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GP Brasil 1990: o primeiro GP no novo traçado de Interlagos

Quando o Interlagos ia ser reformado para assim voltar a F1, havia vários traçados propostos para o novo Interlagos que seria construído. Isso todo mundo já sabe, é claro.
De fato, havia propostas melhores para a reforma, e a melhor delas é essa da foto abaixo, de autoria de Chico Rosa, à época (e hoje de novo) administrador do autódromo. Foi na gestão Erundina que Interlagos foi estuprado, mas não se deve atribuir à prefeita nenhuma culpa. Seu papel foi salvar a F-1 no Brasil, e isso a Princesa fez direitinho.
O traçado proposto por Chico Rosa, E daríamos adeus a Curva do Sol e a Descida do Lago
O projeto da foto acima foi o primeiro a ser apresentado a Bernie Ecclestone, e é bem interessante. Primeiro, e principalmente, porque preservava o traçado original. Depois, eliminava os dois pontos críticos de uma reforma: área de escape na 3 (criava-se uma chicane) e no Sol (a curva saía do circuito).
Chico bolou uma ligação entre a retinha que levava à Ferradura e a então Subida do Lago, trecho que seria feito ao contrário para se juntar ao antigo Laranja, com aproveitamento integral do miolo (S, Pinheirinho e Bico de Pato). Era, certamente, uma proposta bem melhor do que a finalmente adotada. Segundo o Chico Lameirão, quem resolveu mudar tudo foi Ayrton Senna (o Chico não o perdoa por isso). Foi ele quem inventou o S que leva seu nome, e que vem a ser o ponto exato de destruição do velho traçado. Isso porque aquela curva inviabiliza uma saída de box na 1, como era antes.
A maior parte da pista original ainda está lá. Mas dá pra refazer
A partir do desenho de Senna, a pista encurtou demais e trechos antigos foram sendo dizimados. Dá pra refazer? Claro, hoje dá para fazer qualquer coisa. Basta vontade e dinheiro. A maior parte da pista velha está lá: 1, 2, Retão, 3, 4, Ferradura. O problema é do Sol até o Laranja. A curva do Sargento foi ocupada por uma quadra de esportes. Mas é simples: destrua-se a quadra e refaça-se a curva.
Dificuldade seria mesmo a saída de box, porque uma nova inviabilizaria o traçado atual. Há relevo ali, e só passando por cima do S do Senna para retornar ao leito da pista antiga.
Agora, se alguém quiser, faz.
A propósito, o estupro de Interlagos, na opinião mais do que sensata de Chiquinho Lameirão, tem a ver com a escassez de talentos brasileiros nos últimos anos.
O Chiquinho Lameirão disse certa vez:
“Antigamente os pilotos se formavam em Interlagos, uma pista que tinha todo tipo de curva. Aí o cara ia para a Inglaterra, entrava num circuito diferente, mas começava a identificar: êpa, essa curva aqui é igual ao Laranja; essa é como a Ferradura; essa aqui parece o Bico de Pato… E o sujeito se adaptava rápido a qualquer pista, porque Interlagos tinha um pouco de todas. Ou todas tinham um pouco de Interlagos. Hoje este traçado não ensina nada. Não tem uma curva de alta, é uma pista fácil e nada técnica.”
Cheio de razão, o Chiquinho.
 
Lembram do post de ontem. A de que eu sofria o Mal de Barrichello. Pois é, ele me deu sorte. Eu nunca tinha me dado bem em Interlagos. Estava bolado, mas disse que não ia desistir. Ontem a noite, resolvi correr em Interlagos. Escolhi como piloto Damon Hill e sua Jordan amarelada. Nível: Semiprofissional.

Larguei na posição 10. Acende a primeira luz. Ouço o ronco dos motores. Acende a segunda luz. Depois a terceira e a quarta. Finalmente a quinta luz se acende. Clima de nervosismo dentro de mim. As luzes se apagam. Os carros largam. Aí vem o “S” do Senna. Freio forte. Acabo acertando David Coulthard e Mika Hakkinen. Rapidamente, penso que o Mal de Barrichello não ia sair hoje.

– CARRO VAI RODAR!!!!!!!

Seguro o carro rapidamente e acelero para a segunda perna do “S” do Senna e para a Curva do Sol. Coulthard abandona e Hakkinen fica com a asa quebrada. Olho rapidamente no retrovisor e vejo duas Ferraris atrás de mim continuo acelerando. Mas não estou seguido pela ordem Schumacher-Irvine, é o contrário: Irvine-Schumacher. Vem a temida curva do Bico do Pato. Dou aquela básica saída de traseira. E acelero de novo.

Completo a primeira volta. Olho para o volante para ver a diferença entre mim e Eddie Irvine. A diferença é de 1 segundo. Continuo focado, mas sempre olhando no retrovisor para ver onde estava o Irvine. Quase saio na pista no Laranjinha, mas seguro o carro. Completo o Bico do Pato, mas com dificuldades. Enquanto isso, Mika Hakkinen que havia quebrado sua asa dianteira no começo do post, entra nos boxes. Mas consegue voltar a tempo de não sofrer uma volta. Completo a segunda volta e marco a melhor volta com 1.19.8 . Olho no volante para ver a diferença. A diferença é de 0,8 décimos de segundo. Uma diferença boa para uma corrida tão importante para mim.

Estava na terceira volta. Estava com medo de acontecer algo com o carro como aconteceu no post passado. Mika Hakkinen marca a melhor volta com 1.19.2 . Completo o Bico do Pato, sempre dando a saída de traseira. Enquanto isso, atrás de mim. Eddie Irvine deixa Michael Schumacher passar. É isso acontece também nos videogames. Brincadeira, só tô zoando. Michael Schumacher sequer ameaçava Eddie Irvine. Irvine sempre focado atrás de mim.

Olivier Panis abandona. Quero saber o que aconteceu com ele botando o replay para ver o que aconteceu. Mas quando vou apertar o “R” , percebo que o jogo pode trapacear e botar outro piloto sem ser eu na tela (perdi várias corridas por causa disso) . Resisto a tentação e continuo a corrida normalmente.

Abro a última volta. A diferença para Irvine é de 1,3 segundos. Não acredito que aquilo está acontecendo mesmo. Mas continuo focado em se manter na pista. Só duas coisas podiam me tirar a vitória. Uma: um problema qualquer no carro. Duas: eu dar uma escapada e perder a primeira posição.

Faltavam algumas curvas. Passo pelo Laranjinha. Passo pela Curva do “S” . Passei pelo Pinheirinho e acelero com tudo. Mas aí vem o Bico do Pato. Freio bruscamente, esterço para a direita, travo os pneus, saio de traseira, esterço rapidamente para a esquerda para corrigir o carro e acelero tudo de novo. Passo pelo Mergulho e vou adiante para a Junção. Junção já me custou uma corrida e ela não ia acabar com essa corrida. Freio, travo os pneus, esterço para a esquerda e acelero o mais rápido possível.

A partir daí é só acelerar com tudo. Imagino Galvão Bueno falando:

-Lá vem Marcelo de Souza Filho, vem para os últimos metros. E lá vem, MARCELO, MARCELO, MARCELO, MARCELO DE SOUZA FILHO DO BRASIL!!!!!!!!!!!!

Comemoro levantando o braço para o alto. Paro na saída dos boxes, para fazer uns zerinhos. Boto a marcha ré para fazer os zerinhos. Só que a marcha ré trava e o carro vai subindo de ré para os boxes. Consigo acelerar de novo. Vou para a saída dos boxes e boto na marcha ré de novo. Mas acabo sendo acertado pela Tyrrell de Ricardo Rosset. E a roda traseira direita vai para os ares. Lá se foi minha comemoração.

Mas e daí. Finalmente eu venci em Interlagos. Depois de todo o sofrimento.

Parece que acharam a cura para o Mal de Barrichello. Eu tomei esse remédio e estou curado. Yes!

Lembra daquele jogo que falei um dia desses aqui no blog e no GP Expert. O GP3 (veja o vídeo abaixo se ainda não sabe o que é o GP3) . No meu computador, tem baixado o Grand Prix 3 1998. No começo, eu só sabia pilotar em Hockenheim. Hoje eu já sei pilotar em quase todas as pistas. Quase porque ainda não sei pilotar em pistas como Interlagos e Catalunya. Resolvi aprender a correr em Interlagos. Aprendi a pilotar facinho, mas ainda tinha um problema. Na curva do Bico do Pato, eu sempre passava reto

O Bico do Pato é uma curva cega e muito difícil de se realizar no GP3. É difícil contorná-la sem dar uma saída de traseira. Mas depois eu consegui contorná-la beleza, eu travava o pneu e saía de traseira, mas contornava. Até aí tudo bem. Escolhi como piloto, Rubens Barrichello e a dificuldade como Semiprofissional.

Esperava que conseguisse um bom resultado com o Rubens. Larguei na posição 14 e já na saída do “S” do Senna, já estava em quinto. Mas depois veio o tão temido Bico do Pato. Tento contorná-la, mas acabo passando reto. Reinicio o jogo com o mesmo Barrichello e sua Stewart. Mas acabo sendo tocado na largada e bato na Curva do Sol. Mais uma vez. Escapada na Descida do Lago. Tentei de novo, mas acabei me envolvendo num acidente na entrada do “S” do Senna.

No começo, pensava que era só um começo e que ainda não conheço bem a pista. No dia seguinte após aquele, tentei de novo. Escolhi Ricardo Rosset (ele é da sorte) e nível Semipro. Na largada, consego pular para quarto. Estava recebendo forte pressão de meio mundo de gente atrás de mim. Tentava chegar perto de Giancarlo Fisichella e Jacques Villeneuve que estavam na minha frente.

O problema é que estava recebendo muita pressão de Michal Schumacher e Heinz-Harald Frentzen e se fosse partir pra cima eu colocaria em risco a minha quarta posição. Então, não pude fazer nada e tive que segurar Schumacher e Frentzen. Estava nervoso e estava freando muito cedo. Com isso perdia 3 segundos por volta para Fisichella (o terceiro) . Schumacher tenta uma investida por dentro na Ferradura. Tento fechar. Não consigo. Schumacher passa, mas ele escapa e se encontra com o muro da Ferradura.

Frentzen tenta fazer a ultrapassagem, mas felizmente o consigo segurar até a bandeirada final. Terminei a corrida 9 segundos atrás de Fisichella, que foi o terceiro. Mal sabia eu que aquele quarto seria melhor posição em Interlagos que eu consegui até hoje.

Então pensei que se eu consegui um quarto, eu podia chegar a vencer em Interlagos.  No dia seguinte, voltei a escolher Rubens Barrichello. Estava em segundo, quando na segunda volta, eu acabei perdendo o controle na Curva do Sol e batendo. Fiquei chateado e comecei a pensar que eu tinha o mesmo mal do verdadeiro Rubens Barrichello em Interlagos. Assim como Barrichello, nunca tinha me dado bem em Interlagos.

Então e pensei: “Não, eu não posso ter ficado igual ao Rubens Barrichello” . No dia seguinte, eu escolhi o Olivier Panis. Larguei bem e cheguei a ficar em segundo. Estava brigando com o primeiro colocado, Mika Hakkinen. Estava colado. Peguei o vácuo. Botei de lado. O problema é que eu parti para a ultrapassagem na entrada da Curva do “S” , e não numa reta como é normal. Alguma zebra ia acontecer, e ela aconteceu. Não consegui botar de lado a tempo de não bater em Hakkinen.

Nos tocamos. Passamos reto, mas Hakkinen teve mais sorte e conseguiu continuar a corrida numa boa. Enquanto eu acabei batendo e quebrando a suspensão e a asa dianteira. Reiniciei novamente. Eu consegui assumir a liderança com Michael Schumacher seguindo de perto. Qualquer erro custaria a vitória. E o tal erro veio. Eu escapei na Junção e perdi a liderança. Tentei ao menos conseguir uma pódio. Mas fiquei irritado com a escapada na Junção e acabei batendo na Curva do Sol.

No dia seguinte, escolhi novamente o Olivier Panis e sua Prost GP. Assumi a liderança na Junção. Liderei. Estava calmo, mas sempre atento no retrovisor olhando quem estava atrás de mim. Nada podia tirar essa vitória de mim. Nada. Mas o carro não pensou a mesma coisa. Na terceira volta (eram apenas 4 voltas de corridas) , após a Descida do Lago. No volante aparece uma coisa escrita (é o volante que nos avisa de problemas no carro) . O carro estava com um problema elétrico. Não acreditei. Dentro de mim, eu gritei.

Restava ao menos tentar completar a corrida. Mesmo com o carro com problemas elétricos e saindo de traseira a cada curva, não entrei nos boxes. Ia completar a corrida daquele jeito mesmo. Com problemas elétricos, saindo de traseira a cada curva e a 75 mp/h. Mas o carro não gostava de mim mesmo. Ele morreu de vez na entrada da Curva do Café. E depois o carro foi andando para trás por causa da leve subida que existe da Junção até a Curva do Café. E depois apareceu aquele fiscal que retira os carros acidentados ou problemáticos da corrida.

Depois desse balde de água fria que tomei. Eu percebi que tinha o mesmo mal de Rubens Barrichello. Não tinha a mesma sorte que tinha em pistas como Monza (palco da minha melhor corrida de videogame da minha vida) , Magny-Cours e Hungaroring. E esse é o meu retrospecto em Interlagos. Parei de tentar fazer uma corrida que preste em Interlagos. Prometo tentar mais e quando conseguir vencer em Interlagos, eu irei fazer um post dedicado a essa vitória. Promessa feita.

O assunto é nulo. Eu sei. Tem aquela disputa pela vaga na Williams e na HRT. Tem Adrian Sutil nos tribunais, etc e etc. Como o título fala por si só, eu vou apresentar as 11 vitórias caseiras mais legais da F1. Mas porque 11. Porque eram para ser 10, mas me lembrei de outra importante.

11- Felipe Massa, Interlagos, 2006

Quando a alegria brasileira voltou para Interlagos

Em 2006, havia aquela angustia dos torcedores brasileiros. Desde 1993 um brasileiro não ganhava num GP Brasil de F1. Tinha o Barrichello, mas o azar sempre esteve ao seu lado em Interlagos (2009 foi o cúmulo) . Felipe Massa foi lá e cravou a pole-position. O que animou muitos brasileiros, inclusive aqueles que votaram naquelas curiosas cabines de votação para ver quem ia ser campeão.

Felipe Massa honrou seu macacão tupiniquim e venceu para a alegria dos torcedores brasileiros que apareceram em Interlagos. Essa vitória botou Felipe Massa como um dos favoritos para ser campeão em 2007.

10- Stirling Moss, Aintree, 1955

Gostou de ser vice

Uma vitória suada contra um dos maiores de todos os tempos ou um presente daquele maestro que era seu companheiro de equipe?

Stirling Moss é cavalheiro demais para pedir algo assim a Fangio, mas conquistar essa vitória incrível em Aintree 55 foi perfeito para Moss.

Só que a distânica de 0,2s de um para o outro foi controversa. Ate hoje não sabemos – e talvez nunca – se a corrida foi realmente vencida por Moss ou foi Fangio que abriu a porteira para o inglês.

9- Juan Manuel Fangio, Buenos Aires, 1955

No sangue e no suor

O GP da Argentina quase sempre começava as temporadas de Fórmula 1, e Juan Manuel Fangio quase sempre vencia a corrida, mas porque o GP de 1955 foi de fato mais importante que os outros?

Com temperatura de pista na casa dos 40° e em uma época em que o limite de 2 horas de prova não era regra, as 96 voltas do GP da Argentina daquele ano foram um páreo duro. Duríssimo! Se pilotar nos dias de hoje provas “curtas”, com um carro cheio de tecnologia, já é complicado, imagine ter que trocar marchas manualmente e pilotar um carro a mais de 200 km/h sem segurança e sem direção hidráulica.

Apenas Fangio e seu colega argentino Robert Mieres completaram a distância sem entregar seu carro para outro piloto, o que era permitido na época.

Mesmo com os gases do escape quentes cauterizando sua pele, Fangio se mantinha firme e forte, enquanto seus rivais caiam fora de seus carros direto para ambulâncias com exaustão pelo calor. Fangio não arregou para vencer uma de suas vitórias mais duras na Fórmula 1.

8- Jim Clark, Aintree, 1962- Silverstone, 1963- Brands Hatch, 1964 e Silverstone, 1965

Gostou de vencer

Jim Clark era uma máquina. E ninguém vencia mais do que ele no início da década de 60. Nos GP dentro de casa então… imbatível.

Nos Grandes Prêmios de 62, 63, 64 e 65, disputados em Aintree, Silverstone, Brands Hatch e Silverstone, respectivamente, Clark liderou 314 das 317 voltas, deixando somente um restinho de três voltas para Jack Brabham, que liderou as três primeiras voltas da corrida de 62. Uma máquina de liderar as provas de casa.

7- José Carlos Pace, Interlagos, 1975

A primeira dobradinha brasileira

Em meados da década de 70 os brasileiros tinham muito que comemorar com a Fórmula 1. Emerson Fittipaldi recém conquistara dois títulos e o jovem José Carlos Pace, o Moco, vinha fazendo bonito a bordo de uma Brabham, angariando vários pontos e brigando pelas vitórias. Além disso, a partir de 75, o país tinha uma equipe na Fórmula 1. O futuro era promissor.

O vencedor dos dois GP’s anteriores, Emerson Fittipaldi, largava na primeira fila, mas quem saia na pole e surpreendia a todos era Jean-Pierre Jarier da Shadow. O francês do carro negro como uma sombra manteve a liderança por todos as voltas. Bem, por quase todas, pois a oito voltas do fim seu motor sucumbiu deixando a vitória cair no colo do brasileiro… José Carlos Pace.

Após abrir certa vantagem para Fittipaldi, Moco foi tranquilo para sua primeira e última vitória na carreira, pois pouco tempo depois viria a falecer em um acidente de avião. Emerson conseguiu segurar a segunda posição e junto com Pace cravou a primeira dobradinha brasileira da história da Fórmula 1.

6- Gilles Villeneuve, Circuit Île Notre-Dame (ou atualmente, Circuit Gilles Villeneuve) , 1978

Tudo novo para todos

A Fórmula 1 chegava a Montreal pela primeira vez, e Gilles Villeneuve correria em casa também pela primeira vez com chances de vitória. Era tudo muito novo para todos, ainda mais para o próprio Villeneuve, já que ele também buscava sua primeira vitória na categoria.

A temperatura estava mais fria que normalmente se vê em um GP, mas amena quando se fala de Montreal. E tudo isso se encaixou perfeitamente para que Villeneuve vencesse sua primeira.

Mas nem tudo foi fácil como se pareceu. Villeneuve teve a sorte de contar novamente com o azar de Jean Pierre-Jarier, que assim como no GP Brasil de 75, perdeu uma corrida praticamente ganha com sua Lotus.

Melhor para os 72 mil espectadores que vieram para a Île-Notre Dame ver de perto o GP que marcaria esta importante vitória.

5- Alain Prost, Dijon-Prenois, 1981

Primeira vitória de sua carreira veio em grande estilo

Vencer pela primeira vez na categoria já é um tremendo feito a ser comemorado por dias. E vencer esta corrida dentro de casa deve ter sido ainda mais especial para Alain Prost.

Em 1981, Dijon-Prenois recebia o Grande Prêmio da França, mas uma chuva torrencial fez com que a corrida fosse interrompida e recontinuada durante a estiagem. Naquele momento, já com 59 voltas de prova, Piquet tinha uma vantagem de sete segundos para Prost.

A chuva parou e a pista secou. Na segunda largada, Piquet caiu para o meio do grid com problemas de embreagem enquanto Prost a bordo de sua Renault Turbo abria vantagem suficiente para ser coroado com os louros da vitória pela primeira vez.

E o professor adorou essa ideia de vencer em casa. Depois de 1981, venceu em 1983, 1988, 1989, 1990 e 1993. Ninguém venceu mais vezes em casa do que ele.

4- Nigel Mansell, Silverstone, 1987

Com direito a uma ultrapassagem fenomenal em Nelson Piquet

Na velocíssima Silverstone do final da década de 80, ter um motor que despejasse “milhões” de cavalos sobre as rodas do carro era meio caminho andando para se fazer uma boa prova. E a Williams de época, com seu potente motor V6 Honda Turbo era ideal para vencer.

Ninguém se assustou quando a dupla da equipe pegou a primeira fila nos treinos classificatórios, mas certamente ficaram assustados quando Alain Prost, partindo da quarta colocação, deu o pulo do gato e pegou a ponta.

Só que nada poderia parar o ímpeto das Williams. Nem um pneu que forçou Nigel Mansell a fazer uma troca não programada de pneus quando estava em segundo e na caça de Nelson Piquet. Mas foi depois da saída de troca de pneus (que nesta época não chegava nem próximo dos três segundos de hoje) que Mansell fez jus ao seu apelido de Leão.

Como uma flecha, foi descontando mais de um segundo por volta para Piquet, quebrado recordes em cima de recordes do traçado inglês até que, a duas voltas do fim, colou no brasileiro.

Se Galvão Bueno já dizia o bordão “chegar é uma coisa, passar é outra”, com Mansell isso não pode ser aplicado. Fazendo uma manobra de gênio, deu uma sambada atrás de Piquet, fingiu que ia por fora, mas embicou sua Williams Red Five por dentro e cravou uma das ultrapassagens mais belas da história da Fórmula 1.

Após disso, foi só comemorar junto com a torcida inglesa, que quebrou o “decoro” e invadiu a pista para enaltecer o feito de Mansell.

3- Ayrton Senna, Interlagos, 1991

Esbugalhando sua embreagem nas voltas finais

Vencer o Grande Prêmio do Brasil sempre foi meta para Ayrton Senna. Mas desde 1984 disputando o mundial, Ayrton nunca conseguiu realizar tal feito. Ele disputou seis edições no Rio de Janeiro sem conseguir a vitória, mas a partir de 1990, com uma Interlagos modificada a pitacos do próprio piloto, São Paulo voltaria a sediar a prova, e quem sabe isso não traria mais sorte a ele.

E foi mais ou menos o que aconteceu. Logo na segunda edição da prova de retorno às terras paulistas, Senna conseguiu realizar o tão almejado sonho. Mas engana-se quem acha que foi fácil. O que Ayrton teve que fazer naquelas últimas voltas em Interlagos foi coisa de um piloto realmente de outro nível.

Do meio da corrida para o final, Ayrton estava com sérios problemas para colocar a quarta marcha. Ela não entrava, e quando entrava, era cuspida para fora de uma hora para outra. E com o passar das voltas, ela não entrava mais, e assim foi com a segunda, com a terceira, com a quinta… até que só restou para Ayrton a sexta marcha. A cinco voltas do fim Senna só teria essa longa marcha para realizar seu feito.

Como o próprio disse após a prova, usar uma marcha tão longa tinha dois problemas. O primeiro é que o carro não tinha força nas saídas de curva, para tentar minimizar o problema, Senna dava “clutch kicks“, desgastando o sistema de embreagem para elevar um pouco o giro do motor Honda.

O outro problema era que, na freadas, o motor empurrava o carro para fora, então, para contornar as curvas, Senna precisava segurar o carro literalmente no braço.

E para piorar ainda mais, uma chuva começou a cair a duas voltas do fim, mas nada poderia segurar Ayrton naquele dia. Ele cruzou a linha de chegada e praticamente desfaleceu. Com espasmos musculares pelo corpo todo em virtude do esforço excessivo, não conseguia sequer levantar o troféu após a conquista. Feito heroico que coroava e perpetuava ainda mais ele nos corações de todos os brasileiros.

2- Lewis Hamilton, Silverstone, 2008

Pilotagem de campeão

A Inglaterra não tinha um piloto de expressão desde Damon Hill, mas com a chegada de Lewis Hamilton à Fórmula 1 tudo mudou. Em seu primeiro ano na categoria já mostrou a que veio, mas foi no ano seguinte que ele comprovou todo o seu talento.

Correndo em casa pela segunda vez na carreira, vinha de uma fase difícil. Batidas e punições o atormentavam, e uma má posição de largada logo em seu GP caseiro não estava em seu plano ideal, ainda mais quando Northamptonshire amanheceu com chuva. Parecia que o fim de semana não seria seu.

Mas foi um ledo engano. Logo na largada já pulava de quarto para segundo, batendo rodas na primeira curva com o companheiro Heikki Kovalainen. Na volta quatro o ultrapassou e abriu vantagem na molhada Silverstone.

Só que a pista foi secando e Kimi Raikkonen encostando. Na volta 21 ambos entraram nos pits juntos, mas a chuva, neste momento, voltou a apertar. A Ferrari, tentando apostar alto, foi com pneus slicks enquanto a McLaren preferiu manter os intermediários, que logo se mostraram a opção correta, pois Raikkonen logo de cara virava um segundo mais lento que Hamilton.

Mas mesmo quem estava com pneus de chuva não conseguia segurar o ímpeto de Lewis, que em determinada parte da prova virava absurdos três segundos mais rápido que todos, terminando a prova com extrema vantagem de 1m08s de frente. Fantástico!

1- Felipe Massa, Interlagos, 2008

Era difícil. Era complicado. E porque não, para mim naquele fim de semana, achava impossível! Mas torcia, claro, pois queria ver um brasileiro campeão do mundo novamente.

Com Massa largando na pole e com Hamilton largando em quarto, comecei a ter um pouco mais de esperança no impossível. Naquele esquema: vai que… vai que chove né?

Mas não precisava ser o dilúvio que atrasou a largada da prova. Era água que saía por todos os ladrões. Pintava ali uma chance.

E Hamilton, cometendo suas corriqueiras trapalhadas e se embananando no meio do grid, hora sendo campeão (chegando entre os cinco primeiros se Massa vencesse), hora perdendo o título. Foi emocionante demais.

E assim foi Massa liderando sempre e Hamilton brigando no meio. E para dar a emoção final, a famosa chuva de Interlagos veio para complicar a vida dos gregos e troianos. Parar para trocar pneus ou não? Massa não podia arriscar. E muito menos Hamilton. Mas Glock podia.

Emoção ainda maior quando um jovem piloto da Toro Rosso dava aquele passão em Hamilton nas voltas finais, deixando o inglês em sexto e dando o título nas mãos de Massa. Um jovem alemão que seria bicampeão do mundo anos depois… esqueci o nome do rapaz.

Mas que arriscou nos pneus de seco no fim se deu mal (para o público brasileiro) já que não se aguentavam na pista. E o que o diga Glock, que não segurou a investida de Hamilton na última curva e perdeu a quinta colocação, dando o título nas mãos do inglês por incríveis um ponto. Final épico. O melhor de todos os tempos de uma temporada.

Toda vez que eu me lembro desse GP, sinto uma vontade de gritar MEEEEEEEEEERDA!!! Eu, na época com 8 anos, não tinha capacidade de acreditar que aquilo tinha acontecido.

 

CORRIDA: Na largada, Vettel abre logo 1s para o segundo colocado. Barrichello larga mal e perde 8 (!) posições. Um tempo depois, vem a notícia de que Vettel está com um problema no câmbio e começa a perder o rendimento. Button, Alonso e Hamilton brigam pela segunda posição que acaba por ficar com Alonso e deixa Button brigando com Hamilton pra ver quem fica no pódio. B.Senna  e M.Schumacher brigam ferozmente pela nona posição.

Os dois de tocam, B.Senna reclama. Eles se tocam de novo e Schumacher fica com um pneu furado. E quando todos pensavam que Schumacher iria ser punido, é Senna que é punido. Todos vão fazer sua primeira parada. Glock abandona porque o pneu fugiu e por pouco não foi para a pista. E Galvão soltou o verbo: “O carro já é ruim e ainda acontece isso” . Barrichello briga com Maldonado. Um tempo depois e Maldonado abandona.

A maioria dos pilotos vão fazer sua segunda parada, menos Felipe Massa que apostava na chuva. Começava aí a torcida para que São Pedro mandasse ver em Interlagos. Massa segura bravamente Hamilton que tentava, mas não conseguia. A chuva não chegava. Hamilton vai para os boxes para não ficar ali atrás do Massa. A chuva ainda não tinha chegado.

E Massa desiste de esperar a chuva e vai para os boxes. Chega a notícia de que Hamilton está com um problema no câmbio. Massa volta na frente de Hamilton e começa de novo. Hamilton não consegue passar Massa e para piorar, o carro entra em ponto morto e Hamilton abandona.

Vem a notícia de que a chuva não iria aparecer. Alonso briga com Button pelo pódio e Button consegue a ultrapassagem. A lenda da F-3000, Vitantonio Liuzzi, abandona e encerra o ano com sua HRT. Com Webber, Vettel e Button no pódio acabou o GP do Brasil de 2011, a temporada 2011 de F1 e o meu especial sobre o GP do Brasil. Altos e Baixos só no ano que vem agora.

E para terminar, Massa deu um zerinho para a torcida e arrancou uns aplausos da torcida. Barrichello também deu um tchauzinho porque sabe que pode não participar ano que vem da temporada 2012 de F1.

Destaque positivo da corrida: Mark Webber, pra quem era considerado a decepção do campeonato, nada mal. E olha que ainda existe a suspeita de que a Red Bull teria inventado esse problema no câmbio para que Vettel deixasse Webber passar. Já que a ultrapassagem de Webber sobre Vettel foi um tanto interessante…

Destaque negativo da corrida: São Pedro, falou que ia chover na corrida, mas deu um belo drible sobre os poderosos computadores que diziam que ia chover. Acabou com a emoção da corrida. E olha que ele fez chover em tudo quanto é canto de São Paulo. Choveu em toda a São Paulo, menos em Interlagos.

CAMPEONATO:

PILOTOS:

País Piloto Pos. Pontos
Alemanha Sebastian Vettel 392
Inglaterra Jenson Button 270
Austrália Mark Webber 258
Espanha Fernando Alonso 257
Inglaterra Lewis Hamilton 227
Brasil Felipe Massa 118
Alemanha Nico Rosberg 89
Alemanha Michael Schumacher 76
Alemanha Adrian Sutil 42
Rússia Vitaly Petrov 10º 37
Alemanha Nick Heidfeld 11º 34
Japão Kamui Kobayashi 12º 30
Escócia Paul di Resta 13º 27
Espanha Jaime Alguersuari 14º 26
Suíça Sébastien Buemi 15º 15
México Sergio Pérez 16º 14
Brasil Rubens Barrichello 17º 4
Brasil Bruno Senna 18º 2
Venezuela Pastor Maldonado 19º 1
Espanha Pedro de la Rosa 20º 0
Índia Karun Chandhok 21º 0
Itália Jarno Trulli 22º 0
Itália Vitantonio Liuzzi 23º 0
Bélgica Jérome D’Ambrosio 24º 0
Austrália Daniel Ricciardo 25º 0
Finlândia Heikki Kovalainen 26º 0
Índia Narain Karthikeyan 27º 0
Alemanha Timo Glock 28º 0
França Romain Grosjean AT 29º None
França Jean-Éric Vergne AT 30º None
República Checa Jan Charouz AT 31º None
Alemanha Nico Hulkenberg AT 32º None
Brasil Luiz Razia AT 33º None

AT= Apenas treino

EQUIPES:

País Equipe Pos. Pontos
Áustria Red Bull Racing 650
Inglaterra McLaren 479
Itália Ferrari 375
Alemanha Mercedes 183
Inglaterra Lotus Renault 73
Índia Force India 69
Suíça Sauber 44
Itália Toro Rosso 41
Inglaterra Williams 5
Malásia Lotus                10º   0           
Espanha Hispania           11º    0          
Rússia Marussia Virgin 12º    0          

Webber venceu para terminar o ano em alta

Nesse final de semana, teremos o GP do Brasil de 2011. Há grande expectativa de conhecermos que será o mais novo VICE-campeão de 2011 e de rolar o primeiro pódio de um brasileiro em 2011. Veja os cinco melhores GPs do Brasil da história da F1.

5- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2006

A primeira vitória de um brasileiro em Interlagos depois de Ayrton Senna em 1993 foi de Felipe Massa em 2006. Massa usava um macacão em homenagem ao Brasil. Liderou a corrida de ponta a ponta e venceu de forma magistral para todo mundo ficar feliz. A carreira de Massa alavancou depois dessa vitória. Massa só venceu outra vez em Interlagos só em 2008. Ah, e esse GP marcou a aposentadoria de Michael Schumacher que deu um show indo para último (por causa de um pneu furado) e extraindo o máximo de seu Ferrari e completando em quarto, mas depois você sabe o que aconteceu depois com o Schummy.

Veja frases do GP do Brasil de 2006:

  • “Nunca vou esquecer esse dia. O dia que sempre sonhei e esperei. Acho que sou iluminado” Felipe Massa
  • “Tem sido um fim de semana fantástico e eu preciso de algum tempo para acreditar que sou campeão novamente” Fernando Alonso
  • “Provavelmente foi a corrida mais fácil da minha carreira.” Felipe Massa
  • “Nós tínhamos um carro insanamente rápido hoje. Provavelmente tínhamos velocidade possível para superar todos, pra ser honesto. Nós fizemos isso, de certa maneira.” Michael Schumacher
  • “Não era para ser hoje, pra mim” Michael Schumacher
  • “Estou realmente feliz por Felipe por ter sido o primeiro brasileiro a vencer aqui após Senna” Michael Schumacher
  • “Eu fui extremamente sortudo em vencer um campeonato com Schumacher ainda correndo, foi um prazer correr com ele” Fernando Alonso
  • “Acho que temos que demonstrar grande respeito por Schumacher, porque o que ele fez ficará para a história da F-1” Flavio Briatore

4- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 1991

Na largada, Senna e Mansell sumiram na liderança. Senna e Mansell fazem paradas perfeitas, mas Mansell fica com um pneu furado e Senna fica sozinho na pista. Mas os problemas mecânicos aparecem. A quarta marcha foi pro saco. Tendo que passar da terceira para a quinta direto. Depois nenhuma marcha funcionava e Senna tinha que ficar segurando a alavanca para continuar. Devido a esse problema, Patrese que era segundo, chegava mais perto a cada volta. O brasileiro, terminou a corrida só com a sexta marcha funcionando normalmente. Faltando duas voltas para o final, começou a chover em Interlagos, o que acabou decidindo a corrida. Após cruzar a linha final, Senna permaneceu no carro, sem forças para sair. Depois, auxiliado, entrou em um carro da organização e foi para os boxes. No pódio ficou evidente seu esforço para obter a vitória. Ele mal conseguiu levantar a taça, precisando de ajuda para fazê-lo. Uma das melhores atuações de Senna na F1 e a primeira vitória de Senna em Interlagos. Senna só venceu em Interlagos de novo em 1993.

3- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2003

Essa corrida foi maluquinha. Chovia canivetes naquele dia. Rubinho largou na pole e depois abandonou a corrida. A chuva continuava forte e na volta 54, Fisichella passa Raikkonen que deu uma escapada. Segundos depois, Mark Webber bate na Curva do Café e em seguida, Fernando Alonso também bate por causa dos destroços do carro de Webber. Como havia muitos destroços e pneus espalhados pela pista, a organização preferiu encerrar a corrida daquele jeito.

Só que a organização declarou também que Kimi Räikkönen havia sido o vencedor. Ao invés de considerar a volta 54, a última que havia sido completada antes da interrupção, os organizadores preferiram considerar a volta 53, liderada pelo finlandês. Revoltada, a Jordan recorreu, alegando que o resultado a ser considerado é sempre o da volta anterior à da interrupção.

A FIA demorou cerca de duas semanas para chegar a um veredicto, mas chegou. E devolveu a vitória a Fisichella, dizendo serem procedentes as reclamações da Jordan. Para não deixar o italiano tristonho, foi realizada até mesmo uma pequena cerimônia em Imola, com o próprio Räikkönen entregando o troféu ao piloto da Jordan. Quem disse que alegria de pobre dura pouco?

2- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2007

Três brigando pelo título. Hamilton com uns 75% de chances de ser campeão. Alonso com uns 35% de chances. E Raikkonen tinha uns 3% de chances. Eu apostei com papai quem iria ser campeão. Eu apostei em Hamilton e papai apostou em Alonso. Hamilton erra já no começo da corrida. Alonso continuava ali no meio. Massa liderava com Raikkonen em segundo. Hamilton fazia uma corrida de recuperação e Alonso continuava ali no meio. Já na metade da corrida, Massa deixa Raikkonen passar para Raikkonen ser o campeão de 2007. Eu e o papai perdemos a aposta.

O campeonato de Raikkonen foi o mais inesperado que eu já vi. Aposto que todos que assistiram a corrida ficaram bastante surpresos com o campeonato de Raikkonen. Não adianta negar que eu sei onde você mora. Eu sei sim.

1- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2008

Desse GP eu lembro muito bem. Massa largaria na pole e precisava vencer e torcer para Hamilton ficar em sexto para poder ser campeão. Liderou toda a prova e Hamilton estava em quinto. A chuva chega em Interlagos e todos param para botar os compostos intermediários. Apenas Glock não para e fica na frente de Hamilton que estava em quinto e com Vettel pressionando com sua Toro Rosso.

Vettel bota de lado e passa Hamilton que fica no desespero atrás do alemão. Hamilton tenta, mas não consegue chegar em Vettel. Ele precisava de um milagre para ser campeão. Massa cruza a linha de chegada e ouvimos o “FELIPE, FELIPE, FELIPE, FELIPE MASSA DO BRASIL!!!!!! , AGORA É SÓ TORCER PARA QUE HAMILTON FIQUE EM SEXTO PARA VERMOS FELIPE MASSA CAMPEÃO” . De repente todas as câmeras estão na briga entre Vettel e Hamilton. Hamilton reza para Deus, Buda, Elvis, Senna, Virgem Maria e todos os outros santos e orixás para ver se acontecia o tão sonhado milagre.

Eles fazem o Bico do Pato colados. Tudo estava caminhando para que Massa fosse campeão. Mas Glock que não tinha parado, estava lento na pista e é facilmente ultrapassado por Vettel e Hamilton. Hamilton consegue o seu milagre e cruza a linha de chegada em quinto que era o preciso para ser o primeiro campeão de F1 negro da história. Massa saiu chorando do carro e continuou chorando no pódio batendo no seu peito e olhando Hamilton sendo campeão.

Massa merecia aquele campeonato, mas tudo pro causa da Ferrari, isso não aconteceu. E essa foi a última vitória de Massa até hoje.

TRAÇADO ANTIGO (na foto, a parte cinza) : Um colossal circuito. Tinha nomes das curvas bastante originais, era veloz e bastante desafiador. Tinha retão, tinha curva que cegava o piloto por causa do Sol (na curva do Sol) e tinha uma curva onde um sargento imbecil dava escapadas para piloto de kart dar risada. Pena que o circuito era muito grande. Teriam que botar cem mil câmeras para transmitir as corridas nesse traçado. Mas o que veio depois ficou bom também.

TRAÇADO ATUAL (na foto, a parte azul escura) : Nove entre nove pilotos adoram este traçado. Para reformar Interlagos, se precisava de um traçado menor do que o antigo. Um tal de Chico Rosa fez um traçado bastante veloz para Interlagos, mas Bernie Ecclestone negou o tal traçado. Então envolveram Ayrton Senna na história. Senna sugeriu que seja feito um “esse” depois da reta dos boxes ligando com a Curva do Sol, criando um novo traçado de 4,3 km. Mas se comparada ao antigo traçado, esse traçado é só um autorama.

ANEL EXTERNO: Esse traçado foi mantido mesmo depois da reforma de Interlagos. Luis Pereira Bueno (o Peroba) quebrou o recorde do anel externo de Interlagos em 1972. Quem conta esse momento é Carlos Coutinho:

 “Houve um momento em que tudo parou para que o Luisinho Pereira Bueno desse uma volta pelo anel externo com seu March 711 alugado pela Equipe Hollywood. Ele passou pelo retão voando baixo, fez a curva 3 numa velocidade enorme, deu uma tiradinha de pé na junção, e bateu o recorde do anel externo.”

Que Deus esteja com você, Peroba.

Luiz Pereira Bueno

Luiz Pereira Bueno quebrando o recorde do anel externo de Interlagos

Ficheiro:Autodromo Jose Carlos Pace S do Senna.jpg

O “S” do Senna do atual Interlagos

O último GP no antigo traçado de Interlagos

Interlagos sendo reformado

O GP do Brasil de F1 está chegando. A prova vai ser realizada no tradicional circuito de Interlagos. No resto dessa semana, vou fazer um especial sobre Interlagos. O tema de hoje: As melhores voltas no atual circuito de Interlagos.

Categoria Tempo Piloto Equipe Data
Fórmula 1 1:11.473 Juan Pablo Montoya Williams-BMW GP Brasil de 2004
Le Mans Series-LMP1 1:18.787 Pedro Lamy/Stéphane Sarrazin Peugeot 908 HDi FAP Mil Milhas Brasil de 2007
Fórmula 3 1:28.970 Nelson Merlo Bassani Racing 9/12/2006
FIA GT1 1:32.060 Enrique Bernoldi/Xandinho Negrão Maserati MC12 Vitaphone 27/11/2010
Fórmula Renault 1:35.809 Nelson Merlo Bassani Racing 6/11/2005
Stock Car Brasil V8 1:37.672 Allam Khodair Blau Full Time 27/3/2010
Troféu Maserati 1:47.655 Guto Negrão Medley 25/3/2006
Fórmula Truck 2:04.616 Wellinton Cirinno ABF/Mercedes-Benz 5/10/2003

Sou o pato mais rico de Patópolis e da ficção cinematográfica,melhor até que Bruce Wayne,Riquinho Rico,Sr. Burns,o cara do Monopoly e o Tony Stark

CORRIDA:E o Camilo ganhou-Na largada,Daniel Serra pulou na frente e deixou Marcos Gomes para trás.Villeneuve largaou lá atrás e foi lá que ele ficou depois da largada.Marcos Gomes que largou na liderança ficava perdendo posições.Aí na sétima volta,a luz foi embora,MAS QUE MERDA.Com a luz voltando na volta 15,perdi um acidente envolvendo um zé-ruela qualquer.Na relargada,Serra continua na frente.Depois todos vão fazer suas paradas nos boxes.Cacá vai faz sua parada,mas um problema na roda dianteira faz com que ele perca mastodonticos 1 minuto e pouco de parada e dá adeus ao 1 milhão.E quem fica na frente é justamente Villeneuve,o problema é que ele foi o último a parar e acabou caindo para a posição 20.Marcos Gomes fica na frente depois de todos pararem,mas seu carro começa a ficar mais lento do que os outros e acabava fazendo um trenzinho atrás dele.Apenas Thiago Camilo consegue ultrapassar Gomes,e acaba se mandando na frente.Daniel Serra tenta numa tentativa desesperada passar Gomes,e quando consegue passar,está a 5 segundos atrás de Camilo e com a diferença aumentando.Com o bolo liderado por Gomes era fácil acontecer um acidente,e ele aconteceu,o grande “felizardo” foi Allan Khodair que acabou sendo tocado por Popó Bueno na saída do “S” do Senna e caiu lá pra trás.Cacá Bueno abandona o que foi uma corrida de merda para ele.E Thiago Camilo ganha a Corrida do Milhão,Daniel Serra ficou em segundo e Max Wilson(ele largou em trigésimo(30))terminou em terceiro.Villeneuve terminou a prova em décimo oitavo(18).

Destaque da corrida:O bolo liderado por Marcos Gomes desde a metade da prova fez com que várias disputas fossem possíveis.

Ponto morto da corrida:A luz ter ido embora logo no começo da prova,talvez vocês dos outros bairros,comunidades,cidades,estados e países tenham visto essa parte da corrida.Todos viram menos eu.

CAMPEONATO:

PILOTOS:

Piloto Pos. Pontos
  Thiago Camilo 97
  Cacá Bueno 83
  Max Wilson 71
  Átila Abreu 71
  Ricardo Mauricio 62
  Popó Bueno 59
  Marcos Gomes 54
  Allam Khodair 44
  Duda Pamplona 42
  Luciano Burti 10º 41
  Felipe Maluhy 11º 40
  Ricardo Zonta 12º 29
  Daniel Serra 13º 27
  David Muffato 14º 22
  Giuliano Losacco 15º 20
  Júlio Campos 16º 18
  Xandinho Negrão 17º 15
  Valdeno Brito 18º 15
  Diego Nunes 19º 13
  Lico Kaesemodel 20º 8
  Eduardo Leite 21º 6
  Ricardo Sperafico 22º 4
  Claudio Ricci 23º 3
  Alceu Feldmann 24º 3
  Rodrigo Sperafico 25º 2
  Alan Hellmeister 26º 2
  Denis Navarro 27º 1
  Nonô Figueiredo 28º 0
  Serafim Jr. 29º 0
  Willian Starostik 30º 0
  Antonio Jorge Neto 31º 0
  Rodrigo Navarro 32º 0
  Alberto Valério 33º 0
  Sérgio Jimenez 34º 0
  Tuka Rocha 35º 0
  Antonio Pizzonia 36º 0
  Jacques Villeneuve 37º 0
       
  Tarso Marques 38º 0

EQUIPES:

*A Shell V-Power é a equipe do Jacques Villeneuve,eles só foram participar dessa etapa do milhão.
Thiago Camilo venceu a Corrida de 1 milhão de verdinhas
Villeneuve terminou em décimo oitavo(18)

Tuíter

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