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Grand Prix Challenge é um jogo de F1 da temporada de 2002. É um jogo não muito lembrado por aí, mas que pode ser achado facilmente em alguns camelôs por aí.

Como o único jogo de F1 que eu tinha era um F1 2006 que vivia travando e não era muito emocionante, resolvi comprá-lo. 2 reais por uma cópia pirata. Na minha primeira corrida, foi em Interlagos a bordo do mítico KL Minardi pilotado por Alex Yoong. Mas não é dessa partida de que vou falar. A propósito, eu terminei em sexto nessa corrida. Vou falar da minha pior corrida de videogame da minha vida curta de 14 anos.

Há eras eu já havia falado sobre a minha fantástica corrida no GP3 (se virem para procurar o post nos arquivos do blog) quando heroicamente eu levei Ricardo Rosset a segurar meio mundo na última volta da corrida em Monza. Mas eras depois, aconteceu um revés com o jogo homônimo que tinha falado no começo do post.

No começo, eu achei o jogo complicado. Além de ele estar em espanhol, a dirigibilidade era muito sensível. Uma viradinha de leve para a esquerda no analógico do controle poderia levar o carro lá para puta que pariu. Por isso, escapava muitas vezes e perdia posições.

Os gráficos do jogo não são realísticos como os atuais jogos da F1 da Codemasters. Mas tem várias coisas boas, como a suspensão, o movimento das mãos e cabeça do piloto, a torcida que fica falando “óóóóó” quando algo acontece como uma ultrapassagem, um toque ou um acidente. Os patrocínios tabagistas dos carros são trocados por outras coisas escritas como a Renault que troca o nome “Mild Seven” por um “Blue World”.

Uma parte ruim do jogo, é que a gente começa com apenas 6 pistas desbloqueadas de 17. O resto a gente tinha que ir desbloqueando com pódios e vitórias. Decidi tentar desbloquear todas as pistas. Uma por uma, pistas iam sendo desbloqueadas. Uma coisa engraçada do jogo, ele no vídeo de apresentação, mostra todas as pistas do jogo. Quando chega na pista de Hockenheim, ele mostra o traçado antigo de 7 quilometros, quando na hora de jogar, a gente jogava no traçado atual que é uma bosta em relação ao outro. Nurburgring também aparece com o traçado antigo, com a chicane na curva 1, mas na hora da corrida, aparece o traçado atual.

Vamos para a hora de eu me fuder. Depois de destravar todas as pistas. Eu resolvi começar a correr em pistas onde nunca tinha corrido naquele jogo. Como piloto, escolho Giancarlo Fisichella e seu Jordan amarelado. Pista, a malaia pista de Sepang. Nível: Moderado (se meu espanhol estiver certo, é o mesmo que “médio” para nós brasileiros).

Como participar do qualify de um jogo de corridas é uma chatice e uma perda de tempo, resolvo pular essa parte e ir direto para a corrida. Largaria em último. Como o clima do jogo é aleatório, ia chover canivetes na corrida. Seriam 28 voltas muito loucas.

Não chovia muito na largada, então eu e o resto do grid escolhemos os pneus macios de pista seca para largar. Péssima escolha. Na largada, largo muito mal. Logo depois do caracol da primeira curva, percebo que foi um erro primário largar com os macios. No final da primeira volta, eu já havia rodado duas vezes , era o último a uns 15 segundos atrás do carro mais próximo e lutava para permanecer na parte cinza da pista. Depois de mais duas voltas rodando e rodando, resolvo ir parar nos boxes para calçar os pneus de chuva forte. Como parei antes que todo mundo, fiquei a uns 50 segundos do P21. Mas eu havia feito a coisa certa.

Com uma volta muito mais rápida do que os outros, na volta seguinte, alguns pilotos iam fazer suas paradas. E com uma volta a mais com os pneus de chuva, girei mais rápido nessa volta e já começava a angariar posições. Depois de todos pararem nos boxes, já estava num bom P17. Mas conforme as voltas iam acontecendo, eu e meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva, ganhava posições a cada volta. Mas nem tudo ia bem.

A curva 14 normalmente é só mais uma curva que ninguem se importa, mesmo estando numa pista famosa. Mas no jogo, ela fazia diferença. Na chuva, ela fica encharcada e escorregadia e não é muito difícil rodar naquele ponto. Por esse motivo, a cada volta que ganhava 3 posições, eu perdia 2 naquela maldita curva.

Estava chovendo tipo assim no jogo

Eu até conseguia controlar um pouco o Jordan naquela curva, mas sempre o carro ficava de lado e eu perdia uns 2, 3 segundos preciosos naquela curva. Tanto que na volta 7, eu rodo de vez naquela curva e caio para a P19. Mas, mais uma vez meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva me fizeram ganhar 4 posições na curva 15. Depois disso, parei de ficar rodando e fui ganhando posições. Tanto que na volta 12,  já me encontrava na P6.

Depois disso, decidi ir atrás dos carros que estavam a minha frente. Kimi Raikkonen, Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya. Ralf e Montoya estavam brigando entre si pela P4. Quando cheguei neles, rapidamente fiz a ultrapassagem e logo depois, passei Kimi também. Mas aquela maldita curva 14 me fez rodar e perder as três posições que havia ganhado. Fiquei discutindo a terceira posição com eles até a volta 16, quando fui fazer a minha segunda parada. Naquela altura estava em quinto, pois o Montoya havia perdido terreno depois de eu ter dado uma fechada violenta nele.

Foi na hora da parada nos boxes que tudo começou a desmoronar para mim. Na volta 15 mesmo, a chuva já estava diminuindo. No final da volta 16, a chuva já estava bem fraca. Mas não queria arriscar botar os macios e começar a cair horrores do céu logo depois. Por isso, botei os intermediários. Péssima escolha novamente.

Depois de uma volta lenta, eu comecei a estranhar tudo. Na volta 18, a chuva já estava mais fraca do que um Sansão careca. Mas ainda caía uma gotinha de vez em quando. Para confirmar o meu erro, emparelhei com um Jaguar na curva 15 e olhar para os pneus que estavam sendo usados. Eram pneus macios. Numa virada rápida para a direita segui para os boxes lamentando. A corrida já era. Calcei os pneus macios e fui em frente. A uns 35 segundos do carro mais próximo, meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva não fariam o menor efeito numa pista seca.

Na chuva, conseguia ser uns 5 segundos mais rápido que qualquer um na pista, no seco era diferente. Eu girava ao mesmo tempo que o líder, Rubens Barrichello (!). Para piorar tudo, uma capotada prosaica na curva 1 (!) aconteceu. Perdi uns 10 segundos aí.

A essa altura já tinha jogado a tolha. Minha única chance ia ser se a chuva voltasse. Faltava 6 voltas para o final e a chuva volta a dar as caras na corrida. Era a minha chance. Se permanecesse na pista com os pneus macios eu poderia ganhar várias posições e me dar bem. Era só permanecer na parte cinza da pista e segurar os outros carros. É bem óbvio que essa estratégia não iria funcionar e resolvi não seguir essa estratégia.

Fui para os boxes na volta 23 e botei os pneus de chuva forte. Mas a chuva tinha voltado pior do que nunca. Passei duas voltas errando e escapando da pista, principalmente na maldita curva 14.

Estava a 18 segundos do carro mais próximo que era Allan McNish e seu Toyota, girava 5 segundos mais rápido do que os outros e faltavam 3 voltas para o final.

Graças aos meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva, começava a tirar a diferença para McNish e Salo que ficavam brigando pela P20 da corrida. Com isso, ia tirando a diferença de modo fácil e rápido. Chegou a última volta. Meu Jordan amarelado pilotado por Giancarlo Fisichella passou por tanta coisa na corrida e estava em último. A 3,5 segundos do carro mais próximo, Mika Salo.

Mas a chuva novamente dá o ar da graça e resolve querer se mandar na última volta. Mesmo assim, consegui fazer uma ultrapassagem linda na curva 7 sobre Allan McNish e consigo deixar a última posição da corrida. Logo depois, na curva 10, a ultrapassagem sobre Mika Salo. Depois de uma quase escapada na droga da curva 14, vinha a última curva da corrida. Depois de várias escapadas, rodadas, capotagens, meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva e erros de estratégia, a corrida estava acabando.

Cruzei a linha de chegada a 52 segundos do líder e vencedor da corrida, Rubens Barrichello (!). P20 a posição final na corrida. Já estava era aliviado por ter acabado a corrida depois de tanta coisa ruim acontecendo na corrida. Depois disso, o resultado e julgamento meu final, a minha pior corrida de videogame da história.

 

Pode não parecer. Mas os yankees da NASCAR também tem jogos. E é uma lista imensa. Desde o excelente ESPN Speed World lançado somente para o Super Nintendo até o NASCAR SimRacing. Mas o que eu destaco nesse post é o NASCAR’ 08. Embora o nome do jogo possa dizer isso, o jogo não é da temporada de 2008. É de 2007, quando a Sprint Cup era a Nextel Cup. A Nationwide Series era a National Series e a Camping Truck Series era a Craftsman Series.

Mas uma boa vantangem do jogo, é poder usar o Car of Tomorrow. O Car of Tomorrow era um novo carro que seria utilizado no ano de 2008 na Sprint Cup Series. As principais mudanças que pude perceber de cara, foram uma engordada na frente do carro e um novo aerofólio que dava um estilo inconfundível ao carro.

O jogo também tinha pistas extras. Tinha um circuito que ficava no meio de um canyon estadunidense. Outro que era nas ruas de Nova York. E uma pista que era dentro de um estádio de futebol. E é dessa pista que irei falar.

Carro da categoria Whelen Modified no circuito fictício de Tiburon. Tá vendo aquele espacinho ali no muro. Ali é a saída dos pits stops

A pista se chamava Tiburon International Speedway. Ela estava no jogo por jogada de marketing, já que a empresa criadora do jogo era a EA Tiburon. Tiburon ficava dentro de um estádio de futebol. O circuito ficava na parte externa do campo, onde ficavam os caminhões que levavam os carros. Os boxes ficavam embaixo (literalmente) das arquibancadas do estádio.

O jogo tinha 5 categorias inclusas: a Whelen Modified, a Craftsman Series, a National Series, a Nextel Series e o Car of Tomorrow. Escolhi como categoria a National Series. Como piloto escolhi Kasey Kahne que usava um Dodge #9. Como pista, a própria Tiburon. Tiburon é uma pista que necessita muito dos freios dianteiros. Tanto que depois de umas 8 voltas naquele ovalzinho de 0.375 milhas, os pneus dianteiros já iam pro espaço. E eram 38 voltas de corrida.

Não fui pro Qualify. Já que ir pro Qualify de um jogo de corrida é uma coisa bem, bem chata. Por algum motivo que ainda desconheço, larguei na vigésima terceira posição. Larguei mal. Sou muito ruim em largada, seja re ou não. Perdi umas 3 posições. Depois de umas 2 voltas, consegui me recuperar. Na volta 7, já estava em décimo. Na volta 9, já estava em sexto. Mas no final dessa volta, aparece nos gráficos dois pneuzinhos amarelos. Ou seja, os dois pneus amarelos já começaram a se desgastar.

Começo a perder rendimento. Perco duas posições. Tento defende-las ao máximo, mas eu acabo raspando no muro e perco as posições. Estava em oitavo e levando pressão de uma enorme fila atrás de mim. Na volta 18, as coisas já estavam muito ruins pra mim. Os pneus dianteiros já estavam no laranja e os traseiros estavam no amarelo. Estava em décimo.

O combustível ia durar até a volta 23. E se quisesse vencer aquela corrida, eu tinha que ficar o máximo na pista, mesmo que se o pneu estivesse no vermelho. E fui. Na volta 21, os pilotos começaram a fazer suas paradas. Na volta 22, estava em primeiro. Veio a volta 23, mas permaneci na pista por mais uma volta, torcendo pro combustível aguentar. Ele suportou as curvas 1 e 2, mas quando chegou a curva 3. Acabou o combustível.

Procurei acelerar ao máximo pra tentar chegar nos pits. Não ia conseguir chegar nos pits, só se alguém me desse um empurrão até lá. E o empurrão veio. Paul Menard da Dale Earnhardt Inc. ia entrar nos boxes, assim como eu, ele também ia ficar sem combustível. Ele bateu na traseira do meu carro e eu fui pros pits, enquanto ele ficou ali parado. Graças a essa batida veio a bandeira amarela. Dei uma sorte danada dela ter vindo pois estava em primeiro e ia relargar em primeiro.

Troquei os quatro pneus, botei um pouco de fita adesiva no carro e enchi o tanque todo. Relarguei em primeiro na volta 29. Relarguei muito bem e em algumas voltas, eu abri 3,5 segundos para o segundo colocado, Jon Wood #47. Mas como já disse, os pneus dianteiros duram poucas voltas quando está em ótimo estado. Na volta 33, os pneus começaram a se degradar. Tanto que Greg Biffle #16 recuperou a volta que eu tinha acabado de colocar nele. Tentei recolocar ele na turma dos +1 Lap, mas não consegui.

Como os pneus estavam ruins, começava a perder rendimento. Tanto que na volta 36, Jon Wood já estava a menos de um segundo de diferença. Na volta 37, Jon tenta me passar na curva 1 e na 2. Eu consigo segurar. E fomos para a última volta. Wood bota por dentro na curva 1. Consigo segurar. Na saída da curva 2, estávamos praticamente lado a lado. Mas quando chegou a curva 3, não consegui segurar. Fiquei do lado de fora e perdi a posição. Até aí, tudo bem porque ia conseguir ao menos um segunda posição. Errado.

Como fiquei do lado de fora da pista, e com os pneus dianteiros totalmente desgastados, acabo raspando no muro e ainda perco mais duas posições sem mais nem menos. Pois é, eu terminei em quarto na corrida. Depois da corrida, falei um monte de palavrão. Mas foi divertido, mas falei comigo mesmo que nunca mais vou correr em Tiburon. Nunca.

Já falei bastante de jogos como o Grand Prix 3. Mas faz alguns dias que me lembrei de um jogo de PlayStation 2 chamado IndyCar Series 2003. Era um jogo baseado na temporada de 2003 da Indy. Incrivelmente, esse jogo era bem mais difícil que o Grand Prix 3. Para se ter uma idéia da dificuldade. Eu demorei semanas, quem sabe até meses, para ganhar minha primeira corrida nesse jogo.

Vou lembrá-los de como foi essa louca corrida.

Escolhi como piloto, o americano Eddie Cheever Jr. da Red Bull Cheever. Estava voltando a jogar IndyCar Series depois que eu perdi ele na mesa do escritório de meu pai. Não tinha muita esperança de vencer, sempre alguma coisa acontecia e aquela corrida no Texas ia ser muito louca por rolar sempre big ones no meio da corrida.

Largaria em oitavo. Coincidentemente, a ordem de largada era a mesma da classificação final do campeonato da Indy de 2003. Ou seja, a ordem de largada seria Scott Dixon, Gil de Ferran, Helio Castroneves, Tony Kanaan, Sam Hornish Jr. e Al Unser Jr. largando na minha frente. Eram 10 voltas de corrida naquele oval de 1,5 milha no Texas.

Como sempre, eu queimo a largada, passo Unser Jr. e sigo em frente. E ainda bato em Sam Hornish Jr. que acaba por ficar no fim do pelotão. Incrivelmente, não causei um acidente costumeiro na largada. Os pilotos que largaram na minha frente, somem na frente. A corrida no IndyCar Series 2003 é muito díficil. Graças a incrível inclinação no Texas, o meu carro ficava raspando na parte interior das curvas.

Como sempre, uma fila se forma atrás de mim. São vários pilotos me pressionando, e eu já estava na sexta posição. São exatamente, Scott Sharp, Kenny Brack, Tora Takagi, Dan Wheldon, Roger Yasukawa, Bryan Herta e Robbie Buhl. É sério. Esse pessoal todo me pressionava. A cada curva e reta, alguém tentava botar de lado e fazer a ultrapassagem. Eles chegavam a fazer a ultrapassagem no final da reta, mas fazia a ultrapassagem no meio da curva. E depois, o bendito que tentou me passar perdia ao menos 3 ou 2 posições e assim ia.

A corrida já tinha passado da metade. A diferença para De Ferran que era o quinto, era de mais de um segundo. Só um milagre poderia me fazer ganhar aquela corrida e o milagre veio. Uma disputa no fundão acaba em um toque e os dois rodam. E os líderes que estavam a minha frente acabam por bater na minha frente. Uma confusão.

Mas alguns dos líderes escapam, mas diminuem drasticamente a velocidade. Perigo a frente, pois apenas eu estava indo a toda velocidade. Todos estavam lento na parte de dentro da pista. Consigo de forma mágica ir para a parte de cima e desviar de todo mundo. Estava em primeiro, faltando 3 voltas. Que felicidade!

A diferença era de 3 segundos para Scott Sharp e Tomas Scheckter que eram o segundo e terceiro respectivamente. Mas tinha de tomar cuidado, pois tinha vários carros mais lentos na minha frente. Nada de mais, desviei de todo mundo e venci a corrida. Que felicidade!

Comemorei bastante, pulei no sofá e gritei comemorando. Já que eu nunca tinha ganhado uma corrida naquele jogo e nunca tinha passado de um quarto lugar na mesma pista um tempo atrás.

O que acontecei com o jogo IndyCar Series 2003 hoje? Eu “acidentalmente” arranhei o CD e até hoje estou procurando nos camelôs de Manaus para comprar um. Só preciso de 3 reais e de um pouco de paciência para isso.

Você ganhou outra vez no jogo IndyCar Series 2003? Sim, eu ganhei outras duas vezes com Jaques Lazier e Greg Ray.

Como perceberam, eu citei em certa parte deste texto, Dan Wheldon. Para Dan Wheldon eu faço minha singela e humilde homenagem.

RIP Dan Wheldon *1978 +2011

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