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Chrisitan Danner na Hungria

Depois de resultados razoáveis na sua excursão na América do Norte, a Rial voltava para a Europa. Em Paul Ricard, Volker Weidler novamente não se pré-classifica. Completamente normal. Restava à Christian Danner salvar o dia. O que não aconteceu. Na qualificação, Danner só fica a frente da patética Coloni de Roberto Pupo Moreno, e não se classifica para a corrida.

E assim foram para Silverstone. Weidler foi o último na pré-classificação. Christian Danner também não foi melhor. O último na classificação. E quase dois segundos atrás do piloto mais próximo. Tava na cara que as coisas na Rial não iam nada bem. Iam piores do que nunca.

Na próxima etapa, no velocíssimo circuito de Hockenheim na Germânia, novidades. Com o início do segundo semestre do campeonato, a famigerada pré-classificação foi reorganizada. E a Rial se deu bem com isso.

Graças ao quarto lugar de Danner em Phoenix, Volker Weidler foi promovido a nunca mais passar pela pré-classificação. Mas aquela altura, Gunther Schmid já estava puto da vida com Weidler pelos vários DNQs na pré-classificação e também não tinha um bom relacionamento com Danner.

Sua raiva com Weidler só ficou pior em Hockenheim. Weidler não deu nenhuma volta cronometrada pois o seu ARC02 parou na pista por problemas elétricos. Como Weidler não marcou nenhuma volta na classificação, a equipe foi multada em 5.000 verdinhas.

Christian Danner não foi muito melhor. Ele conseguiu o último tempo da classificação a 7 décimos atrás do Onyx de Bertrand Gachot. E não conseguiu se classificar para a corrida.

Volker Weidler na Hungria com sua Rial com a asa irregular

Com mais um fracasso na classificação, o pessoal azul e amarelo seguiram para a Hungria, onde seria realizada a próxima etapa. Mais uma vez, Danner e Weidler foram promovidos automaticamente para a classificação.

Na primeira sessão da classificação, as Rials marcaram os dois piores tempos da sessão. Weidler foi quase 2 segundos mais lento que Danner que também foi quase 1 segundo mais lento que René Arnoux e sua Ligier que ficaram logo a frente dos Rials.

Na segunda sessão, as coisas melhoraram. Weidler mais uma vez foi o mais lento da sessão ao marcar 1.26.3. Danner foi melhor ao marcar 1.25.0, mas no geral ele não melhorou de posição. Mais uma vez as Rials ficaram na classificação.

Mas, um fato marcou o fim de semana da Rial. Nos treinos de sexta-feira, Volker Weidler foi pego usando uma asa traseira irregular e teve seus tempos excluídos. A asa estava um pouco mais para trás do que o permitido. Mais uma vez a equipe alemã foi multada. Mas Gunther Schmid não deixou isso passar em branco. Ainda mais porque naquele dia era aniversário de Schmid e ele não ia pagar a multa. Schmid jogou a culpa em Stefan Fober, o engenheiro do time. Schmid obrigou Fober a pagar a multa.

Fober não gostou daquilo. Ele pagou a multa sim, mas logo depois caiu fora da equipe. Ele já estava cansado dos fracassos do time nas corridas e já estava planejando cair fora do time depois de Hungaroring, mas depois de ser obrigado a pagar a multa, ele decidiu e foi embora de vez.

Schmid se viu numa enrascada. A equipe estava indo de mal a pior. Os pilotos não conseguiam se classificar para a corrida. O carro não melhorava. O dinheiro não estava vindo e ele estava sem um engenheiro.

Raphanel participando na sua única corrida na F1 pela Coloni em Mônaco

Para tentar resolver parte dos problemas, ele chamou Pierre-Henri Raphanel para correr. Raphanel vinha de uma péssima temporada pela patética Coloni, onde conseguiu se classificar apenas em Mônaco e abandonou voltas depois com problemas na caixa de marchas.

Raphanel não era um piloto muito talentoso, mas ele trazia consigo o engenheiro Christian van der Pleyn. Schmid a princípio nem queria contratar Van Der Pleyn, achando que lhe custaria ainda mais dinheiro. Mas depois ele percebeu que sem um engenheiro a equipe iria piorar ainda mais. Mas uma rápida troca de engenheiros e pilotos não iria adiantar para melhorar o desempenho da equipe. O carro era apenas uma evolução do ARC01 do ano anterior e era muito longe das outras equipes em ritmo.

Mesmo assim, eles seguiram para Spa-Francorchamps para a próxima etapa da temporada de 1989 da F1. Danner e Raphanel seguiram para a classificação. Na primeira sessão da classificação, os Rials foram os mais lentos com sobras. Em meio a pista molhada de Spa, Raphanel e Danner marcaram os piores tempos da sessão. O estreante pela Rial, Raphanel marcou 2.21.1 e Danner marcou 2.20.5. Cerca de 1 segundo e meio mais lento que o carro mais próximo, o Brabham de Stefano Modena.

Até aquele momento, já dava para imaginar o que ia rolar na segunda sessão. Na segunda sessão, já com a pista mais seca. Raphanel marcou 2.02.9. O último tempo. Cerca de  2 segundos e meio mais lento que o carro mais próximo, o de Christian Danner. Danner que também teve um péssimo treino e marcou 2.00.1. Cerca de quase 3 segundos mais lento que o carro mais próximo, o Lotus de Nelson Piquet. Mais uma vez, restava a Rial ir para a casa mais cedo.

Pierre Henri-Raphanel “acelerando” em Monza

A próxima etapa era Monza. Uma pista veloz. O que não iria ajudar a Rial que tinha um carro à beira de ser antigo em relação aos outros. Na primeira sessão de classificação, Raphanel não marcou tempo por problemas no seu ARC02. Já Danner marcou 1.32.0. Surpreendentemente, 1 décimo atrás do carro mais próximo, o March de Ivan Capelli. Embora o mesmo Capelli estivesse a 2 segundos do Arrows de Eddie Cheever, o carro mais próximo.

Na segunda sessão, com os problemas no carro consertados, Raphanel foi para a pista. Com bem menos tempo para experimentar a pista, Raphanel marcou horrendos 1.36.2. Quase cinco segundos atrás de Danner que também era o carro mais próximo. Danner marcou um tempo de 1.31.8 e obviamente não se classificou para a corrida.

Com vários problemas, a equipe seguia na temporada. Faltavam 4 etapas. E mais surpresas viriam para a equipe azulada de Gunther Schmid. Mas não muito boas.

Hoje eu iria escrever sobre a Andrea Moda, uma das equipes consideradas mais… é, mais…

Falta palavras para definir a Andrea Moda.

Continuando a história, a Andrea Moda só existiu porque o dono dela comprou o espólio de outro desastre da F1: a equipe Coloni. “Intão” vamos respeitar a ordem e falar da Coloni primeiro.

Depois ter conquistado sucesso na F3 e ter tido uma regular participação na F3000 em meados da década de 80, Enzo Coloni resolveu tentar a sorte e teve a incrível idéia de montar uma equipe de F1, em 1987.

A Coloni em seu GP de estréia em 1987

O modelo FC 187 amarelo era um projeto bem simples, criado pelo engenheiro Roberto Ori (ex-Dallara) e empurrado pelo motor Cosworth DFZ. Logo na estréia, no GP de Monza, em setembro de 1987, acontece os primeiros indícios e que as coisas não iriam funcionar. O carro não havia feito nem o shake-down e eles queriam competir assim mesmo. Quem teve a dura missão de guiar o carro foi Nicola Larini. Era evidente que o carro não iria conseguir se classificar. Foram dois segundos mais lento que o último do grid e 12 segundos mais lento que o pole.

Já na Espanha eles conseguem se classificar para a corrida, na frente dos carros da Osella. Porém a aventura só dura sete voltas, pois Larini ficou a pé por causa da transmissão. Depois dessa corrida, a equipe decide não mais participar do campeonato de 87, concentrando suas forças para o ano de 1988.

Para o campeonato de 88 eles contrataram o piloto Gabriele Tarquini e permaneceram com os motores Ford. O ano até que começou bem, com Tarquini passando sempre pela qualificação.  No GP do Canadá  foi o ponto alto da equipe. Eles conseguiram a proeza de lagar em quinto e chegaram em oitavo no final da corrida. Foi o melhor resultado alcançado pela equipe em toda a sua curta história.

Coloni em 1988: o ano até que começa bem

Mas com o andar da carruagem a equipe começou a apresentar problemas devido a falta de dinheiro e até mesmo de empregados. Estava cada vez mais difícil passar da pré-qualificação e o carro sofria com os problemas mecânicos durante as corridas. Só para vocês terem uma idéia de como era ruim a equipe, depois do GP do Canadá, Tarquini não conseguiu classificar o carro em 4 corridas seguidas. Conseguiram largar em 8 corridas, terminaram quatro, não terminaram as outras quatro e não conseguiram largar em 8. E esse foi o melhor ano!

Porém, as esperanças estavam renovadas para o ano de 1989. Tudo porque ele conseguiu conseguiu alguns patrocinadores e  contratou um trio de engenheiros:  o designer Christian Vanderpleyn, R & D especialista Michel Costa, gerente de equipe e Frederic Dhainaut. Além disso, a equipe teria dois carros a partir de agora. E os pilotos eram: o piloto francês Pierre-Henri Raphanel e um brasileiro que gostava de sofrer, Roberto Moreno.

Por causa do 8º lugar obtido no Canadá no ano anterior, um dos carros da Coloni não iria mais precisar passar pela pré-qualificação na primeira metada do campeonato. Esse carro ficava a cargo de Moreno, enquanto Raphanel iria penar nas pré-qualificações.

No início de 89 o carro ainda era o de 87 com algumas atualizações

Mas se você pensa que os problemas estavam acabados, esta totalmente enganado. Eles não conseguiram prepara o novo carro para o início da temporada. Com isso, deram uma guaribada no carro do ano anterior, que já era uma guaribada do ano de 1987 e se mandaram para as primeiras provas do ano. O carro simplesmente era 20km/h mais lento do que qualquer carro do grid. Por causa disso, Moreno não conseguiu classificar o carro nas duas primeiras corridas do ano e Raphanel nem passou pelas pré-qualificações. Um desastre.

Chegaram em Mônaco e aí aconteceu o milagre. Moreno consegue o 25º tempo e classifica o carro para o grid. E a cagada foi ainda maior porque Raphanel conseguiu classificar seu carro para o 18º lugar. Uma borrada completa que nunca mais foi visto os dois carros juntos no grid de largada. Mas como felicidade de pobre dura pouco, ambos abandonam a corrida por problemas no câmbio. E nas duas corridas seguintes nada de Coloni no grid.

Lançamento do novo carro em 89: aquele sorriso do Moreno iria sumir até o final da temporada

Na corrida do Canadá, a Coloni apresentou um carro totalmente novo e uma pintura nova, cinza, branca e azul. Com um carro menos horroroso, Moreno se classificou para o grid e vinha fazendo uma ótima corrida, até perder uma roda e ter problemas no motor. Raphanel nem passou da pré-qualificação. Devido aos maus resultados, a Coloni caiu para a pré-classificação a partir da corrida da Alemanha.

Moreno procurando a roda da Coloni

Em Portugal, a Coloni contratou Gary Anderson como freelancer. Anderson desenvolveu um bico novo, que parecia muito eficiente, e que realmente melhorou muito o carro. Moreno passou da pré e largou em um excelente 15º lugar no grid. Só que uma batida no warm-up com Eddie Cheever arrebentou o carro e Moreno teve de largar com o reserva, que deveria ser um remendo de outros carros da equipe. Sua corrida acabou na 11ª volta.

Moreno voando: Tomou uma do Eddie Cheever

E o pior estava por vir pois eles não tinham outra asa dianteira pronta para o GP seguinte, na Espanha. E quando o bico ficou pronto, o carro simplesmente não tinha velocidade em reta. Eles não coseguiram mais passar da pré-qualificação com o carro. Para quem tinha tanta esperança no início, o final de temporada foi melancólico para a Coloni, que praticamente não existia mais , pois terminou o campeonato com apenas seus dois pilotos, seis mêcanicos e o seu gerente de equipe.

No próximo post sobre a equipe, falarei a respeito dos dois últimos anos da equipe.

Aguardem, pois haverá surpresas.

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