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Depois da minha entrevista com o ex-GP2, Victor Guerin. Consegui outra entrevista via Facebook. Sem coisas interessantes para postar, resolvi tentar a sorte no bate-papo do Facebook mais uma vez atrás de uma simples entrevista. O alvo: Roberto Figueroa.

Mandei a mensagem para ele pedindo a entrevista normalmente. Depois de algum tempo, ele respondeu dizendo que sim, ele aceitaria a entrevista. A entrevista começou normalmente com perguntas e respostas, mas surgiu um imprevisto (um colega meu apareceu em casa para jogar basquete, se quiserem saber, ganhei 26-19 com quatro bolas de 3) e pedi para continuarmos a entrevista depois e ele aceitou.

Algum tempo depois eu mandei uma mensagem perguntando se podíamos continuar. Sem resposta. No dia seguinte, eu refiz a pergunta. Como surgia vários imprevistos e eu ficava online quando ele tinha coisas mais importantes a fazer, ele me mandou uma mensagem dizendo para mandar todas as perguntas de uma vez que ia ser mais fácil. Obedeci, mas os assuntos ficaram todos embolados pois as perguntas iam e vinham na minha cabeça. Por isso, tentei organizar um pouco os assuntos.

NECRO- Como surgiu esse interesse por automobilismo? Essa paixão, de onde veio?

FIGUEROA- Bom depois de trabalhar 11 anos fazendo narraçâo de esportes em geral aqui na ESPN (EUA), fui convidado para trabalhar no Canal Speed, fazendo apenas esportes a motor.

Uma vez que você conhece um pouco mais a fundo o automobilismo e as pessoas que praticam ele (atras do volante ou com a mâo na graxa) é dificil nâo apaixonar.
Acho que no meu caso, que não sou piloto, a paixão veio mais pelo lado humano do que pelo lado velocidade.

NECRO- E como começou sua carreira de narrador? De onde veio esse interesse em ser narrador?

FIGUEROA- Meio por acaso, trabalhava na CNN como produtor em Nova Yorque e já morava nos EUA há algum tempo, sempre gostei muito de esporte, acompanhava os esportes americanos (quase uma obrigação quando se cursa a universidade aqui) e praticava boxe. Fui convidado para fazer um teste na ESPN para fazer beisebol (acho que ninguem mais do nosso grupo conhecia as regras do esporte.. rsrs). Assim comecei a narrar beisebol e boxe. Porém em poucos meses, já estava sendo escalado para narrar o que aparecia…

NECRO- hehehehe Você se mudou para os EUA cedo?

FIGUEROA- Vim fazer faculdade aqui. Com 20 anos (tenho 46..).

NECRO- Era divertido narrar um esporte emocionante como o baseball? (admito, usei um pouco de sarcasmo no “emocionante”)

FIGUEROA- Putz…MUITO! Trabalhava com grande amigo e padrinho do meu filho, Ivan Zimmerman… As 3 horas (no mínimo de um jogo “rápido”) passavam sem a gente se dar conta… riamos o tempo todo!

Depois dessa pergunta, rolou o imprevisto e tive de mandar todas as perguntas de uma vez só. 

NECRO- Como veio a proposta no Canal Speed?

FIGUEROA- Quando a ESPN (nos EUA) foi para o Brasil, a Fox me chamou para o Canal Speed.

NECRO- E a sua relação com Sergio Lago?

FIGUEROA- O Sergio é um dos meus melhores amigos, mesmo ele estando no Brasil estamos em contato direto!

NECRO- Como eram os bastidores das transmissões?

FIGUEROA- Tudo o que ia pro ar, era o que acontecia de verdade nos bastidores…

NECRO- Nas transmissões de NASCAR no Canal Speed, você e Sergio Lago pediam para o telespectador mandar perguntas pelo twitter. Qual foi a pergunta mais estranha que vcs já receberam?

FIGUEROA- Nem lembro da mais estranha, mas quando nos xingavam, era muito engraçado, porque eu falava pro Sergio ler no ar, mas ele nunca leu.. rsrsrsrs

NECRO- O que aconteceu pra você sair das transmissões da NASCAR no Fox Sports?

FIGUEROA- Como aconteceu com a ESPN, a Fox começou as operações desde o Brasil, e eu moro nos EUA..

NECRO- O que acha do Fox Sports a Nascar ou a Rolex?

FIGUEROA- Não tenho como acompanhar a Fox Sports estando aqui…

NECRO- O que acha do Hamilton Rodrigues narrando a NASCAR? E o Thiago Alves?

FIGUEROA- Nunca ouvi o Hamilton, e quando trabalhei com o Thiago achei ele super bem informado.

NECRO- Você pensa em voltar a participar das transmissões da NASCAR? Já que tem vários fãs de NASCAR que pedem seu retorno ao lado de Sergio Lago nas transmissões.

FIGUEROA- Só se pudesse fazer daqui dos EUA…

NECRO- Soube que agora participa das transmissões do WWE Smackdown na Rede TV, como é as transmissões?

FIGUEROA- Como sempre foram minhas transmissões, tenho que me divertir, para poder divertir quem está vendo.

NECRO- Ainda tem algum tipo de comunicação com velhos companheiros de narração?

FIGUEROA- Com quase todos.

NECRO- Tem alguma história interessante que aconteceu durante uma transmissão ou durante os bastidores de uma transmissão?

FIGUEROA- Várias, mas não tem como falar sem a devida autorização… rsrsrsrs 

Me lembro de uma vez quando o Miguel Paludo foi fazer uma narração comigo, e terminei entrevistando durante a narração a esposa dele, a Patricia. Pelo Twitter, perguntaram a ela como era a adaptação aos EUA (se referindo a carreira do Paludo) e ela respondeu sobre limpar a casa, fazer compras, cozinhar e etc… foi muito engraçado… rsrsrsrsr

Miguel e Patricia Paludo e seu cachorro

NECRO- E o Curva do S?

FIGUEROA- Vai bem obrigado! Agora estamos indo ao ar todas as quartas as 23 horas no Esporte Interativo.

NECRO- Como é fazer o programa do Curva do S?

FIGUEROA- Muito bom, graças a ele, conheço a fundo o automobilismo no Brasil e daqui dos  EUA.

NECRO- O que acha do grid atual da NASCAR?

FIGUEROA- Acho bem próximo do que era antigamente, com pelo menos 5 pilotos com chances reais de disputar o título.

NECRO- Tem algum favorito para ser campeão na NASCAR Sprint, Nationwide e Truck?

FIGUEROA- Torço bastante para os brasileiros, e para o JJ na Sprint.

NECRO- Tem algum piloto favorito no automobilismo mundial e nos EUA?

FIGUEROA- Sempre fui fã do Alex Zanardi, e virei grande admirador depois de conhecê-lo pessoalmente.

NECRO- O que você acha do Nelsinho Piquet?

FIGUEROA- Bom piloto.

NECRO- E do Miguel Paludo?

FIGUEROA- Bom piloto, grande pessoa.

NECRO- Já teve alguma amizade com algum piloto de corridas?

FIGUEROA- Sou amigo do Paludo.

NECRO- Você acha que o Brasil está bem respeitado está bem representado nos EUA e no resto do mundo no automobilismo?

FIGUEROA- Aqui está muito bem representado com o Piquet, o Paludo na Nascar, o Sidnei Frigo na NHRA, e todos os brasileiros na Indy. No resto do mundo, acho que falta um pouco mais de resultado em comparação com o que gastam para correrem na Europa.

NECRO- O que você achou do Pietro Fittipaldi trocando a carreira na NASCAR pelos monopostos europeus?

FIGUEROA- É normal no automobilismo, piloto gosta de correr e onde, é determinado pelo patrocínio…

NECRO- Você acompanha algum outro campeonato de corridas como F1, WEC, WRC, etc?

FIGUEROA- Tento acompanhar o WRC que gosto muito!

NECRO- O que você acha da F1?

FIGUEROA- Muito monótona…

NECRO- O que acha da Stock Car?

FIGUEROA- Acho que uma das melhores categorias do mundo em requisito “talento de pilotos”.

NECRO- Você costuma visitar sites de automobilismo? Se sim, quais são e o que você gosta neles?

FIGUEROA- Conheço a maioria das pistas da Nascar e da NHRA. Gosto muito de Bristol. É uma espécie de estádio de futebol, onde a torcida fica praticamente dentro da pista!

NECRO- E sua vida pessoal? Tem algum passatempo diário? Como sua família lidava com sua carreira de narrador?

FIGUEROA- Minha família sempre foi prioridade para mim, por isso voltar ao Brasil, apesar dos convites, nunca foi opção.

NECRO- Curte algum outro esporte sem ser as corridas ou beisebol? Tipo basquete, futebol, futebol americano, etc?

FIGUEROA- Adoro nosso futebol, sou torcedor fanático do Inter (YES!) .

NECRO- Curte algum programa ou série de TV?

FIGUEROA- Curva do S.. rsrsrsrsrs

NECRO- Curte algum jogo de videogame?

FIGUEROA- Não, mas tenho 4 filhos, termino jogando bastante..

NECRO- Já ouviu falar dos grupos de fãs de NASCAR no Facebook, como o NASCAR Só Para Fãs, NASCAR RACE BRASIL e Universo NASCAR?

FIGUEROA- Seguido vejo os posts, mas fica chato pra mim fazer algum tipo de comentário, acho anti-ético.

NECRO- Como era a sua infância? Tirava boas notas ou era um bagunceiro na sala de aula?

FIGUEROA- Ambos.. rsrsrs

NECRO- E na adolescência? Era o terror das meninas?

FIGUEROA- Era, mas porque elas tinham terror de mim…

NECRO- Para finalizar, deseja escrever um recado aos fãs de automobilismo?

FIGUEROA- Lugar de correr é na pista!

NECRO- Muito obrigado por me dar essa chance de te conhecer melhor, Figueroa. Boa sorte em sua carreira na narração. Felicidades e tudo de bom para você e sua família. Abraços.

FIGUEROA- Abraços.

FIM DA TRANSMISSÃO

Uma das maiores corridas de endurance do mundo vai acontecer daqui alguns dias, as 24 Horas de Daytona. As 24 Horas de Daytona perdem em importância para as 24 Horas de Nurburgring Nordschleife e para as 24 Horas de Le Mans. Com pc novo, nenhum assunto legal, pouco saco pra falar sobre o Bruno Senna, eu resolvo falar sobre as 24 Horas de Daytona.

Mas não vou falar sobre as 24 Horas, a Rolex, Osvaldo Negri ou esse traçado de viadinho que botam paras os rednecks correrem por 24 Horas. Também não vou falar do traçado oval que apesar de interessante, não é tão legal quanto o seu ancestral: Daytona Beach Road Course.

A foto acima é da antiga pista de Daytona Beach. Um circuito que misturava a Avenida A1A e a praia de Daytona Beach. Só vendo a foto, você já pode ter uma idéia de como era a pista.

A história da pista começa quando Henry Segrave, quebrou o recorde de velocidade em terra daquela época com seu Sunsbeam 1000 HP daquela época. Se quiser saber qual foi o recorde, foi 203.79 mph, algo em torno de 327.97 km/h.

Sir Henry Segrave com o Sunbeam 1000 HP

Depois disso, a história de Daytona começa a ganhar linhas e páginas. Principalmente quando William France Sr. se muda de Washington D.C. para Daytona Beach para escapar da Grande Depressão. Para quem não sabe o que foi a Grande Depressão, naquele ano de 1929 aconteceu a famosa crise na bolsa de Nova York que trouxe efeitos catástrofico-economicos para as cidades ricas e pobres dos Estados Unidos. Para fazer dinheiro, France criou uma oficina automotiva em Daytona Beach.

Depois disso, funcionários de Daytona Beach e o piloto local, Sig Haugdahl, resolveram criar uma corrida em Daytona. A ideia ganhou força e Haugdahl ficou com a responsabilidade de criar o traçado da pista.

A pista de Daytona Beach, consegue ver a curva 1?

O traçado juntava a atual avenida A1A e praia de Daytona Beach e media 5,1 km de extensão. A reta principal era na parte de areia do traçado e a reta oposta era no asfalto. Algo praticamente impossível de acontecer novamente nesses atuais anos de Abu Dhabi e Valência. Apesar de traçado simples e facilmente construído em uns poucos meses, a primeira corrida só foi acontecer em 1936. O vencedor da corrida ganharia 5.000 dólares vindos da prefeitura de Daytona Beach.

Milhares de ingressos foram vendidos para a primeira corrida realizada em Daytona Beach. Embora a parte de areia do traçado tenha tido várias controvérsias e até protestos por não ser muito seguro. Mas os organizadores mandaram eles se fuderem e os pilotos que se virem.

Mesmo assim, a corrida foi interrompida quando faltava apenas 3 voltas para o final. Milt Marion foi coroado o vencedor da corrida pela AAA, a organizadora e patrocinadora principal do evento. Os segundo e terceiro colocados da corrida, Ben Shaw e Tommy Elmore, respectivamente, prostetaram contra o resultado, mas tudo foi em vão.

Milt Marion com o carro que acho que ele usou para vencer a primeira corrida em Daytona Beach

Apesar de muita gente aparecer para ver a corrida, a cidade perdeu 20.000 dólares. Por conta disso, a prefeitura não quis mais mandar dinheiro para promover aquele evento.

É aí que William France entra. Haugdahl em busca de ajuda para promover o evento, consegue a ajuda de France numa espécie de aliança para organizar o evento em Daytona Beach. Com a aliança formada, Haugdahl e France foram atrás de dinheiro para promover o evento.

Eles conversaram com a Daytona Beach Elks Club, uma rede de móteis que ficava em Daytona Beach, aonde fica até hoje. A rede de móteis topou patrocinar a corrida para a felicidade de Haugdahl e France. Apesar do evento de 1937 ter sido mais bem sucecido do que o evento do ano anterior, houve outra perda em dinheiro como em 1936. Depois disso, Haugdahl desistiu de querer organizar eventos em Daytona Beach. William France teria de organizar os eventos em Daytona Beach ele mesmo.

Em 1938, France foi tentar organizar corridas em datas importantes para angariar dinheiro e publicidade fora de Daytona Beach. Ele consegue duas corridas naquele ano para Daytona Beach. Em julho e no fim de semana do Dia do Trabalho. Com toda a publicidade ganha no Dia do Trabalho, Daytona Beach ficou conhecido pelo país todo. Em 1939, foram 3 corridas em Daytona Beach e mais 3 no ano seguinte, em 1940.

Sucesso total. Várias corridas foram realizadas entre 1940 e 1941. Quando France estava planejando a corrida de 1942, Pearl Harbor foi bombardeada pelos japoneses. Era a Segunda Guerra Mundial. France passou a Segunda Guerra consertando barcos em Daytona Beach. Depois de anos parada, a pista de Daytona Beach voltou a receber corridas em 1946.

Alguns anos depois, France sabia que precisava de mais promotores para conseguir publicidade mundo afora. E promotores bons. Naquela época, os promotores de France eram inespruculosos, eles ficavam com o dinheiro que seria pago para os pilotos. Até que ele teve uma ideia.

Em 14 de dezembro de 1947, ele começou a realizar reuniões no Bar Ébany e no Hotel Streamline com amigos. Estava surgindo a NASCAR. A primeira corrida oficial da NASCAR foi realizada em Daytona Beach, em 1948, apenas para ser um evento de estreia. A corrida ficou marcada pelo acidente entre Red Byron e Marshall Teague.

No ano seguinte, Daytona Beach sediou a segunda corrida da NASCAR Strictly Stock, a atual Sprint Cup. 28 carros correram incluindo Buck Baker, Curtis Turner e Marshall Teague. Red Byron venceu aquela corrida e o campeonato também daquele ano.

Em 1950, a Strictly Stock é rebatizada para Grand National. A corrida de Daytona Beach foi transferida no calendário para fevereiro como nos dias atuais. Harold Kite venceu a corrida depois que Red Byron teve problemas na caixa de marchas na volta 25. Depois disso, Kite não saiu da liderança até a bandeirada final. Também teve outra corrida da NASCAR Modified Stock naquele fim de semana em Daytona. Gober Sobesee venceu.

Em 1951 e 1952, Marshall Teague e o lendário Fabulous Hudson Hornet venceram em Daytona seguidamente. Em 1953, o pole e segundo colocados, Bob Pronger e Fonty Flock fizeram uma aposta sobre quem ia liderar a primeira volta da corrida. Na largada, eles largaram veloz e nervosamente rumo a curva 1. Quando Pronger passou muito rápido na curva e destruiu o seu carro e perdendo a aposta. Mas Flock também não teve sorte naquela corrida. Flock tinha vantagem de 1 minuto para o segundo colocado, Bill Blair. Quando ele abriu a última volta, o carro ficou sem gasolina, o deixando a pé. Blair venceu a corrida.

Vale também destacar aquele fim de semana pelo fato da corrida da Modified Stock ter tido 136 (!!!) carros competindo em Daytona. Foi o maior grid em qualquer categoria da NASCAR em toda a história da NASCAR. Cotton Owens venceu essa corrida.

Em 1954, Tim Flock inovou sendo o primeiro piloto da história da NASCAR a usar o rádio para falar com a equipe. Flock também venceu a corrida, mas foi desclassificado por algum problema pequeno o bastante para ser classificado como impossível de descobrir. Lee Petty superou Buck Baker no final da corrida e terminou em segundo e consequentemente, em primeiro.

Em 1955, Fireball Roberts venceu a corrida, mas foi desclassificado por uma das válvulas do motor estarem 0,016 polegadas (!) acima do permitido. E no final,  Tim Flock venceu a corrida depois de perdido a corrida por desclassificação um ano atrás.

A largada de Daytona Beach em 1956

Em 1956, Tim Flock venceu novamente de ponta a ponta, liderando praticamente todas as voltas da corrida. Mas vale lembrar que ele correu com o carro que era um Chrysler de propriedade de Cark Kiekhaefer. Para quem não sabe, Kiekhaefer era dono de uma construtora de motores de popa, a Kiekhaefer Marine (mais tarde, Mercury Marine), que até forneceu motores de popa na Segunda Guerra Mundial. A corrida também marcou a entrada do primeiro afroamericano na NASCAR, Charlie Scott, que também competiu com um Chrysler de Carl Kiekhaefer.

Em 1957, Cotton Owens venceu pela primeira vez na NASCAR depois de brigar a corrida toda com Paul Goldsmith em Daytona Beach e levando a Pontiac a sua primeira vitória na categoria. A corrida de Daytona também marcou pela primeira uma média de velocidade numa corrida da NASCAR acima de 100 mph (101,5 mph).

Em 1958, Paul Goldsmith venceu em Daytona Beach com um Pontiac preparada por Smokey Yunick. Para quem não sabe, Yunick foi um grande e um dos melhores mecânicos da história da NASCAR, que inclusive está no Hall da Fama do Automobilismo.

Essa foi a última corrida realizada no circuito de Daytona Beach. William France tinha um projeto desde de 1953, de um circuito onde todas as pessoas ficassem num só lugar, em vez de espalhadas pela praia toda sem nem ao menos prestar atenção na corrida direito. Além disso, hotéis surgiam ao longo da praia de Daytona Beach. O projeto era de um SuperSpeedway de 2,5 milhas. stava surgindo o que nós chamamos hoje de Daytona International Speedway. Em 1959, foi realizada a primeira Daytona 500. E Daytona Beach não teve mais corridas até hoje.

A praia de Daytona Beach hoje em dia, destaque para as marcas de pneu na areia

Sem maiores assuntos e saco,aqui vai os carros pretos que marcaram o automobilismo.E também não quero puxar saco do GP da Índia.

Lotus John Player Special

Pilotados por grandes ícones do automobilismo mundial, a parceria da Lotus com os cigarros John Player Special criou alguns dos carros mais bonitos de todos os tempos. Duradoura, iniciou-se em 1972 e foi quase que sem interrupções até 1987, quando a equipe fechou um contrato milionário com a Camel, outra empresa tabagista.

Shadow DN1

Um carro com o nome de “sombra” só poderia ter essa coloração. Desenvolvido inicialmente na América do Norte para provas da Can-Am, chegou à Fórmula 1 em 1973 e sempre teve um layout bonito, especialmente quando pilotado por Jackie Oliver na bela Montjuich.

Dale Earnhardt Sir. Chevy Lumina 1990

Esses carros da Nascar da década de 80 e início da de 90 são um verdadeiro T maiúsculo. Este então, o Chevrolet Lumina que o mítico Dale Earnhardt pilotava, era o suprassumo de beleza e da maldade, muitas vezes campeão.

Andrea Moda S921

Bem ao contrário da maioria apresentada aqui, o carro da Andrea Moda era bonito e… ponto final. Nada mais do que isso. Bem, na verdade, era menos do que isso, pois um carro que está entre o top-3 de pior da história e brigando com a Life Racing para ver quem é o pior no top-1 (isso mesmo que você leu) de pior equipe, não pode-se misturar com meros modelos que corriam pelas pistas. Ao menos gosto para o layout e mão leve para surrupiar dinheiro o Sr. Andrea Sassetti tinha.

Minardi M191

Foto de um carrinho de brinquedo que é igualzinho ao Minardi M191

Outra que costumava se arrastar pelo fim do grid, mas que teve sua época de “ouro” e permaneceu por anos na categoria. Tem meu total respeito e admiração, ainda mais quando incorporava a roupagem negra e amarela como em 1991, que o grande jogo Super Mônaco GP usou como inspiração (juntamente com a pintura da McLaren de época, claro).

Newman-Haas de 1996 a 2002

Em uma época que era fissurado pela Cart, este carro da Newman Haas sempre chamou minha atenção. Pilotado por alguns brasileiros como o grande Cristiano da Matta, brigou bastante pela ponta.

Tyrrell 012

Uma Tyrrell bem rápida, marcou mais ou menos a divisão de águas do sucesso para o fracasso. Durante a temporada de 1984, com uma jovial e veloz dupla de pilotos oriunda da Fórmula 3 Inglesa (Martin Brundle e especialmente Stefan Bellof), este carro foi um autêntico fora da lei – tanto que foram excluídos do campeonato por usarem uma esfera de chumbo dentro do tanque de combustível, que funcionava como lastro.

Sauber Mercedes C9

Diferente da pintura usual do modelo prateado, este preto foi pilotado por Jean-Louis Schlesser, Mauro Baldi e Jochen Mass no Mundial de Esporte Protótipo de 1987. Com um motor V8 da Mercedes e efeito solo, era um raio sinistro nas pistas – culpa do patrocínio da AEG Olympia (computadores e periféricos).

Para não ser chato, aí vai um vídeo onboard do Buddh International Circuit, palco do GP da Índia de 2011.

E com Vitaly Petrov numa Lotus-Renault preta do RFactor F1 2011.Só pra não perder o significado do título do post.

 

 

Hoje em dia os patrocinadores tem feito parte da vida automobilistica.A Red Bull patrocina várias equipes de várias categorias.

São a F1,NASCAR,F-3 Britânica,World Series,Truck Series,Stock Car e um monte de outras categorias.Até na Indy ela já esteve,como a extinta Red Bull Cheever.

A Red Bull na NASCAR Sprint Cup

Na NASCAR,a Red Bull Racing Team disse que já vai dar adeus ano que vem,já que os resultados não estão sendo convincentes.Os pilotos eram Brian Vickers e Scott Speed em 2010.Speed já foi pro olho da rua e Vickers ficou com um derrame.Chamaram um bocado de gente:Matias Ekstrom e Cole Whitt se deram melhor,mas não levaram a vaga como piloto de 2011.Ekstrom voltou para a DTM e Whitt está na Truck Series na equipe da própria Red Bull.Com Vickers de volta e Kasey Kahne como novo piloto podia-se esperar resultados bons,mas eles não vieram.

O Futuro é Agora: Whitt Lança Para Pontos NASCAR Truck chumbo

Whitt pilotando a Red Bull da Truck Series

Na Fórmula 1 já é aquela coisa que você já sabe.Na Stock Car,a sua equipe conta com Cacá Bueno(o filho do Galvão) e Daniel Serra(o filho do grande Chico Serra).Os dois pilotos são bons,mas vivem dando umas vaciladas ali e aqui e acabaram por deixar Thiago Camilo ficar na frente no campeonato.

A Red Bull na Stock Car

Não vou ficar falando só da Red Bull não.Existe também a Escuderia Telmex.A Escuderia Telmex gosta do automobilismo.As categorias em que está presente são a American Le Mans Series,Rolex Sport Car Series,GP2,F1,NASCAR Corona Series e etc.

A Escuderia Telmex na ALMS

Na ALMS(a American Le Mans Series),A Ganassi/Telmex domina assim como na Rolex Sports Car Series.Com Memo Rojas e Scott Pruett a equipe é sempre uma favorita a ganhar as etapas das categorias.Como a equipe é mexicana.Ela sempre dá uma força aos pilotos mexicanos.Entre eles,Esteban Gutierrez e Sergio Perez.

A Escuderia Telmex na GP2…

na F1,lá na asa dianteira…

e na Corona Series.

Outra que gosta de estar em todas é a Lotus.São a F1,GP2,F-Indy,GP3 e ainda quer mais.Na Fórmula 1 já é aquilo que você já sabe.Na GP2,a Lotus tem a Lotus-ART e a Caterham Team Air Asia.Na Indy,a Lotus patrocina Tony Kanaan,E.J. Viso,Takuma Sato e todo o resto da equipe KV Racing.

A Lotus na Indy…

…e na GP2

Na GP2,a Lotus patrocina a Lotus-ART que tem como pilotos Jules Bianchi e Esteban Gutierrez.Não é só a Lotus-ART não,a Lotus também tem a Team Air Asia que conta com Davide Valsecchi e Luiz Razia,ambos são pilotos de teste da Lotus da F1.

Esse é o post de número 100 na história desse blog.VIVA!!!

Para ler a primeira parte,clique ali->O circuito que mais se parece um estádio de futebol-Parte 1

Recentemente,aconteceu uma reforma no asfalto(na verdade a pista é feita de concreto) do Bristol Motor Speedway.O motivo era simples:os carros só podiam fazer ultrapassagens por dentro.Com a nova reforma,agora um carro pode ultrapassar o outro por fora.

Atualmente,a pista é uma das mais recomendadas para ver uma corrida de carros.

CURIOSIDADES

O circuito possui uma grotesca inclinação nas curvas de 36 graus,mais 7 e fica igual a AVUS.

O complexo do circuito tem uma aparência idêntica à de um estádio de futebol com arquibancadas ao redor de todo o circuito.

O circuito possui duas pistas para fazer os pits stops.

É considerado o oval de meia milha mais rápido do mundo.

Atualmente a pista recebe corridas da NASCAR Sprint Cup Series,NASCAR Nationwide Series e da NASCAR Camping World Truck Series.

TRAÇADO

Reta principal:Reta pequena,tem que acelerar bastante pra pegar um vácuo e conseguir a ultrapassagem na Curva 1.

Curva 1:Curva de 36 graus de inclinação.Primeira tentativa de ultrapassagem na volta.Quem fizer essa curva por dentro,sairá em grande vantagem para conseguir a ultrapassagem.

Reta oposta:Reta do mesmo tamanho da primeira.Serve a lição da reta principal.Tente acelerar o máximo possível para pegar o vácuo e tentar a ultrapassagem.É nessa reta aonde o piloto sai dos boxes.

Curva 2:Curva de 36 graus de inclinação.Pode continuar tentando a ultrapassagem.Depois de curva,vem a entrada dos boxes.

Onboard do jogo Oval Pro Series no Bristol Motor Speedway.

Voltando a falar sobre pistas onde corram carros.Bristol Motor Speedway é um dos circuitos mais populares dos EUA.Ele fica localizado em Bluff City no estado do Tennessee.

Imagine se você entra num lugar com dezenas de milhares de pessoas nas arquibancadas,todas olhando para o centro do local aonde está acontecendo todo o entretenimento.Aí você vai pensar “Ah é um estádio de futebol” .Olhe de novo e você vai perceber que não é um estádio de futebol e sim um oval de meia milha.Um oval de meia milha chamado Bristol Motor Speedway.

O segundo menor circuito oval de toda a NASCAR(perdendo só para Martinsville) teve sua inauguração em 1961.O primeiro a andar na pista récem-nascida foi Tiny Lund com um Pontiac.Na primeira corrida na pista,quem saiu vitorioso foi Jack Smith.

De lá pra cá foram várias corridas ótimas com acidentes incríveis,hoje a pista é considerada uma ótima corrida de se ver,pois se ficar em apenas um ponto da arquibancada,já dá pra ver toda a extensão da pista.Como a pista é pequena,depois de apenas umas 10 voltas,o líder já vai dar de cara com pelo menos um retardatário.Ou seja é um espetáculo a parte.

É como se fosse entrar num estádio e ver uma corrida de carros

Amanhã a segunda parte.

Para ler a primeira parte clique ali ->O oval de Walt Disney-Parte 1

Depois de 96,os vencedores da etapa do Walt Disney Speedway usavam apenas um tal de motor Aurora.Em 97 foi Eddie Cheever Jr. que levou a melhor.Em 98,Tony Stewart venceu.Em 99,Eddie Cheever Jr. triunfou de novo.

Em 2000,foi o último ano em que a Indy passou por lá.O vencedor foi Robbie Buhl,mas a corrida foi marcada pelo grave acidente de Sam Schmidt.Sam ficou paraplégico.

E a Indy sacou a etapa do Walt Disney World Speedway do calendário por considera-lo muito perigoso.

A pista ainda sediou etapas da NASCAR Craftsman Truck Series,da USAC Formula Ford 2000 e a USAC Silver Crown Series.

Ao longo de sua história,o Walt Disney World Speedway acumulou quatro batidas graves.Duas com Eliseo Salazar,uma com Davy Jones e a mais grave com Sam Schmidt.

TRAÇADO

Disneyworld map.gif

CURVA 1-A primeira curva,a mais lenta do circuito.Como já disse na primeira parte,as curvas do circuito são todas diferentes.Essa curva é no maior estilo Phoenix.

CURVA 2-Curva de alta,talvez a mais rápida do circuito.Depois dessa curva vem uma pequena reta que dá na última curva.

CURVA 3-Última curva do circuito.Ela dá na última reta que dá na linha de chegada.E depois disso começa tudo de novo.

Hoje o circuito abiga apenas alguns testes de categorias como a Truck Series e ARCA.Criaram tambem o Richard Petty Driving Experience que dá a chance de uma pessoa qualquer dar uma volta num NASCAR de dois lugares sendo pilotada por um piloto experiente.

Acima um vídeo onboard de um piloto da IRL dando duas voltas durante a etapa do Walt Disney World Speedway.

Tuíter

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