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Grand Prix Challenge é um jogo de F1 da temporada de 2002. É um jogo não muito lembrado por aí, mas que pode ser achado facilmente em alguns camelôs por aí.

Como o único jogo de F1 que eu tinha era um F1 2006 que vivia travando e não era muito emocionante, resolvi comprá-lo. 2 reais por uma cópia pirata. Na minha primeira corrida, foi em Interlagos a bordo do mítico KL Minardi pilotado por Alex Yoong. Mas não é dessa partida de que vou falar. A propósito, eu terminei em sexto nessa corrida. Vou falar da minha pior corrida de videogame da minha vida curta de 14 anos.

Há eras eu já havia falado sobre a minha fantástica corrida no GP3 (se virem para procurar o post nos arquivos do blog) quando heroicamente eu levei Ricardo Rosset a segurar meio mundo na última volta da corrida em Monza. Mas eras depois, aconteceu um revés com o jogo homônimo que tinha falado no começo do post.

No começo, eu achei o jogo complicado. Além de ele estar em espanhol, a dirigibilidade era muito sensível. Uma viradinha de leve para a esquerda no analógico do controle poderia levar o carro lá para puta que pariu. Por isso, escapava muitas vezes e perdia posições.

Os gráficos do jogo não são realísticos como os atuais jogos da F1 da Codemasters. Mas tem várias coisas boas, como a suspensão, o movimento das mãos e cabeça do piloto, a torcida que fica falando “óóóóó” quando algo acontece como uma ultrapassagem, um toque ou um acidente. Os patrocínios tabagistas dos carros são trocados por outras coisas escritas como a Renault que troca o nome “Mild Seven” por um “Blue World”.

Uma parte ruim do jogo, é que a gente começa com apenas 6 pistas desbloqueadas de 17. O resto a gente tinha que ir desbloqueando com pódios e vitórias. Decidi tentar desbloquear todas as pistas. Uma por uma, pistas iam sendo desbloqueadas. Uma coisa engraçada do jogo, ele no vídeo de apresentação, mostra todas as pistas do jogo. Quando chega na pista de Hockenheim, ele mostra o traçado antigo de 7 quilometros, quando na hora de jogar, a gente jogava no traçado atual que é uma bosta em relação ao outro. Nurburgring também aparece com o traçado antigo, com a chicane na curva 1, mas na hora da corrida, aparece o traçado atual.

Vamos para a hora de eu me fuder. Depois de destravar todas as pistas. Eu resolvi começar a correr em pistas onde nunca tinha corrido naquele jogo. Como piloto, escolho Giancarlo Fisichella e seu Jordan amarelado. Pista, a malaia pista de Sepang. Nível: Moderado (se meu espanhol estiver certo, é o mesmo que “médio” para nós brasileiros).

Como participar do qualify de um jogo de corridas é uma chatice e uma perda de tempo, resolvo pular essa parte e ir direto para a corrida. Largaria em último. Como o clima do jogo é aleatório, ia chover canivetes na corrida. Seriam 28 voltas muito loucas.

Não chovia muito na largada, então eu e o resto do grid escolhemos os pneus macios de pista seca para largar. Péssima escolha. Na largada, largo muito mal. Logo depois do caracol da primeira curva, percebo que foi um erro primário largar com os macios. No final da primeira volta, eu já havia rodado duas vezes , era o último a uns 15 segundos atrás do carro mais próximo e lutava para permanecer na parte cinza da pista. Depois de mais duas voltas rodando e rodando, resolvo ir parar nos boxes para calçar os pneus de chuva forte. Como parei antes que todo mundo, fiquei a uns 50 segundos do P21. Mas eu havia feito a coisa certa.

Com uma volta muito mais rápida do que os outros, na volta seguinte, alguns pilotos iam fazer suas paradas. E com uma volta a mais com os pneus de chuva, girei mais rápido nessa volta e já começava a angariar posições. Depois de todos pararem nos boxes, já estava num bom P17. Mas conforme as voltas iam acontecendo, eu e meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva, ganhava posições a cada volta. Mas nem tudo ia bem.

A curva 14 normalmente é só mais uma curva que ninguem se importa, mesmo estando numa pista famosa. Mas no jogo, ela fazia diferença. Na chuva, ela fica encharcada e escorregadia e não é muito difícil rodar naquele ponto. Por esse motivo, a cada volta que ganhava 3 posições, eu perdia 2 naquela maldita curva.

Estava chovendo tipo assim no jogo

Eu até conseguia controlar um pouco o Jordan naquela curva, mas sempre o carro ficava de lado e eu perdia uns 2, 3 segundos preciosos naquela curva. Tanto que na volta 7, eu rodo de vez naquela curva e caio para a P19. Mas, mais uma vez meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva me fizeram ganhar 4 posições na curva 15. Depois disso, parei de ficar rodando e fui ganhando posições. Tanto que na volta 12,  já me encontrava na P6.

Depois disso, decidi ir atrás dos carros que estavam a minha frente. Kimi Raikkonen, Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya. Ralf e Montoya estavam brigando entre si pela P4. Quando cheguei neles, rapidamente fiz a ultrapassagem e logo depois, passei Kimi também. Mas aquela maldita curva 14 me fez rodar e perder as três posições que havia ganhado. Fiquei discutindo a terceira posição com eles até a volta 16, quando fui fazer a minha segunda parada. Naquela altura estava em quinto, pois o Montoya havia perdido terreno depois de eu ter dado uma fechada violenta nele.

Foi na hora da parada nos boxes que tudo começou a desmoronar para mim. Na volta 15 mesmo, a chuva já estava diminuindo. No final da volta 16, a chuva já estava bem fraca. Mas não queria arriscar botar os macios e começar a cair horrores do céu logo depois. Por isso, botei os intermediários. Péssima escolha novamente.

Depois de uma volta lenta, eu comecei a estranhar tudo. Na volta 18, a chuva já estava mais fraca do que um Sansão careca. Mas ainda caía uma gotinha de vez em quando. Para confirmar o meu erro, emparelhei com um Jaguar na curva 15 e olhar para os pneus que estavam sendo usados. Eram pneus macios. Numa virada rápida para a direita segui para os boxes lamentando. A corrida já era. Calcei os pneus macios e fui em frente. A uns 35 segundos do carro mais próximo, meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva não fariam o menor efeito numa pista seca.

Na chuva, conseguia ser uns 5 segundos mais rápido que qualquer um na pista, no seco era diferente. Eu girava ao mesmo tempo que o líder, Rubens Barrichello (!). Para piorar tudo, uma capotada prosaica na curva 1 (!) aconteceu. Perdi uns 10 segundos aí.

A essa altura já tinha jogado a tolha. Minha única chance ia ser se a chuva voltasse. Faltava 6 voltas para o final e a chuva volta a dar as caras na corrida. Era a minha chance. Se permanecesse na pista com os pneus macios eu poderia ganhar várias posições e me dar bem. Era só permanecer na parte cinza da pista e segurar os outros carros. É bem óbvio que essa estratégia não iria funcionar e resolvi não seguir essa estratégia.

Fui para os boxes na volta 23 e botei os pneus de chuva forte. Mas a chuva tinha voltado pior do que nunca. Passei duas voltas errando e escapando da pista, principalmente na maldita curva 14.

Estava a 18 segundos do carro mais próximo que era Allan McNish e seu Toyota, girava 5 segundos mais rápido do que os outros e faltavam 3 voltas para o final.

Graças aos meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva, começava a tirar a diferença para McNish e Salo que ficavam brigando pela P20 da corrida. Com isso, ia tirando a diferença de modo fácil e rápido. Chegou a última volta. Meu Jordan amarelado pilotado por Giancarlo Fisichella passou por tanta coisa na corrida e estava em último. A 3,5 segundos do carro mais próximo, Mika Salo.

Mas a chuva novamente dá o ar da graça e resolve querer se mandar na última volta. Mesmo assim, consegui fazer uma ultrapassagem linda na curva 7 sobre Allan McNish e consigo deixar a última posição da corrida. Logo depois, na curva 10, a ultrapassagem sobre Mika Salo. Depois de uma quase escapada na droga da curva 14, vinha a última curva da corrida. Depois de várias escapadas, rodadas, capotagens, meus fantásticos poderes de pilotagem na chuva e erros de estratégia, a corrida estava acabando.

Cruzei a linha de chegada a 52 segundos do líder e vencedor da corrida, Rubens Barrichello (!). P20 a posição final na corrida. Já estava era aliviado por ter acabado a corrida depois de tanta coisa ruim acontecendo na corrida. Depois disso, o resultado e julgamento meu final, a minha pior corrida de videogame da história.

 

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O primeiro carro da estreante indiana na F1, que entrava no lugar da Spyker, era uma modificação do Spyker usado em 2007. O carro, assim como em 2007, frequentava os últimos lugares, e a equipe, pouco conseguiu fazer para reverter estes resultados.

O VJM01 estava sempre no final do pelotão, mas conseguia um impressionante 4° lugar com Adrian Sutil na caótica corrida de Mônaco daquele mesmo ano, quando Sutil fora acertado pela Ferrari de Kimi Raikkonen, acabando assim, com as esperanças indianas dos primeiros pontos.

 

A equipe também conseguiu evoluir o carro com o passar da temporada, mostrando diversas evoluções aerodinâmicas com o passar do ano. No fim das contas a estreante ficou sem os sonhados pontos, terminando apenas na frente da Super Aguri, que abandonara o campeonato no Gp da Espanha.

 

Dados:

Equipe: Force India

 Mike Gascoyne (Diretor técnico)

Mike Smith (Diretor de design)

James Key (Diretor técnico)

———————————
Dados técnicos:

Chassis: Monocoque, moldado em fibra de carbono

Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, independente, sistema pushrod (suspensões dianteira e traseira)

Motor: Ferrari 056H 2.4 litros, V8, aspirado naturalmente, montado logitudinalmente, limitado a 19.000 RPM

Transmissão: 7 marchas e uma reversa (marcha ré), sequencial, semi automática

Pneus: Bridgstone

——————-
Pilotos:
Adrian Sutil
 
Giancarlo Fisichella
——————–
Pontos: 0

Corridas: 18

Vitórias: 0

Poles: 0

Voltas mais rápidas: 0

Posição no Campeonato de Construtores: 10°

Barrichello comemorando a pole

O assunto é realmente nulo. Não, eu não quero falar sobre a mão f….. de Kimi Raikkonen. E como a temporada acabou, e NÓS blogueiros que se lascam falando sobre F1 todo o santo dia, temos que resgatar do fundo das catacumbas um assunto. E foi ISSO que eu fiz.

E o assunto que escolhi foi o GP Brasil de 2003. Vamos direto ao assunto. Barrichello levou o público presente ao delírio ao conseguir a pole-position e levantar as esperanças de vermos uma vitória tupiniquim em casa. Mas no domingo, São Pedro falou que o domingo seria muito louco para os pilotos.

E começou a chover (não, começou a cair água do céu) . A intensidade da chuva variava com o passar das horas, deixando as equipes indecisas sobre quais compostos utilizar. Minutos antes da largada, a chuva para e começa a chover canivetes na pista. Nove voltas se passaram com os carros atrás do Safety-car. Até que os pilotos foram liberados para acelerar. Todos começaram a acelerar menos Nick Heidfeld que abandonou com problemas no motor. E 8 voltas depois, Justin Wilson também abandonou.

Os carros atrás do Safety-Car

Na volta 19, o inglês Ralph Firman, da Jordan, teve problemas na suspensão dianteira, rodou no meio da reta e acertou o Toyota do francês Olivier Panis. Pedaços dos carros ficaram espalhados, e o Safety Car entrou na pista.

Firman indo ao encontro com Olivier Panis

Coulthard pula na frente para a tristeza da torcida. E para tristeza maior ainda, Raikkonen e Montoya também conseguiram passar Barrichello. Mas depois, Michael Schumacher abandona para a alegria total da torcida brasileira.

Michael Schumacher abandonando

Cinco pilotos abandonaram na Curva do Sol que mais se parecia com a Curva do Rio. Foram exatamente, M.Schumacher, Pizzonia, Montoya, Verstappen e Button que abandonaram na Curva do Rio. E de quebra, o alemão acertou alguns fiscais que estavam retirando os carros de Antonio Pizzonia e Juan Pablo Montoya. As seguidas bandeiras amarelas fizeram com que Barrichello assumisse a liderança na volta 45, após um erro de Coulthard durante o miolo. Para delírio da torcida brasileira.

Talvez seja o último registro de Barrichello pilotando em Interlagos em 2003

Barrichello começa a abrir. Exatamente duas voltas depois, o carro de Barrichello para. O carro para por causa de uma pane seca. E a torcida começa a ir embora.

Barrichello assistindo a corrida de camarote após abandonar

Enquanto Coulthard faz sua parada nos boxes. Raikkonen assume a liderança com Fisichella arrastando pelo pescoço sua caquética Jordan. Naquela altura da corrida, a pista já estava começando a secar. E Fisichella faz a ultrapassagem sobre Raikkonen, após um erro do finlandês no miolo na volta 55. Na mesma volta, Webber bate na subida do Café e espalha vários destroços na pista. Bandeira amarela. Fisichella e Raikkonen passam por ali sem maiores problemas, mas Alonso não teve a mesma sorte. Ele acerta em cheio um dos pneus do carro de Webber e acaba batendo forte.

 

O Jaguar de Webber depois da batida na Curva do Café

A Renault de Fernando Alonso após o acidente

Bandeira vermelha. A equipe Jordan começa a comemorar, mas no maior estilo da equipe de Massa no Brasil em 2003, eles começam a ficar tristes pois a FIA tinha considerado a volta 53 que tinha sido liderada por Kimi Raikkonen e durante a volta 54, Fisichella tinha passado Raikkonen e chegou a abrir a volta 55. A Jordan recorreu e finalmente pode comemorar. Giancarlo Fisichella foi considerado o vencedor do GP Brasil de 2003 e acabou com o jejum de 11 anos sem uma vitória italiana na F1 quando Riccardo Patrese venceu o GP do Japão de 1992.

Outro que foi beneficiado com a revolta da Jordan foi o alemão Ralf Schumacher que ganhou a posição de Jarno Trulli na última volta.

Fisichella enfim pode comemorar, mas só em Imola

Fisichella recebeu a taça da vitória de Kimi Raikkonen antes do GP de San Marino que era o GP que vinha depois da etapa tupiniquim.

1 – Giancarlo Fisichella – Jordan-Ford
2 – Kimi Raikkonen – McLaren-Mercedes
3 – Fernando Alonso – Renault (Fernando Alonso não recebeu o seu troféu porque estava indo para o hospital)
4 – David Coulthard – McLaren-Mercedes
5 – Heinz-Harald Frentzen – Sauber-Petronas
6 – Jacques Villeneuve – BAR-Honda
7 – Ralf Schumacher – Williams-BMW
8 – Jarno Trulli – Renault
Pole-position – Rubens Barrichello – Ferrari. Volta mais rápida- Rubens Barrichello 1’22.032.

Notas:

Primeira vitória de Giancarlo Fisichella.

Última vitória da equipe Jordan na categoria.

Foi também a última vitória de um carro com motor Ford Cosworth na F1.

Única corrida que Michael Schumacher não completou na temporada de 2002.

E uma coisa interessante aconteceu naquele domingo. Bernd Maylander liderou 21 voltas da corrida. Maylander era o piloto do Safety-Car naquele domingo. Mais informações no post que virá amanhã.

Nesse final de semana, teremos o GP do Brasil de 2011. Há grande expectativa de conhecermos que será o mais novo VICE-campeão de 2011 e de rolar o primeiro pódio de um brasileiro em 2011. Veja os cinco melhores GPs do Brasil da história da F1.

5- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2006

A primeira vitória de um brasileiro em Interlagos depois de Ayrton Senna em 1993 foi de Felipe Massa em 2006. Massa usava um macacão em homenagem ao Brasil. Liderou a corrida de ponta a ponta e venceu de forma magistral para todo mundo ficar feliz. A carreira de Massa alavancou depois dessa vitória. Massa só venceu outra vez em Interlagos só em 2008. Ah, e esse GP marcou a aposentadoria de Michael Schumacher que deu um show indo para último (por causa de um pneu furado) e extraindo o máximo de seu Ferrari e completando em quarto, mas depois você sabe o que aconteceu depois com o Schummy.

Veja frases do GP do Brasil de 2006:

  • “Nunca vou esquecer esse dia. O dia que sempre sonhei e esperei. Acho que sou iluminado” Felipe Massa
  • “Tem sido um fim de semana fantástico e eu preciso de algum tempo para acreditar que sou campeão novamente” Fernando Alonso
  • “Provavelmente foi a corrida mais fácil da minha carreira.” Felipe Massa
  • “Nós tínhamos um carro insanamente rápido hoje. Provavelmente tínhamos velocidade possível para superar todos, pra ser honesto. Nós fizemos isso, de certa maneira.” Michael Schumacher
  • “Não era para ser hoje, pra mim” Michael Schumacher
  • “Estou realmente feliz por Felipe por ter sido o primeiro brasileiro a vencer aqui após Senna” Michael Schumacher
  • “Eu fui extremamente sortudo em vencer um campeonato com Schumacher ainda correndo, foi um prazer correr com ele” Fernando Alonso
  • “Acho que temos que demonstrar grande respeito por Schumacher, porque o que ele fez ficará para a história da F-1” Flavio Briatore

4- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 1991

Na largada, Senna e Mansell sumiram na liderança. Senna e Mansell fazem paradas perfeitas, mas Mansell fica com um pneu furado e Senna fica sozinho na pista. Mas os problemas mecânicos aparecem. A quarta marcha foi pro saco. Tendo que passar da terceira para a quinta direto. Depois nenhuma marcha funcionava e Senna tinha que ficar segurando a alavanca para continuar. Devido a esse problema, Patrese que era segundo, chegava mais perto a cada volta. O brasileiro, terminou a corrida só com a sexta marcha funcionando normalmente. Faltando duas voltas para o final, começou a chover em Interlagos, o que acabou decidindo a corrida. Após cruzar a linha final, Senna permaneceu no carro, sem forças para sair. Depois, auxiliado, entrou em um carro da organização e foi para os boxes. No pódio ficou evidente seu esforço para obter a vitória. Ele mal conseguiu levantar a taça, precisando de ajuda para fazê-lo. Uma das melhores atuações de Senna na F1 e a primeira vitória de Senna em Interlagos. Senna só venceu em Interlagos de novo em 1993.

3- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2003

Essa corrida foi maluquinha. Chovia canivetes naquele dia. Rubinho largou na pole e depois abandonou a corrida. A chuva continuava forte e na volta 54, Fisichella passa Raikkonen que deu uma escapada. Segundos depois, Mark Webber bate na Curva do Café e em seguida, Fernando Alonso também bate por causa dos destroços do carro de Webber. Como havia muitos destroços e pneus espalhados pela pista, a organização preferiu encerrar a corrida daquele jeito.

Só que a organização declarou também que Kimi Räikkönen havia sido o vencedor. Ao invés de considerar a volta 54, a última que havia sido completada antes da interrupção, os organizadores preferiram considerar a volta 53, liderada pelo finlandês. Revoltada, a Jordan recorreu, alegando que o resultado a ser considerado é sempre o da volta anterior à da interrupção.

A FIA demorou cerca de duas semanas para chegar a um veredicto, mas chegou. E devolveu a vitória a Fisichella, dizendo serem procedentes as reclamações da Jordan. Para não deixar o italiano tristonho, foi realizada até mesmo uma pequena cerimônia em Imola, com o próprio Räikkönen entregando o troféu ao piloto da Jordan. Quem disse que alegria de pobre dura pouco?

2- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2007

Três brigando pelo título. Hamilton com uns 75% de chances de ser campeão. Alonso com uns 35% de chances. E Raikkonen tinha uns 3% de chances. Eu apostei com papai quem iria ser campeão. Eu apostei em Hamilton e papai apostou em Alonso. Hamilton erra já no começo da corrida. Alonso continuava ali no meio. Massa liderava com Raikkonen em segundo. Hamilton fazia uma corrida de recuperação e Alonso continuava ali no meio. Já na metade da corrida, Massa deixa Raikkonen passar para Raikkonen ser o campeão de 2007. Eu e o papai perdemos a aposta.

O campeonato de Raikkonen foi o mais inesperado que eu já vi. Aposto que todos que assistiram a corrida ficaram bastante surpresos com o campeonato de Raikkonen. Não adianta negar que eu sei onde você mora. Eu sei sim.

1- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2008

Desse GP eu lembro muito bem. Massa largaria na pole e precisava vencer e torcer para Hamilton ficar em sexto para poder ser campeão. Liderou toda a prova e Hamilton estava em quinto. A chuva chega em Interlagos e todos param para botar os compostos intermediários. Apenas Glock não para e fica na frente de Hamilton que estava em quinto e com Vettel pressionando com sua Toro Rosso.

Vettel bota de lado e passa Hamilton que fica no desespero atrás do alemão. Hamilton tenta, mas não consegue chegar em Vettel. Ele precisava de um milagre para ser campeão. Massa cruza a linha de chegada e ouvimos o “FELIPE, FELIPE, FELIPE, FELIPE MASSA DO BRASIL!!!!!! , AGORA É SÓ TORCER PARA QUE HAMILTON FIQUE EM SEXTO PARA VERMOS FELIPE MASSA CAMPEÃO” . De repente todas as câmeras estão na briga entre Vettel e Hamilton. Hamilton reza para Deus, Buda, Elvis, Senna, Virgem Maria e todos os outros santos e orixás para ver se acontecia o tão sonhado milagre.

Eles fazem o Bico do Pato colados. Tudo estava caminhando para que Massa fosse campeão. Mas Glock que não tinha parado, estava lento na pista e é facilmente ultrapassado por Vettel e Hamilton. Hamilton consegue o seu milagre e cruza a linha de chegada em quinto que era o preciso para ser o primeiro campeão de F1 negro da história. Massa saiu chorando do carro e continuou chorando no pódio batendo no seu peito e olhando Hamilton sendo campeão.

Massa merecia aquele campeonato, mas tudo pro causa da Ferrari, isso não aconteceu. E essa foi a última vitória de Massa até hoje.

O carro para a temporada de 2007 de F1 da Renault foi um fracasso. Pode-se dizer isso, pois nos dois anos anteriores, a Renault foi absoluta, conquistando dois títulos com Fernando Alonso. O carro, era muito similar ao seu bem sucedido antecessor, entretanto não conseguiu os mesmos resultados. Apresentava algumas mudanças, como a asa traseira, as laterais, estas com os retrovisores acoplados. O carro aparecia com mudanças também na sua pintura, que deixou o azul claro com amarelo, para um branco, com detalhes em laranja e azul, por causa de novos patrocinadores.

O carro era bom, mas não o suficiente para lutar com BMW, e principalmente com McLaren e Ferrari. Estava frequentemente nos pontos, com os dois piltos do time, o já veterano Giancarlo Fisichella, e o novato finlandês Heikki Kovalainen. O melhor resultado do time foi um segundo lugar inesperado no GP do Japão, com Kovalainen. A corrida marcada pela chuva foi caótica, e muitos acidentes aconteceram. Aproveitando-se disto, Kova conseguiu um merecido segundo lugar.

A Renault, vendo que o carro não conseguiria resultados melhores, preferiu focar no desenvolvimento do carro de 2008, terminando a temporada de 2007 no 3° lugar, com 51 pontos.

Dados:

Equipe: Renault F1

Designers: Bob Bell
——————-
Dados técnicos:

Chassis: Moldado em fibra de carbono e alumínio, monocoque

Suspensão: Feita da fibra de carbono e alumínio, sistema push rod, independente (suspensões dianteira e traseira)

Motor: Renault RS27, 2.4 litros, V8, montado logitudinalmente a 90°, aspirado naturalmente

Transmissão: Renault, sete velocidades, e uma marcha reversa. Sequencial, semi automática

Combustível: Elf

Pneus: Bridgstone
—————–
Pilotos:

3 Giancarlo Fisichella

4 Heikki Kovalainen
——————-
Pontos: 51

Corridas: 17

Vitórias: 0

Poles: 0

Voltas mais rápidas: 0

Estou terminando de falar dos carros de 2006,mas não esquentem.Ainda vou falar dos carros de 2007 na próxima.

Com as mudanças do regulamento para a temporada de 2006, a Renault mais uma vez conseguiu montar um carro vencedor, o R26. A primeira vista, quem compara os modelos de 2005 e 2006 da Renault, pode dizer que são pequenas as diferenças, mas a verdade, é que as mudanças foram boas o suficiente para garantir o segundo campeonato de Fernando Alonso.

Os motores deixavam de ser os potentes V10, para os V8. A Renault conseguiu utilizar esta modificação, para melhorar o desempenho do carro. Um exemplo, é que o V8 precisa de menos ventilação para se manter em uma temperatura boa, e sendo assim, as entradas de ar diminuíram, assim como os radiadores. A caixa de câmbio agora era feita de titânio, e tinha 7 velocidades. Porém algumas coisas foram mantidas, como a suspensão, que possuía um bom desempenho mecânico, tanto como aerodinâmico.

O R26 mostrou-se muito confiável durante toda a temporada, terminando todas as corridas com Alonso na temporada. Disputando com seu maior rival, a Ferrari 248 F1, o bólido sempre frequentava as primeiras posições, e sempre era cotado como o favorito para as corridas do campeonato. Ao final do ano, a Renault somava mais um título de Contrutores, e mais um Mundial de Pilotos, pelas mãos do espanhol Alonso.

Dados:

Equipe: Renault F1

Designers: Bob Bell
                Tim Densham
————————-
Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono

Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, sistema pushrod ativado, independente (suspensões dianteira e traseira)

Motor: Renault RS26, 2.4 litros, montado longitudinalmente, aspirado naturalmente, 90° de inclinação. 95 kg de peso.

Transmissão: Caixa de marchas feita de titânio, montado logitudinalmente, 7 velocidades e uma marcha reversa. Sequencial, semi automática

Combustível: Elf

Pneus: Michelin
—————-
Pilotos:
1 Fernando Alonso

2 Giancarlo Fisichella
———————-
Pontos: 206

Corridas: 18

Vitórias: 8

Poles: 7

Voltas mais rápidas: 5

Posição no Mundial de Construtores: 1° lugar

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