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E os novos F1 já começam a serem lançados. Hoje a Lotus que chegou a passar por maus bocados durante o final de 2012 apresentou o novo Lotus E21 que Kimi Raikkonen e Romain Grosjean pilotarão em 2013. Na verdade, eu nem sabia que ele ia ser lançado hoje. Mas logo começaram a surgir fotos do novo Lotus E21 e a hashtag da foto #ImSexyAndIKonwIt começou a vagar pela internet.

A Lotus apresentou via YouTube o novo Lotus E21, que devo dizer, não mostrou muita coisa. O carro parece mais uma evolução do E20. O escapamento mudou para ficar mais parecido com o Red Bull de 2012. Para a tristeza dos fãs de F1, o bico de ornitorrinco continuou, só que de maneira mais suavizada.

Os layouts da suspensão foram modificados para dar mais latitude aerodinâmica e o bico é uma evolução dos bicos anteriores. Lembrando que esse novo bico pode não ser o NOVO bico. Ano passado, ele mostraram uma espécie de bico “falso” na apresentação e o verdadeiro foi mostrado nos testes de Jerez de la Frontera, assim como outras partes do carro.

A entrada de ar do santantônio também foi refeita e lembrou a entrada de ar do Renault de 2009.

A pintura decepcionou. O clássico preto e dourado continuaram, mas um vermelho enjoativo que lembra vômito ou merda apareceu com mais força dessa vez no santantônio e nas entradas de ar laterais graças ao patrocínio da Coca-Cola que estampa o logotipo da Burn na asa dianteira e nos sidepods. A pintura chegou a lembrar e muito o Lola que a Rebellion Racing que é patrocinada pela Lotus no WEC, usou em 2012.

Essa pintura não chega a lembrar…

…esse aqui?

A apresentação via YouTube também foi quase que um fracasso. Com milhares de fãs da Lotus na F1, apenas 12 mil pessoas no mundo todo viram o E21 dar as caras. Devo dizer, não perderam muita coisa.

Daqui a 3 dias teremos o novo McLaren MP4-28. Veremos se elem terão alguma coisa a mostrar do que o “mais do mesmo” que mostraram ano passado.

E não é que o GP Brasil de F1 foi o melhor em alguma coisa. Em 2007, o GP Brasil foi o evento mais assistido no mundo. Bom, na verdade foi o segundo, mas como o SuperBowl tem 90% de sua audiência vindo praticamente da terra de Uncle Sam, não é considerado.

2007 era um ano bem amalucado na F1. Na verdade, 2007 e 2008 foram os melhores campeonatos de F1 que já vi (já que na prática, eu comecei a ver F1 em 2005) . Continuando, 2007 era um ano bem amalucado na F1. Teve Markus Winkelhock liderando corrida (eu cheguei a rezar para uma bolinha para que Winkelhock vencesse a corrida) com um Spyker. Teve um monte de japinhas correndo em 2007. Teve Suzuka se mandando da F1 para a entrada de Fuji (gosto mais de Fuji, detesto Suzuka). Teve Sebastian Vettel aparecendo ao mundo graças ao azarado do Robert Kubica. Teve escandalos de espionagem de Agente oo7 sobre os tiffosi. Teve brigas no mesmo teto. E o Q3 era chamado popularmente de Superpole.

Depois de tudo isso, a F1 chegava a Interlagos. Tinha 3 pilotos brigando pelo título: Hamilton era o favorito, Alonso era o azarão e Raikkonen éééé… Na prática, Raikkonen estava fora da briga pelo título. Precisava vencer a corrida e torcer para que Hamilton não passasse de sexto e Alonso não passasse de terceiro. Ou seja, precisava de um milagre.

Tudo isso foi possível graças a erros de Alonso no Monte Fuji e de Hamilton em Chinatown. Antes da corrida, eu e papai apostamos quem vai ser o campeão. Eu aposto em Hamilton e papai aposta em Alonso. Com Hamilton largando em segundo e Alonso largando em quarto, era impossível querer torcer para um cara que precisava invocar o espírito de Ayrton Senna para que ele possuísse o corpo do IceMan e ganhar o título, ou ao menos de sorte.

Na largada, Massa assume a liderança com Raikkonen em segundo seguido de Hamilton, Alonso e Webber. Como papai estava fazendo churrasco de almoço, eu ficava lhe dizendo como estava a corrida e quem era o campeão naquele momento.  Até aí nada demais, estava tranquilo porque estava ganhando a aposta.

 

De repente, na TV aparece escrito “Drive trough penalty for 8” . Punição para o Barrichello, nada demais. Mas de repente, na TV aparece a McLaren de Lewis Hamilton lenta, muito lenta. Imediatamente eu falo “não, não, não, NÃO!” . Papai ri dizendo que já ganhou a aposta. Tudo tinha começado após a largada, Hamilton, ao tentar ultrapassar Alonso, erra a curva e sai momentaneamente da pista, indo a oitavo lugar. Pouco depois, seu câmbio de marchas fica com mal contato, e, por quase um minuto, Hamilton não consegue passar a marcha e termina na 18ª colocação.

Na TV, aparece Lewis Hamilton desolado dentro do carro e fazendo sinal com a cabeça parecendo dizer “pega filha da mãe! vamos! anda!” . Milagrosamente, o carro volta ao normal. Logo depois, Galvão Bueno solta outra de sua pérolas ao confudir o replay do incidente de Hamilton e seu câmbio, pensando que Hamilton estava lento de novo.

 

Parecia ter perdido a aposta. Se quisesse não perder a aposta. Tinha que torcer para Raikkonen. Depois de um bocado de blábláblá da corrida. Vou direto para a metade da corrida. Massa liderava a corrida confortavelmente, mas em tom de camaradagem, ele deixa Kimi Raikkonen passar e assumir a liderança com Massa em segundo, Alonso em terceiro e Hamilton quem sabe onde. Nesse momento, Kimi Raikkonen iria ser campeão (!).

Eu digo: “ele ainda vai ser campeão!” . Massa deixar Raikkonen passar era uma estratégia muito boa. Hamilton estava lá trás e Alonso estava em terceiro. Só faltava Raikkonen vencer a corrida. Massa deixa Raikkonen passar e ser campeão, enquanto o brasileiro defendia a segunda posição para que Alonso não fosse para segundo e ser campeão. Faz sentido. É difícil de entender, mas faz sentido.

Só precisava que Hamilton não chegasse em sexto. Hamilton naquele momento estava escalando o pelotão. E para piorar a equipe de Hamilton faz uma estratégia errada e Hamilton termina apenas em sétimo quando precisava chegar ao menos em quinto. Raikkonen venceu a corrida seguido de Massa, Alonso, Rosberg, Kubica, Heidfeld, Hamilton e Trulli. Barrichello abandonou na volta 40 com problemas no motor.

 

O GP Brasil de 2007 mostrou o incrível trabalho de equipe da Ferrari em 2007. A prova foi perfeita para a Ferrari, nada de ruim aconteceu para a equipe do cavalo. Massa e Raikkonen ficaram perto um do outro o tempo todo na corrida, seja Massa na liderança ou Raikkonen na liderança. Tanto que Alonso chegou a 60 segundos da dupla ferrarista.

E quanto a aposta. Nem eu e nem papai ganharam a aposta. Terminou empatado. Nem lembro o que nós apostamos. E como desculpa, papai falou que ia apostar em Raikkonen, mas preferiu apostar em Alonso.

E esse foi o evento mais assisitido do mundo em 2007.

E acabou a série sobre os carros de 2007. Semana que vem, eu começo a série sobre os carros de 2008.

Junto ao McLaren MP4-22, o F2007 foi absoluto, dominante em toda a temporada de 2007. Uma boa evolução de seu antecessor, o F2007 tinha um entre eixos maior em cerca de 85 mm para maximizar a aerodinâmica do carro.
A aerodinâmica era bastante semelhante a do modelo anterior, com leves mudanças nas laterais do carro, assim como na asa dianteira do modelo. O F2007 sempre estava na liderança, ou brigando por ela.
 
 

Por fim, a famosa equipe vermelha arrebatou nada mais que 9 vitórias, e garantiu o primeiro título de Kimi Raikkonen, estreante na Ferrari, substituindo Michael Schumacher. O finlandês venceu o campeonato na última corrida, após seus concorrentes Lewis Hamilton e Fernando Alonso ficaram sem chances para arrebatar o caneco.

 
Dados:
Equipe: Scuderia Ferrari
Designers: Aldo Costa
Nicholas Tombazi
——————————
Dados técnicos:
Chassis: Feito de fibra de carbono, monocoque
Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, sistema pushrod com molas ativadas, independente (suspensões dianteira e traseira)
Motor: Ferrari 056, 2.4 litros, V8 com inclinação de 90°, aspirado naturalmente, montado longitudinalmente
Transmissão: Ferrari, 7 velocidades, e uma reversa (marcha ré), semi automática, sequencial, feita de fibra de carbono
Combustível: Shell
Pneus: Bridgstone
Peso: 605 kg
————–
Pilotos:
5 Felipe Massa
6 Kimi Raikkonen
——————
Pontos: 204
Corridas: 17
 
Vitórias: 9
Poles: 9
Voltas mais rápidas: 12
Posição no Campeonato de Construtores: 1°

Barrichello comemorando a pole

O assunto é realmente nulo. Não, eu não quero falar sobre a mão f….. de Kimi Raikkonen. E como a temporada acabou, e NÓS blogueiros que se lascam falando sobre F1 todo o santo dia, temos que resgatar do fundo das catacumbas um assunto. E foi ISSO que eu fiz.

E o assunto que escolhi foi o GP Brasil de 2003. Vamos direto ao assunto. Barrichello levou o público presente ao delírio ao conseguir a pole-position e levantar as esperanças de vermos uma vitória tupiniquim em casa. Mas no domingo, São Pedro falou que o domingo seria muito louco para os pilotos.

E começou a chover (não, começou a cair água do céu) . A intensidade da chuva variava com o passar das horas, deixando as equipes indecisas sobre quais compostos utilizar. Minutos antes da largada, a chuva para e começa a chover canivetes na pista. Nove voltas se passaram com os carros atrás do Safety-car. Até que os pilotos foram liberados para acelerar. Todos começaram a acelerar menos Nick Heidfeld que abandonou com problemas no motor. E 8 voltas depois, Justin Wilson também abandonou.

Os carros atrás do Safety-Car

Na volta 19, o inglês Ralph Firman, da Jordan, teve problemas na suspensão dianteira, rodou no meio da reta e acertou o Toyota do francês Olivier Panis. Pedaços dos carros ficaram espalhados, e o Safety Car entrou na pista.

Firman indo ao encontro com Olivier Panis

Coulthard pula na frente para a tristeza da torcida. E para tristeza maior ainda, Raikkonen e Montoya também conseguiram passar Barrichello. Mas depois, Michael Schumacher abandona para a alegria total da torcida brasileira.

Michael Schumacher abandonando

Cinco pilotos abandonaram na Curva do Sol que mais se parecia com a Curva do Rio. Foram exatamente, M.Schumacher, Pizzonia, Montoya, Verstappen e Button que abandonaram na Curva do Rio. E de quebra, o alemão acertou alguns fiscais que estavam retirando os carros de Antonio Pizzonia e Juan Pablo Montoya. As seguidas bandeiras amarelas fizeram com que Barrichello assumisse a liderança na volta 45, após um erro de Coulthard durante o miolo. Para delírio da torcida brasileira.

Talvez seja o último registro de Barrichello pilotando em Interlagos em 2003

Barrichello começa a abrir. Exatamente duas voltas depois, o carro de Barrichello para. O carro para por causa de uma pane seca. E a torcida começa a ir embora.

Barrichello assistindo a corrida de camarote após abandonar

Enquanto Coulthard faz sua parada nos boxes. Raikkonen assume a liderança com Fisichella arrastando pelo pescoço sua caquética Jordan. Naquela altura da corrida, a pista já estava começando a secar. E Fisichella faz a ultrapassagem sobre Raikkonen, após um erro do finlandês no miolo na volta 55. Na mesma volta, Webber bate na subida do Café e espalha vários destroços na pista. Bandeira amarela. Fisichella e Raikkonen passam por ali sem maiores problemas, mas Alonso não teve a mesma sorte. Ele acerta em cheio um dos pneus do carro de Webber e acaba batendo forte.

 

O Jaguar de Webber depois da batida na Curva do Café

A Renault de Fernando Alonso após o acidente

Bandeira vermelha. A equipe Jordan começa a comemorar, mas no maior estilo da equipe de Massa no Brasil em 2003, eles começam a ficar tristes pois a FIA tinha considerado a volta 53 que tinha sido liderada por Kimi Raikkonen e durante a volta 54, Fisichella tinha passado Raikkonen e chegou a abrir a volta 55. A Jordan recorreu e finalmente pode comemorar. Giancarlo Fisichella foi considerado o vencedor do GP Brasil de 2003 e acabou com o jejum de 11 anos sem uma vitória italiana na F1 quando Riccardo Patrese venceu o GP do Japão de 1992.

Outro que foi beneficiado com a revolta da Jordan foi o alemão Ralf Schumacher que ganhou a posição de Jarno Trulli na última volta.

Fisichella enfim pode comemorar, mas só em Imola

Fisichella recebeu a taça da vitória de Kimi Raikkonen antes do GP de San Marino que era o GP que vinha depois da etapa tupiniquim.

1 – Giancarlo Fisichella – Jordan-Ford
2 – Kimi Raikkonen – McLaren-Mercedes
3 – Fernando Alonso – Renault (Fernando Alonso não recebeu o seu troféu porque estava indo para o hospital)
4 – David Coulthard – McLaren-Mercedes
5 – Heinz-Harald Frentzen – Sauber-Petronas
6 – Jacques Villeneuve – BAR-Honda
7 – Ralf Schumacher – Williams-BMW
8 – Jarno Trulli – Renault
Pole-position – Rubens Barrichello – Ferrari. Volta mais rápida- Rubens Barrichello 1’22.032.

Notas:

Primeira vitória de Giancarlo Fisichella.

Última vitória da equipe Jordan na categoria.

Foi também a última vitória de um carro com motor Ford Cosworth na F1.

Única corrida que Michael Schumacher não completou na temporada de 2002.

E uma coisa interessante aconteceu naquele domingo. Bernd Maylander liderou 21 voltas da corrida. Maylander era o piloto do Safety-Car naquele domingo. Mais informações no post que virá amanhã.

Nesse final de semana, teremos o GP do Brasil de 2011. Há grande expectativa de conhecermos que será o mais novo VICE-campeão de 2011 e de rolar o primeiro pódio de um brasileiro em 2011. Veja os cinco melhores GPs do Brasil da história da F1.

5- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2006

A primeira vitória de um brasileiro em Interlagos depois de Ayrton Senna em 1993 foi de Felipe Massa em 2006. Massa usava um macacão em homenagem ao Brasil. Liderou a corrida de ponta a ponta e venceu de forma magistral para todo mundo ficar feliz. A carreira de Massa alavancou depois dessa vitória. Massa só venceu outra vez em Interlagos só em 2008. Ah, e esse GP marcou a aposentadoria de Michael Schumacher que deu um show indo para último (por causa de um pneu furado) e extraindo o máximo de seu Ferrari e completando em quarto, mas depois você sabe o que aconteceu depois com o Schummy.

Veja frases do GP do Brasil de 2006:

  • “Nunca vou esquecer esse dia. O dia que sempre sonhei e esperei. Acho que sou iluminado” Felipe Massa
  • “Tem sido um fim de semana fantástico e eu preciso de algum tempo para acreditar que sou campeão novamente” Fernando Alonso
  • “Provavelmente foi a corrida mais fácil da minha carreira.” Felipe Massa
  • “Nós tínhamos um carro insanamente rápido hoje. Provavelmente tínhamos velocidade possível para superar todos, pra ser honesto. Nós fizemos isso, de certa maneira.” Michael Schumacher
  • “Não era para ser hoje, pra mim” Michael Schumacher
  • “Estou realmente feliz por Felipe por ter sido o primeiro brasileiro a vencer aqui após Senna” Michael Schumacher
  • “Eu fui extremamente sortudo em vencer um campeonato com Schumacher ainda correndo, foi um prazer correr com ele” Fernando Alonso
  • “Acho que temos que demonstrar grande respeito por Schumacher, porque o que ele fez ficará para a história da F-1” Flavio Briatore

4- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 1991

Na largada, Senna e Mansell sumiram na liderança. Senna e Mansell fazem paradas perfeitas, mas Mansell fica com um pneu furado e Senna fica sozinho na pista. Mas os problemas mecânicos aparecem. A quarta marcha foi pro saco. Tendo que passar da terceira para a quinta direto. Depois nenhuma marcha funcionava e Senna tinha que ficar segurando a alavanca para continuar. Devido a esse problema, Patrese que era segundo, chegava mais perto a cada volta. O brasileiro, terminou a corrida só com a sexta marcha funcionando normalmente. Faltando duas voltas para o final, começou a chover em Interlagos, o que acabou decidindo a corrida. Após cruzar a linha final, Senna permaneceu no carro, sem forças para sair. Depois, auxiliado, entrou em um carro da organização e foi para os boxes. No pódio ficou evidente seu esforço para obter a vitória. Ele mal conseguiu levantar a taça, precisando de ajuda para fazê-lo. Uma das melhores atuações de Senna na F1 e a primeira vitória de Senna em Interlagos. Senna só venceu em Interlagos de novo em 1993.

3- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2003

Essa corrida foi maluquinha. Chovia canivetes naquele dia. Rubinho largou na pole e depois abandonou a corrida. A chuva continuava forte e na volta 54, Fisichella passa Raikkonen que deu uma escapada. Segundos depois, Mark Webber bate na Curva do Café e em seguida, Fernando Alonso também bate por causa dos destroços do carro de Webber. Como havia muitos destroços e pneus espalhados pela pista, a organização preferiu encerrar a corrida daquele jeito.

Só que a organização declarou também que Kimi Räikkönen havia sido o vencedor. Ao invés de considerar a volta 54, a última que havia sido completada antes da interrupção, os organizadores preferiram considerar a volta 53, liderada pelo finlandês. Revoltada, a Jordan recorreu, alegando que o resultado a ser considerado é sempre o da volta anterior à da interrupção.

A FIA demorou cerca de duas semanas para chegar a um veredicto, mas chegou. E devolveu a vitória a Fisichella, dizendo serem procedentes as reclamações da Jordan. Para não deixar o italiano tristonho, foi realizada até mesmo uma pequena cerimônia em Imola, com o próprio Räikkönen entregando o troféu ao piloto da Jordan. Quem disse que alegria de pobre dura pouco?

2- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2007

Três brigando pelo título. Hamilton com uns 75% de chances de ser campeão. Alonso com uns 35% de chances. E Raikkonen tinha uns 3% de chances. Eu apostei com papai quem iria ser campeão. Eu apostei em Hamilton e papai apostou em Alonso. Hamilton erra já no começo da corrida. Alonso continuava ali no meio. Massa liderava com Raikkonen em segundo. Hamilton fazia uma corrida de recuperação e Alonso continuava ali no meio. Já na metade da corrida, Massa deixa Raikkonen passar para Raikkonen ser o campeão de 2007. Eu e o papai perdemos a aposta.

O campeonato de Raikkonen foi o mais inesperado que eu já vi. Aposto que todos que assistiram a corrida ficaram bastante surpresos com o campeonato de Raikkonen. Não adianta negar que eu sei onde você mora. Eu sei sim.

1- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2008

Desse GP eu lembro muito bem. Massa largaria na pole e precisava vencer e torcer para Hamilton ficar em sexto para poder ser campeão. Liderou toda a prova e Hamilton estava em quinto. A chuva chega em Interlagos e todos param para botar os compostos intermediários. Apenas Glock não para e fica na frente de Hamilton que estava em quinto e com Vettel pressionando com sua Toro Rosso.

Vettel bota de lado e passa Hamilton que fica no desespero atrás do alemão. Hamilton tenta, mas não consegue chegar em Vettel. Ele precisava de um milagre para ser campeão. Massa cruza a linha de chegada e ouvimos o “FELIPE, FELIPE, FELIPE, FELIPE MASSA DO BRASIL!!!!!! , AGORA É SÓ TORCER PARA QUE HAMILTON FIQUE EM SEXTO PARA VERMOS FELIPE MASSA CAMPEÃO” . De repente todas as câmeras estão na briga entre Vettel e Hamilton. Hamilton reza para Deus, Buda, Elvis, Senna, Virgem Maria e todos os outros santos e orixás para ver se acontecia o tão sonhado milagre.

Eles fazem o Bico do Pato colados. Tudo estava caminhando para que Massa fosse campeão. Mas Glock que não tinha parado, estava lento na pista e é facilmente ultrapassado por Vettel e Hamilton. Hamilton consegue o seu milagre e cruza a linha de chegada em quinto que era o preciso para ser o primeiro campeão de F1 negro da história. Massa saiu chorando do carro e continuou chorando no pódio batendo no seu peito e olhando Hamilton sendo campeão.

Massa merecia aquele campeonato, mas tudo pro causa da Ferrari, isso não aconteceu. E essa foi a última vitória de Massa até hoje.

O MP4-21 com certeza não trouxe tantas felicidades a equipe de Woking como seu antecessor, o MP4-20. Após um forte ano em 2005, conseguindo várias vitórias, o ano de 2006 foi realmente um fracasso para a equipe McLaren. Para a temporada de 2006, os motores deixavam de ser os V10, para os novos V8, e isto influenciou no desenvolvimento dos novos carros.

A começar pela entrada de ar para refrigerar o motor, estas que foram reduzidas, já que os V8 eram mais fracos e esquentavam menos que os V10. O MP4-21 parecia a primeira vista muito parecido com seu antecessor, mas na verdade contava com diversas mudanças na estrutura do carro, na geometria e na aerodinâmica, consequência de 16 meses de desenvolvimento. As mudanças mais visíveis, eram a asa dianteira, com desenho mais arredondado, e o bico do bólido, agora mais fino e mais perto da asa. A traseira do carro também mudara em aspectos aerodinâmicos, assim como as laterais, e a asa traseira.

Porém com todas as mudanças, o carro não impressionou tanto nos testes, e o desempenho abaixo da média foi comprovado nas corridas, pois o MP4-21 era somente o terceiro carro mais rápido, atrás das rivais Renault e Ferrari. Com novos updates ao longo da temporada, o carro melhorou um pouco, mas não o suficiente para conseguir sequer uma vitória, um resultado realmente decepcionante para uma equipe como a McLaren, sendo o melhor resultado, os segundos lugares conquistados pelos pilotos Kimi Raikkonen, Juan Pablo Montoya, e Pedro de la Rosa.

O carro marcava a saída de Raikkonen do time inglês, após 5 temporadas contando com 2006, e de Juan Montoya, que após os pífios resultados, e o fraco desempenho do bólido, resolvera abandonar a F1, e migrar para os EUA, para assim correr na NASCAR. De la Rosa fora promovido no lugar do colombiano, e conseguiu bons resultados. O carro contava também com uma pintura nova, onde o prata era o destaque, substituindo o layout preto e branco usado por tantos anos na McLaren. Ao fim da temporada, a McLaren mesmo com todas as mudanças amargou um terceiro lugar no Mundial de Construtores, provando que nem sempre todas as mudanças podem de fato funcionar.

Dados:
Equipe: McLaren

Designers: Adrian Newey (projetista)
                Tim Goss (chefe dos engenheiros)
                 Peter Prodomou (chefe de aerodinâmica)

—————————————————-
Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono e alumínio

Suspensão: Suspensão independente, sistema pushrod ativado, feita de alumínio e fibra de carbono, barra de torção (suspensões dianteira e traseira)

Motor: Mercedes-Benz FO108S, 2.4 litros, V8, montado longitudinalmente, aspirado naturalmente, 4 válvulas por cilindro, 90° de inclinação, 18.500 RPM de máxima

Transmissão: McLaren, 7 velocidades e uma marcha reversa (marcha ré), sequencial, semi automática, feita de fibra de carbono

Combustível: Mobil 1

Pneus: Michelin, com rodas Enkei

———————————-
Pilotos:
3 Kimi Raikkonen

4 Juan Pablo Montoya

4 Pedro de la Rosa (substituindo Montoya após o GP dos EUA)

—————————————————————–
Pontos: 110

Corridas: 18

Vitórias: 0

Poles: 3

Voltas mais rápidas: 3

Posição no Mundial de Construtores: 3° lugar

Lembram que um dia desses eu postei dois posts mostrando vídeos onboards de carros ruins desde 2006(, ).Pois agora vou fazer o oposto,vou botar o que tá escrito no título.

Abaixo um MP4-21 pilotado por Kimi Raikkonen no circuito de Indianapolis.
Agora um vídeo de um Ferrari 248 F1 pilotado por Michael Schumacher no circuito de Nurburgring.
Abaixo um vídeo de Fernando Alonso pilotando um Renault R26 no circuito de Montreal.
Abaixo um vídeo de um BMW Sauber F1.07 pilotado por Nick Heidfeld no circuito de Nurburgring Nordschleife.
Agora o McLaren MP4-22 pilotado por Fernando Alonso no circuito de Spa-Francorchamps.
Abaixo um Ferrari F2007 pilotado por Felipe Massa em Instambul.

Fim da primeira parte,amanhã a segunda parte.

Nova categoria.Cada circuito sendo descrito com dois vídeos onboard.O primeiro:Nurburgring.
Circuito de Nurburgring que é utilizado pela Formula 1
Quem tá pilotando é Rubens Barrichello com um Brawn GP BGP001 no ano de 2009.
Agora um vídeo onboard de Kimi Raikkonen num Ferrari F2007 e com comentários do próprio Kimi.

Tuíter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

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