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No GP da Itália de 2006, correndo em casa. A Ferrari e Michael Schumacher brigavam com facas e dentes contra a Renault e Fernando Alonso na disputa pelo título. Depois de 53 voltas na veloz Monza, Michael Schumacher se sagrou vencedor da corrida e diminuiu para dois pontos a diferença dele para o líder do campeonato, Fernando Alonso. Mas uma revelação incrível estava por vir depois da corrida.

Na tradicional coletiva de imprensa depois da corrida, Michael Schumacher anunciou sua primeira aposentadoria. “Houve muita discussão sobre meu futuro. Sinto muito por não ter dito antes, mas tem um momento certo. Este é o exato momento. Será meu último GP na Itália. E irei me aposentar do automobilismo. Foi um tempo realmente excepcional. Realmente amei todo momento, os bons e ruins”, disse Schumacher.

A reação foi imediata. Vários e vários sites de automobilismo noticiaram a aposentadoria de Schumacher. Todos ficaram tristes. Michael Schumacher tinha na época, 36 anos, e tinha 7 títulos, 91 vitórias, 154 pódios, 64 poles, 22 hat-tricks e tinha vários outros recordes na pista. Além de vários fãs ao redor do mundo. Depois do anúncio da aposentadoria, Michael Schumacher ainda venceu no GP da China e assumiu a liderança do campeonato no desempate.

Ma o título escapou de Schumacher no Japão, quando o motor Ferrari não resistiu e ele teve de abandonar a corrida. Alonso venceu e abriu 10 pontos na liderança faltando apenas uma corrida.

No Brasil, a última etapa. Várias homenagens para Schumacher na sua despedida da F1, como essa da foto com a BMW escrevendo “Danke Michael” e “Thanks Michael” no aerofólio traseiro de seus carros. Apesar da enorme diferença para Alonso no campeonato, todos queriam que ele fosse o campeão.

Na corrida, Schumacher largou em décimo e teve um pneu furado  no começo da prova caindo para último. Mas Schumacher provou quem ele era e fez uma corrida admirável, fazendo ultrapassagens lindas como a ultrapassagem linda sobre Kimi Raikkonen pela quarta posição.

Por mais que a corrida do alemão fosse fantástica, para ser campeão precisava que Alonso não marcasse pontos e Schumacher vencesse a corrida. O que não se realizou. Alonso foi o segundo e Schumacher, o quarto. Depois de várias homenagens, Schumacher se despedia da F1. Em 2010, ele voltou para a F1 pela Mercedes. Esperava-se que ele voltasse aos bons tempos. Mas em 3 anos na Mercedes, foram apenas um pódio em Valência e uma pole em Mônaco, que lhe foi tirada por causa do incidente com Bruno Senna na Catalunya.

Mais uma vez, Michael Schumacher se despede da F1. Diferente de 2006, quando se despediu com glória e vitórias, hoje ele se despede de forma melancólica. Mas mesmo assim, ainda é e sempre será, apesar de polêmicas, um grande e um dos melhores pilotos do mundo.

Obrigado Michael e vá descansar.

Continuando com a Retrospectiva 2011, com os pilotos. Por ordem de classificação do campeonato.

Carro 1- Sebastian Vettel

Só uma palavra descreveu Vettel esse ano: dominador. Vettel dominou o ano todinho. Conseguiu 15 pole-positions só nesse ano e venceu em 11 dessas corridas. Além disso ficou conhecido por a cada GP, ele trocar a pintura de capacete. Estamos vendo um novo Schumacher de atualmente.

Carro 4- Jenson Button

Jenson Button foi o segundo melhor piloto de 2011 com sobras. Sempre esteve ali em segundo ou em terceiro. Mas estava ali. Button foi esse ano o mago na chuva. Em Hungaroring com chuva, ele se aproveitou de erros de adversários como fez em 2006 e ganhou de forma magnifica. Segundo lugar merecido para Button.

Carro 2- Mark Webber

Se por um lado, Vettel foi o astro. Webber apenas foi um patinho feio da Red Bull. Fazia a pole, largava mal, ia para trás, fazia uma estratégia diferente e ainda fazia a melhor volta, como foi o caso de Mônaco. Mas esperou o ano todo para vencer na última corrrida do ano, por causa de um “problema” no carro de Vettel. Pelo menos conseguiu encerrar o ano em grande estilo.

Carro 5- Fernando Alonso

Fernando Alonso nunca tinha sofrido com seu carro desde os tempos de Minardi. Mas esse ano ele sofreu muito com um Ferrari tão ruim quanto o de 2009. Chegou a vencer na Inglaterra quando se aproveitou de erros da Red Bull nos boxes. No final, perdeu a terceira posição para Webber por um mísero ponto. Para um piloto que não tinha um carro bom, nada mal.

Carro 3- Lewis Hamilton

Hamilton não teve um bom ano. Seu pai deixou de agencia-lo para agenciar Paul di Resta. Seu novo agente não lhe ajudou muito e fez pensar que era um popstar e que tudo girava em torno dele. Se envolveu em várias desventuras com Felipe Massa. E sua namorada, Nicole Schezinger lhe abandonou. Mas mesmo assim conseguiu vencer em três casos. Mas mesmo assim, fechou o ano em baixa.

Carro 6- Felipe Massa

Massa viveu talvez o seu ano mais difícil na F1. Não conseguiu sequer uma posição melhor que o quinto posto. Está sob forte pressão do público brasileiro e sofreu com os novos compostos na Pirelli. Se envolveu em várias desventuras com Lewis Hamilton, e fechou o ano em baixa com a torcida brasileira. Que 2012 deja bem melhor para ele.

Carro 8- Nico Rosberg

Rosberg novamente deu surra em seu companheiro heptacampeão, Michael Schumacher. Nico Rosberg tinha um carro rápido nas retas e sempre dava trabalho em pilotos como Felipe Massa, Lewis Hamilton e Adrian Sutil. Mas o problema maior da Mercedes era o alto desgaste dos pneus traseiros e isso atrapalhava nas corridas do alemão com cara de Britney Spears. E assim com Massa, teve como melhor resultado um quinto posto.

Carro 7- Michael Schumacher

Schumacher novamente não páreo para seu companheiro Rosberg. Apesar disso teve corridas memoráveis como na Bélgica e na Itália. Ao lado se Rosberg, sempre esteve dando trabalho para Hamilton, Massa e Sutil. Teve disputas acirrantes com Rosberg na Bélgica com Hamilton na Itália. Mas para não deixar o heptacampeão tristinho, um título para ele: Schumacher foi o piloto que mais realizou ultrapassagens em 2011. Que 2012 também seja um bom ano para ele.

Carro 14- Adrian Sutil

  

Sutil começou o ano levando surra de Di Resta, mas deu um revira-volta e conseguiu nocautear Di Resta. Teve corridas muito boas como na Alemanha e no Brasil. Quando um piloto das equipes de ponta abandonava, ele virava um candidato a ser o sexto colocado. Brigava com Rosberg e Schumacher toda hora e na maioria das vezes vencia. Se ele ficar de fora da temporada de 2012, vai ser a maior injustiça de 2012.

Carro 10- Vitaly Petrov

Petrov foi outro que teve um ano bastante difícil. Vitaly Petrov começou o ano em alta com um pódio na Austrália. Mas a equipe decaiu depois da Alemanha e Petrov marcou só 5 pontos em nove GPs. E agora Petrov está sem equipe e tem grandes chances de ficar sem equipe ou voltar a ser piloto de testes assim como o também russo Sergey Zlobin. Péssimo destino para o primeiro russo a correr na F1.

Amanhã a segunda parte.

 

Rubinho e Michael no pódio

Hoje não, hoje não, hoje sim… hoje sim?! 

Quem não se lembra da tragicômica narração do global Cléber Machado na ocasião da marmelada mais escandalosa da história da categoria? O GP da Áustria de 2002 foi uma besteira de Jean Todt que manchou com tinta preta a imagem da F1. Não precisava daquilo. Muitos idiotas brasileiros (pode até ser você que está lendo esse post) botaram a culpa no Rubens Barrichello. Fuçando a internet, encontrei esse diálogo no rádio de Rubens Barrichello. Lembrando, esse post não é um post de primeiro de abril e a fonte deste post foi publicada em outubro. Nada a ver com o dia da mentira. Leia e decida no que acredita.

Legenda:

VOZ 1 – Jean Todt, então chefe de equipe da Ferrari
VOZ 2 – Rubens Barrichello, piloto da Ferrari
KS – Karl Scheister , o procurador-chefe da Ferrari
VOZ 4 – Idely, mãe de Barrichello

Início da conversa:

VOZ 1: Rubens, você está pilotando muito bem, otimamente, continue com o bom trabalho. Faltam 5 voltas.

VOZ 2: Obrigado, Jean. O carro está excelente, realmente muito bom hoje. Eu nem sei como agradecer a vocês. Diga a minha mãe que eu vou dar-lhe o melhor Dia das Mães da sua vida.

VOZ 1: É bom ouvir isso, Rubens. Ela está adorando assistir à corrida conosco. Eu irei passar para ela. Ela está muito orgulhosa! Ouça, você se importaria de desacelerar um pouco e deixar Michael ganhar?

VOZ 2: Obrigado por dizer a ela, Jean. Ela ficará tão feliz. Vocês são os melhores, simplesmente os melhores! [estática, intelegível]

VOZ 1: Ah, nós também te admiramos, Rubens. Você tem sido de grande ajuda para a equipe. Michael também acha. Faltam 4 voltas agora. Ah, a distância de Michael ainda é de 3 segundos.

VOZ 2: Tá bom.

VOZ 1: Ah, Rubens, acabamos de falar com Michael novamente. Ele diz que a distância ainda é de 3 segundos.

VOZ 2: Que ótimo! Nós teremos 1º e 2º! Obrigado, meu Deus! Incrível! [sons de choro ouvidos pelo rádio]

VOZ 1: Tá bem, Rubens, faltam só 3 voltas agora. Nós precisamos fazer um ajuste na tática, garotão.

VOZ 2: [ainda chorando] Claro Jean! O que você disser! Como está o meu combustível?

VOZ 1: Não se preocupe, o combustível é suficiente. Ouça, só uma pequena mudança na tática. Nós queremos que Michael ganhe.

VOZ 2: (risos) Não me façam rir, gente, eu quase errei a freada na curva Lauda. Obrigado por quebrar a tensão. Eu aprecio isso. Vocês são os maiores!

VOZ 1: Ah, Rubens. Eu não estou brincando.

VOZ 2: [estática, intelegível]

VOZ 1: Você me entende, Rubens?

VOZ 2: [mais estática, intelegível]

VOZ 1: Rubens, a gente já passou por essa rotina antes. Não vamos passar por isso novamente.

VOZ 2: Sim, entendido. Eu achei que você tivesse me dito para me curvar e assumir a traseira de Michael de novo, seu sapo francês magrelo.

VOZ 1: Rubens, agora não seja assim. Faltam 2 voltas agora, ele está bonito.

VOZ 2: Não é justo! Ele já ganhou um zilhão de vezes, e eu só uma vez, e só porque vocês pagaram a Mercedes para usar aquela placa idiota e correr pela pista depois que o garoto Mickey se ferrou.

VOZ 1: Rubens, não tenho idéia do que você está falando. Eu tenho alguém que quer falar com você. É Karl Scheister, o procurador-chefe da nossa corporação.

KS: Oi, Rubens. Grande corrida!

VOZ 2: Se manda, seu incorporado doente [opa!]

KS: Você está terrível, muito bem! Ouça, eu estou lendo o seu contrato agora Rubens, e eu cito, “considerando a parte primeira” – que é você, por acaso – “deveria ultrapassar o carro principal do grupo da parte segunda” – que somos nós, significando Michael e a Ferrari – “e recusar as ordens da equipe para corrigir a situação, a parte primeira estará sujeita a penalidades, o que inclui a perda total do salário…”

VOZ 2: Eu não ligo!

KS: “perda de direção…”

VOZ 2: Que seja!

KS: “…e a transferência de ‘Lulu’, canina mestiça pertencente à primeira parte e atualmente sob porte da segunda parte, para uma terceira parte inominada permanentemente”.

VOZ 2: Seus desgraçados!! Eu ainda vou levar essa para casa! Eu mereço essa vitória!!

VOZ 1: Rubens, eu tenho mais alguém que gostaria de conversar com você, falta 1 volta, cara. A pressão do combustível está boa.

VOZ 4: Rubens?

VOZ 2: Mãe?

VOZ 4: Rubens, eu estou com medo. Não consigo enxergar e não sei para onde eles me levaram. Meus pulsos doem! Deus me ajude! [sons abafados]

VOZ 2: Mãe? Mãe!! Seus desgraçados!! Seus doentes, doentes desgraçados!!

VOZ 1: Rubens, Michael está perguntando por que está demorando tanto. Falta 1 volta, cara.

VOZ 2: Está bem!! Está bem!! Vocês venceram!! Vocês venceram!! Só não machuquem a mamãe. E eu quero a Lulu de volta quando a temporada acabar.

VOZ 1: Sem problemas, cara. O Dia das Mães só ocorre uma vez por ano.

VOZ 2: Obrigado Deus… [sons de choro foram ouvidos]

VOZ 1: E um contrato é um contrato.

VOZ NÃO IDENTIFICADA 5 (acho que era o Schumacher) : Uhhhhhuuuuu!!!!! Eu ganhei!! Eu ganhei!!

VOZ 1: Grande corrida, Rubens.
VOZ 2: Ah, calem a boca, seus tagarelas…

Fim da transmissão.

O momento da chegada do GP da Áustria de 2002

Michael Schumacher cruzou a linha de chegada na frente e Cléber Machado ficou indignado com o que viu. Os torcedores que estavam presentes faziam sinal de negativo como forma de protesto. Jean Todt fez cara de que não devia ter feito aquilo. Michael Schumacher saiu do carro e seu irmão, Ralf, olhou para Michael com uma cara que misturava pena e vergonha da dupla da Ferrari. Rubens e Michael se abraçaram após saírem do carro. No pódio, Michael deu seu trófeu para Rubens e lhe pediu para ficar no lugar mais alto do pódio.

Como punição, a Ferrari teve de pagar 1 milhão de dólares e só. Uma merreca que pode ser justificada pela forte influência exercida pela equipe italiana nos homens da FIA. As reputações da Ferrari, de Schumacher, de Barrichello e da própria Fórmula 1 foram seriamente afetadas por esse episódio. Muitos disseram que Schumacher, com todo o seu poder de influência, poderia ter evitado a situação. Afinal de contas, havia ainda onze etapas pela frente e ele já tinha chegado a A1-Ring com 21 pontos de vantagem sobre Juan Pablo Montoya. A Ferrari argumentou que tudo podia acontecer e esses pontos poderiam fazer falta no fim do ano.

Não fizeram. E o esporte ficou maculado para sempre. Não vou dizer que Rubens fez a coisa certa. Quem sabe esse post possa ser mentira, mas quem decide isso é você que tá lendo. Decida no que acredite e depois faça algo que uma pessoa normal faria. Coma um hamburguer ou qualquer coisa.

Abaixo a última volta narrada por Cléber Machado.

 
E o final da corrida, a cara de pena e vergonha de Ralf Schumacher e o protesto da torcida presente em Spielberg na Áustria.

Assunto fora de tópico. Fazer o que se não tem assunto. A Copa de 2014 vai ser realizada aqui no Brasil e a minha querida cidade Manaus vai receber 4 jogos (só!) . Veja cinco historinhas da relação de futebol e automobilismo.

Ah, a Copa do Mundo. Tempo de bandeirinhas, paredes pintadas de verde e amarelo, álbuns da Panini (eu mesmo tinha dois desses álbuns, um da Copa de 2006 e o do de 2010, só que não tenho mais o de 2006, recortei o álbum todinho) , expedientes interrompidos e latinhas de cerveja espalhadas na rua. Tempo em que corintianos, palmeirenses, flamenguistas, gremistas e ibienses se unem por um único ideal, o hexacampeonato. Tempo de não se pensar em mais nada. Todos estão contaminados pelo espírito da maior festa mundial do futebol.

5- BARTHEZ, PILOTO

Fabien Barthez, lembra-se dele? Até eu, completo ignóbil no assunto, sei de quem se trata. Ele era o goleiro careca da seleção francesa que venceu o Brasil na final da Copa de 1998. Além dos brasileiros, os torcedores do Manchester United também não tinham lá grandes lembranças dele, que atuou por lá entre 2000 e 2004: seus frangos eram tantos que os ingleses sardonicamente o apelidaram de “Mãos de Manteiga”.

Pois não é que ele decidiu tentar outra coisa na vida? Após se aposentar, no fim de 2007, Fabien migrou para o automobilismo, fazendo algumas corridas na Porsche Supercup nos dois últimos anos. O desempenho foi razoavelmente bom a ponto de uma equipe do Campeonato Francês de GT, a GCR Mediaco, tê-lo contratado para toda a temporada 2010.

Como estava sua temporada? Seis corridas já tinham sido realizadas e Barthez está na 22ª posição do campeonato, com 18 pontos. Parece pouco, mas até pódio ele já conseguiu. O melhor, no entanto, é que o careca está dois pontos à frente de Olivier Panis, ex-piloto de Fórmula 1! O negócio até que vai bem pro “Butter Hands”.

4- RICARDO ZONTA NO BARÇA

Na temporada de Stock Car V8 de 2010, Ricardo Zonta corre com as cores do Corinthians pintadas em seu carro e em seu macacão. É o verdadeiro piloto da Fiel. O que poucos sabem é que este é o segundo time que o paranaense defendeu nas pistas.

Em 2002, sem muitas perspectivas de competir na Fórmula 1, Zonta aceitou uma proposta de dar um passo atrás e competir no então novíssimo Telefonica World Series, um campeonato do mesmo nível da Fórmula 3000 patrocinado pela empresa de telefonia e pela Nissan. O carro, um Dallara equipado com o motor japonês, era cerca de dois segundos mais rápido que o Lola-Zytek da F3000 e permitiria que Ricardo não perdesse ritmo de corrida. Além disso, ele receberia para correr, um luxo em se tratando de uma categoria de base.

O mais interessante do negócio, porém, era a equipe de Zonta. A Gabord Competición era patrocinada pelo Barcelona. Sim, o time de Piqué, Messi, David Villa e Xavi! O carro era pintado de azul e bordô, além de carregar o emblema do time. E a trajetória vencedora do Barça acabou se repetindo na World Series: com 9 vitórias, Ricardo Zonta se consagrou o campeão da temporada.

3- SCHUMACHER E O ECHICHENS

Michael Schumacher, o heptacampeão de Fórmula 1, não esconde de ninguém que sua segunda paixão é o futebol. Jogador frustrado assumido, ele costuma dizer que gostaria de ter atuado profissionalmente, mas não era bom o suficiente para isso. Suas atuações futebolísticas vistas por aí em eventos de caridade e em amistosos, no entanto, não sugeriam isso. O alemão, vez ou outra, aparece com boas jogadas e até marca uns gols de vez em quando.

Recentemente, um clube moldávio, o Olimpia, anunciou que estava leiloando uma vaga no elenco do clube e queria muito ver o piloto alemão ocupando-na. Schumi, obviamente, nem deu bola. Seu time do coração, se é que dá pra falar assim, é o FC Echichens, um pequeno clube suíço que está atualmente na quinta divisão (!) do campeonato nacional. Patrocinador da equipe, Michael chegou a atuar profissionalmente pelo clube em 2007, quando o Echichens estava na terceira divisão lutando para fugir do rebaixamento. O alemão até chegou a marcar alguns gols, mas sua presença não ajudou muito na sorte do time.

2- PREMIER1 GRAND PRIX

Qual foi o primeiro projeto de categoria que intencionava mesclar futebol e automobilismo? Quem respondeu Superleague Formula errou. Foi o Premier1 Grand Prix.

Esta iniciativa surgiu no final de 2001, quando um empresário inglês, Colin Sullivan, teve a brilhante (?) idéia. Ao contrário da real porém pouco ousada Superleague, o Premier1 prometia ser um campeonato global que competisse com a Fórmula 1. Os carros seriam feitos pela Dallara e teriam pneus slick, câmbio semi-automático e motores V10 feitos pela Judd que alcançavam gloriosos 750cv de potência. O calendário inicial passaria por circuitos como Donington, Buenos Aires, Jacarepaguá, Zandvoort, Dijon e Estoril. A intenção era ter pilotos de nome, como Damon Hill e Nigel Mansell. Tudo muito bonito no papel.

Sullivan esperava ter 24 times em seu campeonato, sendo que um deles seria o Flamengo. Quatro (se minha memória não me trai, o Anderlecht, o Benfica, o Leeds United e o Feyenoord) chegaram a exibir o Dallara com suas pinturas em eventos oficiais. O Benfica, inclusive, já tinha um pré-contrato com Pedro Lamy, sócio do clube.

Como todo projeto ambicioso demais, o Premier1 afundou sem ter realizado uma única corrida. O campeonato, que deveria ter se iniciado em junho de 2002, foi adiado para março de 2003, depois para 2004 e após isso, nunca mais se tocou no assunto. Faltou dinheiro e credibilidade.

1- IRLANDA X ITÁLIA

Essa história é legal. Como foi, aliás, a Copa do Mundo de 1994.

Como costuma ocorrer em tempos de Copa do Mundo, o pessoal da Fórmula 1 deixa um pouco a tensão e o nervosismo de lado para se divertir com o futebol. Como o paddock é composto por pessoas de vários países e planetas, provocações e brincadeiras acontecem aos montes entre mecânicos, pilotos, jornalistas e aspones. Ao mesmo tempo, vemos cenas que em tempos normais nunca aconteceriam, como pilotos e mecânicos de equipes concorrentes se reunindo em um único motorhome para assistir a um jogo.

Em 1994, as sempre espirituosas Jordan e Minardi protagonizaram uma curiosa rivalidade baseada nos resultados das seleções de seus países, respectivamente Irlanda e Itália, na Copa. Ambas estavam no grupo E, acompanhadas por México e Noruega. Naqueles tempos, apenas uma das quatro seleções do grupo sobrava na primeira fase.

No dia 18 de junho, Irlanda e Itália se enfrentaram no Giants Stadium e os irlandeses venceram o jogo por 1 x 0. Fanfarrão, Eddie Jordan emplacou um adesivo em seus carros esfregando na cara dos muitos italianos presentes no paddock o resultado: “Ireland 1 Italy 0″. Rubens Barrichello e Eddie Irvine disputaram o GP da França, realizado no dia 3 de julho, mostrando a provocação ao mundo.

Mas a turma da azzurra riu depois, e riu com gosto. No dia seguinte ao da corrida, a Irlanda jogou contra a Holanda pelas oitavas de final, perdeu por 2 x 0 e abandonou a Copa. Três dias depois, pelas mesmas oitavas de final, a Itália vencia a Nigéria por 2 x 1.

Giancarlo Minardi aplicou, então, a vendetta. Em Silverstone, os carros de Pierluigi Martini e Michele Alboreto apareceram com um emblema “Italia IN – Ireland OUT”. Os italianos perderam a Copa quando Roberto Baggio chutou aquele pênalti em direção à Netuno. Mas Giancarlo Minardi, em sua disputa pessoal, deu uma piaba no espalhafatoso Eddie Jordan.

A Jordan começou…
… e a Minardi deu o troco
Um dos momentos mais marcantes de 2010 foi a ultrapassagem sensacional de Rubens Barrichello em Michael Schumacher no GP da Hungria de 2010.Rubinho chegou colado na curva 16 em Schumacher,pegou o vácuo,botou de lado,Schumacher tentou assusta-lo,mas Barrichello usou a saída dos boxes para conseguir uma ultrapassagem sensacional.Para dar uma lavada na alma de Rubens.
 

Após o decepcionante campeonato de 2005, tendo um carro fraco o suficiente para conseguir apenas uma vitória e tendo a Renault e a McLaren como meta, a Ferrari construiu o 248 F1 para retomar o lugar mais alto da F1. O nome 248, vem pela nova motorização, 24, da capacidade do motor, e 8, o número de cilindros. A FIA mudara o regulamento, e os motores agora eram os V8.

O 248 vinha recheado de mudanças para levar os italianos ao topo novamente, por exemplo, além do novo motor, o chassis era mais leve que o de seu antecessor, e o seu desenho fora modificado, com mudanças também nos defletores. O sistema de refrigeração fora revisado para atender as necessidades do novo motor V8. Outras mudanças significativas incluem o a entrada de ar para o motor, o tamanho do tanque de combustível, e os elementos das laterais do carro, assim como o desenho do escapamento. A mudança mais interessante foi a colocação dos vidros retrovisores nas laterais do carro, servindo mais de elemento aerodinâmico do que para a visão dos pilotos.

A caixa de marchas de sete velocidades mostrava uma evolução da caixa feita de carbono introduzida no F2005, e também montada logitudinalmente. Já suspensão traseira foi desenhada para aumentar o coeficiente aerodinâmico na traseira do carro, e também melhorar a parte mecânica, como os pneus da marca Bridgestone.

 Com todas as mudanças, a Ferrari conseguiu voltar ao topo com boas vitórias, ainda que não conseguisse superar seu maior rival, o Renault R26, que foi o carro mais rápido durante a primeira metade da temporada. Com outras mudanças aerodinâmicas ao longo da temporada, a 248 melhorou seu desempenho, assim como mudanças no motor, que no começo da temporada gerava algo em torno dos 730 hp, e com mudanças chegava aos 780 hp de potência ao final da temporada.

A Ferrari não conquistou o título de Construtores nem o Mundial de Pilotos, mas melhorara muito seu desempenho em relação ao sombrio ano de 2005. Era também um carro muito importante para a Ferrari, pois marcava a aposentadoria de Michael Schumacher das pistas, e da equipe do carro vermelho, na qual conquistara nada mais que 5 títulos.

Dados:

Equipe: Scuderia Ferrari

Designers: Aldo Costa
                Rory Byrne
————————
Dados técnicos:

Chassis: Monocoque moldado em fibra de carbono

Suspensão: Suspensão independente, feita de fibra de carbono e alumínio, sistema push rod ativado com molas de torsão (suspensões dianteira e traseira).

Motor: Ferrari 056, 2.4 litros, V8, 90° de inclinação, 32V, montado logitudinalmente, 95 kg,

Transmissão: Ferrari, feita de titânio, montada logitudinalmente, 7 velocidades e uma marcha reversa (marcha ré), semi automática, sequencial.

Combustível: Shell

Pneus: Bridgestone
——————–
Pilotos:
5 Michael Schumacher

6 Felipe Massa
—————-
Pontos: 201

Corridas: 18

Vitórias: 9

Poles: 7

Voltas mais rápidas: 9

Posição no Mundial de Construtores: 2° lugar

No dia 11 de setembro de 2001,o mundo viu o maior ataque terrorista do mundo.Bin Laden virou o terrorista mais procurado do mundo e também começou a sua trajetória para ganhar o título mundial no pique-esconde(2001-2011,puxa!).5 dias depois foi realizada o GP da Italia de 2011.Todos estavam de luto.A Ferrari correu num carro sem nenhum tipo de patrocínio e com parte da asa dianteira negra como forma de luto.

A Ferrari estava de luto naquele dia

Michael Schumacher caminhava pelos paddocks com um pacto.O tal pacto era por causa do acidente de Alessandro Zanardi na ChampCar na etapa da Alemanha no dia anterior a corrida.Tal acidente amputou as pernas de Zanardi.O pacto dizia o seguinte:

“Por conta do acidente de Alessandro Zanardi na largada de uma etapa da Champ Car na qual ele ficou com as pernas amputadas,eu Michael Schumacher proponho fazer a primeira volta com ninguém ultrapassando ninguém.A tal primeira volta ia ser como se tivesse um safety-car na frente de todos os carros.Tudo isso para não vermos acidentes como o de Zanardi numa pista tão perigosa como é a de Monza.

                                                                               Atenciosamente,Michael Schumacher”

Com Jacques Villeneuve e Flavio Briatore rejeitando o tal pacto,o plano de Schumacher falhou miseravelmente.

Na corrida,a dupla da Ferrari iria tentar uma estratégia de duas paradas,mas Schumacher ainda estava triste com o negócio do World Trade Center e acidente de Zanardi,então só restou torcer para Barrichello(o que não era comum na Ferrari).A estratégia da Ferrari e de Rubinho não foi páreo para a estratégia de apenas uma parada da Williams.Juan Pablo Montoya venceu a corrida com Rubens Barrichello em segundo e Ralf Schumacher em terceiro.Michael Schumacher ficou num sem brilho,quarto lugar.

Que as pessoas que morreram na tragédia do World Trade Center descansem em paz.

 

Lembram que um dia desses eu postei dois posts mostrando vídeos onboards de carros ruins desde 2006(, ).Pois agora vou fazer o oposto,vou botar o que tá escrito no título.

Abaixo um MP4-21 pilotado por Kimi Raikkonen no circuito de Indianapolis.
Agora um vídeo de um Ferrari 248 F1 pilotado por Michael Schumacher no circuito de Nurburgring.
Abaixo um vídeo de Fernando Alonso pilotando um Renault R26 no circuito de Montreal.
Abaixo um vídeo de um BMW Sauber F1.07 pilotado por Nick Heidfeld no circuito de Nurburgring Nordschleife.
Agora o McLaren MP4-22 pilotado por Fernando Alonso no circuito de Spa-Francorchamps.
Abaixo um Ferrari F2007 pilotado por Felipe Massa em Instambul.

Fim da primeira parte,amanhã a segunda parte.

Tuíter

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