma ao tri.

Mark Webber anda bem em um corrida e anda no meião em três, não confio nele na disputa pelo título. Sebastian Vettel já tem poucas balas no cartucho para ameaçar Alonso. Kimi tem consistência e sempre anda bem, mas a Lotus não tem pilha para brigar pelo título. Hamilton, Rosberg e Button não estão com a bola toda.

Por isso finalizo este post com a pergunta: quem é capaz de parar Alonso?

PS: Me desculpem pelos dias fora de combate. Netbook novo onde 5 botões não funcionam. Usando o antigo.

Nesse final de semana, Fernando Alonso venceu em Valência. Foi uma vitória magistral que me fez tirar o chapéu. Mas também contou com uma sorte que nunca tinha visto. Embora nínguem tenha percebido, houveram várias coincidências entre Fernando Alonso e o número 1. Coisa que talvez só eu tenha percebido.

No treino classificatório, ele ficou na Q2 por menos de UM centésimo. Ele marcou 1.38.707 em DÉCIMO PRIMEIRO atrás de Kamui Kobayashi por 4 milésimos que marcou 1.38.703.

Na corrida, Alonso assumiu a liderança na volta 33 que ONZE vezes três.

Na corrida, Alonso largou em DÉCIMO PRIMEIRO e terminou na PRIMEIRA posição.

Foi a PRIMEIRA vitória de Fernando Alonso em Valência.

Foi a PRIMEIRA vitória de Fernando Alonso numa pista espanhola na F1.

Alonso foi o PRIMEIRO piloto em 2012 à vencer duas corridas diferentes.

Alonso é agora o PRIMEIRO colocado na classificação geral de pilotos da F1.

Alonso subiu UMA posição na classificação de pilotos da F1.

Alonso está agora com CENTO E ONZE pontos na classificação de pilotos da F1.

Alonso está CEM pontos na frente de Felipe Massa na classificação de pilotos da F1.

Foram algumas coincidências que fizeram alguma diferença na corrida em Valência.

E não é que o GP Brasil de F1 foi o melhor em alguma coisa. Em 2007, o GP Brasil foi o evento mais assistido no mundo. Bom, na verdade foi o segundo, mas como o SuperBowl tem 90% de sua audiência vindo praticamente da terra de Uncle Sam, não é considerado.

2007 era um ano bem amalucado na F1. Na verdade, 2007 e 2008 foram os melhores campeonatos de F1 que já vi (já que na prática, eu comecei a ver F1 em 2005) . Continuando, 2007 era um ano bem amalucado na F1. Teve Markus Winkelhock liderando corrida (eu cheguei a rezar para uma bolinha para que Winkelhock vencesse a corrida) com um Spyker. Teve um monte de japinhas correndo em 2007. Teve Suzuka se mandando da F1 para a entrada de Fuji (gosto mais de Fuji, detesto Suzuka). Teve Sebastian Vettel aparecendo ao mundo graças ao azarado do Robert Kubica. Teve escandalos de espionagem de Agente oo7 sobre os tiffosi. Teve brigas no mesmo teto. E o Q3 era chamado popularmente de Superpole.

Depois de tudo isso, a F1 chegava a Interlagos. Tinha 3 pilotos brigando pelo título: Hamilton era o favorito, Alonso era o azarão e Raikkonen éééé… Na prática, Raikkonen estava fora da briga pelo título. Precisava vencer a corrida e torcer para que Hamilton não passasse de sexto e Alonso não passasse de terceiro. Ou seja, precisava de um milagre.

Tudo isso foi possível graças a erros de Alonso no Monte Fuji e de Hamilton em Chinatown. Antes da corrida, eu e papai apostamos quem vai ser o campeão. Eu aposto em Hamilton e papai aposta em Alonso. Com Hamilton largando em segundo e Alonso largando em quarto, era impossível querer torcer para um cara que precisava invocar o espírito de Ayrton Senna para que ele possuísse o corpo do IceMan e ganhar o título, ou ao menos de sorte.

Na largada, Massa assume a liderança com Raikkonen em segundo seguido de Hamilton, Alonso e Webber. Como papai estava fazendo churrasco de almoço, eu ficava lhe dizendo como estava a corrida e quem era o campeão naquele momento.  Até aí nada demais, estava tranquilo porque estava ganhando a aposta.

 

De repente, na TV aparece escrito “Drive trough penalty for 8” . Punição para o Barrichello, nada demais. Mas de repente, na TV aparece a McLaren de Lewis Hamilton lenta, muito lenta. Imediatamente eu falo “não, não, não, NÃO!” . Papai ri dizendo que já ganhou a aposta. Tudo tinha começado após a largada, Hamilton, ao tentar ultrapassar Alonso, erra a curva e sai momentaneamente da pista, indo a oitavo lugar. Pouco depois, seu câmbio de marchas fica com mal contato, e, por quase um minuto, Hamilton não consegue passar a marcha e termina na 18ª colocação.

Na TV, aparece Lewis Hamilton desolado dentro do carro e fazendo sinal com a cabeça parecendo dizer “pega filha da mãe! vamos! anda!” . Milagrosamente, o carro volta ao normal. Logo depois, Galvão Bueno solta outra de sua pérolas ao confudir o replay do incidente de Hamilton e seu câmbio, pensando que Hamilton estava lento de novo.

 

Parecia ter perdido a aposta. Se quisesse não perder a aposta. Tinha que torcer para Raikkonen. Depois de um bocado de blábláblá da corrida. Vou direto para a metade da corrida. Massa liderava a corrida confortavelmente, mas em tom de camaradagem, ele deixa Kimi Raikkonen passar e assumir a liderança com Massa em segundo, Alonso em terceiro e Hamilton quem sabe onde. Nesse momento, Kimi Raikkonen iria ser campeão (!).

Eu digo: “ele ainda vai ser campeão!” . Massa deixar Raikkonen passar era uma estratégia muito boa. Hamilton estava lá trás e Alonso estava em terceiro. Só faltava Raikkonen vencer a corrida. Massa deixa Raikkonen passar e ser campeão, enquanto o brasileiro defendia a segunda posição para que Alonso não fosse para segundo e ser campeão. Faz sentido. É difícil de entender, mas faz sentido.

Só precisava que Hamilton não chegasse em sexto. Hamilton naquele momento estava escalando o pelotão. E para piorar a equipe de Hamilton faz uma estratégia errada e Hamilton termina apenas em sétimo quando precisava chegar ao menos em quinto. Raikkonen venceu a corrida seguido de Massa, Alonso, Rosberg, Kubica, Heidfeld, Hamilton e Trulli. Barrichello abandonou na volta 40 com problemas no motor.

 

O GP Brasil de 2007 mostrou o incrível trabalho de equipe da Ferrari em 2007. A prova foi perfeita para a Ferrari, nada de ruim aconteceu para a equipe do cavalo. Massa e Raikkonen ficaram perto um do outro o tempo todo na corrida, seja Massa na liderança ou Raikkonen na liderança. Tanto que Alonso chegou a 60 segundos da dupla ferrarista.

E quanto a aposta. Nem eu e nem papai ganharam a aposta. Terminou empatado. Nem lembro o que nós apostamos. E como desculpa, papai falou que ia apostar em Raikkonen, mas preferiu apostar em Alonso.

E esse foi o evento mais assisitido do mundo em 2007.

Continuando com a Retrospectiva 2011 e terminando o três posts do dia.

Ultrapassagem 3- Vettel e Alonso na Curva di Lesmo

Vettel tentando passar Alonso na Variante della Roggia para em seguida fazer a ultrapassagem

Vettel fez uma linda ultrapassagem na segunda curva mais técnica de Monza, por fora e encima de Alonso não é para qualquer um não.

Ultrapassagem 2- Alonso sobre Button no Laranjinha

É que não temos fotos, entre em contato se tiver alguma foto, seja da ultrapassagem 3 ou a 2

Alonso fazendo um belíssima ultrapassagem sobre Button numa curva como a do Laranjinha e ainda por fora merece o segundo lugar.

Ultrapassagem 1- Webber sobre Alonso na Eau Rouge

Essa foi a melhor ultrapassagem de 2011 sem dúvidas. Só corajosos ultrapassam na Eau Rouge.

Amanhã continua a Retrospectiva 2011.

Continuando com a Retrospectiva 2011, com os pilotos. Por ordem de classificação do campeonato.

Carro 1- Sebastian Vettel

Só uma palavra descreveu Vettel esse ano: dominador. Vettel dominou o ano todinho. Conseguiu 15 pole-positions só nesse ano e venceu em 11 dessas corridas. Além disso ficou conhecido por a cada GP, ele trocar a pintura de capacete. Estamos vendo um novo Schumacher de atualmente.

Carro 4- Jenson Button

Jenson Button foi o segundo melhor piloto de 2011 com sobras. Sempre esteve ali em segundo ou em terceiro. Mas estava ali. Button foi esse ano o mago na chuva. Em Hungaroring com chuva, ele se aproveitou de erros de adversários como fez em 2006 e ganhou de forma magnifica. Segundo lugar merecido para Button.

Carro 2- Mark Webber

Se por um lado, Vettel foi o astro. Webber apenas foi um patinho feio da Red Bull. Fazia a pole, largava mal, ia para trás, fazia uma estratégia diferente e ainda fazia a melhor volta, como foi o caso de Mônaco. Mas esperou o ano todo para vencer na última corrrida do ano, por causa de um “problema” no carro de Vettel. Pelo menos conseguiu encerrar o ano em grande estilo.

Carro 5- Fernando Alonso

Fernando Alonso nunca tinha sofrido com seu carro desde os tempos de Minardi. Mas esse ano ele sofreu muito com um Ferrari tão ruim quanto o de 2009. Chegou a vencer na Inglaterra quando se aproveitou de erros da Red Bull nos boxes. No final, perdeu a terceira posição para Webber por um mísero ponto. Para um piloto que não tinha um carro bom, nada mal.

Carro 3- Lewis Hamilton

Hamilton não teve um bom ano. Seu pai deixou de agencia-lo para agenciar Paul di Resta. Seu novo agente não lhe ajudou muito e fez pensar que era um popstar e que tudo girava em torno dele. Se envolveu em várias desventuras com Felipe Massa. E sua namorada, Nicole Schezinger lhe abandonou. Mas mesmo assim conseguiu vencer em três casos. Mas mesmo assim, fechou o ano em baixa.

Carro 6- Felipe Massa

Massa viveu talvez o seu ano mais difícil na F1. Não conseguiu sequer uma posição melhor que o quinto posto. Está sob forte pressão do público brasileiro e sofreu com os novos compostos na Pirelli. Se envolveu em várias desventuras com Lewis Hamilton, e fechou o ano em baixa com a torcida brasileira. Que 2012 deja bem melhor para ele.

Carro 8- Nico Rosberg

Rosberg novamente deu surra em seu companheiro heptacampeão, Michael Schumacher. Nico Rosberg tinha um carro rápido nas retas e sempre dava trabalho em pilotos como Felipe Massa, Lewis Hamilton e Adrian Sutil. Mas o problema maior da Mercedes era o alto desgaste dos pneus traseiros e isso atrapalhava nas corridas do alemão com cara de Britney Spears. E assim com Massa, teve como melhor resultado um quinto posto.

Carro 7- Michael Schumacher

Schumacher novamente não páreo para seu companheiro Rosberg. Apesar disso teve corridas memoráveis como na Bélgica e na Itália. Ao lado se Rosberg, sempre esteve dando trabalho para Hamilton, Massa e Sutil. Teve disputas acirrantes com Rosberg na Bélgica com Hamilton na Itália. Mas para não deixar o heptacampeão tristinho, um título para ele: Schumacher foi o piloto que mais realizou ultrapassagens em 2011. Que 2012 também seja um bom ano para ele.

Carro 14- Adrian Sutil

  

Sutil começou o ano levando surra de Di Resta, mas deu um revira-volta e conseguiu nocautear Di Resta. Teve corridas muito boas como na Alemanha e no Brasil. Quando um piloto das equipes de ponta abandonava, ele virava um candidato a ser o sexto colocado. Brigava com Rosberg e Schumacher toda hora e na maioria das vezes vencia. Se ele ficar de fora da temporada de 2012, vai ser a maior injustiça de 2012.

Carro 10- Vitaly Petrov

Petrov foi outro que teve um ano bastante difícil. Vitaly Petrov começou o ano em alta com um pódio na Austrália. Mas a equipe decaiu depois da Alemanha e Petrov marcou só 5 pontos em nove GPs. E agora Petrov está sem equipe e tem grandes chances de ficar sem equipe ou voltar a ser piloto de testes assim como o também russo Sergey Zlobin. Péssimo destino para o primeiro russo a correr na F1.

Amanhã a segunda parte.

 

O MP4-22 junto ao Ferrari F2007, foi o carro dominante da temporada de 2007. O carro, uma boa evolução de seu antecessor, o mal sucedido MP4-21, apresentava diversas mudanças aerodinâmicas, como nas asas dianteiras que mostravam um inovador “arco”, e que virou uma certa tendência nos anos seguintes.

 

 

O carro se mostrou bastante consistente nos pontos, assim como um carro um tanto confiável, sem quebras mecânicas nas suas primeiras 15 corridas, um ótimo número. Guiado pelo estreante Lewis Hamilton, e o atual bi campeão Fernando Alonso, o carro nunca saía da zona de pontuação, e com tal constância, a McLaren brigava pelo título com a Ferrari.

 

No entanto, a McLaren foi pega num grande escândalo de espionagem envolvendo a Ferrari. Um funcionário do time de Woking havia comprado dados secretos sobre o modelo da Ferrari, e com resultado deste trama, a equipe se viu prejudicada, e além de pagar uma bagatela em dinheiro, foi desclassificada do Mundial de Construtores.
Porém, Lewis Hamilton vinha fazendo de sua temporada de estreia, uma das melhores já vistas por muitos, chegando líder nas corridas finais, quando seu reinado começou a cair. O inglês perderia seu título no GP do Brasil, quando só dependia de seu resultado para ser campeão, e logo nas primeiras voltas, ficava para trás, com problemas na largada. Fernando Alonso não conseguiu muito, e o vencedor do campeonato foi uma grande zebra, Kimi Raikkonen, o menos cotado para o título.

 

Dados:

 

Equipe: McLaren

 

Designers: Pat Fry (Chefe de engenharia)
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Dados técnicos:

 

Chassis: Moldado em fibra de carbono e alumínio, monocoque

 

Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, sistema push rod, independente (suspensões dianteira e traseira)

 

Motor: Mercedes Benz FO 108T 2.4 litros, V8, aspirado naturalmente, montado longitudinalmente

 

Transmissão: McLaren, 7 velocidades e uma reversa (marcha ré), semi automática, sequencial

 

Combustível: Mobil

 

Pneus: Bridgstone
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Pilotos:

 

1 Fernando Alonso

 

2 Lewis Hamilton
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Pontos: Desqualificada

 

Corridas: 17

 

Vitórias: 8

 

Poles: 8

 

Voltas mais rápidas: 5

 

Posição no Mundial de Construtores: Desqualificada

Nesse final de semana, teremos o GP do Brasil de 2011. Há grande expectativa de conhecermos que será o mais novo VICE-campeão de 2011 e de rolar o primeiro pódio de um brasileiro em 2011. Veja os cinco melhores GPs do Brasil da história da F1.

5- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2006

A primeira vitória de um brasileiro em Interlagos depois de Ayrton Senna em 1993 foi de Felipe Massa em 2006. Massa usava um macacão em homenagem ao Brasil. Liderou a corrida de ponta a ponta e venceu de forma magistral para todo mundo ficar feliz. A carreira de Massa alavancou depois dessa vitória. Massa só venceu outra vez em Interlagos só em 2008. Ah, e esse GP marcou a aposentadoria de Michael Schumacher que deu um show indo para último (por causa de um pneu furado) e extraindo o máximo de seu Ferrari e completando em quarto, mas depois você sabe o que aconteceu depois com o Schummy.

Veja frases do GP do Brasil de 2006:

  • “Nunca vou esquecer esse dia. O dia que sempre sonhei e esperei. Acho que sou iluminado” Felipe Massa
  • “Tem sido um fim de semana fantástico e eu preciso de algum tempo para acreditar que sou campeão novamente” Fernando Alonso
  • “Provavelmente foi a corrida mais fácil da minha carreira.” Felipe Massa
  • “Nós tínhamos um carro insanamente rápido hoje. Provavelmente tínhamos velocidade possível para superar todos, pra ser honesto. Nós fizemos isso, de certa maneira.” Michael Schumacher
  • “Não era para ser hoje, pra mim” Michael Schumacher
  • “Estou realmente feliz por Felipe por ter sido o primeiro brasileiro a vencer aqui após Senna” Michael Schumacher
  • “Eu fui extremamente sortudo em vencer um campeonato com Schumacher ainda correndo, foi um prazer correr com ele” Fernando Alonso
  • “Acho que temos que demonstrar grande respeito por Schumacher, porque o que ele fez ficará para a história da F-1” Flavio Briatore

4- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 1991

Na largada, Senna e Mansell sumiram na liderança. Senna e Mansell fazem paradas perfeitas, mas Mansell fica com um pneu furado e Senna fica sozinho na pista. Mas os problemas mecânicos aparecem. A quarta marcha foi pro saco. Tendo que passar da terceira para a quinta direto. Depois nenhuma marcha funcionava e Senna tinha que ficar segurando a alavanca para continuar. Devido a esse problema, Patrese que era segundo, chegava mais perto a cada volta. O brasileiro, terminou a corrida só com a sexta marcha funcionando normalmente. Faltando duas voltas para o final, começou a chover em Interlagos, o que acabou decidindo a corrida. Após cruzar a linha final, Senna permaneceu no carro, sem forças para sair. Depois, auxiliado, entrou em um carro da organização e foi para os boxes. No pódio ficou evidente seu esforço para obter a vitória. Ele mal conseguiu levantar a taça, precisando de ajuda para fazê-lo. Uma das melhores atuações de Senna na F1 e a primeira vitória de Senna em Interlagos. Senna só venceu em Interlagos de novo em 1993.

3- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2003

Essa corrida foi maluquinha. Chovia canivetes naquele dia. Rubinho largou na pole e depois abandonou a corrida. A chuva continuava forte e na volta 54, Fisichella passa Raikkonen que deu uma escapada. Segundos depois, Mark Webber bate na Curva do Café e em seguida, Fernando Alonso também bate por causa dos destroços do carro de Webber. Como havia muitos destroços e pneus espalhados pela pista, a organização preferiu encerrar a corrida daquele jeito.

Só que a organização declarou também que Kimi Räikkönen havia sido o vencedor. Ao invés de considerar a volta 54, a última que havia sido completada antes da interrupção, os organizadores preferiram considerar a volta 53, liderada pelo finlandês. Revoltada, a Jordan recorreu, alegando que o resultado a ser considerado é sempre o da volta anterior à da interrupção.

A FIA demorou cerca de duas semanas para chegar a um veredicto, mas chegou. E devolveu a vitória a Fisichella, dizendo serem procedentes as reclamações da Jordan. Para não deixar o italiano tristonho, foi realizada até mesmo uma pequena cerimônia em Imola, com o próprio Räikkönen entregando o troféu ao piloto da Jordan. Quem disse que alegria de pobre dura pouco?

2- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2007

Três brigando pelo título. Hamilton com uns 75% de chances de ser campeão. Alonso com uns 35% de chances. E Raikkonen tinha uns 3% de chances. Eu apostei com papai quem iria ser campeão. Eu apostei em Hamilton e papai apostou em Alonso. Hamilton erra já no começo da corrida. Alonso continuava ali no meio. Massa liderava com Raikkonen em segundo. Hamilton fazia uma corrida de recuperação e Alonso continuava ali no meio. Já na metade da corrida, Massa deixa Raikkonen passar para Raikkonen ser o campeão de 2007. Eu e o papai perdemos a aposta.

O campeonato de Raikkonen foi o mais inesperado que eu já vi. Aposto que todos que assistiram a corrida ficaram bastante surpresos com o campeonato de Raikkonen. Não adianta negar que eu sei onde você mora. Eu sei sim.

1- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2008

Desse GP eu lembro muito bem. Massa largaria na pole e precisava vencer e torcer para Hamilton ficar em sexto para poder ser campeão. Liderou toda a prova e Hamilton estava em quinto. A chuva chega em Interlagos e todos param para botar os compostos intermediários. Apenas Glock não para e fica na frente de Hamilton que estava em quinto e com Vettel pressionando com sua Toro Rosso.

Vettel bota de lado e passa Hamilton que fica no desespero atrás do alemão. Hamilton tenta, mas não consegue chegar em Vettel. Ele precisava de um milagre para ser campeão. Massa cruza a linha de chegada e ouvimos o “FELIPE, FELIPE, FELIPE, FELIPE MASSA DO BRASIL!!!!!! , AGORA É SÓ TORCER PARA QUE HAMILTON FIQUE EM SEXTO PARA VERMOS FELIPE MASSA CAMPEÃO” . De repente todas as câmeras estão na briga entre Vettel e Hamilton. Hamilton reza para Deus, Buda, Elvis, Senna, Virgem Maria e todos os outros santos e orixás para ver se acontecia o tão sonhado milagre.

Eles fazem o Bico do Pato colados. Tudo estava caminhando para que Massa fosse campeão. Mas Glock que não tinha parado, estava lento na pista e é facilmente ultrapassado por Vettel e Hamilton. Hamilton consegue o seu milagre e cruza a linha de chegada em quinto que era o preciso para ser o primeiro campeão de F1 negro da história. Massa saiu chorando do carro e continuou chorando no pódio batendo no seu peito e olhando Hamilton sendo campeão.

Massa merecia aquele campeonato, mas tudo pro causa da Ferrari, isso não aconteceu. E essa foi a última vitória de Massa até hoje.

Hoje temos o feriado do dia das crianças.Eu vou mostrar os cinco pilotos mais jovens a pilotar um F1.

5-FERNANDO ALONSO (18 anos, 4 meses, 14 dias)


Dezembro de 1999. Como de costume, as equipes se reuniam para os últimos testes da temporada, já objetivando a próxima temporada. A Minardi, a equipe mais pobre da F1 na época sempre utilizou estes testes de final de ano para testar possíveis pilotos titulares para a temporada seguinte ou mesmo para dar oportunidades a novos talentos. E um destes talentos que testaria um Fórmula 1 em Jerez de La Frontera era um espanhol de 18 anos, baixinho e com cara de marrento. Seu nome era Fernando Alonso.

O teste de Alonso foi agendado por Adrian Campos, ex-piloto da F1 e empresário do jovem piloto, que havia sido campeão da Fórmula Nissan com 6 vitórias, 9 poles e 8 voltas mais rápidas. Uma das partes responsáveis pelo teste foi a Telefonica, patrocinadora de Alonso e da Minardi. Todos queriam saber como se portaria o piloto, uma das esperanças de um país que só possuía títulos no motociclismo. Um fator indicava que não daria para fazer muito: a chuva torrencial que caía sobre Jerez. Dificilmente Alonso impressionaria nessas condições, em um carro tão ruim.

O espanhol, no entanto, surpreendeu a todos. Dentre os seis novatos na pista, Alonso foi o mais rápido de todos, andando 3,5 segundos mais rápido que o segundo mais rápido entre os outros novatos. O ex-chefe da Minardi Cesare Fiorio deu o testemunho mais surpreendente: “Na primeira volta, no asfalto encharcado, ele freou no mesmo lugar que Barrichello, que andava com a Ferrari. Tive de chamá-lo imediatamente para os boxes”, contou Fiorio. Alonso perguntou qual era o problema. ”Nenhum, mas se você continuar assim, vai arrumar um grande acidente. Eu mandei você ir devagar!” respondeu Fiorio. E Alonso rebateu: “Mas eu estou devagar…”

4-SEBASTIAN VETTEL (18 anos, 2 meses, 24 dias)


Em setembro de 2005, a Williams anunciou que daria um teste ao campeão da Fórmula BMW ADAC do ano anterior, um moleque cabeçudo e com cara de tonto chamado Sebastian Vettel. Apesar da aparência estranha, Vettel era considerado alguém que chegaria à Fórmula 1 em questão de alguns poucos anos. Sua performance na Fórmula BMW havia sido avassaladora: 18 vitórias, 14 poles-positions e 20 pódios em 20 corridas. Na Fórmula 3, vinha liderando o campeonato de estreantes e estava entre os seis primeiros no campeonato. Como ignorar um cara assim?

Vettel ganhou o teste por intermédio da BMW, fornecedora de motores da equipe de Frank Williams e promotora do campeonato vencido por ele em 2004. E assim o teste aconteceu. Ele foi a Jerez para testar o Williams FW27 no dia 27 de setembro de 2005. O tempo estava bom e o alemão conseguiu dar 25 voltas. A melhor foi 1m21s364, 3s4 mais lenta que a do titular Mark Webber e 2s1 mais lenta que a do test-driver Nico Rosberg. Para alguém que estava no comecinho da carreira ainda, nada mal.

3-ALEXANDER ROSSI (18 anos, 2 meses, 6 dias)


A BMW é mesmo muito generosa. Antes de largar todo mundo na mão no final do ano passado, a montadora de Bayern mantinha um polpudo programa de incentivo e patrocínio a pilotos germânicos e não-germânicos com algum futuro. Os melhores eram chamados para fazer uns dias de testes com sua equipe na Fórmula 1, projeto existente desde os tempos da Williams. É evidente que os alemães receberam uma atenção bem maior, mas um entre os que não nasceram na terra de Schumacher se destacou exatamente pela pouca idade. Este é o americano Alexander Rossi.

Rossi não é o primeiro moleque a testar um carro da BMW. Na verdade, vários dos que testaram poderiam estar aqui nesse ranking perfeitamente: Christian Vietoris, Marco Holzer, Esteban Gutierrez, Phillip Eng e por aí vai. Mas Alexander é o mais novo deles. E um dos mais espetaculares. Ele chamou a atenção da BMW após vencer, com extrema folga, a Fórmula BMW das Américas em 2008. Foram 10 vitórias, 9 poles-positions e 12 pódios em 17 etapas. Não foi tão espetacular como Vettel, mas ainda assim impressionou muito.

No momento em que a BMW Sauber anunciou o teste com Rossi e com o mexicano Gutierrez, já se sabia que a montadora não permaneceria na Fórmula 1 em 2010. O teste foi dado como parte do protocolo a ser cumprido: se ganhou a Fórmula BMW, merece o teste. Os dois jovens pilotos da América do Norte foram a Jerez para participar da sessão de testes entre os dias 1 e 3 de dezembro de 2009. Alexander Rossi andou apenas no primeiro dia, deu 82 voltas e ficou com o sétimo melhor tempo, 1m20s227. Vale notar que todos os 12 pilotos que estavam na pista nunca haviam feito uma corrida de Fórmula 1. Porém, Rossi era um dos mais inexperientes. Um desempenho razoável de um cara que pretende erguer o nome dos EUA nos pódios da Fórmula 1 do futuro.

2-NICO ROSBERG (17 anos, 5 meses, 6 dias)


Antes de Nabil Jeffri, Nico Rosberg havia sido o único piloto da história a andar em um carro de Fórmula 1 com menos de 18 anos de idade. No Brasil, Nico não poderia abrir uma empresa, se candidatar a vereador, dirigir ou ir preso e também não seria obrigado a votar. No entanto, poderia esfregar na cara dos colegas de escola que já havia andado em um carro de Fórmula 1. Frank Williams, que gosta de encontrar pilotos jovens e talentosos para contratá-los sem ter de pagar muito, deu uma oportunidade ao filho de Keke Rosberg, campeão de 1982 pela mesma equipe, para andar em seu FW24.

O teste foi realizado no dia 3 de dezembro de 2002 no circuito de Barcelona. Rosberg, com 17 anos e cara de menininha, participaria do teste junto com outros 11 pilotos. Um deles,o francês Olivier Panis, era quase 19 anos mais velho do que ele. Assim como Vettel e Rossi, Nico Rosberg ganhou o teste por intermédio da BMW. Vale lembrar que ele havia sido campeão da Fórmula BMW ADAC naquele mesmo ano. O que mais chamava a atenção, no entanto, era o sobrenome. Ser filho do Keke é algo a ser sempre relevado.

Rosberg fez 38 voltas e conseguiu agradar a muitos. Seu tempo de 1m21s069 era 2s8 mais lento do que o de Juan Pablo Montoya e apenas 1s6 pior que o do test-driver Marc Gené. O alemãozinho podia até se dar ao luxo de dizer que havia superado um outro piloto com o mesmo carro. Dirk Müller, piloto da BMW no ETCC, também havia sido convidado para testar e foi seis décimos mais lento do que Rosberg. Por mais que eu não goste do atual companheiro de Schumacher na Mercedes, reconheço que a genética funcionou.

1-NABIL JEFFRI(por volta de 16 anos e 10 meses)

Em 2010,a Lotus convidou o malaio Nabil Jeffri para entrar na história.Jeffri pilotou um Lotus T127 no aeroporto de Duxford.O teste era apenas para fazer testes aerodinâmicos,mas para Jeffri foi talvez como realizar um sonho.Jeffri era uma sensação malaia nos karts,mas a ida para os monopostos ano passado foi bastante díficil para o pequeno prodígio.

A história é bem pouco conhecida,mas já está marcado para sempre na lista de recordes na F1.Tomara que ele não tenha sido ruim como o outro malaio chamado Mohamed Fairuz Fauzy.

Feliz dia das crianças!

Estou terminando de falar dos carros de 2006,mas não esquentem.Ainda vou falar dos carros de 2007 na próxima.

Com as mudanças do regulamento para a temporada de 2006, a Renault mais uma vez conseguiu montar um carro vencedor, o R26. A primeira vista, quem compara os modelos de 2005 e 2006 da Renault, pode dizer que são pequenas as diferenças, mas a verdade, é que as mudanças foram boas o suficiente para garantir o segundo campeonato de Fernando Alonso.

Os motores deixavam de ser os potentes V10, para os V8. A Renault conseguiu utilizar esta modificação, para melhorar o desempenho do carro. Um exemplo, é que o V8 precisa de menos ventilação para se manter em uma temperatura boa, e sendo assim, as entradas de ar diminuíram, assim como os radiadores. A caixa de câmbio agora era feita de titânio, e tinha 7 velocidades. Porém algumas coisas foram mantidas, como a suspensão, que possuía um bom desempenho mecânico, tanto como aerodinâmico.

O R26 mostrou-se muito confiável durante toda a temporada, terminando todas as corridas com Alonso na temporada. Disputando com seu maior rival, a Ferrari 248 F1, o bólido sempre frequentava as primeiras posições, e sempre era cotado como o favorito para as corridas do campeonato. Ao final do ano, a Renault somava mais um título de Contrutores, e mais um Mundial de Pilotos, pelas mãos do espanhol Alonso.

Dados:

Equipe: Renault F1

Designers: Bob Bell
                Tim Densham
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Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono

Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, sistema pushrod ativado, independente (suspensões dianteira e traseira)

Motor: Renault RS26, 2.4 litros, montado longitudinalmente, aspirado naturalmente, 90° de inclinação. 95 kg de peso.

Transmissão: Caixa de marchas feita de titânio, montado logitudinalmente, 7 velocidades e uma marcha reversa. Sequencial, semi automática

Combustível: Elf

Pneus: Michelin
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Pilotos:
1 Fernando Alonso

2 Giancarlo Fisichella
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Pontos: 206

Corridas: 18

Vitórias: 8

Poles: 7

Voltas mais rápidas: 5

Posição no Mundial de Construtores: 1° lugar

Tuíter

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