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Estava querendo fazer a continuação da Novela das 7 da ATS, mas estou com preguiça. Então, vou fazer uma breve homenagem ao Rubinho. Ontem foi anunciado que Narain Karthikeyan vai ser o companheiro de equipe de Pedro de la Rosa na única equipe que tinha uma vaga disponível na F1 em 2012.

Karthikeyan e Barrichello disputando posições na China e em Montreal

Barrichello estava sem a vaga na Williams após Bruno Senna ser anunciado pela equipe de Grove. Barrichello só tinha como opção a HRT. Rubens só tinha encarado a posição de estar voltas atrás nos tempos da Honda em 2007 e 2008. Mas Barrichello tinha declarado no Twitter que ainda não tinha desistido da F1.

Tinha gente de olho naquela vaga da HRT. Não tinha muitos, mas era o que tinha. Na disputa tinha, Narain Karthikeyan, Vitantonio Liuzzi, Giedo Van Der Garde e Lucas di Grassi. Barrichello precisava de patrocinador, mas depois fez um teste com um carro de F-Indy no circuito de Sebring, as chances foram para o ralo.

Você que nasceu nos tempos de Senna, Prost, Piquet e Mansell. Deve se lembrar na primeira corrida de Rubens Barrichello no GP da África do Sul em Kyalami em 1993.

Rubens Barrichello na sua primeira corrida de F1

Barrichello abandonou na volta 31 com problemas no câmbio. O carro não era lá essas coisas, mas já dava para fazer uma estréia na F1. Com a Jordan, também dava para marcar seus primeiros pontos. E eles vieram no final daquele distante ano de 1993. Mais precisamente no GP do Japão no lendário circuito de Suzuka.

Barrichello conseguiu chegar em quinto e marcar dois pontos. Nada mal para um estreante. 94 veio e Barrichello começou muito bem com um quarto lugar no seu vizinho Interlagos e seu primeiro pódio em TI Aida. Com tamanhos resultados, 94 ia ser bom demais para Barrichello. Bom até demais. Barrichello conseguiu sua primeira pole em Spa-Francorchamps, mesmo com aquela chicane enfiada no meio da Eau Rouge.

Barrichello ponteando o GP da Bélgica de 1994, após passar pela estúpida chicane da Eau Rouge

94 foi o melhor ano de Barrichello até 1999. Com um Stewart SF-3. Barrichello marcou sua segunda pole-position em Magny-Cours. Barrichello marcou 21 pontos em 99.

França 1999: a segunda pole de Barrichello

No final de 1999, Barrichello foi contratado pela Ferrari como parte de uma troca feita pela equipe de Maranello com a Jaguar (que tinha comprado a Stewart) . Barrichello foi para a Ferrari e Eddie Irvine foi para a Jaguar Racing.

Alemanha 2000: a primeira vitória

Em 2000, Barrichello marcou 62 pontos e terminou em quarto no campeonato. Em 2001, Barrichello não conseguiu nenhuma vitória e nem mesmo uma pole para animar, mas apesar disso, Barrichello passou o ano todinho no pódio. Me recuso a falar de 2002 para Barrichello.

 

Espirrobergue 2002: sentimento de ódio de vários brasileiros

Indiana 2002: a devolução da macacada

2003 veio e desta vez, a Ferrari não fez um carro bom para Barrichello. Mas Barrichello conseguiu duas vitórias em Silverstone e em Suzuka. Barrichello terminou em quarto no campeonato.

Em 2004, foi um ano difícil para Barrichello e Barrichello só foi vencer no final do ano na Itália e na China. Mas mesmo com essas vitórias, a torcida brasileira ainda guardava mágoa da Austria 2002 e Barrichello veio desacreditado para o GP Brasil de 2004.

Passou 2004 e veio um péssimo 2005. A Ferrari não conseguiu fazer um bom carro e Barrichello teve de amargar ficar atrás das duas Toyotas na classificação geral. Barrichello não conseguiu nenhuma vitória e teve como melhor posição 2 segundos lugares na Austrália com o carro de 2004 e nos EUA com apenas seis carros correndo.

2005: ano difícil para Barrichello

Em 2006, Barrichello não ia mais correr pela Ferrari e migrou para a novata Honda. A Honda tinha um carro bom, mas o carro não era bom o suficiente para conseguir um pódio. Barrichello teve como melhor resultado um quarto lugar na Hungria e em Montecarlo. Mas esse quarto lugar foi ofuscado pela vitória de seu companheiro de equipe Jenson Button.

Hungria 2006: corrida boa, mas ofuscada pela vitória de seu companheiro

Após um bom 2006, Barrichello esperava um melhor ainda 2007. Mas foi o contrário. A Honda construiu um péssimo carro e Barrichello passou 2007 zerado, coisa que nunca tinha acontecido com Rubinho na F1. Tendo como melhor posição um nono em Silverstone. O carro era confiável, mas esse não era o problema. O problema era que o carro era muito lento.

 

2007: o pior ano de Barrichello

2008 veio e a Honda mais uma vez criou um carro ruim. Na Austrália, ele ainda conseguiu marcar seus primeiros pontos desde Brasil/2006. Mas ele foi desclassificado por motivos que esqueci qual eram. Mas ele consegue marcar 5 pontos, 3 em Mônaco e 2 em Montreal. Mas ele tirou leite de pedra mesmo na etapa de Silverstone ao conseguir um excelente terceiro lugar e ainda terminar na volta do líder. Tudo isso graças ao seu grande talento na chuva.

Inglaterra 2008: tirando leite de pedra

No fim de ano, a Honda faliu e Barrichello se viu sem emprego. Mas Ross Brawn apareceu e comprou o antigo espólio da Honda e Barrichello conseguiu continuar na F1. A Brawn GP criou um ótimo carro. Confiável e veloz. Isso lhe rendeu a vitória de número 100 do Brasil em Valência e a vitória 101 em Monza. Mas isso não foi o suficiente nem pra ficar em segundo no campeonato.

Valência 2009: homenagem e volta as vitórias

Itália 2009: a última vitória

Brasil 2009: a última pole

Em 2010, Barrichello realizou seu sonho de correr pela Williams. O carro não era bom, mas também não era ruim. Barrichello consegue como melhor resultado um quarto lugar em Valência, 47 pontos e o décimo lugar na classificação.

Valência 2010: A melhor corrida dele em 2010

Em 2011, mais tempos difíceis. A Williams não consegue fazer um carro bom e Barrichello passa o ano nas posições intermediárias. Mas o ano não foi só resultados ruins. Barrichello consegue marcar 4 pontos, 2 em Mônaco e 2 em Montreal.

Canadá 2011: corrida muito louca

Brasil 2011: a última corrida

Barrichello merecia continuar na F1, mas nessa F1 de hoje. Nem o talento vence o dinheiro.

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Sem assunto. Apresento um diálogo de uma discussão feia entre Ayrton Senna e Eddie Irvine. Aconteceu depois do GP do Japão de 1993, em 24 de Outubro em Suzuka. Prost já havia anunciado (depois de assegurar o título em Estoril) que ia se aposentar no fim da temporada, Senna já havia anunciado que ia para a Williams, para ser companheiro do Damon Hill. Um jovem Eddie Irvine fazia sua estréia de Jordan Hart 1035 V10 com Barrichello como companheiro de equipe, em uma pista que o irlandês conhecia muito bem, graças as suas duas temporadas anteriores, competindo no Campeonato Japonês de F3000 pela Cerumo-Cosmo Oil.

Irvine correndo pela F3000 Japonesa

Eddie havia classificado sua Jordan em oitavo, e pularia para quinto na largada, depois de colocar duas rodas na grama, por fora, para completar a manobra. Mesmo assim, ele foi rápidamente ultrapassado de volta por Schumi na Benetton (que teve uma largada ruim) e Damon Hill, na Williams. A briga na ponta era de Senna e Prost, continuando assim na primeira parada de box, e sob a chuva que começou a cair.

Ayrton Senna vencendo em Suzuka/1993

Basicamente, o “episódio” foi que Senna brigava com Prost pela ponta, e chegou para colocar uma volta em Irvine e Hill (que brigavam pela 5ª posição). Hill estava de slicks na pista razoávelmente molhada, e Senna com pneus de chuva. Senna passou Irvine, e estava sendo “cuidadoso” para passar Hill, pois este escorregava por todo lado.

Irvine, que agora estava uma volta atrás, resolveu “tirar a volta” passando Senna na entrada das curvas Degner, e o fez, irritando Senna. Mais tarde, Irvine diria que a culpa de tudo que aconteceu era de Damon Hill (??). Além disso, há três voltas do final, Irvine não hesitou em “empurrar” Derek Warwick na Footwork para a brita na chicane e lhe tomar o sexto lugar, tornando-se o primeiro estreante a marcar pontos em seu primeiro GP desde Jean Alesi. Senna venceu, seguido de Prost, Hakkinen, Hill, Rubinho e Irvine, os únicos seis na mesma volta, e os últimos dois registrando o melhor resultado da Jordan na temporada. Penúltima vitória de Senna, de número 40, e número 103 da McLaren, empatando-a com a Ferrari, significativo na época.

Eddie Irvine acelerando com seu Jordan na pista de Suzuka

O diálogo que se seguiu, segundo os vários rumores e sites na internet descrevendo o acontecido, foi gravado por um “figurante” que preferiu não se identificar. Dizem que o estreante Irvine estava sentado sozinho em uma mesa na área reservada da Jordan após a corrida, onde também se encontravam Rubinho Barrichello, o gerente comercial e outros membros da equipe, todos assistindo exatamente ao replay do “incidente”. De repente, a porta se abre e Senna entra, com Norman Howell (diretor de comunicações da McLaren) e Giorgio Ascanelli (engenheiro de Senna). Senna procura por Irvine, mas parece não encontrá-lo (ou não reconhecê-lo). O próprio Eddie levanta a mão, chamando a atenção de Senna, que se encaminha até ele.

O incidente: Senna e Irvine dividindo a Degnes Curve

Irvine: “ Hey.”
Senna: “Que m**** você acha está fazendo ?”
Irvine: “ Eu estava correndo .”
Senna: “ Você estava correndo ? Você conhece a regra que você tem que deixar os líderes passarem quando você é um retardatário ?”
Irvine: “Se você estivesse indo rápido o bastante, não haveria problema.”
Senna: “Eu te passei ! E você saiu da pista três vezes na minha frente, no mesmo lugar, como um fuc**** idiot (isso não tem tradução boa o bastante), onde havia óleo. E você estava jogando pedras e coisas na minha frente por três voltas. Quando te passei, você viu que eu estava na sua frente. E quando eu cheguei no Damon, ele estava de slicks e tendo dificuldades, e você deveria ter ficado atrás de mim. Você correu um risco muito grande, de me tirar da corrida.”
Irvine: “Eu te coloquei em algum perigo ?”
Senna: “Você não me colocou em perigo ?”
Irvine: “Eu encostei em você ? Eu encostei em você alguma vez ?”
Senna: “Não, mas você chegou à isso (gesticulando, polegar e indicador juntos) de encostar em mim, e eu era o fuc**** líder (berrando), eu era o fuc**** líder !”
Irvine: “Se não encostou, tanto faz estar à uma milha de distancia (“A miss is as good as a mile”).”
Senna: “Vou te dizer uma coisa. Se você não se comportar apropriadamente no próximo evento, é melhor você repensar o que faz. Eu te garanto isso.”

Irvine: “Os comissários disseram que não houve problema, não houve nada de errado.”
Senna: “Ah, é ? Espere até a Austrália. Espere até a Austrália, quando os comissários falarem com você. Aí você me diz se eles dizem isso.”
Irvine: “Hey, eu estou aí para fazer o melhor para mim.”
Senna: “Isso não é correto. Você quer ir bem. Eu entendo, pois já fui assim. Eu entendo. Mas é muito anti-profissional, se você é um retardatário, e está uma volta atrás…”
Irvine (interrompendo): “Mas eu teria te seguido se você passasse o Hill.”
Senna: “…você deveria deixar o líder passar…”
Irvine (interromendo novamente): “Eu entendo perfeitamente.”
Senna (ele agora interrompendo): “…e não voltar e fazer as coisas que você fez. Você quase bateu no Hill, na minha frente, três vezes, eu ví, e eu podia ter “coletado” você e ele como resultado, e essa não é a maneira de…”

Irvine (interrompendo e gritando agora): “Mas eu estou correndo ! Estou correndo ! Você só aconteceu de…”
Senna (interrompendo e berrando): “ Você não estava correndo ! Você estava guiando como um fuc****idiota. Você não é um piloto de corridas – você é um fuc**** idiota !”
Irvine: “ Você fala, você fala. Você estava no lugar errado, na hora errada.”
Senna: “ Eu estava no lugar errado, na hora errada ?”
Irvine: “Sim. Eu estava disputando com o Hill.”
Senna: “Sério ? Sério ? Me diz uma coisa. Quem deve julgar: você ou o líder da prova que vem vindo para te colocar uma volta ?”
Irvine: “ O líder da prova.”
Senna: “Então o que você fez ?”
Irvine: “ Você estava muito devagar, e eu tinha que passar você para tentar chegar no Hill.”
Senna: “Sério ? Como eu estava colocando uma volta em você se eu estava muito devagar ?”
Irvine: “Chuva. Porquê de slicks você estava mais rápido que eu, mas com pneus de chuva você não estava.”
Senna: “Sério ? Sério ? Como que eu te passei com pneus de chuva, então ?”
Irvine: “ Ahn ?”
Senna: “Como que eu te passei com pneus de chuva, então ?”
Irvine: “Eu não lembro disso. Na realidade, não lembro da corrida.”
Senna: “Exato, porque você não é competente o bastante para lembrar. Funciona assim, você sabe.”
Irvine: “Tudo bem, tudo bem, você pensa assim.”
Senna: “Tenha cuidado, cara.”
Irvine: “Vou ter, e vou ficar de olho em você.”
Senna: “Você vai ter problemas não só comigo, mas com várias outras pessoas, e também com a FIA.”
Irvine (sarcástico): “ É ?”
Senna: “Pode apostar.”
Irvine (rindo): “ É ? Bom.”
Senna: “ É ? Bom saber disso.”
Irvine: “Te vejo na pista.”
Senna (agressivo): “É ? Bom saber disso.”
Irvine: “Te vejo na pista.”
Senna faz uma meia volta, dá alguns passos e parece que vai embora quando solta um “aaahhh” alto e vira, anda de volta para o Irvine e lhe dá um soco, de esquerda, na parte direita da cabeça de Irvine – que se desequilibra e cai no chão.
Irvine (berrando): “Processo !”
Senna (berrando enquanto é colocado para fora): “Você precisa aprender a respeitar onde voce está indo errado.”

Com certeza, não é o melhor exemplo para os jovens pilotos, mas Senna deu mais exemplos ótimos que ruins, logo não deve ser julgado apenas por esse descontrole. Mas até que deu para extravasar a raiva legal.

Iniciando um novo especial no blog. Tivemos 4 tragédias naquele final de semana negro no Autodromo Enzo e Dino Ferrari. Não vou falar quais porque você já deve saber. Mas como me falta tempo e tenho várias coisas a fazer. Esse especial só vai mostrar fotos daquele final de semana fatídico. Mas vou fazer uma breve descrição de como foi o acidente. Começando com o acidente de Rubens Barrichello na Variante Bassa.

Rubens Barrichello sai para fazer sua volta rápida nos treinos de sexta. De repente, ele escapa na Variante Bassa, voa por cima de uma zebra, seu carro literalmente voa, o carro bate no topo da barreira de pneus, seu carro capota várias vezes e seu carro acaba por parar de cabeça para baixo.

Rubens voltou à reunião de corrida no dia seguinte, mas o nariz quebrado e o gesso no braço o forçaram a abandonar as pistas no resto do fim de semana. Dez anos depois do acidente, Damon Hill, piloto da equipe Williams-Renault na ocasião, descreveu o sentimento após o acidente dizendo: “Todos nós continuamos os treinos correndo tranquilos, com a certeza de que nossos carros eram duros como tanques e nós podíamos ser abalados, mas não feridos.

Amanhã, o acidente de Roland Ratzemberger.

Assunto fora de tópico. Fazer o que se não tem assunto. A Copa de 2014 vai ser realizada aqui no Brasil e a minha querida cidade Manaus vai receber 4 jogos (só!) . Veja cinco historinhas da relação de futebol e automobilismo.

Ah, a Copa do Mundo. Tempo de bandeirinhas, paredes pintadas de verde e amarelo, álbuns da Panini (eu mesmo tinha dois desses álbuns, um da Copa de 2006 e o do de 2010, só que não tenho mais o de 2006, recortei o álbum todinho) , expedientes interrompidos e latinhas de cerveja espalhadas na rua. Tempo em que corintianos, palmeirenses, flamenguistas, gremistas e ibienses se unem por um único ideal, o hexacampeonato. Tempo de não se pensar em mais nada. Todos estão contaminados pelo espírito da maior festa mundial do futebol.

5- BARTHEZ, PILOTO

Fabien Barthez, lembra-se dele? Até eu, completo ignóbil no assunto, sei de quem se trata. Ele era o goleiro careca da seleção francesa que venceu o Brasil na final da Copa de 1998. Além dos brasileiros, os torcedores do Manchester United também não tinham lá grandes lembranças dele, que atuou por lá entre 2000 e 2004: seus frangos eram tantos que os ingleses sardonicamente o apelidaram de “Mãos de Manteiga”.

Pois não é que ele decidiu tentar outra coisa na vida? Após se aposentar, no fim de 2007, Fabien migrou para o automobilismo, fazendo algumas corridas na Porsche Supercup nos dois últimos anos. O desempenho foi razoavelmente bom a ponto de uma equipe do Campeonato Francês de GT, a GCR Mediaco, tê-lo contratado para toda a temporada 2010.

Como estava sua temporada? Seis corridas já tinham sido realizadas e Barthez está na 22ª posição do campeonato, com 18 pontos. Parece pouco, mas até pódio ele já conseguiu. O melhor, no entanto, é que o careca está dois pontos à frente de Olivier Panis, ex-piloto de Fórmula 1! O negócio até que vai bem pro “Butter Hands”.

4- RICARDO ZONTA NO BARÇA

Na temporada de Stock Car V8 de 2010, Ricardo Zonta corre com as cores do Corinthians pintadas em seu carro e em seu macacão. É o verdadeiro piloto da Fiel. O que poucos sabem é que este é o segundo time que o paranaense defendeu nas pistas.

Em 2002, sem muitas perspectivas de competir na Fórmula 1, Zonta aceitou uma proposta de dar um passo atrás e competir no então novíssimo Telefonica World Series, um campeonato do mesmo nível da Fórmula 3000 patrocinado pela empresa de telefonia e pela Nissan. O carro, um Dallara equipado com o motor japonês, era cerca de dois segundos mais rápido que o Lola-Zytek da F3000 e permitiria que Ricardo não perdesse ritmo de corrida. Além disso, ele receberia para correr, um luxo em se tratando de uma categoria de base.

O mais interessante do negócio, porém, era a equipe de Zonta. A Gabord Competición era patrocinada pelo Barcelona. Sim, o time de Piqué, Messi, David Villa e Xavi! O carro era pintado de azul e bordô, além de carregar o emblema do time. E a trajetória vencedora do Barça acabou se repetindo na World Series: com 9 vitórias, Ricardo Zonta se consagrou o campeão da temporada.

3- SCHUMACHER E O ECHICHENS

Michael Schumacher, o heptacampeão de Fórmula 1, não esconde de ninguém que sua segunda paixão é o futebol. Jogador frustrado assumido, ele costuma dizer que gostaria de ter atuado profissionalmente, mas não era bom o suficiente para isso. Suas atuações futebolísticas vistas por aí em eventos de caridade e em amistosos, no entanto, não sugeriam isso. O alemão, vez ou outra, aparece com boas jogadas e até marca uns gols de vez em quando.

Recentemente, um clube moldávio, o Olimpia, anunciou que estava leiloando uma vaga no elenco do clube e queria muito ver o piloto alemão ocupando-na. Schumi, obviamente, nem deu bola. Seu time do coração, se é que dá pra falar assim, é o FC Echichens, um pequeno clube suíço que está atualmente na quinta divisão (!) do campeonato nacional. Patrocinador da equipe, Michael chegou a atuar profissionalmente pelo clube em 2007, quando o Echichens estava na terceira divisão lutando para fugir do rebaixamento. O alemão até chegou a marcar alguns gols, mas sua presença não ajudou muito na sorte do time.

2- PREMIER1 GRAND PRIX

Qual foi o primeiro projeto de categoria que intencionava mesclar futebol e automobilismo? Quem respondeu Superleague Formula errou. Foi o Premier1 Grand Prix.

Esta iniciativa surgiu no final de 2001, quando um empresário inglês, Colin Sullivan, teve a brilhante (?) idéia. Ao contrário da real porém pouco ousada Superleague, o Premier1 prometia ser um campeonato global que competisse com a Fórmula 1. Os carros seriam feitos pela Dallara e teriam pneus slick, câmbio semi-automático e motores V10 feitos pela Judd que alcançavam gloriosos 750cv de potência. O calendário inicial passaria por circuitos como Donington, Buenos Aires, Jacarepaguá, Zandvoort, Dijon e Estoril. A intenção era ter pilotos de nome, como Damon Hill e Nigel Mansell. Tudo muito bonito no papel.

Sullivan esperava ter 24 times em seu campeonato, sendo que um deles seria o Flamengo. Quatro (se minha memória não me trai, o Anderlecht, o Benfica, o Leeds United e o Feyenoord) chegaram a exibir o Dallara com suas pinturas em eventos oficiais. O Benfica, inclusive, já tinha um pré-contrato com Pedro Lamy, sócio do clube.

Como todo projeto ambicioso demais, o Premier1 afundou sem ter realizado uma única corrida. O campeonato, que deveria ter se iniciado em junho de 2002, foi adiado para março de 2003, depois para 2004 e após isso, nunca mais se tocou no assunto. Faltou dinheiro e credibilidade.

1- IRLANDA X ITÁLIA

Essa história é legal. Como foi, aliás, a Copa do Mundo de 1994.

Como costuma ocorrer em tempos de Copa do Mundo, o pessoal da Fórmula 1 deixa um pouco a tensão e o nervosismo de lado para se divertir com o futebol. Como o paddock é composto por pessoas de vários países e planetas, provocações e brincadeiras acontecem aos montes entre mecânicos, pilotos, jornalistas e aspones. Ao mesmo tempo, vemos cenas que em tempos normais nunca aconteceriam, como pilotos e mecânicos de equipes concorrentes se reunindo em um único motorhome para assistir a um jogo.

Em 1994, as sempre espirituosas Jordan e Minardi protagonizaram uma curiosa rivalidade baseada nos resultados das seleções de seus países, respectivamente Irlanda e Itália, na Copa. Ambas estavam no grupo E, acompanhadas por México e Noruega. Naqueles tempos, apenas uma das quatro seleções do grupo sobrava na primeira fase.

No dia 18 de junho, Irlanda e Itália se enfrentaram no Giants Stadium e os irlandeses venceram o jogo por 1 x 0. Fanfarrão, Eddie Jordan emplacou um adesivo em seus carros esfregando na cara dos muitos italianos presentes no paddock o resultado: “Ireland 1 Italy 0″. Rubens Barrichello e Eddie Irvine disputaram o GP da França, realizado no dia 3 de julho, mostrando a provocação ao mundo.

Mas a turma da azzurra riu depois, e riu com gosto. No dia seguinte ao da corrida, a Irlanda jogou contra a Holanda pelas oitavas de final, perdeu por 2 x 0 e abandonou a Copa. Três dias depois, pelas mesmas oitavas de final, a Itália vencia a Nigéria por 2 x 1.

Giancarlo Minardi aplicou, então, a vendetta. Em Silverstone, os carros de Pierluigi Martini e Michele Alboreto apareceram com um emblema “Italia IN – Ireland OUT”. Os italianos perderam a Copa quando Roberto Baggio chutou aquele pênalti em direção à Netuno. Mas Giancarlo Minardi, em sua disputa pessoal, deu uma piaba no espalhafatoso Eddie Jordan.

A Jordan começou…
… e a Minardi deu o troco

Eu não tenho relação nenhuma com a F1.Não trabalho em nenhuma equipe e nem nada.A única relação é que tenho um blog que fala sobre F1.

Eu começei a ver a F1 em 2004,aos 6 anos(sim,eu ainda vou fazer 13 anos e sim,eu sou muito jovem para ter um blog).Eu gostava dos carrinhos amarelinhos da Jordan e vivia torcendo por ela.Na verdade começei a gostar de F1 quando papai estava mudando de canal e ele botou no canal Globo e na hora vi o carro da Jordan no circuito de Mônaco.Não lembro muito daquela época(minha memória é muito ruim).

Eu vi esse carro andando em Mônaco e comecei a gostar de F1

Em 2005,vi ao vivo o GP dos EUA de 2005.Quando vi apenas seis carrinhos no grid,eu perguntei pro papai:

-Pai,cadê os os outros carrinhos (eu era uma criança tão bobinha)

A partir de 2006 que eu lembro das coisas melhor.Gostava de ver o Massa na frente e daquela musiquinha que tocava quando um brasileiro ganhava.Também achava esquisito o Galvão ficar falando:

-E lá vem,Felipe,Felipe,Felipe,Felipe,Felipe Massa do Brasil!!!!

E quando era o Rubinho:

-Lá vem,RRRubens,RRRubens,RRRubens,RRRubens,RRRubens Barrichello do Brasil!!!!

E vi também o GP do Brasil de 2006.Achei bacana ver um brasileiro ganhando na sua própria “casa” .Virei fã de Felipe Massa.

 

Lembro desse dia como se fosse ontem

Então começou 2007.Eu e meu pai ficavamos madrugando só pra ver o Massa,Barrica e o Nelsinho.Achei o carro da Honda de 2007 muito bonita,afinal era por uma causa nobre.Nesse ano,papai comprou o nosso primeiro computador.Ele era velho,mas dava pro gasto.Todo dia eu via as notícias do mundo e da F1.

Enquanto a Honda decaía,a BMW começava a ser a terceira força do mundial.Torcia a cada domingo pelos carrinhos azuis e branco.No GP do Brasil de 2007,eu e meu pai apostamos quem seria campeão.Eu apostei no Hamilton,papai apostou no Alonso,não ligamos para Raikkonen.Enquanto papai fazia um churrasco,eu descrecia para ele como estava a corrida.Infelizmente,não lembro o que a gente apostou.Ninguem ganhou a aposta.

Graças a Raikkonen,eu não ganhei a aposta

Em 2008,Massa dava uma engrenada para brigar pelo campeonato.Cada vez mais eu via o Galvão comemorando uma vitória de Massa.Mas infelizmente também vi os vários erros da Ferrari que custaram o título de Massa,tais como a Hungria/2008 e Cingapura/2008.

Se não fosse isso,Massa teria sido campeão em 2008

No GP do Brasil de 2008,Massa perdeu o título para Hamilton como descrevi nesse post( ) e realmente fiquei muito triste com a derrota de Massa.2009 veio e acreditava que Massa podia realmente brigar pelo título outra vez.Estava redondamente errado,o carro da Ferrari era uma merda e depois ainda teve o negócio da mola acertando a cabeça do são-paulino mais influente dos paddocks da F1.E Massa só voltou a correr em 2010,mas ainda tinha Barrichello com um surpreendente Brawn GP.Pena que ele perdeu o título no GP do Brasil para Jenson Button e pra piorar,ainda perdeu o vice para Vettel.

Aí veio 2010,com Massa de volta,Rubinho numa Williams,Di Grassi numa Virgin e B.Senna num GP2 chamado Hispania.Era melhor torcer para Massa ou pro Vettel.Massa brigou apenas com as Mercedes e Renaults,mas todo pobre tem seu dia feliz.No GP da Alemanha,Massa liderava,mas teve um faster than you e Alonso levou a vitória que era de Massa.A Ferrari ficou f…… e Massa ficou desacreditado.Então restou só torcer para Vettel e felizmente ele levou o título.E Galvão falou que a justiça foi feita.

Eu torci pra ele e ele venceu

Em 2011,comecei a torcer de novo pro Massa e Button.Massa continuou uma mula manca e Button continuou um mago na chuva,mas Vettel está um foguete,mas continua cometendo erros.A temporada 2011 continua rolando e tudo pode acontecer.

E o meu blog? Meu blog já tem quatro meses de existência.Ele já tem mais de 700(muito pouquinho) visitas e mais de 100 posts.Os posts mais vistos são:

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Esse pessoal gosta mesmo do Kubica e quem não gosta né?

Esse blog ainda vai ter muitos anos de existência e até lá,a vida continua.

Tuíter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

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