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Lewis Hamilton, McLaren, 2012 Monaco Formula 1 Grand Prix, Formula 1

Lewis Hamilton e uma Sauber. Mas os ferraristas não deixam de aparecer ali no prédio próximo a curva Loew’s .

E se Felipe Massa e Lewis Hamilton estivessem na mesma equipe? El Mini nos explica como seria se eles estivessem na McLaren. Tem até Lewis Hamilton cantando uma versão do sucesso de verão de Michel Teló “Ai, se eu te pego” . Essa música virou sucesso até lá na Espanha. Será que o Speeder76 também gosta desta música?

E não é que o GP Brasil de F1 foi o melhor em alguma coisa. Em 2007, o GP Brasil foi o evento mais assistido no mundo. Bom, na verdade foi o segundo, mas como o SuperBowl tem 90% de sua audiência vindo praticamente da terra de Uncle Sam, não é considerado.

2007 era um ano bem amalucado na F1. Na verdade, 2007 e 2008 foram os melhores campeonatos de F1 que já vi (já que na prática, eu comecei a ver F1 em 2005) . Continuando, 2007 era um ano bem amalucado na F1. Teve Markus Winkelhock liderando corrida (eu cheguei a rezar para uma bolinha para que Winkelhock vencesse a corrida) com um Spyker. Teve um monte de japinhas correndo em 2007. Teve Suzuka se mandando da F1 para a entrada de Fuji (gosto mais de Fuji, detesto Suzuka). Teve Sebastian Vettel aparecendo ao mundo graças ao azarado do Robert Kubica. Teve escandalos de espionagem de Agente oo7 sobre os tiffosi. Teve brigas no mesmo teto. E o Q3 era chamado popularmente de Superpole.

Depois de tudo isso, a F1 chegava a Interlagos. Tinha 3 pilotos brigando pelo título: Hamilton era o favorito, Alonso era o azarão e Raikkonen éééé… Na prática, Raikkonen estava fora da briga pelo título. Precisava vencer a corrida e torcer para que Hamilton não passasse de sexto e Alonso não passasse de terceiro. Ou seja, precisava de um milagre.

Tudo isso foi possível graças a erros de Alonso no Monte Fuji e de Hamilton em Chinatown. Antes da corrida, eu e papai apostamos quem vai ser o campeão. Eu aposto em Hamilton e papai aposta em Alonso. Com Hamilton largando em segundo e Alonso largando em quarto, era impossível querer torcer para um cara que precisava invocar o espírito de Ayrton Senna para que ele possuísse o corpo do IceMan e ganhar o título, ou ao menos de sorte.

Na largada, Massa assume a liderança com Raikkonen em segundo seguido de Hamilton, Alonso e Webber. Como papai estava fazendo churrasco de almoço, eu ficava lhe dizendo como estava a corrida e quem era o campeão naquele momento.  Até aí nada demais, estava tranquilo porque estava ganhando a aposta.

 

De repente, na TV aparece escrito “Drive trough penalty for 8” . Punição para o Barrichello, nada demais. Mas de repente, na TV aparece a McLaren de Lewis Hamilton lenta, muito lenta. Imediatamente eu falo “não, não, não, NÃO!” . Papai ri dizendo que já ganhou a aposta. Tudo tinha começado após a largada, Hamilton, ao tentar ultrapassar Alonso, erra a curva e sai momentaneamente da pista, indo a oitavo lugar. Pouco depois, seu câmbio de marchas fica com mal contato, e, por quase um minuto, Hamilton não consegue passar a marcha e termina na 18ª colocação.

Na TV, aparece Lewis Hamilton desolado dentro do carro e fazendo sinal com a cabeça parecendo dizer “pega filha da mãe! vamos! anda!” . Milagrosamente, o carro volta ao normal. Logo depois, Galvão Bueno solta outra de sua pérolas ao confudir o replay do incidente de Hamilton e seu câmbio, pensando que Hamilton estava lento de novo.

 

Parecia ter perdido a aposta. Se quisesse não perder a aposta. Tinha que torcer para Raikkonen. Depois de um bocado de blábláblá da corrida. Vou direto para a metade da corrida. Massa liderava a corrida confortavelmente, mas em tom de camaradagem, ele deixa Kimi Raikkonen passar e assumir a liderança com Massa em segundo, Alonso em terceiro e Hamilton quem sabe onde. Nesse momento, Kimi Raikkonen iria ser campeão (!).

Eu digo: “ele ainda vai ser campeão!” . Massa deixar Raikkonen passar era uma estratégia muito boa. Hamilton estava lá trás e Alonso estava em terceiro. Só faltava Raikkonen vencer a corrida. Massa deixa Raikkonen passar e ser campeão, enquanto o brasileiro defendia a segunda posição para que Alonso não fosse para segundo e ser campeão. Faz sentido. É difícil de entender, mas faz sentido.

Só precisava que Hamilton não chegasse em sexto. Hamilton naquele momento estava escalando o pelotão. E para piorar a equipe de Hamilton faz uma estratégia errada e Hamilton termina apenas em sétimo quando precisava chegar ao menos em quinto. Raikkonen venceu a corrida seguido de Massa, Alonso, Rosberg, Kubica, Heidfeld, Hamilton e Trulli. Barrichello abandonou na volta 40 com problemas no motor.

 

O GP Brasil de 2007 mostrou o incrível trabalho de equipe da Ferrari em 2007. A prova foi perfeita para a Ferrari, nada de ruim aconteceu para a equipe do cavalo. Massa e Raikkonen ficaram perto um do outro o tempo todo na corrida, seja Massa na liderança ou Raikkonen na liderança. Tanto que Alonso chegou a 60 segundos da dupla ferrarista.

E quanto a aposta. Nem eu e nem papai ganharam a aposta. Terminou empatado. Nem lembro o que nós apostamos. E como desculpa, papai falou que ia apostar em Raikkonen, mas preferiu apostar em Alonso.

E esse foi o evento mais assisitido do mundo em 2007.

Bruno Mantovani e seus Pilotoons. Lewis Hamilton tentando acertar o alvo com o desenho de Felipe Massa com dardos. Até agora ele não acertou nenhum, mas o que vai acontecer quando ele acertar um desses dardos?

O assunto é nulo. Eu sei. Tem aquela disputa pela vaga na Williams e na HRT. Tem Adrian Sutil nos tribunais, etc e etc. Como o título fala por si só, eu vou apresentar as 11 vitórias caseiras mais legais da F1. Mas porque 11. Porque eram para ser 10, mas me lembrei de outra importante.

11- Felipe Massa, Interlagos, 2006

Quando a alegria brasileira voltou para Interlagos

Em 2006, havia aquela angustia dos torcedores brasileiros. Desde 1993 um brasileiro não ganhava num GP Brasil de F1. Tinha o Barrichello, mas o azar sempre esteve ao seu lado em Interlagos (2009 foi o cúmulo) . Felipe Massa foi lá e cravou a pole-position. O que animou muitos brasileiros, inclusive aqueles que votaram naquelas curiosas cabines de votação para ver quem ia ser campeão.

Felipe Massa honrou seu macacão tupiniquim e venceu para a alegria dos torcedores brasileiros que apareceram em Interlagos. Essa vitória botou Felipe Massa como um dos favoritos para ser campeão em 2007.

10- Stirling Moss, Aintree, 1955

Gostou de ser vice

Uma vitória suada contra um dos maiores de todos os tempos ou um presente daquele maestro que era seu companheiro de equipe?

Stirling Moss é cavalheiro demais para pedir algo assim a Fangio, mas conquistar essa vitória incrível em Aintree 55 foi perfeito para Moss.

Só que a distânica de 0,2s de um para o outro foi controversa. Ate hoje não sabemos – e talvez nunca – se a corrida foi realmente vencida por Moss ou foi Fangio que abriu a porteira para o inglês.

9- Juan Manuel Fangio, Buenos Aires, 1955

No sangue e no suor

O GP da Argentina quase sempre começava as temporadas de Fórmula 1, e Juan Manuel Fangio quase sempre vencia a corrida, mas porque o GP de 1955 foi de fato mais importante que os outros?

Com temperatura de pista na casa dos 40° e em uma época em que o limite de 2 horas de prova não era regra, as 96 voltas do GP da Argentina daquele ano foram um páreo duro. Duríssimo! Se pilotar nos dias de hoje provas “curtas”, com um carro cheio de tecnologia, já é complicado, imagine ter que trocar marchas manualmente e pilotar um carro a mais de 200 km/h sem segurança e sem direção hidráulica.

Apenas Fangio e seu colega argentino Robert Mieres completaram a distância sem entregar seu carro para outro piloto, o que era permitido na época.

Mesmo com os gases do escape quentes cauterizando sua pele, Fangio se mantinha firme e forte, enquanto seus rivais caiam fora de seus carros direto para ambulâncias com exaustão pelo calor. Fangio não arregou para vencer uma de suas vitórias mais duras na Fórmula 1.

8- Jim Clark, Aintree, 1962- Silverstone, 1963- Brands Hatch, 1964 e Silverstone, 1965

Gostou de vencer

Jim Clark era uma máquina. E ninguém vencia mais do que ele no início da década de 60. Nos GP dentro de casa então… imbatível.

Nos Grandes Prêmios de 62, 63, 64 e 65, disputados em Aintree, Silverstone, Brands Hatch e Silverstone, respectivamente, Clark liderou 314 das 317 voltas, deixando somente um restinho de três voltas para Jack Brabham, que liderou as três primeiras voltas da corrida de 62. Uma máquina de liderar as provas de casa.

7- José Carlos Pace, Interlagos, 1975

A primeira dobradinha brasileira

Em meados da década de 70 os brasileiros tinham muito que comemorar com a Fórmula 1. Emerson Fittipaldi recém conquistara dois títulos e o jovem José Carlos Pace, o Moco, vinha fazendo bonito a bordo de uma Brabham, angariando vários pontos e brigando pelas vitórias. Além disso, a partir de 75, o país tinha uma equipe na Fórmula 1. O futuro era promissor.

O vencedor dos dois GP’s anteriores, Emerson Fittipaldi, largava na primeira fila, mas quem saia na pole e surpreendia a todos era Jean-Pierre Jarier da Shadow. O francês do carro negro como uma sombra manteve a liderança por todos as voltas. Bem, por quase todas, pois a oito voltas do fim seu motor sucumbiu deixando a vitória cair no colo do brasileiro… José Carlos Pace.

Após abrir certa vantagem para Fittipaldi, Moco foi tranquilo para sua primeira e última vitória na carreira, pois pouco tempo depois viria a falecer em um acidente de avião. Emerson conseguiu segurar a segunda posição e junto com Pace cravou a primeira dobradinha brasileira da história da Fórmula 1.

6- Gilles Villeneuve, Circuit Île Notre-Dame (ou atualmente, Circuit Gilles Villeneuve) , 1978

Tudo novo para todos

A Fórmula 1 chegava a Montreal pela primeira vez, e Gilles Villeneuve correria em casa também pela primeira vez com chances de vitória. Era tudo muito novo para todos, ainda mais para o próprio Villeneuve, já que ele também buscava sua primeira vitória na categoria.

A temperatura estava mais fria que normalmente se vê em um GP, mas amena quando se fala de Montreal. E tudo isso se encaixou perfeitamente para que Villeneuve vencesse sua primeira.

Mas nem tudo foi fácil como se pareceu. Villeneuve teve a sorte de contar novamente com o azar de Jean Pierre-Jarier, que assim como no GP Brasil de 75, perdeu uma corrida praticamente ganha com sua Lotus.

Melhor para os 72 mil espectadores que vieram para a Île-Notre Dame ver de perto o GP que marcaria esta importante vitória.

5- Alain Prost, Dijon-Prenois, 1981

Primeira vitória de sua carreira veio em grande estilo

Vencer pela primeira vez na categoria já é um tremendo feito a ser comemorado por dias. E vencer esta corrida dentro de casa deve ter sido ainda mais especial para Alain Prost.

Em 1981, Dijon-Prenois recebia o Grande Prêmio da França, mas uma chuva torrencial fez com que a corrida fosse interrompida e recontinuada durante a estiagem. Naquele momento, já com 59 voltas de prova, Piquet tinha uma vantagem de sete segundos para Prost.

A chuva parou e a pista secou. Na segunda largada, Piquet caiu para o meio do grid com problemas de embreagem enquanto Prost a bordo de sua Renault Turbo abria vantagem suficiente para ser coroado com os louros da vitória pela primeira vez.

E o professor adorou essa ideia de vencer em casa. Depois de 1981, venceu em 1983, 1988, 1989, 1990 e 1993. Ninguém venceu mais vezes em casa do que ele.

4- Nigel Mansell, Silverstone, 1987

Com direito a uma ultrapassagem fenomenal em Nelson Piquet

Na velocíssima Silverstone do final da década de 80, ter um motor que despejasse “milhões” de cavalos sobre as rodas do carro era meio caminho andando para se fazer uma boa prova. E a Williams de época, com seu potente motor V6 Honda Turbo era ideal para vencer.

Ninguém se assustou quando a dupla da equipe pegou a primeira fila nos treinos classificatórios, mas certamente ficaram assustados quando Alain Prost, partindo da quarta colocação, deu o pulo do gato e pegou a ponta.

Só que nada poderia parar o ímpeto das Williams. Nem um pneu que forçou Nigel Mansell a fazer uma troca não programada de pneus quando estava em segundo e na caça de Nelson Piquet. Mas foi depois da saída de troca de pneus (que nesta época não chegava nem próximo dos três segundos de hoje) que Mansell fez jus ao seu apelido de Leão.

Como uma flecha, foi descontando mais de um segundo por volta para Piquet, quebrado recordes em cima de recordes do traçado inglês até que, a duas voltas do fim, colou no brasileiro.

Se Galvão Bueno já dizia o bordão “chegar é uma coisa, passar é outra”, com Mansell isso não pode ser aplicado. Fazendo uma manobra de gênio, deu uma sambada atrás de Piquet, fingiu que ia por fora, mas embicou sua Williams Red Five por dentro e cravou uma das ultrapassagens mais belas da história da Fórmula 1.

Após disso, foi só comemorar junto com a torcida inglesa, que quebrou o “decoro” e invadiu a pista para enaltecer o feito de Mansell.

3- Ayrton Senna, Interlagos, 1991

Esbugalhando sua embreagem nas voltas finais

Vencer o Grande Prêmio do Brasil sempre foi meta para Ayrton Senna. Mas desde 1984 disputando o mundial, Ayrton nunca conseguiu realizar tal feito. Ele disputou seis edições no Rio de Janeiro sem conseguir a vitória, mas a partir de 1990, com uma Interlagos modificada a pitacos do próprio piloto, São Paulo voltaria a sediar a prova, e quem sabe isso não traria mais sorte a ele.

E foi mais ou menos o que aconteceu. Logo na segunda edição da prova de retorno às terras paulistas, Senna conseguiu realizar o tão almejado sonho. Mas engana-se quem acha que foi fácil. O que Ayrton teve que fazer naquelas últimas voltas em Interlagos foi coisa de um piloto realmente de outro nível.

Do meio da corrida para o final, Ayrton estava com sérios problemas para colocar a quarta marcha. Ela não entrava, e quando entrava, era cuspida para fora de uma hora para outra. E com o passar das voltas, ela não entrava mais, e assim foi com a segunda, com a terceira, com a quinta… até que só restou para Ayrton a sexta marcha. A cinco voltas do fim Senna só teria essa longa marcha para realizar seu feito.

Como o próprio disse após a prova, usar uma marcha tão longa tinha dois problemas. O primeiro é que o carro não tinha força nas saídas de curva, para tentar minimizar o problema, Senna dava “clutch kicks“, desgastando o sistema de embreagem para elevar um pouco o giro do motor Honda.

O outro problema era que, na freadas, o motor empurrava o carro para fora, então, para contornar as curvas, Senna precisava segurar o carro literalmente no braço.

E para piorar ainda mais, uma chuva começou a cair a duas voltas do fim, mas nada poderia segurar Ayrton naquele dia. Ele cruzou a linha de chegada e praticamente desfaleceu. Com espasmos musculares pelo corpo todo em virtude do esforço excessivo, não conseguia sequer levantar o troféu após a conquista. Feito heroico que coroava e perpetuava ainda mais ele nos corações de todos os brasileiros.

2- Lewis Hamilton, Silverstone, 2008

Pilotagem de campeão

A Inglaterra não tinha um piloto de expressão desde Damon Hill, mas com a chegada de Lewis Hamilton à Fórmula 1 tudo mudou. Em seu primeiro ano na categoria já mostrou a que veio, mas foi no ano seguinte que ele comprovou todo o seu talento.

Correndo em casa pela segunda vez na carreira, vinha de uma fase difícil. Batidas e punições o atormentavam, e uma má posição de largada logo em seu GP caseiro não estava em seu plano ideal, ainda mais quando Northamptonshire amanheceu com chuva. Parecia que o fim de semana não seria seu.

Mas foi um ledo engano. Logo na largada já pulava de quarto para segundo, batendo rodas na primeira curva com o companheiro Heikki Kovalainen. Na volta quatro o ultrapassou e abriu vantagem na molhada Silverstone.

Só que a pista foi secando e Kimi Raikkonen encostando. Na volta 21 ambos entraram nos pits juntos, mas a chuva, neste momento, voltou a apertar. A Ferrari, tentando apostar alto, foi com pneus slicks enquanto a McLaren preferiu manter os intermediários, que logo se mostraram a opção correta, pois Raikkonen logo de cara virava um segundo mais lento que Hamilton.

Mas mesmo quem estava com pneus de chuva não conseguia segurar o ímpeto de Lewis, que em determinada parte da prova virava absurdos três segundos mais rápido que todos, terminando a prova com extrema vantagem de 1m08s de frente. Fantástico!

1- Felipe Massa, Interlagos, 2008

Era difícil. Era complicado. E porque não, para mim naquele fim de semana, achava impossível! Mas torcia, claro, pois queria ver um brasileiro campeão do mundo novamente.

Com Massa largando na pole e com Hamilton largando em quarto, comecei a ter um pouco mais de esperança no impossível. Naquele esquema: vai que… vai que chove né?

Mas não precisava ser o dilúvio que atrasou a largada da prova. Era água que saía por todos os ladrões. Pintava ali uma chance.

E Hamilton, cometendo suas corriqueiras trapalhadas e se embananando no meio do grid, hora sendo campeão (chegando entre os cinco primeiros se Massa vencesse), hora perdendo o título. Foi emocionante demais.

E assim foi Massa liderando sempre e Hamilton brigando no meio. E para dar a emoção final, a famosa chuva de Interlagos veio para complicar a vida dos gregos e troianos. Parar para trocar pneus ou não? Massa não podia arriscar. E muito menos Hamilton. Mas Glock podia.

Emoção ainda maior quando um jovem piloto da Toro Rosso dava aquele passão em Hamilton nas voltas finais, deixando o inglês em sexto e dando o título nas mãos de Massa. Um jovem alemão que seria bicampeão do mundo anos depois… esqueci o nome do rapaz.

Mas que arriscou nos pneus de seco no fim se deu mal (para o público brasileiro) já que não se aguentavam na pista. E o que o diga Glock, que não segurou a investida de Hamilton na última curva e perdeu a quinta colocação, dando o título nas mãos do inglês por incríveis um ponto. Final épico. O melhor de todos os tempos de uma temporada.

Toda vez que eu me lembro desse GP, sinto uma vontade de gritar MEEEEEEEEEERDA!!! Eu, na época com 8 anos, não tinha capacidade de acreditar que aquilo tinha acontecido.

 

Continuando com a Retrospectiva 2011, com os pilotos. Por ordem de classificação do campeonato.

Carro 1- Sebastian Vettel

Só uma palavra descreveu Vettel esse ano: dominador. Vettel dominou o ano todinho. Conseguiu 15 pole-positions só nesse ano e venceu em 11 dessas corridas. Além disso ficou conhecido por a cada GP, ele trocar a pintura de capacete. Estamos vendo um novo Schumacher de atualmente.

Carro 4- Jenson Button

Jenson Button foi o segundo melhor piloto de 2011 com sobras. Sempre esteve ali em segundo ou em terceiro. Mas estava ali. Button foi esse ano o mago na chuva. Em Hungaroring com chuva, ele se aproveitou de erros de adversários como fez em 2006 e ganhou de forma magnifica. Segundo lugar merecido para Button.

Carro 2- Mark Webber

Se por um lado, Vettel foi o astro. Webber apenas foi um patinho feio da Red Bull. Fazia a pole, largava mal, ia para trás, fazia uma estratégia diferente e ainda fazia a melhor volta, como foi o caso de Mônaco. Mas esperou o ano todo para vencer na última corrrida do ano, por causa de um “problema” no carro de Vettel. Pelo menos conseguiu encerrar o ano em grande estilo.

Carro 5- Fernando Alonso

Fernando Alonso nunca tinha sofrido com seu carro desde os tempos de Minardi. Mas esse ano ele sofreu muito com um Ferrari tão ruim quanto o de 2009. Chegou a vencer na Inglaterra quando se aproveitou de erros da Red Bull nos boxes. No final, perdeu a terceira posição para Webber por um mísero ponto. Para um piloto que não tinha um carro bom, nada mal.

Carro 3- Lewis Hamilton

Hamilton não teve um bom ano. Seu pai deixou de agencia-lo para agenciar Paul di Resta. Seu novo agente não lhe ajudou muito e fez pensar que era um popstar e que tudo girava em torno dele. Se envolveu em várias desventuras com Felipe Massa. E sua namorada, Nicole Schezinger lhe abandonou. Mas mesmo assim conseguiu vencer em três casos. Mas mesmo assim, fechou o ano em baixa.

Carro 6- Felipe Massa

Massa viveu talvez o seu ano mais difícil na F1. Não conseguiu sequer uma posição melhor que o quinto posto. Está sob forte pressão do público brasileiro e sofreu com os novos compostos na Pirelli. Se envolveu em várias desventuras com Lewis Hamilton, e fechou o ano em baixa com a torcida brasileira. Que 2012 deja bem melhor para ele.

Carro 8- Nico Rosberg

Rosberg novamente deu surra em seu companheiro heptacampeão, Michael Schumacher. Nico Rosberg tinha um carro rápido nas retas e sempre dava trabalho em pilotos como Felipe Massa, Lewis Hamilton e Adrian Sutil. Mas o problema maior da Mercedes era o alto desgaste dos pneus traseiros e isso atrapalhava nas corridas do alemão com cara de Britney Spears. E assim com Massa, teve como melhor resultado um quinto posto.

Carro 7- Michael Schumacher

Schumacher novamente não páreo para seu companheiro Rosberg. Apesar disso teve corridas memoráveis como na Bélgica e na Itália. Ao lado se Rosberg, sempre esteve dando trabalho para Hamilton, Massa e Sutil. Teve disputas acirrantes com Rosberg na Bélgica com Hamilton na Itália. Mas para não deixar o heptacampeão tristinho, um título para ele: Schumacher foi o piloto que mais realizou ultrapassagens em 2011. Que 2012 também seja um bom ano para ele.

Carro 14- Adrian Sutil

  

Sutil começou o ano levando surra de Di Resta, mas deu um revira-volta e conseguiu nocautear Di Resta. Teve corridas muito boas como na Alemanha e no Brasil. Quando um piloto das equipes de ponta abandonava, ele virava um candidato a ser o sexto colocado. Brigava com Rosberg e Schumacher toda hora e na maioria das vezes vencia. Se ele ficar de fora da temporada de 2012, vai ser a maior injustiça de 2012.

Carro 10- Vitaly Petrov

Petrov foi outro que teve um ano bastante difícil. Vitaly Petrov começou o ano em alta com um pódio na Austrália. Mas a equipe decaiu depois da Alemanha e Petrov marcou só 5 pontos em nove GPs. E agora Petrov está sem equipe e tem grandes chances de ficar sem equipe ou voltar a ser piloto de testes assim como o também russo Sergey Zlobin. Péssimo destino para o primeiro russo a correr na F1.

Amanhã a segunda parte.

 

O MP4-22 junto ao Ferrari F2007, foi o carro dominante da temporada de 2007. O carro, uma boa evolução de seu antecessor, o mal sucedido MP4-21, apresentava diversas mudanças aerodinâmicas, como nas asas dianteiras que mostravam um inovador “arco”, e que virou uma certa tendência nos anos seguintes.

 

 

O carro se mostrou bastante consistente nos pontos, assim como um carro um tanto confiável, sem quebras mecânicas nas suas primeiras 15 corridas, um ótimo número. Guiado pelo estreante Lewis Hamilton, e o atual bi campeão Fernando Alonso, o carro nunca saía da zona de pontuação, e com tal constância, a McLaren brigava pelo título com a Ferrari.

 

No entanto, a McLaren foi pega num grande escândalo de espionagem envolvendo a Ferrari. Um funcionário do time de Woking havia comprado dados secretos sobre o modelo da Ferrari, e com resultado deste trama, a equipe se viu prejudicada, e além de pagar uma bagatela em dinheiro, foi desclassificada do Mundial de Construtores.
Porém, Lewis Hamilton vinha fazendo de sua temporada de estreia, uma das melhores já vistas por muitos, chegando líder nas corridas finais, quando seu reinado começou a cair. O inglês perderia seu título no GP do Brasil, quando só dependia de seu resultado para ser campeão, e logo nas primeiras voltas, ficava para trás, com problemas na largada. Fernando Alonso não conseguiu muito, e o vencedor do campeonato foi uma grande zebra, Kimi Raikkonen, o menos cotado para o título.

 

Dados:

 

Equipe: McLaren

 

Designers: Pat Fry (Chefe de engenharia)
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Dados técnicos:

 

Chassis: Moldado em fibra de carbono e alumínio, monocoque

 

Suspensão: Feita de fibra de carbono e alumínio, sistema push rod, independente (suspensões dianteira e traseira)

 

Motor: Mercedes Benz FO 108T 2.4 litros, V8, aspirado naturalmente, montado longitudinalmente

 

Transmissão: McLaren, 7 velocidades e uma reversa (marcha ré), semi automática, sequencial

 

Combustível: Mobil

 

Pneus: Bridgstone
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Pilotos:

 

1 Fernando Alonso

 

2 Lewis Hamilton
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Pontos: Desqualificada

 

Corridas: 17

 

Vitórias: 8

 

Poles: 8

 

Voltas mais rápidas: 5

 

Posição no Mundial de Construtores: Desqualificada

Nesse final de semana, teremos o GP do Brasil de 2011. Há grande expectativa de conhecermos que será o mais novo VICE-campeão de 2011 e de rolar o primeiro pódio de um brasileiro em 2011. Veja os cinco melhores GPs do Brasil da história da F1.

5- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2006

A primeira vitória de um brasileiro em Interlagos depois de Ayrton Senna em 1993 foi de Felipe Massa em 2006. Massa usava um macacão em homenagem ao Brasil. Liderou a corrida de ponta a ponta e venceu de forma magistral para todo mundo ficar feliz. A carreira de Massa alavancou depois dessa vitória. Massa só venceu outra vez em Interlagos só em 2008. Ah, e esse GP marcou a aposentadoria de Michael Schumacher que deu um show indo para último (por causa de um pneu furado) e extraindo o máximo de seu Ferrari e completando em quarto, mas depois você sabe o que aconteceu depois com o Schummy.

Veja frases do GP do Brasil de 2006:

  • “Nunca vou esquecer esse dia. O dia que sempre sonhei e esperei. Acho que sou iluminado” Felipe Massa
  • “Tem sido um fim de semana fantástico e eu preciso de algum tempo para acreditar que sou campeão novamente” Fernando Alonso
  • “Provavelmente foi a corrida mais fácil da minha carreira.” Felipe Massa
  • “Nós tínhamos um carro insanamente rápido hoje. Provavelmente tínhamos velocidade possível para superar todos, pra ser honesto. Nós fizemos isso, de certa maneira.” Michael Schumacher
  • “Não era para ser hoje, pra mim” Michael Schumacher
  • “Estou realmente feliz por Felipe por ter sido o primeiro brasileiro a vencer aqui após Senna” Michael Schumacher
  • “Eu fui extremamente sortudo em vencer um campeonato com Schumacher ainda correndo, foi um prazer correr com ele” Fernando Alonso
  • “Acho que temos que demonstrar grande respeito por Schumacher, porque o que ele fez ficará para a história da F-1” Flavio Briatore

4- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 1991

Na largada, Senna e Mansell sumiram na liderança. Senna e Mansell fazem paradas perfeitas, mas Mansell fica com um pneu furado e Senna fica sozinho na pista. Mas os problemas mecânicos aparecem. A quarta marcha foi pro saco. Tendo que passar da terceira para a quinta direto. Depois nenhuma marcha funcionava e Senna tinha que ficar segurando a alavanca para continuar. Devido a esse problema, Patrese que era segundo, chegava mais perto a cada volta. O brasileiro, terminou a corrida só com a sexta marcha funcionando normalmente. Faltando duas voltas para o final, começou a chover em Interlagos, o que acabou decidindo a corrida. Após cruzar a linha final, Senna permaneceu no carro, sem forças para sair. Depois, auxiliado, entrou em um carro da organização e foi para os boxes. No pódio ficou evidente seu esforço para obter a vitória. Ele mal conseguiu levantar a taça, precisando de ajuda para fazê-lo. Uma das melhores atuações de Senna na F1 e a primeira vitória de Senna em Interlagos. Senna só venceu em Interlagos de novo em 1993.

3- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2003

Essa corrida foi maluquinha. Chovia canivetes naquele dia. Rubinho largou na pole e depois abandonou a corrida. A chuva continuava forte e na volta 54, Fisichella passa Raikkonen que deu uma escapada. Segundos depois, Mark Webber bate na Curva do Café e em seguida, Fernando Alonso também bate por causa dos destroços do carro de Webber. Como havia muitos destroços e pneus espalhados pela pista, a organização preferiu encerrar a corrida daquele jeito.

Só que a organização declarou também que Kimi Räikkönen havia sido o vencedor. Ao invés de considerar a volta 54, a última que havia sido completada antes da interrupção, os organizadores preferiram considerar a volta 53, liderada pelo finlandês. Revoltada, a Jordan recorreu, alegando que o resultado a ser considerado é sempre o da volta anterior à da interrupção.

A FIA demorou cerca de duas semanas para chegar a um veredicto, mas chegou. E devolveu a vitória a Fisichella, dizendo serem procedentes as reclamações da Jordan. Para não deixar o italiano tristonho, foi realizada até mesmo uma pequena cerimônia em Imola, com o próprio Räikkönen entregando o troféu ao piloto da Jordan. Quem disse que alegria de pobre dura pouco?

2- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2007

Três brigando pelo título. Hamilton com uns 75% de chances de ser campeão. Alonso com uns 35% de chances. E Raikkonen tinha uns 3% de chances. Eu apostei com papai quem iria ser campeão. Eu apostei em Hamilton e papai apostou em Alonso. Hamilton erra já no começo da corrida. Alonso continuava ali no meio. Massa liderava com Raikkonen em segundo. Hamilton fazia uma corrida de recuperação e Alonso continuava ali no meio. Já na metade da corrida, Massa deixa Raikkonen passar para Raikkonen ser o campeão de 2007. Eu e o papai perdemos a aposta.

O campeonato de Raikkonen foi o mais inesperado que eu já vi. Aposto que todos que assistiram a corrida ficaram bastante surpresos com o campeonato de Raikkonen. Não adianta negar que eu sei onde você mora. Eu sei sim.

1- Grande Prêmio do Brasil – Interlagos – 2008

Desse GP eu lembro muito bem. Massa largaria na pole e precisava vencer e torcer para Hamilton ficar em sexto para poder ser campeão. Liderou toda a prova e Hamilton estava em quinto. A chuva chega em Interlagos e todos param para botar os compostos intermediários. Apenas Glock não para e fica na frente de Hamilton que estava em quinto e com Vettel pressionando com sua Toro Rosso.

Vettel bota de lado e passa Hamilton que fica no desespero atrás do alemão. Hamilton tenta, mas não consegue chegar em Vettel. Ele precisava de um milagre para ser campeão. Massa cruza a linha de chegada e ouvimos o “FELIPE, FELIPE, FELIPE, FELIPE MASSA DO BRASIL!!!!!! , AGORA É SÓ TORCER PARA QUE HAMILTON FIQUE EM SEXTO PARA VERMOS FELIPE MASSA CAMPEÃO” . De repente todas as câmeras estão na briga entre Vettel e Hamilton. Hamilton reza para Deus, Buda, Elvis, Senna, Virgem Maria e todos os outros santos e orixás para ver se acontecia o tão sonhado milagre.

Eles fazem o Bico do Pato colados. Tudo estava caminhando para que Massa fosse campeão. Mas Glock que não tinha parado, estava lento na pista e é facilmente ultrapassado por Vettel e Hamilton. Hamilton consegue o seu milagre e cruza a linha de chegada em quinto que era o preciso para ser o primeiro campeão de F1 negro da história. Massa saiu chorando do carro e continuou chorando no pódio batendo no seu peito e olhando Hamilton sendo campeão.

Massa merecia aquele campeonato, mas tudo pro causa da Ferrari, isso não aconteceu. E essa foi a última vitória de Massa até hoje.

Voltando à ativa depois de pagar a internet.

No GP de Cingapura,Felipe Massa e Lewis Hamilton se tocaram durante uma tentativa de ultrapassagem do inglês sobre o brasileiro.

Foi publicado no site da Formula 1 uma mensagem de rádio do engenheiro de Massa,Rob Smedley,pedindo que Massa atrapalhasse Hamilton.

“Segure Hamilton o máximo que você puder. Destrua a corrida dele o máximo que você puder. Vamos lá, garoto”, disse Rob Smedley ao brasileiro.

A edição não deixa claro em que ponto exato da prova em que aconteceu a comunicação. Na disputa, Massa estava se defendendo do ataque de Hamilton até que o piloto da McLaren tocou no pneu traseiro do brasileiro, que sofreu um furo. Ambos perderam muitas posições, já que o inglês também precisou trocar o bico e depois foi punido com um drive through.

Depois da corrida, na zona de entrevistas para televisão e rádio, Massa deu um tapa no ombro de Hamilton e o ironizou dizendo “bom trabalho”.

OUÇA A MENSAGEM DA FERRARI A MASSA

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(1.10)

 

 

Para ler a segunda parte,clique ali -> Videos onboards de carros vencedores desde 2006-Parte 2.

Abaixo um video de Fernando Alonso num Ferrari F10 no circuito de Monza.
Abaixo temos Lewis Hamilton num McLaren MP4-25 no circuito de Silverstone.
Agora um video de Sebastian Vettel num Red Bull RB6 no circuito de Hockenheimring.
Abaixo um Ferrari F150th Italia pilotada por Fernando Alonso no circuito de Xangai.
Agora um McLaren MP4-26 pilotado por Lewis Hamilton no circuito de Silverstone.
E para terminar este post,Sebatian Vettel pilota um Red Bull RB7 no circuito de Albert Park.

Se você pensa que esta minissérie acabou,esta muito enganado.Segunda tem a parte extra.

Tuíter

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