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Às vésperas de Spa-Francorchamps, sem tv a cabo, vendo as propostas de Luiz Navarro para prefeito e voltando aos poucos à vida escrava interneteira. Uma notícia aparece na telinha (colaboração de Leandro Verde e de Américo Teixeira Junior) de 14 polegadas do meu notebook sem ponto de interrogação. Uma fonte com estreitas relações com a FIA e a Ferrari, surpreendeu ao dizer que Felipe Massa iria permanecer na Ferrari em 2013.

Buemba! como diria alguém. Por que motivos (ou diabos, escolham a expressão que combina mais) os ferraristas iriam querer que Felipe continuasse na Ferrari em 2013, mesmo com sua má fase, o infame décimo quarto no campeonato e a Autosprint pegando no pé colocando Sergio Perez e Heikki Kovalainen no emprego do são paulino?

Simples. A Ferrari sabe que o carro não é bom e que Fernando Alonso é mágico. Se conseguirem repetir um carro ao menos tão bom quanto o F10 de 2010, em 2013, Alonso poderá andar bem mais que esse ano, e Felipe também poderá voltar a brigar por pódios ou até mesmo por vitórias.

Além do mais, Felipe Massa e Fernando Alonso são grandes amigos. E Alonso tem grande influência na Ferrari. Uma frase basta. O presidente da Ferrari, Luca Di Montezemolo já declarou que quer que Massa permaneça na equipe.

Por que mostrei uma foto de dois anos atrás para ilustrar algo atual? Nada. Só queria lembrar da última vez em que Felipe liderou o campeonato. A propósito, foi em Sepang, 2010. Quando Alonso abandonou a duas voltas do final e deu a liderança para o brasileiro.

Mas como já disse, se não der para que Felipe continuar na Ferrari, temos bons substitutos. Bruno Senna está ganhando pontos com as equipes grandes. E Felipe Nasr e Luiz Razia tem grandes chances de irem para a F1 daqui a um ou dois anos. Nasr tem bastante telento e Razia tem grandes chances de ser campeão na GP2. Não esqueçamos do Victor Guerin que está fazendo boas provas na GP2, mas ainda é muito novo e precisa de experiência.

Luiz Razia e Felipe Nasr podem ser a esperança do Brasil na F1. Não liguem para o Davide Valsecchi

A propósito, me desculpem por quase um mês fora de contato. Problemas e problemas pessoais. E também estava com preguiça de postar alguma coisa aqui. Me desculpem. Não me abandonem.

Hoje, a Autosprint, uma revista italiana que adora colocar outras pesssoas no lugar de Felipe Massa em 2013, falou que a Ferrari havia deixado expirar na quinta-feira uma opção no atual contrato, que poderia fazer com que Felipe renovasse com os italianos por mais um ano.

E como fazem normalmente ao falar de Felipe, buscaram um possível substituto para Felipe. Falaram em Jenson Button, Nico Hulkenberg e até mesmo Heikki Kovalainen! Mas será mesmo? Felipe Massa vem de alguns resultados bons como em Silverstone onde quase conseguiu um pódio. Eu sei. Foi há umas duas ou três semanas. Em Hockenheim, vinha para outro bom resultado, mas o além não permitiu.

Ainda mais porque percebe-se que houve uma boa melhora desde o começo do ano. Dele e do carro. Hoje nos treinos de sexta em Hungaroring, Massa foi o sétimo, atrás 6 décimos de Alonso. No segundo treino livre, ele foi o quarto, logo a frente de Alonso. No começo do ano, era algo impensável Massa estar a menos de um segundo de Alonso.

Mas como os brasileiros são um povo que vive metendo pressão nos esportistas, isso não significa nada. Para a maioria, o que importa é que ele esteja brigando pelo topo. Onde você procurar sobre Felipe Massa, você vai ver algo como “Massa está pressionado” ou “Bruno está pressionado”. São uns idiotas.

Bruno Senna também andou bem hoje

O outro brasileiro na F1, Bruno Senna, também é apontado como fora da Williams em 2013. Com Valtteri Bottas andando bem nos treinos de sexta aonde atua, surgiram boatos de que Bottas fosse o segundo piloto da equipe de Grove em 2013. Tudo por causa que Christian “Toto” Wolff entrou na equipe como diretor-executivo da equipe. Toto teria uma simpatia por Bottas, e como o segundo mais poderoso na Williams, poderia muito bem mandar um dos pilotos atuais para a rua.

Pastor Maldonado tem MUITO dinheiro, anda rápido principalmente em circuitos de rua, mas bate muito. O venezuelano não chega nos dez primeiros na maioria das vezes, mas quando chega, ele sempre anda lá na frente. Bruno Senna tem dinheiro, é rápido principalmente na chuva, mas tem um pouco de azar. Chega na maioria das vezes entre os dez primeiros, mas sempre está brigando por um sétimo ou um oitavo.

Maldonado tem mais pontos, mas só pontuou em duas ocasiões e só tem mais pontos por causa de sua vitória em Barcelona. E Rafael já não marca pontos faz cinco finais de semana. Já Bruno Senna pontuou em cinco ocasiões, e poderia ter pontuado em mais corridas se não fosse o destino. Tem como melhor posição em Sepang na chuva, um sexto. E também tem um sétimo na China.

Se Felipe e Bruno não continuarem em 2013, alguém poderá representar o Brasil em 2013? Mas é claro que sim. Temos 3 brasileiros na GP2 em 2012.

Felipe Nasr tem talento. Tem três pódios esse ano em Sepang, Silverstone e Hockenheim. Mas ainda é um novato e inexperiente. Precisa de ao menos mais um ano na GP2 para sonhar com a F1. E precisará mostrar todo o seu talento o resto desse ano e ano que vem. Seria algo muito, muito surpreendente se alguma equipe da F1 o contratasse para ser um segundo piloto em 2013.

Victor Guerin saiu do kart faz uns 4 anos e é muito novo e ainda terá que fazer 1 ou 2 anos na GP2 para ter alguma chance de F1, apesar de estar mostrando boas passagens pela fraca Ocean Racing, demonstrando ser um bom piloto na chuva.

Mas o cara que tem mais chances de ir à F1 em 2013 é Luiz Razia. Razia já tem 4 vitórias na GP2 e nunca esteve em tão boa fase na GP2. É o líder do campeonato com 10 pontos de diferença para o segundo colocado, Davide Valsecchi. Se conseguir ser campeão da GP2, já tem 1 pé e meio na F1. Já que Bernie Ecclestone quase que obriga ter o campeão da GP2 na F1 no ano seguinte. Ele quase que obrigou a Toro Rosso ter uma vaga para Giorgio Pantano em 2009.

Mas se Razia for para uma equipe pequena, se não fizer milagre, praticamente tem sua carreira quase que acabada. Já que não poderá mostrar seu talento numa HRT ou numa Marussia. E poderá sofrer a mesma coisa que os brasileiros sofreram entre os anos de 1995 até 1999. Um desprezo por parte dos brasileiros que torcem para time que tá ganhando e mandam se lixar os times que vivem perdendo tanto quanto os New York Mets ou o Íbis de Pernambuco.

Se Massa e Senna continuam na F1, nínguem sabe. Se Razia poderá representar o Brasil em 2013, nínguem sabe também. O que podemos fazer é esperar o tempo passar e ver o que acontece.

Nunca a Espanha esteve tão bem na foto na F1. Com Fernando Alonso com uma sorte incrível e Pedro de la Rosa brigando com as Marussias todas as corridas, mas quem se importa com o ex-Sauber. Alonso é a bola da vez esse ano. Não adianta torcer contra ele. Ele sempre vai estar ali em primeiro ou no pódio.

Há uns 5 meses, seria loucura dizer algo assim. Na Austrália, o F2012 foi tachado e bastante criticado pelo péssima atuação na classificação e na corrida. Basicamente, foram quatros fins de semana de xingamentos e ofensas para a mãe de Nicolas Tombazis. Eu sei, teve o GP da Malásia onde Alonso venceu, mas aquela corrida foi tão amalucada que até Karthikeyan tinha chances de marcar os seus primeiros pontos limpos da história.

Mas alguma coisa aconteceu a partir da etapa da Catalunha. Algo como um pacto com o demônio ou sete trevos de quatro folhas. Basicamente, em todas as provas desde a etapa catalunhana o espanhol brigou pela vitória.

Na Espanha, não conseguiu a vitória porque Maldonado estava em um fim de semana inspirado. Em Mônaco, a impossibilidade de ultrapassagens foi um mal que não deixou nínguem, inclusive Alonso, fazer nada além de uma ameaçada ou um risco no guard-rail. No Canadá, a péssima estratégia de andar 60 voltas com os mesmos compostos lhe fez perder quatros posições em poucas voltas.

Na Europa, Alonso venceu de forma mágica e extraordinária por conta das quebras de Romain Grosjean e de Sebastian Vettel. Em Silverstone, novamente os pneus fizeram a diferença e Alonso acabou ficando em segundo. Em Hockenheim, outra vitória de ponta a ponta sem ser perturbado pelos adversários.

Essa vitória em Hockenheim foi a gota d’água para os céticos, anti-Alonsos e veneradores do Takuma Sato. Alonso abriu 24 pontos em relação ao segundo colocado, Mark Webber, no campeonato de pilotos. A imprevisibilidade do começo do campeonato praticamente se foi e Alonso ruma ao tri.

Mark Webber anda bem em um corrida e anda no meião em três, não confio nele na disputa pelo título. Sebastian Vettel já tem poucas balas no cartucho para ameaçar Alonso. Kimi tem consistência e sempre anda bem, mas a Lotus não tem pilha para brigar pelo título. Hamilton, Rosberg e Button não estão com a bola toda.

Por isso finalizo este post com a pergunta: quem é capaz de parar Alonso?

PS: Me desculpem pelos dias fora de combate. Netbook novo onde 5 botões não funcionam. Usando o antigo.

Provavelmente, você não deve conhecer Giancarlo Martini. Mas ele é o pai do Pierluigi. Isso, aquele Pierluigi Martini que conseguiu botar uma Minardi na primeira fila num GP aí. Vamos para a história. No ano de 1972, Giancarlo Minardi adquiriu a equipe da família. Era a Scuderia del Passatore. E Giancarlo Martini acabou por ser o piloto da Del Passatore.

A parceria até que deu certo. Martini foi vice-campeão da F-Italia correndo pela Del Passatore em 1973. Em 1974, a Del Passatore mudou de nome para Scuderia Everest. E Giancarlo Minardi adquiriu dois March 742 para Martini e o novo piloto. Um tal de Lamberto Leoni. Martini foi o décimo sexto. Em 1975 e 1976, a Everest migrou para o Campeonato Europeu de F2. Continuando com os mesmo Marchs 742. O melhor resultado da equipe foi um terceiro em Thruxton com Martini fazendo bela ultrapassagem sobre Hector Rebaque no final da prova.

No ano seguinte, Giancarlo Minardi conseguiu um contrato de 3 anos com a Ferrari para correrem com 312Ts novinhos. Mas só em corridas sem muita importância. E o acordo ainda incluía a Everest usar motores Ferrari Dino V6. E assim eles correram com o Ferrari 312T em algumas corridas com tão pouca importância de que eu não vou falar quais eram.

E uma dessas corridas que não valiam nada, foram a Corrida dos Campeões de Brands Hatch de 1976 e o Troféu Internacional de Silverstone de 1976. Giancarlo Minardi emprestou o já emprestado 312T para Giancarlo Martini poder correr nas duas etapas. Ambas as corridas foram corridas “apadrinhadas” pela F1.

Martini acelerando com a falsa Ferrari em Brands Hatch, 1976

Na Corrida dos Campeões/1976, Martini abandonou ainda na volta de apresentação. Já no Troféu de Silverstone de 1976, Martini conseguiu completar a prova, mas uma volta atrás. Sabiamente, a Scuderia Everest resolveu se concentrar apenas na F2. 10 anos depois, Giancarlo Minardi ingressou na F1 com sua equipe que levou seu sobrenome até 2005.

Poucas pessoas sabem dessa história. Se você procurar em sítios de pesquisa como a Wikipedia ou sei lá onde, vai aparecer que Martini correu pela Ferrari, mas não é verdade. Ele correu pela Scuderia Ferrari Everest, que na verdade era a Scuderia Everest que virou aquela equipe que vocês já sabem qual era.

E quando perguntarem quando a Minardi estreou na F1, digam que foi em 1976, e não em 1985. Essa foi a história da verdadeira estréia da Minardi na F1.

Lewis Hamilton, McLaren, 2012 Monaco Formula 1 Grand Prix, Formula 1

Lewis Hamilton e uma Sauber. Mas os ferraristas não deixam de aparecer ali no prédio próximo a curva Loew’s .

Esse carro é uma bosta vermelha e branca!

Duas da manhã. Essa foi a hora em que tive de acordar hoje. Mas o treino não foi à três da madruga? Para vocês que moram num lugar que segue o horário de Brasília, sim, foi três horas. Mas aqui no norte do Brasil, tudo passa uma hora mais cedo do que vocês.

Continuando, eu acordei duas da madruga para ver o treino. Quando deu duas horas, o despertador no meu celular, que é igualzinho ao celular do Ferdinand da novela “Fina Estampa” , tocou. Musiquinha chata, mas que acorda na hora. No começo, me perguntava o porquê de eu estar acordando naquele momento.

Levanto a minha cabeça, desligo o despertador. Aí eu me lembro de que eu ia ver o treino classificatório do GP da Austrália de F1. Acordo morrendo, mas acordo. Saio do quarto, onde meu irmão está dormindo profundamente. Meu irmão não assiste F1. Ele não gosta, por motivos que desconheço. Por isso, vou para a sala, onde só posso acordar os ratos que vivem na cozinha.

Acendo a luz. Ligo a TV. O treino já estava com três minutos da Q1. Petrov estava saindo com sua Caterham e percebo que não tinha perdido nada naqueles três minutos que tinham rolado. Deito no sofá. O sofá está com o braço direito quebrado. Então apoio minha cabeça no braço esquerdo do sofá.

Passa o tempo. A Q1 só serve para torcer para a HRT (time que torço, não me julguem) . Nem a minha torcida ajudou. Novamente, a HRT não passou do limite dos 107% e não vai correr hoje de madrugada. Também com pilotos como Pedro de la Rosa e Narain Karthikeyan, o que podemos esperar da pequena Minardi espanhola. Também estava torcendo para Felipe Massa. Massa por pouco não passou para a Q2. Ele tirou Raikkonen. O finlandês deu uma escapada sozinho no setor 3.

Penso que é só um pequeno sustinho de Q1. Pensamento errado. Alonso escapa e abandona a qualificação. Beleza, melhor pro Massa que ganharia mais uma posição. Pensamento errado. Na verdade, pensei várias vezes errado naqueles 15 minutos de Q2. Massa abre sua última volta rápida.

Imediatamente, eu digo: “Vamo Felipe, tem um menino em Manaus que ainda acredita em você. Não me decepcione.” . Filha da mãe. Me decepcionou. Ele desistiu de sua última volta rápida. Tentei torcer para Bruno Senna, mas ele não conseguiu fazer milagre com sua Williams paupérrima.

Essa Williams é ruim, mas Bruno Senna ainda tem a minha torcida

Imediatamente, eu levanto minha cabeça e bato com ela no braço esquero do sofá, onde ela estava apoiada. Olho para o alto e dou um suspiro decepcionado.

Nem os erros gramaticais de Galvão Bueno (“aconticeu” , pelo amor de Deus) puderam me animar novamente. Para quem eu ia torcer na Q3? O pessoal da Globo faz aquela aposta de quem vai ser o pole. Aposto que vai ser o Button, mas mudo radicalmente minha opinião e aposto no Schumacão e sua Mercedes.

Mas Hamilton e Button provaram que o “ornitobico” foi uma completa perda de tempo das outras equipes e marcaram a dobradinha da McLaren em Melbourne. Não tivemos o dedo indicador de Vettel para o alto. Tivemos seis dedos para o alto. Romain Grosjean surpreendeu a todos e cravou a terceira posição no grid ao lado de Michael Schumacher. Minha aposta para a pole.

Voltando ao tema do título. Felipe Massa me decepcionou profundamente. Sabia que o carro não era bom o suficiente para abocanhar a segunda, primeira ou a terceira fila do grid. Mas não esperava que o carro fosse tão ruim, a ponto de Massa ficar atrás das Williams de Bruno Senna e Pastor Maldonado e de Fernando Alonso que mal completou o treino da Q2.

Esperava que ele conseguisse ao menos uma nona posição, ou quem sabe até um oitavo. Mas isso não abalou. Vou continuar torcendo para Felipe Massa. Bruno Senna também tem a minha torcida. A esperança é a última que morre. Ainda acredito em tu, Felipe Massa. Você é meu ídolo.

Então, eu levantei do sofá. Bocejei um pouco. Ajeitei a torneira da cozinha que estava pingando. Apagei a luz, desliguei a TV, abri a porta do quarto e fui dormir. Mas decepcionado. Mas para animar um pouco, fiquem com essa foto engraçadinha que achei por aí.

Estava querendo fazer a continuação da Novela das 7 da ATS, mas estou com preguiça. Então, vou fazer uma breve homenagem ao Rubinho. Ontem foi anunciado que Narain Karthikeyan vai ser o companheiro de equipe de Pedro de la Rosa na única equipe que tinha uma vaga disponível na F1 em 2012.

Karthikeyan e Barrichello disputando posições na China e em Montreal

Barrichello estava sem a vaga na Williams após Bruno Senna ser anunciado pela equipe de Grove. Barrichello só tinha como opção a HRT. Rubens só tinha encarado a posição de estar voltas atrás nos tempos da Honda em 2007 e 2008. Mas Barrichello tinha declarado no Twitter que ainda não tinha desistido da F1.

Tinha gente de olho naquela vaga da HRT. Não tinha muitos, mas era o que tinha. Na disputa tinha, Narain Karthikeyan, Vitantonio Liuzzi, Giedo Van Der Garde e Lucas di Grassi. Barrichello precisava de patrocinador, mas depois fez um teste com um carro de F-Indy no circuito de Sebring, as chances foram para o ralo.

Você que nasceu nos tempos de Senna, Prost, Piquet e Mansell. Deve se lembrar na primeira corrida de Rubens Barrichello no GP da África do Sul em Kyalami em 1993.

Rubens Barrichello na sua primeira corrida de F1

Barrichello abandonou na volta 31 com problemas no câmbio. O carro não era lá essas coisas, mas já dava para fazer uma estréia na F1. Com a Jordan, também dava para marcar seus primeiros pontos. E eles vieram no final daquele distante ano de 1993. Mais precisamente no GP do Japão no lendário circuito de Suzuka.

Barrichello conseguiu chegar em quinto e marcar dois pontos. Nada mal para um estreante. 94 veio e Barrichello começou muito bem com um quarto lugar no seu vizinho Interlagos e seu primeiro pódio em TI Aida. Com tamanhos resultados, 94 ia ser bom demais para Barrichello. Bom até demais. Barrichello conseguiu sua primeira pole em Spa-Francorchamps, mesmo com aquela chicane enfiada no meio da Eau Rouge.

Barrichello ponteando o GP da Bélgica de 1994, após passar pela estúpida chicane da Eau Rouge

94 foi o melhor ano de Barrichello até 1999. Com um Stewart SF-3. Barrichello marcou sua segunda pole-position em Magny-Cours. Barrichello marcou 21 pontos em 99.

França 1999: a segunda pole de Barrichello

No final de 1999, Barrichello foi contratado pela Ferrari como parte de uma troca feita pela equipe de Maranello com a Jaguar (que tinha comprado a Stewart) . Barrichello foi para a Ferrari e Eddie Irvine foi para a Jaguar Racing.

Alemanha 2000: a primeira vitória

Em 2000, Barrichello marcou 62 pontos e terminou em quarto no campeonato. Em 2001, Barrichello não conseguiu nenhuma vitória e nem mesmo uma pole para animar, mas apesar disso, Barrichello passou o ano todinho no pódio. Me recuso a falar de 2002 para Barrichello.

 

Espirrobergue 2002: sentimento de ódio de vários brasileiros

Indiana 2002: a devolução da macacada

2003 veio e desta vez, a Ferrari não fez um carro bom para Barrichello. Mas Barrichello conseguiu duas vitórias em Silverstone e em Suzuka. Barrichello terminou em quarto no campeonato.

Em 2004, foi um ano difícil para Barrichello e Barrichello só foi vencer no final do ano na Itália e na China. Mas mesmo com essas vitórias, a torcida brasileira ainda guardava mágoa da Austria 2002 e Barrichello veio desacreditado para o GP Brasil de 2004.

Passou 2004 e veio um péssimo 2005. A Ferrari não conseguiu fazer um bom carro e Barrichello teve de amargar ficar atrás das duas Toyotas na classificação geral. Barrichello não conseguiu nenhuma vitória e teve como melhor posição 2 segundos lugares na Austrália com o carro de 2004 e nos EUA com apenas seis carros correndo.

2005: ano difícil para Barrichello

Em 2006, Barrichello não ia mais correr pela Ferrari e migrou para a novata Honda. A Honda tinha um carro bom, mas o carro não era bom o suficiente para conseguir um pódio. Barrichello teve como melhor resultado um quarto lugar na Hungria e em Montecarlo. Mas esse quarto lugar foi ofuscado pela vitória de seu companheiro de equipe Jenson Button.

Hungria 2006: corrida boa, mas ofuscada pela vitória de seu companheiro

Após um bom 2006, Barrichello esperava um melhor ainda 2007. Mas foi o contrário. A Honda construiu um péssimo carro e Barrichello passou 2007 zerado, coisa que nunca tinha acontecido com Rubinho na F1. Tendo como melhor posição um nono em Silverstone. O carro era confiável, mas esse não era o problema. O problema era que o carro era muito lento.

 

2007: o pior ano de Barrichello

2008 veio e a Honda mais uma vez criou um carro ruim. Na Austrália, ele ainda conseguiu marcar seus primeiros pontos desde Brasil/2006. Mas ele foi desclassificado por motivos que esqueci qual eram. Mas ele consegue marcar 5 pontos, 3 em Mônaco e 2 em Montreal. Mas ele tirou leite de pedra mesmo na etapa de Silverstone ao conseguir um excelente terceiro lugar e ainda terminar na volta do líder. Tudo isso graças ao seu grande talento na chuva.

Inglaterra 2008: tirando leite de pedra

No fim de ano, a Honda faliu e Barrichello se viu sem emprego. Mas Ross Brawn apareceu e comprou o antigo espólio da Honda e Barrichello conseguiu continuar na F1. A Brawn GP criou um ótimo carro. Confiável e veloz. Isso lhe rendeu a vitória de número 100 do Brasil em Valência e a vitória 101 em Monza. Mas isso não foi o suficiente nem pra ficar em segundo no campeonato.

Valência 2009: homenagem e volta as vitórias

Itália 2009: a última vitória

Brasil 2009: a última pole

Em 2010, Barrichello realizou seu sonho de correr pela Williams. O carro não era bom, mas também não era ruim. Barrichello consegue como melhor resultado um quarto lugar em Valência, 47 pontos e o décimo lugar na classificação.

Valência 2010: A melhor corrida dele em 2010

Em 2011, mais tempos difíceis. A Williams não consegue fazer um carro bom e Barrichello passa o ano nas posições intermediárias. Mas o ano não foi só resultados ruins. Barrichello consegue marcar 4 pontos, 2 em Mônaco e 2 em Montreal.

Canadá 2011: corrida muito louca

Brasil 2011: a última corrida

Barrichello merecia continuar na F1, mas nessa F1 de hoje. Nem o talento vence o dinheiro.

Hoje de manhã, com umas olheiras do caralho. Fui na padaria comprar pão e o jornal 10 Minutos. Compro o pão e pago 25 centavos para comprar o jornal. No caminho, costumo folhear o jornal e ler a seção de esportes. Olho então e vejo a foto de Felipe Massa e as letras em negrito, Felipe Massa vai ser o primeiro a testar o Ferrari MP4/27. Credo! A Ferrari e a McLaren se fundiram e criaram um Ferrari MP4/27!

Imediatamente percebo que é só um otário que escreveu errado a manchete no jornal. Para se ter uma idéia o quanto esse jornal é vagabundo, eu li uma manchete onde estava escrito “clique aqui” na manchete. Tomare a Ferrari do ano que vem não se chame MP4/27.

Normalmente eu não faria uma retrospectiva. Não sou dessas coisas. Apesar de adorar ver uma retrospectiva na TV Globo ou blog do Bandeira Verde. Vou dizer porque não gosto de fazer uma retrospectiva. Dá muito trabalho e eu teria de fazer um texto longuíssimo. Então vou aproveitar que essa é a última semana de 2011, para usar esses últimos 5 dias para fazer uma retrospectiva que usará esses cinco dias inteiros. Hoje falaremos das 12 equipes que se aventuraram durante essas 19 etapas de 2011.

Para melhorar mais, vou dar saldos para cada equipe. Veja os saldos que vou dar:

  • Saldo bastante positivo
  • Saldo positivo
  • Saldo mais ou menos
  • Saldo negativo
  • Saldo bastante negativo

Red Bull Racing

Mark Webber Sebastian Vettel of Germany and Red Bull Racing leads team mate Mark Webber of Australia and Red Bull Racing early in the Brazilian Formula One Grand Prix at the Autodromo Jose Carlos Pace on November 27, 2011 in Sao Paulo, Brazil.

A Red Bull realmente me surpreendeu em 2011. Esperava um campeonato disputado, mas apenas vi o domínio espetacular do pequeno alemão de Heppenheim. O carro não era lá essas coisas em retas, mas era o melhor nas curvas. Isso ficou bem claro na Índia com Vettel e Webber andando mal no primeiro setor, mas o mais rápido num segundo e terceiro setor dominado por curvas.

Vettel dominou, isso ficou bem claro. Quanto ao Webber, apenas foi um coadjuvante. No final, um saldo bastante positivo para a equipe das latinhas.

Vodafone McLaren Mercedes

 

Em 2011, a McLaren claramente foi a segunda melhor equipe de 2011. Apesar da equipe ser a segunda melhor, sempre quis dar uma beliscadinha ali na supremacia da Red Bull. Apesar de vários achaream que a dupla Hamilton-Button era a melhor da F1 atual. Essa dupla foi a mais diferente dessa temporada.

Hamilton era agressivo (até demais) e impulsivo. Já Button é um Elio de Angelis da atualidade, gentleman, estratégico e agressivo na hora certa. A única coisa igual nessa dupla foi que eles venceram 3 corridas cada. Saldo positivo e segunda melhor equipe com sobras em 2011 para a equipe de Woking.

Scuderia Ferrari

A equipe que deu inspiração ao nome desse blog não foi páreo para a McLaren e para a Red Bull. O carro foi pior do que o de 2010 e o de 2009 juntos. Pelo menos levaram uma vitória para casa em Silverstone após a McLaren e a Red Bull fazerem suas trapalhadas nos boxes. Na foto, a cena mais comum de 2011: Alonso na frente de Massa.

Massa sofreu com vários problemas e com a pressão imposta por idiotas que acham que brasileiro tem ganhar em todas. Alonso foi melhor, mas não foi o suficiente para parar a McLaren e Red Bull. Saldo negativo para a equipe de Maranello.

Mercedes GP Petronas F1 Team

A Mercedes novamente não surpreendeu como dizia em meados do início de 2010. Esse ano ficou ficou disputando posições com Forces India e Saubers. Mas esse ano foi pior do que de 2010. Schumacher não pode fazer muita coisa, apesar de fazer belas corridas de recuperação como na Bélgica. Rosberg novamente foi rápido, mas não o suficiente. Rosberg sempre esteve dando trabalho principalmente para Massa (na Alemanha, Massa demorou mais de 20 voltas para fazer a ultrapassar) .

Quarto lugar no campeonato com sobras. Mas mesmo assim, saldo negativo para a equipe que usa pasta de dente na lateral do carro.

Lotus Renault GP

A Lotus Renault tinha tudo para ser a quarta melhor equipe de 2011, mas declinou do segundo semestre pra cá. E ainda por cima, quase perdeu o posto de quinta melhor equipe para a Force India. A Lotus preta escapou por 3 pontos da Force India de Lego. A equipe começou 2011 com a dupla Kubica-Petrov, mas o acidente de Kubica fez com que a dupla mudasse para Heidfeld-Petrov. Mas Heidfeld andou mal e a dupla mudou-se para B.Senna-Petrov.

Bruno não andou mal no começo, mas declinou da Itália pra cá. Das duplas da Lotus Renault em 2011, apenas Petrov conseguiu de manter em todas as duplas em 2011. Saldo mais ou menos para a Lotus preta e dourada.

AT&T Williams

A Williams foi a maior decepção de 2011. Barrichello não conseguiu fazer milagre com a sua Williams e Maldonado tampouco. Barrichello salvou a equipe ao marcar 4 pontos (2 em Montecarlo e 2 em Montreal) . Maldonado conseguiu marcar 1 ponto em Spa, mas foi o segundo pior estreante com sobras.

No final, a Williams foi melhor só que as equipes nanicas que chamamos de Caterham, Marussia e HRT. Saldo bastante negativo para a equipe de Sir Frank.

Force India Formula One Team

A Force India conseguiu de vez ser a sexta melhor equipe da F1. E não conseguiu ser mehor por 3 pontos. Após não conseguir a sexta posição ano passado por 1 ponto, será que ano que vem a equipe não vai conseguir a quarta posição por 2 pontos e por aí vai. De olho na Force India ano que vem digo eu. Sutil começou o ano levando surra de Di Resta, mas depois mostrou quem é que manda naquela equipe. Quanto ao Di Resta, brigou o ano todo com Sergio Perez como o melhor rookie do ano e se saiu melhor.

Saldo bastante positivo para a equipe do Rio Ganges.

Sauber F1 Team

A Sauber tinha tudo para brigar duro com a Williams e Force India pelo sexto posto no campeonato. Comuçou o ano da melhor forma possível, mas viu a Force India evoluir e fazer uma ultrapassagem facílima. Restou a equipe de Peter Sauber brigar com a Toro Rosso pela sétima posição e usou a falta de retas longas de Interlagos para garantir a sétima posição sobre a rival taurina e paupérrima. Kobayashi não surpreendeu muito esse ano. Perez deu um susto ao bater de lado na Chicane do Porto. Voltou para o Canadá, mas não se sentiu bem e deu lugar a Pedro de la Rosa fazer o se sempre. Um café com leite normal do espanhol.

Eu não sei qual saldo eu dou, então eu vou dar um saldo mais ou menos para a equipe de Peter Sauber.

Scuderia Toro Rosso

A Toro Rosso evoluiu de 2010 para cá. A prima paupérrima da Red Bull era ao contrário da Red Bull, a mais rápida nas retas e não ser muito rápido nas curvas. Alguersuari foi um piloto bastante consistente durante o campeonato e Buemi sempre teve o azar do seu lado. Sempre esteve brigando com Force India e Sauber e perdeu para as duas, sendo que perdeu para a Sauber por 3 pontos.

Saldo mais ou menos para equipe prima da Red Bull, só que a Toro Rosso tem menos dinheiro.

Team Lotus

A Lotus esverdeada foi junto com a Force India, a que mais evoluiu de 2010 para 2011. Sempre esteve alcançando grandes feitos como ir a Q2 em algumas corridas com Kovalainen que foi um sinal de superação em 2011. Trulli superou seus problemas com os problemas hidraulicos em seu carro, mas a sorte não sorriu para o pescarense. E Trulli não correu em Nurburgring por problemas no seu contrato e foi substituido por Karun Chandhok. Chandhok reviveu Yuji Ide e não fez nada de relevante a não ser ficar rodando na pista e levar uma volta das duas HRT.

Saldo positivo para a Lotus esverdeada.

Hispania Racing Team F1 Team

Enfim, a HRT. É talvez a equipe mais simpática do fundão. Fez o de sempre que é ficar brigando com a Marussia pelo posto de décima primeira melhor equipe. A HRT começou com a dupla Liuzzi-Karthikeyan. Com um carro ruim, a dupla não se classificou para o GP da Austrália. Mas depois melhorou e nunca mais não se classificou. Karthikeyan foi sacado da equipe em Valência e Daniel Ricciardo entrou em seu lugar. Ricciardo andou muito bem durante o tempo em que andou pela HRT. Na Índia, Liuzzi foi trocado por Karthikeyan apenas por causa do marketing que conseguiria com um indiano no primeiro GP da Índia da F1.

Saldo mais ou menos para equipe mais adorada desse humilde blog.

Marussia Virgin Racing

A pior equipe da F1. A equipe tinha esperança de ter um carro bom com seu carro feito no computador, mas as esperanças foram aniquiladas com o pior carro de 2011. Glock parecia estar deprimido pro estar num carro tão ruim e não conseguiu fazer milagre com o MVR02. D’Ambrosio começou bem o ano, mas declinou desde quando eu falei que ele era um piloto que tinha futuro. D’Ambrosio recebeu o prêmio de pior rookie de 2011.

Saldo bastante negativo para a equipe da aeromoça Richard Branson.

Veja o ranking de saldos:

Saldo bastante positivo: Red Bull e Force India.

Saldo positivo: McLaren e Team Lotus.

Saldo mais ou menos: Lotus Renault, Toro Rosso, HRT e Sauber.

Saldo negativo: Ferrari e Mercedes.

Saldo bastante negativo: Williams e Marussia Virgin.

Uma coisa eu percebi nesse post: Toro Rosso significa Red Bull em italiano e Red Bull significa Touro Vermelho em inglês (dessa última eu já sabia) .

E acabou a série sobre os carros de 2007. Semana que vem, eu começo a série sobre os carros de 2008.

Junto ao McLaren MP4-22, o F2007 foi absoluto, dominante em toda a temporada de 2007. Uma boa evolução de seu antecessor, o F2007 tinha um entre eixos maior em cerca de 85 mm para maximizar a aerodinâmica do carro.
A aerodinâmica era bastante semelhante a do modelo anterior, com leves mudanças nas laterais do carro, assim como na asa dianteira do modelo. O F2007 sempre estava na liderança, ou brigando por ela.
 
 

Por fim, a famosa equipe vermelha arrebatou nada mais que 9 vitórias, e garantiu o primeiro título de Kimi Raikkonen, estreante na Ferrari, substituindo Michael Schumacher. O finlandês venceu o campeonato na última corrida, após seus concorrentes Lewis Hamilton e Fernando Alonso ficaram sem chances para arrebatar o caneco.

 
Dados:
Equipe: Scuderia Ferrari
Designers: Aldo Costa
Nicholas Tombazi
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Dados técnicos:
Chassis: Feito de fibra de carbono, monocoque
Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, sistema pushrod com molas ativadas, independente (suspensões dianteira e traseira)
Motor: Ferrari 056, 2.4 litros, V8 com inclinação de 90°, aspirado naturalmente, montado longitudinalmente
Transmissão: Ferrari, 7 velocidades, e uma reversa (marcha ré), semi automática, sequencial, feita de fibra de carbono
Combustível: Shell
Pneus: Bridgstone
Peso: 605 kg
————–
Pilotos:
5 Felipe Massa
6 Kimi Raikkonen
——————
Pontos: 204
Corridas: 17
 
Vitórias: 9
Poles: 9
Voltas mais rápidas: 12
Posição no Campeonato de Construtores: 1°

Tuíter

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